A linguagem afastar-se-á do consenso, e exprimirá o desejo e a imaginação.
As profecias de Abab/Varetti – 1972
Álvaro Lapa – Exposição “Obras com palavras”, Museu da Cidade, 28 de Janeiro de 2007
observacões são bem vindas
2007-02-26
2007-02-23
Lisboa à vista
2007-02-17
António José Teixeira
estranho que o DN demore a noticiar a substituição da Direcção, apenas dedicando hoje umas linhas, em papel, ao agradecimento aos leitores e à expressão da justa convicção do bom trabalho feito em termos de qualidade e credibilidade
António José Teixeira teve muito pouco tempo, como vai sendo reiterada regra no DN, e é bom que se proporcionem condições a quem dirige um jornal, como é de boa visão assegurar em qualquer outro projecto ou funções
aguardemos as explicações mas jametinhasdito que salta à vista a casuística em vez de estratégia empresarial e planeamento de decisão como o respeito pelos leitores exige a quem detém um jornal ou a quem tem Clientes
talvez a direcção editorial e os leitores do DN sejam as primeiras vítimas da recente remodelação do Público
mas faz bem lembrar que, em geral, o êxito da navegação precisa mais de estabilidade e rumo certo do que de instáveis mudanças de direcção
é certo que as decisões são de responsabilidade de quem as toma, porém o DN é um património valioso demais para bruscas bolinas
e Portugal precisa de bons ventos de leitura, bem como de informação credível e de qualidade
observacões são bem vindas
António José Teixeira teve muito pouco tempo, como vai sendo reiterada regra no DN, e é bom que se proporcionem condições a quem dirige um jornal, como é de boa visão assegurar em qualquer outro projecto ou funções
aguardemos as explicações mas jametinhasdito que salta à vista a casuística em vez de estratégia empresarial e planeamento de decisão como o respeito pelos leitores exige a quem detém um jornal ou a quem tem Clientes
talvez a direcção editorial e os leitores do DN sejam as primeiras vítimas da recente remodelação do Público
mas faz bem lembrar que, em geral, o êxito da navegação precisa mais de estabilidade e rumo certo do que de instáveis mudanças de direcção
é certo que as decisões são de responsabilidade de quem as toma, porém o DN é um património valioso demais para bruscas bolinas
e Portugal precisa de bons ventos de leitura, bem como de informação credível e de qualidade
observacões são bem vindas
2007-02-08
não ou sim
No DN de ontem, Vasco Graça Moura usa a sua habitual coluna para dar a sua opinião sobre o próximo referendo.
Jametinhadito que nem não nem sim, antes pelo contrário, fica tudo como está!
Em resumo, branco mais branco não há!!
No último Verão, a Visão editou um conjunto de pequenos contos, todos de preço acessível, leitura fácil e bom efeito, em qualquer época do ano.
O de Vasco Graça Moura ("Duas mulheres em Novembro", salvo erro) versava justamente o aborto. Narrava o reencontro de duas portuguesas, de classes sociais marcadamente diferentes, reunidas pelos acasos da vida numa clínica para efeito de ... pois claro, um aborto!
Azares, opções, percursos, expectativas, direitos, obrigações, consciências, (pre)juízo social, estima pessoal, mais a classe social, enfim, um caldo de razões e emoções, em diálogos escassos, económicos, entrecortados, calados, contidos, vingados, ressentidos, ressaltados e sobretudo uma boa dose de introspecção, reflexões na primeira pessoa do singular, à vez, sobrepostas, contrapostas, uma história bem escrita, algo cinematográfica mas no interior da mente de cada uma daquelas duas mulheres, tão diferentes, tão iguais, a mesma afinal.
Os contextos: entre o 25 de Abril de 1974 e o 25 de Novembro de 1975, datas de virar de página e de páginas por virar, também em diálogos calados pelo escritor, também contrapostos e sobrepostos, como os mundos sonhados, rompidos e interrompidos em momentos cruciais da nossa história de há trinta e poucos anos, se bem que ainda assim carregada dos pesos do passado e do então futuro, com que ao fim e ao cabo ainda hoje nos debatemos - em véspera de mais um referendo, andamos à volta das mesmas razões de sempre, uma mais jurídicas que outras, muitas de fé, muitas de contrafé, muitas de má fé.
Fiquei, ao ler o dito conto, com a impressão de que naquela historieta se podiam ler várias oportunidades perdidas, de vidas individuais, de classes sociais, do país, da nação, e em especial da legislação sobre as condições em que tantas mulheres praticaram o aborto, durante muitas gerações, também as nossas gerações, certamente até às actuais gerações.
Os saltos revolucionários trouxeram a igualdade de direitos e a emancipação da mulher, na Constituição de 1976 e no Código Civil em 1977, o divórcio, o exercício do comércio, o voto, etc., mas não o aborto...
Nem tudo mudou, então...
Talvez a minha leitura tenha sido errada, abusiva, querida mais do que correctamente interpretada, afinal lida sem qualquer exegese, foi só a primeira impressão, era Verão, não havia campanha, os escritores podem ter razão antes de tempo, fora do tempo, o tempo todo - os leitores também !
Mas Vasco Graça Moura deu a volta à volta do assunto e voltou à mesma, para deixar tudo como está, cada vez lava mais branco...
observações são bem vindas
Jametinhadito que nem não nem sim, antes pelo contrário, fica tudo como está!
Em resumo, branco mais branco não há!!
No último Verão, a Visão editou um conjunto de pequenos contos, todos de preço acessível, leitura fácil e bom efeito, em qualquer época do ano.
O de Vasco Graça Moura ("Duas mulheres em Novembro", salvo erro) versava justamente o aborto. Narrava o reencontro de duas portuguesas, de classes sociais marcadamente diferentes, reunidas pelos acasos da vida numa clínica para efeito de ... pois claro, um aborto!
Azares, opções, percursos, expectativas, direitos, obrigações, consciências, (pre)juízo social, estima pessoal, mais a classe social, enfim, um caldo de razões e emoções, em diálogos escassos, económicos, entrecortados, calados, contidos, vingados, ressentidos, ressaltados e sobretudo uma boa dose de introspecção, reflexões na primeira pessoa do singular, à vez, sobrepostas, contrapostas, uma história bem escrita, algo cinematográfica mas no interior da mente de cada uma daquelas duas mulheres, tão diferentes, tão iguais, a mesma afinal.
Os contextos: entre o 25 de Abril de 1974 e o 25 de Novembro de 1975, datas de virar de página e de páginas por virar, também em diálogos calados pelo escritor, também contrapostos e sobrepostos, como os mundos sonhados, rompidos e interrompidos em momentos cruciais da nossa história de há trinta e poucos anos, se bem que ainda assim carregada dos pesos do passado e do então futuro, com que ao fim e ao cabo ainda hoje nos debatemos - em véspera de mais um referendo, andamos à volta das mesmas razões de sempre, uma mais jurídicas que outras, muitas de fé, muitas de contrafé, muitas de má fé.
