2009-05-04

O beijo

de Alexandre O'Neill, porque sim, porque é ditoso e porque a semana vai a sonhar poesia

Congresso de gaivotas neste céu
Como uma tampa azul cobrindo o Tejo.
Querela de aves, pios, escarcéu.
Ainda palpitante voa um beijo.

Donde teria vindo! (Não é meu...)
De algum quarto perdido no desejo?
De algum jovem amor que recebeu
Mandado de captura ou de despejo?

É uma ave estranha: colorida,
Vai batendo como a própria vida,
Um coração vermelho pelo ar.

E é a força sem fim de duas bocas,
De duas bocas que se juntam, loucas!
De inveja as gaivotas a gritar...




observaçõPublicar mensagemes são bem-vindas
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2009-05-02

Ditosa por Maio




















será  coreografia aérea? 

par em formação migratória?

ou a história de uma gaivota e do candeeiro que a ensinou a voar?





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2009-04-26

25 de Abril, a 35 anos de luz

privilégio do Ditos, transcreve-se artigo de um participante dos revolucionários acontecimentos de 25 de Abril de 1974 que mantém um olhar atento e, com espírito de partilha, análise crítica e esperança, exprime o sentido das suas vivências e autorizadas observações


25 de Abril: Como se viveu e como se vive hoje

Por Fernando Cardoso de Sousa
Tenente-coronel reformado
Professor universitário

Para quem, como eu, viveu os momentos únicos do dia 25 de Abril de 1974, resulta gratificante reter imagens como a da transformação de um golpe militar numa revolução popular, com o entusiasmo com que toda Lisboa veio à rua saudar os militares, agitando cravos, vindos não se sabe donde, e celebrar uma festa da paz que inspirou todo o mundo.
Para quem viu o fim da guerra de África, da PIDE e dos seus informadores; do sistema de partido único e do medo de falar abertamente; da discriminação sobre a mulher e sobre os mais desfavorecidos; da impossibilidade de acesso à educação, à justiça, à saúde, pela maior parte dos portugueses; da vergonha de ser português em terra estrangeira… Para todos os que viram tantas outras transformações que, num ápice, mudaram por completo a face do país, esse (o do 25 de Abril) foi o tempo da descoberta, da entrega e da solidariedade.
Para quem, como os que nasceram depois dessa data, não faz ideia do que foi o 25 de Abril, nem o antes dessa data, nem o que significa não poder ser diferente; e que só sabe que não consegue emprego e que não tem um futuro assegurado; que assiste à deterioração da vida política e à corrupção das elites; que vê acentuar-se o primado do dinheiro, do consumismo, do fosso entre ricos e pobres e o aumento da pobreza, do desemprego, da toxicodependência e da violência... Para esses, o que é isso do 25 de Abril e da liberdade? Qual o valor da livre expressão se tantas vezes se vê dizer e fazer coisas erradas, com total impunidade?
É aqui que nós perguntamos qual a importância dos jovens não conhecerem os nomes das figuras principais do Estado Novo, ou da Revolução; não perceberem o interesse das comemorações que se insiste em fazer todos os anos; não quererem ouvir mais falar do Tarrafal, dos horrores da guerra, ou do valor da liberdade. Nós, diga-se em abono da verdade, não sabemos o que responder; não sabemos utilizar o 25 de Abril para explicar o presente e projectar o futuro. Não sabemos explicar a quem tem tudo o que é não ter nada?
E, talvez, tenha sido esse o grande mal dos que viveram o 25 de Abril: não terem cuidado de dar aos mais novos as dificuldades e a companhia de que necessitavam para poderem saber o valor de uma liberdade que se educa e se conquista, em vez do vazio de uma liberdade indiferente e irresponsável.
Não nos vão agradecer termos-lhes dado coisas demais e companhia de menos, pois estávamos demasiado ocupados a aproveitar a liberdade que tínhamos conquistado.
Só depois, quando também eles tiverem de lutar para conquistar a liberdade; só nessa altura se lembrarão de nós e festejarão então o 25 de Abril.
Poderão fazê-lo sozinhos, ou talvez ainda possamos fazer, com eles, uma democracia melhor do que a que conquistámos.


