observacões são bem vindas
2007-10-12
2007-10-03
obviar à razão
o Sr. Director da Polícia Judiciária exarou a cessacção da comissão de serviço de um Sr. Inspector destacado no Algarve para ivestigar o desaparecimento de uma criança
interpelado, comunicou que tomou tal atitude por "razões óbvias" ...
razões óbvias ?
jametinhasdito!
venham de lá as razões e bem explicadas
para se saber e para legitimar a decisão
mas também para a poder sindicar
eis o racional democrático da obrigação de fundamentação dos actos da administração pública
era o que faltava se qualquer funcionário público se abstivesse de justificar as respectivas decisões, com efeitos na esfera do erário público, recorrendo a uma fórmula vazia e alheada do interesse dos cidadãos em geral e dos interessados no processo em particular
Humebrto Delgado proclamou celebremente um distinto "obviamente, demito-o" dirigido ao afastamento de Salazar em caso de vitória da democracia por via eleitoral - o que não sucedeu por fraude do ditador
mas esse "obviamente" tem natureza política e justifica-se inteiramente no campo da disputa eleitoral, sobretudo onde a censura obrigava ao recurso a subentendidos e meias palavras, sob pena de corte por acção de zelosos revisores do lápis azul
naturalmente, se Delgado tivesse ganho, a óbvia demissão do apegado Presidente do Conselho teria que ser fundamentada
desde logo em norma habilitante, de onde provém a indispensável competência para o acto
e depois pela indicação da razão de ser da decisão, a menos que coubesse dentro da margem de arbítrio - que não de arbitrariedade - que a lei ou a Constituição conferem a certos actos políticos - mas não aos actos de administração, como é o caso da nomeação ou desnomeação de um funcionário em determinada comissão de serviço
há dias, Luís Amado, Ministro dos Negócios Estrangeiros, também invocou "razões óbvias" para justificar a decisão do Governo não receber o Dalai Lama, líder espiritual do budismo tibetano
trata-se igualmente de uma fuga à explicação, decerto controversa, inteiramente imputável a patente manobra de cinismo político muito ususal, aliás, no campo das relações políticas internacionais, como é precisamente o caso uma vez que o dito mal recebido também se apresenta como líder da resistência tibetana à ocupação chinesa e Portugal desempenha actualmente a presidência da União Europeia
mas essa gincana ministerial cabe dentro do arbítrio admitido aos políticos, que são julgados por via eleitoral e da opinião pública, uma vez sujeitos à crítica da oposição, dos grupos de interesse em presença, da comunicação social e dos cidadãos em geral ou mesmo da acção moderadora de outros órgãos de poder, através do sistema democrático de balanços e contrapesos - e Jaime Gama, na qualidade de segunda figura do Estado que decorre das funções de Presidente da Assembleia da República, recebeu o Dalai Lama !
ou seja, aos políticos fica mal recorrerem à fórmula vazia para descartarem o inconveniente de uma justificação ou da falta dela
mas podem agir assim, submetidos que estão ao crivo da popularidade, da opinião de adversários ou comentadores e do voto de cada um nas eleições seguintes
já aos agentes administrativos do Estado, Regiões ou Autarquias é inconcebível semelhante comportamento, sob pena de ilegalidade, desresponsabilização e perpetuação da mediocridade
é que as razões óbvias podem não ser assim tão óbvias
e podem até não ser sequer razões
se o fossem, a explicação seria natural, espontânea e acessível à livre interpretação de todos
com a explicitação das razões, o demitido poderá defender-se, justificar-se ou aprender em caso de erro
e faltará sempre a pedagogia pois os funcionários vindouros que o substituírem no cargo terão balizado o comportamento e o desempenho que se espera e exige, o mesmo se aplicando a agentes com idênticas funções ou sujeitos a exigências análogas
caso não apareçam as explicações e as razões, óbvias ou não, a suspeição recai sobre o decisor e ficam por julgar, à falta de elementos de apreciação, o desempenho ou os resultados que deveriam estar sob exame crítico
e sem crítica informada e livre não há cidadania nem Estado de Direito
observacões são bem vindas
interpelado, comunicou que tomou tal atitude por "razões óbvias" ...
razões óbvias ?
jametinhasdito!
venham de lá as razões e bem explicadas
para se saber e para legitimar a decisão
mas também para a poder sindicar
eis o racional democrático da obrigação de fundamentação dos actos da administração pública
era o que faltava se qualquer funcionário público se abstivesse de justificar as respectivas decisões, com efeitos na esfera do erário público, recorrendo a uma fórmula vazia e alheada do interesse dos cidadãos em geral e dos interessados no processo em particular
Humebrto Delgado proclamou celebremente um distinto "obviamente, demito-o" dirigido ao afastamento de Salazar em caso de vitória da democracia por via eleitoral - o que não sucedeu por fraude do ditador
mas esse "obviamente" tem natureza política e justifica-se inteiramente no campo da disputa eleitoral, sobretudo onde a censura obrigava ao recurso a subentendidos e meias palavras, sob pena de corte por acção de zelosos revisores do lápis azul
naturalmente, se Delgado tivesse ganho, a óbvia demissão do apegado Presidente do Conselho teria que ser fundamentada
desde logo em norma habilitante, de onde provém a indispensável competência para o acto
e depois pela indicação da razão de ser da decisão, a menos que coubesse dentro da margem de arbítrio - que não de arbitrariedade - que a lei ou a Constituição conferem a certos actos políticos - mas não aos actos de administração, como é o caso da nomeação ou desnomeação de um funcionário em determinada comissão de serviço
há dias, Luís Amado, Ministro dos Negócios Estrangeiros, também invocou "razões óbvias" para justificar a decisão do Governo não receber o Dalai Lama, líder espiritual do budismo tibetano
trata-se igualmente de uma fuga à explicação, decerto controversa, inteiramente imputável a patente manobra de cinismo político muito ususal, aliás, no campo das relações políticas internacionais, como é precisamente o caso uma vez que o dito mal recebido também se apresenta como líder da resistência tibetana à ocupação chinesa e Portugal desempenha actualmente a presidência da União Europeia
mas essa gincana ministerial cabe dentro do arbítrio admitido aos políticos, que são julgados por via eleitoral e da opinião pública, uma vez sujeitos à crítica da oposição, dos grupos de interesse em presença, da comunicação social e dos cidadãos em geral ou mesmo da acção moderadora de outros órgãos de poder, através do sistema democrático de balanços e contrapesos - e Jaime Gama, na qualidade de segunda figura do Estado que decorre das funções de Presidente da Assembleia da República, recebeu o Dalai Lama !
