a 28 de Maio de 1911, foi a votos a eleição de deputados à Assembleia Constituinte
Carolina Beatriz Ângelo, viúva, médica, activista da causa feminista e dirigente associativa, deu corpo a intenção colectiva e inscrevera-se no recenseamento eleitoral, que lhe foi negado por ser o voto, como outros direitos políticos, então reservado a homens
reclamou para o Tribunal da Boa Hora e o processo foi apreciado, por assim ter calhado na escala de distribuição, pelo juiz João Baptista de Castro, por sinal pai da também dirigente feminista Ana de Castro Osório
a sentença julgou procedente a pretensão, reconhecendo à reclamante plena capacidade eleitoral, por saber ler e escrever, ser chefe de família e ser cidadão português
ler e escrever estava sumamente demonstrado pela licenciatura em medicina;
chefe de família decorria da situação e estado civil de viuvez; já quanto à condição de cidadão foi preciso recorrer a interpretação jurídica, a prodigiosa hermenêutica que pode usar de alguma livre criação na procura do sentido legal, desde que disponha de apoio suficiente na letra da lei – à data, muitos consideraram que o juiz forçou o espírito da lei
ou seja, a qualidade de cidadão português, definida pelo Código Civil sem distinguir mulheres de homens, era então bem mais que o considerado pelo legislador eleitoral de 1911 – na lei eleitoral, a expressão "cidadão" era referida apenas aos homens
mas a sentença, além de competente exegese jurídica, invocou também a “moderna justiça social” e os “princípios republicanos de liberdade, igualdade e fraternidade”
uma vez recenseada, Carolina Beatriz Ângelo foi a primeira mulher portuguesa a exercer o direito de voto
no momento, o presidente ainda perguntou à mesa se alguém se opunha... obviamente sob protesto da cidadã eleitora devidamente recenseada, por ser acto ilegítimo face à lei eleitoral e à sentença que validou o recenseamento e o direito de votar
e segundo afirmou, votou em políticos que aceitavam atribuir, ainda que com restrições, direitos políticos às mulheres: Teófilo Braga, Afonso Costa, Magalhães Lima
mas mesmo as organizações feministas – que lutavam pelos direitos das mulheres e das crianças! – só reclamavam o direito de voto para algumas mulheres, em função dos baixíssimos graus de instrução – a taxa de analfabetismo em Portugal era de 76% e de 90% nas mulheres – e de autonomia financeira das mulheres portuguesas de então, assim muito influenciáveis - pelo ... clero (!?!) devido à educação jesuítica - e dependentes - de quem seria ? a administração de bens era atribuída aos homens!
mesmo assim, o direito de voto das mulheres só veio a ser consagrado em 1931
Adelaide Cabete foi então a primeira mulher a votar no ultramar, em Angola – era também activista e dirigente feminina, viúva e médica
o diploma era fundamental, pois enquanto para os homens era requisito bastante saber ler e escrever, para as mulheres era necessário curso secundário ou superior
quanto a outros direitos políticos o caminho ainda seria mais árduo; mas já em 1911 Carolina Beatriz Ângelo defendia que certos cargos públicos deviam ser exercidos unicamente por mulheres – referia-se então às juntas paroquiais mas valeria a pena carrear este argumento para o debate e fundamentação teórica das quotas mínimas de um terço de participação feminina nas listas eleitorais para a Assembleia da República, recentemente consagrada sob o auspicioso baptismo de "lei da paridade"
a igualdade de direitos perante a lei só veio a ser consagrada depois do 25 de Abril de 1974
esta é talvez uma das boas razões para se recordar e referir esta data, de que se vai perdendo a noção e o sentido, sobretudo nas gerações mais jovens, para quem é difícil entender o porquê de tanta insistência nas comemorações, nos feitos de antes e depois ou na ideia de trajectória: o percurso e a história da luta por certos direitos, a sua aceitação pela comunidade, a sua consagração legal e, quando assim é, a sua efectivação na prática social, nas instituições e na mentalidade
a Constituição da República Portuguesa, de 1976, cujo preâmbulo proclama o propósito de construir um país mais livre, mais justo e mais fraterno, além de reconhecer a todos os cidadãos a mesma dignidade social e igualdade perante a lei (artigo 13º, princípio da igualdade) estabelece no artigo 49º o sufrágio universal, estipulado também como dever cívico: têm direito de sufrágio todos os cidadãos maiores de 18 anos
jametinhamdito que hoje, ao menos quanto à consagração legal do direito de voto de homens e mulheres, tudo é legal, igual e consensual !
na prática e quanto a outros direitos políticos e de participação pessoal e efectiva na vida e nos cargos públicos, não é assim tão simples
mas o primeiro voto feminino em Portugal entrou na urna, para eleger os deputados à Assembleia Constituinte, em 28 de Maio de 1911, faz hoje 95 anos ! !
e foi obra ! ! !
observacoes sao bem vindas
2006-05-28
2006-05-23
2006-05-21
Chinesices finas
Na edição de ontem da Única, Clara Ferreira Alves gasta em boa consciência a sua crónica a perorar contra a Zara, como é moda corrente politicamente correcta.
Vai dizendo que o produto é bom e barato mas... tão bom e tão barato que quem compra só pode saber muito bem que fica a dever a crianças asiáticas cuja força de trabalho é vilmente explorada pela marca.
A solução é optar por outras marcas, devidamente nomeadas, de entre as de fama de luxo internacional.
Também zurzindo contra a exploração de trabalhadores asiáticos, António Barreto repisa a sua boa consciência na edição de hoje do Público, a respeito da verdadeira praga que são as lojas de chineses em Portugal.
O problema surge da falta ou dificuldade de limpeza de flutes, de champanhe, e de cálices de Porto com assinatura de mediático autor.
Depois de ir aos melhores centros comerciais e mercearias finas, armazéns caros e vidreiros recomendados, a solução aparece mesmo à mão, numa loja chinesa perto de si, como há em tudo o que é beco, avenida ou rua.
Trata-se do indispensável escovilhão, ex-libris esquecido mas da maior utilidade para bem arquitectados serviços de louça.
Resta dizer que também ainda os há nas feiras, nas praças e na mais remediada imaginação de qualquer cabo de colher e esponja de lavar a loiça.
Mas voltando ao cerne da questão, os nossos cronistas jametinham dito que no mais finório pano cai a nódoa asiática.
E a plebe precisa de ler e saber, de quando em vez, que gente fina é outra coisa.
Chinesices à parte ... !
PS – sorry, links não há, que são reservados a assinantes e pagos...
PS2 – é claro que António Barreto escreve certeiro quanto ao preconceito acerca do comércio chinês estabelecido em Portugal: dados divulgados pela Câmara de Comércio Luso Chinesa demonstram que os tecidos, calçado e bugigangas que poderiam fazer perigar a produção nacional têm afinal peso bem reduzido nas contas da nossa balança comercial com a China, incluindo as regiões de Hong Kong e Macau, com margem para desenvolver mas muito baseadas na compra e venda de máquinas eléctricas e mecânicas...
