hoje terminou o pseudo silêncio do PSD, desde sempre entrecortado, jametinhasdito, por ... uma primeira paginazinha semanal no "Espesso", já para não falar na omnipresente histeria acrobática de tantos barões, muitos dos quais sem nada de jeito a assinalar
e que trunfos sairam da universillyada laranja ?
denúncias disto, queixumes daquilo, um que outro reconhecimento do que tem sido feito, o imperioso alerta para a conveniência de mudança de políticas - tresandando a pedido instante de mudança de partido... - e a habitual promessa de enriquecimento para todos com o PSD no poder
é pouco
sem entusiasmo, sem fé, sem mensagem, sem alternativas concretas, sem descredibilizar ainda que parcialmente os actuais governantes, sem se prevalecer de qualquer crédito indiscutível, assim também não é por esta via que a oposição se constitui em verídica proposta de alternância - que até pode suceder, pese a aparente improbabilidade, mas sem que se vislumbre algo mais que a mera rotação partidária, alguma ideia, algum valor, qualquer centelha
há, todavia, um grito positivo: a passagem do discurso em que Manuela Ferreira Leite apela ao fim do sectarismo partidário, único ponto autocrítico desta antiga dirigente partidária, talvez sem margem de manobra para poder e querer (ou mesmo crer?) muito mais
incrivelmente, depois de criticar o esforço controleiro do partido do Governo, Manuela Ferreira Leite finda a sua tão aguardada intervenção sem abrir a porta às perguntas da comunicação social
em que ficamos ?
além de assim se enredar em manifesta incoerência, será possível conceber tabu mais apagado ?
acham mesmo que assim chegam lá?
observacões são bem vindas
2008-09-07
2008-09-06
Cuba & Timor
Gustavo, o furacão, assolou as Caraíbas e ameaçou os Estados Unidos da América do Norte, causando avultados estragos.
A maior fatia da atenção mediática foi direitinha para Nova Orleães, onde medidas excepcionais apressaram o êxodo e forçaram a precaução, mesmo perante o enfraquecimento da força dos ventos ciclónicos e a diminuição da graduação da sua perigosidade, o que se justificava ainda assim face aos dramáticos efeitos de anterior catástrofe com idêntica origem, então o tufão Katrina, persistente na memória de muitas vítimas e familiares.
Desta feita, as coisas correram melhor, apesar de tudo. Mas o 'apesar de tudo' encerra graves perdas em diversos países, habitualmente fustigados nesta época do ano com este género de tempestades e para as quais é difícil ou mesmo impossível constituir defesa segura e perene.
São pois bem vindas as ajudas.
Dos Governos de cada país, naturalmente e em primeiro lugar, o que infelizmente nem sempre sucede a tempo e horas ou com a eficácia necessária.
Pelo que é sempre de assinalar quando a ajuda vem do exterior.
Em regra, a partir de países de maior capacidade económica ou com presença habitual nos cenários em que a ajuda humanitária acontece, como é o exemplo de muitos países da União Europeia, os nórdicos sobretudo.
Ou também a partir de países com afinidades políticas relevantes ou interesses nas regiões afectadas.
Portugal tem já uma tradição de veraneio em Cuba e em todos os anos, no fim do Verão, os noticiários lembram quantos turistas temos nas zonas afectadas, por vezes com pungentes entrevistas telefónicas ou no palco das chegadas do aeroporto de Lisboa.
Recentemente, também demandamos Cuba em busca de cirurgias, como é o caso de algumas especialidades de oftalmologia.
Neste contexto, o gesto altruísta de Timor Leste tem um merecido jametinhadito de júbilo: ai quem me a Cuba !!!
Oxalá o Haiti e outros países castigados pela época de temporal consigam também atrair a solidariedade necessária a apaziguar o sofrimento das populações e apoiar a reconstrução, material e emocional.
Timor é um pequeno país, também carente, mas ao procurar exprimir o imperativo de ajudar no momento da catástrofe, quando é preciso, mesmo lá de tão tão longe, vem demonstrar ao mundo que os hemisférios não são suficientes para afastar a boa vontade e a fraternidade humanas, dando o exemplo da possibilidade imensa que é o arquipélago da solidariedade universal
observacões são bem vindas
A maior fatia da atenção mediática foi direitinha para Nova Orleães, onde medidas excepcionais apressaram o êxodo e forçaram a precaução, mesmo perante o enfraquecimento da força dos ventos ciclónicos e a diminuição da graduação da sua perigosidade, o que se justificava ainda assim face aos dramáticos efeitos de anterior catástrofe com idêntica origem, então o tufão Katrina, persistente na memória de muitas vítimas e familiares.
Desta feita, as coisas correram melhor, apesar de tudo. Mas o 'apesar de tudo' encerra graves perdas em diversos países, habitualmente fustigados nesta época do ano com este género de tempestades e para as quais é difícil ou mesmo impossível constituir defesa segura e perene.
São pois bem vindas as ajudas.
Dos Governos de cada país, naturalmente e em primeiro lugar, o que infelizmente nem sempre sucede a tempo e horas ou com a eficácia necessária.
Pelo que é sempre de assinalar quando a ajuda vem do exterior.
Em regra, a partir de países de maior capacidade económica ou com presença habitual nos cenários em que a ajuda humanitária acontece, como é o exemplo de muitos países da União Europeia, os nórdicos sobretudo.
Ou também a partir de países com afinidades políticas relevantes ou interesses nas regiões afectadas.
Portugal tem já uma tradição de veraneio em Cuba e em todos os anos, no fim do Verão, os noticiários lembram quantos turistas temos nas zonas afectadas, por vezes com pungentes entrevistas telefónicas ou no palco das chegadas do aeroporto de Lisboa.
Recentemente, também demandamos Cuba em busca de cirurgias, como é o caso de algumas especialidades de oftalmologia.
Neste contexto, o gesto altruísta de Timor Leste tem um merecido jametinhadito de júbilo: ai quem me a Cuba !!!
Oxalá o Haiti e outros países castigados pela época de temporal consigam também atrair a solidariedade necessária a apaziguar o sofrimento das populações e apoiar a reconstrução, material e emocional.
Timor é um pequeno país, também carente, mas ao procurar exprimir o imperativo de ajudar no momento da catástrofe, quando é preciso, mesmo lá de tão tão longe, vem demonstrar ao mundo que os hemisférios não são suficientes para afastar a boa vontade e a fraternidade humanas, dando o exemplo da possibilidade imensa que é o arquipélago da solidariedade universal
observacões são bem vindas
2008-09-03
tempo

é bom de ver, ou mesmo pouco vendo, a dúvida é legítima: é o tempo que faz o clima ou é o clima que faz o tempo ?
afinal o sol, o bronze, o toldo, a sombra, as horas benignas, o protector, os raios UVA e UVB, a primeira claridade do dia, o azul (ou será verde? cinza? prata? de espuma?) do mar ou do céu, qualquer céu que se veja, o infinito do horizonte, o aquecimento global, o arrefecimento local, a maré, ver onde se põe o pé, enfim, são conceitos muito relativos...
está visto (mesmo sem estar) e jametinhasdito, o estado do tempo não tem importância !
