2008-11-21
tecnicamente
a afamada Reuters também tem o gene comum do "24 horas" e do "Jornal do Crime", se é que ainda existem
na espuma dos dias e por entre as sucessivas vagas em que nos é oferecida, dose após dose, a incomensurável magnitude da crise, descobriu-se um sobrevivente da chacina de Pinochet
certo dissidente, de seu nome German Cofre embora até agora anónimo, preso pela ditadura há 35 anos, afinal regressou das trevas e apresentou-se vivo, ilibando o facínora quanto a uma identificação da calamitosa lista de atrocidades - o tipo de lista que nunca é suficientemente exaustiva mas afinal também pode ter algo a descontar
mas o regressado enfrenta várias perplexidades, humanas e administrativas
ninguém se lembra dele, não o reconhecem, há que investigar - o que se compreende, até pelo efeito resistente de um quadro mental consolidado em décadas, pensão aos familiares e homenagens memoriais
e como lidar com a situação ?
bem, uma hipótese é pesquisar a ficção, mais a realidade, afinal a literatura tem exemplos vários de ressuscitação, mesmo se não há paralelo com Lázaro ou Cristo
já a Justiça tem que se fundamentar nos elementos disponíveis à apreciação do julgador, sejam certidões e relatórios, sejam perícias e testemunhos: o ponto de partida é claro: "Technically he is dead," investigating judge Carlos Gajardo told reporters. "We have to determine his true identity ... I don't know of another case (like this)."
tecnicamente morto?
jametinhasdito!
há uma autópsia por escrever, no Tribunal do Chile!!
quanto ao reaparecido, paz à sua vida!!!
he he ...
observações são bem vindas
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2008-11-19
narrativa
ora por via axiomática, segundo teoremas, proposições, leis...
ora mediante story telling...
narrativa, portanto!
jametinhamdito, por aqui mais perto, que começamos a aprender pelo que ouvimos e vemos fazer, pelo que nos vão contando
o estudo vem depois
e o mais importante da vida, o que nos faz como gente, é o que sorvemos das histórias que vamos sabendo, o que nos contam as gentes: as nossas, primeiro; as que conhecemos, depois; as que procuramos conhecer, a todo o tempo
durante a vida inteira
ou uma narrativa mais
observações são bem vindas
2008-11-16
Sebastião sonha tudo

PELO SONHO É QUE VAMOS
«Pelo sonho é que vamos,
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
Basta que a alma demos,
2008-11-11
quentes&boas
também o Ditos celebra o São Martinho, ao sabor quente e bom do ideal da partilha, sobretudo no sentido de quem mais tem para com os mais necessitados, conforme nos legou o Santo homenageado a poder de castanhas
paredes meias com os decisores orçamentais - outro exercício de partilha, por vezes no sentido dos mais necessitados para com os que mais têm, mas isso é outro jametinhasdito! - estão expostos os sem abrigo que o Terreiro do Paço abriga
mas é bom que o contribuinte sinta que o esforço orçamental abriga também os desvalidos, que em nada contribuíram para o desaparecimento de tantos milhões que agora faltam ao sistema bancário, financeiro, imobiliário e outros (como o sector automóvel) que agora aparecem a ratear ajudas de Estado
2008-11-10
moldes
mas a vida continua e novos dias seguem com discordâncias no horizonte
soluções?
falta aqui uma perspectiva de apaziguamento, além de algo construtivo, como é próprio e se espera de quem tão mobilizadamente rejeita a mudança
segundo o mobilizador sindicato dos professores, muitos profissionais do ensino e diversos políticos de oposição, incluídos vários da oposição, até nem estão contra a avaliação de desempenho - o principal pomo da discórdia - mas, jametinhasdito, "não nestes moldes" !
bom, se de facto há boa fé de quem apresenta semelhante objecção impõe-se-lhe que apresente outros moldes, os verdadeiros, os melhores !!
ah... já agora, que ofereça as suas propostas em moldes que todos os demais intervenientes aceitem, designamente cada um dos professores, pais, alunos, responsáveis governativos e cidadãos em geral
até para aproveitar o privilégio único de poder discutir, perorar e contra-propor sobre o sistema de avaliação, a que a generalidade dos trabalhadores nunca teve naturalmente acesso, será muito bem vindo o apaziguamento construtivo do sindicato dos professores:
_ apresentem-se de bons moldes !!!
