2015-02-19
autocrítica europeia?
«A troika é pouco democrática, falta-lhe legitimidade»!
«É preciso saber retirar as lições da história e não repetir os mesmos erros»!!
«Pecámos contra a dignidade dos povos, especialmente na Grécia e em Portugal e muitas vezes na Irlanda»!!!
epifania ou jametinhasdito Jean-Claude Juncker, ex-tanto do que anda agora a carpir?
na Europa, como em grande parte do mundo, a hipocrisia vai aos comandos e só a espaços aparece alguém com desplante, desassombro ou lucidez para dizer o que só pela calada se sabe e entrediz
mas neste caso, muitas pessoas - populares, técnicos, universitários, políticos e multidões de manifestantes por toda a Europa - denunciaram há demasiado tempo exactamente o que vem agora reconhecer o recém descido do Olimpo Europeu - rectius, da União Europeia, que obviamente é uma outra realidade...
ontem à noite, lidas as frases em apreço pelo destilador ideológico de serviço em televisivo entretenimento pseudo-económico, o convidado João Salgueiro afirmou que seria erro de tradução, a clarificar "nos jornais de amanhã"... uma outra convidada, a jornalista Cristina Ferreira, também não pareceu acreditar no que ouvia - e que já ecoava nas redes sociais muito antes de ser ventilada no famigerado programa
a autocrítica europeia, depois do mal feito, será responsável e consequente?
ou começa a entender-se que empurrar a Europa da periferia para fora da União Europeia, com a Crimeia mais uma vez sob disputa - convém lembrar: foi assim que no passado, com má fé política, ganância das potências costumeiras, cega indiferença de outras e subserviências diversas, se espoletaram terríveis conflitos armados generalizados - é tremendamente parecido com o contexto em que germinaram várias guerras continentais e mundiais?
observações são bem vindas, obrigado ;_)))
2015-01-22
liberdade de expressão, poder insindicável e suplícios a cidadãos
próprio de sistemas totalitários e ditaduras torcionárias, o suplício das chibatadas referencia-se na barbárie medieval do feudalismo e do absolutismo não iluminado, quer na componente de castigo corporal quer na vertente de humilhação do visado, quer na ostentação pública de poderio do soberano algoz - incluindo a misericórdia (o poder de graça, no direito medieval português) de fazer rever ou anular a sentença, de preferência antes ou durante a execução da ignominiosa pena
no elenco de punições das Ordenações Filipinas, talvez menos bárbaras que as Afonsinas e as Manuelinas, ainda constava o recurso ao açoite, geralmente reservado às classes mais baixas (os nobres iam para o degredo; aliás, já na antiguidade, o chicoteamento era muitas vezes reservado aos escravos, aos estrangeiros, aos cristãos, etc) e muitas vezes em substituição ou complemento de penas pecuniárias ou dívidas não pagas e, sim, quase sempre com carácter público, pela exemplaridade (e gáudio) da populaça e para manchar o visado, pela exposição vexatória, além da demonstração expressa do poder do soberano ou do carrasco seu representante
há até um episódio, relatado por José Hermano Saraiva, em que um desertor é condenado (talvez pela justiça militar) a cem ou duzentas chibatadas e, à semelhança do actual tenebroso caso da Arábia Saudita, teve que se interromper a tortura, pela evidência da desproporção, uma vez que a aplicação integral da punição implicaria o massacre do desgraçado até à morte - e ainda ficaria a dever chibatadas...
já na segunda metade do século XVIII, o milanês Beccaria (marquês de, pois chamava-se Cesare Bonesana) propôs, numa obra fundadora - o «Tratado dos delitos e das penas», salvo erro - a abolição das penas corporais (embora a prisão, enquanto privação física da liberdade, também seja "corporal") como as mutilações e os suplícios, incluindo chibatadas e chicotadas, também recursos para "arrancar" confissões ou para agravar a pena de morte (que podia ser "cruel" ou, ainda pior, "atroz", a que podia acrescer a proibição de sepultura, confisco dos bens - os herdeiros eram deserdados - e a má fama sobre a memória do visado ou da sua família), porém crescentemente consideradas pura barbárie e, segundo a cuidadosa fundamentação oferecida, contraproducente à realização da justiça - os inocentes mais fracos confessavam e os culpados mais fortes resistiam... como aliás seria de prever
as cuidadas e, à luz da civilização, da inteligência e do humanismo, irrebatíveis teorias de Beccaria fizeram escola, desde logo junto dos vultos intelectuais franceses da época (entre outros, Voltaire, Hume e Diderot - curiosamente, o da liberdade de imprensa - "Sur la liberté de la presse" - e da "Lettre sur le commerce de la librairie", além, é claro, da verdadeira e primeira Enciclopédia!) e depois em diversas alterações da legislação (e do movimento codificador) penal de diversos países europeus - embora a Prússia, a Rússia e outros Estados tivessem mantido o suplício até bastante mais tarde; o Brasil, por exemplo, até 1910! e ainda hoje subsiste em demasiados países no mundo, em vários PAOLP ainda subsistia na legislação até quase ao fim do século XX, casos da Guiné e de Moçambique, embora desconheça a sua aplicação
em Portugal o primeiro Código Penal, de 1852, já não contemplava castigos corporais, como as ditas chicotadas ou chibatadas, embora mantivesse o degredo e os trabalhos forçados, creio que até 1954, se bem que por decreto de 1932 se eliminasse o envio de condenados para Angola, mas bem sabemos que havia funcionários públicos ou militares que iam lá parar por... castigo!
