2011-09-02

Maior que a chuva



Boa noite,

Conseguimos proteger muito material da chuva, mas houve alguns estragos dos nossos enfeites. Mas quase toda  a população está a trabalhar durante toda a noite para que no fim de semana, possamos oferecer um trabalho magnifico a quem nos visita.
Esperamos contar com a vossa visita ao nosso jardim  de todas as cores.


Com os melhores cumprimentos,

      Associação%20Festas%20Povo
      Contribuinte: 503 349 666

ASSOCIAÇÃO DAS FESTAS DO POVO DE CAMPO MAIOR
Avenida Combatentes da Grande Guerra, n.º22
7370-050 Campo Maior

Apoios Turismo




um jametinhasdito de ouro para quem empreende assim e parece que já para o fim de semana virá um tempo melhorzinho, aliás a prenunciar o novo amanhecer do Verão a que ainda temos direito !!!




















nota: imagens gentilmente cedidas pela fotógrafa MPS

observações são bem vindas obrigado ;_)))

contraditos musical

setembral ;_)))





vai uma votação?

bem, também pode ser consoante a disposição!!!






observações são bem vindas obrigado ;_)))

2011-08-31

corte histórico


depois da "mãe de todas as batalhas" e do "desvio colossal", vem aí o "corte histórico"!

aindanãometinhamdito!!

professores não colocados, passes não sociais, medicamentos não comparticipados, cultura não apoiada e, muito provavelmente, novas reduções salariais e rescisões na função pública, a começar pela não renovação de contratos a termo e falsos recibos verdes, embora muitas destas situações se decidam posteriormente nos tribunais ou pelo próximo governo...

em todo o caso com os respectivos sobrecustos a arcar pelos ricos do costume, isto é, o zé povinho descortiçado

mais os decorrentes de 500 nomeações e um registo histórico de "especialistas" nestes 2 meses!!!

cuidadosamente anunciado pelo método "teasing" da publicidade comercial, para hoje depois das 15:00H, num ministro (cada vez mais) perto de si





observações são bem vindas obrigado ;_)))

2011-08-30

para ontem


quem ri, nunca está só!

ou ...


POEMA XXX


Para ficar próximo do sempre
tens de decidir-te nos difíceis momentos em que,
acompanhado, permaneces só.

Cada um pode acreditar no que quiser, mas a vitória maior
é permanecer no coração de quem nos ama.

Neste cemitério que é a vida, tens de apelar
a uma energia que te supere, não àquilo que é divino
mas ao que permanece profundamente humano,
ao que te faz descobrir uma outra porta,
aquela por onde o amor não deixa de fluir,
porque o amor derrubará essa porta se a mantiveres fechada.

Não percas a noção de que és o motor da tua vida,
um impulsionador da realidade, nem
te envergonhes do que dela podes retirar.

Só assim poderás ou voltarás a amar.

Não te adornes com a mentira, com a ganância,
com o pouco que tens,
porque sempre terás pouco,
porque sempre o muito não fará de ti melhor,
a não ser que semeies para colher,
que dês para receber,
que saibas ensinar para aprender todos os dias.

Os momentos mais surpreendentes são
aqueles em que ofereces, não aqueles em que recebes.

Só desse modo poderás sentir-te maior
do que a distância. Só quando caminhares
por dentro de ti mesmo, em busca de ti mesmo,
poderás encontrar outros, e mais outros, e outros ainda,
em recantos, em ruas, nas praias que há em ti.

E verás como esses outros são iguais. E como estão
próximos daqueles que tu amas e daqueles que te amam.

Sorri. Já não estás só. Há coisas difíceis de abordar
mas que não são problemas. Nem talvez soluções.

Procura-te na luz que regressa às tuas mãos. E nela
invoca a moeda de três faces com que os pobres
compram os momentos que a vida nunca tem
para lhes dar.