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observacões são bem vindas
2008-08-24
palmeiras
tudo tem a sua ciência, é certo e sabido, tanto quanto há sempre quem se julgue no direito de achar que sabe um pouco de tudo, ao menos de muitas coisas, vá lá, de algumas, eventualmente apenas por recurso ao bom senso, embora sempre falível quando se entra no campo específico das especialidades especializadas


observacões são bem vindas
por exemplo, quem é que sabe tudo de palmeiras?
umas nascem e crescem espontaneamente, sabe-se lá onde, dispensando sensos e técnicos!
outras têm localização rigorosa, após aturado estudo técnico-centífico e deliberação cuidadamente planeada, integrando-se em elaborados planos de arquitectura paisagística, a que poucos acedem...
esse mundo é então de iniciados: arquitectos paisagistas, jardineiros, regentes agrícolas, engenheiros agrónomos, agrónomos (se os há, sem engenharia...) ou botânicos, etc !
mas o mundo não acaba nos técnicos e por isso haverá uma hierarquia da coisa: coordenadores, chefes, responsáveis, directores, vereadores, políticos, o costume, pelo menos
depois, é só fazer as contas - quer dizer, a aplicação prática: avaliar o caso concreto, diagnóstico das necessidades (que segundo as melhores leis do marketing podem ser criadas e desenvolvidas expressamente para gerar um produto que lhes dê adequada resposta e mesmo, quiçá, quem sabe, porque não?, vê-se de tudo, hipotética satisfação) e projecto de resolução, arranque, execução, implementação e, além do mais, concretização, os chamados finalmentes
com ideias, imagens reais e virtuais, comparatística, seriação, benchmark, apresentação, arte-final, embrulho e expedição - business as usual, no fim de contas
e semear, ou adquirir de viveiro, no estádio mais interessante, com patine se preciso for - lembrando António Mega Ferreira, sobre a 'Expo98', hoje Parque das Nações, que recentemente afirmou ter há dez anos declarado que a zona seria bem mais simpática depois de decorrida uma década e vangloriando-se do acerto da previsão agora que já lá há árvores! extraordinário, com umas árvores o espaço fica melhor, mesmo se preenchido a cimento até ao milímetro, não tarda a Expo terá patine, os anos passam e ...
bom, mas então e as palmeiras?
ora, um dos magníficos viadutos de Lisboa, baptizado, inaugurado e, no caso, até já em funcionamento, sobrevoa uma estação da crescente rede do Metropolitano, a do Alto dos Moinhos, uma das novas mas ainda subterrânea, à antiga
à antiga mas em zona nova e descampada, confinando com estaleiros das urbanizações contíguas ao Estádio da Luz, do Hospital dos Lusíadas e do arranjo do próprio viaduto, cujas obras se eternizam e enfernizam a (falta de) segurança envolvente
apesar de se descurar o essencial (completar as obras, eliminar os estaleiros e conferir segurança aos utentes do local) o projecto previa certo "arranjo paisagístico" para a entrada da estação do metropolitano - que é também a entrada do Museu da Música e do Auditório da empresa Metropolitando de Lisboa - incluindo uma escultura e ... quatro palmeiras !!!!
as ditas palmeiras, abaixo ilustradas, embelezando a entrada da estação e o complicado cruzamento (verdadeiro nó cego, difícil de desatar) rodoviário, ficaram lindas no local, debaixo do viaduto!
sim, debaixo do viaduto!!
jametinhamdito, palmeiras a crescer debaixo do viaduto!!!
he he he ...
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observacões são bem vindas
2008-08-19
verniz olímpico
primeiro, era o sonho, a confiança e a poesia !
- ou, para políticos, dirigentes e comentadores, altas fasquias...
depois, eclipsaram-se algumas estrelas, planetas e satélites...
após o eclipse lunar, a insónia trouxe a excelente medalha olímpica de Vanessa Fernandes - que orgulho, para ela, para a Família, para os portugueses !!
mas numa quinzena em que muitos estão a trabalhar para o bronze, uma medalha de prata é insuficiente - veja-se o exigente editorial, no Diário de Notícias, de João Tavares, um verdadeiro campeão das olimpíadas da basófia - pois querem ouro !!!
a comunicação social ajuda à festa, empolando o bem e o mal, torcendo e distorcendo (v.g. Vicente Moura não se demite coisa nenhuma, apenas lança atoarda inoportuna quanto a hipotética renovação do mandato, que ninguém lhe reconhece nem lhe garantiu) para um suposto record de audiência, desprezando olimpicamente a verdade e o essencial, na mira de confundir o leitor
mas muitos vão no engodo, vivem bem assim: ainda recentemente, as copiosas derrotas do râguebi foram heroicamente celebradas, as modestas fantasias da bola foram e continuam a ser ... fantasiadas ... muito para além dos resultados efectivos
só os atletas olímpicos é que terão que carregar com as consequências da falta de notícias, da falta de competência de dirigentes, da falta de planeamento nas organizações e nas políticas de desporto, competição incluída, na falta de Justiça, desportiva incluída (tristemente sentenciada em fruta variada e café com leite, para chacota geral e indiferença dos responsáveis, legitimamente crentes na eterna impunidade) e até, pelos vistos, jametinhamdito, com a falta de verniz ... olímpico!!!
assim, enquanto dirigentes, políticos e apressados comentadores melhor disputariam medalhas de verniz, há que ter a noção das realidades: à excepção de um ou outro génio eleito, casos raros e pontuais, os resultados desportivos dependem da sistematização e generalização de níveis elevados das condições propiciadas na qualidade e na extensão da prática desportiva geral e de elite, ou seja, de apostas políticas - com meios, objectivos, justiça, responsabilidades definidas e assacáveis, uma vez banida a corrupção que perpetua a mediocridade
isto como condição necessária mas não suficiente...
ora, no desporto - melhor, no que resta ou no que se transformou o desporto - há muitas contingências: o super-nadador Phelps, dotado de condições invulgares e apesar de ter sozinho mais medalhas que alguns países ao fim de sucessivas ou interpoladas olimpíadas... só com muita sorte venceu a prova individual de mariposa (os 100m) - curiosamente, no apuramento dos 200m estilos, que também venceu, concluiu a primeira piscina, mariposa, atrás do português!
que a caravana passe: boa sorte aos atletas da comitiva olímpica para as provas que ainda há a disputar, para o resto das suas carreiras e para as respectivas vidas, futuro desportivo e olímpico incluído
haja fé, paciência de chinês e, já agora, os mínimos olímpicos de verniz ;->>>
observacões são bem vindas
- ou, para políticos, dirigentes e comentadores, altas fasquias...
depois, eclipsaram-se algumas estrelas, planetas e satélites...