aliás, o degredo (com ou sem trabalhos forçados) é muito curioso, pelo utilitarismo do povoamento, primeiro das terras recônditas (os coutos) de Portugal, depois de 1415 (Ceuta) nas possessões e colónias sucessivamente encontradas e exploradas, também com multifuncionalidade: punição física (afastamento) e exemplar (visibilidade) mais o respectivo aproveitamento económico, seja nas galés seja nos povoamentos e actividades empreendidas no ultramar português ou mesmo em "serviços" arriscados como a espionagem, com clara manifestação do poderio régio, incluindo a possibilidade de recuperação dos direitos (patrimoniais, nomeadamente , pois o degredado poderia eventualmente fazer fortuna e talvez regressar rico!) e da honra - havia inúmeras súplicas, havendo registo de muitos casos em que foram atendidas, sobretudo passado algum tempo e bons serviços
e, glória, além de se ter tentado uns anos antes, em projecto de Comissão anteriormente nomeada para a revisão das leis penais, certo é que com o Código Penal de 1867 Portugal foi o primeiro Estado a abolir a pena de morte, para crimes civis - em absoluto só em 1911, creio
oxalá este lamentável caso seja rapidamente revertido em justiça e possa suscitar celeuma suficiente - além do indispensável debate sobre a liberdade de expressão, que urge consagrar universalmente na prática pois já consta (desde 1948!) na Declaração Universal dos Direitos Humanos - para acabar com as práticas de tortura e barbárie a coberto de leis penais inconcebíveis no século XXI em qualquer parte do mundo, a bem da civilização e da humanidade!!!
Artigo 19.º *
Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão.
Preâmbulo
Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo;
Considerando que o desconhecimento e o desprezo dos direitos do homem conduziram a actos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração do homem;
observações são bem vindas, obrigado ;_)))
liberdade de expressão: nem mas nem meio mas
caro professor, muito respeitosamente, a decisão de suspender a revista em apreço, conforme noticiado pelo jornal Público, vincula exclusivamente quem a tomou e de modo algum pode, em boa fé, ser atribuída ao Primeiro-Ministro, parecendo a associação ilógica e forçada
mas atenção, a manifestação de Paris realizou-se como homenagem às vítimas indefesas de execuções cobardes, em nada comparável com um problema do foro académico, uma quezília ligeira entre profissionais universitários que obviamente não beliscou ninguém
já agora, entretanto já foi alterada tal decisão pois a dita revista está normalmente à venda, com as fotografias em questão que reproduzem obscenidades em várias paredes e a que a decisão deu inusitada projecção - infelizmente vê-se muito pior em muros, paredes e transportes públicos no mundo inteiro...
por fim, "notícias ao minuto" é o quê? os professores costumam ser exigentes, consigo próprios e com os seus alunos, com as citações, cuja falta de credibilidade pode inquinar uma tese...
saudações muito cordiais
ps - publica-se este jametinhasdito de ontem, porque entretanto o comentário desapareceu...
observações são bem vindas, obrigado ;_)))
2014-12-04
alfaiataria
à vol d'oiseau por ditosos «fotografares do Tejo», do blogocénico

a negro&branco celeste
vamos a votos?
quem de íbis quer a pele, o voo, o mito?
quem do curvo bico enleia o Tejo?
quem é o mais encartado avieiro?
observações são bem vindas obrigado ;_)))
2014-09-10
e novar?