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2009-04-24

Abril, a 24

registo de interesses: Ferreira Fernandes é referencial para o Ditos, que se fosse um blog decente, em saber, qualidade expressiva e assiduidade, poderia quando muito aspirar a chegar quase ao calcanhar da última coluna do Diário de Notícias

há várias publicações, quase em toda a imprensa diária e semanal, que têm uma secção de "ditos", sob várias formas que mais dia menos dia serão aqui dissecadas, salvo seja - é desafio sentido

mas de todas cabe a primazia à mestria da crónica diária de Ferreira Fernandes, para além de outras qualidades jornalísticas já sobejamente demonstradas em carreira consistente, merecidamente reconhecida e com direito próprio ao patamar cimeiro de bem escrever e reportar

hoje (23/4) pega o boi pelos "ditos" e arrasa a mangonhice salazarenta que em Santa Comba Dão tenta trocar as voltas ao calendário da democracia e anuncia a inauguração dos arranjos no largo do ditador no dia em que Portugal celebra 35 anos da madrugada inteira e limpa

sim, o dia nascente derrubador do fascismo odiento, criminoso e miserável que arruinou vidas inocentes durante décadas, muito para além dos 48 anos a cultivar a tortura, o analfabetismo, a discriminação injusta, contra todas as diferenças e em especial contra as mulheres, a censura, a ignomínia, a fraude, a perseguição, a censura, o medo, o isolamento internacional do país, a humilhação dos portugueses mundo fora e portas dentro, a perpetuação da exploração dos mais fracos pelos mais fortes sempre sempre os mesmos, a mentira, a denúncia, a propagação das doenças e da mortalidade precoce, a subserviência, a clandestinidade, o êxodo emigratório, a estupidez, o enfado, a lavagem cerebral e a maldade

como Ferreira Fernandes exemplar e irrefutavelmente denuncia, os corregedores responsáveis pelo agendamento da cerimónia não se atrevem a declarar à transparência o que assim pretendem afrontar ou a clarificar que se arrogam celebrar o 24 de Abril no dia da Liberdade

lá ficam de ronha bolorenta e, à maneira dos chacais do botas, jametinhamdito que é para aproveitar o dia de festa nacional, esquecendo que o precioso Feriado foi conquistado à custa de muitas vidas sacrificadas pelo sanguinário tirano e para quem consente voltar ao passado é melhor lembrar que a morte saiu à rua num dia assim

esperemos que o batizo do largo e o seu criterioso cronograma inaugural não magoe a memória de quem perdeu os seus na luta por um País mais livre, mais justo e mais fraterno, que a democracia representa, a Constituição consagra e o 25 de Abril sempre simboliza



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2009-04-22

escolaridade

e eis que é finalmente anunciada a decisão: 12 anos de escolaridade obrigatória, em Portugal, país onde a luta contra o analfabetismo demorou séculos a travar

agora os arautos da desgraça poderão dizer que também tiveram a idéia, outros dirão que o país não está preparado, outros que iriam anunciar em breve, etc., mas foi Sócrates quem anunciou, essa não lhe tiram

medida estruturante do nível de vida a que aspiramos, só a elevação da escolaridade pode preparar os portugueses para superar o sacrifício de inúmeras gerações inteiras, que penaram para estudar e lutaram contra o desinteresse e a má vontade

e se de facto se conseguir abranger a totalidade da população, a escolaridade obrigatória até à porta da Universidade pode ajudar muito no desafio de minorar diferenças sociais no acesso ao ensino superior ou mesmo a tentar a dar a volta ao texto na luta contra a perpetuação do estigma da condição social, que hoje só muito raramente se vence e nem pode imaginar-se a que preço

um jametinhasdito de ouro para os 12 anos de escolaridade obrigatória!!!




