2004-11-30

São Paio Nicolau Maquiavel

ninguém me tira a impressão: Sampaio jámetinhadito que é da apreciação política global

isto reúne a bênção de Cavaco, Soares, Sousa, Amaral, e outro pessoal renomado, a fila inteira por assim dizer ... isto não parece nada bom ...

talvez seja antes da reprovação política global

mas livre de Carvalhas e Ferro, com Santana nos lençóis em que está, arrisca-se a poupar uns 20 anos de sequeiro às esquerdas

é de mestre, Sampaio

2004-11-29


Tipo bolinhos ... Posted by Hello

o doce sabor da tradição ? jámetinhasdito ! ! !

os bolinhos, tipo caseiro: faz lembrar a etiqueta dos restaurantes (?) que não têm queijo da Serra e escarrapacham na batata - queijo tipo serra ...

a lista de E trezentos e tal e seguintes: infindável ...

o aroma: idêntico ao natural !??

de fugir, safa !

2004-11-28

censura da não censura de actos censuráveis

comentáro ao ponto de vista de M. YOUSSUF ADAMGY, Director da Revista Director da revista islâmica portuguesa «Al Furqán» sobre o assassinato de Theo Van Gogh - secção de opinião do Diário de Notícias de 28 de Novembro de 2004

apreciando a pública intervenção de um responsável islamista no debate em curso sobre a questão, as causas e as consequências do assassinato de Theo Van Gogh, inquieto-me por faltar ostensivamente a clara reprovação do acto bárbaro e criminoso, gorando-se mais uma oportunidade de censura da opção de substituição da lei pela barbárie de procurar fazer justiça pelas próprias mãos, para mais na versão extrema da cobarde eliminação do outro, a quem o executor não permite qualquer defesa

depois, à invocação da lista infindável que simboliza o «Terror Islâmico», Adamgy sobrepõe a vitimização de catalogação como fundamentalista ou extremista de qualquer muçulmano que queira praticar a sua religião – ora mais uma vez falta, por leve ou implícita que seja, a censura dos actos que tipificam o terror, qualquer que ele seja

aceito que possa existir o sentimento, legítimo, de que é olhado como «terrorista islâmico» qualquer homem Muçulmano que caminhe ao longo de uma movimentada rua em Londres ou Paris com uma barba e um topi ou outra coberta na sua cabeça – mas falta uma referência ao local onde estamos, Portugal, designadamente à cidade de Lisboa, com ruas movimentadas em torno da Mesquita onde inúmeros transeuntes se cruzam quotidianamente com mulheres e homens praticantes da religião islâmica, desconhecendo qualquer episódio antigo ou recente de tal percepção, o que inviabiliza a generalização a que recorre Adamgy antes impondo em boa fé a adequada ressalva

quanto à crítica de que as mulheres Muçulmanas que usem véu (lenço) não podem ir a nenhum lado no mundo Ocidental sem serem criticadas como sendo oprimidas ou estarem loucas ou atrasadas (pelo facto de se cobrirem), direi que essa crítica também se manifesta, embora a custo e corajosamente, noutros locais do globo, designadamente em sociedades islâmicas – em particular nas sociedades ocidentais, a identificação das pessoas oferece maior segurança, o que me parece aspiração inteiramente legítima, sobretudo no tempo conturbado de vulgarização e mediatização de actos de terrorismo – e até nutro simpatia pelo uso do lenço, em homens e mulheres, de modo que não impeça a fácil identificação de cada indivíduo: em Portugal, nos campos, sobretudo nas zonas agrícolas do Algarve e Alentejo, mas também no mar, ainda subsistem resquícios de antigos costumes relacionados com a protecção física contra a dureza dos elementos; a minha avó usava lenço todo o ano e dizia que “o que tapa o frio tapa o calor”; e também no ocidente subsiste a reserva de pudor no uso do véu de noiva, na cerimónia de casamento

por outro lado, Adamgy aponta como grande falha no Ocidente julgar-se o Islão pela conduta de uma minoria de pessoas islâmicas, catalogação que não é objectiva e procura distorcer a percepção do Islão – é verdadeira a constatação mas perigosa e excessiva a conclusão, que não põe a mão na consciência; na realidade, a generalização existe e embora em grande parte seja atribuível ao instinto de defesa, poderá efectivamente conter muito de preconceito e intolerância; mas, no essencial, é a falta de censura de actos de terror, absolutamente condenáveis, que permite e motiva a assimilação dos autores individuais, quantas vezes nunca identificados, aos responsáveis das comunidades receptivas ou mesmo às próprias comunidades

