"A não existência de efeitos secundários nesta forma de transformação de energia tem ainda outro efeito, segundo o MIT: a colocação de pessoas ou objectos entre o emissor e o receptor da energia em nada afecta a passagem da energia."
Em nada afecta a passagem da energia ?
jametinhasdito!
O que interessa é saber se afecta ... as pessoas !!!
"Cientistas conseguem transmitir energia com tecnologia sem fios
Investigadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT na sigla inglesa) anunciaram quinta-feira um novo avanço ao conseguirem acender uma lâmpada transmitindo a energia necessária por meio da tecnologia sem fios.
Esta descoberta faz prever que em breve os telemóveis e outros aparelhos electrónicos possam receber energia sem necessidade de estarem ligados à corrente eléctrica.
De acordo com uma artigo publicado quinta-feira na Science Express, uma publicação online da Science, o conceito de envio de energia através da rede sem fios não é novo, mas até agora a sua utilização em larga escala tem sido considerada ineficaz, uma vez que a energia electromagnética gerada iria irradiar em todas as direcções.
Contudo, no Outono, um cientista do MIT, Marin Soljacic, descobriu a maneira de fazer a transferência de energia recorrendo a ondas electromagnéticas definidas.
A chave é fazer com que o aparelho fornecedor e o receptor comuniquem na mesma frequência de modo a receber a energia de forme eficiente, sem a perda até agora considerada.
O princípio é idêntico àquele que permite a um cantor de ópera partir um copo de vidro com a voz, desde que o objecto esteja a comunicar na mesma frequência daquela voz.
O avanço agora conseguido no MIT tem a ver com o facto de pela primeira vez se conseguir a transferência eficaz da energia, sem perdas.
Os cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts conseguiram fazer acender uma lâmpada de 60 watts colocada a dois metros da fonte geradora de energia.
«Foi uma experiência excitante. O processo utilizado é fácil de reproduzir. Não custa nada regressarmos ao trabalho no laboratório e reproduzir o processo sempre que quisermos», comentou Marin Soljacic.
A descoberta permite pensar num futuro próximo em que os aparelhos funcionem sem necessidade pilhas, evitando os problemas associados à sua reciclagem e aos efeitos nocivos dos químicos tóxicos de que são feitas.
No entanto, os cientistas ainda têm muito que trabalhar pois o processo desenvolvido no MIT é eficaz a 40-45%, ou seja, a maior parte da energia gerada pela fonte emissora não chegou à lâmpada.
Marin Soljacic considerou que o processo tem de pelo menos duplicar a sua eficiência, antes de poder competir com as formas tradicionais de fornecimento de energia aos aparelhos eléctricos e electrónicos.
Designado por «WiTricity» (contracção de Wireless - sem fios - e Electricity - electricidade), o processo desenvolvido pelo MIT vai ser desenvolvido não só para miniaturizar o receptor de energia como para aumentar o alcance.
O objectivo é conseguir, por exemplo, que uma única fonte de energia sem fios possa alimentar todos os aparelhos existentes num dado espaço, como a sala de uma casa.
Nos testes até agora efectuados não foram detectados quaisquer danos nos telemóveis, computadores portáteis e cartões de crédito que se encontravam no laboratório, mas o MIT admite a necessidade de mais estudos.
A não existência de efeitos secundários nesta forma de transformação de energia tem ainda outro efeito, segundo o MIT: a colocação de pessoas ou objectos entre o emissor e o receptor da energia em nada afecta a passagem da energia."
observacões são bem vindas
2007-06-08
2007-05-25
à saúde
a secção "Science Briefing" do Finantial Times de hoje, assinada por Rebecca Knight, traz várias notícias interessantes:
- o elixir da juventude já existe e engarrafado - é o retinol, uma forma de vitamina A, que hidrata a pele!
- os anéis de Saturno revelam algumas surpresas e o maior é constituído por agrupamentos de partículas mais densos do que se pensava, pelo que a respectiva massa deve ser pelo menos duas vezes superior às estimativas, além de que as ditas partículas estão em permanente colisão entre si, sem a distribuição uniforme que se admitia, ou seja, com intervalos que deixam passar a luz!!
- e o vinho faz bem à saúde !!!
esta última descoberta permite o verdadeiro jametinhasdito: "a drink a day keeps dementia at bay"
é certo que neste ponto a ciência apenas vem confirmar o saber milenar da humanidade, mas o fleumático FT refere um estudo do jornal "Neurology" que recorreu ao método experimental para comprovar que a incidência do consumo moderado de alcool, principalmente vinho, tem efeitos benéficos contra a progressão de doenças do foro neurológico
e as boas notícias são para celebrar com um copo !
PS - como o link só é acessível aos assinantes do jornal, vai anexo o resumo
alcohol consumption, mild cognitive impairment, and progression to dementia. - Solfrizzi, V, D'Introno, A, Colacicco, A, Capurso, C, Del Parigi, A, Baldassarre, G, Scapicchio, P, Scafato, E, Amodio, M, Capurso, A, Panza, F
Objective: To estimate the impact of alcohol consumption on the incidence of mild cognitive impairment and its progression to dementia.Methods: We evaluated the incidence of mild cognitive impairment in 1,445 non-cognitively impaired individuals and its progression to dementia in 121 patients with mild cognitive impairment, aged 65 to 84 years, participating in the Italian Longitudinal Study on Aging, with a 3.5-year follow-up. The level of alcohol consumption was ascertained in the year before the survey. Dementia and mild cognitive impairment were classified using current clinical criteria.Results: Patients with mild cognitive impairment who were moderate drinkers, i.e., those who consumed less than 1 drink/day (approximately 15 g of alcohol), had a lower rate of progression to dementia than abstainers (hazard ratio [HR] 0.15; 95% CI 0.03 to 0.78). Furthermore, moderate drinkers with mild cognitive impairment who consumed less than 1 drink/day of wine showed a significantly lower rate of progression to dementia than abstainers (HR 0.15; 95% CI 0.03 to 0.77). Finally, there was no significant association between higher levels of drinking (>=1 drink/day) and rate of progression to dementia in patients with mild cognitive impairment vs abstainers. No significant associations were found between any levels of drinking and the incidence of mild cognitive impairment in non-cognitively impaired individuals vs abstainers.Conclusions: In patients with mild cognitive impairment, up to 1 drink/day of alcohol or wine may decrease the rate of progression to dementia.(C)2007AAN Enterprises, Inc.
observacões são bem vindas
- o elixir da juventude já existe e engarrafado - é o retinol, uma forma de vitamina A, que hidrata a pele!
- os anéis de Saturno revelam algumas surpresas e o maior é constituído por agrupamentos de partículas mais densos do que se pensava, pelo que a respectiva massa deve ser pelo menos duas vezes superior às estimativas, além de que as ditas partículas estão em permanente colisão entre si, sem a distribuição uniforme que se admitia, ou seja, com intervalos que deixam passar a luz!!
- e o vinho faz bem à saúde !!!
esta última descoberta permite o verdadeiro jametinhasdito: "a drink a day keeps dementia at bay"
é certo que neste ponto a ciência apenas vem confirmar o saber milenar da humanidade, mas o fleumático FT refere um estudo do jornal "Neurology" que recorreu ao método experimental para comprovar que a incidência do consumo moderado de alcool, principalmente vinho, tem efeitos benéficos contra a progressão de doenças do foro neurológico
e as boas notícias são para celebrar com um copo !
PS - como o link só é acessível aos assinantes do jornal, vai anexo o resumo
alcohol consumption, mild cognitive impairment, and progression to dementia. - Solfrizzi, V, D'Introno, A, Colacicco, A, Capurso, C, Del Parigi, A, Baldassarre, G, Scapicchio, P, Scafato, E, Amodio, M, Capurso, A, Panza, F
Objective: To estimate the impact of alcohol consumption on the incidence of mild cognitive impairment and its progression to dementia.Methods: We evaluated the incidence of mild cognitive impairment in 1,445 non-cognitively impaired individuals and its progression to dementia in 121 patients with mild cognitive impairment, aged 65 to 84 years, participating in the Italian Longitudinal Study on Aging, with a 3.5-year follow-up. The level of alcohol consumption was ascertained in the year before the survey. Dementia and mild cognitive impairment were classified using current clinical criteria.Results: Patients with mild cognitive impairment who were moderate drinkers, i.e., those who consumed less than 1 drink/day (approximately 15 g of alcohol), had a lower rate of progression to dementia than abstainers (hazard ratio [HR] 0.15; 95% CI 0.03 to 0.78). Furthermore, moderate drinkers with mild cognitive impairment who consumed less than 1 drink/day of wine showed a significantly lower rate of progression to dementia than abstainers (HR 0.15; 95% CI 0.03 to 0.77). Finally, there was no significant association between higher levels of drinking (>=1 drink/day) and rate of progression to dementia in patients with mild cognitive impairment vs abstainers. No significant associations were found between any levels of drinking and the incidence of mild cognitive impairment in non-cognitively impaired individuals vs abstainers.Conclusions: In patients with mild cognitive impairment, up to 1 drink/day of alcohol or wine may decrease the rate of progression to dementia.(C)2007AAN Enterprises, Inc.
observacões são bem vindas
2007-05-23
desota
ouvido na rádio, o histriónico Ministro das Obras Públicas (ou o raio de nome que agora tiver) e da Ota jametinhadito um novo argumento contra a opção pela margem sul do Tejo para construção do futuro aeroporto de Lisboa
é que tal localização colocaria o aeroporto onde não há gente, nem escolas, nem hotéis !
ou seja, em "pleno deserto" !!!
será o conhecido deserto de Atacoina ? do Gobirreiro ? do Saaralcochete ?
é certo que na zona os aquíferos são subterrâneos enquanto na Ota os rios teriam que ser soterrados
mas talvez Mário Lino seja um verdadeiro iconoclasta e tenha conseguido finalmente o que a oposição mai-los ambientalistas não alcançaram: reverter 30 anos de estudos a favor da Ota e colocar em cima da mesa a necessidade de novos estudos para uma decisão política fundamentada
de preferência, em critérios racionais
observacões são bem vindas
é que tal localização colocaria o aeroporto onde não há gente, nem escolas, nem hotéis !
ou seja, em "pleno deserto" !!!
será o conhecido deserto de Atacoina ? do Gobirreiro ? do Saaralcochete ?
é certo que na zona os aquíferos são subterrâneos enquanto na Ota os rios teriam que ser soterrados
mas talvez Mário Lino seja um verdadeiro iconoclasta e tenha conseguido finalmente o que a oposição mai-los ambientalistas não alcançaram: reverter 30 anos de estudos a favor da Ota e colocar em cima da mesa a necessidade de novos estudos para uma decisão política fundamentada
de preferência, em critérios racionais
observacões são bem vindas
2007-05-17
baby bum
algures no Illinois, um avô babado ofereceu um canhangulo ao adorável neto de seus 10 mesitos
acto contínuo e em coerência familiar de costumes, o pai babado dedilhou pela internet um pedido de licença de porte de arma em nome do rebento
a Polícia do respectivo Estado, ao abrigo da lei, deferiu o requerimento e emitiu uma bela licença de porte de arma, por enquanto mero documento de enxoval
lá mais para diante, mal o licenciado coma os flocos todos de manhã, há-de experimentar uns balázios em amena confraternização familiar, talvez para animar o lanche ou para celebrar a primeira cervejola ou something else...
pouco depois aprenderá a ler, mais tarde será pai e renovará o ciclo dos cowboys no oeste selvagem em que ainda vivem muitas políticas, leis, práticas, instituições, autoridades , cidadãos e eleitores norte-americanos
participará numa ou mais das guerras que os EUA têm em qualquer parte do mundo para manterem o seu poderio, domínio e esbulho
e naturalmente oferecerá um arsenal de afectuosos brindes de armas e munições aos queridos filhos e netos, para que deles fruam e usufruam, perpetuando o ciclo do american dream
brave new world, cada vez mais na mesma
powered by Sam
just do it
observacões são bem vindas
acto contínuo e em coerência familiar de costumes, o pai babado dedilhou pela internet um pedido de licença de porte de arma em nome do rebento
a Polícia do respectivo Estado, ao abrigo da lei, deferiu o requerimento e emitiu uma bela licença de porte de arma, por enquanto mero documento de enxoval
lá mais para diante, mal o licenciado coma os flocos todos de manhã, há-de experimentar uns balázios em amena confraternização familiar, talvez para animar o lanche ou para celebrar a primeira cervejola ou something else...
pouco depois aprenderá a ler, mais tarde será pai e renovará o ciclo dos cowboys no oeste selvagem em que ainda vivem muitas políticas, leis, práticas, instituições, autoridades , cidadãos e eleitores norte-americanos
participará numa ou mais das guerras que os EUA têm em qualquer parte do mundo para manterem o seu poderio, domínio e esbulho
e naturalmente oferecerá um arsenal de afectuosos brindes de armas e munições aos queridos filhos e netos, para que deles fruam e usufruam, perpetuando o ciclo do american dream
brave new world, cada vez mais na mesma
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observacões são bem vindas
2007-05-13
ver
2007-05-12
Armenia mate

ante uma tal beleza, o Arménio Aronian sorri como quem encaixa mais uma linda taça!
neste caso, merecidamente, após vitória sobre o actual Campeão do Mundo, o russo Vladimir Kramnik
a Arménia viu nascer o Campeão do Mundo Tigran Petrosian - ó a limpeza como venceu outro Campeão do Mundo, Boris Spassky - e tem com o venerando jogo do xadrez uma relação de especial paixão, fascínio e talento
naturalmente e como jametinhamdito, hoje há certos incentivos antes inimaginados, como é bem exemplo a emissão de moeda com os nomes dos membros da brilhante equipa olímpica da Arménia
um raro gesto de reconhecimento que é simultaneamente notável promoção da modalidade
assim se constrói a auto-estima de um povo, aproveitando as elites para desenvolvimento das suas potencialidades de forma generalizada e sistemática
observacões são bem vindas
2007-05-10
2007-05-03
inocência à prova
no magnífico jornal gratuito a 1 centimo por cobrar, o director António Mendonça escreve Oje que "Só no caso de não conseguir prová-la é que, muito provavelmente, será declarado culpado." !
jametinhamdito !!
efectivamente, em Nota intitulada "Estado de Direito", o director do jornal Oje afirma o direito do arguido de "poder provar a sua inocência em Tribunal"
há de facto esse direito, no Estado de Direito
mas não é isso que distingue o Estado de Direito - e mal seria...
o que caracteriza o Estado de Direito é exactamente o contrário, isto é, nenhum cidadão tem que fazer prova da sua inocência
na realidade, é sempre muito difícil fazer "a prova da inocência" - facto negativo
por isso, o que o Estado de Direito veio assegurar é que a realização da Justiça exige antes a prova do crime (dos respectivos pressupostos, dos factos e da culpa) sem a qual prevalece a inocência e sem que o cidadão arguido se veja em situação de "provar" seja o que for
no caso do Estado português, a Constituição da República determina garantias e estrutura de processo criminal - cfr. Artigo 32º números 2 e 5
"Artigo 32.º
(Garantias de processo criminal)
...
2. Todo o arguido se presume inocente até ao trânsito em julgado da sentença de condenação, devendo ser julgado no mais curto prazo compatível com as garantias de defesa.
...
5. O processo criminal tem estrutura acusatória, estando a audiência de julgamento e os actos instrutórios que a lei determinar subordinados ao princípio do contraditório.
A diferença é enorme: nos regimes policiais (o inverso do Estado de Direito) algumas normas permitiam a incriminação de quem não lograsse provar a sua inocência; diversamente, no Estado de Direito, quem acusa é que tem que provar a existência e prática efectiva dos factos, bem como a sua imputação ao arguido e a respectiva culpa, além da demonstração do seu enquadramento em lei penal prévia."
de outro modo não há crime
e o cidadão continua a ser, e bem, considerado inocente até prova - "positiva" dos factos de que é acusado
decorrentes dos preceitos constitucionais típicos do Estado de Direito, diversas normas legais consagram aspectos materiais e processuais que concretizam o princípio da presunção da inocência
por exemplo, o arguido tem o direito de não responder a perguntas, excepto quanto à sua identidade e, se for caso disso, antecedentes criminais
o respeito pelo silêncio e pela passividade do arguido é justamente resultado do primado da presunção de inocência que caracteriza o Estado de Direito - os acusadores que façam prova
no essencial, porém, e embora através de expressão imperfeita, a Nota do Director do jornal Oje pretende realçar a supremacia de legitimidade do Estado de Direito, assegurando que não se pode pedir a cabeça de cada um sem se provar o indispensável fundamento
razão porque a dita Nota, até prova em contrário, presume-se inocente!