Carlos Moedas (faz hoje 44 anos e 1 mês) licenciou-se engenheiro civil no prestigiado Instituto Superior Técnico, da Universidade de Lisboa, e depois completou estudos e estagiou no estrangeiro; tem um breve tirocínio como deputado (1 dia, mais um clamoroso caso de efémera precariedade...) e 3 anos a secretário de Estado, além de consultor na Goldman Sachs e de funções no Deutsche Bank para fazer um banco hipotecário (Eurohypo Investment Bank, não vem na lista telefónica nem no CV publicado na página oficial do Governo de Portugal) e foi gerente imobiliário por mandato (Aguirre Newman) e gestor de investimentos por conta própria
a tômbola ditou agora uma nova esfera e um pacotão de dinheiro para... inovar!
claro que é pena que não tenha experiência governativa (ajudante não é Ministro...) nem qualquer afinidade com actividades de Investigação, Ciência e Inovação, mas o presidente eleito da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, certamente ponderou tudo isso no momento de suceder a José Manuel Durão Barroso
jovem, trabalhador, com sólidas habilitações académicas e alguma experiência política e de gestão de projectos, depressa enfrentará desafios à altura das suas ambições e, oxalá, das necessidades e expectativas de progresso dos povos e das comunidades científicas da Europa
boa sorte, para todos ;_)))
observações são bem vindas
obrigado ;_)))
2014-05-20
água vai
delimitações!
por Resolução hoje publicada, ficámos a saber que, desde 8 de Maio de 2014, o Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia tem competência delegada pelo Conselho de Ministros para homologar as propostas apresentadas, promovidas e submetidas pelos respectivos serviços, para delimitação do domínio público hídrico, em processos "pendentes em 27 de outubro de 2007" !!!
abaixo vai a transcrição da decisão em apreço...
onde é que a porca torce o rabo, que é como quem jametinhadito, o que é que interpela a perplexidade do intérprete?
bem, a pendência de processos desde 2007 sempre causa alguma estranheza, afinal também vai para 7 anos de burocracia e incapacidade de resolver - aliás, até se entende uma fundamentação prosaica: se os sucessivos Governos deixaram a administração pública e os eventuais interessados na expectativa durante estes quase 7 anos, importa reconhecer a incapacidade para decidir em colectivo e delegar num só Ministro o poder de concluir de vez tão malfadados e bolorentos processos pendentes
aliás, poderia bem ser a 81ª medida ou um princípio de reforma do Estado não contemplado no jametinhasdito guião vice-primeiro-ministerial e, desde o Conselho de Ministros extraordinário de há dias, governamental - o Governo auto-declara a sua incapacidade de governar e, num golpe baixo constitucional, muda o sistema político nacional e tudo passaria a ser decidido Ministro a Ministro, pior não haveria de ser, o bom Povo português aguentaria ai aguentaria 15 Marcelos ou Salazares, afinal o Cavaco, os vários sub-Cavacos e os seus adjuntos e ajudantes não têm andado assim tão longe...
mas, abstraindo um pouco de tão dura realidade, entremos por instantes na ficção especulativa da livre reflexão: então em 2005, por Lei, a Assembleia da República eleita determina a competência do Governo para homologar as propostas dos serviços e do Ministro sobre a delimitação do domínio público hídrico; durante anos o Governo abstém-se de exercer tal competência; e às tantas delega-a num Ministro, dentro do que a própria Lei prevê; porém, atenção, aqui a porca ainda retorce mais: o Governo delega, habilitando a sub-delegação, não para um processo concreto mas para processos pendentes em 2007(!) que não sabemos quais nem quantos são e abertamente para todas as propostas neles apresentadas até hoje, rectius, até 8 de Maio de 2014(!!) e que no limite poderia ser a totalidade do território nacional ou a totalidade do domínio público hídrico do País, etc...
ou seja, talvez não seja essa a intenção ou o efeito, veremos, mas por Resolução o Governo vem alterar a Lei, atribuindo a outrem uma competência que era sua, não para um caso ou categoria mas para tudo o que tenha sido apresentado (quando? desde quando? até quando?) em processos pendentes em 2007 e com efeitos retroactivos!!!
ora, a maioria parlamentar que apoia o Governo até poderia decidir algo parecido, em Lei da Assembleia da República modificativa da actualmente em vigor, mediante o competente processo legislativo, debate parlamentar e escrutínio público
assim, desvirtua-se a hierarquia das normas estabelecida na Constituição da República e descaracteriza-se a repartição de poderes legalmente definida, desqualificando a intervenção da Assembleia da República e do Governo, ao mesmo tempo subtraindo à participação da opinião pública no processo de decisão do que afecta ou interessa a todos e ao controlo dos cidadãos sobre os actos que respeitam ao bem comum... ;(((
Resolução do Conselho de Ministros n.º 35/2014
De acordo com o n.º 4 do artigo 17.º da Lei n.º 54/2005,
de 15 de novembro, alterada pela Lei n.º 78/2013, de 21 de
novembro, que estabelece a titularidade dos recursos hídricos,
e com o n.º 1 do artigo 9.º do Decreto -Lei n.º 353/2007,
de 26 de outubro, que estabelece o procedimento de delimitação
do domínio público hídrico, a delimitação do
domínio público hídrico está sujeita à homologação do
Conselho de Ministros.
