Emídio, 105 anos, cruzou e lutou por três séculos, em permanente combate pela lucidez, de que era um extraordinário titular, e pela dignidade humana
em nome da dignidade humana arriscou, guerreou e bateu-se toda uma vida, grande parte dela muito corajosamente em contraciclo !
e que vida ...
logo menos de um ano após o golpe de 1926 tentou derrubar os golpistas; se tem vencido, pouparia talvez a Portugal mais de meio século de ditadura, pobreza e ignorância
exilado, combateu o tirano Franco; se tem ganho, pouparia muitas vidas, repressão e ignomínia
depois da madrugada de Abril, fundou e dirigiu o então PPD, em contraciclo, de onde acabou por sair, também em contraciclo
ser humano e cidadão exemplar, nobre portador da bandeira e das armas do bem – pelo qual é necessário agir e bater-se, eis a sua lúcida mensagem – Emídio Guerreiro abraçou, transportou e disseminou pelos tempos (e pelas geografias, do exílio, mesmo no seu próprio País) a suprema causa da dignidade humana, que sacrificadamente defendeu com bravura, lucidez e acção
uma vida de luz
observacoes sao benvindas
2005-06-30
2005-06-26
gente
ontem, sábado 25 de Junho, o Púlico tem dois homólogos do Ditos e apesar do direito que o nome do dia pressupõe, a coluna «Diz-se» transcreve do Jornal de Negócios, duas afirmações de Baptista-Bastos que não dão descanso ao Governo
nada de extraordinário, vindo de quem, sem papas na língua, sempre se destacou pela análise lúcida, crítica contundente e expressão certeira
dá-se no entanto o caso de Baptista-Bastos se referir ostensivamente a "esta gente" que nos tem governando desde há trinta anos
já outro ilustre comentador, em recente jametinhasdito, verberava contra "esta gente", seja lá o que for o conceito mas tendencialmente a coisificação de pessoas desmerecidas de maior consideração, designadamente porque, pelo que se tem visto - Baptista-Bastos - erraram tanto ou tudo, ou porque - Vasco Graça Moura - segura e aritmeticamente, vão errar tanto ou tudo
começa pois a preocupar que comentadores tão literatos e desabridos, tenham necessidade de recorrer à despersonalização e à generalização dos criticados, atribuindo-lhe o epíteto pejorativo que o «esta gente» pretende encerrar em vez da identificação exacta das pessoas e actos sob crítica
além de infeliz e menos elegante, parece retórica de último recurso mais apropriado para quem nada tem para jametinhasdizer ...
já o «DIXIT» vem aqui ter por outras razões: transcreve um conjunto de alocuções proferidas no debate mensal com o Primeiro-Ministro mas deixa um saldo estranhamente negativo - 9 (nove) 9 frases de José Sócrates para apenas 1 de Marques Mendes, líder da oposição, já para não falar do encómio à antiga de Alberto Martins, deputado do PS que se dirige ao próprio chefe por V.Exa. e procurando convencê-lo de que estamos (?) conscientes de que será um protagonista e está a sê-lo (será antes selo?) da autoridade democrática ...
esta gente ... digo, este Alberto Martins ...
observacoes sao benvindas
nada de extraordinário, vindo de quem, sem papas na língua, sempre se destacou pela análise lúcida, crítica contundente e expressão certeira
dá-se no entanto o caso de Baptista-Bastos se referir ostensivamente a "esta gente" que nos tem governando desde há trinta anos
já outro ilustre comentador, em recente jametinhasdito, verberava contra "esta gente", seja lá o que for o conceito mas tendencialmente a coisificação de pessoas desmerecidas de maior consideração, designadamente porque, pelo que se tem visto - Baptista-Bastos - erraram tanto ou tudo, ou porque - Vasco Graça Moura - segura e aritmeticamente, vão errar tanto ou tudo
começa pois a preocupar que comentadores tão literatos e desabridos, tenham necessidade de recorrer à despersonalização e à generalização dos criticados, atribuindo-lhe o epíteto pejorativo que o «esta gente» pretende encerrar em vez da identificação exacta das pessoas e actos sob crítica
além de infeliz e menos elegante, parece retórica de último recurso mais apropriado para quem nada tem para jametinhasdizer ...
já o «DIXIT» vem aqui ter por outras razões: transcreve um conjunto de alocuções proferidas no debate mensal com o Primeiro-Ministro mas deixa um saldo estranhamente negativo - 9 (nove) 9 frases de José Sócrates para apenas 1 de Marques Mendes, líder da oposição, já para não falar do encómio à antiga de Alberto Martins, deputado do PS que se dirige ao próprio chefe por V.Exa. e procurando convencê-lo de que estamos (?) conscientes de que será um protagonista e está a sê-lo (será antes selo?) da autoridade democrática ...
esta gente ... digo, este Alberto Martins ...
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2005-06-24
em queda
o tema da quartada de Vasco Graça Moura no editorial do DN de 22 de Junho é totalmente irrelevante
mas o propósito é ostensivo: penalizar “esta gente” do Governo socialista
o ouro está nas eleições autárquicas, uma pechincha de oportunidade !
e os meios até são elementares, nem mais é preciso, o dito Governo já começou a cair, por decreto de comentador profissional à sombra de uma inteligência que «funciona com um fascinante sentido de simplificação.»
ele há personalidades assim, maternais a explicar aritmética às crianças
e a história registará a data de 16 de Junho de 2005 como um dia de entrevistas na televisão !!!
calmamente, com a mesma sóbria serenidade e honestidade intelectual com que ainda há poucos meses as quartadas davam dez anos de vigorosa longevidade governamental a Santana Lopes ...
e há poucos mais, outros dez a Durão Barroso...
livra !
observacoes sao benvindas
mas o propósito é ostensivo: penalizar “esta gente” do Governo socialista
o ouro está nas eleições autárquicas, uma pechincha de oportunidade !
e os meios até são elementares, nem mais é preciso, o dito Governo já começou a cair, por decreto de comentador profissional à sombra de uma inteligência que «funciona com um fascinante sentido de simplificação.»
ele há personalidades assim, maternais a explicar aritmética às crianças
e a história registará a data de 16 de Junho de 2005 como um dia de entrevistas na televisão !!!
calmamente, com a mesma sóbria serenidade e honestidade intelectual com que ainda há poucos meses as quartadas davam dez anos de vigorosa longevidade governamental a Santana Lopes ...
e há poucos mais, outros dez a Durão Barroso...
livra !
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2005-06-23
lapsus parvum
dito em português corrente, um pequeno lapso !
outras palavras: um erro pequenino, coisa pouca, um lapsinho !!!
a Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, jasetinhadito "...um pouco atrapalhada" quando perorou sobre "um pronunciamento sobre um despacho do Governo Regional de um Tribunal dos Açores, que não é de Lisboa nem respeita à República Portuguesa, portanto não respeita ao nosso sistema"
ainda se pode dissecar a ambiguidade: é o Tribunal dos Açores que não respeita à República ? a sentença ? ou o Governo Regional ? ou o despacho ?
para haver safa é capaz de ser preciso interpretar a expressão ministerial no sentido de que o Tribunal não sentenciou a República ...
por via de outras interpretações o lapso deixa de ser pequeno, mesmo que a atrapalhação seja compreensível, carregando na infelicidade de uma declaração deveras precipitada
mas o jametinhasdito educacional vai para a filosofia pressuposta na tentativa de emenda, lá onde a Ministra afirma que "Os ministros são pessoas normais e cometem lapsos e só são diferentes porque têm mais responsabilidades"
esta perspectiva confina ou eleva os Ministros a pessoas, digamos ... especiais ? -
bem vistas as coisas, é justamente por terem mais responsabilidades do que as "pessoas normais" que os Ministros não podem cometer os mesmos erros - a errar como as "pessoas normais" deverão deixar de ser Ministros
aproveitando a deixa, importa admitir que a Ministra também procurou reconhecer preocupação pelos descontentamentos dos professores mas soube defender os interesses superiores da educação
num país de "munto ilevado analfabrutismo", eh eh, a prioridade tem que ser definida de forma inquívoca a favor da menor perturbação possível do ano lectivo, devendo os interesses, privilégios ou legítimos direitos sectoriais ser defendidos ou prosseguidos com cuidada limitação da extensão dos prejuízos causados aos alunos e à comunidade em geral
e nunca agravar a situação deliberando a coincidência da greve com a data prevista para realização de exames, criando uma verdadeira armadilha à raposa, o que fica muito mal a quem exerce a delicada e decisiva função docente
há tempo para cada qual se exprimir, reivindicar e lutar
desnecessário e contraproducente é fazer perigar bens preciosos, como a educação num país e sobre uma população dela especialmente carente
observacoes sao benvindas
outras palavras: um erro pequenino, coisa pouca, um lapsinho !!!
a Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, jasetinhadito "...um pouco atrapalhada" quando perorou sobre "um pronunciamento sobre um despacho do Governo Regional de um Tribunal dos Açores, que não é de Lisboa nem respeita à República Portuguesa, portanto não respeita ao nosso sistema"
ainda se pode dissecar a ambiguidade: é o Tribunal dos Açores que não respeita à República ? a sentença ? ou o Governo Regional ? ou o despacho ?
para haver safa é capaz de ser preciso interpretar a expressão ministerial no sentido de que o Tribunal não sentenciou a República ...
por via de outras interpretações o lapso deixa de ser pequeno, mesmo que a atrapalhação seja compreensível, carregando na infelicidade de uma declaração deveras precipitada
mas o jametinhasdito educacional vai para a filosofia pressuposta na tentativa de emenda, lá onde a Ministra afirma que "Os ministros são pessoas normais e cometem lapsos e só são diferentes porque têm mais responsabilidades"
esta perspectiva confina ou eleva os Ministros a pessoas, digamos ... especiais ? -
bem vistas as coisas, é justamente por terem mais responsabilidades do que as "pessoas normais" que os Ministros não podem cometer os mesmos erros - a errar como as "pessoas normais" deverão deixar de ser Ministros
aproveitando a deixa, importa admitir que a Ministra também procurou reconhecer preocupação pelos descontentamentos dos professores mas soube defender os interesses superiores da educação
num país de "munto ilevado analfabrutismo", eh eh, a prioridade tem que ser definida de forma inquívoca a favor da menor perturbação possível do ano lectivo, devendo os interesses, privilégios ou legítimos direitos sectoriais ser defendidos ou prosseguidos com cuidada limitação da extensão dos prejuízos causados aos alunos e à comunidade em geral
e nunca agravar a situação deliberando a coincidência da greve com a data prevista para realização de exames, criando uma verdadeira armadilha à raposa, o que fica muito mal a quem exerce a delicada e decisiva função docente
há tempo para cada qual se exprimir, reivindicar e lutar
desnecessário e contraproducente é fazer perigar bens preciosos, como a educação num país e sobre uma população dela especialmente carente
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2005-06-21
eterno (?) feminino socialista
de acordo com a mais recente notícia da respectiva página oficial, o Departamento Nacional de Mulheres Socialistas jametinhadito que vai fazer das suas eleições um marco histórico
o objectivo foi plenamente atingido: as candidaturas concluíram-se a 3 de Maio (vai para dois meses) e a campanha oficial começou a 19 de Maio passado (há mais de um mês) tendo entretanto circulado diversos rumores, notícias, boatos, desmentidos, promessas, hipóteses, metásteses, metáforas, suposições, pressuposições e muitas outras confusões
na realidade, a notícia é antiga, a página oficial está muito desactualizada, não diz que as eleições já foram, nem que o PS ainda não tem Presidente das Mulheres Socialistas, Conselho Consultivo também não ...
resultados ?
estão à vista, escusam de gastar mais euros, latim e tempo de antena
a compreensão alheia tem limites, onde estão as Mulheres Socialistas ?
enfim, o problema é lá delas ...
observacoes sao benvindas
o objectivo foi plenamente atingido: as candidaturas concluíram-se a 3 de Maio (vai para dois meses) e a campanha oficial começou a 19 de Maio passado (há mais de um mês) tendo entretanto circulado diversos rumores, notícias, boatos, desmentidos, promessas, hipóteses, metásteses, metáforas, suposições, pressuposições e muitas outras confusões
na realidade, a notícia é antiga, a página oficial está muito desactualizada, não diz que as eleições já foram, nem que o PS ainda não tem Presidente das Mulheres Socialistas, Conselho Consultivo também não ...
resultados ?
estão à vista, escusam de gastar mais euros, latim e tempo de antena
a compreensão alheia tem limites, onde estão as Mulheres Socialistas ?
enfim, o problema é lá delas ...
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2005-06-15
às escuras ?
a Sábado, revista com inúmeros atractivos, na edição de 3 a 8 de Junho – sim, notícias frescas – jametinhadito que também há restaurantes que servem pratos às escuras
bem visto, o verdadeiro poder dos sentidos pode ser revelado quando falta ou não usamos algum deles
neste caso, que redobrado deve ser o apuro do tacto, do ouvido, do olfacto e, instigadamente, do paladar
se é certo que os olhos também comem, e às vezes é muito mais ou mesmo só isso, é também provável que outros e intensos sabores se extraiam da experiência de comer e conviver ... sem ver !
os Clientes são ajudados pelos invisuais - que trabalham no restaurante!
de acordo com as informações da página do «Dans le Noir?», em que até a interrogativa é saborosamente prometedora, o projecto nasceu da visão de responsáveis pela Associação Paul Guinot, defensora de cegos e amblíopes franceses, para sensibilizar e proporcionar o conhecimento do modo de vida e dificuldades de quem não vê...
o que pelos vistos é possível realizar de forma construtiva, prazenteira e ética !
observacoes sao benvindas
bem visto, o verdadeiro poder dos sentidos pode ser revelado quando falta ou não usamos algum deles
neste caso, que redobrado deve ser o apuro do tacto, do ouvido, do olfacto e, instigadamente, do paladar
se é certo que os olhos também comem, e às vezes é muito mais ou mesmo só isso, é também provável que outros e intensos sabores se extraiam da experiência de comer e conviver ... sem ver !
os Clientes são ajudados pelos invisuais - que trabalham no restaurante!
de acordo com as informações da página do «Dans le Noir?», em que até a interrogativa é saborosamente prometedora, o projecto nasceu da visão de responsáveis pela Associação Paul Guinot, defensora de cegos e amblíopes franceses, para sensibilizar e proporcionar o conhecimento do modo de vida e dificuldades de quem não vê...
o que pelos vistos é possível realizar de forma construtiva, prazenteira e ética !
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visão
em Beleza e em boa hora, a Fundação Champalimaud anunciou a instituição de um Prémio, a atribuir de dois em dois anos, destinado a incentivar e compensar a investigação na área da visão, no quadro do desenvolvimento da actividade de pesquisa científica no campo da medicina
na expectativa de que frutifiquem os avanços significativos no âmbito da visão, um jametinhasdito de júbilo para quem haja bem !
observacoes sao benvindas
na expectativa de que frutifiquem os avanços significativos no âmbito da visão, um jametinhasdito de júbilo para quem haja bem !
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a rua do nome
a Monforte, no Alto Alentejo, são reconhecidos importantes vestígios megalíticos, estudados, enquadrados no património arqueológico da região que testemunha um passado longínquo de presença e actividade humana desde há cinco milénios
Monforte tem também inúmeros elementos edificados que remontam à época da ocupação romana, uns dois milénios de história
já no milénio passado, foi palco de lutas entre cristãos e mouros, tendo sido vitorioso o exército de D. Afonso Henriques, o Fundador de Portugal, já lá vão quase mil anos
mais recentemente, Monforte serviu na defesa contra invasores do território nacional
há dias, foi notícia por ter dado o nome de um dos seus, vivo e jovial, a um Largo, que passou a chamar-se José Carlos Malato
o topónimo homenageia e responsabiliza um profissional de rádio e televisão, no activo, esperemos que com muito para dar
acto contínuo, além de referências invejosas, soezes e boçais, o assunto mereceu também a atenção de intelectuais, mais propriamente e para o que ao Ditos interessa, deu alimento a comentadores
na revista do Expresso, a Única Bomba Inteligente Carla Hilário Quevedo perorou sobre a atribuição camarária ao seu Colega de comunicação
e no Diário de Notícias, Miguel Gaspar, verdadeiro refúgio dos media, jametinhadito que a vila de Monforte participou na “subversão da memória”, alterando o curso natural do rio da história, que tende a inundar de antepassados célebres a toponímia dos nossos lugares
mas bem sabemos que os nomes das ruas mudam e até o dos lugares, quem não se lembra do Poço passar a Fonte, em Boliqueime – e quantas mil vezes preferível seria substituir “Quinta do Cabrinha” por nome mais auspicioso para um bairro social ganhar o ânimo necessário a enfrentar tantas dificuldades no seu quotidiano ? e quantas vontades faltam para substituir o “Senhor Roubado” da placa da primeira localidade à saída de Lisboa em direcção a Loures ? e quantos comentadores, apresentadores ou locutores poderiam enobrecer muitos lugares que habitamos, de nome irreconhecível ou pateta ?
haverá poucas ruas, praças e pontes Vasco da Gama, Elias Garcia, Almirante Reis ? mais algumas alamedas, avenidas e viadutos Eça de Queiroz, Hintze Ribeiro, D. Pedro ? e freguesias de Santos ?
