bela viagem, com Nadir, na Galeria do Diário de Notícias, ao cimo da Av. Liberdade, em Lisboa
percorrem-se cidades, personagens, emoções
o mundo é vário, em forma, substância e cor, mas Nadir jametinhadito que tudo obedece às mesmas linhas
observacões são bem vindas
2007-10-25
2007-10-22
cheque à matemática
Há mais algumas escolas no País que seguem o método. É sempre bom que o assunto seja noticiado, pois em tempos de resistência e muitos constrangimentos à aprendizagem todos os incentivos são bem vindos, sobretudo se constituídos por exemplos práticos e eficazes.
Faltar dize que há países em que o método é generalizado no ensino.
Por ora, fica a transcrição do 'Público' (post in progress)
Escola da Parede apostou no xadrez para melhorar os resultados
22.10.2007, Isabel Leiria
Na Escola 31 de Janeiro, o xadrez é uma disciplina como todas as outras, de frequência obrigatória e com direito a programa e avaliação. Os resultados são positivos
A aula é de Matemática, só que no quadro branco não estão algarismos, nem contas, mas um enorme tabuleiro de xadrez colado e algumas peças. Perante duas dezenas de alunos do 2.º ano, o professor Vítor Guerra faz a revisão da matéria dada na semana anterior. Como se pode mover o bispo, o cavalo e a torre? Pergunta quem quer ir mostrar e são vinte braços espetados no ar, acompanhados de muitas vozes a pedir: "Eu! Eu! Eu!"
Vítor Guerra, responsável pelo ensino de xadrez na Escola 31 de Janeiro, num projecto que faz pioneiro no país este quase centenário colégio na Parede, tenta convencer os alunos a trocar um peão por um bispo ou um cavalo por uma rainha. Fazem-se as contas aos pontos de cada peça e exercita-se o cálculo. De boca aberta e olhos arregalados, a turma assiste à negociação entre Vítor e Daniela. O professor quer o rei que a aluna tem e oferece um cavalo e uma dama. Duas. Três. A cada proposta sobem de tom os conselhos dos colegas: "Não aceites, não aceites!", como se tentassem evitar uma tragédia. Entre jogadas e peças comidas, a hora passa rapidamente e os alunos regressam à sua sala habitual."Gosto mais destas aulas porque nas outras aprende-se no caderno e aqui aprende-se a jogar. É divertido, tem muitas peças que parecem pessoas", diz Tomás, sete anos.Raciocínio e saber perderHá quatro anos que o xadrez faz parte do currículo do ensino básico (no 1.º ciclo integra a componente da Matemática) e todos os quase 400 alunos da Escola 31 de Janeiro, do 2.º ao 9.º, têm obrigatoriamente de frequentar esta disciplina. É aliás uma actividade levada tão a sério que tem programa - da posição inicial das peças à técnica do mate com 2 cavalos aprendida no último ano - e é sujeita a avaliação. "Há seis, sete anos começámos a sentir que havia alguns problemas com a Matemática. Por outro lado, notávamos que os alunos davam muitas opiniões mas eram incapazes de argumentar. Não conseguiam construir um caminho para chegar a uma conclusão. Sabíamos de experiências do uso do xadrez em escolas lá fora e decidimos avançar", explica Vítor Rodrigues, director da escola. E ao fim de quatro anos, Vítor Rodrigues não tem dúvidas de que já se notam melhorias, sobretudo entre os alunos que já praticam há mais tempo. "Avançou-se muito ao nível do pensamento lógico, da argumentação. E por causa dos jogos e dos torneios, os miúdos habituam-se a saber ganhar e a saber perder."Formado em Matemática, jogador profissional, árbitro e professor de xadrez, Vítor Guerra é o responsável por este projecto - este ano iniciou-se num outro colégio em Sintra - praticamente desde o início. "Há estudos que indicam que, com a prática do xadrez, há um implemento de 12 a 15 por cento na melhoria dos resultados escolares. Sobretudo entre os que praticam com regularidade e se preparam para os torneios."Na turma que se segue, do 4.º ano, Vítor Guerra já identificou os dois alunos que gostaria que tivessem uma preparação especial. É que para além da hora semanal frequentada por todos, há cerca de 80 que, por demonstrarem grande interesse ou apetência, têm aulas de apoio à competição, em horário pós-lectivo. Inês, 9 anos, é uma delas. Aprendeu a jogar com o avô, continuou a praticar na escola e agora garante que já lhe ganha. "Gosto de jogar porque se pode fazer truques em que as peças ficam encurraladas e comer", explica. De resto, já são visíveis frutos do investimento feito e uma equipa do escalão menores de 10 anos venceu este ano o torneio mundial de escolas, na República Checa. Para muitos, o xadrez tornou-se mais do que uma disciplina e não é raro encontrar alunos a jogar nos intervalos, nos pátios e corredores da escola.Dentro da sala, a prática também é levada a sério. Frente a frente, 26 alunos do 4.º ano protagonizam 13 jogos em simultâneo, como se de um torneio se tratasse. Há uma folha de registo das jogadas para cada um e na mesa só há lugar para o tabuleiro, o lápis, a borracha e o afia. "Estão prontos? Silêncio. Cumprimentem-se [neste momento todos apertam a mão ao seu "adversário"]. Podem começar", indica o professor. Ouve-se pouquíssimo barulho na sala, mas Tomás tem dificuldade em concentrar-se e pede a Vítor que faça os colegas falar mais baixo. "A partir de três, quatro anos de experiência, estes alunos já têm uma grande capacidade de concentração e conseguem ficar três horas a jogar", explica. E a ideia é começar ainda mais cedo, diz Vítor Rodrigues. "Dentro de dois anos esperamos começar com o xadrez como matéria obrigatória logo a partir do 1.º ano. Mas isto implica mudanças na aprendizagem ao nível do pré-escolar."E se no início as famílias estranharam, "agora procuram-nos por causa do xadrez", afirma o director.
observacões são bem vindas
Faltar dize que há países em que o método é generalizado no ensino.
Por ora, fica a transcrição do 'Público' (post in progress)
Escola da Parede apostou no xadrez para melhorar os resultados
22.10.2007, Isabel Leiria
Na Escola 31 de Janeiro, o xadrez é uma disciplina como todas as outras, de frequência obrigatória e com direito a programa e avaliação. Os resultados são positivos
A aula é de Matemática, só que no quadro branco não estão algarismos, nem contas, mas um enorme tabuleiro de xadrez colado e algumas peças. Perante duas dezenas de alunos do 2.º ano, o professor Vítor Guerra faz a revisão da matéria dada na semana anterior. Como se pode mover o bispo, o cavalo e a torre? Pergunta quem quer ir mostrar e são vinte braços espetados no ar, acompanhados de muitas vozes a pedir: "Eu! Eu! Eu!"
