com o voto popular do eleitorado alemão e o acordo de Gerhard Schroeder, a Alemanha terá a sua primeira mulher Chanceler, a pessoa mais jovem a ocupar o cargo, Angela Merkl
parabéns à própria, é claro, mas também à Alemanha e, creio bem, à Europa
a multipartidária solução encontrada, embora ainda haja caminho árduo a percorrer, dignifica em muito a nobreza do gesto e decisão de Gerhard Schroeder, que exerceu honrosamente o cargo em condições difíceis, teve um excelente resultado eleitoral que permite ao SPD manter um contributo significativo na condução política e governativa da Alemanha, sabendo ceder o poder como apenas o fizeram raros grandes da história recente –Botha, Mandela, Gorbachov – em benefício do seu povo e do mundo
felicidades então para Angela Merkl e para a supercoligação governamental que vai dirigir
um voto ainda para que se não cumpram as profecias que a dão como versão nova e alemã de Margaret Thatcher – o que se espera é que as mulheres cheguem à liderança e a exerçam como mulheres, usando e oferecendo as qualidades e virtualidades femininas!
de nada adianta eleger mulheres para se comportarem como mulheres-homens, sargentos, generais ou políticos normais
Angela Merkl doutorou-se em Física em Berlim, na antiga Alemanha de Leste, pelo que reúne ainda outros elementos e vivências intelectuais e espirituais que podem qualificar o seu contributo para os grandes desafios alemães, da consolidação da unificação à chama da progressão tecnológica, científica e económica de que a Alemanha e a Europa carecem para uma participação activa na construção de um mundo melhor
merecidamente, muito boa sorte !
observacoes sao bem vindas
2005-10-11
2005-10-06
2005-10-04
fazer de contas
agradecidamente, o comentador Guilherme d'Oliveira Martins jametinhadito que se despede hoje (4 de Outubro) dos seus leitores do Diário Económico ... "por causa das novas funções que irei assumir dentro de dias"
em rodapé, o DE deseja felicidades esclarecedoras, especificando "...funções no Tribunal de Contas"
e em extenso artigo de Política, umas páginas antes da dita última crónica, o DE explicita exuberantemente que o Presidente da República deliberou e concertou a dilação do início das "novas funções" de Guilherme d'Oliveira Martins, por via de cuidados de resguardo face a polémicas partidárias próprias das eleições autárquicas
é forçoso concluir que a confirmação presidencial e subsequente tomada de posse de Guilherme d'Oliveira Martins causaria novo chorrilho e pateada geral em vésperas de ida às urnas, compreendendo-se bem o recato de Jorge Sampaio
mas também fica muito claramente visto que toda a gente vê a quem afectaria tal suposta perturbação
a dúvida recai então sobre as razões reais, digo, presidenciais, para o arranjo entre o prolongamento em funções, por mais uns dias, do anterior titular do cargo de Presidente do Tribunal de Contas, bem como o correspectivo diferimento da cerimónia e do início de funções do novo titular, face ao prazo legalmente estipulado, que escorregará o mesmo número de dias para data mais conveniente
de facto, o Governo propôs o Vice-Presidente da bancada parlamentar do PS, em cujas listas foi eleito deputado, para exercer as isentas funções de controlo da actividade governativa
pelos vistos, o Presidente da República dispõe-se a aceitar a façanha, como se de um exemplo democrático e de ética republicana se tratásse
mas Sua Excelência, o Presidente Jorge Sampaio, além de pactuar com a tramóia governamental, também já terá segredado a sua decisão a Guilherme d'Oliveira Martins, assim legitimado a despedidas nas páginas do jornal onde tem feito a defesa encomiástica do Governo que irá fiscalizar com isenção
e o maquiavelismo completa-se com a verdadeira manobra de isentar (sempre há razões de isenção) o Governo e o respectivo partido das mais que justificadas queixas da totalidade da oposição e de outros sectores apartidários, assim benefeciando o infractor, com a desculpa de que é necessário "sublinhar a isenção do cargo"
qual isenção ? no regime do Estado de Direito é absolutamente irrelevante a isenção declarada pelo próprio; o que conta é o decoro e a efectiva distância, incluindo a indispensável salvaguarda das aparências que os agentes do Estado, maxime o mais alto magistrado da Nação, têm o imperioso dever de respeitar - para o poderem fazer respeitar e poderem fazer-se respeitar
chama-se a isto fazer o mal e a caramunha
observacoes sao bem vindas
em rodapé, o DE deseja felicidades esclarecedoras, especificando "...funções no Tribunal de Contas"
e em extenso artigo de Política, umas páginas antes da dita última crónica, o DE explicita exuberantemente que o Presidente da República deliberou e concertou a dilação do início das "novas funções" de Guilherme d'Oliveira Martins, por via de cuidados de resguardo face a polémicas partidárias próprias das eleições autárquicas
é forçoso concluir que a confirmação presidencial e subsequente tomada de posse de Guilherme d'Oliveira Martins causaria novo chorrilho e pateada geral em vésperas de ida às urnas, compreendendo-se bem o recato de Jorge Sampaio
mas também fica muito claramente visto que toda a gente vê a quem afectaria tal suposta perturbação
a dúvida recai então sobre as razões reais, digo, presidenciais, para o arranjo entre o prolongamento em funções, por mais uns dias, do anterior titular do cargo de Presidente do Tribunal de Contas, bem como o correspectivo diferimento da cerimónia e do início de funções do novo titular, face ao prazo legalmente estipulado, que escorregará o mesmo número de dias para data mais conveniente
de facto, o Governo propôs o Vice-Presidente da bancada parlamentar do PS, em cujas listas foi eleito deputado, para exercer as isentas funções de controlo da actividade governativa
pelos vistos, o Presidente da República dispõe-se a aceitar a façanha, como se de um exemplo democrático e de ética republicana se tratásse
mas Sua Excelência, o Presidente Jorge Sampaio, além de pactuar com a tramóia governamental, também já terá segredado a sua decisão a Guilherme d'Oliveira Martins, assim legitimado a despedidas nas páginas do jornal onde tem feito a defesa encomiástica do Governo que irá fiscalizar com isenção
e o maquiavelismo completa-se com a verdadeira manobra de isentar (sempre há razões de isenção) o Governo e o respectivo partido das mais que justificadas queixas da totalidade da oposição e de outros sectores apartidários, assim benefeciando o infractor, com a desculpa de que é necessário "sublinhar a isenção do cargo"
qual isenção ? no regime do Estado de Direito é absolutamente irrelevante a isenção declarada pelo próprio; o que conta é o decoro e a efectiva distância, incluindo a indispensável salvaguarda das aparências que os agentes do Estado, maxime o mais alto magistrado da Nação, têm o imperioso dever de respeitar - para o poderem fazer respeitar e poderem fazer-se respeitar
chama-se a isto fazer o mal e a caramunha
observacoes sao bem vindas
azul irresistível
na sua coluna de 3 de Outubro, José Carlos Abrantes aborda ainda tema “azul” sob o ponto de vista do Provedor dos Leitores do Diário de Notícias
lateralmente, ou nem tanto, oferece-nos saborosas literárias e prometedoras referências bibliográficas sobre a cor em apreço – Colette, Michel Pastoreau, L. Guimarães, L. Marshall; invoca a afirmação de Pastoreau que afirma ser o azul a cor preferida da população ocidental – Belém, Belém, Belém; espanta-se com a generalizada representação da água através da cor azul, considerando que confundimos a realidade e a sua expressão colorida – é claro que a água incolor absorve e reflecte luz, em tal medida que resulta azul a sua cor, é o comprimento de onda que caracteriza a sua composição material; cita e subscreve Ruben de Carvalho quanto à uniformização da imprensa – olha quem fala; conclui afectada a imagem e identidade editorial próprias de cada jornal, assim desfavorecendo jornais, leitores e o capital simbólico da imprensa – o que é refutável; e denuncia a submissão das políticas editoriais ao poder económico – sendo verdade, é-o por muito mais e por mais ponderosas e poderosas razões
no entanto, o Provedor dos Leitores do DN alega partir de uma posição favorável à publicidade, que afirma favorecer a informação e a escolha dos consumidores, apesar de certos desvirtuamentos e excessos, considerando que proporciona parte substancial das receitas dos jornais, que de outro modo custariam mais caro aos leitores
ora comecemos neste ponto: a questão da publicidade como fonte de receita não é tanto a sua participação na formação do preço mas a própria sobrevivência do jornal
o preço chega a ser questão de política ou de marketing, multiplicando-se aliás os jornais gratuitos – isto é, grátis para os consumidores, pois bem sabemos que quase nada há gratuito neste mundo e os jornais têm óbvios custos quer sejam pagos ou não pelo consumidor imediato
agora vamos às condicionantes que a publicidade representa para as linhas editoriais: ora, é bem certo que em muitos casos os publicitários querem os seus anúncios colados à informação, nos seus formatos e estilos, na sua proximidade, e a primeira página cumpre essa função
mas também sabemos que só uma linha editorial reconhecível e credível pode funcionar como âncora para tais intentos publicitários
logo, é muito difícil aceitar que por essa via se engana ou desfavorece o leitor, nada disso !