após o eclipse lunar, a insónia trouxe a excelente medalha olímpica de Vanessa Fernandes - que orgulho, para ela, para a Família, para os portugueses !!
mas numa quinzena em que muitos estão a trabalhar para o bronze, uma medalha de prata é insuficiente - veja-se o exigente editorial, no Diário de Notícias, de João Tavares, um verdadeiro campeão das olimpíadas da basófia - pois querem ouro !!!
a comunicação social ajuda à festa, empolando o bem e o mal, torcendo e distorcendo (v.g. Vicente Moura não se demite coisa nenhuma, apenas lança atoarda inoportuna quanto a hipotética renovação do mandato, que ninguém lhe reconhece nem lhe garantiu) para um suposto record de audiência, desprezando olimpicamente a verdade e o essencial, na mira de confundir o leitor
mas muitos vão no engodo, vivem bem assim: ainda recentemente, as copiosas derrotas do râguebi foram heroicamente celebradas, as modestas fantasias da bola foram e continuam a ser ... fantasiadas ... muito para além dos resultados efectivos
só os atletas olímpicos é que terão que carregar com as consequências da falta de notícias, da falta de competência de dirigentes, da falta de planeamento nas organizações e nas políticas de desporto, competição incluída, na falta de Justiça, desportiva incluída (tristemente sentenciada em fruta variada e café com leite, para chacota geral e indiferença dos responsáveis, legitimamente crentes na eterna impunidade) e até, pelos vistos, jametinhamdito, com a falta de verniz ... olímpico!!!
assim, enquanto dirigentes, políticos e apressados comentadores melhor disputariam medalhas de verniz, há que ter a noção das realidades: à excepção de um ou outro génio eleito, casos raros e pontuais, os resultados desportivos dependem da sistematização e generalização de níveis elevados das condições propiciadas na qualidade e na extensão da prática desportiva geral e de elite, ou seja, de apostas políticas - com meios, objectivos, justiça, responsabilidades definidas e assacáveis, uma vez banida a corrupção que perpetua a mediocridade
isto como condição necessária mas não suficiente...
ora, no desporto - melhor, no que resta ou no que se transformou o desporto - há muitas contingências: o super-nadador Phelps, dotado de condições invulgares e apesar de ter sozinho mais medalhas que alguns países ao fim de sucessivas ou interpoladas olimpíadas... só com muita sorte venceu a prova individual de mariposa (os 100m) - curiosamente, no apuramento dos 200m estilos, que também venceu, concluiu a primeira piscina, mariposa, atrás do português!
que a caravana passe: boa sorte aos atletas da comitiva olímpica para as provas que ainda há a disputar, para o resto das suas carreiras e para as respectivas vidas, futuro desportivo e olímpico incluído
haja fé, paciência de chinês e, já agora, os mínimos olímpicos de verniz ;->>>
observacões são bem vindas
2008-08-14
Low cost
A precisar de um post low cost, o ditos inspira-se na excelente crónica “check out”, assinada por Aníbal Rodrigues, na Fugas/Público, de 9 de Agosto.
Aí consta, enunciadamente, um belo rol de razões para se poupar combustível na condução automóvel.
E é fácil entender, o bolso agradece, o ambiente também, a mecânica, o espírito de férias, a saúde por via do estado mais relaxado do condutor, maior ponderação na escolha do local para abastecer em busca de condições óptimas de preço e serviço, descontos, promoções, brindes, prémios e outras pontuações…
Enfim, nada de novo mas é sempre bom saber, recordar, insistir, experimentar, reviver. Afinal, é tempo de férias!
Sendo assim, o jametinhasdito vai para o … não dito – é um grandioso janãometinhasdito!!!
É verdade, o cronista entusiasta da condução moderada e ponderação praticamente não se refere a “velocidade”… conceito com o qual é difícil competir, mesmo recorrendo a tão ponderosos argumentos como os expendidos, todos de muito preço…
E, sobretudo, omitindo cuidada, inteligente e deliberadamente qualquer referência a … “acidentes”, “choques”, “sinistralidade rodoviária”, “danos”, “prejuízos”.
Pois o jametinhasdito omissivo é de ouro: mesmo em ocasião propícia a maior disponibilidade mental, o presumível leitor tende a desconsiderar tudo o que soe a problemas e, como bem se sabe, as complicações só acontecem aos outros.
A desgraça da sinistralidade tem sido invocada repetida e intensivamente mas com parcos resultados – positivos, é certo, mas diminutos face à importância e às consequências do tema na sociedade e nas vidas pessoais e familiares dos potenciais interessados: todos nós.
Também o argumento do ambiente percorre o seu trajecto bem devagar…
É pois justo reconhecer a excelente estratégia do cronista, ao ir directamente onde mais dói – o aspectozinho económico, sempre relevante mas com foros de podium em época de crise.
Embora esta, diga-se, custe a aparecer na forma agressiva que persiste na condução automóvel, em estrada ou na cidade, pois continua a ver-se extensas filas e verdadeiras corridas em contra-relógio ou pelo melhor lugar de estacionamento, em cima do passeio que seja - como lembrava o pouco liberal J. C. Espada no Expresso, face ao olímpico desprezo, de autoridades, responsáveis e cidadãos, por tudo e todos, quando o assunto é o automóvel de cada um.
Já o “Sol” vai a estatísticas devastadoras: olhando para os acidentes rodoviários do início de Agosto, um pouco por todos o País, a causa apontada é sempre a mesma, o “excesso de velocidade”. Apenas num dos casos é indicada a “falta de cinto de segurança”, mas é fácil entender que esta não é a razão do acidente mas apenas do tipo de danos e da gravidade das suas consequências.
É claro que em toda a condução automóvel, como em tantas actividades humanas, está presente o risco de acidente. E, infelizmente, há em geral mais factores para além da velocidade, concorrendo para a causa e ocorrência de muitos acidentes.
Mas é notório que os efeitos da velocidade são muitíssimo menosprezados. Bem vinda pois, ainda que a pretexto da poupança de euros, a análise e recomendação dos efeitos positivos de uma condução automóvel mais consciente, pausada e ponderada – há tempo!!!
Tempo de ter tempo ...
observacões são bem vindas
PS - e um honroso salve às propostas low cost do dito Fugas, viajando um pouco por todo o mundo, cá dentro incluído, faunas, floras e aventuras diversas, a nostalgia em Vieira de Leiria - onde se celebra a insuficiência de meios, mesmo voluntária, em busca da imaginação, da simplicidade e, afinal, da vida, em sensações e sentimentos simples e genuínos, experiências que perduram, na pele e por dentro, no coração e na alma, o que vale no fim e valeu desde o princípio - pois há lá melhor ?
Aí consta, enunciadamente, um belo rol de razões para se poupar combustível na condução automóvel.
E é fácil entender, o bolso agradece, o ambiente também, a mecânica, o espírito de férias, a saúde por via do estado mais relaxado do condutor, maior ponderação na escolha do local para abastecer em busca de condições óptimas de preço e serviço, descontos, promoções, brindes, prémios e outras pontuações…
Enfim, nada de novo mas é sempre bom saber, recordar, insistir, experimentar, reviver. Afinal, é tempo de férias!