O n.º 2 do artigo 12.º do referido decreto -lei estabelece
que a homologação das propostas de delimitação apresentadas
nos processos pendentes em 27 de outubro de 2007
pode ser delegada pelo Conselho de Ministros no membro
do Governo responsável pela área do ambiente.
Sendo o procedimento de delimitação de iniciativa pública
do domínio público hídrico, marítimo e não marítimo,
impulsionado e coordenado pelo Ministério do Ambiente,
Ordenamento do Território e Energia, através da Agência
Portuguesa do Ambiente, I.P., reconhece -se que a delegação
de poderes legalmente prevista permite a conclusão mais
célere dos procedimentos de delimitação pendentes.
Assim:
Nos termos do n.º 2 do artigo 12.º do Decreto -Lei
n.º 353/2007, de 26 de outubro, e da alínea g) do artigo 199.º
da Constituição, o Conselho de Ministros resolve:
1 — Delegar, com a faculdade de subdelegação, no Ministro
do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia a
competência para homologar as propostas de delimitação do
domínio público hídrico elaboradas nos processos pendentes
em 27 de outubro de 2007 pelas comissões de delimitação,
criadas nos termos da Lei n.º 54/2005, de 15 de novembro,
alterada pela Lei n.º 78/2013, de 21 de novembro, e do
Decreto -Lei n.º 353/2007, de 26 de outubro.
2 — Determinar que a presente resolução produz efeitos
desde a data da sua aprovação.
Presidência do Conselho de Ministros, 8 de maio de
2014. — O Primeiro -Ministro, Pedro Passos Coelho.
observações são bem vindas, obrigado ;_)))
2014-03-18
ao alto
alto!
como o pensamento, endereçadamente,
um a um, um horizonte busca e delimita o sentido
vê quem vê, sabe quem sabe,
eis a força do sinal
em dinâmica de estantes invisíveis, fins impercetíveis de quase recomeço
parte quem sustém o presente, prende quem sublima o devir
toda a estátua é um deus de pétrea memória
saudação aos vindouros de um voo antigo
dos antigos sonhos dos homens
aos antigos sempres que os instantes guardam
se aves decifram nos intervalos sem tempo
em que pousam, sem ajuizar das partículas do ser
corpo e alma, doçura e ferocidade, acerto e erro
por sinal
2014-03-09
abrir
desabrida, a Ditosa de Março faz-se ao azul e acorda a metamorfose possível: a quadrícula recorta o mundo e oferece pedaços de vista ou portas para o imaginário dos sonhos por abrir
onde azuleja a Ditosa?
observações são bem vindas, obrigado ;_)))
2014-02-15
onde, Vaz?
Camões é que jametinhadito: Amor é...
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?
Luís de Camões
observações são bem vindas, obrigado ;_)))
2014-02-07
mir'ós...
«... a pergunta deveria ser outra: se tivesse 36 milhões de euros à sua disposição, preferia gastá-los em 85 quadros do mesmo pintor ou daria algumas oportunidades a outros artistas? E se assim fosse, estou capaz de apostar que a paixão por Miró esmoreceria num ápice.», jametinhadito João Miguel Tavares, no Público...
quem se lembra da anedota que esfarrapou a abolição do "Acontece"? _ o custo do melhor programa cultural do planeta pagava uma volta ao mundo todos os portugueses!
só que muitos portugueses, em cada vez maior número e contra a sua escolha natural ou por falta de hipóteses de escolha, estão a partir para vários pontos do mundo mas com viagem só de ida e a custas próprias!!
é patente que os milhões da previsível venda da colecção em apreço, que todos pagámos ou vamos pagar na factura do BPN de Aníbal Cavaco Silva e seus apaniguados Dias Loureiro, Oliveira Costa e demais rapaziada catita, em que se continua a votar impunemente, nunca jamais chegarão a nenhum Artista e muito menos português!!
talvez a algum "artista português" - palavras para quê? - do costume...
os Mirós e os milhões, mir'ós, foram-se!!!
observações são bem vindas, obrigado ;_)))
2014-01-12
Janeiro rima com... Primeiro!
o que vê, lá do alto, a primeira Ditosa do ano 2014 ?
o Rei !
mas onde está a Ditosa?