e a reclamação de colo por parte da publicidade é afinal a exaltação da credibilidade editorial construída por um jornal
é também óbvio, para quem aprecia o tema sem preconceitos, que nenhuma submissão económica é mais temível que a que decorre da ausência ou da escassez de recursos, sendo as receitas da publicidade, inversamente, uma fonte de autonomia financeira – e num jornal credível, a colocação de publicidade é disputada por parte dos investidores e anunciantes, contanto seja bem gerido e não se deixe sufocar comercialmente em busca apenas do lucro máximo, isto é, que procure assegurar o equilíbrio sustentável entre as diversas componentes como o retorno accionista, a satisfação de clientes e colaboradores e a inserção harmoniosa na comunidade
ainda como refutação a este argumento de José Carlos Abrantes, importa salientar que a integração dos órgãos de imprensa em poderosos grupos económicos diversificados e globalizados sempre seria maior fonte de dependência económica que a participação numa determinada acção ou campanha publicitária
pelo contrário, demonstra vitalidade e capacidade de actuação concertada, o que é fundamental para a sociedade tal como sucede no caso das emergências humanitárias ou outras causas de manifesto interesse social, com efeitos positivos para cada jornal, para os respectivos leitores e para a comunidade em geral
portanto e por favor, um pouco mais de azul !!!
observacoes sao bem vindas
lateralmente, ou nem tanto, oferece-nos saborosas literárias e prometedoras referências bibliográficas sobre a cor em apreço – Colette, Michel Pastoreau, L. Guimarães, L. Marshall; invoca a afirmação de Pastoreau que afirma ser o azul a cor preferida da população ocidental – Belém, Belém, Belém; espanta-se com a generalizada representação da água através da cor azul, considerando que confundimos a realidade e a sua expressão colorida – é claro que a água incolor absorve e reflecte luz, em tal medida que resulta azul a sua cor, é o comprimento de onda que caracteriza a sua composição material; cita e subscreve Ruben de Carvalho quanto à uniformização da imprensa – olha quem fala; conclui afectada a imagem e identidade editorial próprias de cada jornal, assim desfavorecendo jornais, leitores e o capital simbólico da imprensa – o que é refutável; e denuncia a submissão das políticas editoriais ao poder económico – sendo verdade, é-o por muito mais e por mais ponderosas e poderosas razões
no entanto, o Provedor dos Leitores do DN alega partir de uma posição favorável à publicidade, que afirma favorecer a informação e a escolha dos consumidores, apesar de certos desvirtuamentos e excessos, considerando que proporciona parte substancial das receitas dos jornais, que de outro modo custariam mais caro aos leitores
ora comecemos neste ponto: a questão da publicidade como fonte de receita não é tanto a sua participação na formação do preço mas a própria sobrevivência do jornal
o preço chega a ser questão de política ou de marketing, multiplicando-se aliás os jornais gratuitos – isto é, grátis para os consumidores, pois bem sabemos que quase nada há gratuito neste mundo e os jornais têm óbvios custos quer sejam pagos ou não pelo consumidor imediato
agora vamos às condicionantes que a publicidade representa para as linhas editoriais: ora, é bem certo que em muitos casos os publicitários querem os seus anúncios colados à informação, nos seus formatos e estilos, na sua proximidade, e a primeira página cumpre essa função
mas também sabemos que só uma linha editorial reconhecível e credível pode funcionar como âncora para tais intentos publicitários
logo, é muito difícil aceitar que por essa via se engana ou desfavorece o leitor, nada disso !
e a reclamação de colo por parte da publicidade é afinal a exaltação da credibilidade editorial construída por um jornal
é também óbvio, para quem aprecia o tema sem preconceitos, que nenhuma submissão económica é mais temível que a que decorre da ausência ou da escassez de recursos, sendo as receitas da publicidade, inversamente, uma fonte de autonomia financeira – e num jornal credível, a colocação de publicidade é disputada por parte dos investidores e anunciantes, contanto seja bem gerido e não se deixe sufocar comercialmente em busca apenas do lucro máximo, isto é, que procure assegurar o equilíbrio sustentável entre as diversas componentes como o retorno accionista, a satisfação de clientes e colaboradores e a inserção harmoniosa na comunidade
ainda como refutação a este argumento de José Carlos Abrantes, importa salientar que a integração dos órgãos de imprensa em poderosos grupos económicos diversificados e globalizados sempre seria maior fonte de dependência económica que a participação numa determinada acção ou campanha publicitária
pelo contrário, demonstra vitalidade e capacidade de actuação concertada, o que é fundamental para a sociedade tal como sucede no caso das emergências humanitárias ou outras causas de manifesto interesse social, com efeitos positivos para cada jornal, para os respectivos leitores e para a comunidade em geral
portanto e por favor, um pouco mais de azul !!!
observacoes sao bem vindas
2005-10-03
azul
poético é reclamar um pouco mais de azul e cantar, como Gilberto Gil, por quem nos azuleja o dia
mas até já se protesta contra o azul: há dias, o sindicato dos jornalistas revoltava-se contra a submissão da generaliadde dos jornais, pintados à uma pela curiosa e imaginativa campanha azul de certa empresa de telecomunicações, levada efeito na passada quarta-feira, dia 28 de Setembro
e no DN de sexta-feira, 30 de Setembro, João Miguel Tavares tirava o chapéu a tal campanha de marketing e jametinhadito que tal realização prova que a dita empresa “tem muito dinheiro e os jornais têm muito pouco” !!!
