em Harare, ex-Salisbury, capital do Zimbabué, ex-Rodésia do Sul (a ex-Rodésia do Norte é a vizinha Zâmbia) vivia-se há anos o fulgor comercial e o fluir intenso de produtos agrícolas que alimentavam a região, também rica em ouro e outros recursos, incluindo a natureza exuberante que serve de filão ao crescimento mundial do turismo, actividade florescente onde há paz e segurança
hoje a calamidade abateu-se sobre o povo do Zimbawe - um povo sofrido, por muitas sucessões e ambições, que historicamente incluiu a ocupação portuguesa e a apropriação inglesa sob o ignominioso "ultimatum" do mapa cor de rosa... para além das atribulações de 2 independências, embargos, guerrilhas e, ultimamente, de uma devastadora ditadura
instalado no poder desde 1980, Robert Mugabe destruiu sistematica e incompetentemente as estruturas produtivas do Zimbabwe e, sobretudo, a confiança que as edificavam
o mais recente episódio é ameaçador, próprio da fase do estertor das ditaduras e dos seus ditadores
Mugabe perdeu as eleições legislativas, apesar das condições anómalas de vantagem de que dispôs; perdeu também a primeira volta das eleições presidenciais, mais uma vez apesar da vantagem da batota a que os ditadores sempre recorrem abusiva e violentamente
mas os resultados não foram publicados na sequência dos actos eleitorais
houve sarrabulho, atropelos inexplicáveis, demoras comprometedoras
Mugabe prosseguiu a violência e perseguição dos adversários, que conseguiu afastar a tempo de realizar mais uma farsa eleitoral - onde é que já vimos tudo isto? muitos dirigentes africanos, e alguns europeus, deram cobertura ao exercício da ignomínia, da violência e da barbárie - no casos dos dirigentes europeus, disseram, em nome do pragmatismo da aproximação entre a Europa e a África, talvez por cinismo, talvez por genuína crença de que tudo é superável por via do bom exemplo europeu, que os povos irmãos africanos algum dia aproveitarão...
de modos que a segunda volta das presidenciais tem o resultado forjado que o ditador conseguiu e, sem mais demoras, apresou-se a tomar posse imediatamente no dia seguinte
e, jametinhamdito, esteve quase a ser no próprio dia !!!
teme-se o pior ...
observacões são bem-vindas
2008-06-30
2008-06-17
2008-05-31
reforçar o quê?
águas torrenciais, como as deste Inverno de Maio, correrão debaixo das pontes de tantos e tantos abalizados comentadores a propósito da feira do PPD/PSD e do seu recente frenesim eleitoral
ainda assim, algumas achegas espreitam ao Ditos e merecem umas poucas linhas
Manuela Ferreira Leite afirma que as "directas já" reforçaram o PSD
jametinhadito!
os candidatos repartiram equilibradamente os votos, trinta e picos por cento para cada, Manuela Ferreira Leite, Pedro Passos Coelho e Pedro Santana Lopes
Patinha Antão, debilitado com apenas dois nomes, praticante de outra modalidade que entrou (ou não saiu, para referenciar, por contraposição, o gesto auto-misericordioso de Neto da Silva, outro descalço de terceiro nome) por equívoco em águas para que não tem escamas, nunca teve qualquer chance mas também não consegue causar pena, eles são mesmo assim uns para os outros, pelos que os cerca de zero por cento que averbou nem tão pouco constituem castigo, nada, nada vezes nada, mesmo
portanto, contas feitas, das directas ninguém se reforçou, nem o PSD
mas caso se possa interpretar como hipotética esperança de reforço o gesto inteligente de Pedro Passos Coelho, que se declarou sem reserva mental para colaborar com o Partido sob a nova liderança (o que poderia conduzir a unir dois terços do PSD em torno da nova Direcção, oxalá, ao menos para adiar um pouco novas peripécias internas pouco edificantes para a imagem dos partidos políticos e da própria democracia) a bem dizer o que é que se está afinal a reforçar? algo de positivo? é que se o saldo for negativo, o respectivo reforço pode redundar em mais negativo ainda
bom sinal não é...
observacões são bem-vindas
ainda assim, algumas achegas espreitam ao Ditos e merecem umas poucas linhas
Manuela Ferreira Leite afirma que as "directas já" reforçaram o PSD
jametinhadito!
os candidatos repartiram equilibradamente os votos, trinta e picos por cento para cada, Manuela Ferreira Leite, Pedro Passos Coelho e Pedro Santana Lopes
Patinha Antão, debilitado com apenas dois nomes, praticante de outra modalidade que entrou (ou não saiu, para referenciar, por contraposição, o gesto auto-misericordioso de Neto da Silva, outro descalço de terceiro nome) por equívoco em águas para que não tem escamas, nunca teve qualquer chance mas também não consegue causar pena, eles são mesmo assim uns para os outros, pelos que os cerca de zero por cento que averbou nem tão pouco constituem castigo, nada, nada vezes nada, mesmo
portanto, contas feitas, das directas ninguém se reforçou, nem o PSD
mas caso se possa interpretar como hipotética esperança de reforço o gesto inteligente de Pedro Passos Coelho, que se declarou sem reserva mental para colaborar com o Partido sob a nova liderança (o que poderia conduzir a unir dois terços do PSD em torno da nova Direcção, oxalá, ao menos para adiar um pouco novas peripécias internas pouco edificantes para a imagem dos partidos políticos e da própria democracia) a bem dizer o que é que se está afinal a reforçar? algo de positivo? é que se o saldo for negativo, o respectivo reforço pode redundar em mais negativo ainda
bom sinal não é...
