2009-09-10

nebuloso golo de ouro

o Ditos muito apreciaria confirmar a veracidade deste artigo mas o Jornal do Sporting não parece estar em linha e deve ser pago...!

tal como recebida via reenvio de correio electrónico, cá vai a história, edificante, em entrevista ao português que inventou a figura do QUARTO ÁRBITRO e na qualidade de profissional «apanha-bolas» ao serviço do Futebol Clube do Porto marcou um golo nebuloso de ... fora do campo !!

é um jametinhasdito dourado !!!

"Meti a bola lá dentro e pirei-me para trás do bandeirinha"

Muitos ainda escrevem que o golo foi «limpo», alguns acreditam nisso. Quase 35 anos depois, o verdadeiro autor do golo do nevoeiro, num célebre FC Porto-Sporting, José Maria Ferreira de Matos, explicou ao jornal Sporting como tudo aconteceu naquela tarde de nevoeiro. Actualmente a trabalhar em Lisboa, o ex-apanha-bolas da formação «azul e branca» e árbitro amador, mostrou-se arrependido pelo seu acto irreflectido.


JORNAL SPORTING – De que se lembra desse dia?

JOSÉ MARIA FERREIRA DE MATOS – Lembro-me do intenso nevoeiro que estava. Antes do jogo, o «chefe» dos apanha-bolas, o Valter Leitão, distribuiu-nos pelo campo e mandou-me para trás da baliza. Recordo-me que o Sporting começou a ganhar. Na segunda parte, a vantagem continuava do Sporting, mas nunca pensei em fazer o que acabaria por fazer. Eu era conhecido pelas asneiras que fazia, mas também nunca ninguém pensou que fizesse o que fiz.


– Como foi o lance?

– Não sei bem como a bola chegou a mim, mas sei que ela veio ter comigo e vi o Gomes a pôr as mãos na cabeça. Sem pensar, dei uns passos e fui até ao canto da baliza, meti a bola lá dentro e fugi para o mais longe possível. Então, vejo o Damas a ralhar comigo, mas eu pirei-me para trás do ‘bandeirinha’; ele já tinha a bandeirola no ar a assinalar o golo. Foi quando os jogadores do Sporting correram para o árbitro, a reclamar. Aí o juiz, que julgo não ter visto bem o lance, começou a mostrar cartões.


– Porque razão meteu a bola na baliza?

– Foi tudo muito rápido. O FC Porto estava a perder, a bola estava na minha mão e então pensei: vou metê-la lá para dentro e vou-me pirar. Foi um daqueles momentos em que se faz, ou não se faz; optei por fazer e já não da
va para voltar atrás. Aconteceu numa fracção de segundo.

– Depois de meter o golo, o que pensou?

– Eu só queria que não me «topassem». Felizmente, ou infelizmente, o árbitro marcou e eu saí impune. Tenho pena do Damas, que não teve culpa nenhuma e sofreu um golo ilegal.


– E se visse o árbitro desse encontro?

– Não sei… Gostava de estar com ele para lhe confessar que fui mesmo eu a marcar o golo e não o Gomes. Eu tenho quase a certeza de que ele não conseguiu ver o lance como realmente aconteceu, pois estava um nevoeiro muito intenso. Também gostava de falar com o fiscal de linha; foi ele quem assinalou o golo e foi para trás dele que eu «fugi» depois de fazer o que fiz.


– Acha mesmo que o árbitro não viu nada?

– Julgo que não. Tenho ideia de ver o fiscal de linha levantar a bandeirola e validar o golo do FC Porto. Depois, lembro-me de ver o Damas e outros jogadores a correrem para o árbitro e sei que houve cartões mostrados. Nessa altura, já eu estava «escondido» atrás do fiscal. Só aí é que percebi o que tinha feito, mas pensei,"já está, já está!" Não havia nada que eu pudesse fazer.


"O Gomes disse-me que tinha marcado o golo"

– Alguma vez falou com o Fernando Gomes sobre a autoria do golo?

– Sim, uns anos depois encontrei-o num Centro Comercial do Porto. Perguntei-lhe, sem ele saber quem eu era, se tinha sido ele a marcar o golo; ele disse que sim e cada um seguiu o seu caminho. Mas acontece a mesma coisa quando o jogador mete a bola com a mão; se lhe perguntarem, ele dirá, quase sempre, que foi com a cabeça. Neste caso, eu sei que não foi o Gomes que a meteu. Digo-lhe isso nos olhos dele, ou nos olhos de quem quer que seja.


"Muito aliviado"

– Como se sente, agora que «confessou» o seu «feito» ao nosso jornal?