Fiquei, ao ler o dito conto, com a impressão de que naquela historieta se podiam ler várias oportunidades perdidas, de vidas individuais, de classes sociais, do país, da nação, e em especial da legislação sobre as condições em que tantas mulheres praticaram o aborto, durante muitas gerações, também as nossas gerações, certamente até às actuais gerações.
Os saltos revolucionários trouxeram a igualdade de direitos e a emancipação da mulher, na Constituição de 1976 e no Código Civil em 1977, o divórcio, o exercício do comércio, o voto, etc., mas não o aborto...
Nem tudo mudou, então...
Talvez a minha leitura tenha sido errada, abusiva, querida mais do que correctamente interpretada, afinal lida sem qualquer exegese, foi só a primeira impressão, era Verão, não havia campanha, os escritores podem ter razão antes de tempo, fora do tempo, o tempo todo - os leitores também !
Mas Vasco Graça Moura deu a volta à volta do assunto e voltou à mesma, para deixar tudo como está, cada vez lava mais branco...
observações são bem vindas
2007-01-31
2007-01-29
Otana
com pompa e circunstância, o Ministro Máro Lino anunciou liturgicamente o modelo de privatização da ANA - Aeroportos de Portugal, S.A., a realizar conjuntamente com a adjudicação da construção e exploração do novo aeroporto, a implantar na Ota
a venda da ANA, através da transmissão maioria do respectivo capital representa, afirmou, a garantia da "atractividade dos capitais privados"
a par, também anunciou o aumento do montante total do investimento previsto e o alargamento do prazo de concessão, que era de 30 anos mas será ampliado
ou seja, mudança de pressupostos
aquilo que foi explicado publicamente já não é bem assim...
afinal, nem investimento nem concessão nem tráfego nem modelo serão os anteriormente anunciados
provavelmente, também não serão estas as condições finais, pois até ao lavar dos cestos é vindima
ainda subsiste o local, talvez o mais difícil de explicar, dadas as desvantagens óbvias decorrentes da distância, incómodo e previsíveis prejuízos que decorrerão do percurso a vencer para o principal destino dos passageiros e carga - Lisboa
curioso é o argumento da "atractividade dos capitais privados"...
os capitais privados ficarãp com o conjunto da gestão aeroportuária, talvez para não haver surpresas desagradáveis pós privatização, como tantas vezes sucedeu, assumindo-se claramente o Estado como estrito vendedor da banha da cobra pronto a alterar as regras a meio do jogo
é análogo à concessão das duas pontes, em Lisboa, no esquema financeiro da construção da nova ponte sobre o Tejo - aos privados foi assegurado que não há concorrência; há outros exemplos de concessões nestas circunstâncias, veremos se não são sempre os mesmos beneficiários, por sinal grandes paladinos do "mercado" que no entanto se dão tão mal com a existência de concorrência e a eliminam logo nos cadernos de encargos e contratos de concessão
é obra !
mas não é obra da mão invisível, é tudo ministerialmente conseguido à custa da intervenção do Estado!
e não são planos quinquenais, são concessões a 30 anos e mais !!!
jámetinhasdito, ó Ministro Mário Lino
veremos se não é mais um fogo fátuo da Gare Marítima de Alcântara, que em democracia já testemunhou vários fiascos quase tão megalómanos como os da utopia do Império
com projectos e artes de comunicação e imagem pagos a peso de ouro pelo erário público
observacoes sao bem vindas
a venda da ANA, através da transmissão maioria do respectivo capital representa, afirmou, a garantia da "atractividade dos capitais privados"
a par, também anunciou o aumento do montante total do investimento previsto e o alargamento do prazo de concessão, que era de 30 anos mas será ampliado
ou seja, mudança de pressupostos
aquilo que foi explicado publicamente já não é bem assim...
afinal, nem investimento nem concessão nem tráfego nem modelo serão os anteriormente anunciados
provavelmente, também não serão estas as condições finais, pois até ao lavar dos cestos é vindima
ainda subsiste o local, talvez o mais difícil de explicar, dadas as desvantagens óbvias decorrentes da distância, incómodo e previsíveis prejuízos que decorrerão do percurso a vencer para o principal destino dos passageiros e carga - Lisboa
curioso é o argumento da "atractividade dos capitais privados"...
os capitais privados ficarãp com o conjunto da gestão aeroportuária, talvez para não haver surpresas desagradáveis pós privatização, como tantas vezes sucedeu, assumindo-se claramente o Estado como estrito vendedor da banha da cobra pronto a alterar as regras a meio do jogo
é análogo à concessão das duas pontes, em Lisboa, no esquema financeiro da construção da nova ponte sobre o Tejo - aos privados foi assegurado que não há concorrência; há outros exemplos de concessões nestas circunstâncias, veremos se não são sempre os mesmos beneficiários, por sinal grandes paladinos do "mercado" que no entanto se dão tão mal com a existência de concorrência e a eliminam logo nos cadernos de encargos e contratos de concessão
é obra !
mas não é obra da mão invisível, é tudo ministerialmente conseguido à custa da intervenção do Estado!
e não são planos quinquenais, são concessões a 30 anos e mais !!!
jámetinhasdito, ó Ministro Mário Lino
veremos se não é mais um fogo fátuo da Gare Marítima de Alcântara, que em democracia já testemunhou vários fiascos quase tão megalómanos como os da utopia do Império
com projectos e artes de comunicação e imagem pagos a peso de ouro pelo erário público
observacoes sao bem vindas
2006-12-20
Ditosa Natalícia
2006-12-19
Jesus Muçulmano
Faranaz Keshavjee, muçulmana, Membro da Comunidade Ismailita, jametinhadito que Jesus é Muçulmano!
Em plena época natalícia, este interessante artigo do Público de hoje traz a oliveira do ecumenismo, da possibilidade e da necessidade de concórdia e harmonia.
E propõe a via do “re-conhecimento do outro”, não só nas suas diferenças mas também no muito que nos torna iguais: a dúvida e a esperança de todos nós, afinal simplesmente humanos e vulneráveis perante as complexidades da vida.
Recentemente, em contraponto, vem sendo noticiada alguma movimentação no Vaticano para o regresso da missa em latim.
E, por último, a substituição, na missa, da tradicional referência à “salvação de todos” por outra, a “salvação de muitos”, alegadamente mais próximo de pro multis, do tempo da missa dita em latim.
Mas antes do latim, era em grego, oi polloi, e a salvação de Cristo era destinada à generalidade da comunidade.