lembro-me da condenação à morte (sem oportunidade de defesa nem defensor nem julgamento) de um escritor crítico da evolução das sociedades islâmicas; por essa ocasião, foram entrevistados diversos cidadãos praticantes da religião islâmica e nenhum manifestou repulsa por tão abjecta condenaçã

em muitos outros casos faltou a devida censura de actos criminosos, quer por parte de cidadãos quer por parte de responsáveis políticos, religiosos, culturais, dos meios de comunicação, etc., com honorosas excepções

creio que no trabalho comum a empreender, de que é exemplo a iniciativa portuguesa anunciada em Argel, no sentido do ecumenismo e da exortação ao diálogo, há espaço para, em vez de nos limitarmos a apontar que violência gera violência – o que jametinhamdito e inclusivamente pode suscitar leituras legitimadoras da escalada -, denunciarmos a sua ilegitimidade, de modo franco e perceptível a todos, contribuindo para a distinção entre criminosos e as suas comunidades de origem ou respectivos responsáveis – assim se evitará a ampliação da generalização e do anátema, que todos queremos combater e devemos, se pudermos, ir exprimindo livre e abertamente


molho na barba

habemus Pio Sousa, o escanhoado

as barbas de molho ficaram com as barbas de molho: Jerónimo, jametinhasdito que o melhor é os críticos e outros abencerragens porem as barbas de molho !

senão ...

PS - pareceu algo contra-natura aquilo do voto secreto, sob protestos vários, com um código de barras oficialmente perfeitamente e, pasme-se, com possibilidade de voto contra e abstenção, acabando finalmente com as inconveniências do voto nulo, do voto mais branco que o do Saramago e do tradicional NS/NR e parece que também não permite teatros tipo Portas ... tudo chatices da democracia ...

2004-11-24

ó carvalho, ó carvalho

ha' dias assim: ontem comemorou-se ou realizou-se o dia da floresta autoctone

23 de Novembro e' melhor dia para plantar em Portugal do que o dia mundial da arvore, a 21 de Marco, altura em que a nossa inclemente primavera sujeita semelhantes intencoes a provaveis contrariedades

pois em boa hora e bem á medida, ontem a incansavel Quercus foi, além do mais e entre outros pontos altos, para o bosque de Monsanto apregoar a defesa do carvalho, em especial o carvalho autoctone

parafraseando o temperamental poeta Joaquim Pessoa, de quem a propósito e com a devida venia respigo uma estrofe, jametinhamdito que o nosso e bom carvalho portugues carece, muito, de adequada proteccao legal, ó carvalho, ó carvalho, tal como a nossa azinheira e o sobreiro nacional !

«Estes fatos por medida
que vestimos ao domingo
tiram-nos dias de vida
fazem guardar-nos segredos
e tornam-nos tão crueis
que para comprar aneis
vendemos os proprios dedos.»



2004-11-23

diálogo pesado

ouvi na RFM: Luís Pinheiro, líder do movimento de restauração do concelho de Canas de Senhorim, aponta o dedo a Jorge Sampaio, uma vez que "O Sr. Presidente da República tem a culpa do que se está a passar (...) que se esquiva ao diálogo, depois de ter falado connosco seis ou sete vezes" ...

falta de diálogo ? jámetinhasdito, ó líder da interrupção compulsiva da circulação ferroviária na linha da Beira Alta, impedindo à força a passagem de um combóio carregado de ... urânio !

porta fechada

ainda sem melhor confirmação, leio no Público sobre a audição parlamentar do jornalista José Rodrigues dos Santos e do gestor Almerindo Marques

ambos profissionais reconhecidamente categorizados, nas respectivas esferas, compreende-se que cada um defenda a sua dama, como os melhores argumentos e convicção

o caso é que José Rodrigues dos Santos considera ter sido ultrapassado nas suas competências a respeito de uma nomeação de correspondente, tendo a gestão da RTP interferido ilegitimamente nas suas competências de director de informação, razão porque se demitiu do cargo que desempenhava; Almerindo Marques considera que a nomeação de correspondente não pode ser reserva da direcção de informação mas está sujeita a critérios de afectação de recursos humanos às actividades empresariais, razão porque considera ter actuado correctamente e na esfera própria da gestão

até aqui parece-me compreensível a divergência, com uma pequena dúvida (então a realização de concursos internos é para dar uso aos feijões ?) mas que se torna irrelevante no caso

e o caso é que Almerindo Marques, na versão referida pelo jornal Público, “...disse que só poderia ir mais longe neste aspecto se a reunião decorresse à porta fechada, ou seja, sem a presença de jornalistas.”, proposta que a Comissão Parlamentar declinou

a porta fechada não consta desta notícia na versão constante na página do Expresso na internet ...