; - )
observacões são bem vindas
a luz e o túnel
Carmona Rodrigues tem sido instado, por diversos dirigentes partidários, a abandonar as funções de Presidente da Câmara Municipal de Lisboa para que foi eleito há dois anos
a eleição foi antecedida de peripécias que o envolveram
suspendeu anteriores funções na Câmara para ser Ministro
passou de Vice a Presidente enquanto Santana Lopes foi Primeiro Ministro
cedeu a vez e voltou a Vice quando Santana Lopes regressou à Câmara, exonerado por Jorge Sampaio
herdou uma situação difícil na Câmara, em parte por responsabilidade própria, na parte em que os números dois têm responsabilidade
o caso do túnel do Marquês de Pombal é sintomático: arma de arremesso da campanha eleitoral de Santana Lopes, a construção do túnel foi mal planeada - Carmona Rodrigues é um reputado professor de engenharia, reconhecendo por isso as virtudes do adequado planeamento - e apressadamente iniciada, sem os estudos exaustivos nem os formalisnos legais e contratuais que se justificavam
objecto de contestação igualmente eleitoralista mas em boa parte fundamentada, as obras demoraram-se com grande transtorno e acrescida despesa para a cidade
tenaz, prosseguiu as obras, cumprindo as ordens judiciais, e abriu recentemente o túnel ao uso público, na data significativa do 25 de Abril, com desanuviamento do trânsito subterrâneo e à superfície
há ainda trabalhos em curso, que estão a ser feitos
ou seja, partindo de uma situação que não escolheu (mas apoiou) e que não dominou, foi capaz de realizar o que era necessário, como compete a um Presidente de Câmara
o coro de objecções ficou assim vazio - a obra está ao serviço da cidade!
mas a Câmara tem outros problemas, de início sobretudo financeiros e políticos - depois avolumando-se em processos judiciais, primeiro administrativos, entretanto criminais
a vereação fez e desfez alianças, tornou-se ainda mais difícil de governar; diversos vereadores, incluindo da oposição, abandonaram ou suspenderam as suas funções, uns foram substituídos outros não
Carmona Rodrigues aguentou o barco
acusado de paralisação da Câmara interpelou os acusadores: quais as obras paradas ou deliberações em impasse ? calou as críticas mas não calou os críticos
pedem eleições desde que as perderam
agora, até o PSD se sente tentado a arriscar uma eleição, motivado pela crescente impopularidade do PS, à boleia da incomodidade às medidas da governação, do peso do meio do mandato do Governo a meças com a convocação da primeira greve geral dos últimos dois governos e da má prestação do Primeiro Ministro José Sócrates no caso da pseudo-deslicenciatura - e do uso afinal indevido do título de engenheiro a que a respectiva Ordem se arroga direito de reserva, concluindo o País que, por via de uma alínea no Estatuto da Ordem dos Engenheiros, nem todos os licenciados em engenharia são engenheiros...
voltando à vereação, com tantos vereadores opositores como vereadores do "executivo", num caso e noutro cada um de sua nação, poucos aguentariam o barco em rumo certo como Carmona Rodrigues tem aguentado
mas Carmona Rodrigues não é um "político", não é um profissional do carreirismo político, não é um partidário
na realidade, está a tirar o tacho aos encartados
também por isso, o mesmo PSD que nunca o apoiou verdadeiramente deixa-o agora cair na ânsia de mostrar serviço - não no âmbito municipal ao serviço de Lisboa mas na oposição ao Governo do País
mas Carmona Rodrigues é independente
e crescido - já foi Ministro de Portugal e nada tem a provar sobre a sua competência profissional
sabe pensar pela sua cabeça e, mesmo cumprindo a cortesia de ouvir quem tem que ouvir, certamente decidirá por si
de facto, novas eleições em Lisboa servirão para um eventual cartão amarelo ao Governo e redistribuição de jobs & boys mas ninguém garante que algo mude verdadeiramente
talvez seja exactamente para garantir que tudo fica na mesma que tantos pedem agora eleições em Lisboa
oxalá Carmona Rodrigues não lhes faça a vontade
observacões são bem vindas
a eleição foi antecedida de peripécias que o envolveram
suspendeu anteriores funções na Câmara para ser Ministro
passou de Vice a Presidente enquanto Santana Lopes foi Primeiro Ministro
cedeu a vez e voltou a Vice quando Santana Lopes regressou à Câmara, exonerado por Jorge Sampaio
herdou uma situação difícil na Câmara, em parte por responsabilidade própria, na parte em que os números dois têm responsabilidade
o caso do túnel do Marquês de Pombal é sintomático: arma de arremesso da campanha eleitoral de Santana Lopes, a construção do túnel foi mal planeada - Carmona Rodrigues é um reputado professor de engenharia, reconhecendo por isso as virtudes do adequado planeamento - e apressadamente iniciada, sem os estudos exaustivos nem os formalisnos legais e contratuais que se justificavam
objecto de contestação igualmente eleitoralista mas em boa parte fundamentada, as obras demoraram-se com grande transtorno e acrescida despesa para a cidade
tenaz, prosseguiu as obras, cumprindo as ordens judiciais, e abriu recentemente o túnel ao uso público, na data significativa do 25 de Abril, com desanuviamento do trânsito subterrâneo e à superfície
há ainda trabalhos em curso, que estão a ser feitos
ou seja, partindo de uma situação que não escolheu (mas apoiou) e que não dominou, foi capaz de realizar o que era necessário, como compete a um Presidente de Câmara
o coro de objecções ficou assim vazio - a obra está ao serviço da cidade!
mas a Câmara tem outros problemas, de início sobretudo financeiros e políticos - depois avolumando-se em processos judiciais, primeiro administrativos, entretanto criminais
a vereação fez e desfez alianças, tornou-se ainda mais difícil de governar; diversos vereadores, incluindo da oposição, abandonaram ou suspenderam as suas funções, uns foram substituídos outros não
Carmona Rodrigues aguentou o barco
acusado de paralisação da Câmara interpelou os acusadores: quais as obras paradas ou deliberações em impasse ? calou as críticas mas não calou os críticos
pedem eleições desde que as perderam
agora, até o PSD se sente tentado a arriscar uma eleição, motivado pela crescente impopularidade do PS, à boleia da incomodidade às medidas da governação, do peso do meio do mandato do Governo a meças com a convocação da primeira greve geral dos últimos dois governos e da má prestação do Primeiro Ministro José Sócrates no caso da pseudo-deslicenciatura - e do uso afinal indevido do título de engenheiro a que a respectiva Ordem se arroga direito de reserva, concluindo o País que, por via de uma alínea no Estatuto da Ordem dos Engenheiros, nem todos os licenciados em engenharia são engenheiros...
voltando à vereação, com tantos vereadores opositores como vereadores do "executivo", num caso e noutro cada um de sua nação, poucos aguentariam o barco em rumo certo como Carmona Rodrigues tem aguentado
mas Carmona Rodrigues não é um "político", não é um profissional do carreirismo político, não é um partidário
na realidade, está a tirar o tacho aos encartados
também por isso, o mesmo PSD que nunca o apoiou verdadeiramente deixa-o agora cair na ânsia de mostrar serviço - não no âmbito municipal ao serviço de Lisboa mas na oposição ao Governo do País
mas Carmona Rodrigues é independente
e crescido - já foi Ministro de Portugal e nada tem a provar sobre a sua competência profissional
sabe pensar pela sua cabeça e, mesmo cumprindo a cortesia de ouvir quem tem que ouvir, certamente decidirá por si
de facto, novas eleições em Lisboa servirão para um eventual cartão amarelo ao Governo e redistribuição de jobs & boys mas ninguém garante que algo mude verdadeiramente
talvez seja exactamente para garantir que tudo fica na mesma que tantos pedem agora eleições em Lisboa
oxalá Carmona Rodrigues não lhes faça a vontade
observacões são bem vindas
2007-04-27
2007-04-16
excepção à regra
as regras, bem sabemos, são para cumprir
mas há excepções
uma das regras das excepções é o exagero de excepções à regra
os sinais de trânsito, por exemplo, destinam-se a disciplinar a utilização das vias rodoviárias, por onde circulam veículos, pelo que consistem em imagens, essencialmente, embora haja, naturalmente, excepções
a opção por imagens tem a ver com a uniformidade e universalidade que permitem leitura e interpretação directa e imediata do respectivo conteúdo, evitando equívocos ou hesitações e consequentes acidentes ou demoras
em suma, os sinais de trânsito devem proporcionar completa apreensão do seu significado num relance, à velocidade da circulação rodoviária - e, já agora, a todos os utilizadores da via pública
por isso as imagens são, por regra, extremamente explícitas, baseadas em:
- formas geométricas, simples e de cores fortes, certamente não por acaso se usa o vermelho para exprimir perigo e proibição e o azul para obrigação;
- números, para limites de velocidade, etc
- símbolos, convencionais mas em geral figurativos, embora estilizados ou letras (H...), portanto sempre bem expressivos
o recurso a textos (palavras...) é assim uma excepção
para além dos avisos indicativos de locais, apenas em casos de pequenas indicações ou a título de excepção à regra expressa pelo sinal propriamente dito: excepto Carris, excepto moradores, excepto trânsito local, excepto dias úteis, pares ou ímpares ou das tantas às tantas horas, em espinha, excepto cargas e descargas, excepto portadores de título especial, excepto acesso a obras ou ao nº tal, excepto tomada e largada de passageiros, excepto veículos autorizados, e assim por diante
sempre há uns mais discursivos: "ao abrigo do artº 50º do Código da Estrada" - estacionamento interdito em frente ao portão do vizinho...
ora, actualmente proliferam sinais carregados de chapas complementares com textos sucessivos: "excepto trânsito local" + "das 22.00h às 06.00h" + "bombeiros"
por vezes, quando se consegue concluir a leitura dos complementos já se ultrapassou o sinal e eventualmente já foi praticada infracção... ou não, depende do conteúdo das excepções remanescentes!
talvez sinalizando, também, esses excessos de excepções, o sinaleco retratado neste post atentou no esquecimento das regras em prol da lembrança das excepções
é que se não há regra sem excepção, também não deveria haver excepção sem regra
observacões são bem vindas
orientação
2007-04-11
pontes
era uma vez uma ponte
quem quer que conte ?
então conto: lá para os idos finais de 70, anos 1800, ia um comboio a passar e a ponte caiu, quem sabe se lá ia algum conde...
quem quer que conte? então conto: a tragédia levou os escoceses à boa reacção, iniciando nova construção logo em 1883, depois de se considerar que o túnel oferecia maior risco
e mãos à obra, com o objectivo de substituir a travessia ferroviária por uma estrutura, digamos, indestrutível, a Firth of Forth Rail Bridge, no estuário do rio Forth, em Quensferry, perto de Edimburgo, na Escócia

o esquema construtivo desta ponte - Firth of Forth Bridge - é fantástico, quer do ponto de vista da solução construtiva quer do aspecto final, ainda hoje imponente
a mesma silhueta elegante, o característico M alongado e um extenso tabuleiro suspenso no ar, pendurado a 70 metros acima da água, a poder de engenhosos cabos suportados em poderosos pilares
num relance, só o cinzento é diferente da cor férra da nossa ponte, gémea um bocadinho maior, um nadinha imperceptível à vista
afinal, neste particular o ditador que a grei ainda há dias escolheu televisivamente teve visão de futuro, isolou o país mas não deixou Lisboa demasiado isolada da margem irmã
hoje tem outro nome, livre da má fama e do narcisismo do instituidor da PIDE, da censura e da fraude, passsando a usar o simbolismo da urgência revolucionária e o calendário da democracia restaurada: 25 de Abril, passam agora 33 anos
e, jametinhamdito, é um gosto a liberdade percorrê-la a pé

maior gosto ainda, é percorrê-la em busca de um novo record de solidariedade !!!
quem quer que conte ?
então conto: lá para os idos finais de 70, anos 1800, ia um comboio a passar e a ponte caiu, quem sabe se lá ia algum conde...
quem quer que conte? então conto: a tragédia levou os escoceses à boa reacção, iniciando nova construção logo em 1883, depois de se considerar que o túnel oferecia maior risco
e mãos à obra, com o objectivo de substituir a travessia ferroviária por uma estrutura, digamos, indestrutível, a Firth of Forth Rail Bridge, no estuário do rio Forth, em Quensferry, perto de Edimburgo, na Escócia

o esquema construtivo desta ponte - Firth of Forth Bridge - é fantástico, quer do ponto de vista da solução construtiva quer do aspecto final, ainda hoje imponente
em 1964 foi inaugurada nova ponte, a Forth Road Bridge, durante algum tempo a maior ponte suspensa da Europa... até à inauguração da ponte sobre o Tejo, entre Lisboa (Alcântara, tinha que ser) e Almada
quase igual à nossa!
a mesma silhueta elegante, o característico M alongado e um extenso tabuleiro suspenso no ar, pendurado a 70 metros acima da água, a poder de engenhosos cabos suportados em poderosos pilares
num relance, só o cinzento é diferente da cor férra da nossa ponte, gémea um bocadinho maior, um nadinha imperceptível à vista
a maior diferença é a travessia ferroviária: a nossa foi realizada há alguns anos, já nos esquecemos do transtorno das obras, completando o projecto inicial; na Escócia, não foi prevista ...
afinal, neste particular o ditador que a grei ainda há dias escolheu televisivamente teve visão de futuro, isolou o país mas não deixou Lisboa demasiado isolada da margem irmã
hoje tem outro nome, livre da má fama e do narcisismo do instituidor da PIDE, da censura e da fraude, passsando a usar o simbolismo da urgência revolucionária e o calendário da democracia restaurada: 25 de Abril, passam agora 33 anos
e, jametinhamdito, é um gosto a liberdade percorrê-la a pé

maior gosto ainda, é percorrê-la em busca de um novo record de solidariedade !!!
; - >
PS - quase esquecia: Queensferry discute hoje o problema das portagens, em £ibras, e a necessidade de uma nova travessia ... ferroviária !
PS - quase esquecia: Queensferry discute hoje o problema das portagens, em £ibras, e a necessidade de uma nova travessia ... ferroviária !
e a nossa ponte, mesmo se projectada para o futuro, também já tem companhia no estuário do Tejo, baptizada com um nome que já aguentou mais de 500 anos, Vasco da Gama
mas a nova travessia não contempla a ferrovia, talvez o assunto volte à agenda, sobretudo se a Ota der bota, eh eh !!!
observacões são bem vindas
observacões são bem vindas
2007-03-21
O Tempo e o Mar
a seu modo, António Neves, presidente da Junta de Freguesia da Costa de Caparica, exprime o conceito inverso ao que Natália Correia invoca num verso fervorso de um poema ao jeito de oração: "Creio que tudo é eterno num segundo"
é a compressão do tempo por oposição à elasticidade do tempo - no caso da nossa saudosa poetisa, a vivência intensa de cada segundo poderia experimentar todos os sabores da eternidade, nenhum segundo deveria então ser desperdiçado pois contém a variedade e a riqueza da totalidade da vida; já para o autarca em apreço, na sofreguidão do pragmatismo de quem se vê a braços com o poder destruidor dos elementos, bem poderiam ser abolidos os segundos que faltam par o fim da época de marés vivas
enfim, há muitos fins de mês que são igualmente ansiados, também por razões de liquidez - é o que sucede quando ainda sobra mês no momento em que o ordenado acaba
menos poético, desta vez, o mar avançou sobre as protecções, arrastou as pedras com que os homens o pretendem confinar e galgou o paredeão das praias da Costa de Caparica, causando alguns estragos em vários parques de campismo
registe-se que os campistas são em rigor uma espécie muito particular de campistas, afinal residentes disfarçados de campistas em segundas habitações à beira-mar, em abusiva utilização privada de espaços e recursos públicos
mas voltando ao mar, o mencionado presidente da Junta jametinhadito, na rádio, que "o objectivo é chegar ao final do mês de Março o mais depressa possível para começarem as obras de reposição do paredão" !!!
é um objectivo realista e, em princípio, exequível: se a eternidade de Natália Correia cabe num segundo, certamente um mês ou o que dele resta também poderá caber em pouco tempo
observacões são bem vindas
PS: já agora, ao jeito de homenagem, também à fé, à Primavera e à poesia, que inclui a fraternidade, a amizade e o amor, cá vai o poema:
Creio nos anjos que andam pelo mundo,
Creio na Deusa com olhos de diamantes,
Creio em amores lunares com piano ao fundo,
Creio nas lendas, nas fadas, nos atlantes,
Creio num engenho que falta mais fecundo
De harmonizar as partes dissonantes,
Creio que tudo é eterno num segundo,
Creio num céu futuro que houve dantes,
Creio nos deuses de um astral mais puro,
Na flor humilde que se encosta ao muro,
Creio na carne que enfeitiça o além,
Creio no incrível, nas coisas assombrosas,
Na ocupação do mundo pelas rosas,
Creio que o Amor tem asas de ouro. Amén.
Natália Correia
é a compressão do tempo por oposição à elasticidade do tempo - no caso da nossa saudosa poetisa, a vivência intensa de cada segundo poderia experimentar todos os sabores da eternidade, nenhum segundo deveria então ser desperdiçado pois contém a variedade e a riqueza da totalidade da vida; já para o autarca em apreço, na sofreguidão do pragmatismo de quem se vê a braços com o poder destruidor dos elementos, bem poderiam ser abolidos os segundos que faltam par o fim da época de marés vivas
enfim, há muitos fins de mês que são igualmente ansiados, também por razões de liquidez - é o que sucede quando ainda sobra mês no momento em que o ordenado acaba
menos poético, desta vez, o mar avançou sobre as protecções, arrastou as pedras com que os homens o pretendem confinar e galgou o paredeão das praias da Costa de Caparica, causando alguns estragos em vários parques de campismo
registe-se que os campistas são em rigor uma espécie muito particular de campistas, afinal residentes disfarçados de campistas em segundas habitações à beira-mar, em abusiva utilização privada de espaços e recursos públicos
mas voltando ao mar, o mencionado presidente da Junta jametinhadito, na rádio, que "o objectivo é chegar ao final do mês de Março o mais depressa possível para começarem as obras de reposição do paredão" !!!
é um objectivo realista e, em princípio, exequível: se a eternidade de Natália Correia cabe num segundo, certamente um mês ou o que dele resta também poderá caber em pouco tempo
observacões são bem vindas
PS: já agora, ao jeito de homenagem, também à fé, à Primavera e à poesia, que inclui a fraternidade, a amizade e o amor, cá vai o poema:
Creio nos anjos que andam pelo mundo,
Creio na Deusa com olhos de diamantes,
Creio em amores lunares com piano ao fundo,
Creio nas lendas, nas fadas, nos atlantes,
Creio num engenho que falta mais fecundo
De harmonizar as partes dissonantes,
Creio que tudo é eterno num segundo,
Creio num céu futuro que houve dantes,
Creio nos deuses de um astral mais puro,
Na flor humilde que se encosta ao muro,
Creio na carne que enfeitiça o além,
Creio no incrível, nas coisas assombrosas,
Na ocupação do mundo pelas rosas,
Creio que o Amor tem asas de ouro. Amén.