– Muito aliviado. Muito mesmo. Era uma coisa que eu tinha de contar mais cedo ou mais tarde. Queria ter falado com o Damas, mas não consegui. Agora, fica a faltar falar com o sr. Alder Dante e com o presidente do Sporting. Quero agradecer ainda a oportunidade que o jornal ‘Sporting’ me deu, ao poder de ter entrado no Estádio José Alvalade. Quando pisei o relvado, senti um calafrio; as minhas mãos e as minhas pernas tremeram como há muito não tremiam.
– Não tem receio de ter contado a história desse golo?
– Não. Eu sou um homem correcto. Quando as pessoas quiserem, que me procurem. A falar é que as pessoas se entendem.


"Gostava de ter pedido desculpa ao Damas"

– Nunca pensou falar com Victor Damas?

– Sempre tive o desejo de ir ter com ele. Tentei, várias vezes, mas nunca o consegui apanhar. Na altura, cheguei a vir do Porto a Alvalade, mas nunca tive a oportunidade de o encontrar. Não era fácil falar com ele, pois um humilde apanha-bolas não chega facilmente à fala com um jogador, para mais sem conhecer ninguém do Sporting. É das coisas que me dá mais pena. Era um sonho falar com ele. Nunca me esquecerei do Damas; pelo guarda-redes que foi e por nunca ter conseguido falar com ele. Sempre que via jogos do Sporting, em que o Damas participava, pensava sempre na malfeita bola do nevoeiro.


– O que lhe diria se o tivesse chegado a encontrar?

– Dizia o que lhe disse hoje e, com toda a certeza, pedir-lhe-ia muitas desculpas.




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2009-09-09

09/09/09

engraçado... !

mas a peculiaridade repete-se a cada 100 anos, nada de verdadeiramente extraordinário !!

mesmo assim, jametinhasdito ó triplo nove, eh eh !!!

só por graça (e não só por graça, pois bem) espreitou o Ditos à data anterior: 9 de Setembro de 1909

e já que tratamos de peculiaridades, apresente-se um tal de Francisco Ferrer y Guardia, professor, pedagogo revolucionário e republicano

de ideais racionalistas, improváveis circunstâncias de uma herança deixada por uma ex-aluna permitiram-lhe concretizar o seu projecto de criação de uma escola moderna, em cujo programa constavam, por exemplo, a co-educação de alunos de ambos os sexos, a co-educação de alunos de diferentes classes sociais, a renovação da escola, a abolição dos exames finais, o laicismo, a aposta nas bibliotecas, o amplo acesso ao ensino universitário... ideias que influenciaram intelectuais e políticos de muitos outros países, Portugal incluído, tendo sido instituídas diversas "escolas modernas", inspiradas nos seus ideiais pedagógicos e de construção de uma sociedade constituída por pessoas instruídas, livres e sem preconceitos

envolvido em conspirações republicanas, por que foi preso e expropriado, acabou por ser libertado e restituído dos seus bens, tendo-se exilado e viajado, ensinado em Paris e na Austrália

regressado à sua Catalunha natal, foi novamente detido (na sequência de tumúltos a propósito da guerra entre Espanha e Marrocos) e seria depois julgado e no mesmo dia condenado em tribunal de guerra, tendo sido executado em Barcelona, em Outubro de 1909

as condições em que foi perseguido e falsamente acusado, sem oportunidade de defesa efectiva e de um julgamento justo, causaram comoção, contestação e reacções a nível internacional e também no nosso País

no dia 09/09/09 (9 de Setembro de 1909) realizou-se em Coimbra um comício a favor da libertação de Francisco Ferrer y Guardia, sob a égide dos movimentos republicanos que então inspiravam parte da sociedade portuguesa

nos dias imediatos houve manifestações em Lisboa pelo mesmo motivo - cerca de um ano antes, portanto, da implantação da República em Portugal

um século depois repete-se... a terminação do triplo nove na data

engraçado... e é tudo !!!








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2009-09-07

letras plásticas




















de um colorido imaginativo e imaginatório, a um tempo formal e informal, a pintura de João Vieira cativa pelo que exprime, pelo que insinua, pelo que deixa entrever, pelo que ensina, pelo que desafia, pelo que faz imaginar e... pelo que faz agir !

sim, convocadas as letras para a tela, logo se parte para a dedução, para a (re)composição ou até para a adivinhação, mesmo se o alfabeto pintado se espraia explícito diante dos olhos, do olhar e dos olhares dos apreciadores, mais ou menos contagiados mas nunca meros contempladores

umas poucas letras enchem uma tela de cor, alegria, afecto e com essas letras lê-se, ama-se, dança-se

se a composição convoca a música ou a dança, há música no ar ou dança no chão, passa a corrente e caso é que uns passos de dança se esboçam, ensaiam ou pensam, percorrendo os ditos passos o chão feito professor de dança, qualquer par o entende ou pressente ou quer ser par, corre a dança pelo ar...

com João Vieira o quadro (e o seu contexto, a intervenção plástica toca o espaço, a instalação, o lugar) é susceptível de gerar movimento - há tudo a fazer

e num labirinto? suspensas telas e letras e sílabas e palavras e cores e texturas e encontros sobre reencontros numa visita activa e participativa mas sobretudo comunicativa, que nos deixa suspensos da comunicação: há comunicação na pintura de João Vieira e essa comunicação transmite-se aos visitantes por artes simples

arte simples e forte, como só os Mestres !

por isso, jametinhamdito: João Vieira permanece !!

coloridamente !!!