Vítor Guerra, responsável pelo ensino de xadrez na Escola 31 de Janeiro, num projecto que faz pioneiro no país este quase centenário colégio na Parede, tenta convencer os alunos a trocar um peão por um bispo ou um cavalo por uma rainha. Fazem-se as contas aos pontos de cada peça e exercita-se o cálculo. De boca aberta e olhos arregalados, a turma assiste à negociação entre Vítor e Daniela. O professor quer o rei que a aluna tem e oferece um cavalo e uma dama. Duas. Três. A cada proposta sobem de tom os conselhos dos colegas: "Não aceites, não aceites!", como se tentassem evitar uma tragédia. Entre jogadas e peças comidas, a hora passa rapidamente e os alunos regressam à sua sala habitual."Gosto mais destas aulas porque nas outras aprende-se no caderno e aqui aprende-se a jogar. É divertido, tem muitas peças que parecem pessoas", diz Tomás, sete anos.Raciocínio e saber perderHá quatro anos que o xadrez faz parte do currículo do ensino básico (no 1.º ciclo integra a componente da Matemática) e todos os quase 400 alunos da Escola 31 de Janeiro, do 2.º ao 9.º, têm obrigatoriamente de frequentar esta disciplina. É aliás uma actividade levada tão a sério que tem programa - da posição inicial das peças à técnica do mate com 2 cavalos aprendida no último ano - e é sujeita a avaliação. "Há seis, sete anos começámos a sentir que havia alguns problemas com a Matemática. Por outro lado, notávamos que os alunos davam muitas opiniões mas eram incapazes de argumentar. Não conseguiam construir um caminho para chegar a uma conclusão. Sabíamos de experiências do uso do xadrez em escolas lá fora e decidimos avançar", explica Vítor Rodrigues, director da escola. E ao fim de quatro anos, Vítor Rodrigues não tem dúvidas de que já se notam melhorias, sobretudo entre os alunos que já praticam há mais tempo. "Avançou-se muito ao nível do pensamento lógico, da argumentação. E por causa dos jogos e dos torneios, os miúdos habituam-se a saber ganhar e a saber perder."Formado em Matemática, jogador profissional, árbitro e professor de xadrez, Vítor Guerra é o responsável por este projecto - este ano iniciou-se num outro colégio em Sintra - praticamente desde o início. "Há estudos que indicam que, com a prática do xadrez, há um implemento de 12 a 15 por cento na melhoria dos resultados escolares. Sobretudo entre os que praticam com regularidade e se preparam para os torneios."Na turma que se segue, do 4.º ano, Vítor Guerra já identificou os dois alunos que gostaria que tivessem uma preparação especial. É que para além da hora semanal frequentada por todos, há cerca de 80 que, por demonstrarem grande interesse ou apetência, têm aulas de apoio à competição, em horário pós-lectivo. Inês, 9 anos, é uma delas. Aprendeu a jogar com o avô, continuou a praticar na escola e agora garante que já lhe ganha. "Gosto de jogar porque se pode fazer truques em que as peças ficam encurraladas e comer", explica. De resto, já são visíveis frutos do investimento feito e uma equipa do escalão menores de 10 anos venceu este ano o torneio mundial de escolas, na República Checa. Para muitos, o xadrez tornou-se mais do que uma disciplina e não é raro encontrar alunos a jogar nos intervalos, nos pátios e corredores da escola.Dentro da sala, a prática também é levada a sério. Frente a frente, 26 alunos do 4.º ano protagonizam 13 jogos em simultâneo, como se de um torneio se tratasse. Há uma folha de registo das jogadas para cada um e na mesa só há lugar para o tabuleiro, o lápis, a borracha e o afia. "Estão prontos? Silêncio. Cumprimentem-se [neste momento todos apertam a mão ao seu "adversário"]. Podem começar", indica o professor. Ouve-se pouquíssimo barulho na sala, mas Tomás tem dificuldade em concentrar-se e pede a Vítor que faça os colegas falar mais baixo. "A partir de três, quatro anos de experiência, estes alunos já têm uma grande capacidade de concentração e conseguem ficar três horas a jogar", explica. E a ideia é começar ainda mais cedo, diz Vítor Rodrigues. "Dentro de dois anos esperamos começar com o xadrez como matéria obrigatória logo a partir do 1.º ano. Mas isto implica mudanças na aprendizagem ao nível do pré-escolar."E se no início as famílias estranharam, "agora procuram-nos por causa do xadrez", afirma o director.
observacões são bem vindas
2007-10-15
Luz boa

vai ameno o Outono, os dias têm corrido luzidios e isto não dura sempre...
há, pois, que registar a devida homenagem ao benfazejo e prazenteiro clima que nos tem amenizado a estação, na primeira metade de Outubro!
com os dias claros, a luz tem azulejado os céus e favorecido Lisboa com a claridade tão especial que a distingue
no horizonte, o sol continua a aquecer o oriente - pelas manhãzinhas, a cada dia mais tarde, é certo, mas elevando-se para uma dura prova de fogo de quem está fechado em fábricas, comércios, escritórios ... e para gáudio de quem espreita a rua ou, mais feliz ainda, se percorre jardins e praças, em caminhos de cidade que chegam a parecer tão bucólicos como os que vemos fora de portas ou nos relatam de outros lugares - e a entardecer afogueado a ocidente, em acobreados quase de fantasia, irreais de tanto privilégio
mais próximo das gentes, outros espectáculos são assegurados pela floração sempre inesperada de algumas espécies, em contraposição sinfónica visual com o amarelecimento das folhas, aliás algo interrompido pelo andar soalheiro do Outono que sustém o ouro nos céus e no horizonte, enquanto não nos amareleja ruas, praças e jardins
é o caso das corízias de que o exemplar acima dá boa imagem, ilustração gentilmente emprestadada ao Ditos na sequência de inspirador post do activo AZblog
outro bem haja !
observacões são bem vindas
2007-10-12
2007-10-03
obviar à razão
o Sr. Director da Polícia Judiciária exarou a cessacção da comissão de serviço de um Sr. Inspector destacado no Algarve para ivestigar o desaparecimento de uma criança
interpelado, comunicou que tomou tal atitude por "razões óbvias" ...
razões óbvias ?
jametinhasdito!