Natália Correia
2007-03-15
gloriosas degenerações
talvez já ninguém ligue aos apetitosos almoços, digo, aos escritos do Prof. João César das Neves ou pelo menos, no zapping pelos jornais, não se deu conta de qualquer reacção ou comentário à excelsa crónica de 5 de Março, no Diário de Notícias, aliás com o brilhantismo a que já habituou os leitores
reza, nessa crónica, João César das Neves, que as nossas últimas cinco gerações foram bem catitas para a história de Portugal, pelos excelentes contributos transformadores que nos permitiram passar da luz a petróleo (embora haja quem, apesar de ter menos de um século de existência, ainda se lembre da candeia de azeite, da vela de estearina e do pivete do querozene) à internet (um feito português!) e da caleche ao telemóvel
essas gloriosas gerações assim analisadas atiram-nos de volta ao início do século XX, anos perdidos, porém,: foi a pior das 5, herança trágica da cabeça perdida da instauração da democracia republicana, talvez pela presença de genes nocivos do liberalismo decadente com que tivémos de amargar...
"Ó Portugal, hoje és nevoeiro", ilustra a geração do Fernando, ainda assim um escritor, embora Pessoa lúcida pois percebeu que isto não tinha saída...
vem então a segunda gloriosa, a geração "Salazar", afilhada de um político, portanto - era para botar ordem no regabofe, em nome da "segurança e estabilidade", "qualquer que fosse o preço": aqui terá que se reconhecer coerência ao autor da crónica pois a magra e rija refeição salazarenta não foi nada grátis, pois não foi, e - a la Sérgio Godinho - o coveiro que o diga ...
a degeneração subsequente oferece-nos sucessivamente a "geração Raul Solnado", depois a "geração Herman José" e agora - estava-se mesmo a ver e tinha que ser - é a geração do Gato Fedorento
e assim se nomeou um país, em cem anos de anedotário falgazão apenas entrecortado pelo breve período mais sisudo todos sabemos de quem...
breve, é maneira de dizer, há muito quem afiance que os 48 anos ainda perduram, a poder do nacional concursismo do nosso serviço público televisivo, safa !
e portanto, da caleche à internet e coisa & tal, o almoço a pagar é o branqueamento de uma geração a bem dizer tão gloriosa como as outras
esquecidos e por dizer, como convém à economia e aos objectivos em que a crónica se insere, ficam aqueles aspectozinhos da PIDE, dos assassinatos impunes, da tortura, do degredo, da prisão sem culpa formada nem direito a advogado, juíz ou defesa, da guerra do ultramar, da discriminação contra as mulheres, do analfabetismo generalizado, do condicionamento económico, do colonialismo, da censura, das eleições fraudulentas, da ausência de eleições, do partido único, dos portugueses de primeira, de segunda e de terceira, do isolamento internacional, do atraso do país, da miséria, da subalimentação, da emigração massiva, do caciquismo...
por muito bem disfarçado e mesmo que quase ninguém repare, jametinhasdito, ó Prof. João César das Neves
isto merece um museu
observacões são bem vindas
reza, nessa crónica, João César das Neves, que as nossas últimas cinco gerações foram bem catitas para a história de Portugal, pelos excelentes contributos transformadores que nos permitiram passar da luz a petróleo (embora haja quem, apesar de ter menos de um século de existência, ainda se lembre da candeia de azeite, da vela de estearina e do pivete do querozene) à internet (um feito português!) e da caleche ao telemóvel
essas gloriosas gerações assim analisadas atiram-nos de volta ao início do século XX, anos perdidos, porém,: foi a pior das 5, herança trágica da cabeça perdida da instauração da democracia republicana, talvez pela presença de genes nocivos do liberalismo decadente com que tivémos de amargar...
"Ó Portugal, hoje és nevoeiro", ilustra a geração do Fernando, ainda assim um escritor, embora Pessoa lúcida pois percebeu que isto não tinha saída...
vem então a segunda gloriosa, a geração "Salazar", afilhada de um político, portanto - era para botar ordem no regabofe, em nome da "segurança e estabilidade", "qualquer que fosse o preço": aqui terá que se reconhecer coerência ao autor da crónica pois a magra e rija refeição salazarenta não foi nada grátis, pois não foi, e - a la Sérgio Godinho - o coveiro que o diga ...
a degeneração subsequente oferece-nos sucessivamente a "geração Raul Solnado", depois a "geração Herman José" e agora - estava-se mesmo a ver e tinha que ser - é a geração do Gato Fedorento
e assim se nomeou um país, em cem anos de anedotário falgazão apenas entrecortado pelo breve período mais sisudo todos sabemos de quem...
breve, é maneira de dizer, há muito quem afiance que os 48 anos ainda perduram, a poder do nacional concursismo do nosso serviço público televisivo, safa !
e portanto, da caleche à internet e coisa & tal, o almoço a pagar é o branqueamento de uma geração a bem dizer tão gloriosa como as outras
esquecidos e por dizer, como convém à economia e aos objectivos em que a crónica se insere, ficam aqueles aspectozinhos da PIDE, dos assassinatos impunes, da tortura, do degredo, da prisão sem culpa formada nem direito a advogado, juíz ou defesa, da guerra do ultramar, da discriminação contra as mulheres, do analfabetismo generalizado, do condicionamento económico, do colonialismo, da censura, das eleições fraudulentas, da ausência de eleições, do partido único, dos portugueses de primeira, de segunda e de terceira, do isolamento internacional, do atraso do país, da miséria, da subalimentação, da emigração massiva, do caciquismo...
por muito bem disfarçado e mesmo que quase ninguém repare, jametinhasdito, ó Prof. João César das Neves
isto merece um museu
observacões são bem vindas
2007-03-02
recomenda-se
O site do Ministério da Educação... noticia uma recomendação intrigante:
"...
A segunda recomendação questiona a viabilidade do Curso de Línguas e Literaturas, que tem registado, nos últimos anos, uma procura muito baixa por parte dos alunos, impossibilitando a constituição de turmas nas escolas.
Considerando que esta situação conduz a uma formação precocemente especializada, que implica um reduzido leque de opções no prosseguimento de estudos, o GAAIRES defende a extinção do Curso de Línguas e Literaturas, com a consequente integração das suas disciplinas específicas no leque de optativas bienais e anuais do curso de Ciências Sociais e Humanas"
Jametinhasdito, ó GAAIRES... !
Também intriga um bocadinho a magreza franciscana do conjunto recomendações, a coberto da inefável técnica do chuta para o lado ... porque falta o amadurecimento(!) e o trabalho das escolas...!
Então para que diacho servirá o"Grupo de Acompanhamento", se não se considera habilitado a propor as alterações que se justifiquem ?
observacões são bem vindas
"...
A segunda recomendação questiona a viabilidade do Curso de Línguas e Literaturas, que tem registado, nos últimos anos, uma procura muito baixa por parte dos alunos, impossibilitando a constituição de turmas nas escolas.
Considerando que esta situação conduz a uma formação precocemente especializada, que implica um reduzido leque de opções no prosseguimento de estudos, o GAAIRES defende a extinção do Curso de Línguas e Literaturas, com a consequente integração das suas disciplinas específicas no leque de optativas bienais e anuais do curso de Ciências Sociais e Humanas"
Jametinhasdito, ó GAAIRES... !
Também intriga um bocadinho a magreza franciscana do conjunto recomendações, a coberto da inefável técnica do chuta para o lado ... porque falta o amadurecimento(!) e o trabalho das escolas...!
Então para que diacho servirá o"Grupo de Acompanhamento", se não se considera habilitado a propor as alterações que se justifiquem ?
observacões são bem vindas
2007-02-27
Preocupações
muita gente vai pegar nisto, mas como resistir ?
segundo oPúblico de hoje, Fátima Felgueiras jametinhadito, hoje, no salão dos Bombeiros Voluntários de Felgueiras, que "Não há nenhum autarca tão preocupado com a lei como eu"
naturalmente !
é uma afirmação de ciência, pelo que faz prova em Tribunal
pode servir de testemunho abonatório a muitos outros autarcas também a contas com a lei, embora eventualmente com razões para não estarem tão preocupados...
mas a autarca de Felgueiras, que adoptou o nome da Câmara Municipal a que preside, tem boas razões para estar preocupada com a lei
e a confissão é sempre passível de ser considerada circunstância atenuante
observacões são bem vindas
Realmente
a folha oficial da República dá hoje à estampa, designadamente, o Decreto-Lei nº 48/2007, aprovando a extinção do Serviço Nacional Coudélico e a criação da Fundação Alter Real
são inteiramente legítimas as certamente meritórias virtudes da alteração legislativa sobre a promoção da gestão do património e do conhecimento nas áreas da produção, indústria, ensino, cultura e investigação equestre
em tempos tão republicanos, dá gosto ver a instituição de uma Fundação Real pelo Estado português
a República será real ?
realmente jametinhasdito, ó República !!!
observacões são bem vindas
são inteiramente legítimas as certamente meritórias virtudes da alteração legislativa sobre a promoção da gestão do património e do conhecimento nas áreas da produção, indústria, ensino, cultura e investigação equestre
em tempos tão republicanos, dá gosto ver a instituição de uma Fundação Real pelo Estado português
a República será real ?
realmente jametinhasdito, ó República !!!
observacões são bem vindas
2007-02-26
Lapa
Que horas são que horas
Tamanho dia o outro.
Mas mesmo assim,
Considerada a memória, houve uma tal disparidade de marcas, de coisas, de ditos, de factos. Assim, assim, assim, assim, como era aquela no outro dia aquela como coreto e tal na tal metáfora?
Era assim ou assim
1974
observacões são bem vindas
Tamanho dia o outro.
Mas mesmo assim,
Considerada a memória, houve uma tal disparidade de marcas, de coisas, de ditos, de factos. Assim, assim, assim, assim, como era aquela no outro dia aquela como coreto e tal na tal metáfora?
Era assim ou assim
1974
observacões são bem vindas
Álvaro
A linguagem afastar-se-á do consenso, e exprimirá o desejo e a imaginação.
As profecias de Abab/Varetti – 1972
Álvaro Lapa – Exposição “Obras com palavras”, Museu da Cidade, 28 de Janeiro de 2007
observacões são bem vindas
As profecias de Abab/Varetti – 1972
Álvaro Lapa – Exposição “Obras com palavras”, Museu da Cidade, 28 de Janeiro de 2007
observacões são bem vindas
2007-02-23
Lisboa à vista
2007-02-17
António José Teixeira
estranho que o DN demore a noticiar a substituição da Direcção, apenas dedicando hoje umas linhas, em papel, ao agradecimento aos leitores e à expressão da justa convicção do bom trabalho feito em termos de qualidade e credibilidade
António José Teixeira teve muito pouco tempo, como vai sendo reiterada regra no DN, e é bom que se proporcionem condições a quem dirige um jornal, como é de boa visão assegurar em qualquer outro projecto ou funções
aguardemos as explicações mas jametinhasdito que salta à vista a casuística em vez de estratégia empresarial e planeamento de decisão como o respeito pelos leitores exige a quem detém um jornal ou a quem tem Clientes
talvez a direcção editorial e os leitores do DN sejam as primeiras vítimas da recente remodelação do Público
mas faz bem lembrar que, em geral, o êxito da navegação precisa mais de estabilidade e rumo certo do que de instáveis mudanças de direcção
é certo que as decisões são de responsabilidade de quem as toma, porém o DN é um património valioso demais para bruscas bolinas
e Portugal precisa de bons ventos de leitura, bem como de informação credível e de qualidade
observacões são bem vindas
António José Teixeira teve muito pouco tempo, como vai sendo reiterada regra no DN, e é bom que se proporcionem condições a quem dirige um jornal, como é de boa visão assegurar em qualquer outro projecto ou funções
aguardemos as explicações mas jametinhasdito que salta à vista a casuística em vez de estratégia empresarial e planeamento de decisão como o respeito pelos leitores exige a quem detém um jornal ou a quem tem Clientes
talvez a direcção editorial e os leitores do DN sejam as primeiras vítimas da recente remodelação do Público
mas faz bem lembrar que, em geral, o êxito da navegação precisa mais de estabilidade e rumo certo do que de instáveis mudanças de direcção
é certo que as decisões são de responsabilidade de quem as toma, porém o DN é um património valioso demais para bruscas bolinas
e Portugal precisa de bons ventos de leitura, bem como de informação credível e de qualidade
observacões são bem vindas
2007-02-08
não ou sim
No DN de ontem, Vasco Graça Moura usa a sua habitual coluna para dar a sua opinião sobre o próximo referendo.
Jametinhadito que nem não nem sim, antes pelo contrário, fica tudo como está!
Em resumo, branco mais branco não há!!
No último Verão, a Visão editou um conjunto de pequenos contos, todos de preço acessível, leitura fácil e bom efeito, em qualquer época do ano.
O de Vasco Graça Moura ("Duas mulheres em Novembro", salvo erro) versava justamente o aborto. Narrava o reencontro de duas portuguesas, de classes sociais marcadamente diferentes, reunidas pelos acasos da vida numa clínica para efeito de ... pois claro, um aborto!
Azares, opções, percursos, expectativas, direitos, obrigações, consciências, (pre)juízo social, estima pessoal, mais a classe social, enfim, um caldo de razões e emoções, em diálogos escassos, económicos, entrecortados, calados, contidos, vingados, ressentidos, ressaltados e sobretudo uma boa dose de introspecção, reflexões na primeira pessoa do singular, à vez, sobrepostas, contrapostas, uma história bem escrita, algo cinematográfica mas no interior da mente de cada uma daquelas duas mulheres, tão diferentes, tão iguais, a mesma afinal.
Os contextos: entre o 25 de Abril de 1974 e o 25 de Novembro de 1975, datas de virar de página e de páginas por virar, também em diálogos calados pelo escritor, também contrapostos e sobrepostos, como os mundos sonhados, rompidos e interrompidos em momentos cruciais da nossa história de há trinta e poucos anos, se bem que ainda assim carregada dos pesos do passado e do então futuro, com que ao fim e ao cabo ainda hoje nos debatemos - em véspera de mais um referendo, andamos à volta das mesmas razões de sempre, uma mais jurídicas que outras, muitas de fé, muitas de contrafé, muitas de má fé.
Fiquei, ao ler o dito conto, com a impressão de que naquela historieta se podiam ler várias oportunidades perdidas, de vidas individuais, de classes sociais, do país, da nação, e em especial da legislação sobre as condições em que tantas mulheres praticaram o aborto, durante muitas gerações, também as nossas gerações, certamente até às actuais gerações.
Os saltos revolucionários trouxeram a igualdade de direitos e a emancipação da mulher, na Constituição de 1976 e no Código Civil em 1977, o divórcio, o exercício do comércio, o voto, etc., mas não o aborto...
Nem tudo mudou, então...
Talvez a minha leitura tenha sido errada, abusiva, querida mais do que correctamente interpretada, afinal lida sem qualquer exegese, foi só a primeira impressão, era Verão, não havia campanha, os escritores podem ter razão antes de tempo, fora do tempo, o tempo todo - os leitores também !
Mas Vasco Graça Moura deu a volta à volta do assunto e voltou à mesma, para deixar tudo como está, cada vez lava mais branco...
observações são bem vindas
Jametinhadito que nem não nem sim, antes pelo contrário, fica tudo como está!
Em resumo, branco mais branco não há!!
No último Verão, a Visão editou um conjunto de pequenos contos, todos de preço acessível, leitura fácil e bom efeito, em qualquer época do ano.
O de Vasco Graça Moura ("Duas mulheres em Novembro", salvo erro) versava justamente o aborto. Narrava o reencontro de duas portuguesas, de classes sociais marcadamente diferentes, reunidas pelos acasos da vida numa clínica para efeito de ... pois claro, um aborto!
Azares, opções, percursos, expectativas, direitos, obrigações, consciências, (pre)juízo social, estima pessoal, mais a classe social, enfim, um caldo de razões e emoções, em diálogos escassos, económicos, entrecortados, calados, contidos, vingados, ressentidos, ressaltados e sobretudo uma boa dose de introspecção, reflexões na primeira pessoa do singular, à vez, sobrepostas, contrapostas, uma história bem escrita, algo cinematográfica mas no interior da mente de cada uma daquelas duas mulheres, tão diferentes, tão iguais, a mesma afinal.
Os contextos: entre o 25 de Abril de 1974 e o 25 de Novembro de 1975, datas de virar de página e de páginas por virar, também em diálogos calados pelo escritor, também contrapostos e sobrepostos, como os mundos sonhados, rompidos e interrompidos em momentos cruciais da nossa história de há trinta e poucos anos, se bem que ainda assim carregada dos pesos do passado e do então futuro, com que ao fim e ao cabo ainda hoje nos debatemos - em véspera de mais um referendo, andamos à volta das mesmas razões de sempre, uma mais jurídicas que outras, muitas de fé, muitas de contrafé, muitas de má fé.
Fiquei, ao ler o dito conto, com a impressão de que naquela historieta se podiam ler várias oportunidades perdidas, de vidas individuais, de classes sociais, do país, da nação, e em especial da legislação sobre as condições em que tantas mulheres praticaram o aborto, durante muitas gerações, também as nossas gerações, certamente até às actuais gerações.
Os saltos revolucionários trouxeram a igualdade de direitos e a emancipação da mulher, na Constituição de 1976 e no Código Civil em 1977, o divórcio, o exercício do comércio, o voto, etc., mas não o aborto...
