2008-12-04

Dezembral





mesmo fácil, dá direito a prémio, como sempre !




observações são bem vindas
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estacionar

a comandante do "Natália Correia" iniciou as operações de descolagem e já com o avião no ar faz a habitual comunicação de boas vindas aos senhores passageiros mais indicações do tempo durante o percurso e à chegada bem como a previsão da duração total do voo

alguns dos senhores passageiros trocam olhares, assentindo leve e tacitamente na cumplicidade de participar numa nova era, com todos os pros e contras das novidades, como seja a de se fazerem transportar em aeronave pilotada por uma mulher, mais uma barreira vencida na corrida de obstáculos da igualdade (de oportunidades!) de género, talvez um brinde interior, uma estranheza e outras sensações para o somatório que as grandes viagens sempre trazem

um dos senhores passageiros comenta abertamente para o comissário de bordo: com que então uma mulher, hein...? mas estamos bem entregues, não é verdade?

a confirmação veio sorridente e apaziguadora, que sim, com certeza, já voámos muitas milhas com esta comandante e de todas as vezes o voo é sempre impecável

para desfecho, a perplexidade chegou pelo jametinhasdito sexista, machista e automobilista: claro, imagino, o voo não há problema mas o que me preocupa é depois para estacionar o avião!!!

he he ...
;-)))



observações são bem vindas, obrigado
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2008-11-24

de Estado

para variar, o Ditos repousa brevemente na actualidade:

face a pressões reais, irreais e antecipadas, como tem que ser em política, o Presidente Cavaco Silva manifestou ao País que nada ter a ver com as trapalhadas em que está envolvido o BPN, recentemente nacionalizado numa inusitada vaga pós-PREC e à boleia da mega crise financeira globalizada

porém, os lobos do costume não desarmam e querem sangue pouco importa de onde - Cavaco não se demarcou do seu ex-Ministro Dias Loureiro (lembram-se: «Pai, sou Ministro!») que actualmente é também membro do Conselho de Estado, aliás como outras figuras conhecidas do vai-vem das órbitas partidárias

ao que Sua Excelência mandou que estudassem a lei, coisa pouco habitual em jornalismo e politiquês, pelo que o recado é bem dado

e razões tem Cavaco para a nervoseira: o Presidente da República não pode destituir membros do Conselho de Estado, é que sempre há umas diferençazinhas para com alguns regimes africanos e sul-americanos mais ortodoxos quanto à plenitude dos poderes instituídos, em muitos casos há bem mais do que os (ironicamente, pois claro) almejados 6 meses

então fica tudo sobre a consciência do próprio/visado/interessado?

sim ! apesar da esfarrapada remissão, jametinhasdito, para o entendimento do amigo de longa data actualmente inquilino em Belém

num caso algo parecido parecido com um concurso «a ver quem é que não sabe nada de nada», é também curiosa uma norma sobre a eventual, hipotética e académica perseguição criminal de um membro do Conselho de Estado, susceptível de operar uma certa partilha de responsabilidade quanto ao seguimento ou não do processo

mas é só mera curiosidade, ninguém me convence que era esse, afinal,o Cavacal recado...

«Artigo 14.º(Inviolabilidade)
1 . Nenhum membro do Conselho de Estado pode ser detido ou preso sem autorização do Conselho, salvo por crime punível com pena maior e em flagrante delito.2. Movido procedimento criminal contra algum membro do Conselho de Estado e indiciado este definitivamente por despacho de pronúncia ou equivalente, salvo no caso de crime punível com pena maior, o Conselho decidirá se aquele deve ou não ser suspenso para efeito de seguimento do processo.»



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lanceiros




















gaivota, enfim, gaivota, não sou

mas, ainda assim, onde estou ?