esta notícia está escrita de forma idêntica no "Diário Digital"; já o "Público" tem outro desenvolvimento e bastante mais informação

estranho !??

parece-me, modestamente, a única notícia: que o gestor diga que geriu não me parece grande notícia

o que de facto é novo, de grande relevância, é um gestor de empresa pública, de comunicação social sob escrutínio parlamentar, escusar-se a informar perante ... a comunicação social, no Parlamento, a opinião pública; ou seja, só daria explicação se ninguém pudesse ouvir a explicação

de fontes seguras, Almerindo Marques é um excelente gestor; a razão terá que estar fora do âmbito do gestor

com notícias assim, jametinhamdito que é caso para lermos nas entrelinhas, como noutros tempos !

2004-11-19

Europa ? concordo !

«Concorda com a Carta de Direitos Fundamentais, a regra das votacoes por maioria qualificada e o novo quadro institucional da Uniao Europeia, nos termos constantes da Constituicao para a Europa?»

a pergunta nem e' ma'

eis (mais?) uma opiniao: o pior vira' !

temia uma pergunta negativa, sinceramente, porque o cinismo utilitarista (de todos os partidos) nao tem limites

nesta formulacao, resta aguardar pelo decretozito que estipulara' que a manter-se a taxa de participacao habitual, ficamos na Constituicao para Europa como ja' estamos, incluindo a transferencia de soberania (ligeiramente ou) formalmente acrescida

isto em termos praticos; mas a questao tem dois fundos: o dos referendos e o da nossa participacao na aventura da construcao desta Europa

quanto aos referendos, pois jametinhamdito que tirando a experiencia portuguesa recente de se convocarem referendos para travar projectos legislativos legitimos e reformas necessarias 'a melhoria da organizacao social, ha' que ter consciencia da extrema susceptibilidade da sua instrumentalizacao:

- creio que a fundacao de Portugal teria sido chumbada liminarmente como as leis da racionalização da regionalização – que já exist(ia)e, embora funcionalmente descoordenada, territorialmente erratica e falha de legitimacao pelas respectivas populacoes – e das alteracoes 'a despenalizacao da interrupcao da gravidez – que so' por hipocrisia nos querem fazer crer que e' melhor deixar tudo como esta';
- na hipotese anterior, a pergunta a formular por (D.) Afonso Henriques seria provavelmente cinica e inconstitucional em grau assimilavel ao actual aparato referendario.

quanto 'a Europa: em mais lado nenhum do globo vemos semelhante catalogo de valores; queremos ser subscritores desta admiravel utopia e submetermo-nos, conjuntamente, ao caminho dificil de ir pedra a pedra fazendo o caminho da Europa ? ou queremos ser marginais ao processo, areia na engrenagem e apenas velhos do Restelo ? creio que bem podemos manter um p'e, mesmo os dois, na nossa identidade, mas em simultaneo dedicar o nosso contributo ao desbravar do mundo novo da paz que ao mundo (talvez so) pode oferecer a Europa !!!


2004-11-18

Barroso ganha segunda Comissão

a nova equipa de Durão está agora aprovada pela Europa parlamentar

boa sorte e bom trabalho ao Presidente da novel Comissao Europeia !

valeu a pena o braço de trasmontanice ou jametinhasdito que em democracia precisamos de sentido de compromisso ?

2004-11-17


dou em lutar aferroadamente pelo meu territorio, para ter so minhas as generosas migalhas que me calham em graça, quem nao faria o mesmo ? Posted by Hello

2004-11-12

still vets after all this years

percebi ontem que o 11 de Novembro americano, feriado, passou de Dia do Armistício, desde o fim da 1ª Grande Guerra, para Dia do Veterano, porque todas as gerações americanas produzem ex-combatentes

jametinhamdito que os Sates têm sempre pelo menos uma guerra a decorrer, em qualquer lugar do mundo ...

2004-11-10

a catástrofe das vitórias

ouvi na Antena 1 e não retive o nome dos intervenientes mas ca' vai com essa mesmissima reserva:

- jametinhamdito que os USA invadiram Falluja, cidade do Iraque !

