2007-01-29

Otana

com pompa e circunstância, o Ministro Máro Lino anunciou liturgicamente o modelo de privatização da ANA - Aeroportos de Portugal, S.A., a realizar conjuntamente com a adjudicação da construção e exploração do novo aeroporto, a implantar na Ota

a venda da ANA, através da transmissão maioria do respectivo capital representa, afirmou, a garantia da "atractividade dos capitais privados"

a par, também anunciou o aumento do montante total do investimento previsto e o alargamento do prazo de concessão, que era de 30 anos mas será ampliado

ou seja, mudança de pressupostos

aquilo que foi explicado publicamente já não é bem assim...

afinal, nem investimento nem concessão nem tráfego nem modelo serão os anteriormente anunciados

provavelmente, também não serão estas as condições finais, pois até ao lavar dos cestos é vindima

ainda subsiste o local, talvez o mais difícil de explicar, dadas as desvantagens óbvias decorrentes da distância, incómodo e previsíveis prejuízos que decorrerão do percurso a vencer para o principal destino dos passageiros e carga - Lisboa

curioso é o argumento da "atractividade dos capitais privados"...

os capitais privados ficarãp com o conjunto da gestão aeroportuária, talvez para não haver surpresas desagradáveis pós privatização, como tantas vezes sucedeu, assumindo-se claramente o Estado como estrito vendedor da banha da cobra pronto a alterar as regras a meio do jogo

é análogo à concessão das duas pontes, em Lisboa, no esquema financeiro da construção da nova ponte sobre o Tejo - aos privados foi assegurado que não há concorrência; há outros exemplos de concessões nestas circunstâncias, veremos se não são sempre os mesmos beneficiários, por sinal grandes paladinos do "mercado" que no entanto se dão tão mal com a existência de concorrência e a eliminam logo nos cadernos de encargos e contratos de concessão

é obra !

mas não é obra da mão invisível, é tudo ministerialmente conseguido à custa da intervenção do Estado!

e não são planos quinquenais, são concessões a 30 anos e mais !!!

jámetinhasdito, ó Ministro Mário Lino

veremos se não é mais um fogo fátuo da Gare Marítima de Alcântara, que em democracia já testemunhou vários fiascos quase tão megalómanos como os da utopia do Império

com projectos e artes de comunicação e imagem pagos a peso de ouro pelo erário público





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2006-12-20

Ditosa Natalícia





em voo festivo, a Ditosa deste Natal já contém e oferece o prémio devido a quem a contemplar, para além do merecimento de quem identificar o local, desafio habitual do Ditos a pretexto das gaivotas amigas

um Natal Feliz e Amigo para todos, cheio de voos, sonhos e abraços




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2006-12-19

Jesus Muçulmano

Faranaz Keshavjee, muçulmana, Membro da Comunidade Ismailita, jametinhadito que Jesus é Muçulmano!

Em plena época natalícia, este interessante artigo do Público de hoje traz a oliveira do ecumenismo, da possibilidade e da necessidade de concórdia e harmonia.

E propõe a via do “re-conhecimento do outro”, não só nas suas diferenças mas também no muito que nos torna iguais: a dúvida e a esperança de todos nós, afinal simplesmente humanos e vulneráveis perante as complexidades da vida.

Recentemente, em contraponto, vem sendo noticiada alguma movimentação no Vaticano para o regresso da missa em latim.

E, por último, a substituição, na missa, da tradicional referência à “salvação de todos” por outra, a “salvação de muitos”, alegadamente mais próximo de pro multis, do tempo da missa dita em latim.

Mas antes do latim, era em grego, oi polloi, e a salvação de Cristo era destinada à generalidade da comunidade.

Será um pormenor, mas não deixa de indiciar certa tendência redutora; ora, a doutrina católica (aquela oficial da Igreja Romana) tem, até etimologicamente, vocação universal, pressupõe abrangência e compreensão, inclusão e universalidade.

De volta então a Faranaz Keshavjee e à sua proposta universalista, a partir da consideração de Jesus pelo Islão como um Profeta e Guia Espiritual.