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2009-09-04

TVI, à 6ª

pois a historieta à volta da TVI dificilmente convence:

1º - o jornal da 6ª-feira na TVI era francamente deplorável, a julgar pelo muito que se leu na imprensa e na blogosfera, bem como por 3 ou 4 trechos directamente vistos, sendo que num deles estava o Bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, a desancar forte e feio na apresentadora que ficou pasma e (ainda mais) boquiaberta além de avermelhada e a balbuciar de envergonhada

no caso de acabar o grotesco telejornal e se tal for, como se quer fazer crer, atribuível ao Governo (mas como???) então aleluia, jametinhamdito e é dos poucos factores favoráveis à difícil campanha eleitoral do partido no Governo, na medida em que cumpriu sem ter sequer prometido!

2º - o mito que se tenta construir de que fica seja o que for por noticiar (derivados do caso "Freeport", ao que se insinua, como aliás tem sido hábito por ocasião de campanhas eleitorais) só pega em empedernidas mentes cépticas pois obviamente qualquer matéria noticiosa, a existir, aparece antes de um fósforo na blogosfera, num jornal qualquer (assuntos destes são aliás mais apropriados para um jornal que queira correr o risco de se transformar num jornal qualquer...) ou em toda a estação de TV, seja I, J, enfim, o abecedário inteiro ou mesmo, jametinhamdito, noutra carta "anónima" encomendada por alguma alma arreliada e de mal com o mundo inteiro de que aliás o mundo inteiro está cheio, inferno incluído!!

apetece concluir: e se esse tipo de jornalismo fosse ou bugiar ou começar a aprender a profissão?

3º - é o Governo que anda a tramar a TVI ? e então como explicar a vertiginosa subida de uns gordos 8% da cotação das acções da Impresa, empresa da SIC/Expresso, privada e concorrente da TVI ?

jametinhamdito!!!

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2009-09-03

maçãs


«No início, Eva não queria morder a maçã.

Após exaustivos estudos, descobriram o motivo por que acabou por mordê-la ...

- Morde - disse a serpente - e serás como os anjos!
- Não - respondeu Eva.
- Terás o conhecimento do Bem e do Mal - insistiu a víbora.
- Não!
- Serás imortal.
- Não!
- Serás como Deus!
- Não, e não!
A serpente já estava desesperada e não sabia o que fazer para que a Eva mordesse a maçã...

Até que teve uma idéia.
Ofereceu-lhe novamente a fruta e disse:
- Morde...que emagrece...»


gracejos à parte, e agradecendo à internet e à simpatia do envio electrónico, certo é que as maçãs gozam de excelente reputação, ancestral, mesmo antes da institucionalização da máxima "An apple a day keeps the doctor away" !

mas será de tomar o todo pela parte? será que todas as maçãs fazem igualmente bem? ou todos os frutos?

a fruta, em geral, faz bem - desde logo por ser alimentícia, em tantos casos energética e, em muitos, saborosa, ou seja, prazenteira

um dos trunfos está obviamente na variedade, outro na adaptação local - aceitando que estamos melhor preparados e extraímos maior benefício seguindo a dieta da região a que pertencemos

mas o conhecimento ancestral e empírico é um extraordinário campo de pesquisa para a ciência, que modernamente se preocupa em confirmar ou infirmar as práticas e crenças adquiridas e transmitidas de geração em geração

assim, um magnífico estudo universitário (Cornell, Estados Unidos da América do Norte, fundada em 1865) publicado na Nature de Junho vem confirmar as excelentes propriedades antioxidantes presentes na polpa e na casca (geralmente o sumo de maçã contém casca) das maçãs

onde é que já vimos este filme?

em rigor, a novidade é que tais elementos benéficos estão não apenas na vitamina C das maças mas sim nos (!) respectivos flavanoides e polifenóis, geralmente (!!) conhecidos como fitoquímicos ou fitonutrientes (!!!) mais ... mais o belo do beta-caroteno, muito nosso conhecido das cenouras e de umas excelsas algas que se desenvolvem na flor de sal

alguns cépticos jametinhamdito que este tipo de estudos são "fomentados" pelos produtores ou pelas autoridades de certas regiões frutíferas - se a palavra não existe, aqui fica a proposta, que pede meças a "auríferas" e "petrolíferas", pois então

seja como for, o Ditos atesta a maior credibilidade - com base num estudo rigoroso desenvolvido ao longo da relação de toda uma vida, et pour cause, com a maçã bravo esmolfe - a brilhante estudo realizado pela magnífica Universidade (da Cova) da Beira Interior e noticiado, há tempos e para os ouvintes mais atentos, pela Rádio da Cova da Beira

efectivamente, a conclusão é a superioridade da nossa Universidade, do nosso estudo e... da nossa bravo esmolfe

na realidade cientificamente comprovada, a cheirosa da bravo esmolfe previne doenças cardiovasculares e alguns cancros - é obra !

além, claro, de ser uma saborosa maçã, a pedir uma dentada ...

e neste caso, a Eva representa, não apenas metade mas toda a humanidade !!

ou seja, o caso é de tomar a parte pelo todo !!!