- um responsavel la’ deles afirmou que foi encontrada menos resistencia que o esperado, talvez porque os lideres da guerrilha já la' nao estejam ... jametinhadito, este general !!

- sera’ para repetir a sucessao de vitorias ate' 'a derrota final ? esta também jametinhamdito !!!

IRS há-de baixar ... devagar

vários Governos jametinhamdito que o IRS ia baixar

mas hoje ouvi que afinal o Ministro Bagão Félix também já recorreu à técnica habitual de diluição da embandeirada baixa do IRS em vários anos e ainda nem secou a saliva da promessa do Primeiro Ministro em indecorosa campanha eleitoral nos Açores

os subsídios de rendas a inquilinos aumentados e mal pagos, a capitalização das empresas públicas, a redução de entidades participadas pelo Governo, o pagamento das dívidas do Estado, a limitação do endividamento dos Municípios e das Regiões Autónomas, os túneis do Rossio, do Marquês de Pombal, das Amoreiras, de Belém à Trafaria, também serão para calendarizar ?

2004-11-09

anónimos à catacumba

José António Barreiros, já aqui "dito", recentemente, colocou a questão do anonimato, debate que entretanto se acendeu

a questão concreta na origem do tema é a errada interpretação de António José Barreiros a uma observação (crítica?) de um leitor, a quem não perdoou o anonimato;

o leitor veio depois a identificar-se e evidenciou o equívoco de António José Barreiros, que não voltou ao tema; mas ficou a interpelação do anonimato na net, mais exactamente na blogosfera, evocando as modernas catacumbas, expediente com que, alega José António Barreiros, muitos se esconderão dos outros e de si próprios, por efeito de dissimulação

ora, creio que Platão desceu à catacumba … para inventar a filosofia, oferecendo então uma resposta onde os políticos, os militares e os religiosos falharam !

talvez não seja de enjeitar liminarmente a visita à catacumba

por isso, arrisco humildemente:

- e se numa crónica ou num comentário forem referidos factos e os meios da sua comprovação ?
- ou exposta uma hipótese com o respectivo raciocínio ?
- e se for lançada uma dúvida ?
- um alerta ?
- e se for analisado um passo ou uma conclusão de uma crónica ou comentário ?

um argumento valerá por si ?

uma dedução precisará de dono, reconhecido e autenticado ?

será assim tão decisivo o grau de identificação ou anonimato ?

também é de reconhecer que não custa nada fazer o dito cujo sign in; nem escrever o nome

obviamente essas desculpas não colhem, se a opção por algum grau de anonimato é inteiramente compreensível, a complexidade do sistema ou a preguiça do sujeito não são explicação aceitável

mas a atribuição de dissimulação é abusiva: desde sempre as “cartas à Direcção” – forma perfeitamente legítima de interacção com o jornal, jornalistas, cronistas, editoria ou com o mundo em geral – divulgaram comunicações de autores “devidamente identificados”, apresentando-se portanto publicamente sob anonimato

e assenta mal à interrogação sincera que procura aprender em vez de ter já por respondido o que se propõe equacionar

além disso, jametinhamdito que ao menos por Deus os anónimos serão tão ouvidos quanto os demais ...

sempre é um favorzinho !?

pancada na cabeça

o Futebol Clube do Porto jogou (e ganhou, por 3-0) com o Sporting Club de Portugal, aqui no dito sofá, a espaços: um pedaço no final da primeira parte, outro pedaço na parte final da partida

a dado passo, o avançado Liedson, do Sporting Clube de Portugal, caiu disputando a bola com um defesa do Futebol Clube do Porto; o jogador Jorge Costa, do Futebol Clube do Porto , aproveitou a posição indefesa do sportinguista e colocou-se estrategicamente junto ao jogador caído, fingindo atrapalhar-se para atingir, por trás, a cabeça de Liedson

maldosamente, prejudicando a integridade física do adversário e com proveito ilegítimo para o controlo da jogada e do jogo, a favor do Futebol Clube do Porto

Jorge Costa tem sido um jogador esforçado e por vezes de eficácia brilhante, ao serviço do Futebol Clube do Porto e da Selecção Nacional

mas alia o espírito de competição à má formação humana e desportiva, em chocante falta de desportivismo, à falta de ética, ao mau perder

conseguiu a sua notoriedade à custa da brutalidade com que inflige os adversários, sobretudo quando estão caídos, disso tirando ilegítimo benefício para si e para a sua equipa

já foi castigado por esse comportamento ilícito, inúmeras vezes, algumas vezes pelas próprias mãos das vítimas

mas persiste !