Será um pormenor, mas não deixa de indiciar certa tendência redutora; ora, a doutrina católica (aquela oficial da Igreja Romana) tem, até etimologicamente, vocação universal, pressupõe abrangência e compreensão, inclusão e universalidade.
De volta então a Faranaz Keshavjee e à sua proposta universalista, a partir da consideração de Jesus pelo Islão como um Profeta e Guia Espiritual.
Movida pela curiosidade intelectual, humanista e afectiva, Faranaz Keshavjee estudou e revisitou os fundamentos do Islão, e afirma:
- “Jesus surge no Alcorão e nos Evangelhos (ditos) Muçulmanos como o Profeta do Amor; o Guia das virtudes cardinais: a Paciência, a Humildade, a Renúncia ao materialismo, o Silêncio. Jesus também aparece como o "obreiro dos milagres"; o "viajante"; o "arrependido"; o "Redentor". Jesus é para os muçulmanos o Selo dos Santos. Jesus, é o grande Sufi. Jesus também é muçulmano!”
Para a doutrina Católica, Jesus está em toda a parte.
Nos corações muçulmanos e nos nossos.
Crentes de todas crenças.
Titulares de múltiplas humanas diferenças.
E de múltiplas humanas semelhanças !
Feliz Natal ! ! !
observacoes sao bem vindas
Em plena época natalícia, este interessante artigo do Público de hoje traz a oliveira do ecumenismo, da possibilidade e da necessidade de concórdia e harmonia.
E propõe a via do “re-conhecimento do outro”, não só nas suas diferenças mas também no muito que nos torna iguais: a dúvida e a esperança de todos nós, afinal simplesmente humanos e vulneráveis perante as complexidades da vida.
Recentemente, em contraponto, vem sendo noticiada alguma movimentação no Vaticano para o regresso da missa em latim.
E, por último, a substituição, na missa, da tradicional referência à “salvação de todos” por outra, a “salvação de muitos”, alegadamente mais próximo de pro multis, do tempo da missa dita em latim.
Mas antes do latim, era em grego, oi polloi, e a salvação de Cristo era destinada à generalidade da comunidade.
Será um pormenor, mas não deixa de indiciar certa tendência redutora; ora, a doutrina católica (aquela oficial da Igreja Romana) tem, até etimologicamente, vocação universal, pressupõe abrangência e compreensão, inclusão e universalidade.
De volta então a Faranaz Keshavjee e à sua proposta universalista, a partir da consideração de Jesus pelo Islão como um Profeta e Guia Espiritual.
Movida pela curiosidade intelectual, humanista e afectiva, Faranaz Keshavjee estudou e revisitou os fundamentos do Islão, e afirma:
- “Jesus surge no Alcorão e nos Evangelhos (ditos) Muçulmanos como o Profeta do Amor; o Guia das virtudes cardinais: a Paciência, a Humildade, a Renúncia ao materialismo, o Silêncio. Jesus também aparece como o "obreiro dos milagres"; o "viajante"; o "arrependido"; o "Redentor". Jesus é para os muçulmanos o Selo dos Santos. Jesus, é o grande Sufi. Jesus também é muçulmano!”
Para a doutrina Católica, Jesus está em toda a parte.
Nos corações muçulmanos e nos nossos.
Crentes de todas crenças.
Titulares de múltiplas humanas diferenças.
E de múltiplas humanas semelhanças !
Feliz Natal ! ! !
observacoes sao bem vindas
2006-11-22
bemquerer instante
americanices
um Ditos para desanuviar de tanta notícia de digestão difícil - eis uma das muitas boas razões para se apagar a TV ao jantar !!!
registo de interesses e inspiração: tudo fonte no bom DN lido durante o almoço (!)
ora, sucede que a Edições Murdoch (vulgo News Corporation) anuncia a desedição de magífico ex-futuro-best seller dedicado à (in)verosimilhante novela dos eventuais, supostos, alegados factos que assim teriam sido praticados isto a terem sido praticados por mediática personagem de nome sincopadao à americana, um tal OJ Simpson, ex-futebolista de uma estranha modalidade sem pés nem bola;
a Televisões Murdoch (vulgo Fox) cancela a emissão da correspectiva entrevista promocional;
o Presidente Murdoch (vulgo Robert) veio piamente explicar que o assunto era doentio, isto depois de queixas de púdicos cidadãos, incomodados telespectadores e, igualmente palpável mas um tudo nada menos etéreo, umas ameaças de processos em busca de chorudas indemnizações (à la americana, tudo aos milhões) por parte de diligentes e ansiosos causídicos da Família das vítimas - a saber, a ex-mulher do ex-futuro escritor de best sellers e um amigo dela
claro que não estamos livres de o dito livro acabar por ser publicado e o ex-futuro autor poderá mais tarde reclamar que pôs os americanos a ler, agora com a publicidade reforçada do aspecto doentio da trama e correspondente fascínio acrescido
tão pouco de haver à mesma uns processos de indemnização por prejuízos havidos e não havidos
mas se há moral a retirar desta historieta é que tudo tem o seu limite mesmo na pátria da liberdade de expressão, passe os solavancos das mesmas - a pátria, a liberdade e a expressão
(esta linha de raciocínio poderia dar pano para mangas...)
outro ponto a assinalar é que os factos ocorreram em 12 de Junho de 1994 e foram julgados em 3 de Outubro de 1995 !
1 ano e 3 meses para perseguição, detenção, inquérito, acusação, instrução, defesa, nomeação de jurados, constituição do Tribunal, produção das provas, audiências, alegações, julgamento e decisão !!
é obra !!!
claro que há pequenos reversos: a absolvição criminal de OJ Simpson mereceu intensas críticas, de natureza processual e material, para além de não coincidir com a decisão civil condenatória
em contrapartida, consta que não terá sido pago um dólar aos queixosos, familiares das vítimas
mas o cândido ex-escritor tem direito ao jametinhasdito deste post ao afirmar "Eu queria apenas esclarecer algumas coisas que ficaram pouco claras" !
pouco claras? algumas coisas ?
jametinhastido, OJ Simpson ... !
observacoes sao bem vindas
registo de interesses e inspiração: tudo fonte no bom DN lido durante o almoço (!)