PS3 – também a questão, relevante, do trabalho efectuado em condições injustas em todo o mundo, merece um comentário substantivo: sem dúvida que o caminho é lutar contra a exploração, em todas as comunidades como no nosso país; mas o boicote só por si nada resolve, sendo necessário pressionar os respectivos governos e empresários, bem como apoiar as organizações internacionais relevantes, no sentido da promoção do comércio justo e de melhores condições para os trabalhadores e para as sociedades em geral, lá como cá, na óptica da responsabilidade social e do desenvolvimento sustentável; glosando Almeida Garrett, é bom ter consciência e questionar quantos milhões de seres humanos é preciso manter pobres para proporcionar luxos ainda que tão subtilmente ostentados como os dos cronistas que hoje calharam na rifa do Ditos !!!
observacoes sao bem vindas
Vai dizendo que o produto é bom e barato mas... tão bom e tão barato que quem compra só pode saber muito bem que fica a dever a crianças asiáticas cuja força de trabalho é vilmente explorada pela marca.
A solução é optar por outras marcas, devidamente nomeadas, de entre as de fama de luxo internacional.
Também zurzindo contra a exploração de trabalhadores asiáticos, António Barreto repisa a sua boa consciência na edição de hoje do Público, a respeito da verdadeira praga que são as lojas de chineses em Portugal.
O problema surge da falta ou dificuldade de limpeza de flutes, de champanhe, e de cálices de Porto com assinatura de mediático autor.
Depois de ir aos melhores centros comerciais e mercearias finas, armazéns caros e vidreiros recomendados, a solução aparece mesmo à mão, numa loja chinesa perto de si, como há em tudo o que é beco, avenida ou rua.
Trata-se do indispensável escovilhão, ex-libris esquecido mas da maior utilidade para bem arquitectados serviços de louça.
Resta dizer que também ainda os há nas feiras, nas praças e na mais remediada imaginação de qualquer cabo de colher e esponja de lavar a loiça.
Mas voltando ao cerne da questão, os nossos cronistas jametinham dito que no mais finório pano cai a nódoa asiática.
E a plebe precisa de ler e saber, de quando em vez, que gente fina é outra coisa.
Chinesices à parte ... !
PS – sorry, links não há, que são reservados a assinantes e pagos...
PS2 – é claro que António Barreto escreve certeiro quanto ao preconceito acerca do comércio chinês estabelecido em Portugal: dados divulgados pela Câmara de Comércio Luso Chinesa demonstram que os tecidos, calçado e bugigangas que poderiam fazer perigar a produção nacional têm afinal peso bem reduzido nas contas da nossa balança comercial com a China, incluindo as regiões de Hong Kong e Macau, com margem para desenvolver mas muito baseadas na compra e venda de máquinas eléctricas e mecânicas...
PS3 – também a questão, relevante, do trabalho efectuado em condições injustas em todo o mundo, merece um comentário substantivo: sem dúvida que o caminho é lutar contra a exploração, em todas as comunidades como no nosso país; mas o boicote só por si nada resolve, sendo necessário pressionar os respectivos governos e empresários, bem como apoiar as organizações internacionais relevantes, no sentido da promoção do comércio justo e de melhores condições para os trabalhadores e para as sociedades em geral, lá como cá, na óptica da responsabilidade social e do desenvolvimento sustentável; glosando Almeida Garrett, é bom ter consciência e questionar quantos milhões de seres humanos é preciso manter pobres para proporcionar luxos ainda que tão subtilmente ostentados como os dos cronistas que hoje calharam na rifa do Ditos !!!
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2006-05-13
ladies only - bandeiras femininas
no próximo dia 20 de Maio, no Estádio Nacional, ao Jamor, em Oeiras, pretende-se fazer uma bandeira humana apenas com a participação de mulheres
portuguesas, como o estandarte verde e rubro, é bom de ver!
e será bom de ver, em muitos sentidos
por outro lado, dia 28 de Maio realiza-se a primeira edição da corrida "LISBOA A MULHER E A VIDA - 5KM EDP", iniciativa organizada pelo Maratona Clube de Portugal, com o apoio da Associação Portuguesa de Senologia, da Liga Portuguesa contra o Cancro e de diversas entidades
da Rocha do Conde de Óbidos, em Santos, à Torre de Belém, estes 5 quilómetros junto ao Tejo, em Lisboa, serão corridos apenas por mulheres
mais do que uma prova, este percurso ribeirinho, destina-se a conseguir receitas para compra de aparelhos de rastreio do cancro da mama
eventos reservados à participação de mulheres, são casos de verdadeira discriminação
embora não corresponda ao conceito de discriminação positiva de “tratamento mais favorável para reposição de equilíbrio perante uma situação de desigualdade injustificada”
mas o sentido continua a ser positivo: no caso da moldura feminina para dar forma humana à bandeira portuguesa, trata-se de apoiar a selecção nacional de futebol, envolvendo uma importante parcela da população, habitualmente menos incentivada a participar na modalidade
e sem dúvida que a modalidade, o desporto e a sociedade em geral podem beneficiar deste especial incentivo e alento, com vista a uma vivência mais humanizada, participada e diversificada
apelando ao convívio de todos os sectores da população e das famílias, contribui-se para este tipo de fenómenos de massas ser vivido sem reservas nem segregações mas em harmonia e festa
no caso da corrida das mulheres contra o cancro da mama, as finalidades compreendem um especial alerta e dinamização das mulheres, convocando-as a uma participação activa e pública, contribuindo de todo o modo, pela notoriedade suscitada, para a sensibilização de toda a sociedade
jametinhamdito que “discriminação positiva” não é tudo o que parece!!
apesar disso, estes casos de participação exclusiva de mulheres são especiais e positivos, oxalá bem concorridos e de resultados atingidos!!!
observacoes sao bem vindas
portuguesas, como o estandarte verde e rubro, é bom de ver!
e será bom de ver, em muitos sentidos
por outro lado, dia 28 de Maio realiza-se a primeira edição da corrida "LISBOA A MULHER E A VIDA - 5KM EDP", iniciativa organizada pelo Maratona Clube de Portugal, com o apoio da Associação Portuguesa de Senologia, da Liga Portuguesa contra o Cancro e de diversas entidades
da Rocha do Conde de Óbidos, em Santos, à Torre de Belém, estes 5 quilómetros junto ao Tejo, em Lisboa, serão corridos apenas por mulheres
mais do que uma prova, este percurso ribeirinho, destina-se a conseguir receitas para compra de aparelhos de rastreio do cancro da mama
eventos reservados à participação de mulheres, são casos de verdadeira discriminação
embora não corresponda ao conceito de discriminação positiva de “tratamento mais favorável para reposição de equilíbrio perante uma situação de desigualdade injustificada”
mas o sentido continua a ser positivo: no caso da moldura feminina para dar forma humana à bandeira portuguesa, trata-se de apoiar a selecção nacional de futebol, envolvendo uma importante parcela da população, habitualmente menos incentivada a participar na modalidade
e sem dúvida que a modalidade, o desporto e a sociedade em geral podem beneficiar deste especial incentivo e alento, com vista a uma vivência mais humanizada, participada e diversificada
apelando ao convívio de todos os sectores da população e das famílias, contribui-se para este tipo de fenómenos de massas ser vivido sem reservas nem segregações mas em harmonia e festa
no caso da corrida das mulheres contra o cancro da mama, as finalidades compreendem um especial alerta e dinamização das mulheres, convocando-as a uma participação activa e pública, contribuindo de todo o modo, pela notoriedade suscitada, para a sensibilização de toda a sociedade
jametinhamdito que “discriminação positiva” não é tudo o que parece!!
apesar disso, estes casos de participação exclusiva de mulheres são especiais e positivos, oxalá bem concorridos e de resultados atingidos!!!