venham de lá as razões e bem explicadas
para se saber e para legitimar a decisão
mas também para a poder sindicar
eis o racional democrático da obrigação de fundamentação dos actos da administração pública
era o que faltava se qualquer funcionário público se abstivesse de justificar as respectivas decisões, com efeitos na esfera do erário público, recorrendo a uma fórmula vazia e alheada do interesse dos cidadãos em geral e dos interessados no processo em particular
Humebrto Delgado proclamou celebremente um distinto "obviamente, demito-o" dirigido ao afastamento de Salazar em caso de vitória da democracia por via eleitoral - o que não sucedeu por fraude do ditador
mas esse "obviamente" tem natureza política e justifica-se inteiramente no campo da disputa eleitoral, sobretudo onde a censura obrigava ao recurso a subentendidos e meias palavras, sob pena de corte por acção de zelosos revisores do lápis azul
naturalmente, se Delgado tivesse ganho, a óbvia demissão do apegado Presidente do Conselho teria que ser fundamentada
desde logo em norma habilitante, de onde provém a indispensável competência para o acto
e depois pela indicação da razão de ser da decisão, a menos que coubesse dentro da margem de arbítrio - que não de arbitrariedade - que a lei ou a Constituição conferem a certos actos políticos - mas não aos actos de administração, como é o caso da nomeação ou desnomeação de um funcionário em determinada comissão de serviço
há dias, Luís Amado, Ministro dos Negócios Estrangeiros, também invocou "razões óbvias" para justificar a decisão do Governo não receber o Dalai Lama, líder espiritual do budismo tibetano
trata-se igualmente de uma fuga à explicação, decerto controversa, inteiramente imputável a patente manobra de cinismo político muito ususal, aliás, no campo das relações políticas internacionais, como é precisamente o caso uma vez que o dito mal recebido também se apresenta como líder da resistência tibetana à ocupação chinesa e Portugal desempenha actualmente a presidência da União Europeia
mas essa gincana ministerial cabe dentro do arbítrio admitido aos políticos, que são julgados por via eleitoral e da opinião pública, uma vez sujeitos à crítica da oposição, dos grupos de interesse em presença, da comunicação social e dos cidadãos em geral ou mesmo da acção moderadora de outros órgãos de poder, através do sistema democrático de balanços e contrapesos - e Jaime Gama, na qualidade de segunda figura do Estado que decorre das funções de Presidente da Assembleia da República, recebeu o Dalai Lama !
ou seja, aos políticos fica mal recorrerem à fórmula vazia para descartarem o inconveniente de uma justificação ou da falta dela
mas podem agir assim, submetidos que estão ao crivo da popularidade, da opinião de adversários ou comentadores e do voto de cada um nas eleições seguintes
já aos agentes administrativos do Estado, Regiões ou Autarquias é inconcebível semelhante comportamento, sob pena de ilegalidade, desresponsabilização e perpetuação da mediocridade
é que as razões óbvias podem não ser assim tão óbvias
e podem até não ser sequer razões
se o fossem, a explicação seria natural, espontânea e acessível à livre interpretação de todos
com a explicitação das razões, o demitido poderá defender-se, justificar-se ou aprender em caso de erro
e faltará sempre a pedagogia pois os funcionários vindouros que o substituírem no cargo terão balizado o comportamento e o desempenho que se espera e exige, o mesmo se aplicando a agentes com idênticas funções ou sujeitos a exigências análogas
caso não apareçam as explicações e as razões, óbvias ou não, a suspeição recai sobre o decisor e ficam por julgar, à falta de elementos de apreciação, o desempenho ou os resultados que deveriam estar sob exame crítico
e sem crítica informada e livre não há cidadania nem Estado de Direito
observacões são bem vindas
interpelado, comunicou que tomou tal atitude por "razões óbvias" ...
razões óbvias ?
jametinhasdito!
venham de lá as razões e bem explicadas
para se saber e para legitimar a decisão
mas também para a poder sindicar
eis o racional democrático da obrigação de fundamentação dos actos da administração pública
era o que faltava se qualquer funcionário público se abstivesse de justificar as respectivas decisões, com efeitos na esfera do erário público, recorrendo a uma fórmula vazia e alheada do interesse dos cidadãos em geral e dos interessados no processo em particular
Humebrto Delgado proclamou celebremente um distinto "obviamente, demito-o" dirigido ao afastamento de Salazar em caso de vitória da democracia por via eleitoral - o que não sucedeu por fraude do ditador
mas esse "obviamente" tem natureza política e justifica-se inteiramente no campo da disputa eleitoral, sobretudo onde a censura obrigava ao recurso a subentendidos e meias palavras, sob pena de corte por acção de zelosos revisores do lápis azul
naturalmente, se Delgado tivesse ganho, a óbvia demissão do apegado Presidente do Conselho teria que ser fundamentada
desde logo em norma habilitante, de onde provém a indispensável competência para o acto
e depois pela indicação da razão de ser da decisão, a menos que coubesse dentro da margem de arbítrio - que não de arbitrariedade - que a lei ou a Constituição conferem a certos actos políticos - mas não aos actos de administração, como é o caso da nomeação ou desnomeação de um funcionário em determinada comissão de serviço
há dias, Luís Amado, Ministro dos Negócios Estrangeiros, também invocou "razões óbvias" para justificar a decisão do Governo não receber o Dalai Lama, líder espiritual do budismo tibetano
trata-se igualmente de uma fuga à explicação, decerto controversa, inteiramente imputável a patente manobra de cinismo político muito ususal, aliás, no campo das relações políticas internacionais, como é precisamente o caso uma vez que o dito mal recebido também se apresenta como líder da resistência tibetana à ocupação chinesa e Portugal desempenha actualmente a presidência da União Europeia
mas essa gincana ministerial cabe dentro do arbítrio admitido aos políticos, que são julgados por via eleitoral e da opinião pública, uma vez sujeitos à crítica da oposição, dos grupos de interesse em presença, da comunicação social e dos cidadãos em geral ou mesmo da acção moderadora de outros órgãos de poder, através do sistema democrático de balanços e contrapesos - e Jaime Gama, na qualidade de segunda figura do Estado que decorre das funções de Presidente da Assembleia da República, recebeu o Dalai Lama !
ou seja, aos políticos fica mal recorrerem à fórmula vazia para descartarem o inconveniente de uma justificação ou da falta dela
mas podem agir assim, submetidos que estão ao crivo da popularidade, da opinião de adversários ou comentadores e do voto de cada um nas eleições seguintes
já aos agentes administrativos do Estado, Regiões ou Autarquias é inconcebível semelhante comportamento, sob pena de ilegalidade, desresponsabilização e perpetuação da mediocridade
é que as razões óbvias podem não ser assim tão óbvias
e podem até não ser sequer razões
se o fossem, a explicação seria natural, espontânea e acessível à livre interpretação de todos
com a explicitação das razões, o demitido poderá defender-se, justificar-se ou aprender em caso de erro
e faltará sempre a pedagogia pois os funcionários vindouros que o substituírem no cargo terão balizado o comportamento e o desempenho que se espera e exige, o mesmo se aplicando a agentes com idênticas funções ou sujeitos a exigências análogas
caso não apareçam as explicações e as razões, óbvias ou não, a suspeição recai sobre o decisor e ficam por julgar, à falta de elementos de apreciação, o desempenho ou os resultados que deveriam estar sob exame crítico
e sem crítica informada e livre não há cidadania nem Estado de Direito
observacões são bem vindas
2007-09-29
2007-09-28
consenso
"Por uma vez, Santana Lopes conseguiu o inimaginável: o consenso."