Movida pela curiosidade intelectual, humanista e afectiva, Faranaz Keshavjee estudou e revisitou os fundamentos do Islão, e afirma:

- “Jesus surge no Alcorão e nos Evangelhos (ditos) Muçulmanos como o Profeta do Amor; o Guia das virtudes cardinais: a Paciência, a Humildade, a Renúncia ao materialismo, o Silêncio. Jesus também aparece como o "obreiro dos milagres"; o "viajante"; o "arrependido"; o "Redentor". Jesus é para os muçulmanos o Selo dos Santos. Jesus, é o grande Sufi. Jesus também é muçulmano!”

Para a doutrina Católica, Jesus está em toda a parte.

Nos corações muçulmanos e nos nossos.

Crentes de todas crenças.

Titulares de múltiplas humanas diferenças.

E de múltiplas humanas semelhanças !

Feliz Natal ! ! !



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2006-11-22

bemquerer instante



















sentir um sossego assim, evocar a força dos quatro elementos e invocar a lembrança dos bem queridos é um instante à beira do paraíso


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americanices

um Ditos para desanuviar de tanta notícia de digestão difícil - eis uma das muitas boas razões para se apagar a TV ao jantar !!!

registo de interesses e inspiração: tudo fonte no bom DN lido durante o almoço (!)

ora, sucede que a Edições Murdoch (vulgo News Corporation) anuncia a desedição de magífico ex-futuro-best seller dedicado à (in)verosimilhante novela dos eventuais, supostos, alegados factos que assim teriam sido praticados isto a terem sido praticados por mediática personagem de nome sincopadao à americana, um tal OJ Simpson, ex-futebolista de uma estranha modalidade sem pés nem bola;

a Televisões Murdoch (vulgo Fox) cancela a emissão da correspectiva entrevista promocional;

o Presidente Murdoch (vulgo Robert) veio piamente explicar que o assunto era doentio, isto depois de queixas de púdicos cidadãos, incomodados telespectadores e, igualmente palpável mas um tudo nada menos etéreo, umas ameaças de processos em busca de chorudas indemnizações (à la americana, tudo aos milhões) por parte de diligentes e ansiosos causídicos da Família das vítimas - a saber, a ex-mulher do ex-futuro escritor de best sellers e um amigo dela

claro que não estamos livres de o dito livro acabar por ser publicado e o ex-futuro autor poderá mais tarde reclamar que pôs os americanos a ler, agora com a publicidade reforçada do aspecto doentio da trama e correspondente fascínio acrescido

tão pouco de haver à mesma uns processos de indemnização por prejuízos havidos e não havidos

mas se há moral a retirar desta historieta é que tudo tem o seu limite mesmo na pátria da liberdade de expressão, passe os solavancos das mesmas - a pátria, a liberdade e a expressão

(esta linha de raciocínio poderia dar pano para mangas...)

outro ponto a assinalar é que os factos ocorreram em 12 de Junho de 1994 e foram julgados em 3 de Outubro de 1995 !

1 ano e 3 meses para perseguição, detenção, inquérito, acusação, instrução, defesa, nomeação de jurados, constituição do Tribunal, produção das provas, audiências, alegações, julgamento e decisão !!

é obra !!!

claro que há pequenos reversos: a absolvição criminal de OJ Simpson mereceu intensas críticas, de natureza processual e material, para além de não coincidir com a decisão civil condenatória

em contrapartida, consta que não terá sido pago um dólar aos queixosos, familiares das vítimas

mas o cândido ex-escritor tem direito ao jametinhasdito deste post ao afirmar "Eu queria apenas esclarecer algumas coisas que ficaram pouco claras" !

pouco claras? algumas coisas ?

jametinhastido, OJ Simpson ... !






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2006-11-19

gastação au Madeira

este jametinhasdito é um post scriputum à nota sobre gastadura natalícia

é que no entretanto o FIDELíssimo Alberto João Jardim antecipou-se aos gastadores do con-tenente e já deu fogo à peça nas iluminaduras festivas, para gáudio de turistas e locais

está bom de ver que é bonito de ver e a sensação é agradável, o que também tem a sua conta e medida numa região com invulgares atractivos turísticos merecedores de iniciativas aptas a potenciar essa importante fatia da economia

a ideia de necessidade de contenção mantém inteiro mérito mas, doseadamente e com critérios prudentes quanto a gastos de dinheiros públicos, há investimentos que não podem deixar de ser feitos sob pena de se comprometer o retorno de parcela da actividade económica relevante para o desenvolvimento da região

mas o malho volta à mula da cooperativa e o bailinho da Madeira vai ao ponto de ter sido adjudicada a festança a deputados do PSD, Jaime Ramos e filho, por via de insularidades legislativas que mandam às malvas a ética nos negócios e a moral na política

mas jámetinhamdito que na madeira da ilha não há moralidade

só comem alguns

os mesmos

e tudo




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loas a recato

sob os auspícios do nortista e populista Menezes, um dirigente do PSD explicou no claro exigir de Cavaco Silva o devido recato nas loas a Sócrates

jametinhasdito !