é bem certo que nem o dia de hoje apaga a memória, nem todos os nomes de rua são exactamente heróis, nem só de passado é feito o presente
e o caso em apreço parece mais aposta de futuro
oxalá !
observacoes sao benvindas
Monforte tem também inúmeros elementos edificados que remontam à época da ocupação romana, uns dois milénios de história
já no milénio passado, foi palco de lutas entre cristãos e mouros, tendo sido vitorioso o exército de D. Afonso Henriques, o Fundador de Portugal, já lá vão quase mil anos
mais recentemente, Monforte serviu na defesa contra invasores do território nacional
há dias, foi notícia por ter dado o nome de um dos seus, vivo e jovial, a um Largo, que passou a chamar-se José Carlos Malato
o topónimo homenageia e responsabiliza um profissional de rádio e televisão, no activo, esperemos que com muito para dar
acto contínuo, além de referências invejosas, soezes e boçais, o assunto mereceu também a atenção de intelectuais, mais propriamente e para o que ao Ditos interessa, deu alimento a comentadores
na revista do Expresso, a Única Bomba Inteligente Carla Hilário Quevedo perorou sobre a atribuição camarária ao seu Colega de comunicação
e no Diário de Notícias, Miguel Gaspar, verdadeiro refúgio dos media, jametinhadito que a vila de Monforte participou na “subversão da memória”, alterando o curso natural do rio da história, que tende a inundar de antepassados célebres a toponímia dos nossos lugares
mas bem sabemos que os nomes das ruas mudam e até o dos lugares, quem não se lembra do Poço passar a Fonte, em Boliqueime – e quantas mil vezes preferível seria substituir “Quinta do Cabrinha” por nome mais auspicioso para um bairro social ganhar o ânimo necessário a enfrentar tantas dificuldades no seu quotidiano ? e quantas vontades faltam para substituir o “Senhor Roubado” da placa da primeira localidade à saída de Lisboa em direcção a Loures ? e quantos comentadores, apresentadores ou locutores poderiam enobrecer muitos lugares que habitamos, de nome irreconhecível ou pateta ?
haverá poucas ruas, praças e pontes Vasco da Gama, Elias Garcia, Almirante Reis ? mais algumas alamedas, avenidas e viadutos Eça de Queiroz, Hintze Ribeiro, D. Pedro ? e freguesias de Santos ?
é bem certo que nem o dia de hoje apaga a memória, nem todos os nomes de rua são exactamente heróis, nem só de passado é feito o presente
e o caso em apreço parece mais aposta de futuro
oxalá !
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2005-06-06
contra Tempos
sobre comentários ao "não" e à vã glória de desmanchar, jametinhamdito o que "todo o comentário diz mais sobre quem o faz do que propriamente sobre o assunto versado."
(Heidegger – e, possivelmente, antes dele muitos outros)
é bem lembrado!
Sein und Zeit !!
e sabe-se que nem é difícil esquecer a dificuldade que é esquecer o esquecimento !!!
ainda que à boleia, Heidegger na berlinda é sempre enriquecedor, mesmo se no pano de um debate em que alguns resultados já conhecidos são apropriados vitoriosamente pela conquista de coisa nenhuma
ainda perorando o Non, germe ampliador do Nee: ontem, Vasco Wemans cantava vitória no Público, iniciando sintomaticamente a sua carta ao Director com a necessidade de explicar que a vitória do Não é também a vitória da Europa porque ... “não existe no Não do povo francês à Constituição uma ameaça ou um perigo para a União...” - ainda que, apesar de implausível, fosse verdade, tão brilhante vitória tem afinal resultado parco ou nenhum ...
voltando a Friburgo, o ilustre professor, reitor (enquanto foi membro do Partido Nacional Socialista, na Alemanha de 1933) e catedrático, problematizou superiormente o Ser e preocupou-se com a existência autêntica, fundada em genuíno cuidado devido aos outros, mas debateu-se com a impossibilidade da metafísica, da fé e, inexoravelmente, da sistematização teórica do Ser ... tema reservado à órbita poética
importa muito referenciar que o esquecimento (o tempo, os seu limites e o limite que por sua vez constitui, ao menos para o ser humano?) e o Ser (a finitude da existência humana, simultaneamente condição sine qua non e limite da interpelação e consciência do Ser?) são centrais nos densos e inovadores estudos de Heidegger mas a questão é vinculada à proximidade de Husserl, de quem foi discípulo, e à necessidade de oposição à fenomenologia ou pelo menos a quanto a doutrina do Mestre não (lhe) respondia
tem pois, mesmo o genial Heidegger, o seu lugar próprio na evolução da filosofia, enquadrado e relativizado no conhecimento humano em geral e nas doutrinas que o (en)informaram, sobretudo as do seu tempo, não tendo obviamente nenhuma natureza absoluta de divindade, que aliás rejeitava em tese
de todo o modo, a crer no alcance e no sentido atribuído à citação sobre o carácter reflexivo dos comentários sobre os comentadores, nada parece autorizar qualquer distinção, para tal efeito, entre comentários defensores de Não e comentários defensores de Sim, tão só arrasando veleidades de qualquer comentador quanto ao sentido que supunha imprimir aos respectivos assuntos versados, pelos vistos esmagados na fogueira de labéu legitimado por semelhante sumidade – mas também a citação corre o risco de nada nos dizer sobre o assunto versado, limitando-se, como sucede aos demais mortais, a referir-se apenas ao próprio autor...
resta, como esperança, que acima de defensores de Não e Sim esteja quem não se atreve a defender nada ou mesmo quem, indiferente a tudo isso, se augure estoicamente a ficar na expectativa
e, em época de incertezas, mais de constatar que defender, depois logo se vê ...
ao menos isso !
observacoes sao benvindas
(Heidegger – e, possivelmente, antes dele muitos outros)
é bem lembrado!
Sein und Zeit !!
e sabe-se que nem é difícil esquecer a dificuldade que é esquecer o esquecimento !!!
ainda que à boleia, Heidegger na berlinda é sempre enriquecedor, mesmo se no pano de um debate em que alguns resultados já conhecidos são apropriados vitoriosamente pela conquista de coisa nenhuma
ainda perorando o Non, germe ampliador do Nee: ontem, Vasco Wemans cantava vitória no Público, iniciando sintomaticamente a sua carta ao Director com a necessidade de explicar que a vitória do Não é também a vitória da Europa porque ... “não existe no Não do povo francês à Constituição uma ameaça ou um perigo para a União...” - ainda que, apesar de implausível, fosse verdade, tão brilhante vitória tem afinal resultado parco ou nenhum ...
voltando a Friburgo, o ilustre professor, reitor (enquanto foi membro do Partido Nacional Socialista, na Alemanha de 1933) e catedrático, problematizou superiormente o Ser e preocupou-se com a existência autêntica, fundada em genuíno cuidado devido aos outros, mas debateu-se com a impossibilidade da metafísica, da fé e, inexoravelmente, da sistematização teórica do Ser ... tema reservado à órbita poética
importa muito referenciar que o esquecimento (o tempo, os seu limites e o limite que por sua vez constitui, ao menos para o ser humano?) e o Ser (a finitude da existência humana, simultaneamente condição sine qua non e limite da interpelação e consciência do Ser?) são centrais nos densos e inovadores estudos de Heidegger mas a questão é vinculada à proximidade de Husserl, de quem foi discípulo, e à necessidade de oposição à fenomenologia ou pelo menos a quanto a doutrina do Mestre não (lhe) respondia
tem pois, mesmo o genial Heidegger, o seu lugar próprio na evolução da filosofia, enquadrado e relativizado no conhecimento humano em geral e nas doutrinas que o (en)informaram, sobretudo as do seu tempo, não tendo obviamente nenhuma natureza absoluta de divindade, que aliás rejeitava em tese
de todo o modo, a crer no alcance e no sentido atribuído à citação sobre o carácter reflexivo dos comentários sobre os comentadores, nada parece autorizar qualquer distinção, para tal efeito, entre comentários defensores de Não e comentários defensores de Sim, tão só arrasando veleidades de qualquer comentador quanto ao sentido que supunha imprimir aos respectivos assuntos versados, pelos vistos esmagados na fogueira de labéu legitimado por semelhante sumidade – mas também a citação corre o risco de nada nos dizer sobre o assunto versado, limitando-se, como sucede aos demais mortais, a referir-se apenas ao próprio autor...