David Pontes, "Jornal de Notícias", 28-09-2007
ainda mais impensável: mal refeitos da surpresa do apelo ao ... bom senso, Pedro Santana Lopes prova que não anda por aí a encher pneus nem espaços televisivos mortiços, entre futebolências
levantou-se da cadeira do poder da SIC em protesto por ter sido preterido na insana preferência editorial por futebol
à hora em que outros canais dedicavam exclusiva atenção aos penaltis nos jogos em que o Benfica e o Sporting arriscavam destino idêntico ao FCPorto, Belenenses, Paços de Ferreira e Naval, contra adversários teoricamente mais fracos
no minuto e no momento em que um esforçado repórter entrevistava o aeroporto no expectante frenesim da aterragem do treinador emigrante português do Sado
Mourinho é audiência, qual fogo, gafe ou affair
mas interromper o ex-santo da casa, o ex-Primeiro Ministro, o ex-Sr. TV, pela chegada do mister ? jametinhasdito!
embora sem eleição propriamente dita, Pedro Santana Lopes somou novo episódio inesperado: obteve acordo generalizado a um seu acto e à sua justificação
e logo em terreno estranho, sublinhe-se, num movimento inédito de fuga às câmaras de televisão!
quem dirá que já viu tudo ?
observacões são bem vindas
David Pontes, "Jornal de Notícias", 28-09-2007
ainda mais impensável: mal refeitos da surpresa do apelo ao ... bom senso, Pedro Santana Lopes prova que não anda por aí a encher pneus nem espaços televisivos mortiços, entre futebolências
levantou-se da cadeira do poder da SIC em protesto por ter sido preterido na insana preferência editorial por futebol
à hora em que outros canais dedicavam exclusiva atenção aos penaltis nos jogos em que o Benfica e o Sporting arriscavam destino idêntico ao FCPorto, Belenenses, Paços de Ferreira e Naval, contra adversários teoricamente mais fracos
no minuto e no momento em que um esforçado repórter entrevistava o aeroporto no expectante frenesim da aterragem do treinador emigrante português do Sado
Mourinho é audiência, qual fogo, gafe ou affair
mas interromper o ex-santo da casa, o ex-Primeiro Ministro, o ex-Sr. TV, pela chegada do mister ? jametinhasdito!
embora sem eleição propriamente dita, Pedro Santana Lopes somou novo episódio inesperado: obteve acordo generalizado a um seu acto e à sua justificação
e logo em terreno estranho, sublinhe-se, num movimento inédito de fuga às câmaras de televisão!
quem dirá que já viu tudo ?
observacões são bem vindas
2007-09-26
bom senso
quem pensava que já viu de tudo ... surpreenda-se:
- Pedro Santana Lopes apela ao “bom senso” e recomenda o adiamento das eleições directas no PSD
jametinhasdito !
observacões são bem vindas
- Pedro Santana Lopes apela ao “bom senso” e recomenda o adiamento das eleições directas no PSD
jametinhasdito !
observacões são bem vindas
2007-09-16
debate II
em zaping matinal, Jay Leno entrevistava o senador Fred Dalton Thompson, candidato a candidato republicano às próximas eleições presidenciais dos Estados Unidos da América
preparando-se um debate televisivo entre diversos - 8 ? mas ainda continuam a chegar, além dos democratas e, porque não, de independentes corajosos e milionários - candidatos, Fred (para os amigos e para todos os outros) declarava-se pouco entusiasmado com o modelo, denunciando que só serve os organizadores do programa (caça às audiências, entenda-se) e considerando que tal não é a melhor forma de os candidatos explicitarem as suas ideias nem de os cidadãos conhecerem os programas políticos e as personalidades de cada candidato
preferível seria debates dois a dois ... onde é que já se ouviu isto ?
mas, instado, dispos-se a participar, parece que não há maneira de evitar
e depois, jametinhadito Fred, é mais fácil aparecer num debate de políticos do que no Jay Leno Night Show, ou lá o que é ... !
observacões são bem vindas
preparando-se um debate televisivo entre diversos - 8 ? mas ainda continuam a chegar, além dos democratas e, porque não, de independentes corajosos e milionários - candidatos, Fred (para os amigos e para todos os outros) declarava-se pouco entusiasmado com o modelo, denunciando que só serve os organizadores do programa (caça às audiências, entenda-se) e considerando que tal não é a melhor forma de os candidatos explicitarem as suas ideias nem de os cidadãos conhecerem os programas políticos e as personalidades de cada candidato
preferível seria debates dois a dois ... onde é que já se ouviu isto ?
mas, instado, dispos-se a participar, parece que não há maneira de evitar
e depois, jametinhadito Fred, é mais fácil aparecer num debate de políticos do que no Jay Leno Night Show, ou lá o que é ... !
observacões são bem vindas
2007-09-15
debate
lá do vulcão, Pacheco Pereira jametinhadito que a política portuguesa vai menos que morna, sem debate
é bem certo que as temperaturas fogosas já lá vão e resignamo-nos com uns contraditórios resultados desportivos: Évora salta mais além mas o país não chora a ouvir o hino em modalidade pouco ortodoxa nos nossos pergaminhos; Vanessa ganha campeonatos e taças do mundo mas sonha com a olimpíada; no râguebi, uma pesada derrota soube a vitória; em futebol, os empates sabem a derrota e até Cavaco se dá ao labor de comentar a recuperação da tradicional zaragata final
os outros temas que se mantém acesos ainda são piores - crianças, investigações e responsabilidades desaparecidas; a nova lei processual penal entra em vigor de rompante e não é o primeiro caso legislativo em que ninguém deu pelo que lá estava escrito; e mais futebol, com um verdadeiro arco-íris de apitos para ganharem sempre os mesmos
comum a todos os temas: safam-se sempre os mesmos safados!
observacões são bem vindas
é bem certo que as temperaturas fogosas já lá vão e resignamo-nos com uns contraditórios resultados desportivos: Évora salta mais além mas o país não chora a ouvir o hino em modalidade pouco ortodoxa nos nossos pergaminhos; Vanessa ganha campeonatos e taças do mundo mas sonha com a olimpíada; no râguebi, uma pesada derrota soube a vitória; em futebol, os empates sabem a derrota e até Cavaco se dá ao labor de comentar a recuperação da tradicional zaragata final
os outros temas que se mantém acesos ainda são piores - crianças, investigações e responsabilidades desaparecidas; a nova lei processual penal entra em vigor de rompante e não é o primeiro caso legislativo em que ninguém deu pelo que lá estava escrito; e mais futebol, com um verdadeiro arco-íris de apitos para ganharem sempre os mesmos
comum a todos os temas: safam-se sempre os mesmos safados!