observacões são bem-vindas
2008-05-19
Tchiga Pertú
os cidadãos de Cabo Verde podiam hoje ser cidadãos da União Europeia - como os cidadãos da Martinica o são!
mas a vida foi por outras vias e agora a aproximação está sobre a mesa de negociações, com passos políticos adequados à vontade mútua de concretizar níveis de relacionamento e de associação cada vez mais favoráveis a uma verdadeira pertença, digamos que no trajecto de uma
utopia exequível
mais um exemplo: o presidente caboverdiano Pedro Pires reafirmou ontem (20080518) à AFP, o desejo de Cabo Verde trilhar o caminho da aproximação gradual à Europa
realista, inteligente e claro, na mesma entrevista Pedro Pires jametinhadito que prefere encarar a organização dos países africanos em torno de blocos com interesses congregáveis, como a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, em vez do conceito de União dos Estados Africanos, como preconizam a Líbia e o Senegal
e sentencia: "é fundamental consolidar na África os Estados de direito". !
ora aí está um objectivo visionário mas assente em princípios e na experiência das nações, em particular da integração europeia, também inicialmente segmentada a alguns países e em torno da segurança e da economia
com efeito, a União Europeia nasceu da Comunidade Económica Europeia, que por sua vez teve como embrião a Comunidade Económica do Carvão e do Aço... e nos dinheiros do Plano Marshal americano para a reconstrução europeia
esse esforço agregador mas gradual trouxe à Europa os decisivos frutos do desenvolvimento económico, da democratização e da paz
também África poderá beneficiar de ajudas muito potenciadas por um vector organizador, germe de segurança, democracia e desenvolvimento !
num mundo sob inquietantes riscos de desagregação, secessão e guerras fraticidas, é bom que haja líderes africanos que afirmem com a clareza de Pedro Pires o objectivo de unidade em busca de segurança e desenvolvimento para os martirizados povos do continente primordial !!
à luz do primado do direito, das leis e da democracia !!!
observacões são bem-vindas
2008-05-14
é Natal, é Natal
quando um homem quiser, certo?
ou mulher!
Paula Teixeira da Cruz, presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, fez publicar recentemente os anúncios públicos da praxe respeitantes ao 4º aditamento à convocatória da Sessão Ordinária iniciada a 22 de Abril de 2008, continuada a 29 e agendada novamente para 13 de Maio - ontem! - com a finalidade de apreciar e, certamente, "Aprovar a isenção de Taxas para as licenças municipais do Concurso Público para execução de trabalhos de concepção, como procedimento a adoptar com vista à selecção do melhor projecto de iluminação e animação da cidade de Lisboa no Natal de 2008, nos termos da proposta, ao abrigo da alínea e) do nº 2 do art.º 53º, da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, com a redacção dada pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro."
prevenida e atempadamente, a autarquia está, pois, e com as mui auguradas isenções, a tratar das festas do Natal que a passos largos se aproxima
sim, que já a feira do livro está aí a "rebentar", dentro em pouco marcham as festas populares, e seguem-se comemorações várias, mai-los tão bem administrados futebóis, de que nunca estamos de todo isentos, e após as subsequentes férias mais ou menos grandes entramos praticamente na Quadra Festiva Natalícia, que em termos de comércio e iluminação pública vai de antes do São Martinho - ou mesmo desde antes do 5 de Outubro, na versão santânica - até depois dos Reis
e se o primaveril fervor natalício já merecia um valente jametinhasdito, que dizer da notícia de um subsistente abraço e felicitações para 2007 ?
observacões são bem-vindas
ou mulher!
Paula Teixeira da Cruz, presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, fez publicar recentemente os anúncios públicos da praxe respeitantes ao 4º aditamento à convocatória da Sessão Ordinária iniciada a 22 de Abril de 2008, continuada a 29 e agendada novamente para 13 de Maio - ontem! - com a finalidade de apreciar e, certamente, "Aprovar a isenção de Taxas para as licenças municipais do Concurso Público para execução de trabalhos de concepção, como procedimento a adoptar com vista à selecção do melhor projecto de iluminação e animação da cidade de Lisboa no Natal de 2008, nos termos da proposta, ao abrigo da alínea e) do nº 2 do art.º 53º, da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, com a redacção dada pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro."
prevenida e atempadamente, a autarquia está, pois, e com as mui auguradas isenções, a tratar das festas do Natal que a passos largos se aproxima
sim, que já a feira do livro está aí a "rebentar", dentro em pouco marcham as festas populares, e seguem-se comemorações várias, mai-los tão bem administrados futebóis, de que nunca estamos de todo isentos, e após as subsequentes férias mais ou menos grandes entramos praticamente na Quadra Festiva Natalícia, que em termos de comércio e iluminação pública vai de antes do São Martinho - ou mesmo desde antes do 5 de Outubro, na versão santânica - até depois dos Reis
e se o primaveril fervor natalício já merecia um valente jametinhasdito, que dizer da notícia de um subsistente abraço e felicitações para 2007 ?