resta, como esperança, que acima de defensores de Não e Sim esteja quem não se atreve a defender nada ou mesmo quem, indiferente a tudo isso, se augure estoicamente a ficar na expectativa
e, em época de incertezas, mais de constatar que defender, depois logo se vê ...
ao menos isso !
observacoes sao benvindas
o nome da rua

o nome da rua

o Instituto Militar dos Pupilos do Exército, vulgo Pilão, criou raízes na comunidade portuguesa como resposta a problemas decorrentes do envolvimento do país nas guerras coloniais
assegurava instrução e ensino a jovens órfãos ou de algum outro modo desfavorecidos, com objectivos práticos, definidos e múltiplos: prepará-los ao nível individual, fornecendo-lhe a formação humana, o treino físico e mental e os conhecimentos técnicos necessários para enfrentarem a vida, como a si próprios, através de uma profissão, da solidariedade e do desenvolvimento moral e intelectual
mas também, a nível relacional, para a constituição de forte espírito de grupo, equipa e corpo; para integrarem e fortalecerem a família; para contribuírem para o progresso da comunidade e do país
ou mesmo, como se diz hoje, para acederem ao mercado
com ofertas em internato ou em externato, aos níveis do ensino básico, secundário e superior, mantém ainda hoje as qualidades, os recursos e a força de vontade para assegurar um ensino pragmático de referência, de que se podem orgulhar alunos, ex-alunos e, com toda a certeza, futuros alunos
até porque, jametinham dito, querer é poder ! ! !
observações são benvindas
2005-06-04
alega Lima
mais um exemplo de má fé sectária ? é óbvio que não é só mera ignorância nem sequer a costumada aposta chicana na ignorância de alguns destinatários para vender quilogramas ... !
aqui vai, assinado por jornalista qualificado em responsável editorial:
"Alega Campos e Cunha que a sua pensão do Banco de Portugal «é um direito adquirido, legal e legítimo». Também as reformas aos 60 anos eram. Ou as promoções automáticas. Ou os sistemas especiais de saúde e de pensões de várias profissões. E o ministro não se coibiu de os abolir ou reduzir drasticamente".
José António Lima, "Expresso", 4-6-2005
ora, fácil é distinguir entre regimes de pensões, saúde ou promoções e os direitos em dado momento adquiridos ao abrigo desses ou de certos regimes
uma vez constituídos, a alteração dos direitos é ilegítima, há uma tutela legal de protecção individual
já os regimes podem e devem mudar, atendendo a razões políticas, económicas e de justiça social - e precisamente essas eventuais alterações de regime não devem produzir efeitos retroactivos, ou seja, não devem afectar prejudicalmente as situações individuais já constituídas
os aproveitamentos partidários demagógicos, desde a ignorância até à falsa fé, naturalmente que são eticamente reprováveis, compreendendo-se, embora sem razão, na luta pelo poder, na exploração dos interesses dos dirigentes e das estruturas organizativas que representam e de que se alimentam
aos profissionais da informação é suposto e pressuposto conceder que não são movidos pela chicana da cobiça do poder, presumindo-se que se não regem pelos inconfessáveis interesses de responsáveis político-partidários, ao menos enquanto se abrigam sob o título de funções editoriais
mas jametinhamdito que há jornais que se prestam a isso ...
bah !
observacoes sao benvindas
aqui vai, assinado por jornalista qualificado em responsável editorial:
"Alega Campos e Cunha que a sua pensão do Banco de Portugal «é um direito adquirido, legal e legítimo». Também as reformas aos 60 anos eram. Ou as promoções automáticas. Ou os sistemas especiais de saúde e de pensões de várias profissões. E o ministro não se coibiu de os abolir ou reduzir drasticamente".
José António Lima, "Expresso", 4-6-2005
ora, fácil é distinguir entre regimes de pensões, saúde ou promoções e os direitos em dado momento adquiridos ao abrigo desses ou de certos regimes
uma vez constituídos, a alteração dos direitos é ilegítima, há uma tutela legal de protecção individual
já os regimes podem e devem mudar, atendendo a razões políticas, económicas e de justiça social - e precisamente essas eventuais alterações de regime não devem produzir efeitos retroactivos, ou seja, não devem afectar prejudicalmente as situações individuais já constituídas
os aproveitamentos partidários demagógicos, desde a ignorância até à falsa fé, naturalmente que são eticamente reprováveis, compreendendo-se, embora sem razão, na luta pelo poder, na exploração dos interesses dos dirigentes e das estruturas organizativas que representam e de que se alimentam
aos profissionais da informação é suposto e pressuposto conceder que não são movidos pela chicana da cobiça do poder, presumindo-se que se não regem pelos inconfessáveis interesses de responsáveis político-partidários, ao menos enquanto se abrigam sob o título de funções editoriais
mas jametinhamdito que há jornais que se prestam a isso ...
bah !
observacoes sao benvindas
2005-06-02
... ou a vã glória
ditos
... enfim, a Europa há-de trilhar os seus caminhos, umas vezes a poder de construtivos sins, umas outras por baixo de clamorosos nãos, longe vão pois os tempos em que a evolução (?) se perspectivava à bordoada, canhonada, etc.
um não terá poderosas virtudes ou mesmo muitas mais
realizar algo é porém desafio maior, implica propor, eventualmente cativar, seduzir ou animar a partilha de ideais; sujeitar-se a ceder; procurar consensos; obter compromissos
mas os tempos não estão para compromissos, todos gostam de fazer prevalecer os seus interesses, decerto legítimos
o não é inteiramente legítimo e porventura a melhor escolha, talvez até justo - bem, o recurso ao exagero é meramente didactico - mas faz lembrar a história da rã e do lacrau, a primeira propõe-se atravessar a ribeira, do que o segundo não é capaz, mas encetado o trajecto cooperativo, o lacrau concretiza a sua natureza, afundando ideal, propósito, travessia, cooperação e ... o canastro de ambos
naturalmente que a CEE não foi propriamente referendada, nem os países que a compõem no momento inicial, quase todos os que agora integram a União Europeia, ou os que constituem por ora a lista da ONU, tão pouco foi referendada a construção do Castelo de São Jorge, a cidade de Lisboa, a Torre Eiffel de Paris, a farmácia da esquina, a língua portuguesa, o armistício de 1945, o 25 de Abril, o horário de abertura do Museu Nacional de Arte Antiga, a Constituição da República ou as suas inúmeras alterações, a adesão de Portugal à CEE/CE/UE e muitas outras realizações ou aquisições humanas, muitas das quais obviamente não resistiriam a um excelso e vivaz referendo
as fontes de legitimação têm asim uma natureza fugidia face aos filtros mentais com que por vezes encaramos modernamente temas semelhantes - e a receita pode conter o germe da eficácia: tudo quanto não se queira realizar, submete-se a referendo, há enorme probalidade de ficar no papel ou mesmo no tinteiro !
nada há que propor em alternativa, nada há que ceder, nada há que aceitar
e como todas as razões são boas, o próximo projecto será ainda de mais difícil elaboração; mas é um saco de gatos, como irá colher mais e menos coesão, mais e menos federação, mais e menos liberalismo, mais e menos religião, mais e menos subsidiaridade, mais e menos social, mais e menos directório, mais e menos soberania, mais e menos economia, mais e menos política, mais e menos ética ?
por meritória e útil que seja, a vitória do não é pois sensaborona e deslavada: o que é que verdadeiramente oferece aos povos da Europa ? como se supera ? que progressos assegura ?
mas não é neutra nem indolor: além de dividir e acirrar, deve afastar a carta de direitos, o objectivo de pleno emprego e a supremacia de conceitos sociais e de solidariedade entre os povos de qualquer tentativa ou projecto de texto europeu nos próximos anos, talvez décadas, até que algum novo idealismo comunitário ou alguma transcedência solidária, eventualmente sob a premência de desânimos agonizantes, de ameaças totalitárias ou musculadas
o compromisso até pode construir a paz, castelos, países, comunidades, línguas, poemas, ciências, mas porventura com muitos defeitos pois, por definição e circunstância é de facto imperfeito
então vota não, porque jametinhasdito que não és comunista; nem sindicalista; nem operário; nem intelectual ...
