2011-09-22

albertinagem



poderá haver mesmo crime de burla, artigo 217º e seguintes do Código Penal - há engano, benefícios ilegítimos e prejuízos avultados; pelo menos...

a mesma pena é estabelecida para "Quem, tendo-lhe sido confiado, por lei ou por acto jurídico, o encargo de dispor de interesses patrimoniais alheios ou de os administrar ou fiscalizar, causar a esses interesses, intencionalmente e com grave violação dos deveres que lhe incumbem, prejuízo patrimonial importante é punido com pena de prisão até três anos ou com pena de multa." - artigo 224º do Código Penal, crime de infidelidade, também com agravamentos em função do valor e da qualidade do agente   

é que o problema da "responsabilidade política" - para que remetem Cavaco, Passos e outros coniventes - esbarra precisamente no nepotismo: como esperar dos beneficiados e dos intimidados que façam justiça?

tem forçosamente que ser a lei do País a dar resposta e não o PSD/Madeira ou os eleitores madeirenses, que falharam o bom senso mínimo da rotatividade e da limitação temporal e institucional do poder pessoal de um só homem e do seu círculo promíscuo, explosivo cadinho para o império da fraude e do abuso

a verdade, na sua calamitosa extensão, apenas será conhecida após Alberto João Jardim ser corrido do poder no arquipélago da Madeira, quando os intimidados perderem o medo e se dispuserem a denunciar os abusos e os seus comparsas tiverem que revelar os factos para salvar a pele

quanto à questão da oportunidade, por decorrer a campanha eleitoral, jámetinhamdito: o inquérito-crime é iniciado na sequência de factos trazidos agora a lume, embora de conhecimento anterior de alguns responsáveis

e o reconhecimento do dolo, agora atabalhoadamente jametinhasdesdito, foi exactamente um bordão eleitoral do indiciado, bufada ao charuto na sua arrogante pesporrência habitual

infelizmente, a pagar pelo contribuinte com língua de palmo, pelo desperdício eleitoral com que se esbanjaram milhões, pelos juros acrescidos e pelas tristes figuras e insultos a que foram sujeitos os portugueses, já para não falar na humilhação e sentimento de culpa dos madeirenses

miséria...






observações são bem vindas obrigado ;_)))

2011-09-15

ditosa homenagem






certa vez, num exame de francês, uns rabiscos ao cimo da imagem pareceram linhas de serranias e seus vales...

eram o desenho sumido (quem se lembra dos testes policopiados?) dos telhados próximos mas tal só foi percebido após a entrega de larga divagação sobre as montanhas e outras vicissitudes da paisagem inventada

à angústia perante a desatenção e o erro, sucedeu-se uma nota astronómica, acima do que merecia a preparação e, admita-se, o equívoco

talvez o professor que fez a correcção tenha entendido o equívoco ou tenha, pura e simplesmente, avaliado a boa vontade, mais que o (des)acerto face ao perguntado - ou, quem sabe, também veria outras coisas, plausíveis, que estão à vista mas ninguém repara

nesta bela imagem, pode ver-se uma enorme ditosa a voar rente à janela, porventura manifestação onírica da sonhadora que desde um quarto anódino olha o deserto (o mundo é um grande deserto, diz um poema... talvez da pena atribuída ao engenheiro Álvaro de Campos, que também via coisas em que nem sempre se repara) mas é livre de ver o que lhe aprouver, basta crer

e se basta a fé para fugir ao deserto, haja fé, para o oásis ser um bocadinho mais perto

quem dera, sobrevoado por uma gaivota gigantesca, que entra sem convite para nos convidar a sair sem convite

a bela ditosa imaginária, a bela homenagem e a bela imagem, foram trazidas emprestadadas do ditoso Modus vivendi, de Ana Roque

muito obrigado


;_)))




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2011-09-14

o sorriso é a manifestação


«Georges Chicoti, que está em visita oficial a Portugal a convite do seu homólogo português, Paulo Portas, falava aos jornalistas à saída de um encontro privado com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, com quem garantiu não ter abordado este assunto.» 

O ministro jametinhadito que em Angola existem “possibilidades para todos os cidadãos apresentarem as suas opiniões”.




Como? à bordoada, agredindo jornalistas e os jovens manifestantes pacíficos, sujeitando-se a julgamentos sumários e penas de prisão por expressarem a sua opinião...


O que o Governo angolano quer dizer é que o respeitinho é muito bonito e ninguém tem o direito de se manifestar ordeira e livremente. Senão manda soltar a polícia e manda o povo para a prisão. Primeiro os estudantes, depois os jornalistas, a seguir os operários, e assim por diante, como Brecht tão bem e há tempo advertiu...