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2009-08-14

pergunta

«Nacimos de una pregunta,
cada uno de nuestros actos
es una pregunta,
nuestros años son un bosque de preguntas,
tú eres una pregunta y yo soy otra,
Dios es una mano que dibuja, incansable,
universos en forma de preguntas.»

poesia de Octavio Paz
unida a colagem (La forêt s'interroge) de Marie José Paz

in Figuras y Figuraciones (1999)


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2009-07-31

diário republicano

a sempre agradável leitura do diário do dia do Diário da República, em versão electrónica, oferece por vezes sensações ainda mais apetecíveis que a informação relevante e com efeitos sobre a vida dos cidadãos que lá procuramos

hoje, a folha oficial deseja-nos boas férias, votos que o Ditos agradece reconhecido e subscreve endereçadamente a todos (ena... tantos e bons) os leitores, extensivamente às excelsas Famílias

mas a que se deve o (f)estival cumprimento da multicentenária gazeta ?

interpretação própria do Ditos, é certo, mas com incentivozinho powered by MINISTÉRIO DO TRABALHO E DA SOLIDARIEDADE SOCIAL, via Portaria n.º 833/2009, de 31 de Julho, que ... suspende o registo de apostas para cinco semanas consecutivas no Totoloto, de 2 de Agosto a 6 de Setembro !

digamos que o mês de Agosto é porventura a altura do ano em que mais se justificará a modalidade de preencher o esperançoso boletim por várias semanas, assim como escrever recado à padeira para não deixar pão ou mudar a assinatura de periódicos e revistas para ... um toldo perto de si ;->>>

é claro que a gongórica explicação de tão legal diploma tem o mesmo valor que a preciosa, oportuna e sempre formalmente rigorosa justificação do encerramento de Museus, Bibliotecas ou Postos de Informação do Turismo à hora de almoço e ao fim de semana !!

jametinhasdito !!!

de todo o modo, há que apostar, acreditar e sonhar - ao menos numas boas férias, semana a semana, dia a dia ou momento a momento

boas férias e boa sorTE

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ps - férias são férias e votos são votos mas...

a informação e a reflexão são compatíveis, em moderadas e ponderosas proporções, com as condições ideais de pressão e temperatura que tanto ansiamos para os mais prazenteiros banhos de mar, de sombra e ... de silêncio que os dias luzidios que merecemos tanto fazem desejar

por isso, aqui fica também o registo de que estamos bem acompanhados na população eleita para eleger a prole de deputados que a Assembleia da República acomodará para representar a nação na próxima legislatura:






























contas feitas, muitos ou poucos, somos bons - embora, a julgar pela evidência dos números demográficos e arriscando a completa inversão da pirâmide, cada vez menos jovens, tantos que são os eleitores face à nossa população total, perigosamente quase coincidindo com a globalidade dos cidadãos nacionais... !

ps2 - de notar ainda a curiosa (des?)proporção entre eleitores e lugares no Parlamento adstritos aos distritos - rectius, círculos eleitorais - de Lisboa e Porto... !!


ps3 - e que o número de cidadãos eleitores fora do continente e ilhas parece substancialmente desproporcionado e representação ínfima da grandiosidade que sempre atribuímos à diáspora lusitana !!!




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2009-07-17

água, sal & ar



















outra ditosa de outra oferta amiga de outra teleobjectiva sabiamente utilizada !

mas... um auto-jametinhasdito: o Ditos promete mais imagens (quase) assim no futuro próximo, há um processo foto-revolucionário em curso !!!


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2009-07-12

est'auro


em programa televisivo da SIC, José Pacheco Pereira analisa ponto a ponto vários pontos contra e a favor da comunicação social

é mais um momento - e extenso e professoral e sem contraditório - mediático de um reputado mentor partidário, neste caso também a mais que um título em causa própria pois trata-se de alguém pessoal, profissional e politicamente interessado na comunicação social e na sua crítica

é certo que há um valor facial (há certamente mais do que isso, pois importa reconhecer que José Pacheco Pereira acrescenta valor enquanto analisa, critica e divulga) e que há nome, identificado que está o Autor e o seu comprometido contexto

mas todos nós como simples mortais ou anónimos cidadãos, ou pelo menos muitos entendidos em comunicação social e em política, poderiam desempenhar papel semelhante de análise crítica dos factos mediáticos e mediatizados

sendo que a função, e o precioso tempo de antena antena correspondente, é adjudicada sem concurso, sem justificação inatacável ou pelo menos credível e sem anúncio de alternativa ou qualquer forma de pluralismo...

