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comentário, questão, sugestão ou crítica a editoriais, entrevistas, afirmações ou outras conversas que tais ! observações são bem vindas ;_)))

jametinhasdiálogo de avó e neto a propósito de filmes legendados:
_é melhor ver outro filme porque este é com legendas e tu ainda não sabes ler
_mas eu percebo tudo porque sei inglês
_então o que é sabes dizer em inglês?
_eu sei as cores
_diz lá quais são
_amarelo
_mas em inglês
_... só amarelo é que não me lembro
_yelow
_yelow, agora é que não me vou esquecer
_e mais cores?
_avó, escreve as cores no meu caderno com a letra assim para eu aprender inglês quando souber ler
Após exaustivos estudos, descobriram o motivo por que acabou por mordê-la ...
- Morde - disse a serpente - e serás como os anjos!
- Não - respondeu Eva.
- Terás o conhecimento do Bem e do Mal - insistiu a víbora.
- Não!
- Serás imortal.
- Não!
- Serás como Deus!
- Não, e não!
A serpente já estava desesperada e não sabia o que fazer para que a Eva mordesse a maçã...
Até que teve uma idéia.
Ofereceu-lhe novamente a fruta e disse:
- Morde...que emagrece...»
Ignoro a lei, do mais forte
colho fraquezas. Jogo a indecisão
ao limite das escolhas e do reverso
medalho o peito: ao esteta cabe
a resolução da tinta sobre a tela.
Estatelo o concreto
e me abstraio
ao recente: arranco pregos
depositados e entrecruzo
vidas. Desenrolo a lei
ofertada ao amigo. Aos inimigos
deposito moedas cunhadas
em honra da vitória.
Pedro Du Bois
Por Ana Roque
ps - pedido emprestadado ao Ditoso Modus Vivendi
sobre leituras, vai um respigado de uma entrevista, publicada a 13 de Junho de 2009 no jornal "i", ao padre José Rafael Espírito Santo, o líder do Opus Dei em Portugal, realizada por um seu ex-aluno:
[perguntado se leu Saramago]
«Saramago? francamente, eu uma vez comecei a ler um livro de Saramago e desisti à segunda página.
Qual?
"O Memorial do Convento". Ali há uma intenção desde a primeira página de transmitir determinados conceitos. Vê-se como é uma distorção da realidade.»
digamos que se algo pode distorcer a realidade é julgar um livro ao chegar à segunda página – eventualmente e para quem esteja de bom coração, a terceira página poderá proporcionar novos modos de ver!
certamente a leitura completa de um livro permitirá, além da indispensável visão de conjunto, conhecer melhor os conceitos transmitidos, o que eles representam e quanto deles se apresenta simbolicamente
precisamente para suscitar uma visita às linhas e entrelinhas que só amplia o poder benéfico da reflexão, em confronto pleno com as experiências (de vida e de leituras outras) do leitor
ainda quanto à leitura, a entrevista prossegue:
«Desencorajam a leitura de livros que ponham em causa a fé católica?
Qualquer pessoa que lê um livro convém que antes se informe. Procura-se aconselhar as pessoas que se informem e vejam se precisam de ler um livro que possa pôr em causa as suas convicções. A fé não é uma questão de inteligência. Há pessoas muito inteligentes que não têm fé e outras menos que têm.»
informar-se antes de ler?
jametinhasdito!
de facto a leitura é transformadora, dá a conhecer e faz reflectir, numa simbiose entre o que nos é mostrado pelo que está escrito e aquilo que a nossa reflexão íntima nos revela
estamos e não estamos sós na leitura, há uma orientação mas relevante é o papel destinado ao leitor
daí o perigo da leitura, para quem concebe o mundo sem a luz da livre revelação interior de cada um
então haverá uma entidade ou uns senhores, que sabem e dizem aos outros o que devem ler e o que devem não ler
como saber a quem e por quem é conferida semelhante autoridade?
e se a autoridade lhes advém de lerem livros só até à segunda página, o caso está muito enquinado, faltam a fé e a inteligência mas também a humildade, essenciais para uma aprendizagem mútua, construtiva e libertadora
como a que nos oferecem leituras múltiplas, diversificadas e abertas ao surpreendente
ps – instrutiva também é a leitura completa da entrevista, designadamente no que se refere ao excelente papel de parideira e dona de casa subidamente reservado às mulheres naquela obediência, coisa assim abaixo do medieval
e vão 15 anos !
ao princípio o nome parecia periclitante, cai não cai…
mas já lá vão 15 anos de Associação Cais, de Solidariedade Social e sem fins lucrativos, procurando contribuir para melhores condições de vida de pessoas sem casa/lar, social e economicamente vulneráveis, em situação de privação, exclusão e risco
objectivos de mérito: colocar na ordem do dia as temáticas relacionadas com a Pobreza e Exclusão social; potenciar o trabalho em parceria e rede; valorizar os beneficiários (utentes) do sistema social enquanto elementos críticos e activos; desenvolver e implementar estratégias de intervenção social adequadas às necessidades das populações alvo, pessoas muitas das quais “sem abrigo”
nos cruzamentos da cidade, os persistentes vendedores da revista disputam a atenção dos automobilistas com os distribuidores de jornais gratuitos e há um mês passaram a usar chapéu vermelho !
a revista Cais continua magnífica, de retorno muito acima do custo (2 euros, que revertem para os vendedores) e sempre com iniciativas de interesse
actividades e projectos não faltam, tem havido voluntários e apoios mas bem se vê que não chegam, nunca são de mais e basta olhar à nossa volta só há boas razões para apoiar a Cais !!
| partidos | % | Lugares |
| PPD/PSD | 31.77 | 8 |
| PS | 26.59 | 7 |
| BE | 10.68 | 3 |
| CDU (PCP-PEV) | 10.62 | 2 |
| CDS-PP | 8.39 | 2 |
| Outros | 11.95 | 0 |
| Total | 100 | 22 |