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2008-11-22

anúncio


ir de avião ao Porto ainda é uma alternativa, enquanto o TGV não se decide e apesar do Terminal 2, essa pequenina amostra do inferno que será a deslocação ao aeroporto da Ota, digo, de Canha, nos arredores da bela vila de Alcochete

com sorte, apanha-se o jornal Público e a sua particularidade de ter uma edição local, diferente em algumas páginas da edição de Lisboa - já houve uma edição Centro mas Coimbra, Viseu e Leiria não se aguentaram na paisagem da bipolaridade que marca o pequeno território do nosso grande País

as diferenças são curiosas, mas isso fica para outro jametinhasdito - mais uma corrida, mais uma viagem e o Porto aqui tão perto, diria Sérgio Godinho

histórias como a que o anúncio conta e deixa por contar já aconteceram vezes incontáveis mas é peculiar ver a sua colorida expressão em anúncio de jornal

os motivos porque alguém se dispõe ao ridículo são os mesmos das cartas de amor de Fernando Pessoa, talvez apenas fé e descaramento ou outros por explicar, sem razão

mas se alguém crê, jametinhasdito, que interessam explicações, consequências ou seja o que for ?

há momentos que tornam azul o mundo, ainda mais azul, e também por isso o azul fica tão bem no anúncio

serão momentos que paralisam?

tudo a sorver, sentidos demasiado preenchidos para elaborar seja o que for, uma calma que não deixa ver claro, nem escuro, não deixa ver - mais nada ?

e depois? depois haverá todo um processo, de consciência e dúvida, em alternância introspectiva, interrogativa e interpelativa ?

em que a imagem volta, torna a voltar, se não é a imagem é a sensação que aparece e reaparece ou então é só o coração a trepitar, à procura de nova calibração, de novo equilíbrio ?
um não sei quê que se sucede ?

será que depois tudo desemboca num gesto ? numa procura ? num grito ?

depois passa ? esquece ? e enquanto não passa e não esquece é quando algo acontece ?

no caso deu em anúncio de jornal mas em Nova Iorque, o ano passado, passou por correio electrónico mensagem idêntica, olhares cruzados no metro, a possibilidade ínfima de reencontro é testada de lista de contactos em lista de contactos, todos conhecemos alguém que conhece alguém que conhece alguém e as correntes&redes, a electrónica&comunicações, as multivias&informais, tornam o mundo pequenino, aldeia global, não importa a escala

essa história de Nova Iorque, hoje de antologia sociológica, deu em reencontro e namoro, a coisa durou uns meses, deu uma certa vivência, entrevistas e depoimentos, histórias para contar, talvez bagagem... e nada mais, ou seja, pouco

mas, ainda a la Sérgio Godinho que tão bem encanta os aforismos populares, a vida é feita de pequenos nadas

oxalá o anúncio azuleje o dia ao mais belo sorriso e, em geral, a quem sorri

bom dia!



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2008-11-21

tecnicamente

claro que não é apenas em Portugal que o jornalismo é jornalismo, para o bem e para o mal...

a afamada Reuters também tem o gene comum do "24 horas" e do "Jornal do Crime", se é que ainda existem

na espuma dos dias e por entre as sucessivas vagas em que nos é oferecida, dose após dose, a incomensurável magnitude da crise, descobriu-se um sobrevivente da chacina de Pinochet

certo dissidente, de seu nome German Cofre embora até agora anónimo, preso pela ditadura há 35 anos, afinal regressou das trevas e apresentou-se vivo, ilibando o facínora quanto a uma identificação da calamitosa lista de atrocidades - o tipo de lista que nunca é suficientemente exaustiva mas afinal também pode ter algo a descontar

mas o regressado enfrenta várias perplexidades, humanas e administrativas

ninguém se lembra dele, não o reconhecem, há que investigar - o que se compreende, até pelo efeito resistente de um quadro mental consolidado em décadas, pensão aos familiares e homenagens memoriais

e como lidar com a situação ?

bem, uma hipótese é pesquisar a ficção, mais a realidade, afinal a literatura tem exemplos vários de ressuscitação, mesmo se não há paralelo com Lázaro ou Cristo

já a Justiça tem que se fundamentar nos elementos disponíveis à apreciação do julgador, sejam certidões e relatórios, sejam perícias e testemunhos: o ponto de partida é claro: "Technically he is dead," investigating judge Carlos Gajardo told reporters. "We have to determine his true identity ... I don't know of another case (like this)."

tecnicamente morto?

jametinhasdito!

há uma autópsia por escrever, no Tribunal do Chile!!

quanto ao reaparecido, paz à sua vida!!!

he he ...