ora, tentando comple(men)tar a inteligente análise do jornalista em contracorrente com o respectivo sindicato, talvez possa concluir-se que, uma vez que a proveniência do dinheiro é sempre a mesma – os Clientes – a realidade é que empregamos mais facilmente o nosso dinheiro em comunicações por telemóvel que na compra de jornais
talvez seja reflexo de uma generalizada preferência pelo imediato, instantâneo e actual, que julgamos caracterizar hoje as nossas sociedades
ou serão mesmo tais preferências pelo imediato, instantâneo e actual a própria vitalidade da sociedade, conferindo-lhe afinal a propensão para a velocidade, a aceleração do tempo e o esgotamento das energias, transformando, confundindo e comprimindo a totalidade da vida em pura comunicação ?
para quem está sempre em linha, disposto a comunicar e a encurtar distâncias, as despedidas que pedem cumprimento circunstancial de referência levam sempre um até já
até já
observacoes sao bem vindas
mas até já se protesta contra o azul: há dias, o sindicato dos jornalistas revoltava-se contra a submissão da generaliadde dos jornais, pintados à uma pela curiosa e imaginativa campanha azul de certa empresa de telecomunicações, levada efeito na passada quarta-feira, dia 28 de Setembro
e no DN de sexta-feira, 30 de Setembro, João Miguel Tavares tirava o chapéu a tal campanha de marketing e jametinhadito que tal realização prova que a dita empresa “tem muito dinheiro e os jornais têm muito pouco” !!!
ora, tentando comple(men)tar a inteligente análise do jornalista em contracorrente com o respectivo sindicato, talvez possa concluir-se que, uma vez que a proveniência do dinheiro é sempre a mesma – os Clientes – a realidade é que empregamos mais facilmente o nosso dinheiro em comunicações por telemóvel que na compra de jornais
talvez seja reflexo de uma generalizada preferência pelo imediato, instantâneo e actual, que julgamos caracterizar hoje as nossas sociedades
ou serão mesmo tais preferências pelo imediato, instantâneo e actual a própria vitalidade da sociedade, conferindo-lhe afinal a propensão para a velocidade, a aceleração do tempo e o esgotamento das energias, transformando, confundindo e comprimindo a totalidade da vida em pura comunicação ?
para quem está sempre em linha, disposto a comunicar e a encurtar distâncias, as despedidas que pedem cumprimento circunstancial de referência levam sempre um até já
até já
observacoes sao bem vindas
2005-09-30
alegre poesia
no Diário de Notícias de hoje, Vicente Jorge Silva jametinhadito que, ao fim e ao cabo, Manuel Alegre assegurou já uma espécie de vitória moral no combate da sua candidatura presidencial ... contra Mário Soares (!??)
ora, o colunista atribui honrosamente a Manuel Alegre o papel de D. Quixote e desenvolve a encenação quixotesca que reveste a figura do Poeta nesta peleja eleitoral, acreditando na sua causa contra tudo e contra todos, exprimindo ainda que o próprio considera viável alcançar o cargo de Presidente da República - o que só seria concebível por artes e a poder da magia poética de que é portador
e as suas armas são o voluntarismo generoso, a utopia e a poesia, bem como o capital de queixa pela forma como foi tratado na sua própria esfera política e partidária
no entanto, independentemente e para além de promissoras sondagens que caprichosamente oferecem a Manuel Alegre algum conforto moral ou estatístico, senão mesmo incentivo a ir à liça, certo é que a candidatura do Poeta pode bem afigurar-se como assente muito mais em valor intrínseco do que em mera militância anti-sistema
desde logo por, através de um homem de bem, representar uma sensibilidade interessante e interessada, por ser inspirada em valores de coerência e ética republicana – que o País tanto necessita semear urgentemente – e por se constituir num precioso e benfazejo projecto de integração de política e cultura
e há muito deveríamos ter aprendido que só a via da cultura é capaz de transformar positiva, duradoura e sustentavelmente as pessoas, as mentalidades e as comunidades
mas é de absoluta relevância refutar a ideia que perigosamente se tenta insidiar quando se afirma o pretenso capital de ressentimento ou supostos motivos inconfessáveis
esta é claramente uma candidatura que só fará sentido, só é defensável e só poderá ser vencedora sem contas a ajustar e sem nada a cobrar, antes reivindicando o registo puro e luminoso da verdade, da ascensão dos valores democráticos do Estado Social de Direito, do sentido e sentimento universal de justiça, de humanidade e de fraterna solidariedade !
aceitando partir da noção quixotesca de aspiração diligente a muitas vitórias sobre gigantes aparentes, reais e dissimulados, importa reconhecer a validade, mérito e coragem de apostar na eleição da voz poética para ilustrar o brasão da mais alta magistratura da nação
e, quem sabe, apoiá-la e incentivá-la ... !
tal como a natureza da poesia é ser construção, síntese e expressão de sabedoria e beleza, a sua contribuição para a elevação e dignificação da política não pode, não quer e não tem que ser contra ninguém ...
antes a favor de Portugal !!!
observacoes sao bem vindas
ora, o colunista atribui honrosamente a Manuel Alegre o papel de D. Quixote e desenvolve a encenação quixotesca que reveste a figura do Poeta nesta peleja eleitoral, acreditando na sua causa contra tudo e contra todos, exprimindo ainda que o próprio considera viável alcançar o cargo de Presidente da República - o que só seria concebível por artes e a poder da magia poética de que é portador
e as suas armas são o voluntarismo generoso, a utopia e a poesia, bem como o capital de queixa pela forma como foi tratado na sua própria esfera política e partidária
no entanto, independentemente e para além de promissoras sondagens que caprichosamente oferecem a Manuel Alegre algum conforto moral ou estatístico, senão mesmo incentivo a ir à liça, certo é que a candidatura do Poeta pode bem afigurar-se como assente muito mais em valor intrínseco do que em mera militância anti-sistema
desde logo por, através de um homem de bem, representar uma sensibilidade interessante e interessada, por ser inspirada em valores de coerência e ética republicana – que o País tanto necessita semear urgentemente – e por se constituir num precioso e benfazejo projecto de integração de política e cultura
e há muito deveríamos ter aprendido que só a via da cultura é capaz de transformar positiva, duradoura e sustentavelmente as pessoas, as mentalidades e as comunidades
mas é de absoluta relevância refutar a ideia que perigosamente se tenta insidiar quando se afirma o pretenso capital de ressentimento ou supostos motivos inconfessáveis
esta é claramente uma candidatura que só fará sentido, só é defensável e só poderá ser vencedora sem contas a ajustar e sem nada a cobrar, antes reivindicando o registo puro e luminoso da verdade, da ascensão dos valores democráticos do Estado Social de Direito, do sentido e sentimento universal de justiça, de humanidade e de fraterna solidariedade !
aceitando partir da noção quixotesca de aspiração diligente a muitas vitórias sobre gigantes aparentes, reais e dissimulados, importa reconhecer a validade, mérito e coragem de apostar na eleição da voz poética para ilustrar o brasão da mais alta magistratura da nação
e, quem sabe, apoiá-la e incentivá-la ... !
tal como a natureza da poesia é ser construção, síntese e expressão de sabedoria e beleza, a sua contribuição para a elevação e dignificação da política não pode, não quer e não tem que ser contra ninguém ...
antes a favor de Portugal !!!