O eterno presidente José Eduardo dos Santos exprime-se com armas contra o povo do mesmo modo que Mubarak, Ben Ali, Khadafi, Assad e outros sanguinários no estertor de prolongadas ditaduras pejadas de corrupção e repressão.


Até quando?


Angola, a Terra Nova da beleza e do sorriso universal, merece bem melhor!!!


 ;_)))


Flávio Florido/UOL





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2011-09-07

de impostos, excessos e impostores



Pois sou.
 ·  ·  · Ontem às 16:46 · Privacidade:
  • Tu e 3 outras pessoas pessoas gostam disto.
    • Lidia Maria Silva Esta tb.
      há 23 horas ·  ·  1 pessoa
    • Ilda Oliveira eu tb
      há 23 horas ·  ·  1 pessoa
    • Carlos S Silva E eu também. Os impostos deixaram de ser simples contribuição para se tornarem em extorsão descarada, verdadeiro roubo à mão armada, para alimentar vícios de políticos e «boys» nacionais e estrangeiros. Uma vergonha! Alguém sabe onde pára o Robin of Locksley?
      há 22 horas ·  ·  1 pessoa
    • Jorge Soares O que está a acontecer não a cobrança de imposto, é roubo. Espero que Robin Hood esteja a caminho.
      há 19 horas ·  ·  2 pessoas
    • Argumentónio Adjudicium me2! mas sobretudo contra a iniquidade que poupa os ricalhaços amigalhaços e gente das fortunas e dos negócios que fogem sistematicamente ao fisco, agravando apenas os rendimentos do trabalho, sem safa!!!
      há 6 horas ·  ·  1 pessoa
    • Carlos S Silva 
      Caro Argumentónio: Os impostos sonegados desses ricalhaços em nada iriam agravar ou aliviar as restantes gentes, já que a maioria dos ditos impostos é perfeitamente INÚTIL, e apenas constitui um exercício de poder, uma extorsão, e faz parte de um processo de empobrecimento programado das populações, para que estas aceitem uma escravatura sem se rebelarem, em troca de uma malga de arroz... Lembre-se que antes do 25/4, havia o imposto profissional, que no escalão máximo ia aos 11% e depois o imposto complementar, com um máximo de 6%, para financiar o esforço de guerra no Ultramar. Um total de 17% nos escalões mais elevados (e os funcionários públicos estavam isentos) e, de 1961 a 1973 tivemos o maior crescimento económico da Europa. Compare-se com a brutalidade criminosa dos impostos de agora, quase sem a menor contrapartida, e tire as devidas conclusões.
      há 5 horas · 
    • Argumentónio Adjudicium 
      Caríssimo, os nºs que indica são impressionantes mas as minhas conclusões incluirão sempre um desvalor ao antes do 25 de Abril de 1974: haveria estabilidade orçamental e crescimento económico (de nada para pouco é um crescimento infinito) mas à custa de mortes inúteis, mutilação da juventude, famílias destroçadas, miséria generalizada, analfabetismo elevado, bufaria, mortalidade infantil hoje inconcebível, tortura e prisão sem acusação nem possibilidade de defesa justa, estado policial, caminhos de cabras, censura, colonialismo, segregação racial e de género, cidadãos de segunda, oportunidades só para os grandes, proibição de reunião, associação e livre expressão, cigarros avulso, fugas do país a salto, contrabando, isolamento internacional, as mulheres só podiam exercer o comércio com autorização de sua excelência o marido, reinava a santa padralhada, os corregedores e outros afilhados do ditador e seus apaniguados, famílias a viver em quartos e partes de casa, copos de três, bacalhau a contado, mercearia a fiado e direitos políticos, sindicais e cívicos nenhuns ...