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2006-04-29
o cravo e a ferradura

cravos de quem quer bem
Decerto que os Amigos leitores do Ditos não se esqueceram do cravo, nem se esqueçam do megafone para as palavras de ordem proletárias do próximo Primeiro de Maio... eh eh !
Graçolas à parte, pode afirmar-se que o cravo é apenas uma flor (bem, uma palavra também é apenas uma palavra mas por vezes pode muito, pode ser um punhal ou talvez mesmo... causar uma revolução?) e em Abril há cravos, é a natureza a florir sem intenções!
Mas para as sociedades humanas até um simples cravo pode ganhar um significado especial. Por exemplo, em 25 de Abril de 1974, o povo que acompanhava in situ e in loco as operações militares na baixa lisboeta, onde exercem actividade muitas “vendedeiras” de flores, aproveitou o belo colorido das ditas então disponíveis, à venda – era Abril, nada mais que isso - para enfeitar a festa popular em que se transformou a revolução dos Capitães e outros oficiais. O gesto é bonito e contagiante. Lisboa - primeiro e todo o país depois – aderiu ao cravo. Por ser prático. Havia cravos. Primeiro, porque era a flor do dia. Depois, pela beleza estética, pelo crescente significado de associação à alegria da libertação e como símbolo da participação popular nos acontecimentos. Um dia fantástico. As pessoas vibraram. De emoção. Também de dúvida ou mesmo de medo. Além dos cravos, houve também corrida a latas de conserva e outros abastecimentos alimentares de reserva. Desconhecia-se como poderia evoluir a revolta, havendo no ar o pólen primaveril de ânimos exaltados, nunca se sabe. Acabou mesmo por ser decretado um conjunto de medidas contra o açambarcamento, para evitar a espiral da rotura. Mas a generalização dos cravos pode também ser vista da perspectiva de um sentimento inconsciente e colectivo relativamente ao desenrolar da revolução. O povo sábio não quis arcar com as culpas devastadoras de não ter lutado o suficiente pela sua própria libertação. Esse é um grande valor e símbolo do cravo. Com os cravos ao peito dos transeuntes e na boca das armas dos soldados, o povão apropriou-se do pronunciamento militar e fez sua a revolução. As consequências não são despiciendas. Os alemães e os italianos ainda hoje calam fundo a passividade ou mesmo o apoio às ignóbeis ditaduras respectivas. A má consciência. Como foi possível a adesão de tão significativa parcela da população, durante tantos anos, a tão carnificentas ditaduras? E como se convive com isso pelo devir? Em Portugal, em Abril de 74, foi diferente. A ditadura caiu às mãos do descontentamento de militares mas o povão estava lá, na rua, para a libertação de cada alma florir em cada peito, tingido a vermelho mas pela cor das pétalas de uma singela flor popular. A revolução era toda nossa, do povo. Assim já não era só contra as condições das comissões de serviço na guerra no ultramar. Com o povo na rua e em cima dos carros de combate, a apoiar os revoltosos, a revolução tinha que ser levada às últimas consequências, sem cedências nem retrocessos. Tinha mesmo que derrubar o regime. E, obviamente, demitir os seus donos. Com a omnipresença do povo, a liberdade e a democracia não ficaram manchadas de sangue nem de culpa de um país inteiro, foram adoptadas pelo próprio povo. É isso o que cravo simples leva na lapela dos políticos e manifestantes nas comemorações da libertação. Do fim e da queda da ditadura, da guerra colonial, da censura, da denúncia, do medo, dos filhos ilegítimos, das mulheres inferiores aos homens na letra da injusta lei, da iliteracia crónica e do analfabetismo persistente, do agudo isolamento do país, das vidas clandestinas, dos julgamentos sem defesa e sem justiça, das detenções sem culpa só pelo crime de pensar livremente, dos assassinatos e torturas de Estado, do atraso económico, humano e social que o fascismo, o corporativismo e o nacionalismo serôdio reservavam ao país. No cravo, estão os que se bateram, muitos em troca da própria vida ou dos seus entes queridos, mas também os que protestavam alto ou baixinho, os que calavam funda a raiva e a revolta, os que calavam consentidamente, os que calavam em aprovação, os que ajudaram à festa dos vampiros mas entenderam mudar de rumo com o virar de página do regime. É fazer a revolução sem disparar. Porque ao lado de cada soldado estava um civil, cem civis, mil civis. Ao lado de cada arma estava Portugal. Não era preciso disparar, se estávamos todos ali. Expiadas as culpas. Eis o cravo. A flor da ablação do tiro no momento da revolução. O cravo é a vontade do povo. A expressão popular. Não é exclusivo das elites nem dos militares. Nem de importação. O cravo não é mercearia fina. É a espontaneidade dos transeuntes. É a flor da época. Prosaica. E garrida. Que enfeita as águas furtadas, os poiais de pedra lioz e os varandins de ferro das fachadas de azulejo das ruas e vielas dos bairros populares. Numa cerimónia política solene, o cravo na lapela é levar o povo no coração, junto ao pulsar que a recordação emociona dentro do peito. O cravo é o peito aberto, genuíno, à vista, oferecido. E quem não tem o peito aberto, genuíno, à vista, não o pode oferecer. Eis porque às vezes falta o cravo. Lembram-se de alguém que nunca usou cravo ao peito? Querem ver que estão para aí a pensar nalgum professor de finanças... jametinhamdito!
ou no que dá a ferradura presidencial ...
;->
observacoes sao bem vindas
2006-04-20
2006-03-29
Al tartufo




Semola di grano duro
Carota
Pomodoro
Spinaci
Barbabietola
Nero di seppia
Curcuma
São os sete sabores da multicolorida massa alimentícia que acompanha e alenta o referido tartufo.
Coisa pouca, o tartufo negro, a duzentos contos (1.000 euros) o quilo (Kg), se bem que muitíssimo mais acessível que o branco.
Esse sim uma preciosidade reservada a príncipes e outros gulosos endinheirados.
Por isso, jametinhamdito que é servido em distintos restaurantes italianos individual e pessoalmente aos mastigantes, directamente em cada prato a partir de farripas do dito cujo, retirado - ao momento e para o efeito - de expositor fechado a cadeado e, de imediato, lá voltado a guardar.
Mas voltemos à receita da plebe: fácil não é mas pode ser que amigalhaço cálido e viajado traga - de Itália, mesmo do aeroporto - uma emblagenzinha de orecchiette, as tais sette sapori, conforme ilustração acima.
E o indispensável ingrediente mágico.
Teremos então o necessário para uma sessão gastronómica inspirada em “orecchiete sette sapori al tartufi”, que algumas saladas e acepipes mais, bem como umas garrafinhas de vinho providenciais, completarão um excelente convívio prandial.
E podem sempre contar com quem prove e, certamente, comprove a aptidão, o afinco e a generosidade... espero o convite!
;->
observacoes sao bem vindas
2006-03-24
evocação do Cavaco, de Olímpio
"BENGUELA"
Numa das longas conversas,
Que tive com minha Avó
Perguntei-lhe se conhecia Benguela.
A minha Avó respondeu-me:
Conhecer eu não conheço,
Mas já ouvi falar dela.
Perguntei-lhe, se conseguia,
Num mapa localizar.
Ou por seus olhos cansados
Ou porque o mapa era velho.
Percorreu-o de alto a baixo
Não conseguiu encontrar.