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2009-04-21

outro

jametinhasdito da vacina semanal: ena, com tanta injecção qualquer dia sou outro por dentro, fica lá tudo alterado!!!



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2009-04-16

em cartaz











"mas que placares são estes da MFLeite?"

jámetinhasdito!

mas se é verdade que em campanha eleitoral valem todas as armas, é talvez questão de se procurar o enquadramento certo!!

na verdade, também na política se aspira à mais nua das verdades!!!




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2009-04-15

Abrilosa



















um nadinha cusca, a Ditosa de Abril, que desta vez encontrou mais do que foi encontrada!...
a propósito, onde está a gaivota?
vá, esta é das fáceis!!
e mesmo quem não pode concorrer tem direito a prémio!!!


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2009-04-10

tribuno

notícia em quanto é sítio: Nuno Melo candidato do CDS/PP às europeias!

de entre os panegíricos do costume, sobressai o laudatório Público, considerando que o nóvel tribuno fala bem e estuda os assuntos, recentemente carraçando eficientemente em cima da comissão parlamentar que alegadamente investiga os negócios do BPN, rematando a chave de ouro - com a viagem de Nuno Melo, ganha a Europa, perde o Parlamento Português

pois o Ditos, tão dispersamente vário, também se comove e propõe-se mesmo vencer o pseudo-trauma de partidarite, na variante particular e grave de anti-partidarite, e encomenda muito feliz estadia europeia ao dito cujo papagaio parlamentar, que vá e se detenha, que por lá os entretenha, nós por cá ficaremos felizes e contentes com menos uma aventesma de verbo de encher todo e qualquer telejornal que faz dó

vá de ida, vá de ida promovida !!!




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2009-04-09

Veneza

«O comboio tinha atravessado a estação de Mestre, atravessara, diante de S. Julião e de Fusina, a campina luminosa e húmida - e enfiava agora, num silvo estridente, pela grande ponte de Marghera. dum lado e do outro, a laguna e o céu confundiam-se no mesmo revérbero rosa e verde dum poente de Julho. Um colar de luzes tremulava, ao fundo. E desse colar de oiri uma sombra de mármore e opala emergia, ondulante, quase suspensa, como uma incomparável flor branca mergulhando no mistério da água a sua ténue haste de fogo.
Sofia correu dum lado ao outro do compartimento e, estendendo fora da janela a cabela loira, gritou, batendo as mãos, numa expressão quase infantil de alegria:
_ Veneza! É Veneza!...
E era, na verdade, na sua concha luminosa, o crepúsculo de Veneza que surgia.»

in VENEZA (figura invisível e «Ville d'inquietude» - Maurice Barrés) uma das três novelas de "O Amor e o Tempo", de Augusto de Castro, 2ª edição, 1955, edição da Empresa Nacional de Publicidade - o Autor dedica a Beltran Masses, o grande pintor de Veneza nascido em Espanha, esta inspiração, voluptuosa da Cidade dos olhos irresistíveis.

PS - nesta obra, para início de conversa:

«O Amor e o Tempo encontraram-se, num doirado dia, quando a Primavera eterna floria as olaias e os prados, numa estrada erma, à beira de um vale em que cantavam as fontes e os ninhos.
e o Tempo disse ao Amor:
_Amor, porque me foges sempre, como a sombra foge da luz? desde que o mundo é mundo, eu te procuro e te sigo e só te encontro para te ver fugir-me, só te alcanço para te perder! Amor, dir-se-ia que tens medo de mim!
E o Amor disse ao Tempo:
_ Tempo, porque me persegues, destruindo atrás de mim todas as flores que eu colho e todas as ilusões que eu semeio? Porque és a minha sombra e, fingindo seguir-me, o meu algoz? És tu quem apaga os desejos que eu crio, és tu quem sufoca a Beleza que eu sonho! Tempo, eu seria imortal sem ti. És tu quem gera as dores sobre o meu caminho. Por isso te fujo, desde que o mundo é mundo!
E o Tempo respondeu ao Amor:
_ Se eu destruo as flores que tu colhes e as ilusões que tu, Amor, semeias, o que seria dos homens se eu não seguisse na vida os teus passos ligeiros e ardentes? Se eu apago os desejos que tu espalhas, também cicatrizo as dores que tu crias!
_ Que importa isso, Tempo? Os homens bem sabem que o meu verdadeiro nome é dor e nem por isso me amam menos _ retorquiu o Amor.
_ É certo que se te chamas a Dor, eu sou o teu melhor aliado _ replicou o Tempo. se não fosse eu, quem ensinaria os homens que amam e sofrem a esquecer?»



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2009-03-30

igrejas

na Costa de Caparica:

_«por favor, onde é a igreja?»

_ «qual delas? tem tantas...»

pois, jametinhasdito!

o sotaque brasileiro da resposta acima abriu a consciência ao perguntante: o advento de comunidades imigrantes trouxe também a correspectiva multiplicidade de cultos!!

hoje a questão da diversidade de igrejas por todo o território transformou o panorama e ao olhar em redor há uma autêntica pulverização de credos e templos, já não é só o fenómeno IURD, o corropio nas imediações da Mesquita, a circulação de pares de helderes, as visitas insistentes das testemunhas de Jeová e as discretas práticas do judaísmo que faziam o essencial do pluralismo em Lisboa ou noutras, poucas, cidades

multiplicam-se por toda a parte os mais diversos cultos e as comunidades brasileira e do leste europeu levam a dianteira, a par com uma apetência crescente por várias espiritualidades, sobretudo de inspiração oriental

ao todo, há uma presença de muitas igrejas e ainda assim, por vezes não estamos despertos ou é-nos invisível o que não queremos ver

mas haja fé ...

e há !!!



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2009-03-24

arisco

ainda mal é Primavera e já aí há decotes a pensar no Verão!

a pensar? jametinhasdito!!

é acção, mesmo!!!

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2009-03-21

Marceira

























também a Ditosa de Março ajuda a procurar casa...




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2009-03-15

comunhão

um jametinhasditos captado entre secções de mini-mercado:

«_ Ó Mãe, o que é que acontece se não fizermos a primeira comunhão?»

assim é!

crescemos assim, sujeitos, quiça submetidos, a um contexto que impõe e pressupõe a penalização

preferível seria talvez conviver com um ambiente de construção afirmativa, na consciência de fazer o que consideramos importante fazer, pela positiva, porque achamos bem, porque asssim o queremos...

mas ouçamos a resposta para relembrar como se perpetua a Inquisição:

«_Já viste o que as pessoas haviam de pensar?»



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2009-03-03

concentração

em época eleitoral, é preciso concentrar!

e nada de desperdiçar munições, é disparar trunfos a preceito para alcançar as melhores condições para a própria banda, brasa à sua sardinha, saltos para a piscina, tudo vale para chegar à meta em primeiro

mesmo que seja o árbitro, o suposto isento, a escolher cartas das que tem guardadas na manga?

ora vejam bem, o Governo propõe-se legislar de acordo com a Constituição da República? e logo tal como está no Programa de Governo que apresentou? ainda por cima para obrigar a transaparência de quem tem a propriedade e a gestão dos meios de comunicação social, para evitar a sua excessiva concentração e a sua captura por momentâneos titulares dos cargos de poder, incluindo Estado e Regiões Autónomas?

pois então veto, diz Cavaco!!

vai dar um jeitão para favorecer um dos lados, adivinhemos qual...

desta nem Berlusconi se lembraria e os balsemões enviarão agradecidas flores ao inquilino do Palácio de Belém!!!