ou seja, aos políticos fica mal recorrerem à fórmula vazia para descartarem o inconveniente de uma justificação ou da falta dela
mas podem agir assim, submetidos que estão ao crivo da popularidade, da opinião de adversários ou comentadores e do voto de cada um nas eleições seguintes
já aos agentes administrativos do Estado, Regiões ou Autarquias é inconcebível semelhante comportamento, sob pena de ilegalidade, desresponsabilização e perpetuação da mediocridade
é que as razões óbvias podem não ser assim tão óbvias
e podem até não ser sequer razões
se o fossem, a explicação seria natural, espontânea e acessível à livre interpretação de todos
com a explicitação das razões, o demitido poderá defender-se, justificar-se ou aprender em caso de erro
e faltará sempre a pedagogia pois os funcionários vindouros que o substituírem no cargo terão balizado o comportamento e o desempenho que se espera e exige, o mesmo se aplicando a agentes com idênticas funções ou sujeitos a exigências análogas
caso não apareçam as explicações e as razões, óbvias ou não, a suspeição recai sobre o decisor e ficam por julgar, à falta de elementos de apreciação, o desempenho ou os resultados que deveriam estar sob exame crítico
e sem crítica informada e livre não há cidadania nem Estado de Direito
observacões são bem vindas
2007-09-29
2007-09-28
consenso
"Por uma vez, Santana Lopes conseguiu o inimaginável: o consenso."
David Pontes, "Jornal de Notícias", 28-09-2007
ainda mais impensável: mal refeitos da surpresa do apelo ao ... bom senso, Pedro Santana Lopes prova que não anda por aí a encher pneus nem espaços televisivos mortiços, entre futebolências
levantou-se da cadeira do poder da SIC em protesto por ter sido preterido na insana preferência editorial por futebol
à hora em que outros canais dedicavam exclusiva atenção aos penaltis nos jogos em que o Benfica e o Sporting arriscavam destino idêntico ao FCPorto, Belenenses, Paços de Ferreira e Naval, contra adversários teoricamente mais fracos
no minuto e no momento em que um esforçado repórter entrevistava o aeroporto no expectante frenesim da aterragem do treinador emigrante português do Sado
Mourinho é audiência, qual fogo, gafe ou affair
mas interromper o ex-santo da casa, o ex-Primeiro Ministro, o ex-Sr. TV, pela chegada do mister ? jametinhasdito!
embora sem eleição propriamente dita, Pedro Santana Lopes somou novo episódio inesperado: obteve acordo generalizado a um seu acto e à sua justificação
e logo em terreno estranho, sublinhe-se, num movimento inédito de fuga às câmaras de televisão!
quem dirá que já viu tudo ?
observacões são bem vindas
David Pontes, "Jornal de Notícias", 28-09-2007
ainda mais impensável: mal refeitos da surpresa do apelo ao ... bom senso, Pedro Santana Lopes prova que não anda por aí a encher pneus nem espaços televisivos mortiços, entre futebolências
levantou-se da cadeira do poder da SIC em protesto por ter sido preterido na insana preferência editorial por futebol
à hora em que outros canais dedicavam exclusiva atenção aos penaltis nos jogos em que o Benfica e o Sporting arriscavam destino idêntico ao FCPorto, Belenenses, Paços de Ferreira e Naval, contra adversários teoricamente mais fracos
no minuto e no momento em que um esforçado repórter entrevistava o aeroporto no expectante frenesim da aterragem do treinador emigrante português do Sado
Mourinho é audiência, qual fogo, gafe ou affair
mas interromper o ex-santo da casa, o ex-Primeiro Ministro, o ex-Sr. TV, pela chegada do mister ? jametinhasdito!
embora sem eleição propriamente dita, Pedro Santana Lopes somou novo episódio inesperado: obteve acordo generalizado a um seu acto e à sua justificação
e logo em terreno estranho, sublinhe-se, num movimento inédito de fuga às câmaras de televisão!
quem dirá que já viu tudo ?
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2007-09-26
bom senso
quem pensava que já viu de tudo ... surpreenda-se:
- Pedro Santana Lopes apela ao “bom senso” e recomenda o adiamento das eleições directas no PSD
jametinhasdito !
observacões são bem vindas
- Pedro Santana Lopes apela ao “bom senso” e recomenda o adiamento das eleições directas no PSD
jametinhasdito !
observacões são bem vindas
2007-09-16
debate II
em zaping matinal, Jay Leno entrevistava o senador Fred Dalton Thompson, candidato a candidato republicano às próximas eleições presidenciais dos Estados Unidos da América
preparando-se um debate televisivo entre diversos - 8 ? mas ainda continuam a chegar, além dos democratas e, porque não, de independentes corajosos e milionários - candidatos, Fred (para os amigos e para todos os outros) declarava-se pouco entusiasmado com o modelo, denunciando que só serve os organizadores do programa (caça às audiências, entenda-se) e considerando que tal não é a melhor forma de os candidatos explicitarem as suas ideias nem de os cidadãos conhecerem os programas políticos e as personalidades de cada candidato
preferível seria debates dois a dois ... onde é que já se ouviu isto ?
mas, instado, dispos-se a participar, parece que não há maneira de evitar
e depois, jametinhadito Fred, é mais fácil aparecer num debate de políticos do que no Jay Leno Night Show, ou lá o que é ... !
observacões são bem vindas
preparando-se um debate televisivo entre diversos - 8 ? mas ainda continuam a chegar, além dos democratas e, porque não, de independentes corajosos e milionários - candidatos, Fred (para os amigos e para todos os outros) declarava-se pouco entusiasmado com o modelo, denunciando que só serve os organizadores do programa (caça às audiências, entenda-se) e considerando que tal não é a melhor forma de os candidatos explicitarem as suas ideias nem de os cidadãos conhecerem os programas políticos e as personalidades de cada candidato
preferível seria debates dois a dois ... onde é que já se ouviu isto ?
mas, instado, dispos-se a participar, parece que não há maneira de evitar
e depois, jametinhadito Fred, é mais fácil aparecer num debate de políticos do que no Jay Leno Night Show, ou lá o que é ... !
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2007-09-15
debate
lá do vulcão, Pacheco Pereira jametinhadito que a política portuguesa vai menos que morna, sem debate
é bem certo que as temperaturas fogosas já lá vão e resignamo-nos com uns contraditórios resultados desportivos: Évora salta mais além mas o país não chora a ouvir o hino em modalidade pouco ortodoxa nos nossos pergaminhos; Vanessa ganha campeonatos e taças do mundo mas sonha com a olimpíada; no râguebi, uma pesada derrota soube a vitória; em futebol, os empates sabem a derrota e até Cavaco se dá ao labor de comentar a recuperação da tradicional zaragata final
os outros temas que se mantém acesos ainda são piores - crianças, investigações e responsabilidades desaparecidas; a nova lei processual penal entra em vigor de rompante e não é o primeiro caso legislativo em que ninguém deu pelo que lá estava escrito; e mais futebol, com um verdadeiro arco-íris de apitos para ganharem sempre os mesmos
comum a todos os temas: safam-se sempre os mesmos safados!
observacões são bem vindas
é bem certo que as temperaturas fogosas já lá vão e resignamo-nos com uns contraditórios resultados desportivos: Évora salta mais além mas o país não chora a ouvir o hino em modalidade pouco ortodoxa nos nossos pergaminhos; Vanessa ganha campeonatos e taças do mundo mas sonha com a olimpíada; no râguebi, uma pesada derrota soube a vitória; em futebol, os empates sabem a derrota e até Cavaco se dá ao labor de comentar a recuperação da tradicional zaragata final
os outros temas que se mantém acesos ainda são piores - crianças, investigações e responsabilidades desaparecidas; a nova lei processual penal entra em vigor de rompante e não é o primeiro caso legislativo em que ninguém deu pelo que lá estava escrito; e mais futebol, com um verdadeiro arco-íris de apitos para ganharem sempre os mesmos
comum a todos os temas: safam-se sempre os mesmos safados!