JOAQUIM PESSOA, in «O POUCO É PARA ONTEM»
Litexa Editora, 2008






observações são bem vindas obrigado ;_)))

2011-08-26

cesteira




pois há 4 maduros artistas que não podem concorrer, sff...

é que já têm prémio... e de molho!

com um amigo obrigaDito!!



observações são bem vindas obrigado ;_)))

2011-08-22

Mutaeni






«[...]


E por isso essa brisa, que soube para si, fez inclinar na sua direcção as chamas da fogueira, que estalaram alegres, e o oyo-handi, que era mais oyo-huku, quis que ela ficasse a saber, e ele foi, assim, por um bocadinho de tempo, o seu pensamento, e esse era o que estava ainda com ela, pois por ele percebera que os olhos do nthoma brilharam também por gostar de a ver quando a tinha fitado e sorrido, e agora que os cânticos já estavam mais perto, Mutaeni oscilou outra vez, querendo o som das suas argolas, e tremeu, ao pensar que o ia voltar a ver, pois o que queria ouvir, no meio desses cantares, era a voz do arauto a anunciar que onawanga, o poderoso e sagrado, acabava ali a sua viagem.


E quando voltou a olhar na direcção do pequeno morro em que o ondyelwa teria de passar para chegar à embala, e os cânticos, sempre repetidos numa língua estranha e que tão bem percebia, pareciam que subiam, mais alto que a poeira que havia no ar, Mutaeni  soube antes de ver o nthoma como iria ser a seguir, com isso sabendo como ele a voltaria a fitar.


_ Twaliepese vangombé!
_ Twaliepese vangombé!


Eram os sons que, em crescendo, agora se iam cantando e Mutaeni, entoando-os também, saudou onawanga, e quando o nthoma apareceu no cabeço, proclamando o grande poder do boi sagrado do soba, o poder que era o daqueles que o protegiam e o faziam, por isso, viver, ela esperou, a tremer, que o rapaz saísse de trás do mwene-hambo e a visse, ali, à beira do trilho, e esse tremor fez com que sentisse, outra vez, o som suave da madeira das suas argolas, e quando estava a pensar no que elas queriam dizer - a sua qualidade de púbere -, soube que ele a vira, como ela há pouco sentira que ia acontecer, e agora, nos olhos que a fitavam e assim estavam nela, só havia o mesmo brilho ou uma espécie mais quente e melhor do que aquele com que tinha sonhado, acariciando a dúvida que a ajudara a viver esses dias.


[...]»


jamtinhaescrito na alma africana dos Hereros "A lenda dos homens do vento", passada a prosa por Fernando Fonseca Santos in Oma-Handa Ekwanime, o Clã do Leão, algures ao sul de Angola, num tempo que oxalá perdure incorrupto



imagem extraída de exposição, em Lisboa, do fotógrafo Sérgio Guerra

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2011-08-20

loucura regional


de acordo com insistente (é sempre assim, pois é?) correio electrónico, circula actualmente uma «petição pública», supostamente a endereçar à Assembleia da República, com o objectivo de promover a constituição de uma comissão (só, só, só mais uma!) que averigúe a sanidade mental de Alberto João Jardim...

mas é mesmo necessário averiguar? jametinhamdito !!

há 30 anos (mais ou menos o tempo suficiente para fazer cair Moubarak, algo mais que Ben Ali mas ainda sem a longevidade de Salazar e Kadhafi...) governador da Madeira, rectius, Presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim acumula uma enciclopédia de episódios exorbitantes, histriónicos, ridículos, malvados, autoritários, abusivos, mal-educados, destelhados, vexatórios para si próprio e para os seus conterrâneos e correlegionários, hilariantes, misóginos, ébrios, estúpidos, anedóticos, etc

mas será (tudo) isto insuficiente para comprovar a loucura de um indivíduo?

e será o bastante?