observações são bem vindas obrigado ;_)))
2013-12-22
a Pinho Vargas e a quem de Bem
sempre, desde tempos imemoriais alguns homens exploram outros, o que
sucede agora a uma insidiosa escala global e com armas falaciosamente
camufladas, ora veiculadas por poderosos meios propagandísticos legalizados sob
chancela de certa comunicação social, senão toda pelo menos de modo
generalizado... e aparentemente invencível... mas umas vezes só durante um bocadinho… outras, com direito a intervalo de sabor a ditosa glória, mesmo se imerecida, mesmo se tudo tenha que voltar ao que o mundo manda...
porém há sempre o Povo, a arraia miúda, o pulsar genuíno de "quem não sente não é boa gente", quando em vez a
repor alguma réstia de moralidade, seja para baralhar e dar de novo, a
título de vingança ou de revolução, de umas pázadas e algumas cabeças rachadas
os mais cínicos e ostensivos políticos ou senhorais não se livram quando lhes
chega a hora!
intervaladamente, há uma elite conspirativa que também avisa
ou age, mais ou menos discretamente e em vários casos segundo critérios justos,
de humanos referenciais, por bandeira o afeto no peito verdadeiro, libertários e libertadores!!
mas também sempre, a espaços mais inspirada e ativamente,
temos os artistas, poetas, músicos, cineastas, encenadores, intelectuais,
alguém que se impõe pelo seu dom e dedicação mas é também portador de esperança
e contagiante resistência, em muitos casos pela voz, pelo exemplo, pela
palavra, por um incisivo sentido do despertar - em que se inclui a lúcida e generosa cidadania exercida pelo Maestro António Pinho Vargas, intervenção que vem enobrecendo a paisagem
deprimente que o facebook serve universalmente!!!
ao Maestro mas, atenta a ocasião, extensivamente aos Leitores do Ditos: bem haja a quem sente e pensa,
acredita e partilha, poliniza e enleva, boa sorte a quem de bem e excelsas Festividades a todos, junto
de quem mais amam ;_)))
observações são bem vindas obrigado ;_)))
2013-12-02
rinoDitosa
é uma ditosa um bocadinho rinocerôntica (?!)
mas muito pedagógica e, ainda e sempre, vaidosa ;_)))
onde está a Ditosa?
observações são bem vindas obrigado ;_)))
2013-11-18
O som «f» que faltava
O estudo de línguas pode ser apaixonante.
É frequente que algumas palavras contenham em si muito de história acumulada ao longo de séculos durante períodos de invasão de diferentes povos. Como geralmente o povo invasor encontra uma população a viver num determinado território, existe um choque natural entre a língua falada pelo invasor e a que é usada pelo povo invadido. Se os invasores possuem uma língua que se adapta relativamente bem ao idioma falado no território conquistado, a leitura dos muitos topónimos já existentes, para dar apenas um exemplo, faz-se de maneira relativamente fácil. Se não, a variação pode ser enorme. Quando os descendentes de vikings, naquela altura franco-normandos, invadiram a Grã-Bretanha e derrotaram o rei anglo-saxão em 1066, eles acabaram por alisar o caminho para, gradualmente, fazer com que o saxónico inglês se tornasse uma língua com muito mais elementos latinos do que o alemão, por exemplo, e pudesse hoje em dia tornar-se a grande língua franca do mundo.
É frequente que algumas palavras contenham em si muito de história acumulada ao longo de séculos durante períodos de invasão de diferentes povos. Como geralmente o povo invasor encontra uma população a viver num determinado território, existe um choque natural entre a língua falada pelo invasor e a que é usada pelo povo invadido. Se os invasores possuem uma língua que se adapta relativamente bem ao idioma falado no território conquistado, a leitura dos muitos topónimos já existentes, para dar apenas um exemplo, faz-se de maneira relativamente fácil. Se não, a variação pode ser enorme. Quando os descendentes de vikings, naquela altura franco-normandos, invadiram a Grã-Bretanha e derrotaram o rei anglo-saxão em 1066, eles acabaram por alisar o caminho para, gradualmente, fazer com que o saxónico inglês se tornasse uma língua com muito mais elementos latinos do que o alemão, por exemplo, e pudesse hoje em dia tornar-se a grande língua franca do mundo.