Sendo assim, o jametinhasdito vai para o … não dito – é um grandioso janãometinhasdito!!!
É verdade, o cronista entusiasta da condução moderada e ponderação praticamente não se refere a “velocidade”… conceito com o qual é difícil competir, mesmo recorrendo a tão ponderosos argumentos como os expendidos, todos de muito preço…
E, sobretudo, omitindo cuidada, inteligente e deliberadamente qualquer referência a … “acidentes”, “choques”, “sinistralidade rodoviária”, “danos”, “prejuízos”.
Pois o jametinhasdito omissivo é de ouro: mesmo em ocasião propícia a maior disponibilidade mental, o presumível leitor tende a desconsiderar tudo o que soe a problemas e, como bem se sabe, as complicações só acontecem aos outros.
A desgraça da sinistralidade tem sido invocada repetida e intensivamente mas com parcos resultados – positivos, é certo, mas diminutos face à importância e às consequências do tema na sociedade e nas vidas pessoais e familiares dos potenciais interessados: todos nós.
Também o argumento do ambiente percorre o seu trajecto bem devagar…
É pois justo reconhecer a excelente estratégia do cronista, ao ir directamente onde mais dói – o aspectozinho económico, sempre relevante mas com foros de podium em época de crise.
Embora esta, diga-se, custe a aparecer na forma agressiva que persiste na condução automóvel, em estrada ou na cidade, pois continua a ver-se extensas filas e verdadeiras corridas em contra-relógio ou pelo melhor lugar de estacionamento, em cima do passeio que seja - como lembrava o pouco liberal J. C. Espada no Expresso, face ao olímpico desprezo, de autoridades, responsáveis e cidadãos, por tudo e todos, quando o assunto é o automóvel de cada um.
Já o “Sol” vai a estatísticas devastadoras: olhando para os acidentes rodoviários do início de Agosto, um pouco por todos o País, a causa apontada é sempre a mesma, o “excesso de velocidade”. Apenas num dos casos é indicada a “falta de cinto de segurança”, mas é fácil entender que esta não é a razão do acidente mas apenas do tipo de danos e da gravidade das suas consequências.
É claro que em toda a condução automóvel, como em tantas actividades humanas, está presente o risco de acidente. E, infelizmente, há em geral mais factores para além da velocidade, concorrendo para a causa e ocorrência de muitos acidentes.
Mas é notório que os efeitos da velocidade são muitíssimo menosprezados. Bem vinda pois, ainda que a pretexto da poupança de euros, a análise e recomendação dos efeitos positivos de uma condução automóvel mais consciente, pausada e ponderada – há tempo!!!
Tempo de ter tempo ...
observacões são bem vindas
PS - e um honroso salve às propostas low cost do dito Fugas, viajando um pouco por todo o mundo, cá dentro incluído, faunas, floras e aventuras diversas, a nostalgia em Vieira de Leiria - onde se celebra a insuficiência de meios, mesmo voluntária, em busca da imaginação, da simplicidade e, afinal, da vida, em sensações e sentimentos simples e genuínos, experiências que perduram, na pele e por dentro, no coração e na alma, o que vale no fim e valeu desde o princípio - pois há lá melhor ?
2008-07-31
conta que Deus fez
[...]
A mulher só mais tarde se fez:
Foi duma vez
Em que eu e ela nos somámos
E ficámos três.
[...]
Polípio Gomes dos Santos
in Poemas
Colecção "Os olhos e a memória"
Edições Limiar
observacões são bem vindas
A mulher só mais tarde se fez:
Foi duma vez
Em que eu e ela nos somámos
E ficámos três.
[...]
Polípio Gomes dos Santos
in Poemas
Colecção "Os olhos e a memória"
Edições Limiar
observacões são bem vindas
2008-07-14
rosé
o Verão leva quase um mês e o Ditos faz o brinde
tempo de férias, a amenizar a dureza dos dias, a elevar pensamentos, a relevar relacionamentos e informalidades desgravatadas, além de recarregar baterias, as mais delas espirituais mas também as do corpo, precisado de descansos, lazeres, doces remansos e prazeres
tudo a celebrar, por exemplo com um refrescante rosé
que não é vinho, jametinhamdito...
o circunspecto e arroseado Finantial Times vai por outras vias e em 30 de Junho, no sempre interessante Life & Arts, a crónica da enóloga Jancis Robinson acerta o passo com o Verão, mundo fora em busca do melhor ... rosé !!!
parece que o problema é haver muitos, conduzindo a grave inquietação e aprofundada investigação: como escolher um que se beba ?
em matérias sofisticadas como esta, convirá distinguir entre provençais e chiaretos, isto para começar, pelo que se recomenda indagar também a crítica da crítica
em tom menos duvidoso, talvez por ter menos por onde se enganar, o nosso Fernando Melo, na Pública de 29 de Junho – véspera da dita crónica do FT, é certo, mas não deve ter havido eno-espionagem, a indagação internacional pelo rosé de eleição já vem desde Maio, pelo menos...
só que o enólogo português também põe mundividência no caso e manda vir do México o chile necessário para incendiar umas quesadillas no cadinho culinário que justificará mais um brinde ao Verão, com o espumante Murganheira rosé bruto a provar que o que é nacional é bom !!!
mais prosaico, só o velhinho Mateus – e mesmo assim, as aparencias iludem pois o digníssimo campeão já vendeu para cima de dez dígitos da peculiar garrafa inspirada no cantil militar da 1ª Grande Guerra
mas outros eno-investidores merecem um brinde e o Ditos reconhece muita realeza ao Monte Seis Reis, mais conhecido pelo premiado Syrah mas com um rosé que certamente daria cor e rubor ao salmonado FT
já agora, nos Seis Reis está incluída uma Rainha, a Santa Isabel, que também em Estremoz deixou marca na história de Portugal
e a quem visite o Monte Seis Reis durante o Verão está reservado outro brinde, qual seja a magnífica exposição de aguarelas de Nuno David, que abrilhanta o lugar em pinceladas de luz e coração, os tons de mui sabedora e afectuosa exaltação da natureza
observacões são bem-vindas
tempo de férias, a amenizar a dureza dos dias, a elevar pensamentos, a relevar relacionamentos e informalidades desgravatadas, além de recarregar baterias, as mais delas espirituais mas também as do corpo, precisado de descansos, lazeres, doces remansos e prazeres
tudo a celebrar, por exemplo com um refrescante rosé
que não é vinho, jametinhamdito...
o circunspecto e arroseado Finantial Times vai por outras vias e em 30 de Junho, no sempre interessante Life & Arts, a crónica da enóloga Jancis Robinson acerta o passo com o Verão, mundo fora em busca do melhor ... rosé !!!