é claro que a dita petição é da mesma família da insanidade que persegue: a Assembleia da República não tem competências nem interesses para proceder a tal averiguação, que de resto é irrelevante

com as eleições regionais marcadas para 9 de Outubro próximo, os eleitores madeirenses poderão usar o seu direito de voto para solucionar o (seu) problema, de modo mais eficaz do que a retórica da petição, muito embora seja natural e historicamente difícil um povo reconhecer que pactuou durante tanto tempo com semelhante personagem - e ninguém lhe poderá tirar méritos comprovados de tenacidade na defesa de interesses madeirenses, partidários e subterrâneos, cujos resultados dispensam averiguações, pois estão ostensivamente assinalados, foram ostensivamente inaugurados em ostensivas campanhas eleitorais e constam em rubricas expressivas do passivo da contabilidade pública regional e nacional

aliás, na sua vertigem e labirinto, a estratégia de Alberto João Jardim lá continua!!

sucede que tem que ser o povo a despertar, quer dizer, melhor seria!!!

já quanto à loucura, dizia Raul Leal, glosando Fernando Pessoa, que a loucura é universal

na realidade (?), Pessoa considerava que "é a loucura que dirige o mundo", e a Madeira faz parte do mundo; e Leal, corroborando, concluía: "é bem labirinticamente que os fantasmas se criam uns aos outros" [...]

talvez não seja de aderir à asserção de que a Madeira e Jardim estão bem um para o outro, mas será que são criação mútua? estarão condenados ao labirinto? farão os madeirenses, por si próprios, o que há a fazer, ou limitar-se-ão a rezar por uma solução externa?

eis o dilema terrível que, até 9 de Outubro, se apresenta ao povo e às elites da Madeira ;_)))









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2011-07-29

até




vezes sem conta, o princípio da atracção serve interesses diversos, sendo os comerciais intensamente aproveitados por diversos modos !

em época de saldos, tendencialmente o ano inteiro, nos tempos que correm, os números redondos são chamariz de eleição...

depois, na prática, nem sempre há os bens ou tamanhos pretendidos, mas o fundamental está conquistado: a atenção e aproximação do cliente

às vezes, uma pequenina estratégia relativiza o "até", outras vezes desacentuado num «ate» premonitório (wishful thinking, diz quem bem sabe inglês) à beira de mais uma simpática explicação !!



em ditosa época de férias, fica também um até !!!

;_)))



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2011-07-28

Ancas

 
sim, a quem possa parecer que este é um post sobre meneios de ancas, é isso mesmo!

imagine-se uma jovem mulher (passe o pleonasmo) ao telefone e, a dado passo, vá de dançaricar as ancas, para algum espanto e certa perplexidade de circundantes

tendo notado a curiosidade de ostensivos observadores do gesto, meneou sugestivamente a cabeça e, com a ajuda de um olhar expressivo acenando para o aparelho de telefone, jametinhadito: isto tem música!!

de facto, experimenta-se amiúde dose variável de música telefónica, enquanto se transferem chamadas ou nas pausas entrecortadas de repetidos agradecimentos nomeados pelo apelido ou, mais frequentemente, pelo nome próprio, por igualmente identificados atendedores de ... call center, no labiríntico percurso hierárquico, senão mesmo hierático, de tudo o que possa imaginar-se como necessidade de um cliente, excepto ser atendido pelo próprio fornecedor, entretanto rendido ao ... outsourcing do relacionamento comercial (antigo departamento de reclamações) ou da assistência técnica

e, entrementes, vem espera ou desilusão disfarçada de música...

daí a tentação do ritmo... e o impulso instintivo das ancas ;_)))



é também crescente o fenómeno dos batucadores no ar e ensaidores de estranhos passos de dança, aparentemente despropositados, enquanto circulam no passeio ou mesmo nas passadeiras, em atravessamentos perigosos e igualmente aéreos, distraídos por ... headphones ligados com ou sem fio ao magnífico iPod, iPhone ou outro telemóvel musical

raro, mesmo, cada vez mais, é o silêncio...

mesmo se por vezes custa um bocadinho, psiu!!!