observacoes sao bem vindas
2005-09-27
isto
jametinhamdito que a campanha eleitoral autárquica, velha de barbas, foi hoje inaugurada ...
leva balanço, é o que é !
mas o que é isto ?
um cartaz arregaça as mangas e diz: vamos a isto, Lisboa
outro, nega: Lisboa não é isto
outro ainda, pergunta: foi para isto ?
ora, a escolha é múltipla, vejamos:
há candidatos com partidos e sem partidos, coligados, arregimentados, isolados, contrariados, efectivos, substitutos, putativos, presumidos, por conta de outrem, alheios, candidatos resistentes, poetas, candidatos a candidatos, não candidatos, quase candidatos, candidatos a tudo e nada, ex-candidatos dispostos debater também, candidatos à reforma, candidatos de esquerda, de direita ou nem por isso, já agora, por isto e por aquilo, por tudo e por nada, recandidatos, dinossauros, candidatos arguidos, acusados, fugidos, regressados, candidatos mediáticos, candidatos tabú, condenados a candidatarem-se no município ao lado ou mais adiante, adiante...
adiante !
observacoes sao bem vindas
leva balanço, é o que é !
mas o que é isto ?
um cartaz arregaça as mangas e diz: vamos a isto, Lisboa
outro, nega: Lisboa não é isto
outro ainda, pergunta: foi para isto ?
ora, a escolha é múltipla, vejamos:
há candidatos com partidos e sem partidos, coligados, arregimentados, isolados, contrariados, efectivos, substitutos, putativos, presumidos, por conta de outrem, alheios, candidatos resistentes, poetas, candidatos a candidatos, não candidatos, quase candidatos, candidatos a tudo e nada, ex-candidatos dispostos debater também, candidatos à reforma, candidatos de esquerda, de direita ou nem por isso, já agora, por isto e por aquilo, por tudo e por nada, recandidatos, dinossauros, candidatos arguidos, acusados, fugidos, regressados, candidatos mediáticos, candidatos tabú, condenados a candidatarem-se no município ao lado ou mais adiante, adiante...
adiante !
observacoes sao bem vindas
arquiblogs
jornalista e escritor de best-sellers, o estado-unidense Dan Burstein - autor do cibernético "Road Warriors: Dreams and Nightmars along the Information Highway" e do neotemplário "Os segredos do código, o que ainda não foi dito sobre o Código Da Vinci" - jametinhadito que as pinturas das cavernas eram uma espécie de blogues... !!!
cá p'ra mim, os blogues só têm a aprender com a obra, abnegação e mestria dos primitivos humanos
mas não deixa de ser notável reparar que a necessidade de exprimir é pré-histórica e os primeiros bloggers nasceram antes da escrita !!!
cá p'ra mim, os blogues só têm a aprender com a obra, abnegação e mestria dos primitivos humanos
mas não deixa de ser notável reparar que a necessidade de exprimir é pré-histórica e os primeiros bloggers nasceram antes da escrita !!!
2005-09-24
orgasmo delas
por norma, a sexta-feira é fonte plena de belas leituras, em quantidade e qualidade, parte das quais é saboreada ao sábado de manhã, antes de jornais fim-de-semanais, de exercícios que tais, de compras matinais e outros etc-e-tais...
ontem, primeiro de outono, dominava a Fátima Felgueiras e o bem acompanhado António José Teixeira, nóvel director do Diário de Notícias – pé direito para mais este desafio – incomodava-se e procurava incomodar muita gente, conseguindo a frase do dia ao multiperguntar, se “pode uma foragida da justiça ver intocáveis os seus direitos políticos ? (...) e ninguém se incomoda ? deputados, partidos, não têm nada a dizer ? ninguém quer marcar a diferença ?”
lúcido, certeiro e brilhante, o editorial não deverá porém fazer-nos esquecer que, apesar do excessivo tempo decorrido desde os factos que lhe são imputados, a ex-Presidente e actual candidata à Câmara Municipal de Felgueiras não foi condenada, não foi julgada segundo os trâmites processuais da Lei e a Constituição a todos assegura o legítimo benefício da presunção de inocência – o que é muito importante e no caso dos políticos permite-lhes justamente prosseguirem a sua carreira imunes a eventuais acusações injustas movidas por opositores interessados em prejudicar ou inibir a actividade política de adversários
ou seja, a Constituição e a Lei contrapõem a tolerância, a sensatez e a ponderação que amiúde falta à análise política, à acção partidária e ao volátil sentimento popular, fenómenos humanos de que não estão isentos analistas, comentadores e editorialistas...
enquanto isso, prossegue o engraçado mas algo entediante catastrofismo de Vasco Pulido Valente, diariamente clamando por Salazar (ou Pombal?) na última página do Público – e não há como evitá-la, está lá Calvin, o magnífico, e é difícil fugir-lhe às aventuras, à ilusão contagiante e ao traço que nos devolve a infância, nossa e da que vivemos através do crescimento dos nossos miúdos
e, delícia, o DNA presenteia-nos com mãos de barro, barro nas mãos e mãos no barro, conciliando-nos com a natureza ou, ao menos mas benfazejamente, abrindo-nos a vontade de aliança do design ao artesanato, da criatividade à natureza, dos materiais às ideias, recomendavelmente à vista em Montemor-o-Novo
e o Ditos subscreve o espanto do charmoso Pedro Rolo Duarte, contra certos estudos com o seu quê de laboratoriais - ah...! o que fazem lembrar o benchmarking impingido por meneantes consultores a quem escapa a realidade...
no caso, jametinhamdito que a Av. da Liberdade é a mais poluída da Europa e a 9ª mais luxuosa do mundo ...!!? estranha-se e não se entranha !
que a poluição é excessiva, de acordo, pior para baixo onde os autocarros metem a primeira e furiosos condutores disputam um lugar de estacionamento legal e depois qualquer outro, menos talvez junto ao Marquês, praça arejada de confluentes artérias, ventos e verdejantes benefícios do lindíssimo Parque Eduardo VII
mas longe do smog e mau cheiro de certas avenidas de Madrid, Barcelona, Paris, Milão, Atenas, Londres, para já e assim de repente; vá lá, terão colocado os sensores junto ao escape de algum dos empedernidos taxistas e respectivas calamitosas viaturas, à espera de por tudo no seguro por via de um toque milagroso provindo de armadilha à má fila em que os mais ingénuos são sempre susceptíveis de cair...
e a classificação luxuosa confunde qualquer um que se lembre da efervescência limpa e elegante das mesmas citadas cidades, em suas invejáveis avenidas principais e acessórias, a que se acrescentariam diversos quarteirões de São Paulo e de tantas outras urbes ... ná, algo falha na tabela, sem prejuízo da nossa Liberdade ser avenida de eleição e justa predilecção
como não há duas sem três, logo a seguir o naco orgásmico que legitima o Ditos: este post pede o título a Rita Barata Silvério, em hora de inspirado clímax, extasia os leitores (o que apetecia era escrever “o leitor” e “a leitora”, no singular!) com inteligente e fundada refutação de mais um estudo, de que também se desconfiam mais virtudes de gabinete que de realíssimas vivências
é que a professora universitária Elizabeh Lloyd, de Indiana, EUA, estudou o orgasmo feminino em “The case of the Female Orgasm” e conclui que é acidental: não tem função específica que sirva a ciência e carece de propriedades organolépticas aptas à sobrevivência e propagação da espécie pois não faz falta ao processo reprodutivo
portanto, acontece por mera coincidência e acaso
no entanto, acontece, dizem, pelo menos os menos cépticos... ele há quem desconfie da real existência de tal fenómeno, há quem o recuse, o simule, enfim, tal como há quem o exalte em paroxismos de êxtase, simultaneidade ou multiplicidade...