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2008-11-19

narrativa

parece, em Harvard, que há uma classificação para os modos de aprender:

ora por via axiomática, segundo teoremas, proposições, leis...

ora mediante story telling...

narrativa, portanto!

jametinhamdito, por aqui mais perto, que começamos a aprender pelo que ouvimos e vemos fazer, pelo que nos vão contando

o estudo vem depois

e o mais importante da vida, o que nos faz como gente, é o que sorvemos das histórias que vamos sabendo, o que nos contam as gentes: as nossas, primeiro; as que conhecemos, depois; as que procuramos conhecer, a todo o tempo

durante a vida inteira

ou uma narrativa mais



observações são bem vindas

incerto















assim vai o mundo... assim fica!




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2008-11-16

Sebastião sonha tudo














«O sonho é a realidade antes de acontecer», jametinhadito Sebastião Fortuna !
artesão, poeta e sonhador de mãos-à-obra, como o provam as instalações (feitas igualmente a poder dos próprios braços e que sucederam ao seu Centro de Artes e Ofícios) onde cria, expõe, ensina e aprende artes de pintores, escultores, ceramistas, canteiros, carpinteiros e outros artistas, estudiosos ou poetas
e até de contadores histórias como a do gato que ensina a voar a gaivota da novela de Luís Sepúlveda, magistralmente dita ao jeito de oração e apenas para exemplificar
num ápice, acontece o diálogo intenso, emocionado e emocionante - aliás, emoção é o mote impressionante do testemunho de Sebastião Fortuna
tudo sob o fio condutor da “procura da verdade” e de “ajudar a tornar um mundo um pouco melhor”, na convicção de tal ser obrigação de cada um e forma de agradecer a vida...

enfim, contas difíceis de fazer mas a experiência não cabe em relato algum e é bem caso de lá ir tirar teimas, de apetite aguçado para múltiplas formas de expressão artística mas sobretudo sorver a intensa narrativa humana e, nada menos, a autêntica força da natureza, talvez proveniente da resistente aldeia no sopé da Serra do Louro, na Arrábida: a Quinta do Anjo*

se de facto, sic, partimos com o mesmo que trazemos à nascença, “nus e descalços”, certo é que a vida tem que ser vivida e realizada de sonho em sonho, pois ao contrário do ideal – que é como a estrelinha que indica o rumo mas não se alcança – o sonho é alcançável, sem desistir, passo a passo

em resumo, conclusão e, não por acaso, jeito ainda de homenagear outro Sebastião, o poeta Sebastião da Gama, um jametinhasdito de júbilo: “Pelo sonho é que vamos” !!!


PELO SONHO É QUE VAMOS
Sebastião da Gama, 1953

«Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?

Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.

Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.

Chegamos? Não chegamos?
Partimos. Vamos. Somos.»



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* a dos cheiros a alecrim, tomilho, cardo, medronho, hortelã, amêndoa, noz, azevinho; onde pastam as cabras e as ovelhas, das tenras pastagens à crista coroada a moinhos da Serra do Louro, percorrida por intrépidos caminhantes; e a mesma Quinta do Anjo, aliás, da Ford Palmela, do queijo de Azeitão ou do Moscatel de Setúbal – na realidade com pertença e origem na Quinta do Anjo!