Nem tudo mudou, então...
Talvez a minha leitura tenha sido errada, abusiva, querida mais do que correctamente interpretada, afinal lida sem qualquer exegese, foi só a primeira impressão, era Verão, não havia campanha, os escritores podem ter razão antes de tempo, fora do tempo, o tempo todo - os leitores também !
Mas Vasco Graça Moura deu a volta à volta do assunto e voltou à mesma, para deixar tudo como está, cada vez lava mais branco...
observações são bem vindas
2007-01-31
2007-01-29
Otana
com pompa e circunstância, o Ministro Máro Lino anunciou liturgicamente o modelo de privatização da ANA - Aeroportos de Portugal, S.A., a realizar conjuntamente com a adjudicação da construção e exploração do novo aeroporto, a implantar na Ota
a venda da ANA, através da transmissão maioria do respectivo capital representa, afirmou, a garantia da "atractividade dos capitais privados"
a par, também anunciou o aumento do montante total do investimento previsto e o alargamento do prazo de concessão, que era de 30 anos mas será ampliado
ou seja, mudança de pressupostos
aquilo que foi explicado publicamente já não é bem assim...
afinal, nem investimento nem concessão nem tráfego nem modelo serão os anteriormente anunciados
provavelmente, também não serão estas as condições finais, pois até ao lavar dos cestos é vindima
ainda subsiste o local, talvez o mais difícil de explicar, dadas as desvantagens óbvias decorrentes da distância, incómodo e previsíveis prejuízos que decorrerão do percurso a vencer para o principal destino dos passageiros e carga - Lisboa
curioso é o argumento da "atractividade dos capitais privados"...
os capitais privados ficarãp com o conjunto da gestão aeroportuária, talvez para não haver surpresas desagradáveis pós privatização, como tantas vezes sucedeu, assumindo-se claramente o Estado como estrito vendedor da banha da cobra pronto a alterar as regras a meio do jogo
é análogo à concessão das duas pontes, em Lisboa, no esquema financeiro da construção da nova ponte sobre o Tejo - aos privados foi assegurado que não há concorrência; há outros exemplos de concessões nestas circunstâncias, veremos se não são sempre os mesmos beneficiários, por sinal grandes paladinos do "mercado" que no entanto se dão tão mal com a existência de concorrência e a eliminam logo nos cadernos de encargos e contratos de concessão
é obra !
mas não é obra da mão invisível, é tudo ministerialmente conseguido à custa da intervenção do Estado!
e não são planos quinquenais, são concessões a 30 anos e mais !!!
jámetinhasdito, ó Ministro Mário Lino
veremos se não é mais um fogo fátuo da Gare Marítima de Alcântara, que em democracia já testemunhou vários fiascos quase tão megalómanos como os da utopia do Império
com projectos e artes de comunicação e imagem pagos a peso de ouro pelo erário público
observacoes sao bem vindas
a venda da ANA, através da transmissão maioria do respectivo capital representa, afirmou, a garantia da "atractividade dos capitais privados"
a par, também anunciou o aumento do montante total do investimento previsto e o alargamento do prazo de concessão, que era de 30 anos mas será ampliado
ou seja, mudança de pressupostos
aquilo que foi explicado publicamente já não é bem assim...
afinal, nem investimento nem concessão nem tráfego nem modelo serão os anteriormente anunciados
provavelmente, também não serão estas as condições finais, pois até ao lavar dos cestos é vindima
ainda subsiste o local, talvez o mais difícil de explicar, dadas as desvantagens óbvias decorrentes da distância, incómodo e previsíveis prejuízos que decorrerão do percurso a vencer para o principal destino dos passageiros e carga - Lisboa
curioso é o argumento da "atractividade dos capitais privados"...
os capitais privados ficarãp com o conjunto da gestão aeroportuária, talvez para não haver surpresas desagradáveis pós privatização, como tantas vezes sucedeu, assumindo-se claramente o Estado como estrito vendedor da banha da cobra pronto a alterar as regras a meio do jogo
é análogo à concessão das duas pontes, em Lisboa, no esquema financeiro da construção da nova ponte sobre o Tejo - aos privados foi assegurado que não há concorrência; há outros exemplos de concessões nestas circunstâncias, veremos se não são sempre os mesmos beneficiários, por sinal grandes paladinos do "mercado" que no entanto se dão tão mal com a existência de concorrência e a eliminam logo nos cadernos de encargos e contratos de concessão
é obra !
mas não é obra da mão invisível, é tudo ministerialmente conseguido à custa da intervenção do Estado!
e não são planos quinquenais, são concessões a 30 anos e mais !!!
jámetinhasdito, ó Ministro Mário Lino
veremos se não é mais um fogo fátuo da Gare Marítima de Alcântara, que em democracia já testemunhou vários fiascos quase tão megalómanos como os da utopia do Império
com projectos e artes de comunicação e imagem pagos a peso de ouro pelo erário público
observacoes sao bem vindas
2006-12-20
Ditosa Natalícia
2006-12-19
Jesus Muçulmano
Faranaz Keshavjee, muçulmana, Membro da Comunidade Ismailita, jametinhadito que Jesus é Muçulmano!
Em plena época natalícia, este interessante artigo do Público de hoje traz a oliveira do ecumenismo, da possibilidade e da necessidade de concórdia e harmonia.
E propõe a via do “re-conhecimento do outro”, não só nas suas diferenças mas também no muito que nos torna iguais: a dúvida e a esperança de todos nós, afinal simplesmente humanos e vulneráveis perante as complexidades da vida.
Recentemente, em contraponto, vem sendo noticiada alguma movimentação no Vaticano para o regresso da missa em latim.
E, por último, a substituição, na missa, da tradicional referência à “salvação de todos” por outra, a “salvação de muitos”, alegadamente mais próximo de pro multis, do tempo da missa dita em latim.
Mas antes do latim, era em grego, oi polloi, e a salvação de Cristo era destinada à generalidade da comunidade.
Será um pormenor, mas não deixa de indiciar certa tendência redutora; ora, a doutrina católica (aquela oficial da Igreja Romana) tem, até etimologicamente, vocação universal, pressupõe abrangência e compreensão, inclusão e universalidade.
De volta então a Faranaz Keshavjee e à sua proposta universalista, a partir da consideração de Jesus pelo Islão como um Profeta e Guia Espiritual.
Movida pela curiosidade intelectual, humanista e afectiva, Faranaz Keshavjee estudou e revisitou os fundamentos do Islão, e afirma:
- “Jesus surge no Alcorão e nos Evangelhos (ditos) Muçulmanos como o Profeta do Amor; o Guia das virtudes cardinais: a Paciência, a Humildade, a Renúncia ao materialismo, o Silêncio. Jesus também aparece como o "obreiro dos milagres"; o "viajante"; o "arrependido"; o "Redentor". Jesus é para os muçulmanos o Selo dos Santos. Jesus, é o grande Sufi. Jesus também é muçulmano!”
Para a doutrina Católica, Jesus está em toda a parte.
Nos corações muçulmanos e nos nossos.
Crentes de todas crenças.
Titulares de múltiplas humanas diferenças.
E de múltiplas humanas semelhanças !
Feliz Natal ! ! !
observacoes sao bem vindas
Em plena época natalícia, este interessante artigo do Público de hoje traz a oliveira do ecumenismo, da possibilidade e da necessidade de concórdia e harmonia.
E propõe a via do “re-conhecimento do outro”, não só nas suas diferenças mas também no muito que nos torna iguais: a dúvida e a esperança de todos nós, afinal simplesmente humanos e vulneráveis perante as complexidades da vida.
Recentemente, em contraponto, vem sendo noticiada alguma movimentação no Vaticano para o regresso da missa em latim.
E, por último, a substituição, na missa, da tradicional referência à “salvação de todos” por outra, a “salvação de muitos”, alegadamente mais próximo de pro multis, do tempo da missa dita em latim.
Mas antes do latim, era em grego, oi polloi, e a salvação de Cristo era destinada à generalidade da comunidade.
Será um pormenor, mas não deixa de indiciar certa tendência redutora; ora, a doutrina católica (aquela oficial da Igreja Romana) tem, até etimologicamente, vocação universal, pressupõe abrangência e compreensão, inclusão e universalidade.
De volta então a Faranaz Keshavjee e à sua proposta universalista, a partir da consideração de Jesus pelo Islão como um Profeta e Guia Espiritual.
Movida pela curiosidade intelectual, humanista e afectiva, Faranaz Keshavjee estudou e revisitou os fundamentos do Islão, e afirma:
- “Jesus surge no Alcorão e nos Evangelhos (ditos) Muçulmanos como o Profeta do Amor; o Guia das virtudes cardinais: a Paciência, a Humildade, a Renúncia ao materialismo, o Silêncio. Jesus também aparece como o "obreiro dos milagres"; o "viajante"; o "arrependido"; o "Redentor". Jesus é para os muçulmanos o Selo dos Santos. Jesus, é o grande Sufi. Jesus também é muçulmano!”
Para a doutrina Católica, Jesus está em toda a parte.
Nos corações muçulmanos e nos nossos.
Crentes de todas crenças.
Titulares de múltiplas humanas diferenças.
E de múltiplas humanas semelhanças !
Feliz Natal ! ! !
observacoes sao bem vindas
2006-11-22
bemquerer instante
americanices
um Ditos para desanuviar de tanta notícia de digestão difícil - eis uma das muitas boas razões para se apagar a TV ao jantar !!!
registo de interesses e inspiração: tudo fonte no bom DN lido durante o almoço (!)
ora, sucede que a Edições Murdoch (vulgo News Corporation) anuncia a desedição de magífico ex-futuro-best seller dedicado à (in)verosimilhante novela dos eventuais, supostos, alegados factos que assim teriam sido praticados isto a terem sido praticados por mediática personagem de nome sincopadao à americana, um tal OJ Simpson, ex-futebolista de uma estranha modalidade sem pés nem bola;
a Televisões Murdoch (vulgo Fox) cancela a emissão da correspectiva entrevista promocional;
o Presidente Murdoch (vulgo Robert) veio piamente explicar que o assunto era doentio, isto depois de queixas de púdicos cidadãos, incomodados telespectadores e, igualmente palpável mas um tudo nada menos etéreo, umas ameaças de processos em busca de chorudas indemnizações (à la americana, tudo aos milhões) por parte de diligentes e ansiosos causídicos da Família das vítimas - a saber, a ex-mulher do ex-futuro escritor de best sellers e um amigo dela
claro que não estamos livres de o dito livro acabar por ser publicado e o ex-futuro autor poderá mais tarde reclamar que pôs os americanos a ler, agora com a publicidade reforçada do aspecto doentio da trama e correspondente fascínio acrescido
tão pouco de haver à mesma uns processos de indemnização por prejuízos havidos e não havidos
mas se há moral a retirar desta historieta é que tudo tem o seu limite mesmo na pátria da liberdade de expressão, passe os solavancos das mesmas - a pátria, a liberdade e a expressão
(esta linha de raciocínio poderia dar pano para mangas...)
outro ponto a assinalar é que os factos ocorreram em 12 de Junho de 1994 e foram julgados em 3 de Outubro de 1995 !
1 ano e 3 meses para perseguição, detenção, inquérito, acusação, instrução, defesa, nomeação de jurados, constituição do Tribunal, produção das provas, audiências, alegações, julgamento e decisão !!
é obra !!!
claro que há pequenos reversos: a absolvição criminal de OJ Simpson mereceu intensas críticas, de natureza processual e material, para além de não coincidir com a decisão civil condenatória
em contrapartida, consta que não terá sido pago um dólar aos queixosos, familiares das vítimas
mas o cândido ex-escritor tem direito ao jametinhasdito deste post ao afirmar "Eu queria apenas esclarecer algumas coisas que ficaram pouco claras" !
pouco claras? algumas coisas ?
jametinhastido, OJ Simpson ... !
observacoes sao bem vindas
registo de interesses e inspiração: tudo fonte no bom DN lido durante o almoço (!)
ora, sucede que a Edições Murdoch (vulgo News Corporation) anuncia a desedição de magífico ex-futuro-best seller dedicado à (in)verosimilhante novela dos eventuais, supostos, alegados factos que assim teriam sido praticados isto a terem sido praticados por mediática personagem de nome sincopadao à americana, um tal OJ Simpson, ex-futebolista de uma estranha modalidade sem pés nem bola;
a Televisões Murdoch (vulgo Fox) cancela a emissão da correspectiva entrevista promocional;
o Presidente Murdoch (vulgo Robert) veio piamente explicar que o assunto era doentio, isto depois de queixas de púdicos cidadãos, incomodados telespectadores e, igualmente palpável mas um tudo nada menos etéreo, umas ameaças de processos em busca de chorudas indemnizações (à la americana, tudo aos milhões) por parte de diligentes e ansiosos causídicos da Família das vítimas - a saber, a ex-mulher do ex-futuro escritor de best sellers e um amigo dela
claro que não estamos livres de o dito livro acabar por ser publicado e o ex-futuro autor poderá mais tarde reclamar que pôs os americanos a ler, agora com a publicidade reforçada do aspecto doentio da trama e correspondente fascínio acrescido
tão pouco de haver à mesma uns processos de indemnização por prejuízos havidos e não havidos
mas se há moral a retirar desta historieta é que tudo tem o seu limite mesmo na pátria da liberdade de expressão, passe os solavancos das mesmas - a pátria, a liberdade e a expressão
(esta linha de raciocínio poderia dar pano para mangas...)
outro ponto a assinalar é que os factos ocorreram em 12 de Junho de 1994 e foram julgados em 3 de Outubro de 1995 !
1 ano e 3 meses para perseguição, detenção, inquérito, acusação, instrução, defesa, nomeação de jurados, constituição do Tribunal, produção das provas, audiências, alegações, julgamento e decisão !!
é obra !!!
claro que há pequenos reversos: a absolvição criminal de OJ Simpson mereceu intensas críticas, de natureza processual e material, para além de não coincidir com a decisão civil condenatória
em contrapartida, consta que não terá sido pago um dólar aos queixosos, familiares das vítimas
mas o cândido ex-escritor tem direito ao jametinhasdito deste post ao afirmar "Eu queria apenas esclarecer algumas coisas que ficaram pouco claras" !
pouco claras? algumas coisas ?
jametinhastido, OJ Simpson ... !
observacoes sao bem vindas
2006-11-19
gastação au Madeira
este jametinhasdito é um post scriputum à nota sobre gastadura natalícia
é que no entretanto o FIDELíssimo Alberto João Jardim antecipou-se aos gastadores do con-tenente e já deu fogo à peça nas iluminaduras festivas, para gáudio de turistas e locais
está bom de ver que é bonito de ver e a sensação é agradável, o que também tem a sua conta e medida numa região com invulgares atractivos turísticos merecedores de iniciativas aptas a potenciar essa importante fatia da economia
a ideia de necessidade de contenção mantém inteiro mérito mas, doseadamente e com critérios prudentes quanto a gastos de dinheiros públicos, há investimentos que não podem deixar de ser feitos sob pena de se comprometer o retorno de parcela da actividade económica relevante para o desenvolvimento da região
mas o malho volta à mula da cooperativa e o bailinho da Madeira vai ao ponto de ter sido adjudicada a festança a deputados do PSD, Jaime Ramos e filho, por via de insularidades legislativas que mandam às malvas a ética nos negócios e a moral na política
mas jámetinhamdito que na madeira da ilha não há moralidade
só comem alguns
os mesmos
e tudo
observacoes sao bem vindas
é que no entretanto o FIDELíssimo Alberto João Jardim antecipou-se aos gastadores do con-tenente e já deu fogo à peça nas iluminaduras festivas, para gáudio de turistas e locais
está bom de ver que é bonito de ver e a sensação é agradável, o que também tem a sua conta e medida numa região com invulgares atractivos turísticos merecedores de iniciativas aptas a potenciar essa importante fatia da economia
a ideia de necessidade de contenção mantém inteiro mérito mas, doseadamente e com critérios prudentes quanto a gastos de dinheiros públicos, há investimentos que não podem deixar de ser feitos sob pena de se comprometer o retorno de parcela da actividade económica relevante para o desenvolvimento da região
mas o malho volta à mula da cooperativa e o bailinho da Madeira vai ao ponto de ter sido adjudicada a festança a deputados do PSD, Jaime Ramos e filho, por via de insularidades legislativas que mandam às malvas a ética nos negócios e a moral na política
mas jámetinhamdito que na madeira da ilha não há moralidade
só comem alguns
os mesmos
e tudo
observacoes sao bem vindas
loas a recato
sob os auspícios do nortista e populista Menezes, um dirigente do PSD explicou no claro exigir de Cavaco Silva o devido recato nas loas a Sócrates
jametinhasdito !
ou andam esquecidos do que Sócrates fez para lá pôr o Cavaco ?
até o Marocas acabou por perceber...
e a quem não se queira lembrar, Santana reexplicou tim tim por tim em hilariante entrevista de apresentação de mais um sucesso editorial de pôr-os-portugueses-a-ler
agora queixam-se ?
jametinhamdito ...
observacoes sao bem vindas
jametinhasdito !
ou andam esquecidos do que Sócrates fez para lá pôr o Cavaco ?
até o Marocas acabou por perceber...
e a quem não se queira lembrar, Santana reexplicou tim tim por tim em hilariante entrevista de apresentação de mais um sucesso editorial de pôr-os-portugueses-a-ler
agora queixam-se ?
jametinhamdito ...
observacoes sao bem vindas
2006-11-17
gastação
era início de Novembro e estava a Av. da Liberdade em sessão de embelezamento natalício, com esferas a frutificar nas árvores, algumas das quais azuis, bem promissoras...
parecia cedo para a iluminação de Natal e tarde para a antecipação de Santana Lopes, o "Estável", longe que vão os tempos da iluminação natalícia a rodos logo no início de Outubro
depois chegou a notícia: por razões de contenção, as luzes acendem apenas duas semanas mais tarde que o previsto, a 25 de Novembro
ainda assim, um mês para alegrar a cidade, animar o comércio e iluminar os munícipes
entretanto, Eduardo Prado Coelho acolheu o tema no "Fio do Horizonte", inquieto com as despesas ainda assim excessivas em época de crise - debatia-se o Orçamento do Estado por esses dias e invocava-se a dificuldade financeira que a Câmara causou ao Município de Lisboa
pareceu estranho, quase merecia um jametinhasdto de júbilo!
pelo raro e oportuno acerto de sensatez tanto como pelo inusitado lampejo de económica racionalidade vindo de quem de esquerda política, literária e cultural !!!