... enfim, a Europa há-de trilhar os seus caminhos, umas vezes a poder de construtivos sins, umas outras por baixo de clamorosos nãos, longe vão pois os tempos em que a evolução (?) se perspectivava à bordoada, canhonada, etc.
um não terá poderosas virtudes ou mesmo muitas mais
realizar algo é porém desafio maior, implica propor, eventualmente cativar, seduzir ou animar a partilha de ideais; sujeitar-se a ceder; procurar consensos; obter compromissos
mas os tempos não estão para compromissos, todos gostam de fazer prevalecer os seus interesses, decerto legítimos
o não é inteiramente legítimo e porventura a melhor escolha, talvez até justo - bem, o recurso ao exagero é meramente didactico - mas faz lembrar a história da rã e do lacrau, a primeira propõe-se atravessar a ribeira, do que o segundo não é capaz, mas encetado o trajecto cooperativo, o lacrau concretiza a sua natureza, afundando ideal, propósito, travessia, cooperação e ... o canastro de ambos
naturalmente que a CEE não foi propriamente referendada, nem os países que a compõem no momento inicial, quase todos os que agora integram a União Europeia, ou os que constituem por ora a lista da ONU, tão pouco foi referendada a construção do Castelo de São Jorge, a cidade de Lisboa, a Torre Eiffel de Paris, a farmácia da esquina, a língua portuguesa, o armistício de 1945, o 25 de Abril, o horário de abertura do Museu Nacional de Arte Antiga, a Constituição da República ou as suas inúmeras alterações, a adesão de Portugal à CEE/CE/UE e muitas outras realizações ou aquisições humanas, muitas das quais obviamente não resistiriam a um excelso e vivaz referendo
as fontes de legitimação têm asim uma natureza fugidia face aos filtros mentais com que por vezes encaramos modernamente temas semelhantes - e a receita pode conter o germe da eficácia: tudo quanto não se queira realizar, submete-se a referendo, há enorme probalidade de ficar no papel ou mesmo no tinteiro !
nada há que propor em alternativa, nada há que ceder, nada há que aceitar
e como todas as razões são boas, o próximo projecto será ainda de mais difícil elaboração; mas é um saco de gatos, como irá colher mais e menos coesão, mais e menos federação, mais e menos liberalismo, mais e menos religião, mais e menos subsidiaridade, mais e menos social, mais e menos directório, mais e menos soberania, mais e menos economia, mais e menos política, mais e menos ética ?
por meritória e útil que seja, a vitória do não é pois sensaborona e deslavada: o que é que verdadeiramente oferece aos povos da Europa ? como se supera ? que progressos assegura ?
mas não é neutra nem indolor: além de dividir e acirrar, deve afastar a carta de direitos, o objectivo de pleno emprego e a supremacia de conceitos sociais e de solidariedade entre os povos de qualquer tentativa ou projecto de texto europeu nos próximos anos, talvez décadas, até que algum novo idealismo comunitário ou alguma transcedência solidária, eventualmente sob a premência de desânimos agonizantes, de ameaças totalitárias ou musculadas
o compromisso até pode construir a paz, castelos, países, comunidades, línguas, poemas, ciências, mas porventura com muitos defeitos pois, por definição e circunstância é de facto imperfeito
então vota não, porque jametinhasdito que não és comunista; nem sindicalista; nem operário; nem intelectual ...
2005-05-22
Não porque sim
o Pacheco Pereira é um mediático (vive disso!) e não desperdiça uma
oportunidade, ao contrário do Sporting...
também fez campanha contra o Santana, aliás desde antes de o Santana ser
Primeiro, logo que percebeu que o assunto ia dar conversa, notoriedade e
comentários sem fim
inclusivamente deixou no ar a hipótese de votar em branco ou não votar PSD
nas legislativas antecipadas pelo Sampaio (outro adepto do contra-ataque,
sistema eficaz contra convencidos, distraídos e outros esquecidos) e
lembro-me que só uns (muito poucos) dias antes das eleições desfez os
equívocos que deliberada e espectacularmente criou
razões para Sins e Nãos há sempre - e muitas !
recordo também uma recente sondagem em França, em momento em que o Não
ainda prevalecia, onde se verificava que as duas (com percentagens
muito próximas) principais (de longe, a milhas de terceiros argumentos)
razões para o Não eram: a) o Tratado Constitucional era demasiado liberal; b) o Tratado Constitucional era pouco liberal !!!
também nós podemos esgrimir razões para votarmos Não como os comunistas e
fascistas, esclarecendo que temos motivos diferentes
certo é que tal como quando está tudo a chorar há sempre tipos que
aproveitam o nicho de mercado e tornam-se vendedores de lenços de assoar,
também o nosso comentador Pacheco Pereira negoceia o seu produto, usando com
maestria os poderosos instrumentos de marketing de que faz óptimo uso, como
sejam um partido político e uma catrefa de órgãos de comunicação, blogues
incluídos
observacoes sao benvindas
oportunidade, ao contrário do Sporting...
também fez campanha contra o Santana, aliás desde antes de o Santana ser
Primeiro, logo que percebeu que o assunto ia dar conversa, notoriedade e
comentários sem fim
inclusivamente deixou no ar a hipótese de votar em branco ou não votar PSD
nas legislativas antecipadas pelo Sampaio (outro adepto do contra-ataque,
sistema eficaz contra convencidos, distraídos e outros esquecidos) e
lembro-me que só uns (muito poucos) dias antes das eleições desfez os
equívocos que deliberada e espectacularmente criou
razões para Sins e Nãos há sempre - e muitas !
recordo também uma recente sondagem em França, em momento em que o Não
ainda prevalecia, onde se verificava que as duas (com percentagens
muito próximas) principais (de longe, a milhas de terceiros argumentos)
razões para o Não eram: a) o Tratado Constitucional era demasiado liberal; b) o Tratado Constitucional era pouco liberal !!!
também nós podemos esgrimir razões para votarmos Não como os comunistas e
fascistas, esclarecendo que temos motivos diferentes
certo é que tal como quando está tudo a chorar há sempre tipos que
aproveitam o nicho de mercado e tornam-se vendedores de lenços de assoar,
também o nosso comentador Pacheco Pereira negoceia o seu produto, usando com
maestria os poderosos instrumentos de marketing de que faz óptimo uso, como
sejam um partido político e uma catrefa de órgãos de comunicação, blogues
incluídos
observacoes sao benvindas
2005-05-04
beijo em contramão
em crónica matinal em boa hora partilhada na TSF, faz tempo, Fernando Alves jametinhadito que viu o beijo de um casal na berma da IC 19, quando se aproximava de Lisboa no ror do trânsito matutino
o casal estava ao lado de um carro parado, no sentido de Sintra e o feliz cronista interrogava-se: seria hora de partida, estariam de regresso, seria uma pausa, haveria uma avaria ?
perturbador, como seria de esperar, o beijo em contramão despertava (!) a atenção dos transeuntes, num momento de perplexidade, como que uma prenda de travo e aroma diferente em mais um dia de trabalho na urbe
o olhar prendeu-se-lhe naquele beijo, obrigando-o a reparar, como terá sucedido a alguns outros condutores pela fresca da manhã
é assim como ouvir o galo cantar ou a chilreada dos pássaros, ver cair da árvore uma pêra, molhar os pés num ribeiro, sentir a brisa quente e reparadora
tudo pois quanto, nos escapa dia após dia, por entre os dedos, a vida afinal, nos seus quês de simplicidade e ternura, apressados e apresados na espuma das correrias artificiais que nos contam os minutos e nos roubam eternidades decisivas, como o instante de um beijo
e um beijo assim suspende o tempo e devolve-nos algo, breve mas com fragrância de verdadeira urgência ... tão urgente que o tempo não conta nem quanto nos rodeia ...
e é sempre urgente se é dado e visto às portas do dia e da cidade, na partilha de um acaso, de uma pausa, de uma berma, em perfeito recolhimento à beira da confusão, à vista de uma fila de perplexos observadores camuflados de condutores rumo a mais um dia, tornados invisíveis pelos mistérios da doçura ou da paixão, mas tocados brevemente pela graça de um beijo em contramão
observacoes sao benvindas
o casal estava ao lado de um carro parado, no sentido de Sintra e o feliz cronista interrogava-se: seria hora de partida, estariam de regresso, seria uma pausa, haveria uma avaria ?