observacões são bem-vindas
2008-05-13
à sombra
2008-05-05
etudient
do Maio de 68, muitas recordações são feitas e refeitas pelo (re)visto, ouvido e lido bem para além do que à época se vivenciou, pese embora algum registo de desacatos na capital francesa e sem prejuízo do acompanhamento próximo, interessado e fascinado de alguma elite estudantil e intelectual de gerações então adultas ou perto disso
para as gerações então mais jovens, o amadurecimento trouxe outro Maio, a varar de amores
mas o de Paris de França também ficou em muito coração, onde ainda pulsa a utopia, mesmo a das oportunidades perdidas com as duras realidades do mundo que teima em não se deixar endireitar
desses tempos idos, ecoa uma anedota significativa, vá-se lá saber se verdadeira: no calor dos confrontos da estudantada com as forças policiais, estas representando o poder ultrapassado então em contradição na sociedade, os universitários gritavam sibilinos - CRS S S, ao que os iletrados para-militares respondiam - etudient ent ent !!!
observacões são bem-vindas
PS - volto à minha, com pena de não saber deixar aqui a bela melodia, que estive a ouvir e facilmente se evoca:
Maio maduro Maio/
Quem te pintou/
Quem te quebrou o encanto/
Nunca te amou/
Raiava o Sol já no Sul/
E uma falua vinha/
Lá de Istambul/
Sempre depois da sesta/
Chamando as flores/
Era o dia da festa/
Maio de amores/
Era o dia de cantar/
E uma falua andava/
Ao longe a varar
Maio com meu amigo/
Quem dera já/
Sempre depois do trigo/
Se cantará/
Qu'importa a fúria do mar/
Que a voz não te esmoreça/
Vamos lutar/
Numa rua comprida/
El-rei pastor/
Vende o soro da vida/
Que mata a dor/
Venham ver, Maio nasceu/
Que a voz não te esmoreça/
A turba rompeu
«Zeca Afonso»
para as gerações então mais jovens, o amadurecimento trouxe outro Maio, a varar de amores
mas o de Paris de França também ficou em muito coração, onde ainda pulsa a utopia, mesmo a das oportunidades perdidas com as duras realidades do mundo que teima em não se deixar endireitar
desses tempos idos, ecoa uma anedota significativa, vá-se lá saber se verdadeira: no calor dos confrontos da estudantada com as forças policiais, estas representando o poder ultrapassado então em contradição na sociedade, os universitários gritavam sibilinos - CRS S S, ao que os iletrados para-militares respondiam - etudient ent ent !!!
observacões são bem-vindas
PS - volto à minha, com pena de não saber deixar aqui a bela melodia, que estive a ouvir e facilmente se evoca:
Maio maduro Maio/
Quem te pintou/
Quem te quebrou o encanto/
Nunca te amou/
Raiava o Sol já no Sul/
E uma falua vinha/
Lá de Istambul/
Sempre depois da sesta/
Chamando as flores/
Era o dia da festa/
Maio de amores/
Era o dia de cantar/
E uma falua andava/
Ao longe a varar
Maio com meu amigo/
Quem dera já/
Sempre depois do trigo/
Se cantará/
Qu'importa a fúria do mar/
Que a voz não te esmoreça/
Vamos lutar/
Numa rua comprida/
El-rei pastor/
Vende o soro da vida/
Que mata a dor/
Venham ver, Maio nasceu/
Que a voz não te esmoreça/
A turba rompeu
«Zeca Afonso»
2008-05-02
neste céu
em dívida de gaivotas, o Ditos acolhe umas que vogam para sempre nas asas de um Poeta
Congresso de gaivotas neste céu/
Como uma tampa azul cobrindo o Tejo/
Querela de aves, pios, escarcéu./
Ainda palpitante voa um beijo./
Donde teria vindo! ( Não é meu...)/
De algum quarto perdido no desejo?/
De algum jovem amor que recebeu/
Mandato de captura ou de despejo?/
É uma ave estranha: colorida,/
Vai batendo como a própria vida,/
Um coração vermelho pelo ar./
E é a força sem fim de duas bocas,/
De duas bocas que se juntam, loucas!/
De inveja as gaivotas a gritar...
Alexandre O'Neill
in No Reino da Dinamarca
observacões são bem-vindas
Congresso de gaivotas neste céu/
Como uma tampa azul cobrindo o Tejo/
Querela de aves, pios, escarcéu./
Ainda palpitante voa um beijo./
Donde teria vindo! ( Não é meu...)/
De algum quarto perdido no desejo?/
De algum jovem amor que recebeu/
Mandato de captura ou de despejo?/
É uma ave estranha: colorida,/
Vai batendo como a própria vida,/
Um coração vermelho pelo ar./
E é a força sem fim de duas bocas,/
De duas bocas que se juntam, loucas!/
De inveja as gaivotas a gritar...