é claro que estabelecimentos há que já iluminam tudo al redor para captar fidúcia ao freguês, es la vida - mas aí o caso é privado, o investidor assume o investimento, o risco e a despesa inicial, embora no final o Cliente acabe por pagar, na despesa que faz, a despesa da luz do Natal
nas Avenidas e na Baixa a conversa é bem outra, pagamos nós a investidura da Câmara no alento dos comerciantes, no embelezamento da urbe e no extasiar dos transeuntes
ora, vem hoje à luz que a Câmara de Lisboa já contabiliza mil milhões de euros de encargos financeiros, dos quais duzentos milhões em dívida de curto prazo, tudo sujeito a juros, portanto
espera-se um especial esforço de contenção
há bem pouco tempo uma carta ao director de um jornal diário falava na falta de verba que foi invocada oficialmente para não se avançar com um projecto de edições de obras da literatura portuguesa, desperdiçando-se importantes apoios de fundações americanas; e citava António Hespanha que perante o mesmo tipo de cortes recorria ao argumento de comparação com a despesa em efémeros fogos de artifício
apesar da agradável sensação que os espectáculos de fogos de artifício proporcionam, a crescidos e graúdos, a evocação deixa um nó na garganta: em tempo de contenção alto e pára o baile, o foguetório fica para depois, quando houver excedente ou suficiente margem de manobra para folias, satisfeitas que estejam as obrigações fundamentais do Estado e da Autarquia, sem prejuízo algum para projectos prioritários
se a hora é de poupar, a Câmara tem que dar o exemplo e não gastar o que tem e o que não tem
e é bom que alguém veja claro por entre as zangas de comadres com que nos empoeiram os olhos
poupe-se na artificial mas... haja luz !!!
observacoes sao bem vindas
parecia cedo para a iluminação de Natal e tarde para a antecipação de Santana Lopes, o "Estável", longe que vão os tempos da iluminação natalícia a rodos logo no início de Outubro
depois chegou a notícia: por razões de contenção, as luzes acendem apenas duas semanas mais tarde que o previsto, a 25 de Novembro
ainda assim, um mês para alegrar a cidade, animar o comércio e iluminar os munícipes
entretanto, Eduardo Prado Coelho acolheu o tema no "Fio do Horizonte", inquieto com as despesas ainda assim excessivas em época de crise - debatia-se o Orçamento do Estado por esses dias e invocava-se a dificuldade financeira que a Câmara causou ao Município de Lisboa
pareceu estranho, quase merecia um jametinhasdto de júbilo!
pelo raro e oportuno acerto de sensatez tanto como pelo inusitado lampejo de económica racionalidade vindo de quem de esquerda política, literária e cultural !!!
é claro que estabelecimentos há que já iluminam tudo al redor para captar fidúcia ao freguês, es la vida - mas aí o caso é privado, o investidor assume o investimento, o risco e a despesa inicial, embora no final o Cliente acabe por pagar, na despesa que faz, a despesa da luz do Natal
nas Avenidas e na Baixa a conversa é bem outra, pagamos nós a investidura da Câmara no alento dos comerciantes, no embelezamento da urbe e no extasiar dos transeuntes
ora, vem hoje à luz que a Câmara de Lisboa já contabiliza mil milhões de euros de encargos financeiros, dos quais duzentos milhões em dívida de curto prazo, tudo sujeito a juros, portanto
espera-se um especial esforço de contenção
há bem pouco tempo uma carta ao director de um jornal diário falava na falta de verba que foi invocada oficialmente para não se avançar com um projecto de edições de obras da literatura portuguesa, desperdiçando-se importantes apoios de fundações americanas; e citava António Hespanha que perante o mesmo tipo de cortes recorria ao argumento de comparação com a despesa em efémeros fogos de artifício
apesar da agradável sensação que os espectáculos de fogos de artifício proporcionam, a crescidos e graúdos, a evocação deixa um nó na garganta: em tempo de contenção alto e pára o baile, o foguetório fica para depois, quando houver excedente ou suficiente margem de manobra para folias, satisfeitas que estejam as obrigações fundamentais do Estado e da Autarquia, sem prejuízo algum para projectos prioritários
se a hora é de poupar, a Câmara tem que dar o exemplo e não gastar o que tem e o que não tem
e é bom que alguém veja claro por entre as zangas de comadres com que nos empoeiram os olhos
poupe-se na artificial mas... haja luz !!!
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2006-11-10
túnel a metro
em seu afã tuneleiro, a Câmara Municipal de Lisboa tem prolongadamente massacrado o escalpe aos transeuntes das redondezas da Praça Marquês de Pombal, centro geográfico e de circulação pedonal em Lisboa, movimentando diariamente muitos milhares de cidadãos, assim rotundamente atingidos por demoradas obras, desfeitas e manobras no epicentro metropolitano da capital
na Rotunda, as passadeiras provisórias eternizam-se, os circuitos precarizam-se, as paragens de autocarro descontinuam-se, a fluidez ressente-se, os semáforos intermitentes acostumam-se, os sinais de trânsito transfugam-se, os polícias plantaram-se e as máquinas sedimentam-se - umas jazem lá sepultadas, algumas já lá nasceram, outras ficam lá reformadas ...
ontem, dia de greve de trabalhadores do Metropolitano, o túnel de acesso ao popular transporte subterrâneo apresentou-se decorado a pesadas grades: encerrado !
sucede que o ditoso túnel serve há décadas de travessia subterrânea da Avenida da Liberdade, eixo central da cidade por onde cruzam apressados automobilistas na chuva dissolvente dos afazeres rotineiros e dos percursos viários
junto à Praça Marquês de Pombal não há passadeiras de peões sobre a Avenida da Liberdade
aliás, para evitar tão perigosa travessia face ao movimento contínuo e intenso de automóveis que de muitos lados acedem e percorrem aquela rotunda, o passeio está delimitado por correntes metálicas que deliberadamente dificultam a passagem de peões, assim forçados a recorrer ao túnel
ou seja, foi o descalabro, com pessoas de todas as idades e condições a terem que calcorrear passeios e relva, ultrapassar as correntes e atravessar arriscadamente os lanços centrais da Avenida da Liberdade por entre automóveis desenfreados
a Câmara Municipal de Lisboa tenta abrir um túnel mas fecha os que já existem, compromeotendo a segurança dos transeuntes
jametinhasdito, ó CML pseudo-tuneleira !!!
tá mal...
observacoes sao bem vindas
na Rotunda, as passadeiras provisórias eternizam-se, os circuitos precarizam-se, as paragens de autocarro descontinuam-se, a fluidez ressente-se, os semáforos intermitentes acostumam-se, os sinais de trânsito transfugam-se, os polícias plantaram-se e as máquinas sedimentam-se - umas jazem lá sepultadas, algumas já lá nasceram, outras ficam lá reformadas ...
ontem, dia de greve de trabalhadores do Metropolitano, o túnel de acesso ao popular transporte subterrâneo apresentou-se decorado a pesadas grades: encerrado !
sucede que o ditoso túnel serve há décadas de travessia subterrânea da Avenida da Liberdade, eixo central da cidade por onde cruzam apressados automobilistas na chuva dissolvente dos afazeres rotineiros e dos percursos viários
junto à Praça Marquês de Pombal não há passadeiras de peões sobre a Avenida da Liberdade
aliás, para evitar tão perigosa travessia face ao movimento contínuo e intenso de automóveis que de muitos lados acedem e percorrem aquela rotunda, o passeio está delimitado por correntes metálicas que deliberadamente dificultam a passagem de peões, assim forçados a recorrer ao túnel
ou seja, foi o descalabro, com pessoas de todas as idades e condições a terem que calcorrear passeios e relva, ultrapassar as correntes e atravessar arriscadamente os lanços centrais da Avenida da Liberdade por entre automóveis desenfreados
a Câmara Municipal de Lisboa tenta abrir um túnel mas fecha os que já existem, compromeotendo a segurança dos transeuntes
jametinhasdito, ó CML pseudo-tuneleira !!!
tá mal...
observacoes sao bem vindas
2006-11-08
a paga e a banca
em momento de rara actualidade, pois decorre ainda a quadratura do círculo, este post cai pesadamente sobre António Lobo Xavier, invectivando contra o justicialismo e defendendo o statuo quo da magra contribuição bancária para o bolo fiscal da nação
António Lobo Xavier jametinhadito que são as pessoas que pagam os impostos e por isso o agravamento da tributação sobre a banca sairá reflexamente dos bolsos dos contribuintes
escondendo embora alguma verdade, a afirmação de António Lobo Xavier deixa de fora o rabo dos donos dos bancos, os respectivos accionistas, cujo lucro se encontra algures entre os momentos de pagamento de impostos por parte dos conglomerados bancários e os custos efectivamente suportados pelos cidadãos, em particular pelos cidadãos contribuintes e mais em particular pelos cidadãos contribuintes que são inexoravelmente Clientes dos bancos
e esse algures é muito precioso, importando defendê-lo a todo o custo de qualquer diferimento, como bem se depreende e entrelê da revolta de João Salgueiro
também Jorge Coelho tem direito a realce e distinção, pela "discriminação positiva" que insistentemente reconhece aos bancos, esquecendo-se de clarificar que tal "discriminação positiva" é reconhecida a favor (!) e em benefício (!!) dos bancos mas contra os contribuintes em geral (!!!), afinal as pessoas que pagam os impostos a que se refere o seu companheiro de quadricircularização
a esquadria da esfera dos impostos bancários tem também um senão contra os Clientes dos bancos, por via de preços não sujeitos a regulação nem a regime de transparência ou fundamentação, limitando-se a supervisão bancária a exigir a afixação das comissões cobradas pelos serviços prestados, obrigação naturalmente cumprida em cartaz de letra de corpo mínimo afixado no andar de cima da agência ou loja de atendimento, em paredes cegas de suporte às escadas ou notro esconso enfeitado a floreira, tudo locais por onde ninguém circula ou sem condições para leitura nem a indispensável lupa
e só há escassos dias foi possível começar a travar uma arrevesada prática de décadas em que os bancos arredondam segundo as conveniências, invertendo o critério para manter o remanescente sempre a favor da banca, que assim ganha sempre, como nos casinos
é que de aperto em aperto ainda assutam a banca mais rentável da Europa...
observacoes sao bem vindas
António Lobo Xavier jametinhadito que são as pessoas que pagam os impostos e por isso o agravamento da tributação sobre a banca sairá reflexamente dos bolsos dos contribuintes
escondendo embora alguma verdade, a afirmação de António Lobo Xavier deixa de fora o rabo dos donos dos bancos, os respectivos accionistas, cujo lucro se encontra algures entre os momentos de pagamento de impostos por parte dos conglomerados bancários e os custos efectivamente suportados pelos cidadãos, em particular pelos cidadãos contribuintes e mais em particular pelos cidadãos contribuintes que são inexoravelmente Clientes dos bancos
e esse algures é muito precioso, importando defendê-lo a todo o custo de qualquer diferimento, como bem se depreende e entrelê da revolta de João Salgueiro
também Jorge Coelho tem direito a realce e distinção, pela "discriminação positiva" que insistentemente reconhece aos bancos, esquecendo-se de clarificar que tal "discriminação positiva" é reconhecida a favor (!) e em benefício (!!) dos bancos mas contra os contribuintes em geral (!!!), afinal as pessoas que pagam os impostos a que se refere o seu companheiro de quadricircularização
a esquadria da esfera dos impostos bancários tem também um senão contra os Clientes dos bancos, por via de preços não sujeitos a regulação nem a regime de transparência ou fundamentação, limitando-se a supervisão bancária a exigir a afixação das comissões cobradas pelos serviços prestados, obrigação naturalmente cumprida em cartaz de letra de corpo mínimo afixado no andar de cima da agência ou loja de atendimento, em paredes cegas de suporte às escadas ou notro esconso enfeitado a floreira, tudo locais por onde ninguém circula ou sem condições para leitura nem a indispensável lupa
e só há escassos dias foi possível começar a travar uma arrevesada prática de décadas em que os bancos arredondam segundo as conveniências, invertendo o critério para manter o remanescente sempre a favor da banca, que assim ganha sempre, como nos casinos
é que de aperto em aperto ainda assutam a banca mais rentável da Europa...
observacoes sao bem vindas
2006-10-31
Greve a metro
Estão em greve os trabalhadores do metro, em Lisboa. Entre os maquinistas a adesão aproxima-se dos 100%, segundo os sindicatos FESTRU. As estações estão todas paradas. O trânsito, caótico. A empresa contratou transportes alternativos, a 100.000 euros por dia.
É a quinta vez este ano que o metro para por greve. E estão previstas mais paralisações nos próximos dias 7 e 9 de Novembro.
A greve prejudica todos os utentes – de modo mais grave quem já pagou as assinaturas – e a economia da cidade, bem como a boa disposição da população em geral afectada pelos desacertos, atrasos e arrelias induzidos pela paralisação do metropolitano e pela sobrecarga dos outros meios de transporte.
A conflitualidade decorre da luta pelo prolongamento do acordo de empresa celebrado em 1976 e que termina no fim de 2007. São pois direitos e regalias de um pacto com 30 anos que se discutem acirradamente. Ninguém cede, ninguém desiste dos seus interesses, ninguém acautela os interesses alheios.
Ora, vai um jametinhasdito de ira para os (ir)responsáveis sindicais, para os (ir)responsáveis patronais e para os (ir)responsáveis da tutela governativa.
Porque não explicam de modo transparente porque é que utentes e população em geral têm que pagar tão pesada factura, porque não ponderam os legítimos interesses próprios com os igualmente legítimos interesses alheios, porque não mostram trabalho feito de boa vontade na resolução das divergências sem as tornar conflituosas e nocivas para a empresa, para os seus Clientes e para a comunidade.
A empresa pública Metropolitano de Lisboa aparece em 279º lugar na classificação das mil maiores empresas não financeiras feita pelo jornal “Público”, com vendas de 71,6 milhões de euros.
Mas apresenta 162 milhões de euros de prejuízo, ou seja, mais do dobro do que facturou em 2005.
E as vendas diminuíram 4,4% apesar do aumento do preço dos bilhetes e assinaturas.
Há portanto um problema estrutural e há responsáveis pelo problema estrutural. Haverá solução para o problema estrutural ?
A criação de condições para o estado permanente de greve parece agravar a situação da empresa e do estado dos transportes da cidade.
Quem manda ? quem gere ? quem decide ?
Aliás, a crise estende-se ao sector: no extremo errado da classificação do Público aparece a CP com a orbital quantia de 1.444,6 milhões de euros de capitais próprios negativos – tenebroso.
Compara com o déficit do sector eléctrico, de 400 milhões de euros, que tanta celeuma deu.
Mas o sector dos transportes continua, avassalador: mais algumas centenas de milhões de euros preenchem a negro o fundo da tabela classificativa dos capitais próprios negativos.
Estão lá a Carris, de Lisboa, a STPC, do Porto, a EMEF, os Estaleiros Navais de Viana do Castelo, a Fiat Portuguesa (privada) e outras, manchando o sector e, por arrastamento, uma boa parte da nossa economia.
Com índices assim, é fácil concluir que a recuperação vem longe...
E em casa onde não há pão, trabalhadores, gestores públicos e governantes, todos ralham sem razão, e quem paga a fava é o povão.
A greve não ajuda a resolver a crise da empresa e atinge sobretudo quem precisa de recorrer à rede pública de transportes. Os responsáveis - sindicais, patronais e governamentais - têm é que apresentar trabalho e resultados.
Assim, não !
observacoes sao bem vindas
É a quinta vez este ano que o metro para por greve. E estão previstas mais paralisações nos próximos dias 7 e 9 de Novembro.
A greve prejudica todos os utentes – de modo mais grave quem já pagou as assinaturas – e a economia da cidade, bem como a boa disposição da população em geral afectada pelos desacertos, atrasos e arrelias induzidos pela paralisação do metropolitano e pela sobrecarga dos outros meios de transporte.
A conflitualidade decorre da luta pelo prolongamento do acordo de empresa celebrado em 1976 e que termina no fim de 2007. São pois direitos e regalias de um pacto com 30 anos que se discutem acirradamente. Ninguém cede, ninguém desiste dos seus interesses, ninguém acautela os interesses alheios.
Ora, vai um jametinhasdito de ira para os (ir)responsáveis sindicais, para os (ir)responsáveis patronais e para os (ir)responsáveis da tutela governativa.
Porque não explicam de modo transparente porque é que utentes e população em geral têm que pagar tão pesada factura, porque não ponderam os legítimos interesses próprios com os igualmente legítimos interesses alheios, porque não mostram trabalho feito de boa vontade na resolução das divergências sem as tornar conflituosas e nocivas para a empresa, para os seus Clientes e para a comunidade.
A empresa pública Metropolitano de Lisboa aparece em 279º lugar na classificação das mil maiores empresas não financeiras feita pelo jornal “Público”, com vendas de 71,6 milhões de euros.