perturbador, como seria de esperar, o beijo em contramão despertava (!) a atenção dos transeuntes, num momento de perplexidade, como que uma prenda de travo e aroma diferente em mais um dia de trabalho na urbe
o olhar prendeu-se-lhe naquele beijo, obrigando-o a reparar, como terá sucedido a alguns outros condutores pela fresca da manhã
é assim como ouvir o galo cantar ou a chilreada dos pássaros, ver cair da árvore uma pêra, molhar os pés num ribeiro, sentir a brisa quente e reparadora
tudo pois quanto, nos escapa dia após dia, por entre os dedos, a vida afinal, nos seus quês de simplicidade e ternura, apressados e apresados na espuma das correrias artificiais que nos contam os minutos e nos roubam eternidades decisivas, como o instante de um beijo
e um beijo assim suspende o tempo e devolve-nos algo, breve mas com fragrância de verdadeira urgência ... tão urgente que o tempo não conta nem quanto nos rodeia ...
e é sempre urgente se é dado e visto às portas do dia e da cidade, na partilha de um acaso, de uma pausa, de uma berma, em perfeito recolhimento à beira da confusão, à vista de uma fila de perplexos observadores camuflados de condutores rumo a mais um dia, tornados invisíveis pelos mistérios da doçura ou da paixão, mas tocados brevemente pela graça de um beijo em contramão
observacoes sao benvindas
2005-05-03
humanos recursos
passou o dia do Trabalhador, algo despercebido, o domingo a absorver um desejável feriado e para mais era dia das Mães, que tudo merecem, deviam ter um dia grande 365 vezes por ano, toda a nossa vida
nos últimos anos, recentemente, o primeiro dia de Maio tem sido aproveitado para contestar a globalização, por vezes de forma irracional e mesmo violentamente - o problema das multinacionais, da descaracterização cultural, das deslocalizações, da procura desenfreada de lucro, (s)enfim... pese embora ser forçoso reconhecer e criticar a deficiente democraticidade do sistema económico mundial, facto que importa superar construtivamente e sem destruição nem caos
longe vão os tempos da festa do início das plantações da Primavera, com o entusiasmo de todos, dos trabalhadores em especial, também a poder de ancestrais ritos dos ciclos naturais, da vida e da alegria, partilhada por velhos e novos
entretanto o dia significou luta, martírio, coisa a sério, a polícia a carregar e morriam trabalhadores, desvaliam-se famílias, cuidava-se do valioso futuro alheio com o risco da própria vida, tempos
entretanto passou a memorial, homenagem, comemoração, celebração de vitórias e atitudes, sinal da dignidade ao de cima
depois passou a caso de política, sindicatos partidarizados
ainda serviu para alguma música ou para sair simplesmente à rua, encontrar gente e animação, um dia roubado ao patrão é também para esbanjar ao sol, no jardim, no relvado, no largo, na praça, na avenida, na alameda
agora já quase só dá na TV, havemos de ver dois ou três espécimes, protegidos a honorário e lancharete, em entrevista a explicar como eram os tempos em que havia manifestações ou apenas reuniões ou mesmo trabalhadores ...
pois a grãfinagem guru da megagestão só conhece "recursos", ainda lá botam, digo, implementam um H mas tudo se pode racionalizar, reduzir, flexibilizar, jametihamdito que estará para breve o acabar de vez com a obsolescência do superlativo "humanos" a qualificar inviamente tão fungíveis recursos
de nada vale argumentar que os trabalhadores não são recursos, são antes sujeitos que exercem actividades remuneradas aplicando o saber e a mão de obra de que dispõem, de forma organizada pelos gestores e em benefício da empresa ou entidade patronal
também de nada vale argumentar que os gestores não são recursos mas sujeitos que exercem actividades remuneradas de administração de bens alheios, organizando os factores de produção, trabalho incluído - esse sim, um factor - em benefício da empresa ou dos accionistas seus proprietários
e também de nada vale argumentar que os accionistas não são recuros mas sujeitos que aplicam e arriscam os seus capitais e economias, confiando em gestores que organizam as actividades dos trabalhadores
é que o que faz mover o mundo são os fundos anónimos que representam a abstracção de referência, porventura meros índices e siglas, informaticamente listados, em que accionistas, gestores e trabalhadores são vistos não como sujeitos mas meros factores
ora, tal como gestores e accionistas, o trabalhador não é um recurso nem factor
o trabalhador é um sujeito, gente, ser humano que nasce, aprende, cresce, vive em Família e em sociedade, em várias comunidades incluindo a laboral, esta importante sem no entanto esgotar a vida, o todo em que se realiza e dignifica a pessoa humana
era por isso o entusiasmo das primeiras plantações da Primavera, os factores serviam o homem, sujeito dinamizador da transformação dos recursos, titular de dignidade humana e Família para alimentar e educar
era por isso que lutavam e morriam os trabalhadores martirizados no primeiro Primeiro de Maio, queriam ser tratados como sujeitos, pessoa humana, Pais, Mães, Filhos, gente
entretanto sobreveio a alpaca mais a era digital e as business school, puro management, cavalgado a gurus de case study debruado a power point, deixam de ver gente, é tudo recursos, tal como está consagrado na apresentação web-based
trabalhadores o que seja ?
partilha, o que é ?
dia de quê ?
observacoes sao benvindas
nos últimos anos, recentemente, o primeiro dia de Maio tem sido aproveitado para contestar a globalização, por vezes de forma irracional e mesmo violentamente - o problema das multinacionais, da descaracterização cultural, das deslocalizações, da procura desenfreada de lucro, (s)enfim... pese embora ser forçoso reconhecer e criticar a deficiente democraticidade do sistema económico mundial, facto que importa superar construtivamente e sem destruição nem caos
longe vão os tempos da festa do início das plantações da Primavera, com o entusiasmo de todos, dos trabalhadores em especial, também a poder de ancestrais ritos dos ciclos naturais, da vida e da alegria, partilhada por velhos e novos
entretanto o dia significou luta, martírio, coisa a sério, a polícia a carregar e morriam trabalhadores, desvaliam-se famílias, cuidava-se do valioso futuro alheio com o risco da própria vida, tempos
entretanto passou a memorial, homenagem, comemoração, celebração de vitórias e atitudes, sinal da dignidade ao de cima
depois passou a caso de política, sindicatos partidarizados
ainda serviu para alguma música ou para sair simplesmente à rua, encontrar gente e animação, um dia roubado ao patrão é também para esbanjar ao sol, no jardim, no relvado, no largo, na praça, na avenida, na alameda
agora já quase só dá na TV, havemos de ver dois ou três espécimes, protegidos a honorário e lancharete, em entrevista a explicar como eram os tempos em que havia manifestações ou apenas reuniões ou mesmo trabalhadores ...
pois a grãfinagem guru da megagestão só conhece "recursos", ainda lá botam, digo, implementam um H mas tudo se pode racionalizar, reduzir, flexibilizar, jametihamdito que estará para breve o acabar de vez com a obsolescência do superlativo "humanos" a qualificar inviamente tão fungíveis recursos
de nada vale argumentar que os trabalhadores não são recursos, são antes sujeitos que exercem actividades remuneradas aplicando o saber e a mão de obra de que dispõem, de forma organizada pelos gestores e em benefício da empresa ou entidade patronal
também de nada vale argumentar que os gestores não são recursos mas sujeitos que exercem actividades remuneradas de administração de bens alheios, organizando os factores de produção, trabalho incluído - esse sim, um factor - em benefício da empresa ou dos accionistas seus proprietários
e também de nada vale argumentar que os accionistas não são recuros mas sujeitos que aplicam e arriscam os seus capitais e economias, confiando em gestores que organizam as actividades dos trabalhadores
é que o que faz mover o mundo são os fundos anónimos que representam a abstracção de referência, porventura meros índices e siglas, informaticamente listados, em que accionistas, gestores e trabalhadores são vistos não como sujeitos mas meros factores
ora, tal como gestores e accionistas, o trabalhador não é um recurso nem factor
o trabalhador é um sujeito, gente, ser humano que nasce, aprende, cresce, vive em Família e em sociedade, em várias comunidades incluindo a laboral, esta importante sem no entanto esgotar a vida, o todo em que se realiza e dignifica a pessoa humana
era por isso o entusiasmo das primeiras plantações da Primavera, os factores serviam o homem, sujeito dinamizador da transformação dos recursos, titular de dignidade humana e Família para alimentar e educar
era por isso que lutavam e morriam os trabalhadores martirizados no primeiro Primeiro de Maio, queriam ser tratados como sujeitos, pessoa humana, Pais, Mães, Filhos, gente
entretanto sobreveio a alpaca mais a era digital e as business school, puro management, cavalgado a gurus de case study debruado a power point, deixam de ver gente, é tudo recursos, tal como está consagrado na apresentação web-based
trabalhadores o que seja ?
partilha, o que é ?
dia de quê ?