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2007-09-13
gets life
de volta ao circunspecto Finantial Times, que hoje anunciava sobre o ex-presidente filipino Joseph Estrada: gets life
gets life ? jametinhasdito !
pela caixinha da primeira página poderia pensar-se que o jornal salmão atribuía mais uma vida a Joseph Estrada, à boa maneira de video-jogo ou do mundo virtual do Second Life
ou ainda, quem sabe, do mundo puro e duro da política real, a mesma que põe os políticos a dizer sim e não consoante estejam no poder ou na oposição, e a pô-los sucessivamente (quando não em simultâneo...) no poder e na oposição
mas não, a leitura da coluna direita da segunda página cedo esclarecia, afinal o ex-presidente filipino foi ... condenado a prisão perpétua
que vida ...
mas idiossincrasias destas acontecem com frequência e até numa mesma língua
é o caso de um político (sim, com aos políticos acontecem muitas idiossincrasias!) brasileiro, entrevistado por uma jornalista sobre se considerava justa a acusação de corrupção que lhe moviam e convicto respondeu: absolutamente!
absolutamente ?
sim, o entrevistado afirmava a sua inocência completa, a acusação era absolutamente injusta
no entanto, se a expressão literal parecia confirmar inteiramente a acusação, o contexto permitia compreender a veemência empregue na declaração, retirando-se o significado oposto
mas a idiossincrasia da notícia sobre Joseph Estrada prossegue o seu percurso e lendo a notícia do FT (ou da Reuters) até ao fim, volta-se à primeira forma
pois bem, o ex-presidente, derrubado e julgado em prolongado processo de corrupção, foi efectivamente condenado mas em vez de ir para a prisão foi antes desterrado para o seu resort privado de 18 hectares, para temperar a amarga decisão da justiça com o sabor doce dos milhões que alegadamente arrecadou de modo ilícito
nos próximos tempos, e o processo já leva seis anos, haverá recursos jurídicos, recursos políticos e outros eventuais recursos e o ex-ditador continuará a ver o sol por inteiro e o mais que a sua vista alcance
assim sendo, o enganador título escreve direito por linhas tortas e o condenado está então a tratar da ... vida !
jametinhasdito, that’s life !!!
observacões são bem vindas
gets life ? jametinhasdito !
pela caixinha da primeira página poderia pensar-se que o jornal salmão atribuía mais uma vida a Joseph Estrada, à boa maneira de video-jogo ou do mundo virtual do Second Life
ou ainda, quem sabe, do mundo puro e duro da política real, a mesma que põe os políticos a dizer sim e não consoante estejam no poder ou na oposição, e a pô-los sucessivamente (quando não em simultâneo...) no poder e na oposição
mas não, a leitura da coluna direita da segunda página cedo esclarecia, afinal o ex-presidente filipino foi ... condenado a prisão perpétua
que vida ...
mas idiossincrasias destas acontecem com frequência e até numa mesma língua
é o caso de um político (sim, com aos políticos acontecem muitas idiossincrasias!) brasileiro, entrevistado por uma jornalista sobre se considerava justa a acusação de corrupção que lhe moviam e convicto respondeu: absolutamente!
absolutamente ?
sim, o entrevistado afirmava a sua inocência completa, a acusação era absolutamente injusta
no entanto, se a expressão literal parecia confirmar inteiramente a acusação, o contexto permitia compreender a veemência empregue na declaração, retirando-se o significado oposto
mas a idiossincrasia da notícia sobre Joseph Estrada prossegue o seu percurso e lendo a notícia do FT (ou da Reuters) até ao fim, volta-se à primeira forma
pois bem, o ex-presidente, derrubado e julgado em prolongado processo de corrupção, foi efectivamente condenado mas em vez de ir para a prisão foi antes desterrado para o seu resort privado de 18 hectares, para temperar a amarga decisão da justiça com o sabor doce dos milhões que alegadamente arrecadou de modo ilícito
nos próximos tempos, e o processo já leva seis anos, haverá recursos jurídicos, recursos políticos e outros eventuais recursos e o ex-ditador continuará a ver o sol por inteiro e o mais que a sua vista alcance
assim sendo, o enganador título escreve direito por linhas tortas e o condenado está então a tratar da ... vida !
jametinhasdito, that’s life !!!
observacões são bem vindas
segunda fila
foi anunciada para ontem uma actuação severa da Polícia Municipal de Lisboa contra o agressivo e arreliador estacionamento em segunda fila em diversos locias da cidade
mas deve ter acabado também ontem, jametinhasdito!
está tudo na mesma, basta ver a Av. António Augusto Aguiar em toda a sua extensão, a Rua Ramalho Ortigão ou a Av. João Crisóstomo (a propósito, hoje é dia de São Crisóstomo, Doutor da Igreja e Bispo de Constantinopla), neste caso pelo menos na parte junto à esquadra da Polícia, a quem aliás manifestamente pertencem alguns dos veículos em transgressão, presumindo-se que outros pertençam aos próprios polícias ...
o problema é de facto grave, causador de assinalável transtorno pois muitas vezes provoca demora desproporcionada e até irrecuperável na vida de muitos cidadãos
ao parar um carro em segunda fila, mesmo que só por uns minutos para benefício do respectivo condutor, ou de um seu conluiado, fica o trânsito condicionado, com menos uma faixa de circulação, e o afunilamento gera atrasos que se acumulam prolongadamente muito para além da libertação da via
além de muitas vezes se impedir a circulação a viaturas que ficam com a passagem obstruída
há obviamente um excesso de nacional facilitismo, muitos transgressores acham que o prejuízo que causam é mínimo e merecedor de compreensão - e os prejudicados tendem a desculpar, com umas buzinadelas pelo meio mais para aliviar a insatisfação do que em reclamação legítima
mas os responsáveis pela Câmara Municipal - e, bem assim, pela Polícia - têm que admitir uma boa quota parte de culpa
por um lado, pela ausência sistemática de fiscalização e de pedagogia, muitas vezes em negligência ostensiva por se verificar nas barbas da autoridade ou por os prevaricadores serem os seus agentes e funcionários ou até altos responsáveis com direito a motorista, pelo que ficam sem legimidade para actuar
por outro lado, porque raramente se prevê (e ainda mais raramente se respeita...) o espaço suficiente para as paragens de pequena duração que suscitam tantos casos de estacionamento em segunda fila: deixar as crianças na escola, levar um idoso a um consultório, entregar um documento num organismo oficial, tratar de um assunto ou marcar o ponto em serviços da Câmara, pagar uma factura ao balcão de serviços públicos, levantar dinheiro numa caixa multibanco, fazer o totoloto, etc., etc., etc., obviamente com alguns motivos mais legítimos que outros
e quando a autoridade responsável é a primeira incumpridora, dificilmente conseguirá estabelecer a boa ordem ou promover o civismo dos cidadãos
como bem sabe o novo Presidente da Câmara, António Costa, para ser respeitado tem que se dar ao respeito
observacões são bem vindas
mas deve ter acabado também ontem, jametinhasdito!