ou andam esquecidos do que Sócrates fez para lá pôr o Cavaco ?

até o Marocas acabou por perceber...

e a quem não se queira lembrar, Santana reexplicou tim tim por tim em hilariante entrevista de apresentação de mais um sucesso editorial de pôr-os-portugueses-a-ler

agora queixam-se ?

jametinhamdito ...



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2006-11-17

gastação

era início de Novembro e estava a Av. da Liberdade em sessão de embelezamento natalício, com esferas a frutificar nas árvores, algumas das quais azuis, bem promissoras...

parecia cedo para a iluminação de Natal e tarde para a antecipação de Santana Lopes, o "Estável", longe que vão os tempos da iluminação natalícia a rodos logo no início de Outubro

depois chegou a notícia: por razões de contenção, as luzes acendem apenas duas semanas mais tarde que o previsto, a 25 de Novembro

ainda assim, um mês para alegrar a cidade, animar o comércio e iluminar os munícipes

entretanto, Eduardo Prado Coelho acolheu o tema no "Fio do Horizonte", inquieto com as despesas ainda assim excessivas em época de crise - debatia-se o Orçamento do Estado por esses dias e invocava-se a dificuldade financeira que a Câmara causou ao Município de Lisboa

pareceu estranho, quase merecia um jametinhasdto de júbilo!

pelo raro e oportuno acerto de sensatez tanto como pelo inusitado lampejo de económica racionalidade vindo de quem de esquerda política, literária e cultural !!!

é claro que estabelecimentos há que já iluminam tudo al redor para captar fidúcia ao freguês, es la vida - mas aí o caso é privado, o investidor assume o investimento, o risco e a despesa inicial, embora no final o Cliente acabe por pagar, na despesa que faz, a despesa da luz do Natal

nas Avenidas e na Baixa a conversa é bem outra, pagamos nós a investidura da Câmara no alento dos comerciantes, no embelezamento da urbe e no extasiar dos transeuntes

ora, vem hoje à luz que a Câmara de Lisboa já contabiliza mil milhões de euros de encargos financeiros, dos quais duzentos milhões em dívida de curto prazo, tudo sujeito a juros, portanto

espera-se um especial esforço de contenção

há bem pouco tempo uma carta ao director de um jornal diário falava na falta de verba que foi invocada oficialmente para não se avançar com um projecto de edições de obras da literatura portuguesa, desperdiçando-se importantes apoios de fundações americanas; e citava António Hespanha que perante o mesmo tipo de cortes recorria ao argumento de comparação com a despesa em efémeros fogos de artifício

apesar da agradável sensação que os espectáculos de fogos de artifício proporcionam, a crescidos e graúdos, a evocação deixa um nó na garganta: em tempo de contenção alto e pára o baile, o foguetório fica para depois, quando houver excedente ou suficiente margem de manobra para folias, satisfeitas que estejam as obrigações fundamentais do Estado e da Autarquia, sem prejuízo algum para projectos prioritários

se a hora é de poupar, a Câmara tem que dar o exemplo e não gastar o que tem e o que não tem

e é bom que alguém veja claro por entre as zangas de comadres com que nos empoeiram os olhos

poupe-se na artificial mas... haja luz !!!