parece que o problema é haver muitos, conduzindo a grave inquietação e aprofundada investigação: como escolher um que se beba ?
em matérias sofisticadas como esta, convirá distinguir entre provençais e chiaretos, isto para começar, pelo que se recomenda indagar também a crítica da crítica
em tom menos duvidoso, talvez por ter menos por onde se enganar, o nosso Fernando Melo, na Pública de 29 de Junho – véspera da dita crónica do FT, é certo, mas não deve ter havido eno-espionagem, a indagação internacional pelo rosé de eleição já vem desde Maio, pelo menos...
só que o enólogo português também põe mundividência no caso e manda vir do México o chile necessário para incendiar umas quesadillas no cadinho culinário que justificará mais um brinde ao Verão, com o espumante Murganheira rosé bruto a provar que o que é nacional é bom !!!
mais prosaico, só o velhinho Mateus – e mesmo assim, as aparencias iludem pois o digníssimo campeão já vendeu para cima de dez dígitos da peculiar garrafa inspirada no cantil militar da 1ª Grande Guerra
mas outros eno-investidores merecem um brinde e o Ditos reconhece muita realeza ao Monte Seis Reis, mais conhecido pelo premiado Syrah mas com um rosé que certamente daria cor e rubor ao salmonado FT
já agora, nos Seis Reis está incluída uma Rainha, a Santa Isabel, que também em Estremoz deixou marca na história de Portugal
e a quem visite o Monte Seis Reis durante o Verão está reservado outro brinde, qual seja a magnífica exposição de aguarelas de Nuno David, que abrilhanta o lugar em pinceladas de luz e coração, os tons de mui sabedora e afectuosa exaltação da natureza
observacões são bem-vindas
2008-06-30
reforma da reforma
como jametinhamdito - e bem ! - o mundo continua complicado mas interessante
o Diário de Notícias de hoje, em duas informações que aparentemente não se relacionam, ilustra bem a perplexidade e reflexão que as imbrincadas linhas com que se tricota o mundo podem suscitar
Fernanda Ribeiro, uma superatleta de 39 anos, acalenta o sonho de representar Portugal nos próximos Jogos olímpicos - e tenta arduamente concretizar o sonho, treinando com afinco e disputando provas contra (e com... !) atletas mais jovens, contra o tempo - o contra-relógio dos tempos mínimos estabelecidos para o acesso à Olimpíada em várias distâncias - e contra si própria - e, também aqui, com: consigo mesma... !
Gonçalo Amaral, polícia que se tornou conhecido por ter sido afastado com fundamento em excesso de comunicação pública, por um director que manifestamente se excedia em comunicações públicas e que acabou afastado pelo mesmo motivo, vai passar à reforma antecipada, na sequência das atribulações em apreço e aos ... 48 anos !!
jametinhamdito !!!
numa idade em que tantos atletas já ditaram (ou viram ditado) o fim da sua carreira desportiva na modalidade que abraçaram, Fernanda Ribeiro vai buscar forças ao ânimo e ao corpo, num exemplo de determinação, coragem e preserverança, desafiando os limites em busca de uma especial sexta presença em Jogos Olímpicos: a superação em vez da reforma
noutro caso, em idade em que é perfeitamente exigível que cada um dê o seu contributo ao País, em que o País não se pode dar ao luxo de desperdiçar o contributo de cada um e numa área em que a experiência é precisamente o santo e a senha do sucesso profissional, Gonçalo Amaral passa à reforma, por algo absolutamente lateral à actividade que é suposto desempenhar e em que certamente ainda teria muito para dar
como é possível compatibilizar mensagens tão contraditórias ?
observacões são bem-vindas
o Diário de Notícias de hoje, em duas informações que aparentemente não se relacionam, ilustra bem a perplexidade e reflexão que as imbrincadas linhas com que se tricota o mundo podem suscitar
Fernanda Ribeiro, uma superatleta de 39 anos, acalenta o sonho de representar Portugal nos próximos Jogos olímpicos - e tenta arduamente concretizar o sonho, treinando com afinco e disputando provas contra (e com... !) atletas mais jovens, contra o tempo - o contra-relógio dos tempos mínimos estabelecidos para o acesso à Olimpíada em várias distâncias - e contra si própria - e, também aqui, com: consigo mesma... !
Gonçalo Amaral, polícia que se tornou conhecido por ter sido afastado com fundamento em excesso de comunicação pública, por um director que manifestamente se excedia em comunicações públicas e que acabou afastado pelo mesmo motivo, vai passar à reforma antecipada, na sequência das atribulações em apreço e aos ... 48 anos !!
jametinhamdito !!!
numa idade em que tantos atletas já ditaram (ou viram ditado) o fim da sua carreira desportiva na modalidade que abraçaram, Fernanda Ribeiro vai buscar forças ao ânimo e ao corpo, num exemplo de determinação, coragem e preserverança, desafiando os limites em busca de uma especial sexta presença em Jogos Olímpicos: a superação em vez da reforma
noutro caso, em idade em que é perfeitamente exigível que cada um dê o seu contributo ao País, em que o País não se pode dar ao luxo de desperdiçar o contributo de cada um e numa área em que a experiência é precisamente o santo e a senha do sucesso profissional, Gonçalo Amaral passa à reforma, por algo absolutamente lateral à actividade que é suposto desempenhar e em que certamente ainda teria muito para dar
como é possível compatibilizar mensagens tão contraditórias ?
observacões são bem-vindas
Zimbabwe
em Harare, ex-Salisbury, capital do Zimbabué, ex-Rodésia do Sul (a ex-Rodésia do Norte é a vizinha Zâmbia) vivia-se há anos o fulgor comercial e o fluir intenso de produtos agrícolas que alimentavam a região, também rica em ouro e outros recursos, incluindo a natureza exuberante que serve de filão ao crescimento mundial do turismo, actividade florescente onde há paz e segurança
hoje a calamidade abateu-se sobre o povo do Zimbawe - um povo sofrido, por muitas sucessões e ambições, que historicamente incluiu a ocupação portuguesa e a apropriação inglesa sob o ignominioso "ultimatum" do mapa cor de rosa... para além das atribulações de 2 independências, embargos, guerrilhas e, ultimamente, de uma devastadora ditadura
instalado no poder desde 1980, Robert Mugabe destruiu sistematica e incompetentemente as estruturas produtivas do Zimbabwe e, sobretudo, a confiança que as edificavam
o mais recente episódio é ameaçador, próprio da fase do estertor das ditaduras e dos seus ditadores
Mugabe perdeu as eleições legislativas, apesar das condições anómalas de vantagem de que dispôs; perdeu também a primeira volta das eleições presidenciais, mais uma vez apesar da vantagem da batota a que os ditadores sempre recorrem abusiva e violentamente
mas os resultados não foram publicados na sequência dos actos eleitorais
houve sarrabulho, atropelos inexplicáveis, demoras comprometedoras
Mugabe prosseguiu a violência e perseguição dos adversários, que conseguiu afastar a tempo de realizar mais uma farsa eleitoral - onde é que já vimos tudo isto? muitos dirigentes africanos, e alguns europeus, deram cobertura ao exercício da ignomínia, da violência e da barbárie - no casos dos dirigentes europeus, disseram, em nome do pragmatismo da aproximação entre a Europa e a África, talvez por cinismo, talvez por genuína crença de que tudo é superável por via do bom exemplo europeu, que os povos irmãos africanos algum dia aproveitarão...