está tudo na mesma, basta ver a Av. António Augusto Aguiar em toda a sua extensão, a Rua Ramalho Ortigão ou a Av. João Crisóstomo (a propósito, hoje é dia de São Crisóstomo, Doutor da Igreja e Bispo de Constantinopla), neste caso pelo menos na parte junto à esquadra da Polícia, a quem aliás manifestamente pertencem alguns dos veículos em transgressão, presumindo-se que outros pertençam aos próprios polícias ...
o problema é de facto grave, causador de assinalável transtorno pois muitas vezes provoca demora desproporcionada e até irrecuperável na vida de muitos cidadãos
ao parar um carro em segunda fila, mesmo que só por uns minutos para benefício do respectivo condutor, ou de um seu conluiado, fica o trânsito condicionado, com menos uma faixa de circulação, e o afunilamento gera atrasos que se acumulam prolongadamente muito para além da libertação da via
além de muitas vezes se impedir a circulação a viaturas que ficam com a passagem obstruída
há obviamente um excesso de nacional facilitismo, muitos transgressores acham que o prejuízo que causam é mínimo e merecedor de compreensão - e os prejudicados tendem a desculpar, com umas buzinadelas pelo meio mais para aliviar a insatisfação do que em reclamação legítima
mas os responsáveis pela Câmara Municipal - e, bem assim, pela Polícia - têm que admitir uma boa quota parte de culpa
por um lado, pela ausência sistemática de fiscalização e de pedagogia, muitas vezes em negligência ostensiva por se verificar nas barbas da autoridade ou por os prevaricadores serem os seus agentes e funcionários ou até altos responsáveis com direito a motorista, pelo que ficam sem legimidade para actuar
por outro lado, porque raramente se prevê (e ainda mais raramente se respeita...) o espaço suficiente para as paragens de pequena duração que suscitam tantos casos de estacionamento em segunda fila: deixar as crianças na escola, levar um idoso a um consultório, entregar um documento num organismo oficial, tratar de um assunto ou marcar o ponto em serviços da Câmara, pagar uma factura ao balcão de serviços públicos, levantar dinheiro numa caixa multibanco, fazer o totoloto, etc., etc., etc., obviamente com alguns motivos mais legítimos que outros
e quando a autoridade responsável é a primeira incumpridora, dificilmente conseguirá estabelecer a boa ordem ou promover o civismo dos cidadãos
como bem sabe o novo Presidente da Câmara, António Costa, para ser respeitado tem que se dar ao respeito
observacões são bem vindas
2007-09-12
uma escola ...
e que escola !
os noticiários da rádio começaram hoje com informação sobre o início do novo ano escolar, com a habitual agenda cheia de governantes e sindicalistas
mas a RFM noticiou também a inauguração de uma escola em Santarém, construída por Joaquim José Louro, um empresário local que a ofereceu, num acto de generosidade quantificado em 500.000 euros
gesto nobre, muito relevante, digno portanto de destaque adequado
mas outra nota distintiva é a explicação da decisão e da acção: as suas empresas são grandes empregadoras e considera importante que os respectivos trabalhadores disponham de boas condições para a educação e guarda dos filhos, pelo que a esforçada iniciativa de pagar, fazer construir e licenciar a escola é rentável para os seus negócios
note-se: é rentável !!!
evidentemente, trata-se de um conceito especial de rentabilidade, correspondente a uma visão humana e duradoura, noções inexistentes no mundo especulativo e subsídio-dependente em que nos habituámos a viver, rodeados que estamos de empresários do resultado imediato
a enorme visão, o saber e o alcance exemplar da actuação de Joaquim Louro, empresário com a 4ª classe e a escola da vida, provém da alma e do bom coração, que não precisam de saber ler nem escrever para idealizar e realizar os melhores sucessos empresariais e as melhores acções humanas, favorecendo os seus semelhantes e as futuras gerações
apesar de não se encontrar mais referências nos principais órgãos de comunicação, uma pesquisa simples permite verificar que o assunto foi recentemente abordado por periódicos de expressão mais regional: O Ribatejo, Notícias da Manhã e O Mirante
são já conhecidas e habituais as acções mecenáticas praticadas com humildade pelo empresário J. J. Louro, em benefício de trabalhadores e populações das comunidades onde as suas empresas estão implantadas
Joaquim Louro não espera que façam – faz !
assim, sim !!
um jametinhasdito de júbilo para Joaquim Louro !!!
observacões são bem vindas
os noticiários da rádio começaram hoje com informação sobre o início do novo ano escolar, com a habitual agenda cheia de governantes e sindicalistas
mas a RFM noticiou também a inauguração de uma escola em Santarém, construída por Joaquim José Louro, um empresário local que a ofereceu, num acto de generosidade quantificado em 500.000 euros
gesto nobre, muito relevante, digno portanto de destaque adequado
mas outra nota distintiva é a explicação da decisão e da acção: as suas empresas são grandes empregadoras e considera importante que os respectivos trabalhadores disponham de boas condições para a educação e guarda dos filhos, pelo que a esforçada iniciativa de pagar, fazer construir e licenciar a escola é rentável para os seus negócios
note-se: é rentável !!!
evidentemente, trata-se de um conceito especial de rentabilidade, correspondente a uma visão humana e duradoura, noções inexistentes no mundo especulativo e subsídio-dependente em que nos habituámos a viver, rodeados que estamos de empresários do resultado imediato
a enorme visão, o saber e o alcance exemplar da actuação de Joaquim Louro, empresário com a 4ª classe e a escola da vida, provém da alma e do bom coração, que não precisam de saber ler nem escrever para idealizar e realizar os melhores sucessos empresariais e as melhores acções humanas, favorecendo os seus semelhantes e as futuras gerações
apesar de não se encontrar mais referências nos principais órgãos de comunicação, uma pesquisa simples permite verificar que o assunto foi recentemente abordado por periódicos de expressão mais regional: O Ribatejo, Notícias da Manhã e O Mirante
são já conhecidas e habituais as acções mecenáticas praticadas com humildade pelo empresário J. J. Louro, em benefício de trabalhadores e populações das comunidades onde as suas empresas estão implantadas
Joaquim Louro não espera que façam – faz !
assim, sim !!
um jametinhasdito de júbilo para Joaquim Louro !!!