Alexandre O'Neill
in No Reino da Dinamarca
observacões são bem-vindas
2008-04-28
parabéns, Sr(a)
o Ditos dá os parabéns a José Vitor Malheiros, jornalista do Público e autor habitual de crónicas excelentes sobre o que realmente importa
os parabéns são devidos para além de qualquer aniversário, pela oportuna, inteligente e bem disposta denúncia do abuso de confiança que muitas entidades promovem à custa de dados pessoais a que acederam para finalidade comerciais, profissionais ou institucionais
na sua crónica - como o texto não está em linha, vai para a caixa de comentários - de 22 de de Abril, são referenciados comportamentos já rotineiros de fornecedores, empregadores e outros puxa-sacos, que não se enxergam e atrevem-se mal-educadamente a endereçar "parabéns" aos seus eventuais clientes, colaboradores, associados ou quem quer que seja que algum dia tenha facultado, para outros fins, a respectiva data de nascimento
aos processos automáticos, acrescem verdadeiros figurões, entre os quais dirigentes analfabetos que nem sabem usar o computador mas mandam a secretária endereçar correio electrónico a dar os parabéns em cumprimento burocrático-religioso de tacanha ancestralidade administrativista
os praticantes de tais modalidades, as automáticas e as de puro exercício de hirarquia, acreditam que ficam bem vistos, é a única explicação para o investimento, geralmente sem proveito algum
e como em regra não levam resposta - ou nem a admitem, a caixa de correio electrónica é só de expedição - aqui fica por vingança, especialmente para todo o verdadeiro puxa-saco das mensagens de aniversário, o agradecimento que merecem: obrigado por nada !
observacões são bem-vindas
os parabéns são devidos para além de qualquer aniversário, pela oportuna, inteligente e bem disposta denúncia do abuso de confiança que muitas entidades promovem à custa de dados pessoais a que acederam para finalidade comerciais, profissionais ou institucionais
na sua crónica - como o texto não está em linha, vai para a caixa de comentários - de 22 de de Abril, são referenciados comportamentos já rotineiros de fornecedores, empregadores e outros puxa-sacos, que não se enxergam e atrevem-se mal-educadamente a endereçar "parabéns" aos seus eventuais clientes, colaboradores, associados ou quem quer que seja que algum dia tenha facultado, para outros fins, a respectiva data de nascimento
aos processos automáticos, acrescem verdadeiros figurões, entre os quais dirigentes analfabetos que nem sabem usar o computador mas mandam a secretária endereçar correio electrónico a dar os parabéns em cumprimento burocrático-religioso de tacanha ancestralidade administrativista
os praticantes de tais modalidades, as automáticas e as de puro exercício de hirarquia, acreditam que ficam bem vistos, é a única explicação para o investimento, geralmente sem proveito algum
e como em regra não levam resposta - ou nem a admitem, a caixa de correio electrónica é só de expedição - aqui fica por vingança, especialmente para todo o verdadeiro puxa-saco das mensagens de aniversário, o agradecimento que merecem: obrigado por nada !
observacões são bem-vindas
2008-04-24
por aqui, por ali e por aí
é oficial
Berlusconi português, anda por aí
a dinâmica transalpina, o tour de force do bailinho da Madeira e a falta de candidaturas competentes para gerir o País, jametinhadito, animam o eterno enfant terrible a avançar para mais um combate político, pessoal, consigo próprio, contra ventos e marés, contra o lugar comum de não tentar voltar ao lugar onde foi ... infeliz !!!
só de quem sabe porque não fica em casa...
observacões são bem-vindas
Berlusconi português, anda por aí
a dinâmica transalpina, o tour de force do bailinho da Madeira e a falta de candidaturas competentes para gerir o País, jametinhadito, animam o eterno enfant terrible a avançar para mais um combate político, pessoal, consigo próprio, contra ventos e marés, contra o lugar comum de não tentar voltar ao lugar onde foi ... infeliz !!!
só de quem sabe porque não fica em casa...
observacões são bem-vindas
2008-04-08
águas mil
é Abril, sempre!
por entre períodos de chuva, as andorinhas sobrevoam e volteiam, trocam olhares em geometrias de surpresa e alegria, de vida
já desde Fevereiro se não viam nos céus de Lisboa, a brincar...
pelo meio, um Março marçagão, de manhã Inverno, à tarde Verão
como sempre!!
as alterações climáticas - ? jametinhasdito! - são muito mais as mesmas do que se quer fazer crer
muitas alterações são mais do mesmo muito mais do que se quer fazer crer
mas deixemos isso, por ora, deixemos muito, deixemos quase tudo
é Abril
sempre!!!
observacões são bem-vindas
por entre períodos de chuva, as andorinhas sobrevoam e volteiam, trocam olhares em geometrias de surpresa e alegria, de vida
já desde Fevereiro se não viam nos céus de Lisboa, a brincar...
pelo meio, um Março marçagão, de manhã Inverno, à tarde Verão
como sempre!!
as alterações climáticas - ? jametinhasdito! - são muito mais as mesmas do que se quer fazer crer
muitas alterações são mais do mesmo muito mais do que se quer fazer crer
mas deixemos isso, por ora, deixemos muito, deixemos quase tudo
é Abril
sempre!!!
observacões são bem-vindas
2008-03-31
revolução
viva a revolução !
desde que substituiu as suas altas funções de irmão de el comandante pelas de irmão de el ex-comandante, Raúl Castro tem feito uma revolução... por dia!
primeiro deu aos cidadãos cubanos a liberdade de comprar computadores
depois veio a liberdade de hospedagem em hotel
agora é a liberdade de usar telemóvel
a continuar a este vertiginoso ritmo, Cuba chegará em breve, talvez ainda na geração Castro - sim, eles jametinhamdito que estão para lavar e durar - à liberdade, igualdade fraternidade da revolução francesa de 1789, ou talvez mesmo à magna carta de 1215, quem sabe se à shengen de sair das cavernas que, na pré-história, constituiu assinalável liberdade!!