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2006-11-10

túnel a metro

em seu afã tuneleiro, a Câmara Municipal de Lisboa tem prolongadamente massacrado o escalpe aos transeuntes das redondezas da Praça Marquês de Pombal, centro geográfico e de circulação pedonal em Lisboa, movimentando diariamente muitos milhares de cidadãos, assim rotundamente atingidos por demoradas obras, desfeitas e manobras no epicentro metropolitano da capital

na Rotunda, as passadeiras provisórias eternizam-se, os circuitos precarizam-se, as paragens de autocarro descontinuam-se, a fluidez ressente-se, os semáforos intermitentes acostumam-se, os sinais de trânsito transfugam-se, os polícias plantaram-se e as máquinas sedimentam-se - umas jazem lá sepultadas, algumas já lá nasceram, outras ficam lá reformadas ...

ontem, dia de greve de trabalhadores do Metropolitano, o túnel de acesso ao popular transporte subterrâneo apresentou-se decorado a pesadas grades: encerrado !

sucede que o ditoso túnel serve há décadas de travessia subterrânea da Avenida da Liberdade, eixo central da cidade por onde cruzam apressados automobilistas na chuva dissolvente dos afazeres rotineiros e dos percursos viários

junto à Praça Marquês de Pombal não há passadeiras de peões sobre a Avenida da Liberdade

aliás, para evitar tão perigosa travessia face ao movimento contínuo e intenso de automóveis que de muitos lados acedem e percorrem aquela rotunda, o passeio está delimitado por correntes metálicas que deliberadamente dificultam a passagem de peões, assim forçados a recorrer ao túnel

ou seja, foi o descalabro, com pessoas de todas as idades e condições a terem que calcorrear passeios e relva, ultrapassar as correntes e atravessar arriscadamente os lanços centrais da Avenida da Liberdade por entre automóveis desenfreados

a Câmara Municipal de Lisboa tenta abrir um túnel mas fecha os que já existem, compromeotendo a segurança dos transeuntes

jametinhasdito, ó CML pseudo-tuneleira !!!

tá mal...


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2006-11-08

a paga e a banca

em momento de rara actualidade, pois decorre ainda a quadratura do círculo, este post cai pesadamente sobre António Lobo Xavier, invectivando contra o justicialismo e defendendo o statuo quo da magra contribuição bancária para o bolo fiscal da nação

António Lobo Xavier jametinhadito que são as pessoas que pagam os impostos e por isso o agravamento da tributação sobre a banca sairá reflexamente dos bolsos dos contribuintes

escondendo embora alguma verdade, a afirmação de António Lobo Xavier deixa de fora o rabo dos donos dos bancos, os respectivos accionistas, cujo lucro se encontra algures entre os momentos de pagamento de impostos por parte dos conglomerados bancários e os custos efectivamente suportados pelos cidadãos, em particular pelos cidadãos contribuintes e mais em particular pelos cidadãos contribuintes que são inexoravelmente Clientes dos bancos

e esse algures é muito precioso, importando defendê-lo a todo o custo de qualquer diferimento, como bem se depreende e entrelê da revolta de João Salgueiro

também Jorge Coelho tem direito a realce e distinção, pela "discriminação positiva" que insistentemente reconhece aos bancos, esquecendo-se de clarificar que tal "discriminação positiva" é reconhecida a favor (!) e em benefício (!!) dos bancos mas contra os contribuintes em geral (!!!), afinal as pessoas que pagam os impostos a que se refere o seu companheiro de quadricircularização

a esquadria da esfera dos impostos bancários tem também um senão contra os Clientes dos bancos, por via de preços não sujeitos a regulação nem a regime de transparência ou fundamentação, limitando-se a supervisão bancária a exigir a afixação das comissões cobradas pelos serviços prestados, obrigação naturalmente cumprida em cartaz de letra de corpo mínimo afixado no andar de cima da agência ou loja de atendimento, em paredes cegas de suporte às escadas ou notro esconso enfeitado a floreira, tudo locais por onde ninguém circula ou sem condições para leitura nem a indispensável lupa

e só há escassos dias foi possível começar a travar uma arrevesada prática de décadas em que os bancos arredondam segundo as conveniências, invertendo o critério para manter o remanescente sempre a favor da banca, que assim ganha sempre, como nos casinos

é que de aperto em aperto ainda assutam a banca mais rentável da Europa...

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2006-10-31

Greve a metro

Estão em greve os trabalhadores do metro, em Lisboa. Entre os maquinistas a adesão aproxima-se dos 100%, segundo os sindicatos FESTRU. As estações estão todas paradas. O trânsito, caótico. A empresa contratou transportes alternativos, a 100.000 euros por dia.

É a quinta vez este ano que o metro para por greve. E estão previstas mais paralisações nos próximos dias 7 e 9 de Novembro.