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2007-09-10
contar ou nem por isso...
há dias, um jornalista generalista entrevistava um jornalista especialista:
– então e se o BCE [Banco Central Europeu] aumentar as taxas, o que é que acontece ?
– «nada ! os bancos comerciais já anteciparam a subida de taxas do BCE e o preço do dinheiro tem vindo a aumentar nos mercados, reflectindo-se nos clientes e encarecendo os contratos e empréstimos, pelo que a concretização da esperada medida já não produzirá efeitos...»
jametinhasdito!
os clientes começam logo a pagar um aumento que vai haver...
por acaso, ou talvez não, o BCE decidiu diversamente, não aumentou as taxas e os bancos já estão a mudar a sua posição - para futuros contratos
mas nos contratos anteriores os encargos para o cliente, mesmo injustificados, já não voltam atrás, os juros mais altos já foram cobrados!
ou seja, os clientes pagam antecipadamente por conta dos aumentos com que os bancos contam e já pagaram quando afinal se dão conta de que não chegou a existir o aumento de taxas com que os bancos contavam - e com esse argumento os bancos repercutiram sobre os clientes um encargo inexistente ... (?)
são muitas contas
outras contas que também não bateram como se contava: um dia destes, à tarde, os noticiários anunciaram a eliminação da equipa portuguesa de basquetebol, em importante competição em que participa, a decorrer em Espanha
noticiou-se o regresso da selecção nacional, em função de um resultado insuficiente para prosseguir a prova, uma vez que venceu a selecção da Letónia por margem inferior à que tinha sido anunciada como necessária
porém, à noite a comunicação social desdizia-se: afinal a equipa portuguesa de basquetebol passou à fase seguinte, porque a Espanha perdeu o seu encontro da última jornada do respectivo grupo, que liderava, o mesmo que o nosso
tão inesperada situação foi comunicada a contraciclo mas sem uma explicação cabal, falta a relação de causa efeito, sem a qual a reviravolta é incompreensível – só no dia seguinte alguma comunicação social esboçou explicar que o regulamento da prova ... pa ta ti pa ta tá ...
seguindo em prova, em vez de regressar a casa, a equipa portuguesa viajou para Madrid, em festa, até ao hotel onde esperavam ... a selecção letã, vencida por Portugal
ninguém contava
de facto, nem sempre contamos com o que acontece
muitas vezes nem contamos com o que pode acontecer
outras, também não contamos que aconteça o que pode não acontecer ou mesmo com o que não pode acontecer
isto de contar e não contar tem muito que se conte !!!
observacões são bem vindas
– então e se o BCE [Banco Central Europeu] aumentar as taxas, o que é que acontece ?
– «nada ! os bancos comerciais já anteciparam a subida de taxas do BCE e o preço do dinheiro tem vindo a aumentar nos mercados, reflectindo-se nos clientes e encarecendo os contratos e empréstimos, pelo que a concretização da esperada medida já não produzirá efeitos...»
jametinhasdito!
os clientes começam logo a pagar um aumento que vai haver...
por acaso, ou talvez não, o BCE decidiu diversamente, não aumentou as taxas e os bancos já estão a mudar a sua posição - para futuros contratos
mas nos contratos anteriores os encargos para o cliente, mesmo injustificados, já não voltam atrás, os juros mais altos já foram cobrados!
ou seja, os clientes pagam antecipadamente por conta dos aumentos com que os bancos contam e já pagaram quando afinal se dão conta de que não chegou a existir o aumento de taxas com que os bancos contavam - e com esse argumento os bancos repercutiram sobre os clientes um encargo inexistente ... (?)
são muitas contas
outras contas que também não bateram como se contava: um dia destes, à tarde, os noticiários anunciaram a eliminação da equipa portuguesa de basquetebol, em importante competição em que participa, a decorrer em Espanha
noticiou-se o regresso da selecção nacional, em função de um resultado insuficiente para prosseguir a prova, uma vez que venceu a selecção da Letónia por margem inferior à que tinha sido anunciada como necessária
porém, à noite a comunicação social desdizia-se: afinal a equipa portuguesa de basquetebol passou à fase seguinte, porque a Espanha perdeu o seu encontro da última jornada do respectivo grupo, que liderava, o mesmo que o nosso
tão inesperada situação foi comunicada a contraciclo mas sem uma explicação cabal, falta a relação de causa efeito, sem a qual a reviravolta é incompreensível – só no dia seguinte alguma comunicação social esboçou explicar que o regulamento da prova ... pa ta ti pa ta tá ...
seguindo em prova, em vez de regressar a casa, a equipa portuguesa viajou para Madrid, em festa, até ao hotel onde esperavam ... a selecção letã, vencida por Portugal
ninguém contava
de facto, nem sempre contamos com o que acontece
muitas vezes nem contamos com o que pode acontecer
outras, também não contamos que aconteça o que pode não acontecer ou mesmo com o que não pode acontecer
isto de contar e não contar tem muito que se conte !!!
observacões são bem vindas
2007-09-06
o mal e a caramunha
dia 4 deste Setembro, terça-feira passada, Eduardo Cintra Torres articulava no Público sobre um relatório publicado pela ERC - Entidade Reguladora da Comunicação Social - a respeito do tratamento noticioso dado aos diferentes candidatos nos principais telejornais durante o período que antecedeu as eleições intercalares de Lisboa
no artigo, o crítico analisa o trabalho da ERC e aponta diversos aspectos e várias incongruências: que o relatório não foi pedido por ninguém; que escolheu o critério do tom desfavorável das notícias para concluir que António Costa foi o mais atingido; e que omitia os dados sobre qual o candidato com mais referências favoráveis, suspeitando que seria precisamente António Costa
dia 5, ontem, Estrela Serrano, na qualidade de vogal da ERC, escreveu um artigo de página inteira criticando o crítico, recorrendo expressivamente a ataque, catilinária, ignorância, estilo caceteiro, desonestidade intelectual, etc., etc., etc., num avolumar de adjectivos pejorativos sobre a pessoa, o profissionalismo, o trabalho e a opinião do crítico
hoje, dia 6, o Público volta a conceder espaço a Eduardo Cintra Torres, que se pronuncia contra a linguagem utilizada por Estrela Serrano e faz a sua avaliação dos factos sob comentário
possivelmente o pingue-pongue (este, o Público tem outro, institucionalizado, entre 2 jornalistas da casa) continuará
no essencial - e esta nota foi pensada logo após leitura da reacção da vogal - o crítico tem razão: Estrela Serrano afirma ipsis verbis que a ERC tem o poder estatutário de produzir o relatório, confirmando inteiramente que não foi pedido por ninguém, como Eduardo Cintra Torres afirmou; que o relatório omite os dados sobre o tom favorável das notícias, tal como o crítico apontou; e ainda que efectivamente as referências recaíram na sua maioria sobre António Costa, exactamente como o crítico antecipou
ou seja, a vogal da Entidade Reguladora recorre a um jornal para criticar Eduardo Cintra Torres com termos agressivos, deselegantes e totalmente infundados
mas comprova factualmente as afirmações do crítico e confessa precisamente a principal nódoa apontada ao relatório, matéria sobre a qual o crítico anunciou a sua desconfiança e denunciou justamente a omissão
com o seu artigo no Público, a vogal revela que Entidade Reguladora dispunha dos dados bem como da respectiva análise estatística mas não os divulgou no relatório concebido para o efeito
só o fez em reacção à denúncia pública de um crítico, em artigo de jornal de mau gosto e transbordando ressentimento
Estrela Serrano zurze a pessoa e o trabalho do crítico mas admite os factos e a omissão sob crítica !