mais terra a terra, talvez a seguir sejam permitidos produtos de higiéne pessoal, jornais, rádios, televisões, incluindo a regularização dos já existentes "indirectos" (no Portugal da velha senhora chamavam-se clandestinos, certamente por mais razões que apenas outra terminologia), viajar, criar empresas, aprender e ensinar, sabe-se lá que mais, nem vale a pena tentar a hipótese de livre escolha cultural, religiosa, política... estar-se-ia talvez a exagerar... mas ao menos registe-se a caminhada (longa marcha?) para a chegada de tão ansiada liberalização de inúmeros bens de consumo
talvez os cépticos, como sempre, desvalorizem tais liberdades não apenas por serem a conta gotas mas por se confinarem à mera esfera patrimonial
atenção, porém...
com um computador, um cidadão fica livre de trabalhar, de arquivar informação, de a processar, de se viciar em jogatanas virtuais, enfim, um sem fim de liberdades
num hotel não será difícel imaginar exercícios de liberdades a bel recato de cada cidadão
por telemóvel chega a(lguma, bastante mesmo, quiçá demais) liberdade de comunicação
trata-se afinal de materialidades com imensas potencialidades imateriais, assim iniciando talvez a desmaterizalização histórica do socialismo cubano
e o que mais virá
se vier por bem!!!
observacões são bem-vindas
desde que substituiu as suas altas funções de irmão de el comandante pelas de irmão de el ex-comandante, Raúl Castro tem feito uma revolução... por dia!
primeiro deu aos cidadãos cubanos a liberdade de comprar computadores
depois veio a liberdade de hospedagem em hotel
agora é a liberdade de usar telemóvel
a continuar a este vertiginoso ritmo, Cuba chegará em breve, talvez ainda na geração Castro - sim, eles jametinhamdito que estão para lavar e durar - à liberdade, igualdade fraternidade da revolução francesa de 1789, ou talvez mesmo à magna carta de 1215, quem sabe se à shengen de sair das cavernas que, na pré-história, constituiu assinalável liberdade!!
mais terra a terra, talvez a seguir sejam permitidos produtos de higiéne pessoal, jornais, rádios, televisões, incluindo a regularização dos já existentes "indirectos" (no Portugal da velha senhora chamavam-se clandestinos, certamente por mais razões que apenas outra terminologia), viajar, criar empresas, aprender e ensinar, sabe-se lá que mais, nem vale a pena tentar a hipótese de livre escolha cultural, religiosa, política... estar-se-ia talvez a exagerar... mas ao menos registe-se a caminhada (longa marcha?) para a chegada de tão ansiada liberalização de inúmeros bens de consumo
talvez os cépticos, como sempre, desvalorizem tais liberdades não apenas por serem a conta gotas mas por se confinarem à mera esfera patrimonial
atenção, porém...
com um computador, um cidadão fica livre de trabalhar, de arquivar informação, de a processar, de se viciar em jogatanas virtuais, enfim, um sem fim de liberdades
num hotel não será difícel imaginar exercícios de liberdades a bel recato de cada cidadão
por telemóvel chega a(lguma, bastante mesmo, quiçá demais) liberdade de comunicação
trata-se afinal de materialidades com imensas potencialidades imateriais, assim iniciando talvez a desmaterizalização histórica do socialismo cubano
e o que mais virá
se vier por bem!!!
observacões são bem-vindas
é mentira, é mentira
na edição do «Público» de sábado, 29, há uma saudável esquizofrenia que em imprensa se chama exercício de pluralismo, sobre as mentiras na origem da guerra do Iraque, ainda em curso
José Pacheco Pereira, historiador, político e activista partidário, vitimando-se na defensiva, parte de uma chicana para com o leitor sobre as várias mentiras, classificando-as em boas e más e optando por umas delas, afirma que no caso da forçada legitimação da guerra pelos seus responsáveis políticos, Bush e Blair, embora esquecendo outros, afinal não há mentira – era mesmo genuína convicção, tanto que foi com a maior surpresa que verificaram, por fim, que não havia as invocadas armas de destruição maciça nem a alegada ligação às organizações terroristas; escreve ainda que prova dessa boa fé (ausência de dolo) resulta de os ditos responsáveis não terem cuidado de inventar “uns bidões num armazém, umas ampolas biológicas nalgum sítio. [ ... ] Seria aliás quase impossível de verificar se era verdade ou não”; e conclui - pressupondo embora o completo esquecimento das inúmeras tentativas de forjar provas, corromper relatores, ignorar avisos e dúvidas mais um mundo imenso de protestos - que só a posteriori foi possível verificar o engano
Francisco Teixeira da Mota, advogado, segue outra via: o elenco dos factos, naturalmente muito abreviado, deixando à clara luz os inúmeros discursos e actos oficiais em que se afirmavam certezas absolutas, ameaças incríveis, perigos demolidores, segundo os quais os ditos responsáveis repetiam dispor de provas inquestionáveis (que nunca mostraram, et pour cause...) da devastação eminente; factos invocados, sai com uma conclusão bem mais humilde: parece, afirma, que o arrolar de tais mentiras indicam “que estamos perante um criminoso erro histórico”
as diferenças de opinião são obviamente saudáveis e enriquecedoras, revelando que a mesma realidade pode (e deve) ser vista sob vários ângulos, para nos proporcionar a sua melhor compreensão e, se for o caso, julgamento
mas jametinhamdito que as técnicas de retórica e os factos, a argumentação política e as linhas de raciocínio, as certezas e as cautelas, a arrogância e a humildade, ficam também expostas à transparência nestas duas formulações, de tão conceituados cronistas e em tão bem elaborados artigos de opinião
pois ficam ?