Por vezes, mesmo dentro daquele que é hoje o mesmo país dos
tempos antigos, os invasores viram a sua língua foneticamente alterada pelo
substrato linguístico que encontraram na região conquistada. Um mero exemplo da
invasão muçulmana da Península Ibérica já há muitos séculos pode ilustrar bem o
que pretendo dizer. A palavra árabe oued,
que basicamente significa “rio” ou “arroio”, foi convertida no lado atlântico
do território português em “ode”, enquanto na parte leste do nosso território e
em todo o sul de Espanha foi transformada em «guad». As línguas, no seu entrechoque,
funcionam um pouco como a combinação de cores: se pintarmos amarelo sobre azul
fresco ficaremos com verde. Múltiplas outras combinações são possíveis. Do
exemplo acima, ainda hoje temos na costa atlântica topónimos de terras e rios
substancialmente diferentes: Odemira (rio Mira), Odeceixe, Odeáxere, Odivelas,
etc. na parte ocidental do nosso território, e Guadiana, Guadalquivir (rio
Grande), Guadalupe, etc. na parte leste de Portugal e no sul de Espanha.
Se oued se
transformou em ode numa parte do território onde o povo tinha uma forma de
falar diferente da outra em que a transformação foi para guad, pode imaginar-se já que determinados outros sons sofreram
igualmente alterações de monta.
Quando os romanos invadiram a Península Ibérica e acabaram
por dominá-la, embora nuns sítios mais do que noutros, houve muitos sons do
latim falado então que foram convertidos noutros, pelas razões já apontadas.
Esses sons alteravam-se principalmente em palavras usadas quotidianamente, ou
seja, na linguagem popular, e tendiam a manter-se nas palavras mais eruditas,
com uma frequência de uso muito mais baixa. Assim é que, para dar apenas dois
ou três exemplos, os grupos consonânticos «pl» e «fl» se converteram muitas
vezes em «ch», como se vê em pluvia e
plumbum que passaram, respectivamente
a “chuva” e “chumbo”, enquanto flavius
e flama se transformaram em “Chaves” e “chama”.
Por outro lado a queda de sons intervocálicos, nomeadamente
do «l», do «n» e, mais raramente, do «d» nas palavras de origem latina é uma das
principais características do galaico-português. Neste aspecto, a língua falada
em Portugal e na Galiza distingue-se substancialmente do castelhano, onde essa
mesma queda não se registou devido ao facto de os falantes não serem os mesmos
e não reunirem as mesmas características linguísticas, já que possuíam um
substracto diferente.
Este é
um fenómeno que torna mais difícil para os castelhanos o entendimento de muitas
palavras portuguesas, não sendo o inverso verdadeiro pela simples razão de que
muitas das palavras que, na sua forma popular, perderam ou o «l», o «n», ou
mesmo o «d», mantiveram esses sons na sua forma erudita, menos usada no
dia-a-dia e, portanto, menos sujeita a erosão pelo seu uso constante. Os
exemplos são muitos, pelo que me limitarei a dar dois para cada um dos
casos:
- Dolor, em castelhano, é apenas dor em português (o «l» entre duas vogais caiu naturalmente nas palavras de uso frequente, embora se tenha mantido nos vocábulos mais eruditos, como doloroso.
- Color em castelhano converteu-se em cor no galaico-português. Contudo, entendemos color muito bem porque dizemos colorir, coloração, etc.
Com o «n» passa-se o mesmo. A luna castelhana passou a lua em português, mas em formas mais
eruditas mantemos o «n», como em lunar, lunático, etc.
Conimbriga passou a Coimbra igualmente pela queda do «n»,
mas um habitante de Coimbra é um conimbricense, i.e., o «n» mantém-se na
palavra erudita.
Apesar de menos frequente, com o «d» ocorre o mesmo fenómeno
em várias palavras. É o que nos faz dizer fiel, enquanto os castelhanos dizem fidel. Na forma erudita, porém, dizemos
fidelíssimo.
Igualmente em sede (de bispado, por exemplo), o «d» caiu e
originou a palavra Sé. Mas dizemos sedear.
Através destes exemplos já podemos ver que quando um espanhol nos fala
de la dolor de las personas, não
temos qualquer dificuldade em entendê-lo. No entanto, em português os «ll» e o «n»
caíram, pelo que dizemos "a dor das pessoas". Será que um espanhol
nos entende com a mesma facilidade?
Ilustrado com alguns exemplos o caso da existência de
diferenças linguísticas, lembremos que há determinados sons existentes numa
língua que não existem noutras. O nosso português, por exemplo, não tem o som «th»
(there, their), que é tão frequente
no inglês. Felizmente, isso não constitui grande problema para a maioria dos
portugueses.
Já o mesmo não se pode dizer dos chineses a falarem
português. Como a sua língua não possui o som «r» do nosso “rato” ou “carro”,
eles substituem-no pelo que acham mais próximo, mas que mesmo assim fica algo
longe. Daí que encontremos muitos chineses a dizerem «lalanja» em vez de
“laranja”, e se tenha banalizado entre as pessoas mais velhas o clássico pregão
dos chineses que vendiam gravatas na rua: Glavata
balata! Entretanto, note-se que os chineses bilingues nascidos em Portugal
já pronunciam bem o «r», como seria de esperar.