Para eu não ficar triste,
Pediu-me lápis de cor,
E em seu estilo Naiff,
Sobre uma folha branca,
Com o castanho fez vários riscos,
Com o vermelho fez bolinhas
Chamou-lhe Acácias em flor.
Dum lado e de outro de um morro,
Desenhou duas baías.
Que mais pareciam contorno,
De dois seios de mulata.
Com o azul pintou o mar,
Com o amarelo fez um sol,
A uma chamou-lhe Azul.
A outra chamou-lhe Farta.
Três praias mais desenhou,
A uma chamou Caota...
E Caotinha à mais pequena.
Mais ao lado, para mim,
A mais bonita...
Chamou-lhe praia Morena
Com o mesmo azul da praia,
Fez um rio.
A preto pintou um barco...
Com o amarelo bananas,
De resto tudo era verde...
Chamou-lhe rio Cavaco.
Segurou naquele desenho,
Como não sabia ao certo,
Em que lugar no mapa,
Deveria colocar!
Disse-me escuta meu neto.
Quando para o sul viajares
E chegares a uma cidade
Com praias maravilhosas,
Com acácias floridas,
E muitas mulheres bonitas,
Nas ruas ou à janela.
Pára...
Porque ou já é, ou estás perto
Dessa Cidade tão linda,
A que chamam de Benguela.
Olimpio C. Neves - Lisboa - 2/01/96
Numa das longas conversas,
Que tive com minha Avó
Perguntei-lhe se conhecia Benguela.
A minha Avó respondeu-me:
Conhecer eu não conheço,
Mas já ouvi falar dela.
Perguntei-lhe, se conseguia,
Num mapa localizar.
Ou por seus olhos cansados
Ou porque o mapa era velho.
Percorreu-o de alto a baixo
Não conseguiu encontrar.
Para eu não ficar triste,
Pediu-me lápis de cor,
E em seu estilo Naiff,
Sobre uma folha branca,
Com o castanho fez vários riscos,
Com o vermelho fez bolinhas
Chamou-lhe Acácias em flor.
Dum lado e de outro de um morro,
Desenhou duas baías.
Que mais pareciam contorno,
De dois seios de mulata.
Com o azul pintou o mar,
Com o amarelo fez um sol,
A uma chamou-lhe Azul.
A outra chamou-lhe Farta.
Três praias mais desenhou,
A uma chamou Caota...
E Caotinha à mais pequena.
Mais ao lado, para mim,
A mais bonita...
Chamou-lhe praia Morena
Com o mesmo azul da praia,
Fez um rio.
A preto pintou um barco...
Com o amarelo bananas,
De resto tudo era verde...
Chamou-lhe rio Cavaco.
Segurou naquele desenho,
Como não sabia ao certo,
Em que lugar no mapa,
Deveria colocar!
Disse-me escuta meu neto.
Quando para o sul viajares
E chegares a uma cidade
Com praias maravilhosas,
Com acácias floridas,
E muitas mulheres bonitas,
Nas ruas ou à janela.
Pára...
Porque ou já é, ou estás perto
Dessa Cidade tão linda,
A que chamam de Benguela.
Olimpio C. Neves - Lisboa - 2/01/96
2006-03-23
taxa de piriquito
a gripe das aves é assunto sério, muito sério
diferentemente das vacas loucas, da brucelose das ovelhas, da peste suína africana ou das salmonelas dos ovos, que ciclicamente abalam o mercado alimentar e preocupam por muitas razões os respectivos utentes, numa base do circuito entre o produtor e o consumidor, esta crise terrível é global
de facto, além da transmissão da doença fatal aos seres humanos, as aves deslocam-se pelo mundo inteiro, migram entre hemisférios e cruzam todos os fusos horários do planeta, um pavor...
uma das medidas governamentais preconizadas para prevenir os efeitos da dita cuja gripe, jametinhamdito que é a exigência de declaração dos exemplares de cada proprietário, certamente para melhor conhecimento da situação por parte das autoridades e, talvez em muito grande porção, para reduzir a fraude na obtenção de subsídios, indemnizações de seguro e outras formas de reparação ou apoio oficial, à custa do erário público
em jeito de exorcismo, como compete ao humor - sendo que a brincar às vezes antecipa-se a realidade ou acerta-se na previsão do cenário menos provável - antevê-se que a par da declaração seja instituída uma pequena taxa, para cobertura da papelada, tramitação administrativa (funcionários carimbadores, emissão de segundas vias, etc, o costume!) e tratamento estatístico da informação, o que deve correr melhor com um programa informático mais o respectivo custo de consltoria, tudo a contratar em regime de adjudicação directa sem concurso público, dada a urgência do combate à nova peste!!
ou seja, se o canário não estiver declarado é melhor que perca o pio ou seja discreto no dia da visita do fiscal, senão além da taxa vai alcavala de multa, custas processuais e ... penas suspensas, esvoaçantes ou cominatórias
ah! e cuidadinho com as piriquitas migratórias que se abeirem da gaiola ou da casota do gato, outra espécie potencial vítima da doença das aves loucas, pois ainda há exemplares, mesmo domésticos, que às vezes gostam de pentear os bigodes com penugens, penas e outras cenas menos amenas, jametinhasdito, ó gato!!!
observacoes sao bem vindas
diferentemente das vacas loucas, da brucelose das ovelhas, da peste suína africana ou das salmonelas dos ovos, que ciclicamente abalam o mercado alimentar e preocupam por muitas razões os respectivos utentes, numa base do circuito entre o produtor e o consumidor, esta crise terrível é global
de facto, além da transmissão da doença fatal aos seres humanos, as aves deslocam-se pelo mundo inteiro, migram entre hemisférios e cruzam todos os fusos horários do planeta, um pavor...
uma das medidas governamentais preconizadas para prevenir os efeitos da dita cuja gripe, jametinhamdito que é a exigência de declaração dos exemplares de cada proprietário, certamente para melhor conhecimento da situação por parte das autoridades e, talvez em muito grande porção, para reduzir a fraude na obtenção de subsídios, indemnizações de seguro e outras formas de reparação ou apoio oficial, à custa do erário público
em jeito de exorcismo, como compete ao humor - sendo que a brincar às vezes antecipa-se a realidade ou acerta-se na previsão do cenário menos provável - antevê-se que a par da declaração seja instituída uma pequena taxa, para cobertura da papelada, tramitação administrativa (funcionários carimbadores, emissão de segundas vias, etc, o costume!) e tratamento estatístico da informação, o que deve correr melhor com um programa informático mais o respectivo custo de consltoria, tudo a contratar em regime de adjudicação directa sem concurso público, dada a urgência do combate à nova peste!!
ou seja, se o canário não estiver declarado é melhor que perca o pio ou seja discreto no dia da visita do fiscal, senão além da taxa vai alcavala de multa, custas processuais e ... penas suspensas, esvoaçantes ou cominatórias
ah! e cuidadinho com as piriquitas migratórias que se abeirem da gaiola ou da casota do gato, outra espécie potencial vítima da doença das aves loucas, pois ainda há exemplares, mesmo domésticos, que às vezes gostam de pentear os bigodes com penugens, penas e outras cenas menos amenas, jametinhasdito, ó gato!!!