de inegável delicadeza e complexidade, o assunto merece bem que se leia esta excelente crónica, inteligente e bem escrita, abordando de forma eficaz um tema social e individualmente relegado para margens da cultura e do conhecimento, mesmo nas franjas da sexualidade que aos poucos vai sendo enfrentada com mais naturalidade, a custo despontando de preconceitos que a esconderam e relegaram a pecados, vergonhas e, sobretudo, ignorância
ah! a banda sonora é Maricotinha Betânia, a quem importa dizer que o meu coração é seu, é pecado desprezar quem lhe quer bem e, cantando Sophia de Mello Breyner: ... A força dos meus sonhos é tão forte/ que de tudo renasce a exaltação/ e nunca as minhas mãos estão vazias”
observacoes sao bem vindas
ontem, primeiro de outono, dominava a Fátima Felgueiras e o bem acompanhado António José Teixeira, nóvel director do Diário de Notícias – pé direito para mais este desafio – incomodava-se e procurava incomodar muita gente, conseguindo a frase do dia ao multiperguntar, se “pode uma foragida da justiça ver intocáveis os seus direitos políticos ? (...) e ninguém se incomoda ? deputados, partidos, não têm nada a dizer ? ninguém quer marcar a diferença ?”
lúcido, certeiro e brilhante, o editorial não deverá porém fazer-nos esquecer que, apesar do excessivo tempo decorrido desde os factos que lhe são imputados, a ex-Presidente e actual candidata à Câmara Municipal de Felgueiras não foi condenada, não foi julgada segundo os trâmites processuais da Lei e a Constituição a todos assegura o legítimo benefício da presunção de inocência – o que é muito importante e no caso dos políticos permite-lhes justamente prosseguirem a sua carreira imunes a eventuais acusações injustas movidas por opositores interessados em prejudicar ou inibir a actividade política de adversários
ou seja, a Constituição e a Lei contrapõem a tolerância, a sensatez e a ponderação que amiúde falta à análise política, à acção partidária e ao volátil sentimento popular, fenómenos humanos de que não estão isentos analistas, comentadores e editorialistas...
enquanto isso, prossegue o engraçado mas algo entediante catastrofismo de Vasco Pulido Valente, diariamente clamando por Salazar (ou Pombal?) na última página do Público – e não há como evitá-la, está lá Calvin, o magnífico, e é difícil fugir-lhe às aventuras, à ilusão contagiante e ao traço que nos devolve a infância, nossa e da que vivemos através do crescimento dos nossos miúdos
e, delícia, o DNA presenteia-nos com mãos de barro, barro nas mãos e mãos no barro, conciliando-nos com a natureza ou, ao menos mas benfazejamente, abrindo-nos a vontade de aliança do design ao artesanato, da criatividade à natureza, dos materiais às ideias, recomendavelmente à vista em Montemor-o-Novo
e o Ditos subscreve o espanto do charmoso Pedro Rolo Duarte, contra certos estudos com o seu quê de laboratoriais - ah...! o que fazem lembrar o benchmarking impingido por meneantes consultores a quem escapa a realidade...
no caso, jametinhamdito que a Av. da Liberdade é a mais poluída da Europa e a 9ª mais luxuosa do mundo ...!!? estranha-se e não se entranha !
que a poluição é excessiva, de acordo, pior para baixo onde os autocarros metem a primeira e furiosos condutores disputam um lugar de estacionamento legal e depois qualquer outro, menos talvez junto ao Marquês, praça arejada de confluentes artérias, ventos e verdejantes benefícios do lindíssimo Parque Eduardo VII
mas longe do smog e mau cheiro de certas avenidas de Madrid, Barcelona, Paris, Milão, Atenas, Londres, para já e assim de repente; vá lá, terão colocado os sensores junto ao escape de algum dos empedernidos taxistas e respectivas calamitosas viaturas, à espera de por tudo no seguro por via de um toque milagroso provindo de armadilha à má fila em que os mais ingénuos são sempre susceptíveis de cair...
e a classificação luxuosa confunde qualquer um que se lembre da efervescência limpa e elegante das mesmas citadas cidades, em suas invejáveis avenidas principais e acessórias, a que se acrescentariam diversos quarteirões de São Paulo e de tantas outras urbes ... ná, algo falha na tabela, sem prejuízo da nossa Liberdade ser avenida de eleição e justa predilecção
como não há duas sem três, logo a seguir o naco orgásmico que legitima o Ditos: este post pede o título a Rita Barata Silvério, em hora de inspirado clímax, extasia os leitores (o que apetecia era escrever “o leitor” e “a leitora”, no singular!) com inteligente e fundada refutação de mais um estudo, de que também se desconfiam mais virtudes de gabinete que de realíssimas vivências
é que a professora universitária Elizabeh Lloyd, de Indiana, EUA, estudou o orgasmo feminino em “The case of the Female Orgasm” e conclui que é acidental: não tem função específica que sirva a ciência e carece de propriedades organolépticas aptas à sobrevivência e propagação da espécie pois não faz falta ao processo reprodutivo
portanto, acontece por mera coincidência e acaso
no entanto, acontece, dizem, pelo menos os menos cépticos... ele há quem desconfie da real existência de tal fenómeno, há quem o recuse, o simule, enfim, tal como há quem o exalte em paroxismos de êxtase, simultaneidade ou multiplicidade...
de inegável delicadeza e complexidade, o assunto merece bem que se leia esta excelente crónica, inteligente e bem escrita, abordando de forma eficaz um tema social e individualmente relegado para margens da cultura e do conhecimento, mesmo nas franjas da sexualidade que aos poucos vai sendo enfrentada com mais naturalidade, a custo despontando de preconceitos que a esconderam e relegaram a pecados, vergonhas e, sobretudo, ignorância
ah! a banda sonora é Maricotinha Betânia, a quem importa dizer que o meu coração é seu, é pecado desprezar quem lhe quer bem e, cantando Sophia de Mello Breyner: ... A força dos meus sonhos é tão forte/ que de tudo renasce a exaltação/ e nunca as minhas mãos estão vazias”
observacoes sao bem vindas
2005-09-22
portuguesas
Marta Ferreira, Nicole Pacheco, Sílvia Saiote e Ana Simões jametinhamdito que pedem meças ao mundo inteiro em duplo minitrampolim !
além do brilharete da equipa, medalha de ouro nos campeonatos do mundo, na Holanda, Sílvia venceu indivdualmente, é campeã mundial !!
se fosse futebol, estava sempre a dar na televisão, a repetição duraria meses
noutro continente e noutra modalidade, já com mais algum eco, Portugal teve também uma brilhante representação feminina: Patrícia Penicheiro, vulgo Ticha, ajudou a equipa de Sacramento a vencer o campeonato americano de basquetebol, tendo marcado o cesto da vitória
há mais portuguesas assim, felizmente ! ! !
observacoes sao bem vindas
além do brilharete da equipa, medalha de ouro nos campeonatos do mundo, na Holanda, Sílvia venceu indivdualmente, é campeã mundial !!
se fosse futebol, estava sempre a dar na televisão, a repetição duraria meses
noutro continente e noutra modalidade, já com mais algum eco, Portugal teve também uma brilhante representação feminina: Patrícia Penicheiro, vulgo Ticha, ajudou a equipa de Sacramento a vencer o campeonato americano de basquetebol, tendo marcado o cesto da vitória
há mais portuguesas assim, felizmente ! ! !