      comparemos outras coisas: por exemplo, as promessas eleitorais dos partidos do governo com o que estão afinal a fazer e, volto à minha, o que estão a dar aos ricos tirando aos pobres e remediados!
      há 2 horas · 
    • Carlos S Silva 
      Caríssimo: creio que toda a adjectivação que cita se aplicaria com muito mais propriedade ao pós 25/4. Então no Ultramar, é melhor nem falar, pois nos dois anos que se seguiram à falsa «independência», morreram dezenas de vezes mais portugueses - brancos e nativos - do que durante os 13 anos de guerra. Quanto à pobreza, ela continua, infelizmente, assim como à repressão política, com polícias a soldo - não de um estado paternalista e autoritário - mas de grupos e lobbies mais do que sinistros. Basta ver as actividades do SIS. Garanto-lhe: sinto mil vezes mais opressão agora do que antes do 25/4. É claro que a questão do direito de reunião e associação afectava os enfeudados aos partidos, não a quem se estava nas tintas para eles. E agora ainda há muitos partidos proibidos, e livros no Index... Está bem pior, acredite. E é claro que estão a dar tudo, não aos «ricos», mas aos ricos da banca e de certo grupo globalista que se julga dono do mundo... Cumpr.
      há 48 minutos · 
    • Argumentónio Adjudicium 
      Caro Carlos, convenhamos que o nível civilizacional, de desenvolvimento económico, de saúde da população, de acesso ao ensino e ao conhecimento que a Constituição da República veio consagrar, é incomparável e certamente antes do 25 de Abril não estaríamos a trocar ideias e argumentos construtivamente, de boa fé e com espírito fraterno como agora estamos, em liberdade!

      quando muito, se pretendêssemos construir um diálogo produtivo, de espírito crítico e pensamento elevado, estaríamos apenas a "conspirar" em segredo, em catacumbas, na clandestinidade, sujeito aos riscos de cair nas malhas da Pide e passar maus tempos nos calabouços de Caxias, do Aljube ou do Tarrafal, sem direito a telefonar ao Pai e à Mãe quanto mais a um advogado; depois era a tortura do sono, o espancamento e outras habilidades do regime cobarde que certamente repudia como toda a pessoa de bem

      ainda bem que estamos hoje livres dessa tenebrosa canalha e não ansiamos por saber notícias de um filho em cenário de guerra, de uma filha presa sem culpa formada e sabe Deus em que mãos, de um familiar, ente querido ou amigo sob o jugo da repressão e da arbitrariedade, que bom para nós e para os nossos

      e ainda bem, também, que concordamos quanto à injusta repartição de sacrifícios que este governo nos impõe a cada dia ao arrepio do que prometeu para sacar votos e que o ministro Gaspar entaramelou e não foi capaz de explicar na entrevista de ontem à SIC, de má memória e triste figura

      pior para nós e em geral para quem não consegue escapar aos impostos crescentes ou para quem se vê agastado sem recursos para o essencial, em especial nos domínios mais afectados da saúde, assistência social e emprego, mas também da cultura e do ensino, como do custo de vida em geral; que este governo escolheu para cortar em vez do desperdício e das mais valias especulativas que se ficam a rir

      tal como aconteceu aos algozes da ditadura, oxalá não riam por fim
      há 6 minutos · 


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2011-09-02

Maior que a chuva



Boa noite,

Conseguimos proteger muito material da chuva, mas houve alguns estragos dos nossos enfeites. Mas quase toda  a população está a trabalhar durante toda a noite para que no fim de semana, possamos oferecer um trabalho magnifico a quem nos visita.
Esperamos contar com a vossa visita ao nosso jardim  de todas as cores.


Com os melhores cumprimentos,

      Associação%20Festas%20Povo
      Contribuinte: 503 349 666

ASSOCIAÇÃO DAS FESTAS DO POVO DE CAMPO MAIOR
Avenida Combatentes da Grande Guerra, n.º22
7370-050 Campo Maior

Apoios Turismo




um jametinhasdito de ouro para quem empreende assim e parece que já para o fim de semana virá um tempo melhorzinho, aliás a prenunciar o novo amanhecer do Verão a que ainda temos direito !!!




















nota: imagens gentilmente cedidas pela fotógrafa MPS

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contraditos musical

setembral ;_)))





vai uma votação?

bem, também pode ser consoante a disposição!!!






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2011-08-31

corte histórico


depois da "mãe de todas as batalhas" e do "desvio colossal", vem aí o "corte histórico"!

aindanãometinhamdito!!

professores não colocados, passes não sociais, medicamentos não comparticipados, cultura não apoiada e, muito provavelmente, novas reduções salariais e rescisões na função pública, a começar pela não renovação de contratos a termo e falsos recibos verdes, embora muitas destas situações se decidam posteriormente nos tribunais ou pelo próximo governo...

em todo o caso com os respectivos sobrecustos a arcar pelos ricos do costume, isto é, o zé povinho descortiçado

mais os decorrentes de 500 nomeações e um registo histórico de "especialistas" nestes 2 meses!!!

cuidadosamente anunciado pelo método "teasing" da publicidade comercial, para hoje depois das 15:00H, num ministro (cada vez mais) perto de si





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