E depois desta longa introdução chegamos finalmente ao caso
que me trouxe a escrever este apontamento: a não existência do som «f» inicial
em numerosas palavras castelhanas. Dou a palavra a Paiva Raposo, um dos
coordenadores de uma gramática da língua portuguesa recentemente publicada pela
Fundação Gulbenkian:
“Num dado período da primeira metade do primeiro milénio, depois da invasão romana da Península Ibérica, um grupo de habitantes do norte da Península, rudes e sem muita instrução, resistiram aos romanos durante muito tempo e não se assimilaram tanto como outros habitantes da Península. Numa dada altura decidiram finalmente aprender latim, possivelmente para poderem comunicar com os colonizadores e outros habitantes da Ibéria que já tinham aprendido a língua. Acontece que a língua materna dessas pessoas – não relacionada com o latim e nem sequer indo-europeia – não possuía o som «f». Ora, quando essa gente começa a falar em latim – certamente um latim macarrónico na época –, vai omitir sistematicamente esse som «f» das palavras latinas que o têm em posição inicial, como ficatum (fígado), ferrum (ferro) e farina (farinha). Era como se em português passássemos a dizer “ígado” em vez de fígado, “herro” em vez de ferro, ou “igo” em vez de figo. Imagine-se os comentários dos falantes educados do latim ao ouvir esses ignorantes. No entanto, foi esse falar rude que veio a originar a língua em que Cervantes escreveu o Dom Quixote. O castelhano é uma das pouquíssimas línguas românicas na qual não se pronuncia o «f» inicial latino, juntamente com o gascão.”
Curioso com o facto, que desconhecia, procurei elaborar uma
pequena listagem de palavras de uso normal em castelhano em que o «f» inicial
do português não existe, sendo graficamente substituído por um «h». Este «h»
não se pronuncia, tanto quanto sei de castelhano, mas assinala a ausência do «f»,
tal como em francês même, bête, tête,
fête, hôpital assinalam a queda de um «s» que anteriormente terá existido
(e que na língua portuguesa se mantém nos correspondentes etimológicos:
“mesmo”, “besta”, “festa”, “testa”, “hospital”,
embora tenha havido uma certa evolução semântica).
Na tabela abaixo,
estão em primeiro lugar, por ordem alfabética, as palavras em português e, na
segunda coluna, em castelhano:
José Manuel Carvalho-Oliveira
nota: este saborosíssimo e agradecido jametinhadito linguístico deve-se a gentil e consolidada parceria entre o Ditos e o Autor do texto, blogger habitual do AZBlog
observações são bem vindas obrigado ;_)))
2013-11-17
A estimar se vai ao longe
Perequação das estimativas de vários organismos e entidades (incluindo Finanças, BP, UE, OCDE e FMI) já incorporando as avaliações da troica.
Outro jametinhasdito a registar com interesse podia ser um conjunto de indicadores da Irlanda, que tem mais dívida que Portugal, ou um comparativo* sumário, que dificilmente justifica o diferencial de juros que se verifica...**
** «O embaixador referia-se à proximidade entre Portugal e a Irlanda em indicadores como a dívida pública, ambas acima dos 120% do produto interno bruto, ao desempenho das exportações, que desde 2008 cresceram cerca de 20% em ambos os países, ou o desemprego, que ronda os 15% nos dois países.
observações são bem vindas obrigado ;_)))
2013-11-04
a caminho do sol pôr
uma fácil, para variar... e com direito a uma carta,
A Ícarus:
Pairar, sobre a memória,
doçura a sul e sol
em linhas e horas de escrever
Tecer, ponto a ponto,
impulso, inércia e labirinto
em cada entardecer
Decifrar, em voo,
desenhos e desejos,
poemas aéreos lidos e por ler
A um olhar, a ponte sustém
o coração, asas de ser
e sonhos, mil sonhos a haver
observações são bem vindas, obrigado ;_)))
2013-11-02
guião guia mor
o Ditos foi deitar o dente ao guião guia mor do Paulinho das feiras e não ficou totalmente desiludido: há guião!
grassa a demagogia e a insensatez reconhecível do desespero de campanha eleitoral (!?) mas a páginas tantas (cfr. pg 46) aparece um sinal de reforma: do Governo!!
ei-la, em mais 7 maravilhosos pontos, aqui desembaraçados do patuá da treta:
• unificar “pagamentos” e funções comuns das 12 secretarias-gerais do Governo;
• integrar a “função jurídica e contenciosa” dos organismos do Governo e reduzir o recurso a serviços externos;
• integrar as funções de prospetiva, planeamento, políticas públicas e medição do seu impacto, dos Gabinetes de Estudos e Planeamento do Governo;
• concentrar os departamentos e unificar as relações externas do Governo;
• agregar as Inspecções-Gerais do Governo;
• gestão centralizada de compras, serviços partilhados e serviços comuns do Governo;
• racionalizar o património imobiliário do Estado proprietário e inquilino.