A greve prejudica todos os utentes – de modo mais grave quem já pagou as assinaturas – e a economia da cidade, bem como a boa disposição da população em geral afectada pelos desacertos, atrasos e arrelias induzidos pela paralisação do metropolitano e pela sobrecarga dos outros meios de transporte.

A conflitualidade decorre da luta pelo prolongamento do acordo de empresa celebrado em 1976 e que termina no fim de 2007. São pois direitos e regalias de um pacto com 30 anos que se discutem acirradamente. Ninguém cede, ninguém desiste dos seus interesses, ninguém acautela os interesses alheios.

Ora, vai um jametinhasdito de ira para os (ir)responsáveis sindicais, para os (ir)responsáveis patronais e para os (ir)responsáveis da tutela governativa.

Porque não explicam de modo transparente porque é que utentes e população em geral têm que pagar tão pesada factura, porque não ponderam os legítimos interesses próprios com os igualmente legítimos interesses alheios, porque não mostram trabalho feito de boa vontade na resolução das divergências sem as tornar conflituosas e nocivas para a empresa, para os seus Clientes e para a comunidade.

A empresa pública Metropolitano de Lisboa aparece em 279º lugar na classificação das mil maiores empresas não financeiras feita pelo jornal “Público”, com vendas de 71,6 milhões de euros.

Mas apresenta 162 milhões de euros de prejuízo, ou seja, mais do dobro do que facturou em 2005.

E as vendas diminuíram 4,4% apesar do aumento do preço dos bilhetes e assinaturas.

Há portanto um problema estrutural e há responsáveis pelo problema estrutural. Haverá solução para o problema estrutural ?

A criação de condições para o estado permanente de greve parece agravar a situação da empresa e do estado dos transportes da cidade.

Quem manda ? quem gere ? quem decide ?

Aliás, a crise estende-se ao sector: no extremo errado da classificação do Público aparece a CP com a orbital quantia de 1.444,6 milhões de euros de capitais próprios negativos – tenebroso.

Compara com o déficit do sector eléctrico, de 400 milhões de euros, que tanta celeuma deu.

Mas o sector dos transportes continua, avassalador: mais algumas centenas de milhões de euros preenchem a negro o fundo da tabela classificativa dos capitais próprios negativos.

Estão lá a Carris, de Lisboa, a STPC, do Porto, a EMEF, os Estaleiros Navais de Viana do Castelo, a Fiat Portuguesa (privada) e outras, manchando o sector e, por arrastamento, uma boa parte da nossa economia.

Com índices assim, é fácil concluir que a recuperação vem longe...

E em casa onde não há pão, trabalhadores, gestores públicos e governantes, todos ralham sem razão, e quem paga a fava é o povão.

A greve não ajuda a resolver a crise da empresa e atinge sobretudo quem precisa de recorrer à rede pública de transportes. Os responsáveis - sindicais, patronais e governamentais - têm é que apresentar trabalho e resultados.

Assim, não !






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2006-10-30

Absolutamente

O Presidente brasileiro, Inácio Lula da Silva, hoje reeleito, teve um primeiro mandato atribulado, com sucessivas e intermináveis CPI – comissões parlamentares de inquérito a propósito de inúmeros casos envolvendo políticos de diversos quadrantes políticos e vários níveis de responsabilidade.

Numa entrevista televisiva durante a campanha presidencial, uma jornalista interpelou um político brasileiro, questionando-o sobre insinuações de corrupção de que era sujeito. O entrevistado jametinhadito prontamente, com ar indignado: corrupto eu ? absolutamente!

Ou seja, o político brasileiro repudiava a acusação através de uma expressão que, na sua literalidade e de acordo com os padrões portugueses de uso da nossa Língua, afirma exactamente o oposto.

Enfim, as Línguas têm muitas propriedades e qualidades, sendo a versatilidade uma das mais interessantes.

O português brasileiro tem significativas diferenças, que não apenas de mera ortografia, face àquilo que consideramos ser o padrão de Portugal.

O mesmo sucede com a evolução do nosso idioma nos países de Língua Oficial Portuguesa.

Essa pode bem ser uma riqueza da Língua Portuguesa, desde que compreendida e estudada, assimilando-se linhas de evolução que as circunstâncias lhe imprimem, aproveitando-se para a reforçar como pátria, elo de ligação e fraternidade entre os diversos povos que a falam.