observacões são bem vindas
2007-09-13
gets life
de volta ao circunspecto Finantial Times, que hoje anunciava sobre o ex-presidente filipino Joseph Estrada: gets life
gets life ? jametinhasdito !
pela caixinha da primeira página poderia pensar-se que o jornal salmão atribuía mais uma vida a Joseph Estrada, à boa maneira de video-jogo ou do mundo virtual do Second Life
ou ainda, quem sabe, do mundo puro e duro da política real, a mesma que põe os políticos a dizer sim e não consoante estejam no poder ou na oposição, e a pô-los sucessivamente (quando não em simultâneo...) no poder e na oposição
mas não, a leitura da coluna direita da segunda página cedo esclarecia, afinal o ex-presidente filipino foi ... condenado a prisão perpétua
que vida ...
mas idiossincrasias destas acontecem com frequência e até numa mesma língua
é o caso de um político (sim, com aos políticos acontecem muitas idiossincrasias!) brasileiro, entrevistado por uma jornalista sobre se considerava justa a acusação de corrupção que lhe moviam e convicto respondeu: absolutamente!
absolutamente ?
sim, o entrevistado afirmava a sua inocência completa, a acusação era absolutamente injusta
no entanto, se a expressão literal parecia confirmar inteiramente a acusação, o contexto permitia compreender a veemência empregue na declaração, retirando-se o significado oposto
mas a idiossincrasia da notícia sobre Joseph Estrada prossegue o seu percurso e lendo a notícia do FT (ou da Reuters) até ao fim, volta-se à primeira forma
pois bem, o ex-presidente, derrubado e julgado em prolongado processo de corrupção, foi efectivamente condenado mas em vez de ir para a prisão foi antes desterrado para o seu resort privado de 18 hectares, para temperar a amarga decisão da justiça com o sabor doce dos milhões que alegadamente arrecadou de modo ilícito
nos próximos tempos, e o processo já leva seis anos, haverá recursos jurídicos, recursos políticos e outros eventuais recursos e o ex-ditador continuará a ver o sol por inteiro e o mais que a sua vista alcance
assim sendo, o enganador título escreve direito por linhas tortas e o condenado está então a tratar da ... vida !
jametinhasdito, that’s life !!!
observacões são bem vindas
gets life ? jametinhasdito !
pela caixinha da primeira página poderia pensar-se que o jornal salmão atribuía mais uma vida a Joseph Estrada, à boa maneira de video-jogo ou do mundo virtual do Second Life
ou ainda, quem sabe, do mundo puro e duro da política real, a mesma que põe os políticos a dizer sim e não consoante estejam no poder ou na oposição, e a pô-los sucessivamente (quando não em simultâneo...) no poder e na oposição
mas não, a leitura da coluna direita da segunda página cedo esclarecia, afinal o ex-presidente filipino foi ... condenado a prisão perpétua
que vida ...
mas idiossincrasias destas acontecem com frequência e até numa mesma língua
é o caso de um político (sim, com aos políticos acontecem muitas idiossincrasias!) brasileiro, entrevistado por uma jornalista sobre se considerava justa a acusação de corrupção que lhe moviam e convicto respondeu: absolutamente!
absolutamente ?
sim, o entrevistado afirmava a sua inocência completa, a acusação era absolutamente injusta
no entanto, se a expressão literal parecia confirmar inteiramente a acusação, o contexto permitia compreender a veemência empregue na declaração, retirando-se o significado oposto
mas a idiossincrasia da notícia sobre Joseph Estrada prossegue o seu percurso e lendo a notícia do FT (ou da Reuters) até ao fim, volta-se à primeira forma
pois bem, o ex-presidente, derrubado e julgado em prolongado processo de corrupção, foi efectivamente condenado mas em vez de ir para a prisão foi antes desterrado para o seu resort privado de 18 hectares, para temperar a amarga decisão da justiça com o sabor doce dos milhões que alegadamente arrecadou de modo ilícito
nos próximos tempos, e o processo já leva seis anos, haverá recursos jurídicos, recursos políticos e outros eventuais recursos e o ex-ditador continuará a ver o sol por inteiro e o mais que a sua vista alcance
assim sendo, o enganador título escreve direito por linhas tortas e o condenado está então a tratar da ... vida !
jametinhasdito, that’s life !!!
observacões são bem vindas
segunda fila
foi anunciada para ontem uma actuação severa da Polícia Municipal de Lisboa contra o agressivo e arreliador estacionamento em segunda fila em diversos locias da cidade
mas deve ter acabado também ontem, jametinhasdito!
está tudo na mesma, basta ver a Av. António Augusto Aguiar em toda a sua extensão, a Rua Ramalho Ortigão ou a Av. João Crisóstomo (a propósito, hoje é dia de São Crisóstomo, Doutor da Igreja e Bispo de Constantinopla), neste caso pelo menos na parte junto à esquadra da Polícia, a quem aliás manifestamente pertencem alguns dos veículos em transgressão, presumindo-se que outros pertençam aos próprios polícias ...
o problema é de facto grave, causador de assinalável transtorno pois muitas vezes provoca demora desproporcionada e até irrecuperável na vida de muitos cidadãos
ao parar um carro em segunda fila, mesmo que só por uns minutos para benefício do respectivo condutor, ou de um seu conluiado, fica o trânsito condicionado, com menos uma faixa de circulação, e o afunilamento gera atrasos que se acumulam prolongadamente muito para além da libertação da via
além de muitas vezes se impedir a circulação a viaturas que ficam com a passagem obstruída
há obviamente um excesso de nacional facilitismo, muitos transgressores acham que o prejuízo que causam é mínimo e merecedor de compreensão - e os prejudicados tendem a desculpar, com umas buzinadelas pelo meio mais para aliviar a insatisfação do que em reclamação legítima
mas os responsáveis pela Câmara Municipal - e, bem assim, pela Polícia - têm que admitir uma boa quota parte de culpa
por um lado, pela ausência sistemática de fiscalização e de pedagogia, muitas vezes em negligência ostensiva por se verificar nas barbas da autoridade ou por os prevaricadores serem os seus agentes e funcionários ou até altos responsáveis com direito a motorista, pelo que ficam sem legimidade para actuar
por outro lado, porque raramente se prevê (e ainda mais raramente se respeita...) o espaço suficiente para as paragens de pequena duração que suscitam tantos casos de estacionamento em segunda fila: deixar as crianças na escola, levar um idoso a um consultório, entregar um documento num organismo oficial, tratar de um assunto ou marcar o ponto em serviços da Câmara, pagar uma factura ao balcão de serviços públicos, levantar dinheiro numa caixa multibanco, fazer o totoloto, etc., etc., etc., obviamente com alguns motivos mais legítimos que outros
e quando a autoridade responsável é a primeira incumpridora, dificilmente conseguirá estabelecer a boa ordem ou promover o civismo dos cidadãos
como bem sabe o novo Presidente da Câmara, António Costa, para ser respeitado tem que se dar ao respeito
observacões são bem vindas
mas deve ter acabado também ontem, jametinhasdito!