2008-11-11

quentes&boas




também o Ditos celebra o São Martinho, ao sabor quente e bom do ideal da partilha, sobretudo no sentido de quem mais tem para com os mais necessitados, conforme nos legou o Santo homenageado a poder de castanhas

paredes meias com os decisores orçamentais - outro exercício de partilha, por vezes no sentido dos mais necessitados para com os que mais têm, mas isso é outro jametinhasdito! - estão expostos os sem abrigo que o Terreiro do Paço abriga
à beirinha, mesmo, mesmo, da porta por onde são concedidadas avultadas garantias aos desabrigados bancos, legitimamente em nome da defesa dos depositantes e da estabilidade do sistema financeiro

mas é bom que o contribuinte sinta que o esforço orçamental abriga também os desvalidos, que em nada contribuíram para o desaparecimento de tantos milhões que agora faltam ao sistema bancário, financeiro, imobiliário e outros (como o sector automóvel) que agora aparecem a ratear ajudas de Estado
a Câmara Municipal, os diversos Ministérios, os comerciantes da Praça do Comércio, ninguém está a ver ?


jametinhamdito!!!






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2008-11-10

moldes

com a impressionante manifestação dos professores - de sábado passado - há que tirar, pelo menos, uma ilação política de fracasso ministerial: os governantes, como os políticos em geral, têm que ser capazes de reunir boas vontades para as mudanças que propõem, mesmo contra a má vontade contra as mudanças que propõem

mas a vida continua e novos dias seguem com discordâncias no horizonte

soluções?

falta aqui uma perspectiva de apaziguamento, além de algo construtivo, como é próprio e se espera de quem tão mobilizadamente rejeita a mudança

segundo o mobilizador sindicato dos professores, muitos profissionais do ensino e diversos políticos de oposição, incluídos vários da oposição, até nem estão contra a avaliação de desempenho - o principal pomo da discórdia - mas, jametinhasdito, "não nestes moldes" !

bom, se de facto há boa fé de quem apresenta semelhante objecção impõe-se-lhe que apresente outros moldes, os verdadeiros, os melhores !!

ah... já agora, que ofereça as suas propostas em moldes que todos os demais intervenientes aceitem, designamente cada um dos professores, pais, alunos, responsáveis governativos e cidadãos em geral

até para aproveitar o privilégio único de poder discutir, perorar e contra-propor sobre o sistema de avaliação, a que a generalidade dos trabalhadores nunca teve naturalmente acesso, será muito bem vindo o apaziguamento construtivo do sindicato dos professores:

_ apresentem-se de bons moldes !!!




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2008-11-07

enquadramento



«se puderes olhar, vê; se puderes ver, repara», diz Saramago, por suposto Livro dos Conselhos, in "Ensaio sobe a cegueira"

e além do mais, a percepção é selectiva - afinal, além de olharmos o mundo com os nossos olhos, vemos o mundo com o nosso ser

o que vemos depende, pois, de quem somos

sendo certo que o que somos é muito função do que vamos olhando, vendo, reparando - e das ilações que de tudo retiramos, enfim, as nossas circunstâncias

mas para podermos reparar no que é mais relevante, edificante, para sermos pessoas melhores, como poderemos ver "bem" o mundo?

bem, há que olhar melhor - e isso treina-se

por exemplo, os cineastas, pintores e fotógrafos, entre outros tipos de artistas, exercitam o enquadramento, para um melhor recorte, selecção e consciência do mundo - do que querem ver, do que querem trabalhar, do que querem mostrar

em tal exercício, aprendemos a ver melhor, a perceber que a visão da totalidade é inalcançável, a conviver com a escolha de perspectivas, a eleger uma perspectiva para a captação de um instante, bem sabendo que outras se lhe justapõem, como iguais pedacinhos de vida recortados pelo posicionamento, experiência e desejo de cada observador

melhor, de cada interveniente, pois o sujeito que observa interfere com a realidade observada e com as observações subsequentes, tanto mais se oferece a sua particular observação à apreciação e crítica de outros observadores, reconhecendo que cada observação se integra na realidade, observada ou, talvez, a observar