observacões são bem-vindas
José Pacheco Pereira, historiador, político e activista partidário, vitimando-se na defensiva, parte de uma chicana para com o leitor sobre as várias mentiras, classificando-as em boas e más e optando por umas delas, afirma que no caso da forçada legitimação da guerra pelos seus responsáveis políticos, Bush e Blair, embora esquecendo outros, afinal não há mentira – era mesmo genuína convicção, tanto que foi com a maior surpresa que verificaram, por fim, que não havia as invocadas armas de destruição maciça nem a alegada ligação às organizações terroristas; escreve ainda que prova dessa boa fé (ausência de dolo) resulta de os ditos responsáveis não terem cuidado de inventar “uns bidões num armazém, umas ampolas biológicas nalgum sítio. [ ... ] Seria aliás quase impossível de verificar se era verdade ou não”; e conclui - pressupondo embora o completo esquecimento das inúmeras tentativas de forjar provas, corromper relatores, ignorar avisos e dúvidas mais um mundo imenso de protestos - que só a posteriori foi possível verificar o engano
Francisco Teixeira da Mota, advogado, segue outra via: o elenco dos factos, naturalmente muito abreviado, deixando à clara luz os inúmeros discursos e actos oficiais em que se afirmavam certezas absolutas, ameaças incríveis, perigos demolidores, segundo os quais os ditos responsáveis repetiam dispor de provas inquestionáveis (que nunca mostraram, et pour cause...) da devastação eminente; factos invocados, sai com uma conclusão bem mais humilde: parece, afirma, que o arrolar de tais mentiras indicam “que estamos perante um criminoso erro histórico”
as diferenças de opinião são obviamente saudáveis e enriquecedoras, revelando que a mesma realidade pode (e deve) ser vista sob vários ângulos, para nos proporcionar a sua melhor compreensão e, se for o caso, julgamento
mas jametinhamdito que as técnicas de retórica e os factos, a argumentação política e as linhas de raciocínio, as certezas e as cautelas, a arrogância e a humildade, ficam também expostas à transparência nestas duas formulações, de tão conceituados cronistas e em tão bem elaborados artigos de opinião
pois ficam ?
observacões são bem-vindas
2008-03-25
queira apitar, por favor

se há quem passe a vida a buzinar no trânsito, também os há bem ordeiros e delicados, de tal modo que precisam de incentivos educados para tanto atrevimento e ainda assim apenas em casos devidamente justificados
e se os há calminhos mesmo em caso de acidente, sem uma pestanejadela que seja, para não perturbar as manobras de socorro, não os há tão ponderados cá por latitudes mais mediterrânicas, em que estamos mais habituados a sinais de trânsito a (tentar) proibir a espontânea buzinadela por tudo e por nada
pelo sim, pelo não, se vir um escocês distraído ou desatento,

jametinhamdito que de quando em quando voltam a clamar pela independência mas com muita serenidade, pelo menos até ver, embora haja quem acredite que ainda nesta geração poderá ouvir: my name is Scotland, Independent Scotland
com os olhos postos no umbigo e nas carreiras partidárias ou políticas mais do que em Timor Leste, no Tibete, no Kosovo ou no País Basco, muitos governantes fazem tábua rasa do provérbio sobre os telhados de vidro e vão olimpicamente atirando pedras aos vizinhos - ou será apenas para obtenção de ganhos negociais no esplendoroso mercado chinês ?
observacões são bem-vindas
2008-03-13
2008-03-10
altos saltos
aos saltos ... de contentes!
depois dos êxitos e excelentes resultados de Nelson Évora no triplo salto, é a vez de Naide Gomes brilhar nos saltos e vencer categoricamente os Campeonatos Mundias de Valência, na modalidade de salto em comprimento!!
um jamtinhasdito de ouro para os desportistas em apreço e em geral para os praticantes e dirigentes destas difíceis disciplinas técnicas!!!
oxalá a boa forma e motivação persista para os Jogos Olímpicos de Pequim e contagie os companheiros de delegação :->
observacões são bem-vindas
depois dos êxitos e excelentes resultados de Nelson Évora no triplo salto, é a vez de Naide Gomes brilhar nos saltos e vencer categoricamente os Campeonatos Mundias de Valência, na modalidade de salto em comprimento!!
um jamtinhasdito de ouro para os desportistas em apreço e em geral para os praticantes e dirigentes destas difíceis disciplinas técnicas!!!
oxalá a boa forma e motivação persista para os Jogos Olímpicos de Pequim e contagie os companheiros de delegação :->
observacões são bem-vindas
2008-03-09
sinais de fumo
o nortenho JN divulga, na sua página na internet, uma lista com os locais onde ... é permitido fumar!
jametinhasdito: que lindo serviço, ó JN!!
poderá talvez interpretar-se esta iniciativa como pura violação da lei que obriga a publicidade ao consumo do tabaco a fazer-se acompanhar das especiais advertências de protecção da saúde individual e pública...
ou um mero incitamento à tradicional táctica de contornar a legislação de protecção da saúde pública que condiciona os estabelecimentos públicos quanto às práticas tabagistas...
neste caso, quem sabe a troco de quê ?
por exemplo, será que o fumo indiscriminado sem atender à saúde própria e alheia ou aso direitos de cada um alavanca a leitura e eventualmente as receitas de vendas e publicidade do JN ?