está tudo na mesma, basta ver a Av. António Augusto Aguiar em toda a sua extensão, a Rua Ramalho Ortigão ou a Av. João Crisóstomo (a propósito, hoje é dia de São Crisóstomo, Doutor da Igreja e Bispo de Constantinopla), neste caso pelo menos na parte junto à esquadra da Polícia, a quem aliás manifestamente pertencem alguns dos veículos em transgressão, presumindo-se que outros pertençam aos próprios polícias ...
o problema é de facto grave, causador de assinalável transtorno pois muitas vezes provoca demora desproporcionada e até irrecuperável na vida de muitos cidadãos
ao parar um carro em segunda fila, mesmo que só por uns minutos para benefício do respectivo condutor, ou de um seu conluiado, fica o trânsito condicionado, com menos uma faixa de circulação, e o afunilamento gera atrasos que se acumulam prolongadamente muito para além da libertação da via
além de muitas vezes se impedir a circulação a viaturas que ficam com a passagem obstruída
há obviamente um excesso de nacional facilitismo, muitos transgressores acham que o prejuízo que causam é mínimo e merecedor de compreensão - e os prejudicados tendem a desculpar, com umas buzinadelas pelo meio mais para aliviar a insatisfação do que em reclamação legítima
mas os responsáveis pela Câmara Municipal - e, bem assim, pela Polícia - têm que admitir uma boa quota parte de culpa
por um lado, pela ausência sistemática de fiscalização e de pedagogia, muitas vezes em negligência ostensiva por se verificar nas barbas da autoridade ou por os prevaricadores serem os seus agentes e funcionários ou até altos responsáveis com direito a motorista, pelo que ficam sem legimidade para actuar
por outro lado, porque raramente se prevê (e ainda mais raramente se respeita...) o espaço suficiente para as paragens de pequena duração que suscitam tantos casos de estacionamento em segunda fila: deixar as crianças na escola, levar um idoso a um consultório, entregar um documento num organismo oficial, tratar de um assunto ou marcar o ponto em serviços da Câmara, pagar uma factura ao balcão de serviços públicos, levantar dinheiro numa caixa multibanco, fazer o totoloto, etc., etc., etc., obviamente com alguns motivos mais legítimos que outros
e quando a autoridade responsável é a primeira incumpridora, dificilmente conseguirá estabelecer a boa ordem ou promover o civismo dos cidadãos
como bem sabe o novo Presidente da Câmara, António Costa, para ser respeitado tem que se dar ao respeito
observacões são bem vindas
2007-09-12
uma escola ...
e que escola !
os noticiários da rádio começaram hoje com informação sobre o início do novo ano escolar, com a habitual agenda cheia de governantes e sindicalistas
mas a RFM noticiou também a inauguração de uma escola em Santarém, construída por Joaquim José Louro, um empresário local que a ofereceu, num acto de generosidade quantificado em 500.000 euros
gesto nobre, muito relevante, digno portanto de destaque adequado
mas outra nota distintiva é a explicação da decisão e da acção: as suas empresas são grandes empregadoras e considera importante que os respectivos trabalhadores disponham de boas condições para a educação e guarda dos filhos, pelo que a esforçada iniciativa de pagar, fazer construir e licenciar a escola é rentável para os seus negócios
note-se: é rentável !!!
evidentemente, trata-se de um conceito especial de rentabilidade, correspondente a uma visão humana e duradoura, noções inexistentes no mundo especulativo e subsídio-dependente em que nos habituámos a viver, rodeados que estamos de empresários do resultado imediato
a enorme visão, o saber e o alcance exemplar da actuação de Joaquim Louro, empresário com a 4ª classe e a escola da vida, provém da alma e do bom coração, que não precisam de saber ler nem escrever para idealizar e realizar os melhores sucessos empresariais e as melhores acções humanas, favorecendo os seus semelhantes e as futuras gerações
apesar de não se encontrar mais referências nos principais órgãos de comunicação, uma pesquisa simples permite verificar que o assunto foi recentemente abordado por periódicos de expressão mais regional: O Ribatejo, Notícias da Manhã e O Mirante
são já conhecidas e habituais as acções mecenáticas praticadas com humildade pelo empresário J. J. Louro, em benefício de trabalhadores e populações das comunidades onde as suas empresas estão implantadas
Joaquim Louro não espera que façam – faz !
assim, sim !!
um jametinhasdito de júbilo para Joaquim Louro !!!
observacões são bem vindas
os noticiários da rádio começaram hoje com informação sobre o início do novo ano escolar, com a habitual agenda cheia de governantes e sindicalistas
mas a RFM noticiou também a inauguração de uma escola em Santarém, construída por Joaquim José Louro, um empresário local que a ofereceu, num acto de generosidade quantificado em 500.000 euros
gesto nobre, muito relevante, digno portanto de destaque adequado
mas outra nota distintiva é a explicação da decisão e da acção: as suas empresas são grandes empregadoras e considera importante que os respectivos trabalhadores disponham de boas condições para a educação e guarda dos filhos, pelo que a esforçada iniciativa de pagar, fazer construir e licenciar a escola é rentável para os seus negócios
note-se: é rentável !!!
evidentemente, trata-se de um conceito especial de rentabilidade, correspondente a uma visão humana e duradoura, noções inexistentes no mundo especulativo e subsídio-dependente em que nos habituámos a viver, rodeados que estamos de empresários do resultado imediato
a enorme visão, o saber e o alcance exemplar da actuação de Joaquim Louro, empresário com a 4ª classe e a escola da vida, provém da alma e do bom coração, que não precisam de saber ler nem escrever para idealizar e realizar os melhores sucessos empresariais e as melhores acções humanas, favorecendo os seus semelhantes e as futuras gerações
apesar de não se encontrar mais referências nos principais órgãos de comunicação, uma pesquisa simples permite verificar que o assunto foi recentemente abordado por periódicos de expressão mais regional: O Ribatejo, Notícias da Manhã e O Mirante
são já conhecidas e habituais as acções mecenáticas praticadas com humildade pelo empresário J. J. Louro, em benefício de trabalhadores e populações das comunidades onde as suas empresas estão implantadas
Joaquim Louro não espera que façam – faz !
assim, sim !!
um jametinhasdito de júbilo para Joaquim Louro !!!
observacões são bem vindas
2007-09-10
contar ou nem por isso...
há dias, um jornalista generalista entrevistava um jornalista especialista:
– então e se o BCE [Banco Central Europeu] aumentar as taxas, o que é que acontece ?