;_)))






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2011-07-27

face casório book

 
acabadinho de anunciar ... a cantora Rita Guerra jametinhadito que está casadoira!



já tinha antes ensaiado a espiral da expectativa, prometendo surpresas para os espectadores ou frequentadores do seu próximo espectáculo ...

poderá talvez antever-se, em breve, se é que ainda não foi feito, casamentos pelo facebook

vai uma aposta?

;_)))



observações são bem vindas obrigado ;_)))

2011-07-21

mudança de imagem

os bancos, sabe-se bem, apresentam problemas de imagem

e desde sempre: ora pela tradicional perspectiva de que emprestam chapéus de chuva quando há sol e reclamam a sua devolução quando chove, ora porque praticam insondáveis e insindicáveis comissões sobre tudo o que possa existir no planeta, que invadiram escorraçando pastelarias, cafés, retrosarias e a réstia de vida que habitava o centro das cidades, mais as pesadas garantias reais e pessoais com que apertam o pescoço aos clientes e as insistentes campanhas agressivas de crédito fácil a grosso juro e impiedosos batalhões de cobrança e execução judicial - ah... e dinheiro, só emprestam se o cliente não precisar!

recentemente, muito se agravou: provocaram a crise financeira em que amargamos, foram salvos pelo dinheiro dos contribuintes e garantias do Estado, a quem recusaram apoio na hora decisiva, averbaram sucessivas fraudes e quase sempre ainda impunes!!

o último episódio, em revelação a conta-gotas, trapos e cacos e contradições, é o suposto, hipotético, ora afirmado ora negado Orçamento Rectificativo, que uns jornais juram dever-se ao endividamento da bancaoutros noticiam a sua ... não confirmação!!



talvez por isso, em Lisboa decorrem operações de mudança de imagem dos bancos, aparentemente com o devido cuidado de um primário sob a capa viva - de antigamente?

parece menos natural mas promete proteger o património dos contribuintes e proporcionar momentos de merecida pausa a circundantes, quando não mesmo pernoita a desabrigados da sorte e da nossa atenção

por mais uns tempos, porventura difíceis, mas oxalá superáveis

;_)))




observações são bem vindas obrigado ;_)))

2011-07-20

nada é nada
























pode ser um intervalo
éter, vão, anti-matéria
um quase, enquanto, senão
ínfimo,cinza ou finito

é tudo quanto calo
orgulho e demais miséria
lábios fechados, que não...
ou será o infinito

ser gambozino ou caçá-lo
página em branco, pilhéria
pó, buraco negro, ilusão
agora nada? ora jametinhasdito!



observações são bem vindas ;_)))






ps - agradecimento cordial à amiga leitora Ana, pela gentil partilha da foto (e das admiráveis letrinhas) da placa de homenagem a Fernando Pessoa

2011-07-14

justiça a gás


a SIC anunciou há pouco o arquivamento do processo contra 3 técnicos de gás que vistoriaram um edifício em Setúbal na véspera da explosão, há 3 anos

para esta decisão, apesar dos 3 anos decorridos, não foi preciso julgamento e os moradores não foram ouvidos...

uma das vítimas testemunhou: foi um balde de água fria!




noutro caso, de há 13 anos, parece haver novos indícios e reabertura do processo!!

jametinhamdito: às vezes é preciso esperar muitos anos por uma expectativa de justiça...



observações são bem vindas ;-)))

alegorias


























a propósito de quadro redescoberto de Leonardo da Vinci, o Público recuperou uma saborosa entrevista a Martin Kemp, professor da Universidade de Oxford e perito em obras de arte e muito mais

pelo interessante conteúdo e por alguns jametinhasditos preciosos, respiga-se o último trecho da análise a obras de Leonardo da Vinci e a muitas teorias incessantes e incessedepois da bolha do Código de Dan Brown:

«Ou seja, não há código da Vinci.
Leonardo não estava interessado nos códigos. Estava interessado nas alegorias e nas camadas de significados. Um código exige que o que se vê à superfície seja tão enganador quanto possível em relação ao que se encontra por baixo. Senão, não é um código. Leonardo, na Última Ceia, está muito interessado na simbologia tradicional. Temos a traição, mas também há o pão e há o vinho, que são os símbolos da eucaristia. São Pedro está a segurar numa faca, com a qual sabemos que irá cortar a orelha de um soldado. São coisas que podem ser lidas, são alegorias. Não é um código.Dante explica muito bem o que é uma alegoria quando diz que é um significado escondido como que por um véu. Inicialmente, o véu torna mais pálido o que está velado, mas o que se vê é o que está por baixo. E, se tirarmos o véu, vemos a verdade. Era isso que os artistas da Renascença faziam. Não faziam códigos; introduziam uma camada de teologia simbólica.»





























observações são bem vindas ;-)))

oh, don't ask why





;_)))



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2011-07-12

jack, pot


por um lado, tem havido menos sorte ao jogo!...



















por outro, um jametinhasdito de boa sorte a quem está habilitado!!

para se ouvir em Portugal: my name is Jack, Jáquesorte!!!




observações são bem vindas ;_)))





ps - e para resolver, totalmente, o problema do défice público português, bastava sair mil vezes este jackpot do euromilhões: 185 milhões x 1.000 = a uns escassos 185.000 milhões

2011-07-10

portagens a gosto


«ACABARAM-SE AS BORLAS NA PONTE SOBRE O TEJO EM AGOSTO... o melhor mês para se trabalhar em Lisboa - mas agora há que repensar as férias e o trabalho pois o Governo anuncia que se acabaram as borlas nas portagens na Ponte 25 de Abril - uma ponte que está mais que paga... mas que continuamos a pagar! Esta foto foi feita hoje de manhã mas bem pode ser igual a uma a fazer nos próximos meses de Agosto, pelo menos até 2019!» - jametinhadito o facebookiano José Alex Gandum, que se tem sentado pouco no seu admirável Sofá Amarelo

quando chamaram 25 de Abril à ponte de Alcântara (quer dizer "ponte", em árabe) havia miúdos à sombra dela entre mergulhos ao sol na doca de Santo Amaro, onde hoje é a marina das ... "docas"

na altura o local não tinha restaurantes, comia-se uma sandocha ou ia-se (par)a casa qd a fomeca apertava, assunto facilmente adiado até aos confins do dia em troca de uma animada brincadeira sobre as traineiras e outras embarcações - ainda não se falava dos problemas da poluição, de perigos vários ou de crianças sozinhas o dia inteiro - volta e meia temperadas pelos ditos mergulhos, a que se chamavam cacholadas

depois começou a moda de ir à Costa, ainda antes de se inventar o "passe social" e o cobiçado L123, mais as alternativas boleias

entretanto chegou um Agosto sem portagens, assim como que a dar as boas vindas a uma classe finalmente média e a democratizar a praiada de quem já tinha carro (letras, cheques pre-datados e outros preliminares do verdadeiro crédito massivo e ostensivo, que chegou a ser impingido em 60 prestações sem juros e carência de pagamento até ao Natal do ano que vem) mas não podia "alugar" casa na praia, na Costa ou no Algarve, pontualmente em locais recônditos da costa alentejana, então por descobrir, na época muitas localidades hoje em voga não tinha nomes nas ruas nem números nas portas

era o vai-vem de ir passar o dia à praia, também para resolver um outro problema: começava a haver automóveis em nº considerável, de início as portagens pagavam-se nos dois sentidos (à entrada e à saída, pois então, porque podia-se ir ou voltar de barco) e as filas eram um tormento, ainda mais preocupante quando em cima da ponte se alongava o peso de milhares de automóveis, depois de preenchido o "garrafão"

onde tudo isso já vai...