mas vamos ao jametinhasdito em título: no débito em questão, José Pacheco Pereira propugna revolucionar-nos a mente a poder de "dinamite", mesmo à boa maneira anarquista, assim para causar ... estouro !

estouro aliás um pedacinho ampliado pela pronúncia portuense !!

ademais sonoro, sempre é um objectivo - o que às vezes cremos que se não deve dispensar ...

mas, ora pois, depois de Manuela Ferreira Leite se propor resolver os problemas do País a "rasgar", agora é por mais um estouro de um seu alto dirigente que o PPD/PSD se propõe disputar, ao neo-sovietchickismo de esquerda e ao feirodiretismo da lavoura, o exclusivo do ridículo da oposição que conta!!!

com ajudas assim, certamente vai resultar, eh eh ...

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2009-07-10

manda Clara


Clara Pinto Correia deslumbrou há muito com a sua escrita, poderosa de envolvimento, saber e saber contar!

ora em romances de simbiose perfeita entre visões da realidade e da inventiva, mas também em inúmeros textos de análise e opinião, ora em intervenções cívicas e políticas, na divulgação científica e da história das ciências

e em livros de ensaio à beira do interlocutor comum, como só os sábios são capazes, comunicando à generalidade dos mortais o seu saber de elite, feito da massa da inteligência, da comunicação e da continuada, dedicada e esforçada investigação

depois d"O mistério dos mistérios", ofereceu-nos agora "A maravilhosa aventura da vida", editado pela "Presença", em que explica competente e agradavelmente tudo quanto queremos saber sobre as prodigiosas formas que asseguram a continuação das espécies, transportando a vida e a memória de geração em geração nos reinos animal e vegetal, exemplificando as diferentes maneiras com que a natureza procura assegurar a prevalência genética, a melhor adaptação, desvendando muitos segredos e maravilhas da ... fecundação e da reprodução!!

e no fim, depois de apresentar a sua teoria, conclui (pois então) que o melhor é passar à prática, convidando todos a dar uma ajuda à superação do problema da "envelhecida população europeia"...

ou seja, jametinhadito, em nome de uma causa justa!!!

eh eh ...




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ps - além de muitos outros motivos de interesse (estranhamente, alguns sites recomendam o livro para a faixa etária acima de 18 anos...!?) mais directamente relacionados com o plano da obra, de carácter eminentemente didáctico, este livro contém um esforço demonstrativo e científico para refutar muitos dogmas sobre a sexualidade e os fenómenos da fecundação e da reprodução, mas também para ajudar a compreender e a refutar alguns dogmas da mentalidade e dos costumes das comunidades antigas e ... actuais!!!

2009-07-09

Ditos


Ignoro a lei, do mais forte
colho fraquezas. Jogo a indecisão
ao limite das escolhas e do reverso
medalho o peito: ao esteta cabe
a resolução da tinta sobre a tela.

Estatelo o concreto
e me abstraio
ao recente: arranco pregos
depositados e entrecruzo
vidas. Desenrolo a lei
ofertada ao amigo. Aos inimigos
deposito moedas cunhadas
em honra da vitória.

Pedro Du Bois



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2009-06-29

2009-06-27

nem cheirar


apresentador de TV referindo-se à colega de apresentação, em momento adiantado de esforçada e cansativa sessão: "também aguento o cheiro hediondo dela e não me queixo"...

se isto não é uma queixa...

jametinhasdito!



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2009-06-22

opusler


sobre leituras, vai um respigado de uma entrevista, publicada a 13 de Junho de 2009 no jornal "i", ao padre José Rafael Espírito Santo, o líder do Opus Dei em Portugal, realizada por um seu ex-aluno:

[perguntado se leu Saramago]

«Saramago? francamente, eu uma vez comecei a ler um livro de Saramago e desisti à segunda página.

Qual?
"O Memorial do Convento". Ali há uma intenção desde a primeira página de transmitir determinados conceitos. Vê-se como é uma distorção da realidade
.»

digamos que se algo pode distorcer a realidade é julgar um livro ao chegar à segunda página – eventualmente e para quem esteja de bom coração, a terceira página poderá proporcionar novos modos de ver!

certamente a leitura completa de um livro permitirá, além da indispensável visão de conjunto, conhecer melhor os conceitos transmitidos, o que eles representam e quanto deles se apresenta simbolicamente

precisamente para suscitar uma visita às linhas e entrelinhas que só amplia o poder benéfico da reflexão, em confronto pleno com as experiências (de vida e de leituras outras) do leitor

ainda quanto à leitura, a entrevista prossegue:


«Desencorajam a leitura de livros que ponham em causa a fé católica?
Qualquer pessoa que lê um livro convém que antes se informe. Procura-se aconselhar as pessoas que se informem e vejam se precisam de ler um livro que possa pôr em causa as suas convicções. A fé não é uma questão de inteligência. Há pessoas muito inteligentes que não têm fé e outras menos que têm.»

informar-se antes de ler?

jametinhasdito!

de facto a leitura é transformadora, dá a conhecer e faz reflectir, numa simbiose entre o que nos é mostrado pelo que está escrito e aquilo que a nossa reflexão íntima nos revela

estamos e não estamos sós na leitura, há uma orientação mas relevante é o papel destinado ao leitor

daí o perigo da leitura, para quem concebe o mundo sem a luz da livre revelação interior de cada um

então haverá uma entidade ou uns senhores, que sabem e dizem aos outros o que devem ler e o que devem não ler

como saber a quem e por quem é conferida semelhante autoridade?

e se a autoridade lhes advém de lerem livros só até à segunda página, o caso está muito enquinado, faltam a fé e a inteligência mas também a humildade, essenciais para uma aprendizagem mútua, construtiva e libertadora

como a que nos oferecem leituras múltiplas, diversificadas e abertas ao surpreendente



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ps – instrutiva também é a leitura completa da entrevista, designadamente no que se refere ao excelente papel de parideira e dona de casa subidamente reservado às mulheres naquela obediência, coisa assim abaixo do medieval


2009-06-12

15 anos


e vão 15 anos !


ao princípio o nome parecia periclitante, cai não cai…


mas já lá vão 15 anos de Associação Cais, de Solidariedade Social e sem fins lucrativos, procurando contribuir para melhores condições de vida de pessoas sem casa/lar, social e economicamente vulneráveis, em situação de privação, exclusão e risco


objectivos de mérito: colocar na ordem do dia as temáticas relacionadas com a Pobreza e Exclusão social; potenciar o trabalho em parceria e rede; valorizar os beneficiários (utentes) do sistema social enquanto elementos críticos e activos; desenvolver e implementar estratégias de intervenção social adequadas às necessidades das populações alvo, pessoas muitas das quais “sem abrigo”


nos cruzamentos da cidade, os persistentes vendedores da revista disputam a atenção dos automobilistas com os distribuidores de jornais gratuitos e há um mês passaram a usar chapéu vermelho !


a revista Cais continua magnífica, de retorno muito acima do custo (2 euros, que revertem para os vendedores) e sempre com iniciativas de interesse

  • 18 de Junho, Fnac Chiado: 15 Anos, 15 Contos - Lançamento e Exposição de ilustrações;
  • 23 de Junho, \CCB, Tertúlia “Portugal Desigual” debate a Revista CAIS e o seu papel na sociedade portuguesa;
  • 2 a 5 de Julho, no Seixal: Final do Campeonato Nacional de Futebol de Rua, entre 15 equipas vencedoras dos distritais


actividades e projectos não faltam, tem havido voluntários e apoios mas bem se vê que não chegam, nunca são de mais e basta olhar à nossa volta


em Lisboa, escadas, arcos e arcadas (a morada dos arcanjos?) dão guarida a numerosa população de edredon de cartão... :<


só há boas razões para apoiar a Cais !!


e todas as razões para os nossos parabéns !!!





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2009-06-09

sempre em festa



a magnífica Visão desta semana oferece, entre tantos motivos de interesse, uma entrevista a Alexandra Lencastre, actriz catapultada por um papel de... entrevistas, por sinal na cama, sempre cenográfica, e actualmente, pelos vistos, a representar novamente uma personagem entrevistadora

como é de esperar, Alexandra Lencastre passa em revista a sua carreira e expectativas, vitórias e trabalhos, equívocos e histórias do seu percurso pessoal e familiar, incluindo sonhos e seus limites

descrente no "para sempre" mas disposta a casar outra vez, Alexandra Lencastre jametinhadito: "Adoro casamentos! Uma festa é uma festa, não tem nada a ver com a parte oficial de assinar papéis."!!

mesmo nada a ver !!!




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2009-06-07

votos contados



o Ditos fez campanha com 2 objectivos:

um, vital, que apelava à participação e animava contra a abstenção, afinal a grande vencedora desta jornada eleitoral europeia em Portugal, deixando a léguas os partidos e sobretudo espelhando a competência da opção por um dia de eleições a meio de um período de férias dos portugueses;

e outro, táctico, que se destinava a arregimentar as melhores vontades para assegurar o embarque de um basbaque para o termo de Estrasburgo ou mesmo para adelá, se viável !

contas feitas, o resultado salda-se, em benefício de legítima auto-estima blogueira, por um honroso 1-1, talvez um caso de empate moral ...

na realidade, o Ditos assume por inteiro a derrota clamorosa do incentivo à participação, saudando democraticamente a justa vitória do andando e marimbando, do desinteresse e da abstenção !!