de modos que a segunda volta das presidenciais tem o resultado forjado que o ditador conseguiu e, sem mais demoras, apresou-se a tomar posse imediatamente no dia seguinte
e, jametinhamdito, esteve quase a ser no próprio dia !!!
teme-se o pior ...
observacões são bem-vindas
hoje a calamidade abateu-se sobre o povo do Zimbawe - um povo sofrido, por muitas sucessões e ambições, que historicamente incluiu a ocupação portuguesa e a apropriação inglesa sob o ignominioso "ultimatum" do mapa cor de rosa... para além das atribulações de 2 independências, embargos, guerrilhas e, ultimamente, de uma devastadora ditadura
instalado no poder desde 1980, Robert Mugabe destruiu sistematica e incompetentemente as estruturas produtivas do Zimbabwe e, sobretudo, a confiança que as edificavam
o mais recente episódio é ameaçador, próprio da fase do estertor das ditaduras e dos seus ditadores
Mugabe perdeu as eleições legislativas, apesar das condições anómalas de vantagem de que dispôs; perdeu também a primeira volta das eleições presidenciais, mais uma vez apesar da vantagem da batota a que os ditadores sempre recorrem abusiva e violentamente
mas os resultados não foram publicados na sequência dos actos eleitorais
houve sarrabulho, atropelos inexplicáveis, demoras comprometedoras
Mugabe prosseguiu a violência e perseguição dos adversários, que conseguiu afastar a tempo de realizar mais uma farsa eleitoral - onde é que já vimos tudo isto? muitos dirigentes africanos, e alguns europeus, deram cobertura ao exercício da ignomínia, da violência e da barbárie - no casos dos dirigentes europeus, disseram, em nome do pragmatismo da aproximação entre a Europa e a África, talvez por cinismo, talvez por genuína crença de que tudo é superável por via do bom exemplo europeu, que os povos irmãos africanos algum dia aproveitarão...
de modos que a segunda volta das presidenciais tem o resultado forjado que o ditador conseguiu e, sem mais demoras, apresou-se a tomar posse imediatamente no dia seguinte
e, jametinhamdito, esteve quase a ser no próprio dia !!!
teme-se o pior ...
observacões são bem-vindas
2008-06-17
2008-05-31
reforçar o quê?
águas torrenciais, como as deste Inverno de Maio, correrão debaixo das pontes de tantos e tantos abalizados comentadores a propósito da feira do PPD/PSD e do seu recente frenesim eleitoral
ainda assim, algumas achegas espreitam ao Ditos e merecem umas poucas linhas
Manuela Ferreira Leite afirma que as "directas já" reforçaram o PSD
jametinhadito!
os candidatos repartiram equilibradamente os votos, trinta e picos por cento para cada, Manuela Ferreira Leite, Pedro Passos Coelho e Pedro Santana Lopes
Patinha Antão, debilitado com apenas dois nomes, praticante de outra modalidade que entrou (ou não saiu, para referenciar, por contraposição, o gesto auto-misericordioso de Neto da Silva, outro descalço de terceiro nome) por equívoco em águas para que não tem escamas, nunca teve qualquer chance mas também não consegue causar pena, eles são mesmo assim uns para os outros, pelos que os cerca de zero por cento que averbou nem tão pouco constituem castigo, nada, nada vezes nada, mesmo
portanto, contas feitas, das directas ninguém se reforçou, nem o PSD
mas caso se possa interpretar como hipotética esperança de reforço o gesto inteligente de Pedro Passos Coelho, que se declarou sem reserva mental para colaborar com o Partido sob a nova liderança (o que poderia conduzir a unir dois terços do PSD em torno da nova Direcção, oxalá, ao menos para adiar um pouco novas peripécias internas pouco edificantes para a imagem dos partidos políticos e da própria democracia) a bem dizer o que é que se está afinal a reforçar? algo de positivo? é que se o saldo for negativo, o respectivo reforço pode redundar em mais negativo ainda
bom sinal não é...
observacões são bem-vindas
ainda assim, algumas achegas espreitam ao Ditos e merecem umas poucas linhas
Manuela Ferreira Leite afirma que as "directas já" reforçaram o PSD
jametinhadito!
os candidatos repartiram equilibradamente os votos, trinta e picos por cento para cada, Manuela Ferreira Leite, Pedro Passos Coelho e Pedro Santana Lopes
Patinha Antão, debilitado com apenas dois nomes, praticante de outra modalidade que entrou (ou não saiu, para referenciar, por contraposição, o gesto auto-misericordioso de Neto da Silva, outro descalço de terceiro nome) por equívoco em águas para que não tem escamas, nunca teve qualquer chance mas também não consegue causar pena, eles são mesmo assim uns para os outros, pelos que os cerca de zero por cento que averbou nem tão pouco constituem castigo, nada, nada vezes nada, mesmo
portanto, contas feitas, das directas ninguém se reforçou, nem o PSD
mas caso se possa interpretar como hipotética esperança de reforço o gesto inteligente de Pedro Passos Coelho, que se declarou sem reserva mental para colaborar com o Partido sob a nova liderança (o que poderia conduzir a unir dois terços do PSD em torno da nova Direcção, oxalá, ao menos para adiar um pouco novas peripécias internas pouco edificantes para a imagem dos partidos políticos e da própria democracia) a bem dizer o que é que se está afinal a reforçar? algo de positivo? é que se o saldo for negativo, o respectivo reforço pode redundar em mais negativo ainda
bom sinal não é...
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2008-05-19
Tchiga Pertú
os cidadãos de Cabo Verde podiam hoje ser cidadãos da União Europeia - como os cidadãos da Martinica o são!
mas a vida foi por outras vias e agora a aproximação está sobre a mesa de negociações, com passos políticos adequados à vontade mútua de concretizar níveis de relacionamento e de associação cada vez mais favoráveis a uma verdadeira pertença, digamos que no trajecto de uma
utopia exequível
mais um exemplo: o presidente caboverdiano Pedro Pires reafirmou ontem (20080518) à AFP, o desejo de Cabo Verde trilhar o caminho da aproximação gradual à Europa
realista, inteligente e claro, na mesma entrevista Pedro Pires jametinhadito que prefere encarar a organização dos países africanos em torno de blocos com interesses congregáveis, como a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, em vez do conceito de União dos Estados Africanos, como preconizam a Líbia e o Senegal
e sentencia: "é fundamental consolidar na África os Estados de direito". !
ora aí está um objectivo visionário mas assente em princípios e na experiência das nações, em particular da integração europeia, também inicialmente segmentada a alguns países e em torno da segurança e da economia
com efeito, a União Europeia nasceu da Comunidade Económica Europeia, que por sua vez teve como embrião a Comunidade Económica do Carvão e do Aço... e nos dinheiros do Plano Marshal americano para a reconstrução europeia
esse esforço agregador mas gradual trouxe à Europa os decisivos frutos do desenvolvimento económico, da democratização e da paz
também África poderá beneficiar de ajudas muito potenciadas por um vector organizador, germe de segurança, democracia e desenvolvimento !
num mundo sob inquietantes riscos de desagregação, secessão e guerras fraticidas, é bom que haja líderes africanos que afirmem com a clareza de Pedro Pires o objectivo de unidade em busca de segurança e desenvolvimento para os martirizados povos do continente primordial !!