observacões são bem vindas
2008-11-07
enquadramento

«se puderes olhar, vê; se puderes ver, repara», diz Saramago, por suposto Livro dos Conselhos, in "Ensaio sobe a cegueira"
e além do mais, a percepção é selectiva - afinal, além de olharmos o mundo com os nossos olhos, vemos o mundo com o nosso ser
o que vemos depende, pois, de quem somos
sendo certo que o que somos é muito função do que vamos olhando, vendo, reparando - e das ilações que de tudo retiramos, enfim, as nossas circunstâncias
mas para podermos reparar no que é mais relevante, edificante, para sermos pessoas melhores, como poderemos ver "bem" o mundo?
bem, há que olhar melhor - e isso treina-se
por exemplo, os cineastas, pintores e fotógrafos, entre outros tipos de artistas, exercitam o enquadramento, para um melhor recorte, selecção e consciência do mundo - do que querem ver, do que querem trabalhar, do que querem mostrar
em tal exercício, aprendemos a ver melhor, a perceber que a visão da totalidade é inalcançável, a conviver com a escolha de perspectivas, a eleger uma perspectiva para a captação de um instante, bem sabendo que outras se lhe justapõem, como iguais pedacinhos de vida recortados pelo posicionamento, experiência e desejo de cada observador
melhor, de cada interveniente, pois o sujeito que observa interfere com a realidade observada e com as observações subsequentes, tanto mais se oferece a sua particular observação à apreciação e crítica de outros observadores, reconhecendo que cada observação se integra na realidade, observada ou, talvez, a observar
pois que os pedaços de mundo a que temos acesso dependam, ao menos em certa medida, do livre arbítrio, de tal modo que, ao menos nessa medida, vemos o mundo que somos e somos o mundo que vemos
a centelha de vida, o incomensurável inerte, a memória dos tempos idos e vindouros, fará também o seu recorte, sendo de admitir que tudo se completa, alguma vez
se for o caso, se vale a pena reparar, o melhor é tentar estar preparado e, em todos os sentidos, treinar o olhar, para poder ver/ser melhor
porque o que vemos e somos, é o que do mundo recortamos
observacões são bem vindas
2008-11-04
halloween santoral

festiva é a inocência e também a salvação ou o seu desejo feito carne por manifestação da alma
ancestralmente, abrimos ao Além uma fresta, para (re)visitação recíproca, porventura um tanto menos inocente
é bem verdade que as religiões, como o comércio, a vaidade ou apenas a pulsão gregária, tendem a capturar até (ou precisamente por isso) o íntimo mais íntimo de nós, a pretexto da sua exortação colectiva, exultação pública ou exaltação mística - e, bem assim, por qualquer que seja a forma em que se manifesta o Amor
mas ai de nós, mas ai de quem, mas ai dos deuses: valha-nos o fio invisível que tece o universo, universos, os sóis inumeráveis, as infinitas terras e as esferas infindas que servem o epiciclo, que vertem à equação inicial e, revolvidas todas as paralaxes, volvem à pedra primeira, à poeira primitiva de que somos feitos e a que tornaremos em cada grão e em todo o infinito, simultânea e sucessivamente
festejemos, pois, em cada estame, espiga e flor, em cada pão, abraço ou ilusão, semente e cimento da vida por inteiro, incluído o primordial infinito que antecedeu a vida, o infindo suceder que perdurará depois e o continuum instante que nos luz o olhar, que o cruza, acende e reluz, mágico segmento de vida, morte e eternidade - ao menos - caso ou para quem isso tenha importância alguma ...
de todo o modo, desde sempre há um começo e recomeço, nascer e renascer, fim-de-ano e ano-novo-vida-nova, a-vida-são-dois-dias-e-o Carnaval-são-três, cinza para a Fénix reviver, luz ao fundo do túnel, depois da tempestade a bonança, graal imaginário, pura fé e científica esperança
simplesmente, na flor da inocência, na inquietude da máscara, perante a incerteza do desconhecido, pedimos mesmo o impossível, o milagre: a ressurreição, o pão-por-deus, o doce-ou-travessura, a festa, a festa, a festa, a que por ora chamamos Novembro mas certo é que, numa altura ou noutra, foi sempre assim
e porque não halloween?
jametinhasdito!