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ad paz
jametinhamdito que Pinto Balsemão e Ricardo Salgado fizeram as pazes, pelo que o BES - Banco Espírito Santo, volta a contratar publicidade no Expresso
ora, assim, sim !
a contenda era porque as notícias não vinham boas para o anunciante e este fugia com os anúncios de tal jornal
sobre o assunto pronuciou-se oportuna, tempestiva e oficiosamente a Alta Autoridade para a Comunicação Social, que se considerou entidade tutelar competente
como ninguém lhe encomendou o processo, pois os titulares dos eventuais direitos lesados não reclamaram protecção, as custas são pagas pelo erário, ou seja, por todos nós, num caso altruísta de apoio público em diferendo privado, a bem da administração da Justiça democrática, senão para o povo, ao menos para distintas elites
na douta decisão, os magistrados da comunicação social dividiram, melhor, repartiram razões: que o BES pressionava ou tentava pressionar a empresa proprietária e a linha editorial do periódico, que o Expresso não cumpriu os seus deveres da profissão de informar, desrespeitando as regras da arte e lesando interesses legítmos do grupo financeiro; os dois potentados tinham razão e não tinham !
agora, com o anúncio do apaziguamento, sempre desejável em todas as comunidades e em boa verdade exigível a quem serve de exemplo, como é o caso, tudo volta a ser como devia ser
ficamos para ver se as notícias melhoram muito, algo ou só um bocadinho; e observaremos a extensão do investimento publicitário, já firmada a promessa para Janeiro em diante
só a ver ? isso é que não !
o tema voltará ao Ditos !
observacoes sao bem vindas
ora, assim, sim !
a contenda era porque as notícias não vinham boas para o anunciante e este fugia com os anúncios de tal jornal
sobre o assunto pronuciou-se oportuna, tempestiva e oficiosamente a Alta Autoridade para a Comunicação Social, que se considerou entidade tutelar competente
como ninguém lhe encomendou o processo, pois os titulares dos eventuais direitos lesados não reclamaram protecção, as custas são pagas pelo erário, ou seja, por todos nós, num caso altruísta de apoio público em diferendo privado, a bem da administração da Justiça democrática, senão para o povo, ao menos para distintas elites
na douta decisão, os magistrados da comunicação social dividiram, melhor, repartiram razões: que o BES pressionava ou tentava pressionar a empresa proprietária e a linha editorial do periódico, que o Expresso não cumpriu os seus deveres da profissão de informar, desrespeitando as regras da arte e lesando interesses legítmos do grupo financeiro; os dois potentados tinham razão e não tinham !
agora, com o anúncio do apaziguamento, sempre desejável em todas as comunidades e em boa verdade exigível a quem serve de exemplo, como é o caso, tudo volta a ser como devia ser
ficamos para ver se as notícias melhoram muito, algo ou só um bocadinho; e observaremos a extensão do investimento publicitário, já firmada a promessa para Janeiro em diante
só a ver ? isso é que não !
o tema voltará ao Ditos !
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2005-09-19
Setembral
2005-09-17
de volta a casa
ah !
pequeno almoço de pão e figos, iogurte natural e pêssego ...
é descascar a fruta, é o cheiro, jametinhamdito que alimentar barriga, olhos e alma... só cá no nosso Portugal ! !
a rematar, uma bela cafezana, como não há igual ...
a bela bica ! ! !
ah !
observacoes sao benvindas
pequeno almoço de pão e figos, iogurte natural e pêssego ...
é descascar a fruta, é o cheiro, jametinhamdito que alimentar barriga, olhos e alma... só cá no nosso Portugal ! !
a rematar, uma bela cafezana, como não há igual ...
a bela bica ! ! !
ah !
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2005-09-16
vivos !
juz a inicial definição, o que o Ditos tem comentado mais é comentadores e políticos…
desta feita, porém, por via de raro acesso de humildade e porque António Vilhena acertou na “mouche”, o jametinhasdito vai agora inteirinho para um poeta … vivo !
em coluna simpática do Público de hoje, 16 de Setembro, António Vilhena conclui que “Somos um país que trata melhor os mortos que os vivos” ! ! !
é bem verdade, excepção feita à enérgica acção atribuída ao Marquês de Pombal, vai para 250 anos
talvez nos outros países seja também assim…
mas é bem verdade que muitos estranham justas homenagens a almas vivas!
é o caso da estátua erguida a Manuel Alegre, em Coimbra
pese embora a coincidência temporal do tema envolvendo o processo das eleições presidenciais ou mesmo a venerável e meritória acção política, antes e depois da instauração da democracia em 25 de Abril de 1974, é mais do que legítimo e dignificante uma cidade honrar os seus, os ilustres, os homens de bem, os poetas
como diz António Vilhena, é a exaltação da vida, da poesia, da liberdade e da tolerância !
ou da luta em busca da afirmação de tais bens e valores !!
vivam, pois, os poetas !!!
PS - se é que um post aguenta outro post, apetece referenciar outras estátuas:
a) no Marquês de Pombal, a estátua do próprio encima um soberbo Sebastião José de Carvalho e Melo no alto de imponente pedestal, central, leonino e sobranceiro às largas vias de Lisboa que desembocam – cadê as colunas ? – no templo do estuário do Tejo; já a de Camilo Castelo Branco, um simples e mortal literato, é figura pequenina como ele e nós, num jardinzinho, rasteira e quase desapercebida, confundindo-se humildemente com os pedestres transeuntes de sempre; um contraste
b) em Oeiras, no Parque dos Poetas, como em Algés, em movimentada rua comercial e de acesso a terminais (multimodais, ficará bem dizer???) de transportes, um conjunto de estátuas de que munícipes e visitantes se podem orgulhar, a benefício de todos; um exemplo
c) e em Lisboa, onde estão as estátuas dos nossos tempos ? a Sophia ? Eugénio de Andrade ? os vivos - António Ramos Rosa ? Pomar ? um deserto
observacoes sao benvindas
desta feita, porém, por via de raro acesso de humildade e porque António Vilhena acertou na “mouche”, o jametinhasdito vai agora inteirinho para um poeta … vivo !
em coluna simpática do Público de hoje, 16 de Setembro, António Vilhena conclui que “Somos um país que trata melhor os mortos que os vivos” ! ! !
é bem verdade, excepção feita à enérgica acção atribuída ao Marquês de Pombal, vai para 250 anos
talvez nos outros países seja também assim…
mas é bem verdade que muitos estranham justas homenagens a almas vivas!
é o caso da estátua erguida a Manuel Alegre, em Coimbra
pese embora a coincidência temporal do tema envolvendo o processo das eleições presidenciais ou mesmo a venerável e meritória acção política, antes e depois da instauração da democracia em 25 de Abril de 1974, é mais do que legítimo e dignificante uma cidade honrar os seus, os ilustres, os homens de bem, os poetas
como diz António Vilhena, é a exaltação da vida, da poesia, da liberdade e da tolerância !
ou da luta em busca da afirmação de tais bens e valores !!
vivam, pois, os poetas !!!