e vai refinando o estratagema de aleijar os colegas de profissão para lhes destroçar o talento que lhe falta

e hoje repetiu manha e façanha ...

o jogo era de futebol mas ganhou à pancada

jametinhasdito :-(




2004-11-05

A última fêmea dos Pirenéus

a (sub)título de "acidente", a última página do Público noticia o negligente abate da última fêmea de urso pardo dos Pirenéus, levado a cabo por intrépidos caçadores de javali

o jametinhas dito recai sobre sobre a posição da Federação dos Caçadores dos Pirenéus Atlânticos, que votam contra a criação de zonas de refúgio para a preservação da fauna - proposta por ecologistas franceses - defendendo a ideia de co-habitação dos ursos com os pastores e caçadores ... !?

curioso é também o repovoamento de ursos com recurso a fêmeas trazidas das florestas de países de leste, para evitar a extinção da espécie na zona

mas está à vista mais uma grave machadada na biodiversidade, apesar de haver ursos em certas zonas da Península Ibérica, como é o caso de Parques nos Picos da Europa que fazem a delícia de turistas

à memória vem também um conto magnífico de Mário Cláudio, "Quatrocentos Mil Sestércios", sobre as vicissitudes que os romanos enfrentaram na Lusitânia, em que se incluíam o diletantismo, a ganância e uma soberba ursa ... que decidiu a sorte dos protagonistas de tais costumes

2004-11-03

mais palavras: tem a palavra José António Barreiros

o livro aberto, vamos a isto: é com palavras assim que a esfera irá além da Taprobana !

permitam-me apenas recordar João Carreira Bom, com quem a coisa começou a tropeçar ...

Europa ou o mito (João Prates) Posted by Hello

2004-11-02

2004-11-01

Vidalonga

sexta-feira passada, o Diário Económico trazia brinde: "Fora de Série" tem sido fora de série e esta não faz excepção

além do mais, uma suculenta entrevista com (D.?) Juan Villalonga, ex-Señor Telefonica, ainda viver de rendimentos stock-optionados nos tempos áureos das telecoms e outras coms

mas que nos diz, da City, este gestor espanhol virado em consultor global ? pois fala para português ver e conta que, pondo uns quantos casinos, hotéis (uns 15) e campos de golfe em Beja (e arredores, presume-se ...) ficamos travestidos de Las Vegas da Europa; depois é sempre a andar: trazemos para cá os pré-reformados da Europa liberalizada e bem paga; tornar o país bilingue; liderar a inovação na indústria alimentar; e assim por diante, até alcançarmos o rendimento per capita da Alemanha ou da França, coisa aí para uns 10 anos !

ouviremos mais em breve, a 22 de Novembro estará em Lisboa para um seminário do Diário Económico

vai explicar que é necessária a convergência de vontades políticas e empresariais, que é fundamental que os decisores políticos e económicos tenham uma ideia clara para os próximos 25 anos, estabelecer objectivos de médio e longo prazo

também afirma que Portugal tem de abrir mais ao exterior, atrair pessoas e capital, escolher os melhores, a ideologia política não é decisiva mas sim a eficiência de gestão e de governo, o que é decisivo nas economias é a capacidade de gerar, atrair e fixar conhecimento, o que importa são as pessoas e a sua vontade e coragem de mudar os paradigmas; e, como jametinhamdito, os portugueses têm que ter capacidades e qualidades para ocuparem os postos estratégicos do país, independentemente da nacionalidade do capital

sublinha que os governos têm de ter uma visão do país e partilhá-la com os agentes económicos, o Estado tem de ser um facilitador, reforçando a segurança jurídica, criando infra-estruturas e dando prioridade absoluta, obsessiva mesmo, à educação da população; o Estado, jametinhamdito, não pode demitir-se dessas responsabilidades


Magalhoa

era caso de respeito, assustava mesmo um bocadinho e não era para menos, até assustou o Marcelo da suposta primavera fascista ...

Isabel Magalhães Colaço era o DIP em pessoa

era uma mulher de peso, a primeira doutora !

enchia a Faculdade de Direito, quando lá cheguei ja me tinham dito que era um monstro jurídico

mas singrou académica no mundo fechado de académicos, em luta pelo princípio da igualdade