Mas apresenta 162 milhões de euros de prejuízo, ou seja, mais do dobro do que facturou em 2005.
E as vendas diminuíram 4,4% apesar do aumento do preço dos bilhetes e assinaturas.
Há portanto um problema estrutural e há responsáveis pelo problema estrutural. Haverá solução para o problema estrutural ?
A criação de condições para o estado permanente de greve parece agravar a situação da empresa e do estado dos transportes da cidade.
Quem manda ? quem gere ? quem decide ?
Aliás, a crise estende-se ao sector: no extremo errado da classificação do Público aparece a CP com a orbital quantia de 1.444,6 milhões de euros de capitais próprios negativos – tenebroso.
Compara com o déficit do sector eléctrico, de 400 milhões de euros, que tanta celeuma deu.
Mas o sector dos transportes continua, avassalador: mais algumas centenas de milhões de euros preenchem a negro o fundo da tabela classificativa dos capitais próprios negativos.
Estão lá a Carris, de Lisboa, a STPC, do Porto, a EMEF, os Estaleiros Navais de Viana do Castelo, a Fiat Portuguesa (privada) e outras, manchando o sector e, por arrastamento, uma boa parte da nossa economia.
Com índices assim, é fácil concluir que a recuperação vem longe...
E em casa onde não há pão, trabalhadores, gestores públicos e governantes, todos ralham sem razão, e quem paga a fava é o povão.
A greve não ajuda a resolver a crise da empresa e atinge sobretudo quem precisa de recorrer à rede pública de transportes. Os responsáveis - sindicais, patronais e governamentais - têm é que apresentar trabalho e resultados.
Assim, não !
observacoes sao bem vindas
2006-10-30
Absolutamente
O Presidente brasileiro, Inácio Lula da Silva, hoje reeleito, teve um primeiro mandato atribulado, com sucessivas e intermináveis CPI – comissões parlamentares de inquérito a propósito de inúmeros casos envolvendo políticos de diversos quadrantes políticos e vários níveis de responsabilidade.
Numa entrevista televisiva durante a campanha presidencial, uma jornalista interpelou um político brasileiro, questionando-o sobre insinuações de corrupção de que era sujeito. O entrevistado jametinhadito prontamente, com ar indignado: corrupto eu ? absolutamente!
Ou seja, o político brasileiro repudiava a acusação através de uma expressão que, na sua literalidade e de acordo com os padrões portugueses de uso da nossa Língua, afirma exactamente o oposto.
Enfim, as Línguas têm muitas propriedades e qualidades, sendo a versatilidade uma das mais interessantes.
O português brasileiro tem significativas diferenças, que não apenas de mera ortografia, face àquilo que consideramos ser o padrão de Portugal.
O mesmo sucede com a evolução do nosso idioma nos países de Língua Oficial Portuguesa.
Essa pode bem ser uma riqueza da Língua Portuguesa, desde que compreendida e estudada, assimilando-se linhas de evolução que as circunstâncias lhe imprimem, aproveitando-se para a reforçar como pátria, elo de ligação e fraternidade entre os diversos povos que a falam.
E o Brasil deu um passo relevante na defesa, dignificação e promoção da Língua Portuguesa, ao instituir o (ao que muitos dizem) magnífico Museu da Língua Portuguesa.
Vale a pena visitar a página do Museu da Língua Portuguesa na internet.
E, claro, se for a São Paulo, é mais uma actividade recomendável na oferta cultural da maior cidade brasileira, digo, da Língua Portuguesa !!!
observacoes sao bem vindas
Numa entrevista televisiva durante a campanha presidencial, uma jornalista interpelou um político brasileiro, questionando-o sobre insinuações de corrupção de que era sujeito. O entrevistado jametinhadito prontamente, com ar indignado: corrupto eu ? absolutamente!
Ou seja, o político brasileiro repudiava a acusação através de uma expressão que, na sua literalidade e de acordo com os padrões portugueses de uso da nossa Língua, afirma exactamente o oposto.
Enfim, as Línguas têm muitas propriedades e qualidades, sendo a versatilidade uma das mais interessantes.
O português brasileiro tem significativas diferenças, que não apenas de mera ortografia, face àquilo que consideramos ser o padrão de Portugal.
O mesmo sucede com a evolução do nosso idioma nos países de Língua Oficial Portuguesa.
Essa pode bem ser uma riqueza da Língua Portuguesa, desde que compreendida e estudada, assimilando-se linhas de evolução que as circunstâncias lhe imprimem, aproveitando-se para a reforçar como pátria, elo de ligação e fraternidade entre os diversos povos que a falam.
E o Brasil deu um passo relevante na defesa, dignificação e promoção da Língua Portuguesa, ao instituir o (ao que muitos dizem) magnífico Museu da Língua Portuguesa.
Vale a pena visitar a página do Museu da Língua Portuguesa na internet.
E, claro, se for a São Paulo, é mais uma actividade recomendável na oferta cultural da maior cidade brasileira, digo, da Língua Portuguesa !!!
observacoes sao bem vindas
Absolutamente
O Presidente brasileiro, Inácio Lula da Silva, hoje reeleito, teve um primeiro mandato atribulado, com sucessivas e intermináveis CPI – comissões parlamentares de inquérito a propósito de inúmeros casos envolvendo políticos de diversos quadrantes políticos e vários níveis de responsabilidade.
Numa entrevista televisiva durante a campanha presidencial, uma jornalista interpelou um político brasileiro, questionando-o sobre insinuações de corrupção de que era sujeito. O entrevistado jametinhadito prontamente, com ar indignado: corrupto eu ? absolutamente!
Ou seja, o político brasileiro repudiava a acusação através de uma expressão que, na sua literalidade e de acordo com os padrões portugueses de uso da nossa Língua, afirma exactamente o oposto.
Enfim, as Línguas têm muitas propriedades e qualidades, sendo a versatilidade uma das mais interessantes.
O português brasileiro tem significativas diferenças, que não apenas de mera ortografia, face àquilo que consideramos ser o padrão de Portugal.
O mesmo sucede com a evolução do nosso idioma nos países de Língua Oficial Portuguesa.
Essa pode bem ser uma riqueza da Língua Portuguesa, desde que compreendida e estudada, assimilando-se linhas de evolução que as circunstâncias lhe imprimem, aproveitando-se para a reforçar como pátria, elo de ligação e fraternidade entre os diversos povos que a falam.
E o Brasil deu um passo relevante na defesa, dignificação e promoção da Língua Portuguesa, ao instituir o (ao que muitos dizem) magnífico Museu da Língua Portuguesa.
Vale a pena visitar a página do Museu da Língua Portuguesa na internet.
E, claro, se for a São Paulo, é mais uma actividade recomendável na oferta cultural da maior cidade brasileira, digo, da Língua Portuguesa !!!
observacoes sao bem vindas
Numa entrevista televisiva durante a campanha presidencial, uma jornalista interpelou um político brasileiro, questionando-o sobre insinuações de corrupção de que era sujeito. O entrevistado jametinhadito prontamente, com ar indignado: corrupto eu ? absolutamente!
Ou seja, o político brasileiro repudiava a acusação através de uma expressão que, na sua literalidade e de acordo com os padrões portugueses de uso da nossa Língua, afirma exactamente o oposto.
Enfim, as Línguas têm muitas propriedades e qualidades, sendo a versatilidade uma das mais interessantes.
O português brasileiro tem significativas diferenças, que não apenas de mera ortografia, face àquilo que consideramos ser o padrão de Portugal.
O mesmo sucede com a evolução do nosso idioma nos países de Língua Oficial Portuguesa.
Essa pode bem ser uma riqueza da Língua Portuguesa, desde que compreendida e estudada, assimilando-se linhas de evolução que as circunstâncias lhe imprimem, aproveitando-se para a reforçar como pátria, elo de ligação e fraternidade entre os diversos povos que a falam.
E o Brasil deu um passo relevante na defesa, dignificação e promoção da Língua Portuguesa, ao instituir o (ao que muitos dizem) magnífico Museu da Língua Portuguesa.
Vale a pena visitar a página do Museu da Língua Portuguesa na internet.
E, claro, se for a São Paulo, é mais uma actividade recomendável na oferta cultural da maior cidade brasileira, digo, da Língua Portuguesa !!!
observacoes sao bem vindas
2006-10-17
Outonal
2006-10-02
pesca à linha.com
o Ditos dá as boas vindas ao novo publico.pt, às novas funcionalidades, acessos e interactividades, bem como a mais atenção ao leitor e às suas contribuições e participação
dir-se-ia que não há propriamente inflexão mas antes uma verdadeira evolução, pois a possibilidade de aceder aos artigos do Público impresso, embora condicionadamente como é natural, vem acrescida de um conjunto de mais valias para o leitor e ... mesmo para novos leitores !
saúda-se em particular a vertente de captação de novos leitores e de funcionalidades apelativas à interacção com o jornal, com quem o faz e com quem o lê!
é autêntico serviço público, que bem merece ser compensado com ganhos em audiência e preferência dos compradores de espaço publicitário
um jametinhasdito de júbilo e de parabéns pela iniciativa de revivificação do Público em linha!!!
bem haja quem...
observacoes sao bem vindas
dir-se-ia que não há propriamente inflexão mas antes uma verdadeira evolução, pois a possibilidade de aceder aos artigos do Público impresso, embora condicionadamente como é natural, vem acrescida de um conjunto de mais valias para o leitor e ... mesmo para novos leitores !
saúda-se em particular a vertente de captação de novos leitores e de funcionalidades apelativas à interacção com o jornal, com quem o faz e com quem o lê!
é autêntico serviço público, que bem merece ser compensado com ganhos em audiência e preferência dos compradores de espaço publicitário
um jametinhasdito de júbilo e de parabéns pela iniciativa de revivificação do Público em linha!!!
bem haja quem...
observacoes sao bem vindas
2006-09-30
aos quadradinhos ?
e ao terceiro sábado já não compro o Sun, digo, o jornal Sol !
o Expresso talvez, mas só se calhar... e durante anos (desde o virulento mau perder contra o dedo na ferida de João Carreira Bom) também esteve a jejum
digamos que foi para experimentar (e dar hipóteses) a remodelação dos semanários, com o oportuno encerramento do Independente e o oportuno restyling do Expresso, já para não falar das coincidentes alterações em diversas publicações (pequenas mudanças de cadernos adicionais no Público, campanha agressiva do Correio de Manhã de sábado e outras alterações de fim de semana) tudo por ocasião do oportuno lançamento do Sol
e digamos que está visto, mais DVD menos DVD, sendo de assinalar a curiosidade de alguns "leitores" atirarem o saco inteiro para o lixo logo no momento da compra, arrecadando apenas o dito DVD
o que deixa por terra toda a estatística sobre tiragens, liderança, circulação e conceitos afins do mundo editorial
voltando ao Sol: a primeira página do primeiro número tinha que ser mais parangona que sempre, o objectivo assumido é o de ser líder desde início
para isso serviram-se da imagem de Isaltino Morais, assim interposto vendedor de Sol em papel, por via do estafado problema da casa penhorada no âmbito de processo judicial em curso
qual a notícia ? jametinhasdito!! nenhuma !!!
era mesmo só caça-compradores para milhares de jornais, tantos quantos os DVD expressamente oferecidos pelo semanário concorrente, no caso o da situação
bem arquitectado, portanto, a la António José Saraiva
o visado achou talvez menos graça e defendeu-se
daí ao segundo número, o Director confesso não vai de modos: a coisa é a sério e, notícia de primeira página, o jornal processa Isaltino, por virtude de intolerância "em relação à calúnia, procurando ter com o país uma relação séria e exigindo ser retribuído" - e pelos vistos, ai de quem...
por outro lado, mais um processo, mais notícias sobre o Sol, mais vendas de jornal e por aí fora, regista-se o método ...
mas, pior um pouco, Margarida Marante faz logo de jornalista advogada de defesa
e recorre à velha técnica da cadeira vazia (da SIC, de Balsemão, do sistema criticado por ... João Carreira Bom, o que motivou a sua perseguição e expulsão por José António Saraiva) numa página inteira repetindo enorme fotografia, recordando o percurso político de Isaltino, recenseando o que poderá acontecer aos processos e a Isaltino Morais - tudo notícias frescas, portanto - e concluindo com perguntas formuladas e que não foram respondidas, uma autêntica bomba perfuradora na razão da vítima
admitindo que o Sol terá muitos e bons leitores (ou grandes, como os que fazem os grandes jornais) e que poderá dar um grande contributo ao país de conquistar sobretudo novos leitores (sendo inteiramente legítimo que dispute leitores e até compradores a outras publicações) creio que é de dispensar ameaças ensombradoras de construir um Sol aos quadradinhos
cada qual se proteja
observacoes sao bem vindas
o Expresso talvez, mas só se calhar... e durante anos (desde o virulento mau perder contra o dedo na ferida de João Carreira Bom) também esteve a jejum
digamos que foi para experimentar (e dar hipóteses) a remodelação dos semanários, com o oportuno encerramento do Independente e o oportuno restyling do Expresso, já para não falar das coincidentes alterações em diversas publicações (pequenas mudanças de cadernos adicionais no Público, campanha agressiva do Correio de Manhã de sábado e outras alterações de fim de semana) tudo por ocasião do oportuno lançamento do Sol
e digamos que está visto, mais DVD menos DVD, sendo de assinalar a curiosidade de alguns "leitores" atirarem o saco inteiro para o lixo logo no momento da compra, arrecadando apenas o dito DVD
o que deixa por terra toda a estatística sobre tiragens, liderança, circulação e conceitos afins do mundo editorial
voltando ao Sol: a primeira página do primeiro número tinha que ser mais parangona que sempre, o objectivo assumido é o de ser líder desde início
para isso serviram-se da imagem de Isaltino Morais, assim interposto vendedor de Sol em papel, por via do estafado problema da casa penhorada no âmbito de processo judicial em curso
qual a notícia ? jametinhasdito!! nenhuma !!!
era mesmo só caça-compradores para milhares de jornais, tantos quantos os DVD expressamente oferecidos pelo semanário concorrente, no caso o da situação
bem arquitectado, portanto, a la António José Saraiva
o visado achou talvez menos graça e defendeu-se
daí ao segundo número, o Director confesso não vai de modos: a coisa é a sério e, notícia de primeira página, o jornal processa Isaltino, por virtude de intolerância "em relação à calúnia, procurando ter com o país uma relação séria e exigindo ser retribuído" - e pelos vistos, ai de quem...
por outro lado, mais um processo, mais notícias sobre o Sol, mais vendas de jornal e por aí fora, regista-se o método ...
mas, pior um pouco, Margarida Marante faz logo de jornalista advogada de defesa
e recorre à velha técnica da cadeira vazia (da SIC, de Balsemão, do sistema criticado por ... João Carreira Bom, o que motivou a sua perseguição e expulsão por José António Saraiva) numa página inteira repetindo enorme fotografia, recordando o percurso político de Isaltino, recenseando o que poderá acontecer aos processos e a Isaltino Morais - tudo notícias frescas, portanto - e concluindo com perguntas formuladas e que não foram respondidas, uma autêntica bomba perfuradora na razão da vítima
admitindo que o Sol terá muitos e bons leitores (ou grandes, como os que fazem os grandes jornais) e que poderá dar um grande contributo ao país de conquistar sobretudo novos leitores (sendo inteiramente legítimo que dispute leitores e até compradores a outras publicações) creio que é de dispensar ameaças ensombradoras de construir um Sol aos quadradinhos
cada qual se proteja
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2006-09-25
Setembral au paradis

em terras de Ocidente, Al-Gharb de outros tempos, restam ainda resplandescentes paraísos, habitados à uma por empedernidos viajantes e esvoaçantes residentes
as amigas ditosas de Setembro sabem mais de equinócios que muitos laboratórios mateorológicos e aproveitam o sol e a refrescante brisa do mar
de peito feito, percorrem pelo ar as correntes quentes que sobrevoam as linhas que cosem a terra ao mar
nas pedras extremas, os homens prolongam o fio que liga a espuma ao horizonte, reto ao paraíso, a pretexto de umas horas meditabundas a remexer a origem e o fim da vida, sempre ténue, sempre revolucionária, sempre esplêndida !
se as gaivotas são as mesmas da canção da liberdade, como elas somos livres... de sonhar !!!
observacoes sao bem vindas
2006-08-14
TV incendiária
Inacreditável e vergonhosa a forma raivosa e de mau perder com que a SICnotícias concluiu hoje uma informação sobre a interdição temporária de acesso ao centro de comando de uma operação dos bombeiros no combate a um incêndio.
Na peça, a SICnotícias dava conta de não lhe ter sido permitido aceder a um "local público" (???) transformado em central de operações durante um combate a incêndio pelos nossos soldados da paz.
Para reticente chave de ouro, uma garbosa jornalista jametinhadito que "até parece que (os bombeiros, a GNR, o Ministro ?) têm algo a esconder ..."
Apesar do enquadramento de idênticos procedimentos em países civilizados, por razões óbvias, a SICnotícias caiu na esparrela de nos presentear com mais uma lamentável peça revanchista, justamente num tema em que as TV portuguesas têm bastas culpas no cartório, pelo insistente arremedo incendiário que não se cansam de atear, bem sabendo os nefastos efeitos que resultam e por isso tão denodadamente procuram :((
Haja tento...
observacoes sao bem vindas
Na peça, a SICnotícias dava conta de não lhe ter sido permitido aceder a um "local público" (???) transformado em central de operações durante um combate a incêndio pelos nossos soldados da paz.
Para reticente chave de ouro, uma garbosa jornalista jametinhadito que "até parece que (os bombeiros, a GNR, o Ministro ?) têm algo a esconder ..."