E o Brasil deu um passo relevante na defesa, dignificação e promoção da Língua Portuguesa, ao instituir o (ao que muitos dizem) magnífico Museu da Língua Portuguesa.

Vale a pena visitar a página do Museu da Língua Portuguesa na internet.

E, claro, se for a São Paulo, é mais uma actividade recomendável na oferta cultural da maior cidade brasileira, digo, da Língua Portuguesa !!!



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Absolutamente

O Presidente brasileiro, Inácio Lula da Silva, hoje reeleito, teve um primeiro mandato atribulado, com sucessivas e intermináveis CPI – comissões parlamentares de inquérito a propósito de inúmeros casos envolvendo políticos de diversos quadrantes políticos e vários níveis de responsabilidade.

Numa entrevista televisiva durante a campanha presidencial, uma jornalista interpelou um político brasileiro, questionando-o sobre insinuações de corrupção de que era sujeito. O entrevistado jametinhadito prontamente, com ar indignado: corrupto eu ? absolutamente!

Ou seja, o político brasileiro repudiava a acusação através de uma expressão que, na sua literalidade e de acordo com os padrões portugueses de uso da nossa Língua, afirma exactamente o oposto.

Enfim, as Línguas têm muitas propriedades e qualidades, sendo a versatilidade uma das mais interessantes.

O português brasileiro tem significativas diferenças, que não apenas de mera ortografia, face àquilo que consideramos ser o padrão de Portugal.

O mesmo sucede com a evolução do nosso idioma nos países de Língua Oficial Portuguesa.

Essa pode bem ser uma riqueza da Língua Portuguesa, desde que compreendida e estudada, assimilando-se linhas de evolução que as circunstâncias lhe imprimem, aproveitando-se para a reforçar como pátria, elo de ligação e fraternidade entre os diversos povos que a falam.

E o Brasil deu um passo relevante na defesa, dignificação e promoção da Língua Portuguesa, ao instituir o (ao que muitos dizem) magnífico Museu da Língua Portuguesa.

Vale a pena visitar a página do Museu da Língua Portuguesa na internet.

E, claro, se for a São Paulo, é mais uma actividade recomendável na oferta cultural da maior cidade brasileira, digo, da Língua Portuguesa !!!



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2006-10-17

Outonal




a Ditosa de Outono vai Lu(i)sidia e o Ditos agradece à mão amiga que lhe surpreendeu o voo, a direcção e os sentidos

que mais se poderá saber ?



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2006-10-02

pesca à linha.com

o Ditos dá as boas vindas ao novo publico.pt, às novas funcionalidades, acessos e interactividades, bem como a mais atenção ao leitor e às suas contribuições e participação

dir-se-ia que não há propriamente inflexão mas antes uma verdadeira evolução, pois a possibilidade de aceder aos artigos do Público impresso, embora condicionadamente como é natural, vem acrescida de um conjunto de mais valias para o leitor e ... mesmo para novos leitores !

saúda-se em particular a vertente de captação de novos leitores e de funcionalidades apelativas à interacção com o jornal, com quem o faz e com quem o lê!

é autêntico serviço público, que bem merece ser compensado com ganhos em audiência e preferência dos compradores de espaço publicitário

um jametinhasdito de júbilo e de parabéns pela iniciativa de revivificação do Público em linha!!!

bem haja quem...



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2006-09-30

aos quadradinhos ?

e ao terceiro sábado já não compro o Sun, digo, o jornal Sol !

o Expresso talvez, mas só se calhar... e durante anos (desde o virulento mau perder contra o dedo na ferida de João Carreira Bom) também esteve a jejum

digamos que foi para experimentar (e dar hipóteses) a remodelação dos semanários, com o oportuno encerramento do Independente e o oportuno restyling do Expresso, já para não falar das coincidentes alterações em diversas publicações (pequenas mudanças de cadernos adicionais no Público, campanha agressiva do Correio de Manhã de sábado e outras alterações de fim de semana) tudo por ocasião do oportuno lançamento do Sol

e digamos que está visto, mais DVD menos DVD, sendo de assinalar a curiosidade de alguns "leitores" atirarem o saco inteiro para o lixo logo no momento da compra, arrecadando apenas o dito DVD

o que deixa por terra toda a estatística sobre tiragens, liderança, circulação e conceitos afins do mundo editorial

voltando ao Sol: a primeira página do primeiro número tinha que ser mais parangona que sempre, o objectivo assumido é o de ser líder desde início

para isso serviram-se da imagem de Isaltino Morais, assim interposto vendedor de Sol em papel, por via do estafado problema da casa penhorada no âmbito de processo judicial em curso

qual a notícia ? jametinhasdito!! nenhuma !!!