má via para as funções da Entidade Reguladora da Comunicação Social, que por este caminho não se dá ao respeito
faz o mal e a caramunha !!
jametinhadito !!!
observacões são bem vindas
no artigo, o crítico analisa o trabalho da ERC e aponta diversos aspectos e várias incongruências: que o relatório não foi pedido por ninguém; que escolheu o critério do tom desfavorável das notícias para concluir que António Costa foi o mais atingido; e que omitia os dados sobre qual o candidato com mais referências favoráveis, suspeitando que seria precisamente António Costa
dia 5, ontem, Estrela Serrano, na qualidade de vogal da ERC, escreveu um artigo de página inteira criticando o crítico, recorrendo expressivamente a ataque, catilinária, ignorância, estilo caceteiro, desonestidade intelectual, etc., etc., etc., num avolumar de adjectivos pejorativos sobre a pessoa, o profissionalismo, o trabalho e a opinião do crítico
hoje, dia 6, o Público volta a conceder espaço a Eduardo Cintra Torres, que se pronuncia contra a linguagem utilizada por Estrela Serrano e faz a sua avaliação dos factos sob comentário
possivelmente o pingue-pongue (este, o Público tem outro, institucionalizado, entre 2 jornalistas da casa) continuará
no essencial - e esta nota foi pensada logo após leitura da reacção da vogal - o crítico tem razão: Estrela Serrano afirma ipsis verbis que a ERC tem o poder estatutário de produzir o relatório, confirmando inteiramente que não foi pedido por ninguém, como Eduardo Cintra Torres afirmou; que o relatório omite os dados sobre o tom favorável das notícias, tal como o crítico apontou; e ainda que efectivamente as referências recaíram na sua maioria sobre António Costa, exactamente como o crítico antecipou
ou seja, a vogal da Entidade Reguladora recorre a um jornal para criticar Eduardo Cintra Torres com termos agressivos, deselegantes e totalmente infundados
mas comprova factualmente as afirmações do crítico e confessa precisamente a principal nódoa apontada ao relatório, matéria sobre a qual o crítico anunciou a sua desconfiança e denunciou justamente a omissão
com o seu artigo no Público, a vogal revela que Entidade Reguladora dispunha dos dados bem como da respectiva análise estatística mas não os divulgou no relatório concebido para o efeito
só o fez em reacção à denúncia pública de um crítico, em artigo de jornal de mau gosto e transbordando ressentimento
Estrela Serrano zurze a pessoa e o trabalho do crítico mas admite os factos e a omissão sob crítica !
má via para as funções da Entidade Reguladora da Comunicação Social, que por este caminho não se dá ao respeito
faz o mal e a caramunha !!
jametinhadito !!!
observacões são bem vindas
por Setembro
2007-09-01
ditosa restauracional
a gosto

já a setembrar, a Ditosa é de Agosto, em mais um por de sol depois da faina, perdida a sesta, os óculos, a password...
enfim, férias
como no sonho, ou melhor, a vivência da paz, da água e do reencontro com a própria alma é das principais metas das férias
merecidos são o tempo e o espaço para o apaziguamento das lembranças, o retempero das forças, o activar da atenção e dos sentidos, a reunião de energias, a contemplação
e para actividades ou inactividades a gosto
oxalá baste para os próximos onze meses, em que tais momentos decerto ainda rareiam mais
; - >
observacões são bem vindas
2007-08-25
horizonte
por um fio, todo o horizonte e o horizonte de todos !
Eduardo Prado Coelho merece um jametinhasditos de honra, no fio do horizonte !!
em paz, polemizando amena e nobremente, em busca de poesia e luz !!!
observacões são bem vindas
Eduardo Prado Coelho merece um jametinhasditos de honra, no fio do horizonte !!
em paz, polemizando amena e nobremente, em busca de poesia e luz !!!
observacões são bem vindas
2007-08-18
ar livre - Torga
algumas das leituras ja feitas e siga a bela vida!
alias, jametinhamdito que onde se estah bem eh no campo, principalmente longe da praia, eh eh ...
a proposito, longe tambem de pseudo-polemicas em hora de centenario, releia-se e relembre-se o que mais interessa:
"Ar livre, que nao respiro!
Ou sao pela asfixia?
Miseria de cobardia
Que nao arromba a janela
Da sala onde a fantasia
Estiola e fica amarela!
Ar livre, digo-vos eu!
Ou estamos nalgum museu
De manequins de cartao?
Abaixo!
E ninguem se importe!
Antes o caos que a morte...
De par em par, pois entao?!
Ar livre! correntes de ar
Por toda a casa empestada!
(Vendavais na terra inteira,
A propria dor arejada,
- E nos nesta borralheira
De estufa calafetada!)
Ar livre!
Que ninguem canta
Com a corda na garganta,
Tolhido da inspiracao!
Ar livre, como se tem
Fora do ventre da mae,
Desligado do cordao!
Ar livre, sem restricoes!
Ou ha pulmoes, Ou nao ha!
Fechem as outras riquezas,
Mas tenham fartas as mesas
Do ar que a vida nos dah!"
Miguel Torga
in "Cantico do Homem"
observacões são bem vindas
alias, jametinhamdito que onde se estah bem eh no campo, principalmente longe da praia, eh eh ...
a proposito, longe tambem de pseudo-polemicas em hora de centenario, releia-se e relembre-se o que mais interessa:
"Ar livre, que nao respiro!
Ou sao pela asfixia?
Miseria de cobardia
Que nao arromba a janela
Da sala onde a fantasia
Estiola e fica amarela!
Ar livre, digo-vos eu!
Ou estamos nalgum museu
De manequins de cartao?
Abaixo!
E ninguem se importe!
Antes o caos que a morte...
De par em par, pois entao?!