ora, sucede que a Edições Murdoch (vulgo News Corporation) anuncia a desedição de magífico ex-futuro-best seller dedicado à (in)verosimilhante novela dos eventuais, supostos, alegados factos que assim teriam sido praticados isto a terem sido praticados por mediática personagem de nome sincopadao à americana, um tal OJ Simpson, ex-futebolista de uma estranha modalidade sem pés nem bola;
a Televisões Murdoch (vulgo Fox) cancela a emissão da correspectiva entrevista promocional;
o Presidente Murdoch (vulgo Robert) veio piamente explicar que o assunto era doentio, isto depois de queixas de púdicos cidadãos, incomodados telespectadores e, igualmente palpável mas um tudo nada menos etéreo, umas ameaças de processos em busca de chorudas indemnizações (à la americana, tudo aos milhões) por parte de diligentes e ansiosos causídicos da Família das vítimas - a saber, a ex-mulher do ex-futuro escritor de best sellers e um amigo dela
claro que não estamos livres de o dito livro acabar por ser publicado e o ex-futuro autor poderá mais tarde reclamar que pôs os americanos a ler, agora com a publicidade reforçada do aspecto doentio da trama e correspondente fascínio acrescido
tão pouco de haver à mesma uns processos de indemnização por prejuízos havidos e não havidos
mas se há moral a retirar desta historieta é que tudo tem o seu limite mesmo na pátria da liberdade de expressão, passe os solavancos das mesmas - a pátria, a liberdade e a expressão
(esta linha de raciocínio poderia dar pano para mangas...)
outro ponto a assinalar é que os factos ocorreram em 12 de Junho de 1994 e foram julgados em 3 de Outubro de 1995 !
1 ano e 3 meses para perseguição, detenção, inquérito, acusação, instrução, defesa, nomeação de jurados, constituição do Tribunal, produção das provas, audiências, alegações, julgamento e decisão !!
é obra !!!
claro que há pequenos reversos: a absolvição criminal de OJ Simpson mereceu intensas críticas, de natureza processual e material, para além de não coincidir com a decisão civil condenatória
em contrapartida, consta que não terá sido pago um dólar aos queixosos, familiares das vítimas
mas o cândido ex-escritor tem direito ao jametinhasdito deste post ao afirmar "Eu queria apenas esclarecer algumas coisas que ficaram pouco claras" !
pouco claras? algumas coisas ?
jametinhastido, OJ Simpson ... !
observacoes sao bem vindas
2006-11-19
gastação au Madeira
este jametinhasdito é um post scriputum à nota sobre gastadura natalícia
é que no entretanto o FIDELíssimo Alberto João Jardim antecipou-se aos gastadores do con-tenente e já deu fogo à peça nas iluminaduras festivas, para gáudio de turistas e locais
está bom de ver que é bonito de ver e a sensação é agradável, o que também tem a sua conta e medida numa região com invulgares atractivos turísticos merecedores de iniciativas aptas a potenciar essa importante fatia da economia
a ideia de necessidade de contenção mantém inteiro mérito mas, doseadamente e com critérios prudentes quanto a gastos de dinheiros públicos, há investimentos que não podem deixar de ser feitos sob pena de se comprometer o retorno de parcela da actividade económica relevante para o desenvolvimento da região
mas o malho volta à mula da cooperativa e o bailinho da Madeira vai ao ponto de ter sido adjudicada a festança a deputados do PSD, Jaime Ramos e filho, por via de insularidades legislativas que mandam às malvas a ética nos negócios e a moral na política
mas jámetinhamdito que na madeira da ilha não há moralidade
só comem alguns
os mesmos
e tudo
observacoes sao bem vindas
é que no entretanto o FIDELíssimo Alberto João Jardim antecipou-se aos gastadores do con-tenente e já deu fogo à peça nas iluminaduras festivas, para gáudio de turistas e locais
está bom de ver que é bonito de ver e a sensação é agradável, o que também tem a sua conta e medida numa região com invulgares atractivos turísticos merecedores de iniciativas aptas a potenciar essa importante fatia da economia
a ideia de necessidade de contenção mantém inteiro mérito mas, doseadamente e com critérios prudentes quanto a gastos de dinheiros públicos, há investimentos que não podem deixar de ser feitos sob pena de se comprometer o retorno de parcela da actividade económica relevante para o desenvolvimento da região
mas o malho volta à mula da cooperativa e o bailinho da Madeira vai ao ponto de ter sido adjudicada a festança a deputados do PSD, Jaime Ramos e filho, por via de insularidades legislativas que mandam às malvas a ética nos negócios e a moral na política
mas jámetinhamdito que na madeira da ilha não há moralidade
só comem alguns
os mesmos
e tudo
observacoes sao bem vindas
loas a recato
sob os auspícios do nortista e populista Menezes, um dirigente do PSD explicou no claro exigir de Cavaco Silva o devido recato nas loas a Sócrates
jametinhasdito !
ou andam esquecidos do que Sócrates fez para lá pôr o Cavaco ?
até o Marocas acabou por perceber...
e a quem não se queira lembrar, Santana reexplicou tim tim por tim em hilariante entrevista de apresentação de mais um sucesso editorial de pôr-os-portugueses-a-ler
agora queixam-se ?
jametinhamdito ...
observacoes sao bem vindas
jametinhasdito !
ou andam esquecidos do que Sócrates fez para lá pôr o Cavaco ?
até o Marocas acabou por perceber...
e a quem não se queira lembrar, Santana reexplicou tim tim por tim em hilariante entrevista de apresentação de mais um sucesso editorial de pôr-os-portugueses-a-ler
agora queixam-se ?
jametinhamdito ...
observacoes sao bem vindas
2006-11-17
gastação
era início de Novembro e estava a Av. da Liberdade em sessão de embelezamento natalício, com esferas a frutificar nas árvores, algumas das quais azuis, bem promissoras...
parecia cedo para a iluminação de Natal e tarde para a antecipação de Santana Lopes, o "Estável", longe que vão os tempos da iluminação natalícia a rodos logo no início de Outubro
depois chegou a notícia: por razões de contenção, as luzes acendem apenas duas semanas mais tarde que o previsto, a 25 de Novembro
ainda assim, um mês para alegrar a cidade, animar o comércio e iluminar os munícipes
entretanto, Eduardo Prado Coelho acolheu o tema no "Fio do Horizonte", inquieto com as despesas ainda assim excessivas em época de crise - debatia-se o Orçamento do Estado por esses dias e invocava-se a dificuldade financeira que a Câmara causou ao Município de Lisboa
pareceu estranho, quase merecia um jametinhasdto de júbilo!
pelo raro e oportuno acerto de sensatez tanto como pelo inusitado lampejo de económica racionalidade vindo de quem de esquerda política, literária e cultural !!!