mas há uma boa probabilidade de se tratar afinal apenas do vulgar xico-espertismo pseudo-contestário, fenómeno que se potencia mutuamente entre o JN e os seus leitores ...
algum apoio para esta hipótese poderá procurar-se na dita cuja lista, alegadamente construída à custa do voluntarismo dedicado de leitores/fumadores: são bons exemplos estabelecimentos como «A Moca - Estrada Nacional 109, Cova da Serpe», «O Picadeiro, Rua Académico Zagalo, Bairro Novo» ou «Teimoso (sala interior), Cabo Mondego, Buarcos», evidenciando designações ou características verdadeiramente bestiais
enfim, uma última hipótese deverá rejeitar-se de boa fé: por ironia das ironias, a fumosa lista também poderá a «lista negra» para quem pretenda ler o JN ou fazer e consumir seja o que for sem se sujeitar à lei da chaminé
observações são bem vindas
jametinhasdito: que lindo serviço, ó JN!!
poderá talvez interpretar-se esta iniciativa como pura violação da lei que obriga a publicidade ao consumo do tabaco a fazer-se acompanhar das especiais advertências de protecção da saúde individual e pública...
ou um mero incitamento à tradicional táctica de contornar a legislação de protecção da saúde pública que condiciona os estabelecimentos públicos quanto às práticas tabagistas...
neste caso, quem sabe a troco de quê ?
por exemplo, será que o fumo indiscriminado sem atender à saúde própria e alheia ou aso direitos de cada um alavanca a leitura e eventualmente as receitas de vendas e publicidade do JN ?
mas há uma boa probabilidade de se tratar afinal apenas do vulgar xico-espertismo pseudo-contestário, fenómeno que se potencia mutuamente entre o JN e os seus leitores ...
algum apoio para esta hipótese poderá procurar-se na dita cuja lista, alegadamente construída à custa do voluntarismo dedicado de leitores/fumadores: são bons exemplos estabelecimentos como «A Moca - Estrada Nacional 109, Cova da Serpe», «O Picadeiro, Rua Académico Zagalo, Bairro Novo» ou «Teimoso (sala interior), Cabo Mondego, Buarcos», evidenciando designações ou características verdadeiramente bestiais
enfim, uma última hipótese deverá rejeitar-se de boa fé: por ironia das ironias, a fumosa lista também poderá a «lista negra» para quem pretenda ler o JN ou fazer e consumir seja o que for sem se sujeitar à lei da chaminé
observações são bem vindas
2008-03-08
Azul, sempre!
Eufrázio Filipe, Presidente da Região de Turismo da Costa Azul, fez ontem publicar um comunicado em que retoma, reitera e reforça o protesto contra a intervenção do Governo sobre o regime, a designação e a marca das Regiões de Turismo
a bem dizer, Portugal não é um Estado regionalizado, no sentido de que apenas há duas Regiões Autónomas (Açores e Madeira) e tendo o cumprimento da Constituição esboroado à mão de um referendo falaz – o que poderia justificar o ímpeto centralista atribuído ao Terreiro do Paço
mas Governo nenhum pode reclamar a autoria ou invenção das cores
felizmente, Portugal é toda uma costa azul
e será !
observacões são bem-vindas
a bem dizer, Portugal não é um Estado regionalizado, no sentido de que apenas há duas Regiões Autónomas (Açores e Madeira) e tendo o cumprimento da Constituição esboroado à mão de um referendo falaz – o que poderia justificar o ímpeto centralista atribuído ao Terreiro do Paço
mas Governo nenhum pode reclamar a autoria ou invenção das cores
felizmente, Portugal é toda uma costa azul
e será !
observacões são bem-vindas
2008-03-07
Corte
o magnífico periódico legal, sob o título registado de Diário da República, além de decretos e leis também traz notícias ditosas!
a edição de ontem comunica, formalmente, que a Assembleia da República autoriza o Presidente da República a sair do território da nossa República para se deslocar à República brasileira, a convite do respectivo Presidente da República, a fim de participar em activiadades festivas que decorrem, desde ontem, na cidade do Rio de Janeiro!!
Cavaco chega atrasado ao famoso Carnaval ?
talvez não, a celebração respeita à chegada da Corte da monarquia portuguesa àquela cidade - São Sebastião do Rio de Janeiro - do Brasil, fez ontem duzentos anos, ou seja, a(s) República(s) faz(em) gala de comemorar a realeza!!!
aliás, o magnífico brazão da cidade do Rio de Janeiro conserva uma coroa - ou um conjunto de torreões significativamente alinhados em jeito de coroa - embora a coroa seja mais exactamente símbolo de realeza e não de monarquia
também espectacular era o primeiro brazão da cidade, capital do Estado do Rio de Janeiro, devendo-se o nome à descoberta no dia primeiro desse mês no ano da graça de 1502 e, aquando da fundação da cidade, em 1565, em homenagem ao Príncipe e futuro Rei de Portugal, D. Sebastião - o primeiro brazão consagrava a mundividência da esfera armilar, símbolo de universalismo (hoje, redutoramente, globalização), e três setas indígenas, além da tez significativa, em sinal de reconhecimento e respeito pelos Povos autóctones e a sua diversidade
sendo naturalmente de esperar que a viagem presidencial em apreço seja aproveitada para muito mais do que o pretexto do convite e autorização, é merecido e aqui fica um jametinhasdito de júbilo para o casamento, em sã e festiva convivência, de representantes republicanos com os ideais associados a uma data significativa para a monarquia e às respectivas comemorações, celebrando, afinal, a História e os Povos que a fazem, apesar de tanto mar, com um cheirinho a alecrim
observacões são bem-vindas
a edição de ontem comunica, formalmente, que a Assembleia da República autoriza o Presidente da República a sair do território da nossa República para se deslocar à República brasileira, a convite do respectivo Presidente da República, a fim de participar em activiadades festivas que decorrem, desde ontem, na cidade do Rio de Janeiro!!