– «nada ! os bancos comerciais já anteciparam a subida de taxas do BCE e o preço do dinheiro tem vindo a aumentar nos mercados, reflectindo-se nos clientes e encarecendo os contratos e empréstimos, pelo que a concretização da esperada medida já não produzirá efeitos...»
jametinhasdito!
os clientes começam logo a pagar um aumento que vai haver...
por acaso, ou talvez não, o BCE decidiu diversamente, não aumentou as taxas e os bancos já estão a mudar a sua posição - para futuros contratos
mas nos contratos anteriores os encargos para o cliente, mesmo injustificados, já não voltam atrás, os juros mais altos já foram cobrados!
ou seja, os clientes pagam antecipadamente por conta dos aumentos com que os bancos contam e já pagaram quando afinal se dão conta de que não chegou a existir o aumento de taxas com que os bancos contavam - e com esse argumento os bancos repercutiram sobre os clientes um encargo inexistente ... (?)
são muitas contas
outras contas que também não bateram como se contava: um dia destes, à tarde, os noticiários anunciaram a eliminação da equipa portuguesa de basquetebol, em importante competição em que participa, a decorrer em Espanha
noticiou-se o regresso da selecção nacional, em função de um resultado insuficiente para prosseguir a prova, uma vez que venceu a selecção da Letónia por margem inferior à que tinha sido anunciada como necessária
porém, à noite a comunicação social desdizia-se: afinal a equipa portuguesa de basquetebol passou à fase seguinte, porque a Espanha perdeu o seu encontro da última jornada do respectivo grupo, que liderava, o mesmo que o nosso
tão inesperada situação foi comunicada a contraciclo mas sem uma explicação cabal, falta a relação de causa efeito, sem a qual a reviravolta é incompreensível – só no dia seguinte alguma comunicação social esboçou explicar que o regulamento da prova ... pa ta ti pa ta tá ...
seguindo em prova, em vez de regressar a casa, a equipa portuguesa viajou para Madrid, em festa, até ao hotel onde esperavam ... a selecção letã, vencida por Portugal
ninguém contava
de facto, nem sempre contamos com o que acontece
muitas vezes nem contamos com o que pode acontecer
outras, também não contamos que aconteça o que pode não acontecer ou mesmo com o que não pode acontecer
isto de contar e não contar tem muito que se conte !!!
observacões são bem vindas
– então e se o BCE [Banco Central Europeu] aumentar as taxas, o que é que acontece ?
– «nada ! os bancos comerciais já anteciparam a subida de taxas do BCE e o preço do dinheiro tem vindo a aumentar nos mercados, reflectindo-se nos clientes e encarecendo os contratos e empréstimos, pelo que a concretização da esperada medida já não produzirá efeitos...»
jametinhasdito!
os clientes começam logo a pagar um aumento que vai haver...
por acaso, ou talvez não, o BCE decidiu diversamente, não aumentou as taxas e os bancos já estão a mudar a sua posição - para futuros contratos
mas nos contratos anteriores os encargos para o cliente, mesmo injustificados, já não voltam atrás, os juros mais altos já foram cobrados!
ou seja, os clientes pagam antecipadamente por conta dos aumentos com que os bancos contam e já pagaram quando afinal se dão conta de que não chegou a existir o aumento de taxas com que os bancos contavam - e com esse argumento os bancos repercutiram sobre os clientes um encargo inexistente ... (?)
são muitas contas
outras contas que também não bateram como se contava: um dia destes, à tarde, os noticiários anunciaram a eliminação da equipa portuguesa de basquetebol, em importante competição em que participa, a decorrer em Espanha
noticiou-se o regresso da selecção nacional, em função de um resultado insuficiente para prosseguir a prova, uma vez que venceu a selecção da Letónia por margem inferior à que tinha sido anunciada como necessária
porém, à noite a comunicação social desdizia-se: afinal a equipa portuguesa de basquetebol passou à fase seguinte, porque a Espanha perdeu o seu encontro da última jornada do respectivo grupo, que liderava, o mesmo que o nosso
tão inesperada situação foi comunicada a contraciclo mas sem uma explicação cabal, falta a relação de causa efeito, sem a qual a reviravolta é incompreensível – só no dia seguinte alguma comunicação social esboçou explicar que o regulamento da prova ... pa ta ti pa ta tá ...
seguindo em prova, em vez de regressar a casa, a equipa portuguesa viajou para Madrid, em festa, até ao hotel onde esperavam ... a selecção letã, vencida por Portugal
ninguém contava
de facto, nem sempre contamos com o que acontece
muitas vezes nem contamos com o que pode acontecer
outras, também não contamos que aconteça o que pode não acontecer ou mesmo com o que não pode acontecer
isto de contar e não contar tem muito que se conte !!!
observacões são bem vindas
2007-09-06
o mal e a caramunha
dia 4 deste Setembro, terça-feira passada, Eduardo Cintra Torres articulava no Público sobre um relatório publicado pela ERC - Entidade Reguladora da Comunicação Social - a respeito do tratamento noticioso dado aos diferentes candidatos nos principais telejornais durante o período que antecedeu as eleições intercalares de Lisboa
no artigo, o crítico analisa o trabalho da ERC e aponta diversos aspectos e várias incongruências: que o relatório não foi pedido por ninguém; que escolheu o critério do tom desfavorável das notícias para concluir que António Costa foi o mais atingido; e que omitia os dados sobre qual o candidato com mais referências favoráveis, suspeitando que seria precisamente António Costa
dia 5, ontem, Estrela Serrano, na qualidade de vogal da ERC, escreveu um artigo de página inteira criticando o crítico, recorrendo expressivamente a ataque, catilinária, ignorância, estilo caceteiro, desonestidade intelectual, etc., etc., etc., num avolumar de adjectivos pejorativos sobre a pessoa, o profissionalismo, o trabalho e a opinião do crítico
hoje, dia 6, o Público volta a conceder espaço a Eduardo Cintra Torres, que se pronuncia contra a linguagem utilizada por Estrela Serrano e faz a sua avaliação dos factos sob comentário
possivelmente o pingue-pongue (este, o Público tem outro, institucionalizado, entre 2 jornalistas da casa) continuará
no essencial - e esta nota foi pensada logo após leitura da reacção da vogal - o crítico tem razão: Estrela Serrano afirma ipsis verbis que a ERC tem o poder estatutário de produzir o relatório, confirmando inteiramente que não foi pedido por ninguém, como Eduardo Cintra Torres afirmou; que o relatório omite os dados sobre o tom favorável das notícias, tal como o crítico apontou; e ainda que efectivamente as referências recaíram na sua maioria sobre António Costa, exactamente como o crítico antecipou
ou seja, a vogal da Entidade Reguladora recorre a um jornal para criticar Eduardo Cintra Torres com termos agressivos, deselegantes e totalmente infundados
mas comprova factualmente as afirmações do crítico e confessa precisamente a principal nódoa apontada ao relatório, matéria sobre a qual o crítico anunciou a sua desconfiança e denunciou justamente a omissão
com o seu artigo no Público, a vogal revela que Entidade Reguladora dispunha dos dados bem como da respectiva análise estatística mas não os divulgou no relatório concebido para o efeito
só o fez em reacção à denúncia pública de um crítico, em artigo de jornal de mau gosto e transbordando ressentimento
Estrela Serrano zurze a pessoa e o trabalho do crítico mas admite os factos e a omissão sob crítica !