é claro que estabelecimentos há que já iluminam tudo al redor para captar fidúcia ao freguês, es la vida - mas aí o caso é privado, o investidor assume o investimento, o risco e a despesa inicial, embora no final o Cliente acabe por pagar, na despesa que faz, a despesa da luz do Natal
nas Avenidas e na Baixa a conversa é bem outra, pagamos nós a investidura da Câmara no alento dos comerciantes, no embelezamento da urbe e no extasiar dos transeuntes
ora, vem hoje à luz que a Câmara de Lisboa já contabiliza mil milhões de euros de encargos financeiros, dos quais duzentos milhões em dívida de curto prazo, tudo sujeito a juros, portanto
espera-se um especial esforço de contenção
há bem pouco tempo uma carta ao director de um jornal diário falava na falta de verba que foi invocada oficialmente para não se avançar com um projecto de edições de obras da literatura portuguesa, desperdiçando-se importantes apoios de fundações americanas; e citava António Hespanha que perante o mesmo tipo de cortes recorria ao argumento de comparação com a despesa em efémeros fogos de artifício
apesar da agradável sensação que os espectáculos de fogos de artifício proporcionam, a crescidos e graúdos, a evocação deixa um nó na garganta: em tempo de contenção alto e pára o baile, o foguetório fica para depois, quando houver excedente ou suficiente margem de manobra para folias, satisfeitas que estejam as obrigações fundamentais do Estado e da Autarquia, sem prejuízo algum para projectos prioritários
se a hora é de poupar, a Câmara tem que dar o exemplo e não gastar o que tem e o que não tem
e é bom que alguém veja claro por entre as zangas de comadres com que nos empoeiram os olhos
poupe-se na artificial mas... haja luz !!!
observacoes sao bem vindas
parecia cedo para a iluminação de Natal e tarde para a antecipação de Santana Lopes, o "Estável", longe que vão os tempos da iluminação natalícia a rodos logo no início de Outubro
depois chegou a notícia: por razões de contenção, as luzes acendem apenas duas semanas mais tarde que o previsto, a 25 de Novembro
ainda assim, um mês para alegrar a cidade, animar o comércio e iluminar os munícipes
entretanto, Eduardo Prado Coelho acolheu o tema no "Fio do Horizonte", inquieto com as despesas ainda assim excessivas em época de crise - debatia-se o Orçamento do Estado por esses dias e invocava-se a dificuldade financeira que a Câmara causou ao Município de Lisboa
pareceu estranho, quase merecia um jametinhasdto de júbilo!
pelo raro e oportuno acerto de sensatez tanto como pelo inusitado lampejo de económica racionalidade vindo de quem de esquerda política, literária e cultural !!!
é claro que estabelecimentos há que já iluminam tudo al redor para captar fidúcia ao freguês, es la vida - mas aí o caso é privado, o investidor assume o investimento, o risco e a despesa inicial, embora no final o Cliente acabe por pagar, na despesa que faz, a despesa da luz do Natal
nas Avenidas e na Baixa a conversa é bem outra, pagamos nós a investidura da Câmara no alento dos comerciantes, no embelezamento da urbe e no extasiar dos transeuntes
ora, vem hoje à luz que a Câmara de Lisboa já contabiliza mil milhões de euros de encargos financeiros, dos quais duzentos milhões em dívida de curto prazo, tudo sujeito a juros, portanto
espera-se um especial esforço de contenção
há bem pouco tempo uma carta ao director de um jornal diário falava na falta de verba que foi invocada oficialmente para não se avançar com um projecto de edições de obras da literatura portuguesa, desperdiçando-se importantes apoios de fundações americanas; e citava António Hespanha que perante o mesmo tipo de cortes recorria ao argumento de comparação com a despesa em efémeros fogos de artifício
apesar da agradável sensação que os espectáculos de fogos de artifício proporcionam, a crescidos e graúdos, a evocação deixa um nó na garganta: em tempo de contenção alto e pára o baile, o foguetório fica para depois, quando houver excedente ou suficiente margem de manobra para folias, satisfeitas que estejam as obrigações fundamentais do Estado e da Autarquia, sem prejuízo algum para projectos prioritários
se a hora é de poupar, a Câmara tem que dar o exemplo e não gastar o que tem e o que não tem
e é bom que alguém veja claro por entre as zangas de comadres com que nos empoeiram os olhos
poupe-se na artificial mas... haja luz !!!
observacoes sao bem vindas
2006-11-10
túnel a metro
em seu afã tuneleiro, a Câmara Municipal de Lisboa tem prolongadamente massacrado o escalpe aos transeuntes das redondezas da Praça Marquês de Pombal, centro geográfico e de circulação pedonal em Lisboa, movimentando diariamente muitos milhares de cidadãos, assim rotundamente atingidos por demoradas obras, desfeitas e manobras no epicentro metropolitano da capital
na Rotunda, as passadeiras provisórias eternizam-se, os circuitos precarizam-se, as paragens de autocarro descontinuam-se, a fluidez ressente-se, os semáforos intermitentes acostumam-se, os sinais de trânsito transfugam-se, os polícias plantaram-se e as máquinas sedimentam-se - umas jazem lá sepultadas, algumas já lá nasceram, outras ficam lá reformadas ...
ontem, dia de greve de trabalhadores do Metropolitano, o túnel de acesso ao popular transporte subterrâneo apresentou-se decorado a pesadas grades: encerrado !
sucede que o ditoso túnel serve há décadas de travessia subterrânea da Avenida da Liberdade, eixo central da cidade por onde cruzam apressados automobilistas na chuva dissolvente dos afazeres rotineiros e dos percursos viários
junto à Praça Marquês de Pombal não há passadeiras de peões sobre a Avenida da Liberdade
aliás, para evitar tão perigosa travessia face ao movimento contínuo e intenso de automóveis que de muitos lados acedem e percorrem aquela rotunda, o passeio está delimitado por correntes metálicas que deliberadamente dificultam a passagem de peões, assim forçados a recorrer ao túnel
ou seja, foi o descalabro, com pessoas de todas as idades e condições a terem que calcorrear passeios e relva, ultrapassar as correntes e atravessar arriscadamente os lanços centrais da Avenida da Liberdade por entre automóveis desenfreados
a Câmara Municipal de Lisboa tenta abrir um túnel mas fecha os que já existem, compromeotendo a segurança dos transeuntes
jametinhasdito, ó CML pseudo-tuneleira !!!
tá mal...
observacoes sao bem vindas
na Rotunda, as passadeiras provisórias eternizam-se, os circuitos precarizam-se, as paragens de autocarro descontinuam-se, a fluidez ressente-se, os semáforos intermitentes acostumam-se, os sinais de trânsito transfugam-se, os polícias plantaram-se e as máquinas sedimentam-se - umas jazem lá sepultadas, algumas já lá nasceram, outras ficam lá reformadas ...
ontem, dia de greve de trabalhadores do Metropolitano, o túnel de acesso ao popular transporte subterrâneo apresentou-se decorado a pesadas grades: encerrado !