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2006-03-19
ensaio
2006-03-18
Juventude !
estafado está o brocardo: se o mal é juventude, passa com o tempo!
ainda assim, continua a ouvir-se a acobardada atoarda: veja bem, nada contra si, o problema é da sua juventude...
sim, sim, é caso para dizer: jámetinhasdito!
nem sempre se pode dizê-lo em voz alta, piedosamente...
em temos idos, cortavam-se as pernas a quem tentava estudar, aperfeiçoar-se e contribuir para o aperfeiçoamento da sociedade, apesar de a pouco e pouco haver leis instituindo alguma protecção formal ao progresso individual, à formação, ao estímulo à habilitação académica e profissional
hoje parece vencida a luta, adquirido que está em qualquer discurso político ou empresarial, exaltando a imprescindibilidade da aposta no conhecimento, na formação contínua, na qualificação das pessoas como via indispensável à semente de uma sociedade melhor, mais digna, mais humanizada e mais feliz
é assim, na retórica política nacional (assim se elegem governos e presidentes, sendo que quase todos os candidatos afloram ou reclamam o tema como central nos seus programas) e nas modernas teorias de gestão, nos manuais de conduta e de organização, nos manifestos de mudança, nos curriculos académicos, há mesmo pos-graduações e MBAs da coisa
no entanto a prática tem um longo caminho a percorrer
alguns jovens, mesmo que já amadurecidos pela vida, que acelera as idades, não tiveram direito ao cartão jovem, ainda não o havia... e correm o risco de já não ter direito à reforma quando chegar a vez, por então já não existir sustentabilidade que continue a assegurá-la
esta geração está no limbo, fase intermédia, está a chegar ao poder, aos cargos de responsabilidade, tendo carregado parceiros às costas, jovens uns, menos jovens outros, jogando por vezes apenas com metade da equipa, com o sentido do dever cumprido, com a adolescência condensada pelos intensos anos do 25 de Abril, com uma participação esforçada na vida das empresas, das profissões liberais, na vida cívica, na dinamização cultural
é a geração dos trabalhadores estudantes, que forçaram a vida a pulso, no tempo anterior aos subsídios, do voluntarismo abnegado, sacrificando a esfera pessoal e familiar de uma fase importante da vida, pagando do próprio bolso os respectivos estudos, pagando o preço que a injustiça comparativa lhes impôs nas empresas, nos partidos, no acesso a lugares, era o tempo dos concursos públicos na aceçpção autêntica da expressão, com prestação de provas públicas
é a geração que permitiu a recuperação de parte do atraso a que as gerações mais velhas antecedentes tentaram e em grande medida conseguiram condenar Portugal
é a geração que qualificou Portugal para o desígnio europeu, para o desígnio universalista que a pátria da língua portuguesa tem por destino, em paz e harmonia com os povos que ajudou a conscencializar e a reivindicar o seu lugar no mundo, a começar pelo seu próprio lugar
é a geração que pouco fez por si e que aceitou o risco do altruísmo, nada podendo agora reclamar, no mundo onde tantos outros reclamam sem olhar a méritos alheios, sem capacidade de reconhecimento do novo tempo que já chegou, do futuro que é já presente porque a tal geração intermédia a construiu no passado recente
e só há uma rota possível: continuar a acreditar, a contribuir e labutar no mesmo sentido de combater a adversidade, do espírito anquilosado e autoritário que subsiste na herança genética das ditas gerações antecedentes, que nunca aceitaram senão cinicamente o advento dos novos ventos que o 25 de Abril ofereceu ao tempo, a todas as gerações, a Portugal em geral
há pois percurso a cumprir
só resta persistir
observacoes sao bem vindas
ainda assim, continua a ouvir-se a acobardada atoarda: veja bem, nada contra si, o problema é da sua juventude...
sim, sim, é caso para dizer: jámetinhasdito!
nem sempre se pode dizê-lo em voz alta, piedosamente...
em temos idos, cortavam-se as pernas a quem tentava estudar, aperfeiçoar-se e contribuir para o aperfeiçoamento da sociedade, apesar de a pouco e pouco haver leis instituindo alguma protecção formal ao progresso individual, à formação, ao estímulo à habilitação académica e profissional
hoje parece vencida a luta, adquirido que está em qualquer discurso político ou empresarial, exaltando a imprescindibilidade da aposta no conhecimento, na formação contínua, na qualificação das pessoas como via indispensável à semente de uma sociedade melhor, mais digna, mais humanizada e mais feliz
é assim, na retórica política nacional (assim se elegem governos e presidentes, sendo que quase todos os candidatos afloram ou reclamam o tema como central nos seus programas) e nas modernas teorias de gestão, nos manuais de conduta e de organização, nos manifestos de mudança, nos curriculos académicos, há mesmo pos-graduações e MBAs da coisa
no entanto a prática tem um longo caminho a percorrer
alguns jovens, mesmo que já amadurecidos pela vida, que acelera as idades, não tiveram direito ao cartão jovem, ainda não o havia... e correm o risco de já não ter direito à reforma quando chegar a vez, por então já não existir sustentabilidade que continue a assegurá-la
esta geração está no limbo, fase intermédia, está a chegar ao poder, aos cargos de responsabilidade, tendo carregado parceiros às costas, jovens uns, menos jovens outros, jogando por vezes apenas com metade da equipa, com o sentido do dever cumprido, com a adolescência condensada pelos intensos anos do 25 de Abril, com uma participação esforçada na vida das empresas, das profissões liberais, na vida cívica, na dinamização cultural
é a geração dos trabalhadores estudantes, que forçaram a vida a pulso, no tempo anterior aos subsídios, do voluntarismo abnegado, sacrificando a esfera pessoal e familiar de uma fase importante da vida, pagando do próprio bolso os respectivos estudos, pagando o preço que a injustiça comparativa lhes impôs nas empresas, nos partidos, no acesso a lugares, era o tempo dos concursos públicos na aceçpção autêntica da expressão, com prestação de provas públicas
é a geração que permitiu a recuperação de parte do atraso a que as gerações mais velhas antecedentes tentaram e em grande medida conseguiram condenar Portugal
é a geração que qualificou Portugal para o desígnio europeu, para o desígnio universalista que a pátria da língua portuguesa tem por destino, em paz e harmonia com os povos que ajudou a conscencializar e a reivindicar o seu lugar no mundo, a começar pelo seu próprio lugar
é a geração que pouco fez por si e que aceitou o risco do altruísmo, nada podendo agora reclamar, no mundo onde tantos outros reclamam sem olhar a méritos alheios, sem capacidade de reconhecimento do novo tempo que já chegou, do futuro que é já presente porque a tal geração intermédia a construiu no passado recente
e só há uma rota possível: continuar a acreditar, a contribuir e labutar no mesmo sentido de combater a adversidade, do espírito anquilosado e autoritário que subsiste na herança genética das ditas gerações antecedentes, que nunca aceitaram senão cinicamente o advento dos novos ventos que o 25 de Abril ofereceu ao tempo, a todas as gerações, a Portugal em geral
há pois percurso a cumprir
só resta persistir
observacoes sao bem vindas
2006-03-04
provável
em chamada à primeira página da edição de 3 de Março, o Diário Económico, jornal espanhol publicado em Portugal, oferece mais uma inovação ao nosso jornalismo, esgotava que estava a novidade da técnica de sucessivos desmentidos semanais com que o Expresso impôs o grande estilo que o caracteriza
de facto, com o título em parangonas “Granadeiro provável CEO e chairman da PT”, o DE importa para as páginas económicas o tradicional método meteorológico da incerteza cautelar, científica e probabilística
a probabilidade de certa personalidade vir a exercer um ou outro cargo, ou ambos, em determinada empresa, foi decerto confirmada segundo os critérios de rigor exigíveis aos jornalistas e responsáveis editoriais
em vez de notícias, o DE jametinhadito hipóteses de notícias
mas a novidade é relativa, tal como o paralelismo com a meteorologia, há muito que a imprensa económica nos habituou a extensas e cuidadas explicações de como e porque falharam as suas próprias previsões, tal como quando nos dizem que não choveu mas também podia ter chovido e como é que tudo não aconteceu
será o meteoroeconojornalismo ?