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PS - as flores dos magnatas acrescerão às flores da Pérola do Alberto João, agora percebe-se melhor o porquê da retribuição de Cavaco aos votos da Madeira que lhe deram a cadeira ... é que não foi lá para ver o povo pois nem teve autorização nem ensejo para assumar à porta da Assembleia Legislativa Regional, afinal o órgão regional representativo do voto popular



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2009-03-01

continuação!

é despedida à moda do Porto, cumprimento abrangente, contido e económico mas, jametinhamdito!!...talvez mesmo um sensaborão economicismo tripeiro!!!

de despedidas temos sortido farto: além do bom dia, boa tarde e boa noite da ordem, há até já, até à vista, até breve, adeus, vá, xau (de ciao; e retornadologismo, como bué = muito, coche = um pequeno pedaço, cena = objecto, ...), bye, ou bye bye, até mais (português do Brasil), venga (castelhano mas também portunhol raiano), até, inté, té, até à próxima (muitas vezes complementado com o tradicional "se não for antes"), até daqui a (um) bocadinho, até depois, depois falamos, vemo-nos depois, amanhã continuamos, até amanhã e até para a semana - mesmo que nada esteja aprazado para amanhã nem para a semana pois a recorrente preposição limitativa ou concomitante serve a tudo, sozinha ou acompanhada, non sense, humor e ironia inclusive, como no 'até ao meu regresso' atirado por quem fica ou ainda em casos de prazo indefinido ou indefinível, como no terrível e temível 'até sempre', quantas vezes ditado em situações sem reencontro previsível ou mesmo de irreversível ou póstuma despedida

mas frequentemente acalentamos o ocaso como alguma forma de personalização, mais ou menos estereotipada: salve, as melhoras, depois dê (ou dou) notícias, diga alguma coisa, apareça mais vezes, volte sempre, a casa é sua, já sabe o caminho, venha quando quiser, estamos por cá, bata ao ferrolho, gostei de o ver, muito gosto, vamos falando, manda postais, mais logo tens mail, a ver se telefonas, me liga, viu?, entre outras expressões habituais e para não entrar em regionalismos curiosos, ora estranhos, ora saborosos... - tem avondo, eh eh ...

já se o interlocutor é próximo, como se foi intenso ou significativo o momento que antecedeu a despedida, cai bem acrescentar a formulação de um voto: saúde, o melhor êxito, muitos sucessos - e por aí adiante...

mas também para homenagear os sucessos anteriores ou a autoestima do interlocutor, é caso de desejar continuação dos êxitos, sucessos e prosperidades

ou tão só continuação de boa disposição, continuação de boa saúde, continuação de boa festa (vernissage, recepção, inauguração, etc.) ou continuação de bom trabalho, continuação de boa colheita, continuação de boa viagem, continuação de boa vida, enfim, continuação seja do que for... espera-se que de bom!

então entra, de vento norte, a poupança padronizada: "continuação"

apenas ... e é tudo!

serve para qualquer situação, tenha ou não havido sucesso, saúde ou boa disposição

e evita equívocos e complicações, pois fica à interpretação de cada um - qualquer que seja o ponto de vista, estejam como estiverem, continuem como estão

naturalmente que alfacinhas ou mouros em geral poderão encarar a sintética assertividade portista com alguma perplexidade - 'continuação' de quê!?

mas despedida é despedida e a interrogação autoencaminha-se aos próprios botões, de toda a forma já o cimbalista vai de abalada, que se faz tarde

e por falar nisso...

Bis

digo, a tout a l'heure :)))





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2009-02-25

é Fevereiro, outra vez



























pára o relógio !

e onde pára a Ditosa ?

agora, sim, a concurso...