era mesmo só caça-compradores para milhares de jornais, tantos quantos os DVD expressamente oferecidos pelo semanário concorrente, no caso o da situação

bem arquitectado, portanto, a la António José Saraiva

o visado achou talvez menos graça e defendeu-se

daí ao segundo número, o Director confesso não vai de modos: a coisa é a sério e, notícia de primeira página, o jornal processa Isaltino, por virtude de intolerância "em relação à calúnia, procurando ter com o país uma relação séria e exigindo ser retribuído" - e pelos vistos, ai de quem...

por outro lado, mais um processo, mais notícias sobre o Sol, mais vendas de jornal e por aí fora, regista-se o método ...

mas, pior um pouco, Margarida Marante faz logo de jornalista advogada de defesa

e recorre à velha técnica da cadeira vazia (da SIC, de Balsemão, do sistema criticado por ... João Carreira Bom, o que motivou a sua perseguição e expulsão por José António Saraiva) numa página inteira repetindo enorme fotografia, recordando o percurso político de Isaltino, recenseando o que poderá acontecer aos processos e a Isaltino Morais - tudo notícias frescas, portanto - e concluindo com perguntas formuladas e que não foram respondidas, uma autêntica bomba perfuradora na razão da vítima

admitindo que o Sol terá muitos e bons leitores (ou grandes, como os que fazem os grandes jornais) e que poderá dar um grande contributo ao país de conquistar sobretudo novos leitores (sendo inteiramente legítimo que dispute leitores e até compradores a outras publicações) creio que é de dispensar ameaças ensombradoras de construir um Sol aos quadradinhos

cada qual se proteja



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2006-09-25

Setembral au paradis





em terras de Ocidente, Al-Gharb de outros tempos, restam ainda resplandescentes paraísos, habitados à uma por empedernidos viajantes e esvoaçantes residentes

as amigas ditosas de Setembro sabem mais de equinócios que muitos laboratórios mateorológicos e aproveitam o sol e a refrescante brisa do mar

de peito feito, percorrem pelo ar as correntes quentes que sobrevoam as linhas que cosem a terra ao mar

nas pedras extremas, os homens prolongam o fio que liga a espuma ao horizonte, reto ao paraíso, a pretexto de umas horas meditabundas a remexer a origem e o fim da vida, sempre ténue, sempre revolucionária, sempre esplêndida !

se as gaivotas são as mesmas da canção da liberdade, como elas somos livres... de sonhar !!!



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2006-08-14

TV incendiária

Inacreditável e vergonhosa a forma raivosa e de mau perder com que a SICnotícias concluiu hoje uma informação sobre a interdição temporária de acesso ao centro de comando de uma operação dos bombeiros no combate a um incêndio.

Na peça, a SICnotícias dava conta de não lhe ter sido permitido aceder a um "local público" (???) transformado em central de operações durante um combate a incêndio pelos nossos soldados da paz.

Para reticente chave de ouro, uma garbosa jornalista jametinhadito que "até parece que (os bombeiros, a GNR, o Ministro ?) têm algo a esconder ..."

Apesar do enquadramento de idênticos procedimentos em países civilizados, por razões óbvias, a SICnotícias caiu na esparrela de nos presentear com mais uma lamentável peça revanchista, justamente num tema em que as TV portuguesas têm bastas culpas no cartório, pelo insistente arremedo incendiário que não se cansam de atear, bem sabendo os nefastos efeitos que resultam e por isso tão denodadamente procuram :((

Haja tento...