PS - se é que um post aguenta outro post, apetece referenciar outras estátuas:
a) no Marquês de Pombal, a estátua do próprio encima um soberbo Sebastião José de Carvalho e Melo no alto de imponente pedestal, central, leonino e sobranceiro às largas vias de Lisboa que desembocam – cadê as colunas ? – no templo do estuário do Tejo; já a de Camilo Castelo Branco, um simples e mortal literato, é figura pequenina como ele e nós, num jardinzinho, rasteira e quase desapercebida, confundindo-se humildemente com os pedestres transeuntes de sempre; um contraste
b) em Oeiras, no Parque dos Poetas, como em Algés, em movimentada rua comercial e de acesso a terminais (multimodais, ficará bem dizer???) de transportes, um conjunto de estátuas de que munícipes e visitantes se podem orgulhar, a benefício de todos; um exemplo
c) e em Lisboa, onde estão as estátuas dos nossos tempos ? a Sophia ? Eugénio de Andrade ? os vivos - António Ramos Rosa ? Pomar ? um deserto
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2005-09-14
seca
no Ceará, como em geral no Nordeste Brasileiro, a seca é uma terrível condicionante da vida
quando o período anual de chuvas traz humidade e pecipitação dentro ou acima da média histórica, a alegria, a jovialidade e o optimismo inundam benfazejamente as caras, os corações e as despensas
se chove pouco ou nada, é a apreensão, preocupam-se as vivalmas, baixa-se o tom e os gastos - é que o problema pode ser o início de um ciclo de seca e então caducam os cajueiros, secam as represas, ressentem-se bolsos e barrigas
à parte um litoral verdejante e até exuberante de águas, com fontes nas praias e lagoas de nascentes, o território em geral é relativamente agreste e desarborizado, seco
no entanto, dizem, diz a vox populi e vê-se exemplos diversos, basta furar uns metros e aparece água - o subsolo é rico em recursos hídricos, há grande margem para generalizar a sua ponderada exploração aos cearenses e a outros Estados nordestinos
pergunto: então porquê a míngua de água ?
percebe-se que falta o dinheiro, mas não se percebe porque faltam os apoios e faltam os programas públicos para obras de instalação de furos
pois se há dinheiro para mensalões e para os políticos terem casas de luxo no litoral, nas ilhas e noutros paraísos brasileiros...
responde o motorista do caminhão: "a seca é mais é política!"
lá, como cá, jametinhamdito !!!
observacoes sao benvindas
quando o período anual de chuvas traz humidade e pecipitação dentro ou acima da média histórica, a alegria, a jovialidade e o optimismo inundam benfazejamente as caras, os corações e as despensas
se chove pouco ou nada, é a apreensão, preocupam-se as vivalmas, baixa-se o tom e os gastos - é que o problema pode ser o início de um ciclo de seca e então caducam os cajueiros, secam as represas, ressentem-se bolsos e barrigas
à parte um litoral verdejante e até exuberante de águas, com fontes nas praias e lagoas de nascentes, o território em geral é relativamente agreste e desarborizado, seco
no entanto, dizem, diz a vox populi e vê-se exemplos diversos, basta furar uns metros e aparece água - o subsolo é rico em recursos hídricos, há grande margem para generalizar a sua ponderada exploração aos cearenses e a outros Estados nordestinos
pergunto: então porquê a míngua de água ?
percebe-se que falta o dinheiro, mas não se percebe porque faltam os apoios e faltam os programas públicos para obras de instalação de furos
pois se há dinheiro para mensalões e para os políticos terem casas de luxo no litoral, nas ilhas e noutros paraísos brasileiros...
responde o motorista do caminhão: "a seca é mais é política!"
lá, como cá, jametinhamdito !!!
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2005-09-13
contas
um sortido:
- o Governo jametinhadito que nomeou Oliveira Martins, ex-Ministro do Partido Socialista, habitual comentador abonatório do Governo do Partido Socialista em colunas de jornais e noutros meios de comunicação, deputado e Vice-Presidente da bancada parlamentar que na Assembleia da República defende o Governo do Partido Socialista para presidir ao Tribunal de Contas, órgão que julga e fiscaliza a actividade e as contas do Governo do ... Partido Socialista;
- o Presidente da República jametinhadito que confirmou a nomeação governamental;
- o líder parlamentar do PS, Alberto Martins, jametinhadito que
"Não é por os diversos presidentes da República ou altos cargos do Tribunal Constitucional terem origem partidária que deixam de ter isenção no seu desempenho.”;
- em seu político blog causa-nossa, o Professor Vital Moreira jametinhadito que “Guilherme de Oliveira Martins é uma pessoa cuja competência, qualificações e independência pessoal são inatacáveis, e que exercerá - não haja dúvidas acerca disso -- o cargo de presidente do Tribunal de Contas com impecável autoridade e isenção. Mas o Governo, ao nomear um deputado da sua bancada parlamentar, mesmo se independente, para tal cargo, expõe-se facilmente à crítica das oposições. Por princípio, deveriam ser evitadas as transferências directas do campo governamental para órgãos independentes cuja função principal é controlar... o Governo.”;
ora, as qualidades do nomeado e as boas expectativas que sobre elas se alentem em nada relevam para aferir do critério de escolha para o exercício de funções de julgamento, fiscalização e controlo do Governo do Partido Socialista de um paladino, protector e legítimo defensor do Governo do Partido Socialista
e o óbice não se resume ao problema da crítica da oposição nem de que se deveriam evitar semelhantes promiscuidades, nem é desculpado por não exigir a lei que se nomeie um magistrado de carreira ou sequer a falta de mais apertado regime legal de incompatibilidades, nem tão pouco é compensado por razões de competência e probidade do nomeado - é o mínimo, pudera... é exactamente isso o que se deve exigir e se espera de qualquer membro de qualquer organismo público
a questão é que dos pontos de vista político, democrático e ético, se afigura ilegítima, errada e nociva esta nomeação
e tais ilegitimidade, erro e danos desvalorizam e afectam a idoneidade do Tribunal de Contas e do Governo, do fiscal e do fiscalizado, e dos respectivos titulares, mas também atinge o Presidente da República, Jorge Sampaio, apóstolo, general do Partido Socialista, que é suposto ser árbitro e colocar-se num plano acima da sectarização partidária, sempre, mas em especial e sobretudo na área do seu próprio partido político
neste caso, o Governo não afrontou uma classe, corporação ou interesse específico ilegítimo, antes conseguiu cair na plena unanimidade – à excepção, claro está, da cegueira, cujos contornos rebrilham de definição, dos seus acólitos mais aferroados ou dependentes – e não apenas do sector da oposição político-partidária
é que as críticas mais irrefutáveis que recaiem sobre a actuação de Presidentes da República e Juizes do Tribunal Constitucional é precisamente a sua excessiva identificação com o Partido político que os apoia ou nomeia
e aos Presidentes de Tribunal, Governos e Presidentes da República, exigem-se boas contas
observacoes sao benvindas
- o Governo jametinhadito que nomeou Oliveira Martins, ex-Ministro do Partido Socialista, habitual comentador abonatório do Governo do Partido Socialista em colunas de jornais e noutros meios de comunicação, deputado e Vice-Presidente da bancada parlamentar que na Assembleia da República defende o Governo do Partido Socialista para presidir ao Tribunal de Contas, órgão que julga e fiscaliza a actividade e as contas do Governo do ... Partido Socialista;