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scriptum post scriptum:

mas se o mimo de Fevereiro era já prémio, os acertos e acrescentos são reconhecidos e agradecidos, para sempre!

por isso, e mesmo se já não está a chover e o frio nem é bem frio, certo é que no princípio do mês havia chuva e frio e era devido prémio, pode ser?

vai daí:


É Fevereiro outra vez
Como a primeira vez

Há chuvas e torrentes
Ventos e contra-correntes

Dói à natureza também
Por ser chuva ou mãe?

Acaso o frio sente frio?
Ou se arrepia o calafrio?

Há outras maneiras de ver:
Mais cedo um minuto
Por cada amanhecer
Mais tarde uns minutos
Por cada entardecer
É o esplendor de em cada dia
Ver o dia crescer

Há névoa pelas manhãs
Tardes de sol, noites sãs

É Fevereiro outra vez
E é como a primeira vez

2009-02-16

parada circular

«...a segunda circular totalmente parada», jametinhadito a RTP1, pela manhã de hoje! poderemos talvez imaginar que a ocorrência deste fenómeno em Lisboa se deve a:

a) aquela circular foi fotografada com elevados índices de velocidade e sensibilidade, para "fixar" a imagem...

b) toda a circular está parada, por vezes também o trânsito que nelas devia circular, em especial nas inconvenientes manhãs de segunda-feira, sendo embora tudo relativo pois há um movimento circular universal através do espaço sideral que se impõe a tudo e a todos - de todo o modo, se observarmos uma estrada a deslocar-se poderemos talvez avisar a RTP1, pelo sim pelo não...

c) obras no Terreiro do Paço, com alteração da circulação automóvel e desvio de trajectos e rotinas, procurando cada um alternativa para o seu percurso para estabelecimento de novas rotinas e essa procura é também já uma rotina uma vez que a cidade está permanentemente em obras

o Ditos apressa-se a assinalar todas as alíneas, para não falhar mas também para não influenciar escolhas, sendo inteiramente admitidas novas alíneas e mesmo novos abcedários, atenta a profundidade do tema e a infinitude oferecida à explicação de tão fascinantes fenómenos

mas há um fraquinho tendencioso para a modificação dos percursos de entrada em Lisboa, para explicar o que explica a origem da expressão da secção de trânsito da RTP1, também assinalando a infeliz coincidência: estas obras começam no momento em que a melhor Praça do mundo nos era finalmente devolvida e nos devolvia o rio, após um década de obras, numa pérola de planeamento que é também um incontornável e alternadíssimo jametinhasdito!!

eventualmente, e apesar das declarações optimistas, mobilizadoras e relativamente entusiasmadas dos responsáveis, plausível é que num primeiro momento muitos automobilistas procurarão afastar-se dos locais mais congestionados

e a adopção generalizada dessa atitude criará inevitáveis congestionamentos... o que ocorrerá repetidamente durante os próximos tempos até que tacitamente se estabeleça um amplo colectivo de novas rotinas para milhares de automobilistas que acedem a Lisboa ou a cruzam diariamente

agora fica uma aposta: a promessa de 4 meses - com direito a um terceiro jametinhasdito!!! - de obras na Praça do Comércio em Lisboa merece um countdown e aceitam-se alvitres para a dilação subsequente a 14 de Junho de 2009, pode ser ?



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2009-02-13

já chegaram






o Ditos tem como prova provada a afirmação aqui emprestada (por quem tem a atenção prestes e com o devido agradecimento) para nomear o post de boas vindas às amigas andorinhas, que anteciparam em alguns dias o advento dos dias solarengos!

e jametinhamdito que o rei sol já faltava também à lusitânia gente, há demasiado tempo sob múltiplas formas de núvens!!

oxalá perdure a claridade !!!



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post post - aqui fica também a merecida homenagem às celebradas andorinhas de Mestre Bordalo Pinheiro, disponibilizadas com saber e persistência pela fábrica de cerâmica do mesmo apelido, com um oxalá de continuidade das operações, de encomendas e negócios, dos empregos e das boas tradições