Ar livre! correntes de ar
Por toda a casa empestada!
(Vendavais na terra inteira,
A propria dor arejada,
- E nos nesta borralheira
De estufa calafetada!)
Ar livre!
Que ninguem canta
Com a corda na garganta,
Tolhido da inspiracao!
Ar livre, como se tem
Fora do ventre da mae,
Desligado do cordao!
Ar livre, sem restricoes!
Ou ha pulmoes, Ou nao ha!
Fechem as outras riquezas,
Mas tenham fartas as mesas
Do ar que a vida nos dah!"
Miguel Torga
in "Cantico do Homem"
observacões são bem vindas
2007-07-27
leituras
a leitura é um fascínio
como exprimia um campeão de xadrez, a propósito do seu jogo, dizendo que permite aprender com os erros ... dos outros
ai de quem não aprenda com os erros próprios...
mas a leitura é especialmente enriquecedora para a aprendizagem - e esta é a principal arma biológica de que dispõe a espécie humana
os livros são um artifício armadilhado para nos proporcionar simultaneamente os vectores da aprendizagem, o exercício intelectual e o prazer da decifração de mensagens, códigos, enredos, mistérios, romances, histórias, aventuras mil
ler, pois!
mas "quem quer aprender, tem que andar ao ler", diziam os antigos
e a blogosfera complementa exemplarmente o acesso ao conhecimento, digamos, perene, que os livros representam
os "postais" e "comentários" são imediatamente apelativos, quase sem regras, voluntários e de interessante dinamismo, embora se esqueçam mais facilmente que um livro
e então um bom livro, daqueles com quem estabelecemos uma relação cúmplice, de leitura sôfrega, quantas vezes aqui em segredo, escondido dentro de nós enquanto o sorvemos e desvendamos
ah! um bom livro...
oferecer um livro é dizer que queremos um amigo
emprestar um livro... jametinhasdito, só mesmo a um amigo!
e se não podemos oferecer nem emprestar, mas queremos um amigo, recomendamos um livro!
confidenciamos o que estamos a ler...
ou partilhamos o nosso top 5 ou 10, em jeito de rede pesqueira de amizades
e a amizade é salvífica, reciprocamente
por isso há que agradecer as boas recomendações, pessoais, nos jornais, dos comentadores que tais, bloguisféricas e outras mais
o Ditos dá também conta de leituras, embora actuais: “A magia do sensível”, de David Abram, Gulbenkian; “Os últimos dias de Camões”, de Guillaume de la Chapelle, Climepsi; “A casa do sal”, de Cristina Norton, Dom Quixote; “Linda Inês ou o grande desvairo”, de Armando Martins Janeira, Pássaro de Fogo; e “A lógica da sentença”, de José da Costa Pimenta, Petrony
boas leituras
;->>>
PS - livro especialmente interessante é o que está exposto no Museu da Água, até meados de Setembro: "Livro de Pan II", exposição peculiar de J. Rosa Guerra, muito recomendável
um verdadeiro percurso referencial, eis a essência nobre de mais este magnífico "Livro"
para além do gosto pela arte e do profundo respeito pelo seu papel na dignificação da vivência humana, o "Livro de Pan II" representa igualmente os caminhos da introspecção, da reflexão em múltiplos sentidos, da meditação prática em que respira a arte a que J. Rosa Guerra nos vem habituando
e os laços recíprocos da arte e da psicologia são benfazejos à desalienação do artista como à de todos com quem partilha as suas referências e criatividade
imperdível então é subir os degraus de ferro por entre os maquinismos e mecanismos da Museu da Água, e saciar a sede de leitura mesmo onde seriam dispensáveis as palavras
mas elas estão lá!
e para as fruir e compreender não é preciso saber ler nem escrever
eh eh ...
observacões são bem vindas
como exprimia um campeão de xadrez, a propósito do seu jogo, dizendo que permite aprender com os erros ... dos outros
ai de quem não aprenda com os erros próprios...
mas a leitura é especialmente enriquecedora para a aprendizagem - e esta é a principal arma biológica de que dispõe a espécie humana
os livros são um artifício armadilhado para nos proporcionar simultaneamente os vectores da aprendizagem, o exercício intelectual e o prazer da decifração de mensagens, códigos, enredos, mistérios, romances, histórias, aventuras mil
ler, pois!
mas "quem quer aprender, tem que andar ao ler", diziam os antigos
e a blogosfera complementa exemplarmente o acesso ao conhecimento, digamos, perene, que os livros representam
os "postais" e "comentários" são imediatamente apelativos, quase sem regras, voluntários e de interessante dinamismo, embora se esqueçam mais facilmente que um livro
e então um bom livro, daqueles com quem estabelecemos uma relação cúmplice, de leitura sôfrega, quantas vezes aqui em segredo, escondido dentro de nós enquanto o sorvemos e desvendamos
ah! um bom livro...
oferecer um livro é dizer que queremos um amigo
emprestar um livro... jametinhasdito, só mesmo a um amigo!
e se não podemos oferecer nem emprestar, mas queremos um amigo, recomendamos um livro!
confidenciamos o que estamos a ler...
ou partilhamos o nosso top 5 ou 10, em jeito de rede pesqueira de amizades
e a amizade é salvífica, reciprocamente
por isso há que agradecer as boas recomendações, pessoais, nos jornais, dos comentadores que tais, bloguisféricas e outras mais
o Ditos dá também conta de leituras, embora actuais: “A magia do sensível”, de David Abram, Gulbenkian; “Os últimos dias de Camões”, de Guillaume de la Chapelle, Climepsi; “A casa do sal”, de Cristina Norton, Dom Quixote; “Linda Inês ou o grande desvairo”, de Armando Martins Janeira, Pássaro de Fogo; e “A lógica da sentença”, de José da Costa Pimenta, Petrony
boas leituras
;->>>
PS - livro especialmente interessante é o que está exposto no Museu da Água, até meados de Setembro: "Livro de Pan II", exposição peculiar de J. Rosa Guerra, muito recomendável
um verdadeiro percurso referencial, eis a essência nobre de mais este magnífico "Livro"
para além do gosto pela arte e do profundo respeito pelo seu papel na dignificação da vivência humana, o "Livro de Pan II" representa igualmente os caminhos da introspecção, da reflexão em múltiplos sentidos, da meditação prática em que respira a arte a que J. Rosa Guerra nos vem habituando
e os laços recíprocos da arte e da psicologia são benfazejos à desalienação do artista como à de todos com quem partilha as suas referências e criatividade
imperdível então é subir os degraus de ferro por entre os maquinismos e mecanismos da Museu da Água, e saciar a sede de leitura mesmo onde seriam dispensáveis as palavras
mas elas estão lá!
e para as fruir e compreender não é preciso saber ler nem escrever
eh eh ...
observacões são bem vindas
2007-07-26
Tempo de Férias

parte-se para férias na convicção de libertação, carregamento de energias e intenções, renascimento para outra vida, de disponibilidades várias, Família e Amigos em lugar cimeiro, de algum retemperamento e reflexão pessoal, balanço também para um regresso mais produtivo
conciliação e reconciliação, portanto
vamos embora!