carpe diem
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2008-11-03
de que
Luís Filipe Meneses, muitas vezes citado por variada imprensa em secções primas do Ditos, é hoje retomado no Público.pt, a partir de excerto de um fabuloso artigo de verrina partidária entre correlegionários momentaneamente desavindos, publicado no Jornal de Notícias
o texto é toda uma antologia, embora também lhe assente bem a classificação de tempo puramente perdido
o "que" é a correcção efectuada pelo editor de citações do (periódico?) on line «publico.pt», que intercala um preciso [de], como acima sublinhado
jametinhasdito!
parafraseando outra eminência nortista & elitista, penso eu de que !!
observacões são bem vindas
PS - a merecer idêntico reparo, a designação de diversos estabelecimentos "Coisas que eu gosto", como restaurantes e lojas de prendas, nem sempre citando Elis Regina ... !!!
2008-10-31
Eolos
trata-se mesmo de fabricar vento ?
jametinhasdito !
ora, as ditas "fábricas" são afinal centrais eléctricas, que produzem electricidade a partir da energia do vento, ou seja, a energia eólica é que é aproveitada para "fabricar" electricidade, transformando uma forma de energia noutra
de facto, também o vento é o resultado de transformações de energia
e, bem assim, a utilidade que se retira da electricidade é a sua transformação noutras formas de energia, sucessivamente
no caso da energia eléctrica produzida a partir das "ventoinhas" dá-se mesmo o caso de poder ser usada para ligar o motor de outras "ventoinhas", ou seja, aproveitar o vento para produzir vento, paradoxo da era moderna e do ar condicionado !!!
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observacões são bem vindas
PS - o blog está pronto mas ...
no período ínfimo da vida do Homem sobre a Terra, a era da extracção em massa dos combustíveis fósseis corresponde a uma modestíssima fracção, pois o recurso massivo ao petróleo e carvão - como antes a lenha, que levava as legiões romanas a produzir guerras em todo o mundo ... onde é que já ouvimos isto? o Bush anda a ler história da antiguidade ... - é insustentável e totalizará apenas 200 anos ou pouco mais
o que justifica naturalmente a premência de procurar novas formas de obter energia, conservando a que existe (o uso mais racional de energia é evitar o respectivo consumo) e investir no estudo de novas fontes de produção, de preferência renováveis, incluindo o bom do senhor vento - a energia eólica
Eolos é um dos (cem?) nomes de Deus, em veneranda homenagem a insondáveis forças anímicas capazes movimentar o ar, ou seja, fabricar vento
na realidade, Eolos é tributário de Rá, outro dos Seus nomes, porque a matéria que constitui o ar é sujeita a outras insondáveis forças, como a especial energia do sol, que aquece de forma desigual – assimétrica, em linguagem power point – as massas de ar do nosso belo planeta azul, corzinha que também deve algo à luz do sol e às suas frequências de onda, mas isso é outra história
íamos então no aquecimento desigual do ar, causa de diversidade da expansão e densidade, criando diferentes massas de ar, que então se deslocam, gerando o vento – o ar em movimento
aliás, a própria existência e composição do ar deve muito ao sol, pois a sua energia, em ondas radiantes, luminosas e outras, é transformada e aproveitada de várias formas, para o que agora interessa incluindo a fotossíntese, uma extraordinária e poderosa forma de alquimia, que faz da luz … ar
enfim, produzindo reacções químicas e libertando componentes essenciais para a atmosfera e para a vida tal como a conhecemos à superfície da Terra
neste ponto, um parêntesis: o astrofísico espanhol Juan Pérez Mercader, baseado nos estudos científicos, afirma-se convicto na existência de vida para lá da que existe na Terra, ou seja, para «além do mundo» – tudo leva a crer que não se pronunciou quanto à possibilidade da existência de vida no «mundo do além» – ou seja, para lá da que conhecemos, mas isso são ainda outras histórias
por tudo, o ar move-se
ora esse movimento é susceptível de aproveitamento para as actividades humanas, maxime, económicas, dinamizando veleiros e moinhos, a partir da aplicação de princípios de transmissão mecânica vectorial que as civilizações conhecem e desenvolvem desde há milénios
mas a vida em geral já aproveita o vento desde há milhões de anos: por exemplo, talvez desde que os dinossauros iniciaram longinquamente o percurso de evolução que os fez pássaros, estes amiúde pairando sobre as correntes ascendentes de ar quente, para melhor verem e alcançarem alimento, abrigo e companhia