pois que os pedaços de mundo a que temos acesso dependam, ao menos em certa medida, do livre arbítrio, de tal modo que, ao menos nessa medida, vemos o mundo que somos e somos o mundo que vemos

a centelha de vida, o incomensurável inerte, a memória dos tempos idos e vindouros, fará também o seu recorte, sendo de admitir que tudo se completa, alguma vez

se for o caso, se vale a pena reparar, o melhor é tentar estar preparado e, em todos os sentidos, treinar o olhar, para poder ver/ser melhor

porque o que vemos e somos, é o que do mundo recortamos






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2008-11-04

halloween santoral


festiva é a inocência e também a salvação ou o seu desejo feito carne por manifestação da alma

ancestralmente, abrimos ao Além uma fresta, para (re)visitação recíproca, porventura um tanto menos inocente

é bem verdade que as religiões, como o comércio, a vaidade ou apenas a pulsão gregária, tendem a capturar até (ou precisamente por isso) o íntimo mais íntimo de nós, a pretexto da sua exortação colectiva, exultação pública ou exaltação mística - e, bem assim, por qualquer que seja a forma em que se manifesta o Amor

mas ai de nós, mas ai de quem, mas ai dos deuses: valha-nos o fio invisível que tece o universo, universos, os sóis inumeráveis, as infinitas terras e as esferas infindas que servem o epiciclo, que vertem à equação inicial e, revolvidas todas as paralaxes, volvem à pedra primeira, à poeira primitiva de que somos feitos e a que tornaremos em cada grão e em todo o infinito, simultânea e sucessivamente

festejemos, pois, em cada estame, espiga e flor, em cada pão, abraço ou ilusão, semente e cimento da vida por inteiro, incluído o primordial infinito que antecedeu a vida, o infindo suceder que perdurará depois e o continuum instante que nos luz o olhar, que o cruza, acende e reluz, mágico segmento de vida, morte e eternidade - ao menos - caso ou para quem isso tenha importância alguma ...

de todo o modo, desde sempre há um começo e recomeço, nascer e renascer, fim-de-ano e ano-novo-vida-nova, a-vida-são-dois-dias-e-o Carnaval-são-três, cinza para a Fénix reviver, luz ao fundo do túnel, depois da tempestade a bonança, graal imaginário, pura fé e científica esperança

simplesmente, na flor da inocência, na inquietude da máscara, perante a incerteza do desconhecido, pedimos mesmo o impossível, o milagre: a ressurreição, o pão-por-deus, o doce-ou-travessura, a festa, a festa, a festa, a que por ora chamamos Novembro mas certo é que, numa altura ou noutra, foi sempre assim

e porque não halloween?

jametinhasdito!

carpe diem




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Novembral






















ou a Ditosa Gloriosa...







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2008-11-03

de que

«Seria conveniente que os autarcas, últimos garantes da existência perene do PSD, se consciencializassem [de] que eleições quase em simultâneo poderão fazer com que muitas autarquias possam ser tomadas de assalto por uma inércia nacional pró-socialista.»

Luís Filipe Meneses, muitas vezes citado por variada imprensa em secções primas do Ditos, é hoje retomado no Público.pt, a partir de excerto de um fabuloso artigo de verrina partidária entre correlegionários momentaneamente desavindos, publicado no Jornal de Notícias

o texto é toda uma antologia, embora também lhe assente bem a classificação de tempo puramente perdido

o "que" é a correcção efectuada pelo editor de citações do (periódico?) on line «publico.pt», que intercala um preciso [de], como acima sublinhado

jametinhasdito!

parafraseando outra eminência nortista & elitista, penso eu de que !!






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PS - a merecer idêntico reparo, a designação de diversos estabelecimentos "Coisas que eu gosto", como restaurantes e lojas de prendas, nem sempre citando Elis Regina ... !!!