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2005-03-22
xeque ao ditador
o actual campeão mundial de xadrez, Garry Kimovich Kasparov, nasceu em 1963, em Baku, Azerbeijão, na então União das Repúblicas Soviéticas Socialistas
chamava-se Garry Weinstein, aprendeu a jogar xadrez aos quatro anos, aos sete perdeu o pai num acidente de viação e ficou com o nome da mãe, Kasparian, sovietizado para Kasparov
jovem genial, aos dez anos entrou para uma escola de elite, de Botvinnik, antigo campeão do mundo, aos doze anos venceu o campeonato de juniores da URSS, aos dezasseis foi campeão mundial de júniores, aos dezassete conquistou o título de Grande Mestre, aos vinte e dois tornou-se o mais jovem campeão do mundo, aos quarenta e um anos culminou a sua carreira de xadrezista precoce com ... a reforma ! ! !
no início deste mês, venceu (pela nona vez...) um dos mais fortes torneios do mundo, já clássico, realizado em Linares, em Espanha e anunciou que se retira do xadrez enquanto jogador profissional, cada vez mais dedicado à política, integrando um notável grupo de liberais opositores ao Presidente Putin
ao jogar o lance de mudança de actividade principal, Kasaparov jametinhadito que “todos não somos demais para afastar o ditador”, xeque !!!
observacoes sao benvindas
chamava-se Garry Weinstein, aprendeu a jogar xadrez aos quatro anos, aos sete perdeu o pai num acidente de viação e ficou com o nome da mãe, Kasparian, sovietizado para Kasparov
jovem genial, aos dez anos entrou para uma escola de elite, de Botvinnik, antigo campeão do mundo, aos doze anos venceu o campeonato de juniores da URSS, aos dezasseis foi campeão mundial de júniores, aos dezassete conquistou o título de Grande Mestre, aos vinte e dois tornou-se o mais jovem campeão do mundo, aos quarenta e um anos culminou a sua carreira de xadrezista precoce com ... a reforma ! ! !
no início deste mês, venceu (pela nona vez...) um dos mais fortes torneios do mundo, já clássico, realizado em Linares, em Espanha e anunciou que se retira do xadrez enquanto jogador profissional, cada vez mais dedicado à política, integrando um notável grupo de liberais opositores ao Presidente Putin
ao jogar o lance de mudança de actividade principal, Kasaparov jametinhadito que “todos não somos demais para afastar o ditador”, xeque !!!
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2005-03-20
Ramos ao Domingo
ao aparecer à janela, perante os fiéis, acenando um ramo de oliveira, João Paulo II janostinhadito que a prece, a esperança e a paz podem oferecer à humanidade o bem precioso de uma vida sã, digna e solidária, por que vale a pena lutar ainda que em circunstâncias difíceis como a delicada saúde do Papa
para o cristãos, hoje finda a Quaresma e começa a Semana Santa, Jesus Cristo chegou a Jerusalém
no próximo Domingo, em plena lua cheia, a primeira após o equinócio da Primavera, celebra-se o mistério da ressurreição, é o Domingo de Páscoa
esta forma de agendar a Páscoa foi oficializada no ano 325 depois de Cristo, no Concílio ecuménico convocado pelo Imperador Romano Constantino e realizado em Niceia, no antigo reino da Bitínia, então pertencente a Bizancio, que integrava o Império Romano e entretanto foi conquistado pela Turquia
a religião cristã quis assim assimilar, como noutras datas e celebrações, os ritos, cultos e cerimoniais pagãos ligados à Primavera, ao reabrir e renascimento da vida, afinal um ciclo natural que muitas comunidades humanas se dedicaram a assinalar e celebrar
ainda hoje, o cerimonial da Páscoa celebra-se com folar, bola ou pão-de-ló, amêndoas e ovos, sinal ou voto de vida, alimento e abundância, o que os ramos também sinalizam
também na religião judaica a Páscoa é celebrada com pão, ázimo, sem fermento, mas sempre alimento
os povos do mundo inteiro precisam hoje de alimento, tanto físico como espiritual – e é admirável o esforço, o alento e o significado ecuménico do gesto de João Paulo II, acenando mais do que uma fé, um rebate de esperança para a necessidade de renascimento da fraternidade humana, em todas as comunidades e religiões
longa vida ao ânimo e fé de João Paulo II
créditos: Domingo de Ramos, publico-online
Pela primeira vez em 26 anos de Pontificado, João Paulo II não presidiu à missa do Domingo de Ramos. Em silêncio, no final da oração do Angelus, o Papa abençoou com um ramo de oliveira, a partir da janela do seu quarto, os milhares de fiéis que o aguardavam na Praça de São Pedro, no Vaticano. (Foto: Pier Paolo Cito/EPA)
observacoes sao benvindas
para o cristãos, hoje finda a Quaresma e começa a Semana Santa, Jesus Cristo chegou a Jerusalém
no próximo Domingo, em plena lua cheia, a primeira após o equinócio da Primavera, celebra-se o mistério da ressurreição, é o Domingo de Páscoa
esta forma de agendar a Páscoa foi oficializada no ano 325 depois de Cristo, no Concílio ecuménico convocado pelo Imperador Romano Constantino e realizado em Niceia, no antigo reino da Bitínia, então pertencente a Bizancio, que integrava o Império Romano e entretanto foi conquistado pela Turquia
a religião cristã quis assim assimilar, como noutras datas e celebrações, os ritos, cultos e cerimoniais pagãos ligados à Primavera, ao reabrir e renascimento da vida, afinal um ciclo natural que muitas comunidades humanas se dedicaram a assinalar e celebrar
ainda hoje, o cerimonial da Páscoa celebra-se com folar, bola ou pão-de-ló, amêndoas e ovos, sinal ou voto de vida, alimento e abundância, o que os ramos também sinalizam
também na religião judaica a Páscoa é celebrada com pão, ázimo, sem fermento, mas sempre alimento
os povos do mundo inteiro precisam hoje de alimento, tanto físico como espiritual – e é admirável o esforço, o alento e o significado ecuménico do gesto de João Paulo II, acenando mais do que uma fé, um rebate de esperança para a necessidade de renascimento da fraternidade humana, em todas as comunidades e religiões
longa vida ao ânimo e fé de João Paulo II
créditos: Domingo de Ramos, publico-online
Pela primeira vez em 26 anos de Pontificado, João Paulo II não presidiu à missa do Domingo de Ramos. Em silêncio, no final da oração do Angelus, o Papa abençoou com um ramo de oliveira, a partir da janela do seu quarto, os milhares de fiéis que o aguardavam na Praça de São Pedro, no Vaticano. (Foto: Pier Paolo Cito/EPA)
observacoes sao benvindas
2005-03-18
geraçao delirante
o novo Diário de Notícias, a páginas 9, dita “Geração de 70”, ao bordão da Geração de 70, tem hoje, 18 de Março de 2005, os comentários de João Miguel Tavares aos comentários de Pacheco Pereira sobre “Rostos do comentário não mudam há 20 anos”, artigo há dias em que no DN se comentava a relação entre os comentadores e os media
tanto comentário e comentador só pode ser naco para o Ditos, arriscando a actualidade
o jovem comentador de 70 desanca em Pacheco, acusado de tudo e mais alguma coisa, de estudar o comunismo, de ter opiniões, de observar os astros, de ler Chomsky, de divulgar pinturas, de publicar um blog, e por fim, de estar com visões a propósito da eventual tentação de manipulação dos órgãos de comunicação social por parte da nova equipa governamental
à partida, há que dar razão à juventude: faz lá algum sentido imaginar que o poder tentará manipular a comunicação social ...
é que nem há memória disso e então no actual Diário de Notícias nada pode autorizar tal delírio – qualificativo usado na peça para a miragem que afluiu a Pacheco Pereira – e nem é bom lembrar as recentes atribulações deste periódico, a bem dizer por se bater bravamente contra estranhas nomeações da cor do governo do momento ...
mas o jametinhasdito vai para a sanção (!) determinada pelo ... acusador, nada mais nada menos que – qual dono do jornal – arranjar-lhe “um lugarzito aqui no Diário de Notícias”, certamente em castigo de tal crime e para martirizar Pacheco Pereira ! ! !
observacoes sao benvindas
tanto comentário e comentador só pode ser naco para o Ditos, arriscando a actualidade
o jovem comentador de 70 desanca em Pacheco, acusado de tudo e mais alguma coisa, de estudar o comunismo, de ter opiniões, de observar os astros, de ler Chomsky, de divulgar pinturas, de publicar um blog, e por fim, de estar com visões a propósito da eventual tentação de manipulação dos órgãos de comunicação social por parte da nova equipa governamental
à partida, há que dar razão à juventude: faz lá algum sentido imaginar que o poder tentará manipular a comunicação social ...