Apesar do enquadramento de idênticos procedimentos em países civilizados, por razões óbvias, a SICnotícias caiu na esparrela de nos presentear com mais uma lamentável peça revanchista, justamente num tema em que as TV portuguesas têm bastas culpas no cartório, pelo insistente arremedo incendiário que não se cansam de atear, bem sabendo os nefastos efeitos que resultam e por isso tão denodadamente procuram :((
Haja tento...
observacoes sao bem vindas
2006-08-07
encolhas de Marcelo
mais um Domingo, mais uma conversa em Família, à la Marcelo Rebelo de Sousa
no último Domingo de Julho, comentara a notícia da passagem à reforma de Manuel Alegre, incompetentemente truncada por jornais de 5ª categoria, logo rebatendo na vox populi e nos seus programas ecos
percebendo, mesmo segundo os dados truncados pela comunicação urubu, que nada havia de irregular na pensão de reforma sob notícia, Marcelo encolheu-se: estava tudo bem mas Manuel Alegre não precisa da reforma da RDP, recebe mais de direitos de autor, devia prescindir, era o que faria Marcelo naquela situação, em seu lugar renunciaria, jametinhadito!
caiu, pois, no logro e na categoria da dita imprensa, tentando safar-se com moralismos de quem se acha na certeza de saber mais que o próprio, alvitrando ainda para a hipotética renúncia que decidiria se acaso estivesse em tal condição, que supunha ser a de ter direito a uma reforma por três meses de trabalho, a situação afigurava-se injusta, mesmo se totalmente regular face aos descontos efectuados durante uma vida, mais de 30 anos, tendo os serviços da Segurança Social atribuído automaticamente a pensão de reforma nos termos da lei
aliás, conforme Marcelo reconheceu, Manuel Alegre exerceu o seu direito de opção para receber apenas um terço da referida pensão, uma vez que se mantém no activo como Deputado,auferindo o respectivo vencimento
o processo de reforma foi desencadeado por Manuel Alegre ter atingido 70 anos de idade
Marcelo voltou hoje ao tema, para corrigir o tiro: afinal não era uma reforma por três meses de trabalho na RDP, era "a reforma", a pensão de reforma referente à totalidade da actividade profissional de Manuel Alegre, deixando finalmente cair a patranha dos três meses de trabalho na RDP
mais ainda houve direito a mais uma encolha de Marcelo
para terminar, a conversa em Família discorreu sobre a duplicação de pensões de que os Deputados beneficiam se perfizerem 12 anos de mandato, o que neste caso já sucedeu e excedeu, Alegre está na Assembleia desde a Constituinte, em 1975
e é assim, aparato, estrondo e hipotética renúncia virtuosa no último Domingo de Julho, a corrigir com o mal já feito na conversa do primeiro Domingo de Agosto
haja paciência
observacoes sao bem vindas
no último Domingo de Julho, comentara a notícia da passagem à reforma de Manuel Alegre, incompetentemente truncada por jornais de 5ª categoria, logo rebatendo na vox populi e nos seus programas ecos
percebendo, mesmo segundo os dados truncados pela comunicação urubu, que nada havia de irregular na pensão de reforma sob notícia, Marcelo encolheu-se: estava tudo bem mas Manuel Alegre não precisa da reforma da RDP, recebe mais de direitos de autor, devia prescindir, era o que faria Marcelo naquela situação, em seu lugar renunciaria, jametinhadito!
caiu, pois, no logro e na categoria da dita imprensa, tentando safar-se com moralismos de quem se acha na certeza de saber mais que o próprio, alvitrando ainda para a hipotética renúncia que decidiria se acaso estivesse em tal condição, que supunha ser a de ter direito a uma reforma por três meses de trabalho, a situação afigurava-se injusta, mesmo se totalmente regular face aos descontos efectuados durante uma vida, mais de 30 anos, tendo os serviços da Segurança Social atribuído automaticamente a pensão de reforma nos termos da lei
aliás, conforme Marcelo reconheceu, Manuel Alegre exerceu o seu direito de opção para receber apenas um terço da referida pensão, uma vez que se mantém no activo como Deputado,auferindo o respectivo vencimento
o processo de reforma foi desencadeado por Manuel Alegre ter atingido 70 anos de idade
Marcelo voltou hoje ao tema, para corrigir o tiro: afinal não era uma reforma por três meses de trabalho na RDP, era "a reforma", a pensão de reforma referente à totalidade da actividade profissional de Manuel Alegre, deixando finalmente cair a patranha dos três meses de trabalho na RDP
mais ainda houve direito a mais uma encolha de Marcelo
para terminar, a conversa em Família discorreu sobre a duplicação de pensões de que os Deputados beneficiam se perfizerem 12 anos de mandato, o que neste caso já sucedeu e excedeu, Alegre está na Assembleia desde a Constituinte, em 1975
e é assim, aparato, estrondo e hipotética renúncia virtuosa no último Domingo de Julho, a corrigir com o mal já feito na conversa do primeiro Domingo de Agosto
haja paciência
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2006-08-05
Ai Cuba
Uns espanhuéis sabichões jametinhamdito que analisaram apressadamente escassos gramas de poeira óssea e afirmam tratar-se de ínfima porção de Zarco, o outro, que quandolhe conveio passou a assinar Cristóvão Colombo.
Mas esqueceram-se, jametinhamdito, de cumprir as regras - próprias das nações civilizadas - da ética científica e da diplomacia e querem fazer-se esquecidos da razão porque o dito navegador luso, depois de nomear de São Salvador, o seu nome próprio, a primeira ilha que encontrou a ocidente dos Açores, saudoso da sua terra natal nos arredores de Beja, a uma outra ilha da América Central chamou Cuba.
Esta é também conhecida por, 500 anos depois, ter sido delegada (por despacho exarado no verso da guia de marcha para internamento hospitalar ?) a um tal Raul, por força de impedimento clínico de seu real irmão, o ditador Alberto João, digo, Fidel Castro... que os deuses aguentem cheio de saúde !
A quem for possível ir o mais brevemente à República filial da Freguesia de Santo Domingo de Benfica, é pôr tudo em pratos limpos, jametinhasdito, a navegar em águas cristalinas e prestar justa homenagem ao famoso descobridor português que, a soldo de D. João II executou o colossal embuste da maior manobra de diversão da história geo-política, distraindo os espanhóis das riquezas da terra brasílis antes identificadas pelos nossos marinheiros.
Como leitura de férias - o Ditos pode emprestar um exemplar a quem ainda não leu - recomenda-se o "Codex 632", de José Rodrigues dos Santos, escrito durante os entreváis das bombas do Afeganistão, das armas de destruição maciça do Iraque, dos rockets do sul do Líbano, dos mísseis israelo-americanos, mais das traulitadas várias servo-croatas, checo-eslovacas, nagorno-karabakas, bósnio-herzigova, digo, hesgrovinas e outras que tais, sempre a acabar em ais ...
Saudações luzitanas, eh eh ! ! !
PS - agora a sério, recomendação cultural para férias grandes recairia sobre o romance policial "Longe de Manaus", de Francisco José Viegas, outro jornalista escritor da nossa pátria que é a língua portuguesa, mai'nada !
observacoes sao bem vindas
Mas esqueceram-se, jametinhamdito, de cumprir as regras - próprias das nações civilizadas - da ética científica e da diplomacia e querem fazer-se esquecidos da razão porque o dito navegador luso, depois de nomear de São Salvador, o seu nome próprio, a primeira ilha que encontrou a ocidente dos Açores, saudoso da sua terra natal nos arredores de Beja, a uma outra ilha da América Central chamou Cuba.
Esta é também conhecida por, 500 anos depois, ter sido delegada (por despacho exarado no verso da guia de marcha para internamento hospitalar ?) a um tal Raul, por força de impedimento clínico de seu real irmão, o ditador Alberto João, digo, Fidel Castro... que os deuses aguentem cheio de saúde !
A quem for possível ir o mais brevemente à República filial da Freguesia de Santo Domingo de Benfica, é pôr tudo em pratos limpos, jametinhasdito, a navegar em águas cristalinas e prestar justa homenagem ao famoso descobridor português que, a soldo de D. João II executou o colossal embuste da maior manobra de diversão da história geo-política, distraindo os espanhóis das riquezas da terra brasílis antes identificadas pelos nossos marinheiros.
Como leitura de férias - o Ditos pode emprestar um exemplar a quem ainda não leu - recomenda-se o "Codex 632", de José Rodrigues dos Santos, escrito durante os entreváis das bombas do Afeganistão, das armas de destruição maciça do Iraque, dos rockets do sul do Líbano, dos mísseis israelo-americanos, mais das traulitadas várias servo-croatas, checo-eslovacas, nagorno-karabakas, bósnio-herzigova, digo, hesgrovinas e outras que tais, sempre a acabar em ais ...
Saudações luzitanas, eh eh ! ! !
PS - agora a sério, recomendação cultural para férias grandes recairia sobre o romance policial "Longe de Manaus", de Francisco José Viegas, outro jornalista escritor da nossa pátria que é a língua portuguesa, mai'nada !
observacoes sao bem vindas
2006-07-21
2006-07-13
o contador de gaivotas
(Donde sopra esta brisa assim e quente que me segreda aos ouvidos?)
Ofício difícil, este de vaguear pela praia.
Aceitei uma vaga azul,
a sul
do paralelo de Mú.
Faço-o com empenho,
mas não é fácil.
Sem horários,
o tempo é tecido nas marés,
pela dança do sol com a lua.
O recenseamento das gaivotas
é registado com rigor no quadro da areia da praia.
Mas isso tem os seus preceitos e não pode ser em qualquer sítio.
Tem que ser naquela zona onde o mar vem ler.
Desconheço o que acontece depois,
mas seguramente o mar guardará tudo na memória
em água e sal
para eterna conservação.
Tenho ainda outra missão
e dela só posso falar muito genericamente
por causa do segredo profissional.
Guardo pares de pegadas
deixadas ali muito paralelamente
na areia molhada de quando a maré se agacha.
A seguir o mar, na sua regularidade, recolhe-as e, depois de tratada a informação, permite a leitura aos interessados.
É por isso que os amantes procuram a beira-mar,
sobretudo naquela hora mágica que antecede o crepúsculo.
E quando dizem “amo-te” é porque se asseguraram
que isso está escrito lá ao fundo,
na horizontal do mar,
só para quem sabe ler na água.
Gregório Salvaterra, contador de gaivotas e poeta público
(transcrito de "Mar Algarvio", Maio 2006, CCDRAlgarve e Município de Portimão
observacoes sao bem vindas
Ofício difícil, este de vaguear pela praia.
Aceitei uma vaga azul,
a sul
do paralelo de Mú.
Faço-o com empenho,
mas não é fácil.
Sem horários,
o tempo é tecido nas marés,
pela dança do sol com a lua.
O recenseamento das gaivotas
é registado com rigor no quadro da areia da praia.
Mas isso tem os seus preceitos e não pode ser em qualquer sítio.
Tem que ser naquela zona onde o mar vem ler.
Desconheço o que acontece depois,
mas seguramente o mar guardará tudo na memória
em água e sal
para eterna conservação.
Tenho ainda outra missão
e dela só posso falar muito genericamente
por causa do segredo profissional.
Guardo pares de pegadas
deixadas ali muito paralelamente
na areia molhada de quando a maré se agacha.
A seguir o mar, na sua regularidade, recolhe-as e, depois de tratada a informação, permite a leitura aos interessados.
É por isso que os amantes procuram a beira-mar,
sobretudo naquela hora mágica que antecede o crepúsculo.
E quando dizem “amo-te” é porque se asseguraram
que isso está escrito lá ao fundo,
na horizontal do mar,
só para quem sabe ler na água.
Gregório Salvaterra, contador de gaivotas e poeta público
(transcrito de "Mar Algarvio", Maio 2006, CCDRAlgarve e Município de Portimão
observacoes sao bem vindas
2006-07-05
intromissão

hoje as equipas de Portugal e França disputarão um lugar na final do campeonato mundial de futebol
ao certo, uma defrontará a Itália, já apurada, e a outra encontrará a Alemanha, candidata ao 3º lugar caseiro
se fosse a brincadeira "descubra o erro", a solução era facílima: Portugal raramente vai à fase final seja do que for, apesar de nem estarmos mal representados pelo futebol, francamente acima da média das nossas possibilidades num ror de modalidades desportivas
pior, bem acima da média de muitas modalidades económicas, políticas, educativas, culturais e de desenvolvimento social e humano em geral
talvez por isso e porque a massa humana é feita muito de emoções, os adeptos estão entusiasmados e muitos cidadãos tornaram-se adeptos durante a fase mais intensa do campeonato do mundo
e como se vê na imagem, a competição pode restringir-se ao terreno de jogo, ficando a rua para a expressão de desportivismo alegre e salutar, como é de boa vizinhança entre países com muitos lações fraternos
o desemprego, os azares da vida, o desalento, tudo pode esperar, adiando a má onda enquanto se aproveita a onda festiva
sim, porque haver uma onda de expectativa é já bom motivo de festa !
e por falar em festa, talvez o factor decisivo possa resultar de um alento especial com que os franceses não poderão contar - os industriais de ovos moles apoiam a selecção portuguesa, com a conta, peso e medida de uma receita doce de Aveiro, de onde também há boas notícias
oxalá esta receita supere a poção de Asterix, Obelix e Zidanix
assim os nossos Figolo, Ricardo Mãos de Aço e Cristiano Sem Pavor, provem a doce receita da vitória por que todos esperamos
já agora que nos intrometemos no campeonato dos grandes, era lindo trazer-lhes a taça para não serem sempre os mesmos a ganhar!
querem a taça ? jametinhasdito !!
a taça é nossa !!!
observacoes sao bem vindas
PS - o Ditos cumpriu o segundo centenário, de aqui fica discreto sinal; mas diz o ditado que "ao ano andante, aos dois falante", será que é melhor estudar como é que se põe audio nisto ? aceitam-se dicas e obrigado, por tudo !
abortar a lei
o Tribunal de Aveiro reapreciou um processo em que eram acusados 17 arguidos, anteriormente absolvidos por falta de provas incriminatórias, uma vez que certos exames médicos acusatórios haviam sido considerados realizados sob irregularidade processual
com a atribuição, pela Relação de Coimbra, de valor probatório aos ditos exames, ginecológicos, o novo julgamento divergiu do primeiro e condenou 5 dos arguidos: o médico responsável pela clínica, a técnica de saúde e 3 das mulheres que abortaram
haverá certamente recursos por parte da defesa e muitos julgamentos no passado concluiram pela absolvição de mulheres que abortaram, tendo ainda havido um indulto presidencial no mandato de Jorge Sampaio
mas ficam a doer muitas perguntas: só as mulheres são condenadas ? estarão sozinhas no assunto ? protegem os seus maridos e companheiros ?
jametinhasdito!
já a intervenção pública da Ordem dos Médicos contém elementos positivos, questionando o papel atribuído à lei e às punições para resolver algo que pertence à esfera dos valores, apelando à reflexão da sociedade
quanto ao médico, se bem que talvez para as aparências, o corporativismo promete acrescentar mais uma punição - disciplinar - assim receitando a eliminação da coerência...
também estranhamente, a Ordem dos Médicos não se pronuncia sobre o problema de saúde pública que alegadamente subsiste em Portugal, sem que se conheça desmentido oficial
então há diagnóstico mas não há terapia ?
jametinhasdito!!
se houver consciência e bom senso, alguém ficará a remoer a abstenção ao referendo de 1998
mas mais ainda quem caíu na armadilha do referendo
e de alguma forma todos quantos se deixaram enredar na inércia desde pelo menos 1974 - subsiste na lei portuguesa a condenação discriminatória e vexatória da mulher por ser mulher, o que deveria pura e simplesmente ter acabado no 25 de Abril, deveria decorrer da Constituição e deveria impor-se por força dos conceitos irrenunciáveis da igualdade de direitos e oportunidades
enquanto os legisladores, parlamentares e governantes, forem maioritariamente homens, como manda o Cavaco, Portugal pode ganhar jogos de futebol mas permanecerá uma vergonha no campeonato da civilização
jametinhasdito!!!
observacoes sao bem vindas
com a atribuição, pela Relação de Coimbra, de valor probatório aos ditos exames, ginecológicos, o novo julgamento divergiu do primeiro e condenou 5 dos arguidos: o médico responsável pela clínica, a técnica de saúde e 3 das mulheres que abortaram
haverá certamente recursos por parte da defesa e muitos julgamentos no passado concluiram pela absolvição de mulheres que abortaram, tendo ainda havido um indulto presidencial no mandato de Jorge Sampaio
mas ficam a doer muitas perguntas: só as mulheres são condenadas ? estarão sozinhas no assunto ? protegem os seus maridos e companheiros ?
jametinhasdito!
já a intervenção pública da Ordem dos Médicos contém elementos positivos, questionando o papel atribuído à lei e às punições para resolver algo que pertence à esfera dos valores, apelando à reflexão da sociedade
quanto ao médico, se bem que talvez para as aparências, o corporativismo promete acrescentar mais uma punição - disciplinar - assim receitando a eliminação da coerência...
também estranhamente, a Ordem dos Médicos não se pronuncia sobre o problema de saúde pública que alegadamente subsiste em Portugal, sem que se conheça desmentido oficial
então há diagnóstico mas não há terapia ?
jametinhasdito!!
se houver consciência e bom senso, alguém ficará a remoer a abstenção ao referendo de 1998
mas mais ainda quem caíu na armadilha do referendo
e de alguma forma todos quantos se deixaram enredar na inércia desde pelo menos 1974 - subsiste na lei portuguesa a condenação discriminatória e vexatória da mulher por ser mulher, o que deveria pura e simplesmente ter acabado no 25 de Abril, deveria decorrer da Constituição e deveria impor-se por força dos conceitos irrenunciáveis da igualdade de direitos e oportunidades
enquanto os legisladores, parlamentares e governantes, forem maioritariamente homens, como manda o Cavaco, Portugal pode ganhar jogos de futebol mas permanecerá uma vergonha no campeonato da civilização
jametinhasdito!!!
observacoes sao bem vindas
2006-06-25
meia noite e ponto

pela beleza e porque o exotismo espreita em todas as latitudes, o Ditos pediu emprestada a imagem do sol da meia noite à página do torneio de xadrez a decorrer em Tromso, Noruega
as partidas - muito díspares mas algumas engraçadas - podem ser facilmente seguidas
jametinhamdito que o sol da meia noite é pleno de atractivos !!!
observacoes sao bem vindas
2006-06-22
adivinha

parecia anúncio de vidente professor bruxo mestre espírita adivinho tarólogo esotérico caça-notas
mas não é!
embora a finalidade possa ter algo em comum, algo de espirituoso, algo de dispendioso
há-de ser coisa ou casa de venda de vinhos, seus congéneres e afins, inclusivamente em idiomas turísticos, que é como quem diz, para inglês ver
curiosamente, ali perto, há uma loja de conservas que é uma preciosidade e vende outras tais: jaquinsinhos de conserva, pois então; carapaus; escabeches variados; sardinhas em todas as mil e uma modalidades como as confecções de bacalhau; polvo; atuns diversos; qualidades de cavala; tudo emprateleirado; nem tudo à vista mas chega-se lá de banquinho; um pau de comerciante faz chegar a lata a mãos ágeis e destas para as mãos ávidas dos Clientes; improváveis como a diversidade enlatada...