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2006-08-07

encolhas de Marcelo

mais um Domingo, mais uma conversa em Família, à la Marcelo Rebelo de Sousa

no último Domingo de Julho, comentara a notícia da passagem à reforma de Manuel Alegre, incompetentemente truncada por jornais de 5ª categoria, logo rebatendo na vox populi e nos seus programas ecos

percebendo, mesmo segundo os dados truncados pela comunicação urubu, que nada havia de irregular na pensão de reforma sob notícia, Marcelo encolheu-se: estava tudo bem mas Manuel Alegre não precisa da reforma da RDP, recebe mais de direitos de autor, devia prescindir, era o que faria Marcelo naquela situação, em seu lugar renunciaria, jametinhadito!

caiu, pois, no logro e na categoria da dita imprensa, tentando safar-se com moralismos de quem se acha na certeza de saber mais que o próprio, alvitrando ainda para a hipotética renúncia que decidiria se acaso estivesse em tal condição, que supunha ser a de ter direito a uma reforma por três meses de trabalho, a situação afigurava-se injusta, mesmo se totalmente regular face aos descontos efectuados durante uma vida, mais de 30 anos, tendo os serviços da Segurança Social atribuído automaticamente a pensão de reforma nos termos da lei

aliás, conforme Marcelo reconheceu, Manuel Alegre exerceu o seu direito de opção para receber apenas um terço da referida pensão, uma vez que se mantém no activo como Deputado,auferindo o respectivo vencimento

o processo de reforma foi desencadeado por Manuel Alegre ter atingido 70 anos de idade

Marcelo voltou hoje ao tema, para corrigir o tiro: afinal não era uma reforma por três meses de trabalho na RDP, era "a reforma", a pensão de reforma referente à totalidade da actividade profissional de Manuel Alegre, deixando finalmente cair a patranha dos três meses de trabalho na RDP

mais ainda houve direito a mais uma encolha de Marcelo

para terminar, a conversa em Família discorreu sobre a duplicação de pensões de que os Deputados beneficiam se perfizerem 12 anos de mandato, o que neste caso já sucedeu e excedeu, Alegre está na Assembleia desde a Constituinte, em 1975

e é assim, aparato, estrondo e hipotética renúncia virtuosa no último Domingo de Julho, a corrigir com o mal já feito na conversa do primeiro Domingo de Agosto

haja paciência


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2006-08-05

Ai Cuba

Uns espanhuéis sabichões jametinhamdito que analisaram apressadamente escassos gramas de poeira óssea e afirmam tratar-se de ínfima porção de Zarco, o outro, que quandolhe conveio passou a assinar Cristóvão Colombo.

Mas esqueceram-se, jametinhamdito, de cumprir as regras - próprias das nações civilizadas - da ética científica e da diplomacia e querem fazer-se esquecidos da razão porque o dito navegador luso, depois de nomear de São Salvador, o seu nome próprio, a primeira ilha que encontrou a ocidente dos Açores, saudoso da sua terra natal nos arredores de Beja, a uma outra ilha da América Central chamou Cuba.

Esta é também conhecida por, 500 anos depois, ter sido delegada (por despacho exarado no verso da guia de marcha para internamento hospitalar ?) a um tal Raul, por força de impedimento clínico de seu real irmão, o ditador Alberto João, digo, Fidel Castro... que os deuses aguentem cheio de saúde !

A quem for possível ir o mais brevemente à República filial da Freguesia de Santo Domingo de Benfica, é pôr tudo em pratos limpos, jametinhasdito, a navegar em águas cristalinas e prestar justa homenagem ao famoso descobridor português que, a soldo de D. João II executou o colossal embuste da maior manobra de diversão da história geo-política, distraindo os espanhóis das riquezas da terra brasílis antes identificadas pelos nossos marinheiros.

Como leitura de férias - o Ditos pode emprestar um exemplar a quem ainda não leu - recomenda-se o "Codex 632", de José Rodrigues dos Santos, escrito durante os entreváis das bombas do Afeganistão, das armas de destruição maciça do Iraque, dos rockets do sul do Líbano, dos mísseis israelo-americanos, mais das traulitadas várias servo-croatas, checo-eslovacas, nagorno-karabakas, bósnio-herzigova, digo, hesgrovinas e outras que tais, sempre a acabar em ais ...

Saudações luzitanas, eh eh ! ! !


PS - agora a sério, recomendação cultural para férias grandes recairia sobre o romance policial "Longe de Manaus", de Francisco José Viegas, outro jornalista escritor da nossa pátria que é a língua portuguesa, mai'nada !





observacoes sao bem vindas