;->>>
PS - o prémio para a localização da(s) Ditosa(s) de Julho será proporcionado no recomeço da época bloguisférica; mas a Manela não pode concorrer, até porque já foi premiada com um incentivo à iniciação nas lides blogueiras, que se aguardam com um jametinhasdito muito agradecido e amigo!
observacões são bem vindas
2007-07-23
stop-at-two
Chris Rapley, ex-chefe de missão do Governo Britâncio na Antártida pretente demonstrar que mantém a cabeça fria no seu próximo cargo de director do Science Museum de Sua Majestade
fã de Conan Doyle e Sherlock Holmes, o “O novo director de um dos principais museus britânicos, o Museu da Ciência, defende uma nova arma no combate ao aquecimento global: o controlo de natalidade”
o Diário Digital é algo parangónico na leitura que faz do The Observer/The Guardian:
“Director de museu defende menos filhos contra aquecimento
Numa reportagem publicada este domingo pelo jornal The Observer, Chris Rapley argumenta que uma população menor no futuro significará «menos dióxido de carbono na atmosfera, porque haverá menos pessoas a usar carros e electricidade».
Rapley, que assume oficialmente o cargo a 1 de Setembro, alega que «para atingir esse objectivo basta gastar uma parte do dinheiro necessário para desenvolver soluções tecnológicas, novas centrais nucleares ou produzir combustíveis renováveis».
«Porém, todos decidiram ignorar o assunto silenciosamente», afirma Rapley, que antes de ser escolhido director do museu era o chefe da missão britânica na Antártida.”
e o homem que veio do frio tem a sua razão
Jeremy Rifkin, reputado conferencista recentemente a proferir uma palestra em Portugal, insistiu na sua tese de que os transportes são apenas o 3º sector poluidor - o 1º é a construção e o 2º a indústria pecuária para produção alimentar
ou seja, 3 sectores directamente relacionados com o total de população
na realidade, qualquer que seja a tecnologia, o planeta é capaz de ter um limite máximo de capacidade para sustentar o crescimento da população
no entanto, receio bem que o estado de coisas se agrave demasiado antes de em absoluta certeza se descobrir se de facto existe tal limite e qual é...
mas mesmo com a estabilização ou redução da população mundial total, o consumo energético deverá continuar a crescer para além dos limites físicos do planeta quanto aos recursos fósseis e capacidade de absorção de emissões poluentes
a questão do crescimento populacional é apenas um dos factores a considerar e não o único, sendo certo que o nosso cientista polar hoje homenageado no Ditos, casado e pai de duas filhas, até já cumpriu a sua parte na política de controlo natalidade que alguns "verdes" defendem para o Império Britânico
então voltamos à mesma: quanto à energia, é preciso apostar na eficiência e redução do consumo energético, bem como em novas soluções de produção de energia, electricidade incluída, que não esgotem os recursos naturais - o complicado é "como"... e "coragem"!
mas os receios relativos à demografia excessiva são de sempre e a humanidade tem uma grande tradição de moderar esse "problema", por diversos meios e com assinalável frequência - só os fanáticos da CEE/UE e os utopistas do acordo de paz no médio oriente tentam frustrar uma das respostas mais consistentes a esse inconveniente desafio...
Chris Rapley, jametinhasdito: o Malthus não está só !!!
PS - mas por vezes escreve-se direito por linhas tortas: por exemplo, a UE nomeou um conhecido pacifista, arreigado amigo dos árabes e fecundo indefectível do consenso mundial, para mediador do conflito israelo-árabe, pelo que é fácil antever-se que não é por causa de Tony Blair que a população no local irá aumentar...
observacões são bem vindas
fã de Conan Doyle e Sherlock Holmes, o “O novo director de um dos principais museus britânicos, o Museu da Ciência, defende uma nova arma no combate ao aquecimento global: o controlo de natalidade”
o Diário Digital é algo parangónico na leitura que faz do The Observer/The Guardian:
“Director de museu defende menos filhos contra aquecimento
Numa reportagem publicada este domingo pelo jornal The Observer, Chris Rapley argumenta que uma população menor no futuro significará «menos dióxido de carbono na atmosfera, porque haverá menos pessoas a usar carros e electricidade».
Rapley, que assume oficialmente o cargo a 1 de Setembro, alega que «para atingir esse objectivo basta gastar uma parte do dinheiro necessário para desenvolver soluções tecnológicas, novas centrais nucleares ou produzir combustíveis renováveis».
«Porém, todos decidiram ignorar o assunto silenciosamente», afirma Rapley, que antes de ser escolhido director do museu era o chefe da missão britânica na Antártida.”
e o homem que veio do frio tem a sua razão
Jeremy Rifkin, reputado conferencista recentemente a proferir uma palestra em Portugal, insistiu na sua tese de que os transportes são apenas o 3º sector poluidor - o 1º é a construção e o 2º a indústria pecuária para produção alimentar
ou seja, 3 sectores directamente relacionados com o total de população
na realidade, qualquer que seja a tecnologia, o planeta é capaz de ter um limite máximo de capacidade para sustentar o crescimento da população
no entanto, receio bem que o estado de coisas se agrave demasiado antes de em absoluta certeza se descobrir se de facto existe tal limite e qual é...
mas mesmo com a estabilização ou redução da população mundial total, o consumo energético deverá continuar a crescer para além dos limites físicos do planeta quanto aos recursos fósseis e capacidade de absorção de emissões poluentes
a questão do crescimento populacional é apenas um dos factores a considerar e não o único, sendo certo que o nosso cientista polar hoje homenageado no Ditos, casado e pai de duas filhas, até já cumpriu a sua parte na política de controlo natalidade que alguns "verdes" defendem para o Império Britânico
então voltamos à mesma: quanto à energia, é preciso apostar na eficiência e redução do consumo energético, bem como em novas soluções de produção de energia, electricidade incluída, que não esgotem os recursos naturais - o complicado é "como"... e "coragem"!
mas os receios relativos à demografia excessiva são de sempre e a humanidade tem uma grande tradição de moderar esse "problema", por diversos meios e com assinalável frequência - só os fanáticos da CEE/UE e os utopistas do acordo de paz no médio oriente tentam frustrar uma das respostas mais consistentes a esse inconveniente desafio...
Chris Rapley, jametinhasdito: o Malthus não está só !!!
PS - mas por vezes escreve-se direito por linhas tortas: por exemplo, a UE nomeou um conhecido pacifista, arreigado amigo dos árabes e fecundo indefectível do consenso mundial, para mediador do conflito israelo-árabe, pelo que é fácil antever-se que não é por causa de Tony Blair que a população no local irá aumentar...
observacões são bem vindas
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