jametinhasdito !
observacoes sao bem vindas
de facto, com o título em parangonas “Granadeiro provável CEO e chairman da PT”, o DE importa para as páginas económicas o tradicional método meteorológico da incerteza cautelar, científica e probabilística
a probabilidade de certa personalidade vir a exercer um ou outro cargo, ou ambos, em determinada empresa, foi decerto confirmada segundo os critérios de rigor exigíveis aos jornalistas e responsáveis editoriais
em vez de notícias, o DE jametinhadito hipóteses de notícias
mas a novidade é relativa, tal como o paralelismo com a meteorologia, há muito que a imprensa económica nos habituou a extensas e cuidadas explicações de como e porque falharam as suas próprias previsões, tal como quando nos dizem que não choveu mas também podia ter chovido e como é que tudo não aconteceu
será o meteoroeconojornalismo ?
jametinhasdito !
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2006-02-23
Talasnico

quem for ao Talasnal, que prove o verdadeiro bolico !
segundo jametinhadito a Antena 1, no Portugal em Directo (diariamentedas 13h às 14h, salvo erro) há uma aldeia na Serra da Lousã onde interessadas doceiras olharam em volta e, deslumbradas com a abundância e autenticidade dos frutos dos castanheiros e das amendoeiras, decidiram juntar-lhe o mel feito do que as abelhas por lá manjam e desataram a experimentar até encontrar um doce endógeno, regional e aldeão
a tais ingredientes junta-se o segredo das proporções, consideradas justas por sufrágio popular de quantos aceitaram ser cobaias das sucessivas versões da preparanda guloseima, receita assim simultaneamente conventual e democrática
mas há uma última prova a realizar, que é a de lá chegar, serranias acima, a poder de pernas, fôlego e gula bastante, com a ajuda de fascinantes paisagens, silêncios lisongeiros e doses generosas de bom ar, tudo para não sofrer um fanico ao alcançar o Talasnico !
ah!... esquecia-me de ovos, açucar e q.b., os sempiternos ingredientes da doçaria universal
vamos lá provar ?
observacoes sao bem vindas
2006-02-17
5 minutos
pode lá ser ?
já foi na Rádio Renascença, na Rádio Comercial e, há um ror de anos, na RDP
o "5 minutos de Jazz" faz 40 anos !
é o poder de síntese de José Duarte !!
e o concerto comemorativo, jametinhamdito, é terça-feira próxima, 21 de Fevereiro, no Teatro São Luiz
também se canta o fado em "5 minutos", é certo
mas aqui pode dizer-se:
- Jazz begins at fourtys !!!
observacoes sao bem vindas
já foi na Rádio Renascença, na Rádio Comercial e, há um ror de anos, na RDP
o "5 minutos de Jazz" faz 40 anos !
é o poder de síntese de José Duarte !!
e o concerto comemorativo, jametinhamdito, é terça-feira próxima, 21 de Fevereiro, no Teatro São Luiz
também se canta o fado em "5 minutos", é certo
mas aqui pode dizer-se:
- Jazz begins at fourtys !!!
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2006-02-15
voando sobre um ninho
de cucos, na Ilha da Madeira ...
haverá em Portugal casos de demência xenófoba ?
jametinhamdito que há !!!
é o exemplo da torpe acusação aprovada na Região Autónoma da Madeira pela maioria partidária no poder contra João Cardoso Gouveia, um deputado regional que deu voz parlamentar a uma realidade calafetada por décadas de autocracia que se refugia nos andaimes formais da democracia para escapar ao controlo substancial que o Estado de Direito pressupõe e para faltar ao respeito devido às minorias e às vozes contrárias
chegados à Madeira, quem é afinal portador da demência?
quem se perpetua no poder… a fazer lembrar outros voos sobre um ninho de cucos?
observacoes sao bem vindas
haverá em Portugal casos de demência xenófoba ?
jametinhamdito que há !!!
é o exemplo da torpe acusação aprovada na Região Autónoma da Madeira pela maioria partidária no poder contra João Cardoso Gouveia, um deputado regional que deu voz parlamentar a uma realidade calafetada por décadas de autocracia que se refugia nos andaimes formais da democracia para escapar ao controlo substancial que o Estado de Direito pressupõe e para faltar ao respeito devido às minorias e às vozes contrárias
chegados à Madeira, quem é afinal portador da demência?
quem se perpetua no poder… a fazer lembrar outros voos sobre um ninho de cucos?
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2006-02-07
2006-02-05
fantástic
na TVCabo tem havido assinalável dinamismo: vários telefonemas nas últimas semanas, querem falar com fulano de tal, que ligam mais tarde, perguntando qual é a melhor altura para voltarem a telefonar
até que há uma vez que se atende, interrompendo o jantar ...
já se tentou a habilidade de pedir o número de telefone pessoal de casa de um destes profissionais das vendas por telefone à hora de jantar, mas com a ingenuidade de adiantar que era para lhe telefonar à hora de jantar deles e ... claro, o número deles nicles, jametinhasdito!
e desta vez o que era? para saber se já se tinha reparado em programas extraordinários do fantástic line ou coisada parecida
sim, de facto tem havido programas engraçados, de veleiros, um segundo canal de desporto, outro segundo canal de desporto radical, um também segundo canal de notícias de desporto, e mais isto e mais aquilo, filmes, moda, etc, até teve que se ler o manual de instalação para se desactivar certo canal inconveniente em sinal aberto
exacto, é isso, descobre o tele-técnico da TVCabo – e agora vem a boa nova: era a título experimental, passa a ser pago e com desconto fica pela módica quantia de mais um tanto por mês
assim se vence a crise, aumenta a produtividade e o crescimento económico – mas apenas do respectivo conglomerado empresarial, pois claro; e à custa de muitos alegres pagantes, também claro!
o método é o de sempre: a TVCabo começou há uns anos, mediante um preço de assinatura moderado ou pouco mais e com uma programação razoável, incluindo filmes, moda, futebol, documentários e cartoons
depois foi engordando o preço e emagrecendo a oferta, passando sucessivamente os temas mais apetecíveis para canais pagos à parte
e prossegue a estratégia, à custa de milhares de papalvos e da ausência de concorrência
mas paga-se pela TVCabo bem mais do que pela electricidade – e alguém ouviu falar de intervenção do regulador sectorial ? ou da Autoridade da Concorrência ? ou dos Governos ? ou dos partidos ? ou de comparação de preços face à média europeia ? ou face à estrutura de custos ? ou face ao investimento em infra-estruturas ou serviços úteis ao país ?
nada !
nada vezes nada !
jametinhamdito !!!
já aborrece a armadilha, gasta de vezeira e costumeira ...
vamos tentar por cobro ou pelo menos moderar isto ?
uns meses sem canais pagos à parte, para começar
interpelar-lhes a má fé
ameaçar o cancelamento
e alguma divulgAcção
vale ?