mais recentemente, o homem usa os mesmos princípios através de planadores variados e ainda para outros fins menos lineares
certo é que a carência de energia – aspectozinho que tem historicamente justificado a passagem de uma era para outra – e as exigências de conforto, bem como as perspectivas de lucro, exponenciaram o engenho de indivíduos e comunidades
e assim a força motriz do vento é hoje responsável pela geração de importantes quantidades de electricidade – conceito chave para a industrialização, para a optimização partilhada dos recursos e para os níveis actuais da qualidade de vida
chegamos então à aposta intensiva em meios de produção de electricidade a partir da força do vento, algo a que se poderia chamar “produção eoloeléctrica”, por paralelismo com “produção termoeléctrica” – a partir do calor, resultante da queima de combustíveis, na maioria fósseis – e com “produção hidroeléctrica” – a partir da água, mediante armazenamento em albufeira ou fluxo fluvial, mas centrais «a fio de água»
mas tal possível palavra – eoloeléctrica é perfeitamente plausível segundo as regras usuais – apresenta dificuldades de fonética ou dicção, em várias línguas, e bem sabemos que se a linguagem cria expressões adaptadas ou apropriadas aos conceitos, também a sua formulação prática é inibida ou potenciada pela dificuldade ou facilidade de uso, entre outras explicações menos ortodoxas
por exemplo, “Web log” deu “blog” e “telefone móvel” deu “telemóvel” *
PS2 - * noutros contextos, o conceito prevalecente que foi assimilado e incorporado na linguagem é algo mais simples – em geral, resume-se ao elemento “móvel”
por cá não foi assim, princípio ainda se ensaiou ”portátil” mas depressa o termo se anichou aos computadores, que passaram a ser também portáteis
curiosamente, “celular” tem bastantes adeptos, em várias línguas, incluindo a portuguesa no Brasil, para designar o telefone portátil, por referência ao processo tecnológico envolvido, mesmo para quem não faz ideia dos processos a que a tecnologia recorre para realizar as comunicações “móveis”, ou melhor, sem base em rede fixa
mas como em tantos outros temas na vida, nem sempre estamos todos de acordo - e nem temos que estar, pois é ?
2008-10-30
MagalhãeZito

eis o amiguinho Magalhães, de que já tanto se falou e disse
resistente, a brincadeiras, a distracções e - jametinhasdito! - a muitos disparates de gente grande, é um computador português - palavras para quê?
poucas, então: só para dizer que é catita de aspecto e jeito, com programas lúdicos e educativos, como a Guida e o Zito, que ajudam a descobrir e a querer aprender
em boa hora vestido de azul, como o planeta que habitamos, oxalá dê a volta ao mundo a aposta na sua distribuição generalizada em condições acessíveis!
observacões são bem vindas
2008-10-28
2008-10-27
monte
_ atira, que matas um homem! - direito a mim de gadanho...
nem me lembra disparar, mas vi-o lá caído e logo dei conta ao acontecido..."
ah, pois, compadre, vocemecê jametinhadito!!!
observacões são bem vindas
2008-10-23
super homem
jametinhasdito!
pois então não é que se descobre agora que frequantava bares gay e que mantinha uma relação amorosa com um seu correligionário partidário?
cada um é livre de ser hipócrita mas este super nazi andava a vender a máxima do 'bem prega frei Tomás' ... e ninguém via que não bate a bota com a perdigota?
faz lembrar o Hitler, a quem o aparatchik nazi tratou de ultimar a lenda um suposto casamento a bunker fechado... à frente de muitos nazis, fascistas, direitistas, conservadores, moralistas e outros sacristas, que se apregoavam e apregoam muito superiores e afinal ...
a propósito, como é nenhum dos insuperáveis investigadores, romancistas ou comentadores da nossa praça se lembrou ainda de arrancar alguns insondáveis do Salazar por debaixo das saias do íntimo cardeal Cerejeira ?
era a cereja que faltava ao botas!!!
observacões são bem vindas
2008-10-16
2008-10-14
coração árabe
jametinhamdito que o nosso coração é árabe e oxalá o insígne arabista português prossiga a verdadeira viagem ao mundo das rosas que é a cooperação entre os povos, em especial no âmbito das relações luso-árabes e do seu dicionário, em curso de elaboração, de vocábulos portugueses de origem árabe
observacões são bem vindas
2008-10-03
nosso
a transmissão televisiva de jogos internacionais de futebol do emblema com mais adeptos na lusofonia pode ser um bom negócio em termos imediatos mas provavelmente obedecerá à mesma lógica do desenvolvimento sustentável
para poucos ganharem no momento inicial, com prejuízo de muitos, a prazo todos perderão!
