em termos partidários e tal como era esperado, repetiu-se o resultado habitual: vitória retumbante de cada um dos partidos, incluindo o do sempiterno Garcia Pereira que atingiu os 50 mil votos requeridos para ter direito ao subsídio do Estado !
quanto aos resultados para o País, como todos os partidos acreditam que estão em crescendo e podem melhorar os respectivos resultados eleitorais, convém dar algum crédito a quem diz que depressa caminharemos para a inviabilidade governativa, na ânsia da provocação de novas eleições!
a) o fim do cavaquismo !
apesar do perdigotos do ex-Ministro Mira Amaral a arrasar a Cruela, sua ex-Colega de cavacal Governo ... :))
b) os 21 deputados do CDS/PP são exactamente os que faltam ao PS para constituir uma coligação maioritária "à prova de Cavaco" (!)
provavelmente a troco da pasta da ... Defesa? Justiça? Trabalho? agora a sério, alguém imagina Paulo Portas Ministro de alguma coisa além da Administração Interna? aceitam-se apostas... mas para já o único lugar vago é o da Economia, e nesse muita gente nem mexia...
c) desta vez os deputados da Madeira não foram eleitos apenas pelo PSD!
parece que há 1 do PS e 1 do CDS (!!) provando que não foi só Portugal que endoidou, a Madeira também, deve ser a gripe A...JJ (!!!)
d) os barões do PSD apressados a tentar deitar borda fora, de imediato, o pesadelo da Cruela Cinzenta Leite - que foi a primeira a falar e saiu bem cedo à hora do xixi cama das avós zelosas...
enquanto o sabido António Vitorino, com ar reflexivo próprio dos pensamentos elevados e da profunda sinceridade que tanto caracteriza os políticos, saiu em defesa dela, e jametinhadito que apesar da derrota do PSD não há razão para se equacionar a substituição da liderança...
e) os 15 (!) partidos em que se alongava o boletim de voto
com vários micropartidos de que nunca se tinha ouvido falar... sendo que um deles aparece 2 vezes nas estatísticas, sozinho e em coligação com o MPT (ou será TPM? ou PMT?)
f) a radicalização do eleitorado, com a menor votação (de sempre?) nos 2 partidos do centrão
aliás, o não votar no centrão era talvez o segundo objectivo de várias campanhas partidárias, logo a seguir ao de evitar a maioria absoluta do PS, transversal a todos os partidos incluindo dentro do próprio PS, no entanto talvez o único partido que centrou a sua campanha no que se propõe fazer, em vez evitar isto ou aquilo ou do que se propõe não fazer... tal como nas europeias tinha sido o único a apresentar propostas respeitantes à ... Europa !
g) a arrelia da abstenção elevada
apesar de por toda a parte haver ruas pejadas de trânsito em torno das mesas de voto - aliás, a 5 minutos do encerramento havia carros com os 4 piscas e várias correrias frenéticas em frente a vários locais de voto...
concluindo e homenageando os resultados, parabéns a todos os portugueses, muito em especial aos (e)leitores do Ditos!!!
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1 comentário:
Está tudo dito, António, pelo menos aquilo que é essencial.
jmco
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