sucede que o ditoso túnel serve há décadas de travessia subterrânea da Avenida da Liberdade, eixo central da cidade por onde cruzam apressados automobilistas na chuva dissolvente dos afazeres rotineiros e dos percursos viários
junto à Praça Marquês de Pombal não há passadeiras de peões sobre a Avenida da Liberdade
aliás, para evitar tão perigosa travessia face ao movimento contínuo e intenso de automóveis que de muitos lados acedem e percorrem aquela rotunda, o passeio está delimitado por correntes metálicas que deliberadamente dificultam a passagem de peões, assim forçados a recorrer ao túnel
ou seja, foi o descalabro, com pessoas de todas as idades e condições a terem que calcorrear passeios e relva, ultrapassar as correntes e atravessar arriscadamente os lanços centrais da Avenida da Liberdade por entre automóveis desenfreados
a Câmara Municipal de Lisboa tenta abrir um túnel mas fecha os que já existem, compromeotendo a segurança dos transeuntes
jametinhasdito, ó CML pseudo-tuneleira !!!
tá mal...
observacoes sao bem vindas
2006-11-08
a paga e a banca
em momento de rara actualidade, pois decorre ainda a quadratura do círculo, este post cai pesadamente sobre António Lobo Xavier, invectivando contra o justicialismo e defendendo o statuo quo da magra contribuição bancária para o bolo fiscal da nação
António Lobo Xavier jametinhadito que são as pessoas que pagam os impostos e por isso o agravamento da tributação sobre a banca sairá reflexamente dos bolsos dos contribuintes
escondendo embora alguma verdade, a afirmação de António Lobo Xavier deixa de fora o rabo dos donos dos bancos, os respectivos accionistas, cujo lucro se encontra algures entre os momentos de pagamento de impostos por parte dos conglomerados bancários e os custos efectivamente suportados pelos cidadãos, em particular pelos cidadãos contribuintes e mais em particular pelos cidadãos contribuintes que são inexoravelmente Clientes dos bancos
e esse algures é muito precioso, importando defendê-lo a todo o custo de qualquer diferimento, como bem se depreende e entrelê da revolta de João Salgueiro
também Jorge Coelho tem direito a realce e distinção, pela "discriminação positiva" que insistentemente reconhece aos bancos, esquecendo-se de clarificar que tal "discriminação positiva" é reconhecida a favor (!) e em benefício (!!) dos bancos mas contra os contribuintes em geral (!!!), afinal as pessoas que pagam os impostos a que se refere o seu companheiro de quadricircularização
a esquadria da esfera dos impostos bancários tem também um senão contra os Clientes dos bancos, por via de preços não sujeitos a regulação nem a regime de transparência ou fundamentação, limitando-se a supervisão bancária a exigir a afixação das comissões cobradas pelos serviços prestados, obrigação naturalmente cumprida em cartaz de letra de corpo mínimo afixado no andar de cima da agência ou loja de atendimento, em paredes cegas de suporte às escadas ou notro esconso enfeitado a floreira, tudo locais por onde ninguém circula ou sem condições para leitura nem a indispensável lupa
e só há escassos dias foi possível começar a travar uma arrevesada prática de décadas em que os bancos arredondam segundo as conveniências, invertendo o critério para manter o remanescente sempre a favor da banca, que assim ganha sempre, como nos casinos
é que de aperto em aperto ainda assutam a banca mais rentável da Europa...
observacoes sao bem vindas
António Lobo Xavier jametinhadito que são as pessoas que pagam os impostos e por isso o agravamento da tributação sobre a banca sairá reflexamente dos bolsos dos contribuintes
escondendo embora alguma verdade, a afirmação de António Lobo Xavier deixa de fora o rabo dos donos dos bancos, os respectivos accionistas, cujo lucro se encontra algures entre os momentos de pagamento de impostos por parte dos conglomerados bancários e os custos efectivamente suportados pelos cidadãos, em particular pelos cidadãos contribuintes e mais em particular pelos cidadãos contribuintes que são inexoravelmente Clientes dos bancos
e esse algures é muito precioso, importando defendê-lo a todo o custo de qualquer diferimento, como bem se depreende e entrelê da revolta de João Salgueiro
também Jorge Coelho tem direito a realce e distinção, pela "discriminação positiva" que insistentemente reconhece aos bancos, esquecendo-se de clarificar que tal "discriminação positiva" é reconhecida a favor (!) e em benefício (!!) dos bancos mas contra os contribuintes em geral (!!!), afinal as pessoas que pagam os impostos a que se refere o seu companheiro de quadricircularização
a esquadria da esfera dos impostos bancários tem também um senão contra os Clientes dos bancos, por via de preços não sujeitos a regulação nem a regime de transparência ou fundamentação, limitando-se a supervisão bancária a exigir a afixação das comissões cobradas pelos serviços prestados, obrigação naturalmente cumprida em cartaz de letra de corpo mínimo afixado no andar de cima da agência ou loja de atendimento, em paredes cegas de suporte às escadas ou notro esconso enfeitado a floreira, tudo locais por onde ninguém circula ou sem condições para leitura nem a indispensável lupa
e só há escassos dias foi possível começar a travar uma arrevesada prática de décadas em que os bancos arredondam segundo as conveniências, invertendo o critério para manter o remanescente sempre a favor da banca, que assim ganha sempre, como nos casinos
é que de aperto em aperto ainda assutam a banca mais rentável da Europa...
observacoes sao bem vindas
2006-10-31
Greve a metro
Estão em greve os trabalhadores do metro, em Lisboa. Entre os maquinistas a adesão aproxima-se dos 100%, segundo os sindicatos FESTRU. As estações estão todas paradas. O trânsito, caótico. A empresa contratou transportes alternativos, a 100.000 euros por dia.
É a quinta vez este ano que o metro para por greve. E estão previstas mais paralisações nos próximos dias 7 e 9 de Novembro.
A greve prejudica todos os utentes – de modo mais grave quem já pagou as assinaturas – e a economia da cidade, bem como a boa disposição da população em geral afectada pelos desacertos, atrasos e arrelias induzidos pela paralisação do metropolitano e pela sobrecarga dos outros meios de transporte.
A conflitualidade decorre da luta pelo prolongamento do acordo de empresa celebrado em 1976 e que termina no fim de 2007. São pois direitos e regalias de um pacto com 30 anos que se discutem acirradamente. Ninguém cede, ninguém desiste dos seus interesses, ninguém acautela os interesses alheios.
Ora, vai um jametinhasdito de ira para os (ir)responsáveis sindicais, para os (ir)responsáveis patronais e para os (ir)responsáveis da tutela governativa.
Porque não explicam de modo transparente porque é que utentes e população em geral têm que pagar tão pesada factura, porque não ponderam os legítimos interesses próprios com os igualmente legítimos interesses alheios, porque não mostram trabalho feito de boa vontade na resolução das divergências sem as tornar conflituosas e nocivas para a empresa, para os seus Clientes e para a comunidade.