ao adjudicar a um canal pago o exclusivo da transmissão de um jogo da UEFA, a empresa que detém os direitos de exploração da imagem do Benfica aposta no curto prazo e consegue realizar interessantes proveitos financeiros mas compromete o estatuto de reconhecimento que muitas ilustres personalidades dirigentes, muitos praticantes exemplares e muitos adeptos anónimos souberam construir ao longo de gerações
troca-se o benefício de alguns milhares pelo descontentamento de muitos milhões
sempre que se escolheu tais caminhos acabou-se com péssimos resultados
desta vez seria diferente ? jametinhasdito!
PS - há uma vantagem imediata adicional, por ventura igualmente precária: a Luz de casa cheia !
observacões são bem vindas
2008-10-01
chumbo
é a globalização da crise - se os mercados são globais, o seu colapso é um perigoso dominó, repique de sinetas nas aldeias do mundo
nem de propósito, há dias a Cavacal figura presenteou-nos com mais uma alegria e deu de sineta a abrir a bolsa em Wall Street, gesto mítico até para um catedrático da finança, como para um estadista, mesmo para um Presidente de República
mas a inexorável lombriga corroeu por dentro o império dos mercados, o exemplo capitatalista, a suma liberal
o dólar andou tempos e tempos a fazer as delícias a turistas europeus, a magnatas japónicos, a novos-ricos soviétchicos
ajudou à escalada do petróleo nos mercados internacionais, muitas das transacções deslocaram-se para o euro ou para outras praças, regra geral mais próximas da fome de combustíveis para acalentar crescimentos económicos, populacionais e, sobretudo, de níveis de conforto, consumo e ostentação
mais as guerras aqui, ali e por toda a parte, geralmente onde haja, passe ou cheire a petróleo, agravando o problema dos incontroláveis cartéis, a crescente consciência da escassez dos recursos, mais que a sua finitude
boicotes a infraestruturas de petróleo e gás, problemas nucleares, restrições ambientalistas a projectos renováveis, custos acrescidos para novas energias, défice de investigação e longo prazo, longa espera para novas tecnologias
regulações e desregulações sucessivas e sempre legitimadas pelos mais capazes teóricos, hábeis políticos e sequazes comentadores
prevenidos, todos estamos
mas o frenesim eleitoral que o mundo vive por interpostos EUA pode baralhar as contas, se os incontáveis zeros (coisa de 250.000.000.000 US$ era a primeira tranche para os primeiros socorros aos mercados, aos bancos em estado convalescente, aos accionistas crentes, aos empregados descrentes e a outros súbditos do vil metal) não corromperam já as sinapses que conferem legalidade - e, quiça, legitimidade - a bancarrotas adiadas
há que acreditar: todos terão o momento certo de juízo para o sistema encarrilar
a Europa já nem se limita a acreditar, exige!
ficam, jametinhasdito, as perguntas esquecidas:
- há quanto e quanto tempo os EUA alimentam um escandaloso défice, deixam desvalorizar as verdinhas para ajudar às exportações e exageram no consumo interno, vivendo acima das reais e mui liberais possibilidades?
- durante quanto mais tempo a enorme "dona branca" americana soma e segue, ora deixando falir umas instituições (o centenário Lehman Brothers ) mas nacionalizando outras (públicas ou semi-públicas, inclusive, como as entidades federais de garantia de créditos na origem de muitos dos produtos tóxicos agora pulverizados) e salva outras (AIG...) ficando por saber se o Congresso finalmente e aos solavancos libertará os tais 700 biliões (americanos) de dólares - seja lá o que isto for em dinheiro - para resgatar ao sacrosssanto mercado parte do colossal défice bancário e amainar a respectiva crise (por agora) in extremis e sob a esconjurada benemerência do ... Estado?
- por quanto mais tempo continuarão os EUA a disfarçar o maior défice público do mundo à custa do financiamento de guerras um pouco por todo o mapa mundi ?
observacões são bem vindas
2008-09-17
Setembral e mais além