2008-10-31

Eolos

a TSF noticia as dificuldades que enfrentam as «novas fábricas de energia eólica» ...


trata-se mesmo de fabricar vento ?

jametinhasdito !


ora, as ditas "fábricas" são afinal centrais eléctricas, que produzem electricidade a partir da energia do vento, ou seja, a energia eólica é que é aproveitada para "fabricar" electricidade, transformando uma forma de energia noutra

de facto, também o vento é o resultado de transformações de energia

e, bem assim, a utilidade que se retira da electricidade é a sua transformação noutras formas de energia, sucessivamente

no caso da energia eléctrica produzida a partir das "ventoinhas" dá-se mesmo o caso de poder ser usada para ligar o motor de outras "ventoinhas", ou seja, aproveitar o vento para produzir vento, paradoxo da era moderna e do ar condicionado !!!

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PS - o blog está pronto mas ...

bem, o progresso e a história da humanidade desde sempre tiveram enormes afinidades com a energia


no período ínfimo da vida do Homem sobre a Terra, a era da extracção em massa dos combustíveis fósseis corresponde a uma modestíssima fracção, pois o recurso massivo ao petróleo e carvão - como antes a lenha, que levava as legiões romanas a produzir guerras em todo o mundo ... onde é que já ouvimos isto? o Bush anda a ler história da antiguidade ... - é insustentável e totalizará apenas 200 anos ou pouco mais

o que justifica naturalmente a premência de procurar novas formas de obter energia, conservando a que existe (o uso mais racional de energia é evitar o respectivo consumo) e investir no estudo de novas fontes de produção, de preferência renováveis, incluindo o bom do senhor vento - a energia eólica


Eolos é um dos (cem?) nomes de Deus, em veneranda homenagem a insondáveis forças anímicas capazes movimentar o ar, ou seja, fabricar vento

na realidade, Eolos é tributário de Rá, outro dos Seus nomes, porque a matéria que constitui o ar é sujeita a outras insondáveis forças, como a especial energia do sol, que aquece de forma desigual – assimétrica, em linguagem power point – as massas de ar do nosso belo planeta azul, corzinha que também deve algo à luz do sol e às suas frequências de onda, mas isso é outra história

íamos então no aquecimento desigual do ar, causa de diversidade da expansão e densidade, criando diferentes massas de ar, que então se deslocam, gerando o vento – o ar em movimento
aliás, a própria existência e composição do ar deve muito ao sol, pois a sua energia, em ondas radiantes, luminosas e outras, é transformada e aproveitada de várias formas, para o que agora interessa incluindo a fotossíntese, uma extraordinária e poderosa forma de alquimia, que faz da luz … ar

enfim, produzindo reacções químicas e libertando componentes essenciais para a atmosfera e para a vida tal como a conhecemos à superfície da Terra

neste ponto, um parêntesis: o astrofísico espanhol Juan Pérez Mercader, baseado nos estudos científicos, afirma-se convicto na existência de vida para lá da que existe na Terra, ou seja, para «além do mundo» – tudo leva a crer que não se pronunciou quanto à possibilidade da existência de vida no «mundo do além» – ou seja, para lá da que conhecemos, mas isso são ainda outras histórias

por tudo, o ar move-se

ora esse movimento é susceptível de aproveitamento para as actividades humanas, maxime, económicas, dinamizando veleiros e moinhos, a partir da aplicação de princípios de transmissão mecânica vectorial que as civilizações conhecem e desenvolvem desde há milénios

mas a vida em geral já aproveita o vento desde há milhões de anos: por exemplo, talvez desde que os dinossauros iniciaram longinquamente o percurso de evolução que os fez pássaros, estes amiúde pairando sobre as correntes ascendentes de ar quente, para melhor verem e alcançarem alimento, abrigo e companhia

mais recentemente, o homem usa os mesmos princípios através de planadores variados e ainda para outros fins menos lineares