é que nem há memória disso e então no actual Diário de Notícias nada pode autorizar tal delírio – qualificativo usado na peça para a miragem que afluiu a Pacheco Pereira – e nem é bom lembrar as recentes atribulações deste periódico, a bem dizer por se bater bravamente contra estranhas nomeações da cor do governo do momento ...
mas o jametinhasdito vai para a sanção (!) determinada pelo ... acusador, nada mais nada menos que – qual dono do jornal – arranjar-lhe “um lugarzito aqui no Diário de Notícias”, certamente em castigo de tal crime e para martirizar Pacheco Pereira ! ! !
observacoes sao benvindas
2005-03-17
silabário chave
porque jametinhamdito que a leitura é a chave do acesso a todo o outro saber, as psicólogas educacionais Paula Teles e Leonor Machado conceberam o método distema e editaram "Silabário", para as crianças disléxicas aprenderem a ler
com um sentido alerta para o carácter decisivo da intervenção precoce, as Autoras afirmam : "a linguagem oral faz parte do nosso património genético, mas a leitura e a escrita são uma invenção, têm que ser ensinadas" !
e, pode acrescentar-se, o ser humano, menor dotado de instintos, precisa de aprender para sobreviver
a leitura é a melhor fisioterapia para se aprender a ler, sobremaneira no caso das crianças com dislexia, hoje definida como incapacidade do foro neurológico, susceptível de superação e recuperação, com técnicas apropriadas
serviço público, portanto
pelo meio, umas ferroadas no "método global" adoptado em Portugal após 1974 e, ao contrário de outros países, ainda hoje persistente em muitas das nossas escolas
daí a falta de preparação de gerações inteiras que interiorizaram a péssima ortografia, a aversão à leitura, à escrita e ... pior, à capacidade de aprender
convivem melhor com o "slide", duas palavras se não puder ser uma só, um diagrama, umas setas, novo "slide" - já não é sequer "acetato" ...
observacoes sao benvindas
com um sentido alerta para o carácter decisivo da intervenção precoce, as Autoras afirmam : "a linguagem oral faz parte do nosso património genético, mas a leitura e a escrita são uma invenção, têm que ser ensinadas" !
e, pode acrescentar-se, o ser humano, menor dotado de instintos, precisa de aprender para sobreviver
a leitura é a melhor fisioterapia para se aprender a ler, sobremaneira no caso das crianças com dislexia, hoje definida como incapacidade do foro neurológico, susceptível de superação e recuperação, com técnicas apropriadas
serviço público, portanto
pelo meio, umas ferroadas no "método global" adoptado em Portugal após 1974 e, ao contrário de outros países, ainda hoje persistente em muitas das nossas escolas
daí a falta de preparação de gerações inteiras que interiorizaram a péssima ortografia, a aversão à leitura, à escrita e ... pior, à capacidade de aprender
convivem melhor com o "slide", duas palavras se não puder ser uma só, um diagrama, umas setas, novo "slide" - já não é sequer "acetato" ...
observacoes sao benvindas
2005-03-13
noite de Reis
Zé Reis, índio da Meia-Praia, foi encontrado morto na esquadra de Lagos, na madrugada de 6 de Março
a autópsia saiu logo e de pronto confirmou a versão que a polícia jametinhadito: suicídio por enforcamento, as calças de ganga enroladas ao pescoço ...
pois custa a crer como é que não há advogados nas esquadras
mais depressa a ex-sede da PIDE, na Rua António Maria Cardoso, em Lisboa, transforma em luxo o condomínio de memórias das barbaridades, torturas e mortes, algumas disfarçadas de suicídios dos detidos
Zeca Afonso cantava a gota rubra na calçada em tempos que importa lembrar, contra o esquecimento, o branqueamento, o apagamento ...
cantava também contra o apagamento da nobreza dos índios da Meia-Praia
mas resta viva uma enorme pobreza !?
José Afonso
Aldeia da Meia Praia
Ali mesmo ao pé de Lagos
Vou fazer-te uma cantiga
Da melhor que sei e faço
De Montegordo vieram
Alguns por seu próprio pé
Um chegou de bicicleta
Outro foi de marcha à ré
Quando os teus olhos tropeçam
No voo de uma gaivota
Em vez de peixe vê peças de oiro
Caindo na lota
Quem aqui vier morar
Não traga mesa nem cama
Com sete palmos de terra
Se constrói uma cabana
Tu trabalhas todo o ano
Na lota deixam-te nudo
Chupam-te até ao tutano
Levam-te o couro cabeludo
Quem dera que a gente tenha
De Agostinho a valentia
Para alimentar a sanha
De enganar a burguesia
Adeus disse a Montegordo
Nada o prende ao mal passado
Mas nada o prende ao presente
Se só ele é o enganado
Oito mil horas contadas
Laboraram a preceito
Até que veio o primeiro
Documento autenticado
Eram mulheres e crianças
Cada um com o seu tijolo
Isto aqui era uma orquestra
quem diz o contrário é tolo
E se a má língua não cessa
Eu daqui vivo não saia
Pois nada apaga a nobreza
Dos índios da Meia-Praia
Foi sempre tua figura
Tubarão de mil aparas
Deixas tudo à dependura
Quando na presa reparas
Das eleições acabadas
Do resultado previsto
Saiu o que tendes visto
Muitas obras embargadas
Mas não por vontade própria
Porque a luta continua
Pois é dele a sua história
E o povo saiu à rua
Mandadores de alta finança
Fazem tudo andar para trás
Dizem que o mundo só anda
Tendo à frente um capataz
Eram mulheres e crianças
Cada um com o seu tijolo
Isto aqui era uma orquestra
Que diz o contrário é tolo
E toca de papelada
No vaivém dos ministérios
Mas hão-de fugir aos berros
Inda a banda vai na estrada
observacoes sao benvindas
a autópsia saiu logo e de pronto confirmou a versão que a polícia jametinhadito: suicídio por enforcamento, as calças de ganga enroladas ao pescoço ...
pois custa a crer como é que não há advogados nas esquadras
mais depressa a ex-sede da PIDE, na Rua António Maria Cardoso, em Lisboa, transforma em luxo o condomínio de memórias das barbaridades, torturas e mortes, algumas disfarçadas de suicídios dos detidos
Zeca Afonso cantava a gota rubra na calçada em tempos que importa lembrar, contra o esquecimento, o branqueamento, o apagamento ...
cantava também contra o apagamento da nobreza dos índios da Meia-Praia
mas resta viva uma enorme pobreza !?
José Afonso
Aldeia da Meia Praia
Ali mesmo ao pé de Lagos
Vou fazer-te uma cantiga
Da melhor que sei e faço
De Montegordo vieram
Alguns por seu próprio pé
Um chegou de bicicleta
Outro foi de marcha à ré
Quando os teus olhos tropeçam
No voo de uma gaivota
Em vez de peixe vê peças de oiro
Caindo na lota
Quem aqui vier morar
Não traga mesa nem cama
Com sete palmos de terra
Se constrói uma cabana
Tu trabalhas todo o ano
Na lota deixam-te nudo
Chupam-te até ao tutano
Levam-te o couro cabeludo
Quem dera que a gente tenha
De Agostinho a valentia
Para alimentar a sanha
De enganar a burguesia
Adeus disse a Montegordo
Nada o prende ao mal passado
Mas nada o prende ao presente
Se só ele é o enganado
Oito mil horas contadas
Laboraram a preceito
Até que veio o primeiro
Documento autenticado
Eram mulheres e crianças
Cada um com o seu tijolo
Isto aqui era uma orquestra
quem diz o contrário é tolo
E se a má língua não cessa
Eu daqui vivo não saia
Pois nada apaga a nobreza
Dos índios da Meia-Praia
Foi sempre tua figura
Tubarão de mil aparas
Deixas tudo à dependura
Quando na presa reparas
Das eleições acabadas
Do resultado previsto
Saiu o que tendes visto
Muitas obras embargadas
Mas não por vontade própria
Porque a luta continua
Pois é dele a sua história
E o povo saiu à rua
Mandadores de alta finança
Fazem tudo andar para trás
Dizem que o mundo só anda
Tendo à frente um capataz
Eram mulheres e crianças
Cada um com o seu tijolo
Isto aqui era uma orquestra
Que diz o contrário é tolo
E toca de papelada
No vaivém dos ministérios
Mas hão-de fugir aos berros
Inda a banda vai na estrada
observacoes sao benvindas
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