Cavaco chega atrasado ao famoso Carnaval ?
talvez não, a celebração respeita à chegada da Corte da monarquia portuguesa àquela cidade - São Sebastião do Rio de Janeiro - do Brasil, fez ontem duzentos anos, ou seja, a(s) República(s) faz(em) gala de comemorar a realeza!!!
aliás, o magnífico brazão da cidade do Rio de Janeiro conserva uma coroa - ou um conjunto de torreões significativamente alinhados em jeito de coroa - embora a coroa seja mais exactamente símbolo de realeza e não de monarquia
também espectacular era o primeiro brazão da cidade, capital do Estado do Rio de Janeiro, devendo-se o nome à descoberta no dia primeiro desse mês no ano da graça de 1502 e, aquando da fundação da cidade, em 1565, em homenagem ao Príncipe e futuro Rei de Portugal, D. Sebastião - o primeiro brazão consagrava a mundividência da esfera armilar, símbolo de universalismo (hoje, redutoramente, globalização), e três setas indígenas, além da tez significativa, em sinal de reconhecimento e respeito pelos Povos autóctones e a sua diversidade
sendo naturalmente de esperar que a viagem presidencial em apreço seja aproveitada para muito mais do que o pretexto do convite e autorização, é merecido e aqui fica um jametinhasdito de júbilo para o casamento, em sã e festiva convivência, de representantes republicanos com os ideais associados a uma data significativa para a monarquia e às respectivas comemorações, celebrando, afinal, a História e os Povos que a fazem, apesar de tanto mar, com um cheirinho a alecrim
observacões são bem-vindas
2008-03-04
perdão!
José Ramos Horta preside a um País, a uma Nação e à estratosfera dos Homens de bom coração!!!
observacões são bem-vindas
PS - no seguimento de comentário pertinente, eis um complemento explicativo da intenção inicial:
o post ficou, de facto, incompleto
pretendia assinalar a magnanimidade, humanidade e humildade do virtuoso acto de perdão aos seus agressores
só os homens bons, de espírito são, concedem o perdão em tais circunstâncias
fazê-lo prontamente no primeiro gesto, em pleno recobro de convalescença, transpira a genuinidade da bondade
na verdade, as instâncias requerem o apuramento de responsabilidades pela bárbara agressão aos mais altos dirigentes, à frágil democracia e ao jovem Estado de Timor Leste, sendo que o necessário inquérito é por sua vez causa de inquietação e até divisão na sociedade e na política de Timor
Ramos Horta, porém, assume por inteiro as suas funções de Chefe do Estado e, enquanto pessoa de bem, adopta uma atitude de renúncia que não pode deixar de ser exemplar para os seus compatriotas e para a comuniadde internacional, pelo menos para as potências mais presentes no processo de Timor, incluindo naturalmente Portugal, a Indonésia, a Austrália e os EUA
é também um acto simultaneamente de grande alcance pessoal, espiritual e político, uma vez que José Ramos Horta é um ser humano, ferido na sua integridade física, em luta entre a vida e a morte após sucessivas intervenções cirúrgicas, e o mais alto representante do Povo de Timor
isto após uma vida de resistência persistente e inteligente, usando sabiamente a via diplomática e, pela palavra, influência e persuasão participando decisivamente na construção da independência do seu País, pelo qual agora mais uma vez responde com a própria vida
é de Homem
observacões são bem-vindas
PS - no seguimento de comentário pertinente, eis um complemento explicativo da intenção inicial:
o post ficou, de facto, incompleto
pretendia assinalar a magnanimidade, humanidade e humildade do virtuoso acto de perdão aos seus agressores
só os homens bons, de espírito são, concedem o perdão em tais circunstâncias
fazê-lo prontamente no primeiro gesto, em pleno recobro de convalescença, transpira a genuinidade da bondade
na verdade, as instâncias requerem o apuramento de responsabilidades pela bárbara agressão aos mais altos dirigentes, à frágil democracia e ao jovem Estado de Timor Leste, sendo que o necessário inquérito é por sua vez causa de inquietação e até divisão na sociedade e na política de Timor
Ramos Horta, porém, assume por inteiro as suas funções de Chefe do Estado e, enquanto pessoa de bem, adopta uma atitude de renúncia que não pode deixar de ser exemplar para os seus compatriotas e para a comuniadde internacional, pelo menos para as potências mais presentes no processo de Timor, incluindo naturalmente Portugal, a Indonésia, a Austrália e os EUA
é também um acto simultaneamente de grande alcance pessoal, espiritual e político, uma vez que José Ramos Horta é um ser humano, ferido na sua integridade física, em luta entre a vida e a morte após sucessivas intervenções cirúrgicas, e o mais alto representante do Povo de Timor
isto após uma vida de resistência persistente e inteligente, usando sabiamente a via diplomática e, pela palavra, influência e persuasão participando decisivamente na construção da independência do seu País, pelo qual agora mais uma vez responde com a própria vida
é de Homem
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