Pedro e Paulo, mãos à obra!!!
o Ditos voltará ao tema... entretanto, observações são bem vindas, obrigado ;_)))
2013-10-15
a hora da voz
Ficção e fotografia ou... «Uma outra voz»!
Parabéns a Gabriela Ruivo Trindade e aos seus leitores!!
Jametinhamdito: Precisamos de outras vozes ;_)))
Nota: assim como em relação à obra da contista canadiana vencedora do Nobel de 2013, o ditos ainda não deitou o dente à outra voz escrita pela jovem psicóloga de Estremoz; a seu tempo... mas fica já nota de admiração pela dedicação, investimento e um grande amor ao que tem para nos contar, ao respeito pela memória de uma Família, de uma cidade e de um País em bolandas pelo mundo, como agora lhe acontece em terras britânicas, como outras e outros jovens valorosos que arregaçam as mangas e fazem o que há a fazer: dizer alto e bom som que há lugar para quem acredita e faz acreditar, que vale a pena lutar e passar a mensagem, que vale a pena Ser, intensamente!!!
Nota2: o Ditos considera fundamental creditar devidamente o Autor, por enquanto desconhecido mas merecedor de pleno direito dos seus créditos pela foto publicada no jornal Público - ressalve-se, da legenda do Público, a infeliz expressão "retirada", desde logo revelando má consciência - a foto partilha-se, não se retira...
observações são bem vindas obrigado ;_)))
a hora do vazio
«Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.»
jametinhadito Fernando Pessoa!
ora, sábio e sagaz, FP deduziu de ciência ou empiricamente a inexistência de romance instantâneo ou indolor e bem o exprimiu em verso à beira ensaio...
mas se o estático e descolorido ensombrado que empresta à virtude pode resultar em instantâneo e em dor, ainda há sobra de ânimo e taxonomia para a esperança de um romance ou tempo de brincar aos impossíveis?
e quanto ao ampliar do vazio, expressão do outro mundo que acorda este: há vários nadas e talvez o que não ilumina, inspira ou acalma seja outro que não a consciência da ausência de que falam Santo Agostinho ou Sophia, em grau diverso de aflição, e porventura a lei da subsistência - ou prevalência!! - da matéria sobre a forma (a que explica a água mole em pedra dura...) ou o deus do éter e de quem procura o quinto elemento possam deter a detenção, a poética abulia ou mesmo o risco sério de implosão!!!
;_)))
ora, sábio e sagaz, FP deduziu de ciência ou empiricamente a inexistência de romance instantâneo ou indolor e bem o exprimiu em verso à beira ensaio...
mas se o estático e descolorido ensombrado que empresta à virtude pode resultar em instantâneo e em dor, ainda há sobra de ânimo e taxonomia para a esperança de um romance ou tempo de brincar aos impossíveis?
e quanto ao ampliar do vazio, expressão do outro mundo que acorda este: há vários nadas e talvez o que não ilumina, inspira ou acalma seja outro que não a consciência da ausência de que falam Santo Agostinho ou Sophia, em grau diverso de aflição, e porventura a lei da subsistência - ou prevalência!! - da matéria sobre a forma (a que explica a água mole em pedra dura...) ou o deus do éter e de quem procura o quinto elemento possam deter a detenção, a poética abulia ou mesmo o risco sério de implosão!!!
;_)))
observações são bem vindas obrigado ;_)))
2013-10-13
a hora do conto
Contista e canadiana, portanto mulher, Alice Munro esteve presente em anteriores listas de candidatos nobelizáveis, mas atentas as jametinhamditas características, o Prémio Nobel da Literatura em 2013 é triplamente inesperado!
Ao Canadá faltava este reconhecimento, raramente atribuído a contistas e poucas vezes a mulheres. Apenas 13 mulheres ganharam o Prémio Nobel da Literatura desde 1901. A última a merecer a distinção Nobel também mereceu uma breve nota aqui no Ditos: Herta Muller ;_)))
Oxalá ambas sejam mais lidas, também entre nós!!
Mas são os contos, enquanto género literário nem sempre bem considerado, os principais vencedores... e bem assim os seus leitores!!!
;_)))
observações são bem vindas, obrigado ;_)))
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