má via para as funções da Entidade Reguladora da Comunicação Social, que por este caminho não se dá ao respeito
faz o mal e a caramunha !!
jametinhadito !!!
observacões são bem vindas
no artigo, o crítico analisa o trabalho da ERC e aponta diversos aspectos e várias incongruências: que o relatório não foi pedido por ninguém; que escolheu o critério do tom desfavorável das notícias para concluir que António Costa foi o mais atingido; e que omitia os dados sobre qual o candidato com mais referências favoráveis, suspeitando que seria precisamente António Costa
dia 5, ontem, Estrela Serrano, na qualidade de vogal da ERC, escreveu um artigo de página inteira criticando o crítico, recorrendo expressivamente a ataque, catilinária, ignorância, estilo caceteiro, desonestidade intelectual, etc., etc., etc., num avolumar de adjectivos pejorativos sobre a pessoa, o profissionalismo, o trabalho e a opinião do crítico
hoje, dia 6, o Público volta a conceder espaço a Eduardo Cintra Torres, que se pronuncia contra a linguagem utilizada por Estrela Serrano e faz a sua avaliação dos factos sob comentário
possivelmente o pingue-pongue (este, o Público tem outro, institucionalizado, entre 2 jornalistas da casa) continuará
no essencial - e esta nota foi pensada logo após leitura da reacção da vogal - o crítico tem razão: Estrela Serrano afirma ipsis verbis que a ERC tem o poder estatutário de produzir o relatório, confirmando inteiramente que não foi pedido por ninguém, como Eduardo Cintra Torres afirmou; que o relatório omite os dados sobre o tom favorável das notícias, tal como o crítico apontou; e ainda que efectivamente as referências recaíram na sua maioria sobre António Costa, exactamente como o crítico antecipou
ou seja, a vogal da Entidade Reguladora recorre a um jornal para criticar Eduardo Cintra Torres com termos agressivos, deselegantes e totalmente infundados
mas comprova factualmente as afirmações do crítico e confessa precisamente a principal nódoa apontada ao relatório, matéria sobre a qual o crítico anunciou a sua desconfiança e denunciou justamente a omissão
com o seu artigo no Público, a vogal revela que Entidade Reguladora dispunha dos dados bem como da respectiva análise estatística mas não os divulgou no relatório concebido para o efeito
só o fez em reacção à denúncia pública de um crítico, em artigo de jornal de mau gosto e transbordando ressentimento
Estrela Serrano zurze a pessoa e o trabalho do crítico mas admite os factos e a omissão sob crítica !
má via para as funções da Entidade Reguladora da Comunicação Social, que por este caminho não se dá ao respeito
faz o mal e a caramunha !!
jametinhadito !!!
observacões são bem vindas
por Setembro
2007-09-01
ditosa restauracional
a gosto

já a setembrar, a Ditosa é de Agosto, em mais um por de sol depois da faina, perdida a sesta, os óculos, a password...
enfim, férias
como no sonho, ou melhor, a vivência da paz, da água e do reencontro com a própria alma é das principais metas das férias
merecidos são o tempo e o espaço para o apaziguamento das lembranças, o retempero das forças, o activar da atenção e dos sentidos, a reunião de energias, a contemplação
e para actividades ou inactividades a gosto
oxalá baste para os próximos onze meses, em que tais momentos decerto ainda rareiam mais
; - >
observacões são bem vindas
2007-08-25
horizonte
por um fio, todo o horizonte e o horizonte de todos !
Eduardo Prado Coelho merece um jametinhasditos de honra, no fio do horizonte !!
em paz, polemizando amena e nobremente, em busca de poesia e luz !!!
observacões são bem vindas
Eduardo Prado Coelho merece um jametinhasditos de honra, no fio do horizonte !!
em paz, polemizando amena e nobremente, em busca de poesia e luz !!!
observacões são bem vindas
2007-08-18
ar livre - Torga
algumas das leituras ja feitas e siga a bela vida!
alias, jametinhamdito que onde se estah bem eh no campo, principalmente longe da praia, eh eh ...
a proposito, longe tambem de pseudo-polemicas em hora de centenario, releia-se e relembre-se o que mais interessa:
"Ar livre, que nao respiro!
Ou sao pela asfixia?
Miseria de cobardia
Que nao arromba a janela
Da sala onde a fantasia
Estiola e fica amarela!
Ar livre, digo-vos eu!
Ou estamos nalgum museu
De manequins de cartao?
Abaixo!
E ninguem se importe!
Antes o caos que a morte...
De par em par, pois entao?!
Ar livre! correntes de ar
Por toda a casa empestada!
(Vendavais na terra inteira,
A propria dor arejada,
- E nos nesta borralheira
De estufa calafetada!)
Ar livre!
Que ninguem canta
Com a corda na garganta,
Tolhido da inspiracao!
Ar livre, como se tem
Fora do ventre da mae,
Desligado do cordao!
Ar livre, sem restricoes!
Ou ha pulmoes, Ou nao ha!
Fechem as outras riquezas,
Mas tenham fartas as mesas
Do ar que a vida nos dah!"
Miguel Torga
in "Cantico do Homem"
observacões são bem vindas
alias, jametinhamdito que onde se estah bem eh no campo, principalmente longe da praia, eh eh ...
a proposito, longe tambem de pseudo-polemicas em hora de centenario, releia-se e relembre-se o que mais interessa:
"Ar livre, que nao respiro!
Ou sao pela asfixia?
Miseria de cobardia
Que nao arromba a janela
Da sala onde a fantasia
Estiola e fica amarela!
Ar livre, digo-vos eu!
Ou estamos nalgum museu
De manequins de cartao?
Abaixo!
E ninguem se importe!
Antes o caos que a morte...
De par em par, pois entao?!
Ar livre! correntes de ar
Por toda a casa empestada!
(Vendavais na terra inteira,
A propria dor arejada,
- E nos nesta borralheira
De estufa calafetada!)
Ar livre!
Que ninguem canta
Com a corda na garganta,
Tolhido da inspiracao!
Ar livre, como se tem
Fora do ventre da mae,
Desligado do cordao!
Ar livre, sem restricoes!
Ou ha pulmoes, Ou nao ha!
Fechem as outras riquezas,
Mas tenham fartas as mesas
Do ar que a vida nos dah!"
Miguel Torga
in "Cantico do Homem"
observacões são bem vindas
Subscrever:
Mensagens (Atom)