PS – na Visão de quinta-feira passada, Ricardo Araújo Pereira glosa (ia fazer o link mas ainda vão em meados de 2005 na versão em linha) o tema da campanha fantástica da TVCabo, seguindo embora outra pista e denunciando o mau funcionamento daquela empresa e a forma como abusa do monopólio para desrespeitar os Clientes
observacoes sao bem vindas
até que há uma vez que se atende, interrompendo o jantar ...
já se tentou a habilidade de pedir o número de telefone pessoal de casa de um destes profissionais das vendas por telefone à hora de jantar, mas com a ingenuidade de adiantar que era para lhe telefonar à hora de jantar deles e ... claro, o número deles nicles, jametinhasdito!
e desta vez o que era? para saber se já se tinha reparado em programas extraordinários do fantástic line ou coisada parecida
sim, de facto tem havido programas engraçados, de veleiros, um segundo canal de desporto, outro segundo canal de desporto radical, um também segundo canal de notícias de desporto, e mais isto e mais aquilo, filmes, moda, etc, até teve que se ler o manual de instalação para se desactivar certo canal inconveniente em sinal aberto
exacto, é isso, descobre o tele-técnico da TVCabo – e agora vem a boa nova: era a título experimental, passa a ser pago e com desconto fica pela módica quantia de mais um tanto por mês
assim se vence a crise, aumenta a produtividade e o crescimento económico – mas apenas do respectivo conglomerado empresarial, pois claro; e à custa de muitos alegres pagantes, também claro!
o método é o de sempre: a TVCabo começou há uns anos, mediante um preço de assinatura moderado ou pouco mais e com uma programação razoável, incluindo filmes, moda, futebol, documentários e cartoons
depois foi engordando o preço e emagrecendo a oferta, passando sucessivamente os temas mais apetecíveis para canais pagos à parte
e prossegue a estratégia, à custa de milhares de papalvos e da ausência de concorrência
mas paga-se pela TVCabo bem mais do que pela electricidade – e alguém ouviu falar de intervenção do regulador sectorial ? ou da Autoridade da Concorrência ? ou dos Governos ? ou dos partidos ? ou de comparação de preços face à média europeia ? ou face à estrutura de custos ? ou face ao investimento em infra-estruturas ou serviços úteis ao país ?
nada !
nada vezes nada !
jametinhamdito !!!
já aborrece a armadilha, gasta de vezeira e costumeira ...
vamos tentar por cobro ou pelo menos moderar isto ?
uns meses sem canais pagos à parte, para começar
interpelar-lhes a má fé
ameaçar o cancelamento
e alguma divulgAcção
vale ?
PS – na Visão de quinta-feira passada, Ricardo Araújo Pereira glosa (ia fazer o link mas ainda vão em meados de 2005 na versão em linha) o tema da campanha fantástica da TVCabo, seguindo embora outra pista e denunciando o mau funcionamento daquela empresa e a forma como abusa do monopólio para desrespeitar os Clientes
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2006-02-04
Baptista Bastos
bem entregue a Baptista Bastos o Prémio de Crónica João Carreira Bom/SLP 2005
como o jornalista João Carreira Bom, o jornalista Baptista Bastos, prestigia a língua portuguesa pela via da crónica vivaz, da palavra desassombrada e da lucidez crítica
no caso em apreço, à reconhecida excelência da escrita, soma-se a pertinência das observações, análises e interpelações com que o jornalista premiado brinda os leitores da "Caneta de Sete Léguas", às sextas-feiras no Jornal de Negócios, onde se afirma disposto, apesar de Sócrates e Cavaco, a continuar as suas tarefas de ameno cronista !
é de Homem !!
sendo Baptista Bastos e Carreira Bom cronistas eleitos do Ditos, o Prémio da Sociedade da Língua Portuguesa é um jametinhasdito em cheio !!!
observacoes sao bem vindas
como o jornalista João Carreira Bom, o jornalista Baptista Bastos, prestigia a língua portuguesa pela via da crónica vivaz, da palavra desassombrada e da lucidez crítica
no caso em apreço, à reconhecida excelência da escrita, soma-se a pertinência das observações, análises e interpelações com que o jornalista premiado brinda os leitores da "Caneta de Sete Léguas", às sextas-feiras no Jornal de Negócios, onde se afirma disposto, apesar de Sócrates e Cavaco, a continuar as suas tarefas de ameno cronista !
é de Homem !!
sendo Baptista Bastos e Carreira Bom cronistas eleitos do Ditos, o Prémio da Sociedade da Língua Portuguesa é um jametinhasdito em cheio !!!
observacoes sao bem vindas
2006-02-03
Sousa Dias
Jametinhamdito que se vai tornando politicamente incorrecto mencionar os obsoletos acontecimentos e efeitos do 25 de Abril, por memória de 1974
Por isso, ó deixa cá assinalar a efeméride do 3 de Fevereiro, dos idos de 1927!
Nem mais, o dia de hoje – data do significativo movimento que opôs resistência a Gomes da Costa e à ditadura instaurada a 28 de Maio de 1926...
Em Janeiro de 1927 haviam já borbotado corajosos embora pontuais e prematuros actos de rebelião mas o pronunciamento que em 3 de Fevereiro de 1927 eclodiu no Porto foi uma, senão a única, revolta militar que verdadeiramente ameaçou a ditadura.
O movimento acabou por fracassar, como o provam as décadas seguintes de regime ditatorial com que o nosso Portugal foi ensombrado, precisamente até à revolução de 25 de Abril de 1974 instaurar a democracia.
As responsabilidades da rebelião de 3 de Fevereiro de 1927 foram assumidas pelo General Adalberto Gastão de Sousa Dias.
Personalidade heróica da República, Sousa Dias era reconhecido como homem de bem, deputado e civilista convicto.
Mas também como militar valoroso, titular de elevadas condecorações: em 1920 com o grau de Grande Oficial da Ordem Militar de Avis, em 1923 com o grau de Comendador da Ordem Militar de Cristo e em 1924 com o grau de Comendador da Ordem Militar de Sant’Iago de Espada, entre outras.
Por feitos exemplares, como a oposição ao golpe militar de Sidónio Paes, ao “movimento das espadas” que em 1915 esteve na origem da primeira ditadura do republicanismo na qual governou Pimenta de Castro ou à “Monarquia do Norte”, de 1919, que ajudou a derrotar pondo termo à tentativa de restauração do regime monárquico em Portugal, tal como já tinha participado na revolta republicana do “31 de Janeiro”, em 1891.
As derrotas dos movimentos revolucionários criaram inúmeros exilados, tendo sido constituído um importante movimento cívico, a “Liga de Paris” ou “Liga de Defesa da República”, com papel activo na preparação de outras revoltas, infelizmente mal sucedidas. Também a via civil e política ficou longe de concretizar a mudança para a democracia, apesar das destemidas candidaturas de Norton de Matos, Quintão de Meireles e Humberto Delgado à Presidência da República.
O nosso General Sousa Dias liderou outras tentativas - como a “Revolta das Ilhas”, que comandou a partir da Madeira, onde lhe fora fixada residência - de derrube da ditadura instaurada em 28 de Maio de 1926, cuja resistência, aliás, liderou enquanto foi possível face à superioridade numérica e de meios do levantamento de 28 de Maio.
Foi aliás dos poucos militares a resistir então...
Como pena, decretada em “julgamento especial”, sofreu o degredo em São Tomé e em Cabo Verde, foram então criados campos de concentração em diversas colónias.