certo é que a carência de energia – aspectozinho que tem historicamente justificado a passagem de uma era para outra – e as exigências de conforto, bem como as perspectivas de lucro, exponenciaram o engenho de indivíduos e comunidades

e assim a força motriz do vento é hoje responsável pela geração de importantes quantidades de electricidade – conceito chave para a industrialização, para a optimização partilhada dos recursos e para os níveis actuais da qualidade de vida

chegamos então à aposta intensiva em meios de produção de electricidade a partir da força do vento, algo a que se poderia chamar “produção eoloeléctrica”, por paralelismo com “produção termoeléctrica” – a partir do calor, resultante da queima de combustíveis, na maioria fósseis – e com “produção hidroeléctrica” – a partir da água, mediante armazenamento em albufeira ou fluxo fluvial, mas centrais «a fio de água»

mas tal possível palavra – eoloeléctrica é perfeitamente plausível segundo as regras usuais – apresenta dificuldades de fonética ou dicção, em várias línguas, e bem sabemos que se a linguagem cria expressões adaptadas ou apropriadas aos conceitos, também a sua formulação prática é inibida ou potenciada pela dificuldade ou facilidade de uso, entre outras explicações menos ortodoxas

por exemplo, “Web log” deu “blog” e “telefone móvel” deu “telemóvel” *


PS2 - * noutros contextos, o conceito prevalecente que foi assimilado e incorporado na linguagem é algo mais simples – em geral, resume-se ao elemento “móvel”

por cá não foi assim, princípio ainda se ensaiou ”portátil” mas depressa o termo se anichou aos computadores, que passaram a ser também portáteis

curiosamente, “celular” tem bastantes adeptos, em várias línguas, incluindo a portuguesa no Brasil, para designar o telefone portátil, por referência ao processo tecnológico envolvido, mesmo para quem não faz ideia dos processos a que a tecnologia recorre para realizar as comunicações “móveis”, ou melhor, sem base em rede fixa

mas como em tantos outros temas na vida, nem sempre estamos todos de acordo - e nem temos que estar, pois é ?


2008-10-30

MagalhãeZito

























eis o amiguinho Magalhães, de que já tanto se falou e disse

resistente, a brincadeiras, a distracções e - jametinhasdito! - a muitos disparates de gente grande, é um computador português - palavras para quê?

poucas, então: só para dizer que é catita de aspecto e jeito, com programas lúdicos e educativos, como a Guida e o Zito, que ajudam a descobrir e a querer aprender

em boa hora vestido de azul, como o planeta que habitamos, oxalá dê a volta ao mundo a aposta na sua distribuição generalizada em condições acessíveis!






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2008-10-27

monte

"a caminho da caça fui a saber das letras

_ atira, que matas um homem! - direito a mim de gadanho...

nem me lembra disparar, mas vi-o lá caído e logo dei conta ao acontecido..."


ah, pois, compadre, vocemecê jametinhadito!!!







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2008-10-23

super homem

o carismático líder da todo-poderosa extrema-direita austríaca apresentava-se em registo viril e votou contra propostas relativas ao estabelecimento de alguns direitos dos homossexuais

jametinhasdito!

pois então não é que se descobre agora que frequantava bares gay e que mantinha uma relação amorosa com um seu correligionário partidário?

cada um é livre de ser hipócrita mas este super nazi andava a vender a máxima do 'bem prega frei Tomás' ... e ninguém via que não bate a bota com a perdigota?

faz lembrar o Hitler, a quem o aparatchik nazi tratou de ultimar a lenda um suposto casamento a bunker fechado... à frente de muitos nazis, fascistas, direitistas, conservadores, moralistas e outros sacristas, que se apregoavam e apregoam muito superiores e afinal ...

a propósito, como é nenhum dos insuperáveis investigadores, romancistas ou comentadores da nossa praça se lembrou ainda de arrancar alguns insondáveis do Salazar por debaixo das saias do íntimo cardeal Cerejeira ?

era a cereja que faltava ao botas!!!




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