;_)))



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seagle


voa em inglês, é tudo quanto se pode dizer...

vai também trazer notícias do sol e de como os seus alinhamentos fascinaram os nossos ancestrais, o que aguardamos com expectativa...

por agora, eis a Ditosa que nos oferece a atenção de mão amiga e olhar cúmplice nos momentos certos, you've allready told me, from the heart




















onde?

com o prémio habitual para quem acertar!

;_)))



observações são bem vindas ;_)))

2011-07-08

a ponte a pé


em tempos, Agosto chegado, era virtuoso facilitar a ida à praia de alguns menos abonados habitantes de Lisboa e seus arredores, beneficiando também uns tantos veraneantes abonados e à custa de abonados e desabonados contribuintes

alteradas as circunstâncias, o Governo anterior estabeleceu o regresso ao pagamento, obrigando o pessoal que resta na ponte 25 de Abril a reprogramar as férias e os banhistas borlistas a deixarem-se de fitas e, mais buzinadela menos buzinadela, fazerem o favor de pagar a portagem da ponte já várias vezes paga ou ir a banhos a outras freguesias pois em regra não se pode passar a ponte a pé

em regra, por que las hay, las hay

o actual Governo, ainda a ver onde é que cada ministro se senta entre tantos ministérios, vem descobrir a pólvora e manda aplicar o decidido porque, jametinhasdito, a borla não é legítima

ora essa: a legitimidade provém da consideração e ponderação de valores e prioridades em cada momento; no momento actual, de crise orçamental, financeira e económica, é fácil compreender que o pagamento agora se justifica

sem necessidade de reescrever a história ou arrogar-se a descobrir a pólvora

além de desnecessário e desinteligente, fica mal

sendo justa, a medida justifica-se por si, dispensando-se arremedos e apropriação indevida do que o bom senso já havia determinado

ou será que a crise também obriga a demagogia e ponte a pé?

;_)))




observações são bem vindas ;_)))

2011-07-06

lixo


em sucessivos ataques da realidade, já tinha havido o "chumbo Nobre" e o "martelo Marcelo" mas com o lixo da Moody's no rating da dívida portuguesa, Passos Coelho não resiste e jametinhadito: foi um "murro no estômago" ! ...

aliás, a surpresa do Governo (o CDS/PP também estranha um bocadinho...) é acompanhada pela consternação de várias instituições nacionais (vg Associação de Bancos, garantindo que tudo está perfeito) e europeias (de Durão, criticando presidencialmente a agência rater, aos técnicos de vários departamentos) face a mais um rude golpe ao €uro e às responsabilidade €uropeias nas crises da Grécia, de Portugal e dos países que se seguirão

mas é também surpresa que só agora se surpreendam:

  • então a crise não era por culpa do Sócrates ou de governos socialistas?
  • o Cavaco não tinha que ser eleito para baixar as taxas dos empréstimos?
  • o Governo não tinha que mudar e ser maioritário, mesmo incluindo o partido terceiro classificado nas eleições, para o rating não descambar?
e curiosa também a assertividade com que os actuais governantes portugueses garantem como indispensável o apoio da (!!) oposição, para o País adoptar medidas de correcção orçamental

sim, porque há 2 meses, os mesmos políticos, então na oposição, falharam tacticamente esse apoio agora julgado imprescindível

por motivos diferentes, a Moody's é capaz de ter a sua razão: lixo !!!





observações são bem vindas ;_)))


ps - atenção à aritmética: com o endividamento nacional a preços de 5,5% ao ano e mais, a impossibilidade de cumprimento da totalidade das obrigações para com o serviço da dívida é uma evidência enquanto a economia não crescer acima dessa taxa ...