A empresa pública Metropolitano de Lisboa aparece em 279º lugar na classificação das mil maiores empresas não financeiras feita pelo jornal “Público”, com vendas de 71,6 milhões de euros.
Mas apresenta 162 milhões de euros de prejuízo, ou seja, mais do dobro do que facturou em 2005.
E as vendas diminuíram 4,4% apesar do aumento do preço dos bilhetes e assinaturas.
Há portanto um problema estrutural e há responsáveis pelo problema estrutural. Haverá solução para o problema estrutural ?
A criação de condições para o estado permanente de greve parece agravar a situação da empresa e do estado dos transportes da cidade.
Quem manda ? quem gere ? quem decide ?
Aliás, a crise estende-se ao sector: no extremo errado da classificação do Público aparece a CP com a orbital quantia de 1.444,6 milhões de euros de capitais próprios negativos – tenebroso.
Compara com o déficit do sector eléctrico, de 400 milhões de euros, que tanta celeuma deu.
Mas o sector dos transportes continua, avassalador: mais algumas centenas de milhões de euros preenchem a negro o fundo da tabela classificativa dos capitais próprios negativos.
Estão lá a Carris, de Lisboa, a STPC, do Porto, a EMEF, os Estaleiros Navais de Viana do Castelo, a Fiat Portuguesa (privada) e outras, manchando o sector e, por arrastamento, uma boa parte da nossa economia.
Com índices assim, é fácil concluir que a recuperação vem longe...
E em casa onde não há pão, trabalhadores, gestores públicos e governantes, todos ralham sem razão, e quem paga a fava é o povão.
A greve não ajuda a resolver a crise da empresa e atinge sobretudo quem precisa de recorrer à rede pública de transportes. Os responsáveis - sindicais, patronais e governamentais - têm é que apresentar trabalho e resultados.
Assim, não !
observacoes sao bem vindas
É a quinta vez este ano que o metro para por greve. E estão previstas mais paralisações nos próximos dias 7 e 9 de Novembro.
A greve prejudica todos os utentes – de modo mais grave quem já pagou as assinaturas – e a economia da cidade, bem como a boa disposição da população em geral afectada pelos desacertos, atrasos e arrelias induzidos pela paralisação do metropolitano e pela sobrecarga dos outros meios de transporte.
A conflitualidade decorre da luta pelo prolongamento do acordo de empresa celebrado em 1976 e que termina no fim de 2007. São pois direitos e regalias de um pacto com 30 anos que se discutem acirradamente. Ninguém cede, ninguém desiste dos seus interesses, ninguém acautela os interesses alheios.
Ora, vai um jametinhasdito de ira para os (ir)responsáveis sindicais, para os (ir)responsáveis patronais e para os (ir)responsáveis da tutela governativa.
Porque não explicam de modo transparente porque é que utentes e população em geral têm que pagar tão pesada factura, porque não ponderam os legítimos interesses próprios com os igualmente legítimos interesses alheios, porque não mostram trabalho feito de boa vontade na resolução das divergências sem as tornar conflituosas e nocivas para a empresa, para os seus Clientes e para a comunidade.
A empresa pública Metropolitano de Lisboa aparece em 279º lugar na classificação das mil maiores empresas não financeiras feita pelo jornal “Público”, com vendas de 71,6 milhões de euros.
Mas apresenta 162 milhões de euros de prejuízo, ou seja, mais do dobro do que facturou em 2005.
E as vendas diminuíram 4,4% apesar do aumento do preço dos bilhetes e assinaturas.
Há portanto um problema estrutural e há responsáveis pelo problema estrutural. Haverá solução para o problema estrutural ?
A criação de condições para o estado permanente de greve parece agravar a situação da empresa e do estado dos transportes da cidade.
Quem manda ? quem gere ? quem decide ?
Aliás, a crise estende-se ao sector: no extremo errado da classificação do Público aparece a CP com a orbital quantia de 1.444,6 milhões de euros de capitais próprios negativos – tenebroso.
Compara com o déficit do sector eléctrico, de 400 milhões de euros, que tanta celeuma deu.
Mas o sector dos transportes continua, avassalador: mais algumas centenas de milhões de euros preenchem a negro o fundo da tabela classificativa dos capitais próprios negativos.
Estão lá a Carris, de Lisboa, a STPC, do Porto, a EMEF, os Estaleiros Navais de Viana do Castelo, a Fiat Portuguesa (privada) e outras, manchando o sector e, por arrastamento, uma boa parte da nossa economia.
Com índices assim, é fácil concluir que a recuperação vem longe...
E em casa onde não há pão, trabalhadores, gestores públicos e governantes, todos ralham sem razão, e quem paga a fava é o povão.
A greve não ajuda a resolver a crise da empresa e atinge sobretudo quem precisa de recorrer à rede pública de transportes. Os responsáveis - sindicais, patronais e governamentais - têm é que apresentar trabalho e resultados.
Assim, não !
observacoes sao bem vindas
2006-10-30
Absolutamente
O Presidente brasileiro, Inácio Lula da Silva, hoje reeleito, teve um primeiro mandato atribulado, com sucessivas e intermináveis CPI – comissões parlamentares de inquérito a propósito de inúmeros casos envolvendo políticos de diversos quadrantes políticos e vários níveis de responsabilidade.
Numa entrevista televisiva durante a campanha presidencial, uma jornalista interpelou um político brasileiro, questionando-o sobre insinuações de corrupção de que era sujeito. O entrevistado jametinhadito prontamente, com ar indignado: corrupto eu ? absolutamente!
Ou seja, o político brasileiro repudiava a acusação através de uma expressão que, na sua literalidade e de acordo com os padrões portugueses de uso da nossa Língua, afirma exactamente o oposto.
Enfim, as Línguas têm muitas propriedades e qualidades, sendo a versatilidade uma das mais interessantes.
O português brasileiro tem significativas diferenças, que não apenas de mera ortografia, face àquilo que consideramos ser o padrão de Portugal.
O mesmo sucede com a evolução do nosso idioma nos países de Língua Oficial Portuguesa.
Essa pode bem ser uma riqueza da Língua Portuguesa, desde que compreendida e estudada, assimilando-se linhas de evolução que as circunstâncias lhe imprimem, aproveitando-se para a reforçar como pátria, elo de ligação e fraternidade entre os diversos povos que a falam.
E o Brasil deu um passo relevante na defesa, dignificação e promoção da Língua Portuguesa, ao instituir o (ao que muitos dizem) magnífico Museu da Língua Portuguesa.