Veio a falecer no Mindelo, na Ilha de São Vicente, às mãos do regime ditatorial que combateu, fiel aos seus ideais democráticos e à sua estatura moral, vítima da sua coerência, dignidade e civilismo republicano.
Os seus restos mortais foram trazidos em segredo para a Metrópole, para a cidade da Guarda, onde antes se estabelecera com a sua Família.
A título póstumo, em 1977 foi reabilitado na sua carreira e na sua dignidade militar. E em 1980 foi condecorado com o grau de Grande Oficial da Ordem da Liberdade.
Bateu-se toda a vida contra a ditadura e pela democracia em Portugal e pagou com o preço da liberdade, dos maiores suplícios e, por fim, da própria vida – para quem acha que a vida de hoje é difícil... e que não vale a pena lembrar o passado...
Por mais politicamente incorrecto, certo é que se o 3 de Fevereiro de Sousa Dias tem vingado, talvez Portugal tivesse poupado 47 anos de pesadelo...
Sousa Dias nasceu em Chaves, em 1865, fez 140 anos no passado dia 31 de Dezembro.
observacoes sao bem vindas
Por isso, ó deixa cá assinalar a efeméride do 3 de Fevereiro, dos idos de 1927!
Nem mais, o dia de hoje – data do significativo movimento que opôs resistência a Gomes da Costa e à ditadura instaurada a 28 de Maio de 1926...
Em Janeiro de 1927 haviam já borbotado corajosos embora pontuais e prematuros actos de rebelião mas o pronunciamento que em 3 de Fevereiro de 1927 eclodiu no Porto foi uma, senão a única, revolta militar que verdadeiramente ameaçou a ditadura.
O movimento acabou por fracassar, como o provam as décadas seguintes de regime ditatorial com que o nosso Portugal foi ensombrado, precisamente até à revolução de 25 de Abril de 1974 instaurar a democracia.
As responsabilidades da rebelião de 3 de Fevereiro de 1927 foram assumidas pelo General Adalberto Gastão de Sousa Dias.
Personalidade heróica da República, Sousa Dias era reconhecido como homem de bem, deputado e civilista convicto.
Mas também como militar valoroso, titular de elevadas condecorações: em 1920 com o grau de Grande Oficial da Ordem Militar de Avis, em 1923 com o grau de Comendador da Ordem Militar de Cristo e em 1924 com o grau de Comendador da Ordem Militar de Sant’Iago de Espada, entre outras.
Por feitos exemplares, como a oposição ao golpe militar de Sidónio Paes, ao “movimento das espadas” que em 1915 esteve na origem da primeira ditadura do republicanismo na qual governou Pimenta de Castro ou à “Monarquia do Norte”, de 1919, que ajudou a derrotar pondo termo à tentativa de restauração do regime monárquico em Portugal, tal como já tinha participado na revolta republicana do “31 de Janeiro”, em 1891.
As derrotas dos movimentos revolucionários criaram inúmeros exilados, tendo sido constituído um importante movimento cívico, a “Liga de Paris” ou “Liga de Defesa da República”, com papel activo na preparação de outras revoltas, infelizmente mal sucedidas. Também a via civil e política ficou longe de concretizar a mudança para a democracia, apesar das destemidas candidaturas de Norton de Matos, Quintão de Meireles e Humberto Delgado à Presidência da República.
O nosso General Sousa Dias liderou outras tentativas - como a “Revolta das Ilhas”, que comandou a partir da Madeira, onde lhe fora fixada residência - de derrube da ditadura instaurada em 28 de Maio de 1926, cuja resistência, aliás, liderou enquanto foi possível face à superioridade numérica e de meios do levantamento de 28 de Maio.
Foi aliás dos poucos militares a resistir então...
Como pena, decretada em “julgamento especial”, sofreu o degredo em São Tomé e em Cabo Verde, foram então criados campos de concentração em diversas colónias.
Veio a falecer no Mindelo, na Ilha de São Vicente, às mãos do regime ditatorial que combateu, fiel aos seus ideais democráticos e à sua estatura moral, vítima da sua coerência, dignidade e civilismo republicano.
Os seus restos mortais foram trazidos em segredo para a Metrópole, para a cidade da Guarda, onde antes se estabelecera com a sua Família.
A título póstumo, em 1977 foi reabilitado na sua carreira e na sua dignidade militar. E em 1980 foi condecorado com o grau de Grande Oficial da Ordem da Liberdade.
Bateu-se toda a vida contra a ditadura e pela democracia em Portugal e pagou com o preço da liberdade, dos maiores suplícios e, por fim, da própria vida – para quem acha que a vida de hoje é difícil... e que não vale a pena lembrar o passado...
Por mais politicamente incorrecto, certo é que se o 3 de Fevereiro de Sousa Dias tem vingado, talvez Portugal tivesse poupado 47 anos de pesadelo...
Sousa Dias nasceu em Chaves, em 1865, fez 140 anos no passado dia 31 de Dezembro.
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2006-02-01
flor de laranjeira
a Teresa e a Helena jámetinhamdito que meteram os papéis para se casarem uma com a outra segundo as instruções do advogado delas e da associação deles
e não é só para o que é que é... também é para dar na TV, nos jornais e por aí diante, blogosfera incluída, contribuindo o Ditos em justa medida das escassas possibilidades
tenta-se ainda chamar a atenção para o grave problema da Constituição da República que no temível afã de promover a igualdade, esquece-se de consagrar algumas desigualdades reivindicadas em prol (não confundir com prole) da discriminação positiva, isto é, do tratamento diferente devido a quem é diferente
e a Teresa e a Helena são diferentes, o que em certas concepções de democracia (aliás o pior dos sistemas políticos à excepção de todos os outros) pode levar à exigência de uma Constituição para cada cidadão, conquanto reivindique a sua diferença e entenda que merece sobrepor-se a tudo o mais
certo é que por mais que mudem a Constituição, factos são factos e há uma realidade constituída pela natureza há milhões de anos que permitiu a sobrevivência e a evolução da espécie
no "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley, a procriação era assegurada artificalmente e certamente modificaram-se umas quantas leis para atingir tal perfeição civilizacional
admirável, pois, o novo mundo !
e nem sequer podemos dizer que não estamos avisados ...
observacoes sao bem vindas
e não é só para o que é que é... também é para dar na TV, nos jornais e por aí diante, blogosfera incluída, contribuindo o Ditos em justa medida das escassas possibilidades
tenta-se ainda chamar a atenção para o grave problema da Constituição da República que no temível afã de promover a igualdade, esquece-se de consagrar algumas desigualdades reivindicadas em prol (não confundir com prole) da discriminação positiva, isto é, do tratamento diferente devido a quem é diferente
e a Teresa e a Helena são diferentes, o que em certas concepções de democracia (aliás o pior dos sistemas políticos à excepção de todos os outros) pode levar à exigência de uma Constituição para cada cidadão, conquanto reivindique a sua diferença e entenda que merece sobrepor-se a tudo o mais
certo é que por mais que mudem a Constituição, factos são factos e há uma realidade constituída pela natureza há milhões de anos que permitiu a sobrevivência e a evolução da espécie
no "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley, a procriação era assegurada artificalmente e certamente modificaram-se umas quantas leis para atingir tal perfeição civilizacional
admirável, pois, o novo mundo !
e nem sequer podemos dizer que não estamos avisados ...
observacoes sao bem vindas
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