à luz do primado do direito, das leis e da democracia !!!
observacões são bem-vindas
2008-05-14
é Natal, é Natal
quando um homem quiser, certo?
ou mulher!
Paula Teixeira da Cruz, presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, fez publicar recentemente os anúncios públicos da praxe respeitantes ao 4º aditamento à convocatória da Sessão Ordinária iniciada a 22 de Abril de 2008, continuada a 29 e agendada novamente para 13 de Maio - ontem! - com a finalidade de apreciar e, certamente, "Aprovar a isenção de Taxas para as licenças municipais do Concurso Público para execução de trabalhos de concepção, como procedimento a adoptar com vista à selecção do melhor projecto de iluminação e animação da cidade de Lisboa no Natal de 2008, nos termos da proposta, ao abrigo da alínea e) do nº 2 do art.º 53º, da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, com a redacção dada pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro."
prevenida e atempadamente, a autarquia está, pois, e com as mui auguradas isenções, a tratar das festas do Natal que a passos largos se aproxima
sim, que já a feira do livro está aí a "rebentar", dentro em pouco marcham as festas populares, e seguem-se comemorações várias, mai-los tão bem administrados futebóis, de que nunca estamos de todo isentos, e após as subsequentes férias mais ou menos grandes entramos praticamente na Quadra Festiva Natalícia, que em termos de comércio e iluminação pública vai de antes do São Martinho - ou mesmo desde antes do 5 de Outubro, na versão santânica - até depois dos Reis
e se o primaveril fervor natalício já merecia um valente jametinhasdito, que dizer da notícia de um subsistente abraço e felicitações para 2007 ?
observacões são bem-vindas
ou mulher!
Paula Teixeira da Cruz, presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, fez publicar recentemente os anúncios públicos da praxe respeitantes ao 4º aditamento à convocatória da Sessão Ordinária iniciada a 22 de Abril de 2008, continuada a 29 e agendada novamente para 13 de Maio - ontem! - com a finalidade de apreciar e, certamente, "Aprovar a isenção de Taxas para as licenças municipais do Concurso Público para execução de trabalhos de concepção, como procedimento a adoptar com vista à selecção do melhor projecto de iluminação e animação da cidade de Lisboa no Natal de 2008, nos termos da proposta, ao abrigo da alínea e) do nº 2 do art.º 53º, da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, com a redacção dada pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro."
prevenida e atempadamente, a autarquia está, pois, e com as mui auguradas isenções, a tratar das festas do Natal que a passos largos se aproxima
sim, que já a feira do livro está aí a "rebentar", dentro em pouco marcham as festas populares, e seguem-se comemorações várias, mai-los tão bem administrados futebóis, de que nunca estamos de todo isentos, e após as subsequentes férias mais ou menos grandes entramos praticamente na Quadra Festiva Natalícia, que em termos de comércio e iluminação pública vai de antes do São Martinho - ou mesmo desde antes do 5 de Outubro, na versão santânica - até depois dos Reis
e se o primaveril fervor natalício já merecia um valente jametinhasdito, que dizer da notícia de um subsistente abraço e felicitações para 2007 ?
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2008-05-13
à sombra
2008-05-05
etudient
do Maio de 68, muitas recordações são feitas e refeitas pelo (re)visto, ouvido e lido bem para além do que à época se vivenciou, pese embora algum registo de desacatos na capital francesa e sem prejuízo do acompanhamento próximo, interessado e fascinado de alguma elite estudantil e intelectual de gerações então adultas ou perto disso
para as gerações então mais jovens, o amadurecimento trouxe outro Maio, a varar de amores
mas o de Paris de França também ficou em muito coração, onde ainda pulsa a utopia, mesmo a das oportunidades perdidas com as duras realidades do mundo que teima em não se deixar endireitar
desses tempos idos, ecoa uma anedota significativa, vá-se lá saber se verdadeira: no calor dos confrontos da estudantada com as forças policiais, estas representando o poder ultrapassado então em contradição na sociedade, os universitários gritavam sibilinos - CRS S S, ao que os iletrados para-militares respondiam - etudient ent ent !!!
observacões são bem-vindas
PS - volto à minha, com pena de não saber deixar aqui a bela melodia, que estive a ouvir e facilmente se evoca:
Maio maduro Maio/
Quem te pintou/
Quem te quebrou o encanto/
Nunca te amou/
Raiava o Sol já no Sul/
E uma falua vinha/
Lá de Istambul/
Sempre depois da sesta/
Chamando as flores/
Era o dia da festa/
Maio de amores/
Era o dia de cantar/
E uma falua andava/
Ao longe a varar
Maio com meu amigo/
Quem dera já/
Sempre depois do trigo/
Se cantará/
Qu'importa a fúria do mar/
Que a voz não te esmoreça/
Vamos lutar/
Numa rua comprida/
El-rei pastor/
Vende o soro da vida/
Que mata a dor/
Venham ver, Maio nasceu/
Que a voz não te esmoreça/
A turba rompeu
«Zeca Afonso»
para as gerações então mais jovens, o amadurecimento trouxe outro Maio, a varar de amores
mas o de Paris de França também ficou em muito coração, onde ainda pulsa a utopia, mesmo a das oportunidades perdidas com as duras realidades do mundo que teima em não se deixar endireitar
desses tempos idos, ecoa uma anedota significativa, vá-se lá saber se verdadeira: no calor dos confrontos da estudantada com as forças policiais, estas representando o poder ultrapassado então em contradição na sociedade, os universitários gritavam sibilinos - CRS S S, ao que os iletrados para-militares respondiam - etudient ent ent !!!