por outro lado, a julgar pelos resultados provisórios disponíveis a esta hora, o CDS/PP terá que aliviar o jardim à beira mar plantado de dois eurodeputados, pelo que tudo leva a crer ter sido cabalmente conseguido o segundo intento de pôr as malas à porta ao Nuno Melo, oxalá o Portas (podem ser os 2 manos) lhe sigam na peugada eurológica !!!

por último e sem fastio, imagina-se que tudo o que é partido ou parecido estará a cantar vitória, a esticar percentagens e a impingir extrapolagens

mas a realidade tem números, que são também importantes, por vezes mais do que possa pensar-se em leituras apressadas e sob demagogias encantatórias

partidos

%

Lugares

PPD/PSD

31.77

8

PS

26.59

7

BE

10.68

3

CDU (PCP-PEV)

10.62

2

CDS-PP

8.39

2

Outros

11.95

0

Total

100

22


tudo somado, fácil é verificar que o partido mais votado elegeu mais um eurodeputado que o segundo classificado - a bem dizer, jametinhasdito: nada de extraordinário ... e até constituindo prémio e alento razoável para o partido que tem o encargo de governar em período de crise

e os partidos da esquerda elegeram 12 eurodeputados contra 10 dos partidos da direita, também dentro do habitual - tendo embora o perigo mas também o alerta para o perigo de dividir a esquerda beneficiando a direita, o que deverá fazer pensar um bocadinho, com consequência, quem ainda acredite na maturidade responsável que é necessário reservar para os momentos decisivos, como sejam as próximas eleições legislativas

relevante em termos europeus, ou seja, para efeitos da composição de forças políticas no Parlamento Europeu (que não para o parlapié da generalidade das acções de campanha, que tentaram e conseguiram confundir as eleições) é que o PPE, que inclui PPD/PSD e CDS/PP, tem globalmente muito maior expressão que a conseguida por estes partidos em Portugal

em termos nacionais, nenhum dos candidatos ad hoc, com o devido respeito, obteve qualquer expressividade e dá a impressão de que alguns deles nem o voto da família conseguiram - imagine-se os sorrisos amarelos amanhã ao pequeno almoço

mas com a inventiva criatividade de todo o bicho careta querer ser candidato com o seu próprio cartaz e à força aparecer uma ou outra vez na TV, desperdiçaram-se 12% dos votos, numa ineficácia irresponsável que acresce à divisão da esquerda e à elevada abstenção para falsear a justiça dos resultados - que não o seu carácter democrático

é bom lembrar, no entanto, que até Hitler chegou ao poder por via eleitoral

e vale a pena reflectir (e agir) sobre o tremendo desperdício do poder eleitoral que são a abstenção, a desunião e a pulverização

ou seja, convém sempre distinguir como e em quem é que se vota

antes de tarde piar...




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2009-06-03

campanha europeia


e o Ditos (re)entra na campanha para as eleições europeias, que em Portugal se realizam daqui a 3 dias, num domingo 7 de Junho de insondáveis geometrias também partidárias e eleitorais

 

para começar, uma declaração de interesses, de resto já antecipada - o Ditos aposta na Europa!


por várias razões: 


- porque onde a terra acaba e o mar começa é por inteiro território europeu, aliás, como dizia o Poeta, o seu rosto! 

- mas também porque o desígnio de Portugal sempre foi ser de todo o mundo e, portanto, Europa incluída!! 

- e também por acreditar que valeram bem a pena (!!!) os esforços de quem conseguiu acabar com o isolamento de Portugal na Europa e no mundo, integrando o País na mais relevante experiência de integração regional de que há memória sob a égide da paz e ainda pelos consideráveis e recíprocos benefícios económicos e de coesão social e política da nossa participação na União Europeia e no Euro

 

mas ainda porque há um futuro melhor a prosseguir, um passado a respeitar, um presente a conquistar, porque é preciso lutar contra a obscuridade e contra a xenofobia, porque há uma carta de direitos humanos a efectivar, porque há novas identidades a alcançar sem descaracterizar o que é primordial ao nosso ser e sentir de Nação mais antiga da humanidade, por vezes sob condições muito adversas que os nossos antepassados souberam superar e transmitir, e há que passar a mensagem às novas gerações, contra a indiferença, a dissolução e a abstenção, dando a cada um os meios, mos incentivos e as oportunidades para construir a fortaleza interior a que se referia o Português e Europeu Francisco de Holanda


também por causa disso e embora pouco disso tenha sido ouvido na campanha em curso, o Ditos tem um candidato preferido para mandar para longe - com efeito, muito se confirmou de há tempos para cá e Nuno Melo, cabeça de lista, dirigente partidário do CDS/PP e membro da Comissão Parlamentar de inquérito ao designado caso BPN, tem feito uma exemplar gestão eleitoral da agenda de comunicação das investigações em que participa, tudo conduzindo em benefício da sua candidatura e sem olhar a elementares princípios de hombridade, de ética política e de civilidade eleitoral, ou seja, conseguiu exceder as péssimas previsões que mereceu

 

efectuado o registo de interesses, importa assinalar brevemente o que a campanha tem oferecido a pequenas deambulações urbanas, pequeníssimas deambulações televisivas e alguma atenção à comunicação social ouvida e lida, on line incluída: no essencial, nada de novo!!