à Rua da Madalena, à Sé, no sopé da colina do Castelo, a caminho da Mouraria ou de Alfama, da Cerca Moura, de São Vicente, de Santa Luzia, da Graça, ou para cá, da Baixa, Terreiro do Paço, Martim Moniz, Praça da Figueira, Rossio, Socorro, Santa Justa...
observacoes sao bem vindas
2006-05-30
ocaso

é hora do pôr do sol
é hora de serenar
o ocaso sucede e sucede-se, há que aproveitar enquanto luz, aproveitar mesmo os seus últimos raios de energia e luz, combativamente se necessário ou se for o jeito de melhor aproveitar a vida, condignamente
no fio de azeite e no centro das estrelas
mas se a luz do sol é a flor da vida, pode também suceder o seu raio derradeiro iluminar-nos em serena doçura
ao ciclo natural sobrevem a dignidade e a serenidade
toda a hora é digna
em paz
observacoes sao bem vindas
2006-05-28
votar no feminino
a 28 de Maio de 1911, foi a votos a eleição de deputados à Assembleia Constituinte
Carolina Beatriz Ângelo, viúva, médica, activista da causa feminista e dirigente associativa, deu corpo a intenção colectiva e inscrevera-se no recenseamento eleitoral, que lhe foi negado por ser o voto, como outros direitos políticos, então reservado a homens
reclamou para o Tribunal da Boa Hora e o processo foi apreciado, por assim ter calhado na escala de distribuição, pelo juiz João Baptista de Castro, por sinal pai da também dirigente feminista Ana de Castro Osório
a sentença julgou procedente a pretensão, reconhecendo à reclamante plena capacidade eleitoral, por saber ler e escrever, ser chefe de família e ser cidadão português
ler e escrever estava sumamente demonstrado pela licenciatura em medicina;
chefe de família decorria da situação e estado civil de viuvez; já quanto à condição de cidadão foi preciso recorrer a interpretação jurídica, a prodigiosa hermenêutica que pode usar de alguma livre criação na procura do sentido legal, desde que disponha de apoio suficiente na letra da lei – à data, muitos consideraram que o juiz forçou o espírito da lei
ou seja, a qualidade de cidadão português, definida pelo Código Civil sem distinguir mulheres de homens, era então bem mais que o considerado pelo legislador eleitoral de 1911 – na lei eleitoral, a expressão "cidadão" era referida apenas aos homens
mas a sentença, além de competente exegese jurídica, invocou também a “moderna justiça social” e os “princípios republicanos de liberdade, igualdade e fraternidade”
uma vez recenseada, Carolina Beatriz Ângelo foi a primeira mulher portuguesa a exercer o direito de voto
no momento, o presidente ainda perguntou à mesa se alguém se opunha... obviamente sob protesto da cidadã eleitora devidamente recenseada, por ser acto ilegítimo face à lei eleitoral e à sentença que validou o recenseamento e o direito de votar
e segundo afirmou, votou em políticos que aceitavam atribuir, ainda que com restrições, direitos políticos às mulheres: Teófilo Braga, Afonso Costa, Magalhães Lima
mas mesmo as organizações feministas – que lutavam pelos direitos das mulheres e das crianças! – só reclamavam o direito de voto para algumas mulheres, em função dos baixíssimos graus de instrução – a taxa de analfabetismo em Portugal era de 76% e de 90% nas mulheres – e de autonomia financeira das mulheres portuguesas de então, assim muito influenciáveis - pelo ... clero (!?!) devido à educação jesuítica - e dependentes - de quem seria ? a administração de bens era atribuída aos homens!
mesmo assim, o direito de voto das mulheres só veio a ser consagrado em 1931
Adelaide Cabete foi então a primeira mulher a votar no ultramar, em Angola – era também activista e dirigente feminina, viúva e médica
o diploma era fundamental, pois enquanto para os homens era requisito bastante saber ler e escrever, para as mulheres era necessário curso secundário ou superior
quanto a outros direitos políticos o caminho ainda seria mais árduo; mas já em 1911 Carolina Beatriz Ângelo defendia que certos cargos públicos deviam ser exercidos unicamente por mulheres – referia-se então às juntas paroquiais mas valeria a pena carrear este argumento para o debate e fundamentação teórica das quotas mínimas de um terço de participação feminina nas listas eleitorais para a Assembleia da República, recentemente consagrada sob o auspicioso baptismo de "lei da paridade"
a igualdade de direitos perante a lei só veio a ser consagrada depois do 25 de Abril de 1974
esta é talvez uma das boas razões para se recordar e referir esta data, de que se vai perdendo a noção e o sentido, sobretudo nas gerações mais jovens, para quem é difícil entender o porquê de tanta insistência nas comemorações, nos feitos de antes e depois ou na ideia de trajectória: o percurso e a história da luta por certos direitos, a sua aceitação pela comunidade, a sua consagração legal e, quando assim é, a sua efectivação na prática social, nas instituições e na mentalidade
a Constituição da República Portuguesa, de 1976, cujo preâmbulo proclama o propósito de construir um país mais livre, mais justo e mais fraterno, além de reconhecer a todos os cidadãos a mesma dignidade social e igualdade perante a lei (artigo 13º, princípio da igualdade) estabelece no artigo 49º o sufrágio universal, estipulado também como dever cívico: têm direito de sufrágio todos os cidadãos maiores de 18 anos
jametinhamdito que hoje, ao menos quanto à consagração legal do direito de voto de homens e mulheres, tudo é legal, igual e consensual !
na prática e quanto a outros direitos políticos e de participação pessoal e efectiva na vida e nos cargos públicos, não é assim tão simples
mas o primeiro voto feminino em Portugal entrou na urna, para eleger os deputados à Assembleia Constituinte, em 28 de Maio de 1911, faz hoje 95 anos ! !
e foi obra ! ! !
observacoes sao bem vindas
Carolina Beatriz Ângelo, viúva, médica, activista da causa feminista e dirigente associativa, deu corpo a intenção colectiva e inscrevera-se no recenseamento eleitoral, que lhe foi negado por ser o voto, como outros direitos políticos, então reservado a homens
reclamou para o Tribunal da Boa Hora e o processo foi apreciado, por assim ter calhado na escala de distribuição, pelo juiz João Baptista de Castro, por sinal pai da também dirigente feminista Ana de Castro Osório
a sentença julgou procedente a pretensão, reconhecendo à reclamante plena capacidade eleitoral, por saber ler e escrever, ser chefe de família e ser cidadão português
ler e escrever estava sumamente demonstrado pela licenciatura em medicina;
chefe de família decorria da situação e estado civil de viuvez; já quanto à condição de cidadão foi preciso recorrer a interpretação jurídica, a prodigiosa hermenêutica que pode usar de alguma livre criação na procura do sentido legal, desde que disponha de apoio suficiente na letra da lei – à data, muitos consideraram que o juiz forçou o espírito da lei
ou seja, a qualidade de cidadão português, definida pelo Código Civil sem distinguir mulheres de homens, era então bem mais que o considerado pelo legislador eleitoral de 1911 – na lei eleitoral, a expressão "cidadão" era referida apenas aos homens
mas a sentença, além de competente exegese jurídica, invocou também a “moderna justiça social” e os “princípios republicanos de liberdade, igualdade e fraternidade”
uma vez recenseada, Carolina Beatriz Ângelo foi a primeira mulher portuguesa a exercer o direito de voto
no momento, o presidente ainda perguntou à mesa se alguém se opunha... obviamente sob protesto da cidadã eleitora devidamente recenseada, por ser acto ilegítimo face à lei eleitoral e à sentença que validou o recenseamento e o direito de votar
e segundo afirmou, votou em políticos que aceitavam atribuir, ainda que com restrições, direitos políticos às mulheres: Teófilo Braga, Afonso Costa, Magalhães Lima
mas mesmo as organizações feministas – que lutavam pelos direitos das mulheres e das crianças! – só reclamavam o direito de voto para algumas mulheres, em função dos baixíssimos graus de instrução – a taxa de analfabetismo em Portugal era de 76% e de 90% nas mulheres – e de autonomia financeira das mulheres portuguesas de então, assim muito influenciáveis - pelo ... clero (!?!) devido à educação jesuítica - e dependentes - de quem seria ? a administração de bens era atribuída aos homens!
mesmo assim, o direito de voto das mulheres só veio a ser consagrado em 1931
Adelaide Cabete foi então a primeira mulher a votar no ultramar, em Angola – era também activista e dirigente feminina, viúva e médica
o diploma era fundamental, pois enquanto para os homens era requisito bastante saber ler e escrever, para as mulheres era necessário curso secundário ou superior
quanto a outros direitos políticos o caminho ainda seria mais árduo; mas já em 1911 Carolina Beatriz Ângelo defendia que certos cargos públicos deviam ser exercidos unicamente por mulheres – referia-se então às juntas paroquiais mas valeria a pena carrear este argumento para o debate e fundamentação teórica das quotas mínimas de um terço de participação feminina nas listas eleitorais para a Assembleia da República, recentemente consagrada sob o auspicioso baptismo de "lei da paridade"
a igualdade de direitos perante a lei só veio a ser consagrada depois do 25 de Abril de 1974
esta é talvez uma das boas razões para se recordar e referir esta data, de que se vai perdendo a noção e o sentido, sobretudo nas gerações mais jovens, para quem é difícil entender o porquê de tanta insistência nas comemorações, nos feitos de antes e depois ou na ideia de trajectória: o percurso e a história da luta por certos direitos, a sua aceitação pela comunidade, a sua consagração legal e, quando assim é, a sua efectivação na prática social, nas instituições e na mentalidade
a Constituição da República Portuguesa, de 1976, cujo preâmbulo proclama o propósito de construir um país mais livre, mais justo e mais fraterno, além de reconhecer a todos os cidadãos a mesma dignidade social e igualdade perante a lei (artigo 13º, princípio da igualdade) estabelece no artigo 49º o sufrágio universal, estipulado também como dever cívico: têm direito de sufrágio todos os cidadãos maiores de 18 anos
jametinhamdito que hoje, ao menos quanto à consagração legal do direito de voto de homens e mulheres, tudo é legal, igual e consensual !
na prática e quanto a outros direitos políticos e de participação pessoal e efectiva na vida e nos cargos públicos, não é assim tão simples
mas o primeiro voto feminino em Portugal entrou na urna, para eleger os deputados à Assembleia Constituinte, em 28 de Maio de 1911, faz hoje 95 anos ! !
e foi obra ! ! !
observacoes sao bem vindas
2006-05-23
2006-05-21
Chinesices finas
Na edição de ontem da Única, Clara Ferreira Alves gasta em boa consciência a sua crónica a perorar contra a Zara, como é moda corrente politicamente correcta.
Vai dizendo que o produto é bom e barato mas... tão bom e tão barato que quem compra só pode saber muito bem que fica a dever a crianças asiáticas cuja força de trabalho é vilmente explorada pela marca.
A solução é optar por outras marcas, devidamente nomeadas, de entre as de fama de luxo internacional.
Também zurzindo contra a exploração de trabalhadores asiáticos, António Barreto repisa a sua boa consciência na edição de hoje do Público, a respeito da verdadeira praga que são as lojas de chineses em Portugal.
O problema surge da falta ou dificuldade de limpeza de flutes, de champanhe, e de cálices de Porto com assinatura de mediático autor.
Depois de ir aos melhores centros comerciais e mercearias finas, armazéns caros e vidreiros recomendados, a solução aparece mesmo à mão, numa loja chinesa perto de si, como há em tudo o que é beco, avenida ou rua.
Trata-se do indispensável escovilhão, ex-libris esquecido mas da maior utilidade para bem arquitectados serviços de louça.
Resta dizer que também ainda os há nas feiras, nas praças e na mais remediada imaginação de qualquer cabo de colher e esponja de lavar a loiça.
Mas voltando ao cerne da questão, os nossos cronistas jametinham dito que no mais finório pano cai a nódoa asiática.
E a plebe precisa de ler e saber, de quando em vez, que gente fina é outra coisa.
Chinesices à parte ... !
PS – sorry, links não há, que são reservados a assinantes e pagos...
PS2 – é claro que António Barreto escreve certeiro quanto ao preconceito acerca do comércio chinês estabelecido em Portugal: dados divulgados pela Câmara de Comércio Luso Chinesa demonstram que os tecidos, calçado e bugigangas que poderiam fazer perigar a produção nacional têm afinal peso bem reduzido nas contas da nossa balança comercial com a China, incluindo as regiões de Hong Kong e Macau, com margem para desenvolver mas muito baseadas na compra e venda de máquinas eléctricas e mecânicas...
PS3 – também a questão, relevante, do trabalho efectuado em condições injustas em todo o mundo, merece um comentário substantivo: sem dúvida que o caminho é lutar contra a exploração, em todas as comunidades como no nosso país; mas o boicote só por si nada resolve, sendo necessário pressionar os respectivos governos e empresários, bem como apoiar as organizações internacionais relevantes, no sentido da promoção do comércio justo e de melhores condições para os trabalhadores e para as sociedades em geral, lá como cá, na óptica da responsabilidade social e do desenvolvimento sustentável; glosando Almeida Garrett, é bom ter consciência e questionar quantos milhões de seres humanos é preciso manter pobres para proporcionar luxos ainda que tão subtilmente ostentados como os dos cronistas que hoje calharam na rifa do Ditos !!!
observacoes sao bem vindas
Vai dizendo que o produto é bom e barato mas... tão bom e tão barato que quem compra só pode saber muito bem que fica a dever a crianças asiáticas cuja força de trabalho é vilmente explorada pela marca.
A solução é optar por outras marcas, devidamente nomeadas, de entre as de fama de luxo internacional.
Também zurzindo contra a exploração de trabalhadores asiáticos, António Barreto repisa a sua boa consciência na edição de hoje do Público, a respeito da verdadeira praga que são as lojas de chineses em Portugal.
O problema surge da falta ou dificuldade de limpeza de flutes, de champanhe, e de cálices de Porto com assinatura de mediático autor.
Depois de ir aos melhores centros comerciais e mercearias finas, armazéns caros e vidreiros recomendados, a solução aparece mesmo à mão, numa loja chinesa perto de si, como há em tudo o que é beco, avenida ou rua.
Trata-se do indispensável escovilhão, ex-libris esquecido mas da maior utilidade para bem arquitectados serviços de louça.
Resta dizer que também ainda os há nas feiras, nas praças e na mais remediada imaginação de qualquer cabo de colher e esponja de lavar a loiça.
Mas voltando ao cerne da questão, os nossos cronistas jametinham dito que no mais finório pano cai a nódoa asiática.
E a plebe precisa de ler e saber, de quando em vez, que gente fina é outra coisa.
Chinesices à parte ... !
PS – sorry, links não há, que são reservados a assinantes e pagos...
PS2 – é claro que António Barreto escreve certeiro quanto ao preconceito acerca do comércio chinês estabelecido em Portugal: dados divulgados pela Câmara de Comércio Luso Chinesa demonstram que os tecidos, calçado e bugigangas que poderiam fazer perigar a produção nacional têm afinal peso bem reduzido nas contas da nossa balança comercial com a China, incluindo as regiões de Hong Kong e Macau, com margem para desenvolver mas muito baseadas na compra e venda de máquinas eléctricas e mecânicas...
PS3 – também a questão, relevante, do trabalho efectuado em condições injustas em todo o mundo, merece um comentário substantivo: sem dúvida que o caminho é lutar contra a exploração, em todas as comunidades como no nosso país; mas o boicote só por si nada resolve, sendo necessário pressionar os respectivos governos e empresários, bem como apoiar as organizações internacionais relevantes, no sentido da promoção do comércio justo e de melhores condições para os trabalhadores e para as sociedades em geral, lá como cá, na óptica da responsabilidade social e do desenvolvimento sustentável; glosando Almeida Garrett, é bom ter consciência e questionar quantos milhões de seres humanos é preciso manter pobres para proporcionar luxos ainda que tão subtilmente ostentados como os dos cronistas que hoje calharam na rifa do Ditos !!!
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