observacões são bem-vindas
PS - volto à minha, com pena de não saber deixar aqui a bela melodia, que estive a ouvir e facilmente se evoca:
Maio maduro Maio/
Quem te pintou/
Quem te quebrou o encanto/
Nunca te amou/
Raiava o Sol já no Sul/
E uma falua vinha/
Lá de Istambul/
Sempre depois da sesta/
Chamando as flores/
Era o dia da festa/
Maio de amores/
Era o dia de cantar/
E uma falua andava/
Ao longe a varar
Maio com meu amigo/
Quem dera já/
Sempre depois do trigo/
Se cantará/
Qu'importa a fúria do mar/
Que a voz não te esmoreça/
Vamos lutar/
Numa rua comprida/
El-rei pastor/
Vende o soro da vida/
Que mata a dor/
Venham ver, Maio nasceu/
Que a voz não te esmoreça/
A turba rompeu
«Zeca Afonso»
2008-05-02
neste céu
em dívida de gaivotas, o Ditos acolhe umas que vogam para sempre nas asas de um Poeta
Congresso de gaivotas neste céu/
Como uma tampa azul cobrindo o Tejo/
Querela de aves, pios, escarcéu./
Ainda palpitante voa um beijo./
Donde teria vindo! ( Não é meu...)/
De algum quarto perdido no desejo?/
De algum jovem amor que recebeu/
Mandato de captura ou de despejo?/
É uma ave estranha: colorida,/
Vai batendo como a própria vida,/
Um coração vermelho pelo ar./
E é a força sem fim de duas bocas,/
De duas bocas que se juntam, loucas!/
De inveja as gaivotas a gritar...
Alexandre O'Neill
in No Reino da Dinamarca
observacões são bem-vindas
Congresso de gaivotas neste céu/
Como uma tampa azul cobrindo o Tejo/
Querela de aves, pios, escarcéu./
Ainda palpitante voa um beijo./
Donde teria vindo! ( Não é meu...)/
De algum quarto perdido no desejo?/
De algum jovem amor que recebeu/
Mandato de captura ou de despejo?/
É uma ave estranha: colorida,/
Vai batendo como a própria vida,/
Um coração vermelho pelo ar./
E é a força sem fim de duas bocas,/
De duas bocas que se juntam, loucas!/
De inveja as gaivotas a gritar...
Alexandre O'Neill
in No Reino da Dinamarca
observacões são bem-vindas
2008-04-28
parabéns, Sr(a)
o Ditos dá os parabéns a José Vitor Malheiros, jornalista do Público e autor habitual de crónicas excelentes sobre o que realmente importa
os parabéns são devidos para além de qualquer aniversário, pela oportuna, inteligente e bem disposta denúncia do abuso de confiança que muitas entidades promovem à custa de dados pessoais a que acederam para finalidade comerciais, profissionais ou institucionais
na sua crónica - como o texto não está em linha, vai para a caixa de comentários - de 22 de de Abril, são referenciados comportamentos já rotineiros de fornecedores, empregadores e outros puxa-sacos, que não se enxergam e atrevem-se mal-educadamente a endereçar "parabéns" aos seus eventuais clientes, colaboradores, associados ou quem quer que seja que algum dia tenha facultado, para outros fins, a respectiva data de nascimento
aos processos automáticos, acrescem verdadeiros figurões, entre os quais dirigentes analfabetos que nem sabem usar o computador mas mandam a secretária endereçar correio electrónico a dar os parabéns em cumprimento burocrático-religioso de tacanha ancestralidade administrativista
os praticantes de tais modalidades, as automáticas e as de puro exercício de hirarquia, acreditam que ficam bem vistos, é a única explicação para o investimento, geralmente sem proveito algum
e como em regra não levam resposta - ou nem a admitem, a caixa de correio electrónica é só de expedição - aqui fica por vingança, especialmente para todo o verdadeiro puxa-saco das mensagens de aniversário, o agradecimento que merecem: obrigado por nada !
observacões são bem-vindas
os parabéns são devidos para além de qualquer aniversário, pela oportuna, inteligente e bem disposta denúncia do abuso de confiança que muitas entidades promovem à custa de dados pessoais a que acederam para finalidade comerciais, profissionais ou institucionais
na sua crónica - como o texto não está em linha, vai para a caixa de comentários - de 22 de de Abril, são referenciados comportamentos já rotineiros de fornecedores, empregadores e outros puxa-sacos, que não se enxergam e atrevem-se mal-educadamente a endereçar "parabéns" aos seus eventuais clientes, colaboradores, associados ou quem quer que seja que algum dia tenha facultado, para outros fins, a respectiva data de nascimento
aos processos automáticos, acrescem verdadeiros figurões, entre os quais dirigentes analfabetos que nem sabem usar o computador mas mandam a secretária endereçar correio electrónico a dar os parabéns em cumprimento burocrático-religioso de tacanha ancestralidade administrativista
os praticantes de tais modalidades, as automáticas e as de puro exercício de hirarquia, acreditam que ficam bem vistos, é a única explicação para o investimento, geralmente sem proveito algum
e como em regra não levam resposta - ou nem a admitem, a caixa de correio electrónica é só de expedição - aqui fica por vingança, especialmente para todo o verdadeiro puxa-saco das mensagens de aniversário, o agradecimento que merecem: obrigado por nada !
observacões são bem-vindas
2008-04-24
por aqui, por ali e por aí
é oficial
Berlusconi português, anda por aí
a dinâmica transalpina, o tour de force do bailinho da Madeira e a falta de candidaturas competentes para gerir o País, jametinhadito, animam o eterno enfant terrible a avançar para mais um combate político, pessoal, consigo próprio, contra ventos e marés, contra o lugar comum de não tentar voltar ao lugar onde foi ... infeliz !!!
só de quem sabe porque não fica em casa...
observacões são bem-vindas
Berlusconi português, anda por aí
a dinâmica transalpina, o tour de force do bailinho da Madeira e a falta de candidaturas competentes para gerir o País, jametinhadito, animam o eterno enfant terrible a avançar para mais um combate político, pessoal, consigo próprio, contra ventos e marés, contra o lugar comum de não tentar voltar ao lugar onde foi ... infeliz !!!
só de quem sabe porque não fica em casa...
observacões são bem-vindas
2008-04-08
águas mil
é Abril, sempre!
por entre períodos de chuva, as andorinhas sobrevoam e volteiam, trocam olhares em geometrias de surpresa e alegria, de vida
já desde Fevereiro se não viam nos céus de Lisboa, a brincar...
pelo meio, um Março marçagão, de manhã Inverno, à tarde Verão
como sempre!!
as alterações climáticas - ? jametinhasdito! - são muito mais as mesmas do que se quer fazer crer
muitas alterações são mais do mesmo muito mais do que se quer fazer crer
mas deixemos isso, por ora, deixemos muito, deixemos quase tudo
é Abril
sempre!!!
observacões são bem-vindas
por entre períodos de chuva, as andorinhas sobrevoam e volteiam, trocam olhares em geometrias de surpresa e alegria, de vida
já desde Fevereiro se não viam nos céus de Lisboa, a brincar...
pelo meio, um Março marçagão, de manhã Inverno, à tarde Verão
como sempre!!
as alterações climáticas - ? jametinhasdito! - são muito mais as mesmas do que se quer fazer crer
muitas alterações são mais do mesmo muito mais do que se quer fazer crer
mas deixemos isso, por ora, deixemos muito, deixemos quase tudo
é Abril
sempre!!!
observacões são bem-vindas
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