 

o que há de novo parece irrelevante - uns cartazes com rostos novos e siglas indecifráveis, algumas sem mais  prostradas no chão à porta do metropolitano, que não construíram um mínimo de mensagem reconhecível junto do eleitorado, outros cartazes escurecidos entretanto tentativamente branqueados, mais umas cachaporradas nos candidatos do PS à boa maneira dos desiludidos do PREC, o BE continua a apoiar a ETA e numa deriva palavrosa encantatória de quem se quer deixar encantar por desarrimados arroubos de regresso a nacionalizações de vários sectores, o PC mantém-se militantemente esconjurado em coligação (azul!) descomunizante de quem não reparou na queda do muro de Berlim, vai para uma eternidade, como certos crentes durante séculos não admitiam os movimentos siderais da Terra


e pouco mais

 

a incomodidade do PPD/PSD no seu próprio fato é antiga e a xenofobia securitária do CDS/PP já fede


ah... o Partido da Terra (?) apresenta como joker o movimento Libertas - seja lá o que seja, apresenta-se como (sic) «o único partido que é totalmente devotado a construir uma União Europeia melhor para si. A Libertas é o único partido que é pan-europeu. Isto significa que quando vota por Libertas está a votar por um partido que pode efectivamente trazer uma verdadeira possibilidade de tornar a UE mais aberta e responsável» 


jametinhasdito: e responsável… está convencido? além da linguagem cuidada e exemplar, tipo bué da fixe, pode não aspirar a ter grande votação mas anuncia muita devoção!!!



e é isto, por junto, razão porque fez bem quem, para se informar, não esperou pelo período de campanha eleitoral, época sinistra de arreigada intolerância


a tolerância pode nem ser uma das 7 virtudes e tão pouco uma das 4 virtudes cardinais mas sempre é uma regra de conduta moral e de boa convivência social, que parece incompatível com as campanhas eleitorais por notória falta de respeito para com as demais propostas partidárias, para com a decência no cumprimento de um mínimo de obrigações informativas especificamente em matérias referentes às eleições em questão e para com a inteligência dos eleitores e dos cidadãos em geral


se apresentar e defender o próprio programa eleitoral é um direito e um dever dos candidatos partidários, obrigação maior é respeitar sempre os outros pontos de vista, com elevação intelectual, crítica construtiva e apresentação de propostas alternativas ou, numa palavra, tolerância


mas obviamente é preciso muito mais do que isso e temos entre nós pessoas com capacidades para tudo isso e muito mais, embora talvez se encontrem muito poucas nas listas eleitorais - mas se não estão nas listas, estão pelo menos nos cadernos eleitorais e então podem e devem ir votar


e por tudo, domingo que vem, é favor ir votar, para um bom começar!!!





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2009-06-01

soquete

dia cedo, vias escassas, tempos rarefeitos, trajectos repetidos e ... numa imperceptível fagulha, curva apertada, cruzamento apressado, estacionamento roubado e eis senão que ... recíprocas e lancinantes apitadelas, chiados travados no asfalto disputado, faixas em contra-mão a assegurar a adrenalina em urbana competição, a chuva dissolvente em modo trânsito automóvel do stress quotidiano ...

e é então nesse crescendo que, de dois carros bruscamente parados no verde saiem dois condutores, mais outros espectadores, transeuntes, apaziguadores ou nem por isso de mais nervosos que os próprios contendores, que se fitam, irados, ameaçadores, no ar quilómetros de provocação encurtados a distâncias de um arregaço de mangas sustido já em embrião, os punhos atrás na culatra e na câmara um fatídico palavrão _ meia branca!

_ meia branca! _ atira venenosamente ao outro o mais incendiado em olhos raiados a faíscas provocadoras, na preparada espera de uma reacção, preparada também, pois então, que as cartilhas das horas de ponta já não deixam um automobilista sem resposta preparada a não ser que ... 

surpresa? a não ser no caso raro, mesmo improvável, que a infâmia da ofensa teime em acertar na carapaça de uma insuportável indiferença, na muralha de um implausível auto-controlo ou ... será o caso? na desarmada armadura paralisante da ... estupefacção !!

meia branca?

jametinhasdito!!

ora... assim precocemente acaba o que poderia ser uma contagiante, bela (mas perigosa, se acaso resvala às vias de facto) e modo geral interminável discussão!!!

abençoada a gaveta das peúgas quando oferece arma notória a quem se atreve, a certas horas, a entrar de carro no bulício da cidade 


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