Vale a pena visitar a página do Museu da Língua Portuguesa na internet.
E, claro, se for a São Paulo, é mais uma actividade recomendável na oferta cultural da maior cidade brasileira, digo, da Língua Portuguesa !!!
observacoes sao bem vindas
Numa entrevista televisiva durante a campanha presidencial, uma jornalista interpelou um político brasileiro, questionando-o sobre insinuações de corrupção de que era sujeito. O entrevistado jametinhadito prontamente, com ar indignado: corrupto eu ? absolutamente!
Ou seja, o político brasileiro repudiava a acusação através de uma expressão que, na sua literalidade e de acordo com os padrões portugueses de uso da nossa Língua, afirma exactamente o oposto.
Enfim, as Línguas têm muitas propriedades e qualidades, sendo a versatilidade uma das mais interessantes.
O português brasileiro tem significativas diferenças, que não apenas de mera ortografia, face àquilo que consideramos ser o padrão de Portugal.
O mesmo sucede com a evolução do nosso idioma nos países de Língua Oficial Portuguesa.
Essa pode bem ser uma riqueza da Língua Portuguesa, desde que compreendida e estudada, assimilando-se linhas de evolução que as circunstâncias lhe imprimem, aproveitando-se para a reforçar como pátria, elo de ligação e fraternidade entre os diversos povos que a falam.
E o Brasil deu um passo relevante na defesa, dignificação e promoção da Língua Portuguesa, ao instituir o (ao que muitos dizem) magnífico Museu da Língua Portuguesa.
Vale a pena visitar a página do Museu da Língua Portuguesa na internet.
E, claro, se for a São Paulo, é mais uma actividade recomendável na oferta cultural da maior cidade brasileira, digo, da Língua Portuguesa !!!
observacoes sao bem vindas
Absolutamente
O Presidente brasileiro, Inácio Lula da Silva, hoje reeleito, teve um primeiro mandato atribulado, com sucessivas e intermináveis CPI – comissões parlamentares de inquérito a propósito de inúmeros casos envolvendo políticos de diversos quadrantes políticos e vários níveis de responsabilidade.
Numa entrevista televisiva durante a campanha presidencial, uma jornalista interpelou um político brasileiro, questionando-o sobre insinuações de corrupção de que era sujeito. O entrevistado jametinhadito prontamente, com ar indignado: corrupto eu ? absolutamente!
Ou seja, o político brasileiro repudiava a acusação através de uma expressão que, na sua literalidade e de acordo com os padrões portugueses de uso da nossa Língua, afirma exactamente o oposto.
Enfim, as Línguas têm muitas propriedades e qualidades, sendo a versatilidade uma das mais interessantes.
O português brasileiro tem significativas diferenças, que não apenas de mera ortografia, face àquilo que consideramos ser o padrão de Portugal.
O mesmo sucede com a evolução do nosso idioma nos países de Língua Oficial Portuguesa.
Essa pode bem ser uma riqueza da Língua Portuguesa, desde que compreendida e estudada, assimilando-se linhas de evolução que as circunstâncias lhe imprimem, aproveitando-se para a reforçar como pátria, elo de ligação e fraternidade entre os diversos povos que a falam.
E o Brasil deu um passo relevante na defesa, dignificação e promoção da Língua Portuguesa, ao instituir o (ao que muitos dizem) magnífico Museu da Língua Portuguesa.
Vale a pena visitar a página do Museu da Língua Portuguesa na internet.
E, claro, se for a São Paulo, é mais uma actividade recomendável na oferta cultural da maior cidade brasileira, digo, da Língua Portuguesa !!!
observacoes sao bem vindas
Numa entrevista televisiva durante a campanha presidencial, uma jornalista interpelou um político brasileiro, questionando-o sobre insinuações de corrupção de que era sujeito. O entrevistado jametinhadito prontamente, com ar indignado: corrupto eu ? absolutamente!
Ou seja, o político brasileiro repudiava a acusação através de uma expressão que, na sua literalidade e de acordo com os padrões portugueses de uso da nossa Língua, afirma exactamente o oposto.
Enfim, as Línguas têm muitas propriedades e qualidades, sendo a versatilidade uma das mais interessantes.
O português brasileiro tem significativas diferenças, que não apenas de mera ortografia, face àquilo que consideramos ser o padrão de Portugal.
O mesmo sucede com a evolução do nosso idioma nos países de Língua Oficial Portuguesa.
Essa pode bem ser uma riqueza da Língua Portuguesa, desde que compreendida e estudada, assimilando-se linhas de evolução que as circunstâncias lhe imprimem, aproveitando-se para a reforçar como pátria, elo de ligação e fraternidade entre os diversos povos que a falam.
E o Brasil deu um passo relevante na defesa, dignificação e promoção da Língua Portuguesa, ao instituir o (ao que muitos dizem) magnífico Museu da Língua Portuguesa.
Vale a pena visitar a página do Museu da Língua Portuguesa na internet.
E, claro, se for a São Paulo, é mais uma actividade recomendável na oferta cultural da maior cidade brasileira, digo, da Língua Portuguesa !!!
observacoes sao bem vindas
2006-10-17
Outonal
2006-10-02
pesca à linha.com
o Ditos dá as boas vindas ao novo publico.pt, às novas funcionalidades, acessos e interactividades, bem como a mais atenção ao leitor e às suas contribuições e participação
dir-se-ia que não há propriamente inflexão mas antes uma verdadeira evolução, pois a possibilidade de aceder aos artigos do Público impresso, embora condicionadamente como é natural, vem acrescida de um conjunto de mais valias para o leitor e ... mesmo para novos leitores !
saúda-se em particular a vertente de captação de novos leitores e de funcionalidades apelativas à interacção com o jornal, com quem o faz e com quem o lê!
é autêntico serviço público, que bem merece ser compensado com ganhos em audiência e preferência dos compradores de espaço publicitário
um jametinhasdito de júbilo e de parabéns pela iniciativa de revivificação do Público em linha!!!
bem haja quem...
observacoes sao bem vindas
dir-se-ia que não há propriamente inflexão mas antes uma verdadeira evolução, pois a possibilidade de aceder aos artigos do Público impresso, embora condicionadamente como é natural, vem acrescida de um conjunto de mais valias para o leitor e ... mesmo para novos leitores !
saúda-se em particular a vertente de captação de novos leitores e de funcionalidades apelativas à interacção com o jornal, com quem o faz e com quem o lê!
é autêntico serviço público, que bem merece ser compensado com ganhos em audiência e preferência dos compradores de espaço publicitário
um jametinhasdito de júbilo e de parabéns pela iniciativa de revivificação do Público em linha!!!
bem haja quem...
observacoes sao bem vindas
Subscrever:
Mensagens (Atom)