- o Presidente da República jametinhadito que confirmou a nomeação governamental;
- o líder parlamentar do PS, Alberto Martins, jametinhadito que
"Não é por os diversos presidentes da República ou altos cargos do Tribunal Constitucional terem origem partidária que deixam de ter isenção no seu desempenho.”;
- em seu político blog causa-nossa, o Professor Vital Moreira jametinhadito que “Guilherme de Oliveira Martins é uma pessoa cuja competência, qualificações e independência pessoal são inatacáveis, e que exercerá - não haja dúvidas acerca disso -- o cargo de presidente do Tribunal de Contas com impecável autoridade e isenção. Mas o Governo, ao nomear um deputado da sua bancada parlamentar, mesmo se independente, para tal cargo, expõe-se facilmente à crítica das oposições. Por princípio, deveriam ser evitadas as transferências directas do campo governamental para órgãos independentes cuja função principal é controlar... o Governo.”;
ora, as qualidades do nomeado e as boas expectativas que sobre elas se alentem em nada relevam para aferir do critério de escolha para o exercício de funções de julgamento, fiscalização e controlo do Governo do Partido Socialista de um paladino, protector e legítimo defensor do Governo do Partido Socialista
e o óbice não se resume ao problema da crítica da oposição nem de que se deveriam evitar semelhantes promiscuidades, nem é desculpado por não exigir a lei que se nomeie um magistrado de carreira ou sequer a falta de mais apertado regime legal de incompatibilidades, nem tão pouco é compensado por razões de competência e probidade do nomeado - é o mínimo, pudera... é exactamente isso o que se deve exigir e se espera de qualquer membro de qualquer organismo público
a questão é que dos pontos de vista político, democrático e ético, se afigura ilegítima, errada e nociva esta nomeação
e tais ilegitimidade, erro e danos desvalorizam e afectam a idoneidade do Tribunal de Contas e do Governo, do fiscal e do fiscalizado, e dos respectivos titulares, mas também atinge o Presidente da República, Jorge Sampaio, apóstolo, general do Partido Socialista, que é suposto ser árbitro e colocar-se num plano acima da sectarização partidária, sempre, mas em especial e sobretudo na área do seu próprio partido político
neste caso, o Governo não afrontou uma classe, corporação ou interesse específico ilegítimo, antes conseguiu cair na plena unanimidade – à excepção, claro está, da cegueira, cujos contornos rebrilham de definição, dos seus acólitos mais aferroados ou dependentes – e não apenas do sector da oposição político-partidária
é que as críticas mais irrefutáveis que recaiem sobre a actuação de Presidentes da República e Juizes do Tribunal Constitucional é precisamente a sua excessiva identificação com o Partido político que os apoia ou nomeia
e aos Presidentes de Tribunal, Governos e Presidentes da República, exigem-se boas contas
observacoes sao benvindas
2005-09-11
ao trabalho
em artigo interessante, fundamentado e positivo editado no Público, sexta-feira 9 de Setembro, o conhecido empresário André Jordan jametinhadito que Portugal tem a rara felicidade de dispor de políticos de excepção, exemplificando com diversos países vivendo maiores dificuldades na matéria
enfim, é uma abordagem digna esta de realçar a mais valia oferecida aos portugueses para escolha do mais alto magistrado da nação, uma vez que poderão optar por personalidades capazes, aptas para o desempenho e exigências requeridas, de reconhecidos méritos, provas dadas, susceptíveis de aportar ao país as ideias e o alento necessários
cumpre também notar que André Jordan, inteligentemente, salienta que se trata de indivíduos excepcionais, muito acima da sofrível mediania do panorama que a generalidade dos políticos representa
mas comprova a sua tese com os ex-chefes de governo de Portugal que ocupam altos cargos internacionais
a propósito das próximas eleições para as funções de Presidente da República e referindo-se a Cavaco e Soares, André Jordan identifica os principais aspectos que considera relevarem da acção do próximo Presidente da República:
- reforma do Estado e segurança social, através da consensualização orçamental plurianual - e que Sampaio não conseguiu, apesar dos esforços;
- o combate à corrupção, em particular da que grassa nas autarquias - e, acrescente-se, que vem bem ao de cima no esgar de muitos recandidatos aguerridos e empedernidos de interesseiro apego ao poder;
- a regionalização, tema em que Portugal é excepção na Europa - acrescente-se, ainda, que se impõe como imperativo de racionalização de recursos e talvez a última chance de alguma viragem no actual desordenamento do território, de que os incêndios são mero afloramento;
- fazer valer a interessante posição de Portugal no mundo, verdadeiro ponto de ligação entre a Europa, os países do Atlântico e os países em desenvolvimento, prosseguindo a dignificação da cultura lusófona
ou seja, há trabalho a fazer e há gente para o fazer
ao trabalho, pois !!!
observacoes sao benvindas
enfim, é uma abordagem digna esta de realçar a mais valia oferecida aos portugueses para escolha do mais alto magistrado da nação, uma vez que poderão optar por personalidades capazes, aptas para o desempenho e exigências requeridas, de reconhecidos méritos, provas dadas, susceptíveis de aportar ao país as ideias e o alento necessários
cumpre também notar que André Jordan, inteligentemente, salienta que se trata de indivíduos excepcionais, muito acima da sofrível mediania do panorama que a generalidade dos políticos representa
mas comprova a sua tese com os ex-chefes de governo de Portugal que ocupam altos cargos internacionais
a propósito das próximas eleições para as funções de Presidente da República e referindo-se a Cavaco e Soares, André Jordan identifica os principais aspectos que considera relevarem da acção do próximo Presidente da República:
- reforma do Estado e segurança social, através da consensualização orçamental plurianual - e que Sampaio não conseguiu, apesar dos esforços;
- o combate à corrupção, em particular da que grassa nas autarquias - e, acrescente-se, que vem bem ao de cima no esgar de muitos recandidatos aguerridos e empedernidos de interesseiro apego ao poder;
- a regionalização, tema em que Portugal é excepção na Europa - acrescente-se, ainda, que se impõe como imperativo de racionalização de recursos e talvez a última chance de alguma viragem no actual desordenamento do território, de que os incêndios são mero afloramento;
- fazer valer a interessante posição de Portugal no mundo, verdadeiro ponto de ligação entre a Europa, os países do Atlântico e os países em desenvolvimento, prosseguindo a dignificação da cultura lusófona
ou seja, há trabalho a fazer e há gente para o fazer
ao trabalho, pois !!!
observacoes sao benvindas
2005-09-09
água benta
Ao mesmo tempo que se queixam da seca, os autarcas algarvios preparam-se para licenciar a construção de mais uns 30 campos de golfe, cada um dos quais consome água por 8000 pessoas".
Miguel Sousa Tavares, comentador, PÚBLICO, 9-9-2005
As oito piscinas municipais do Algarve vão continuar encerradas “até existirem condições hidrológicas que permitam a reabertura” e a água do abastecimento de 31 campos de golfe – equivalente ao consumo de 60 por cento da população algarvia – “provém de furos e não da rede pública”, “trata-se de iniciativa privada, que tem que ser incentivada na região”.
Macário Correia, presidente da Junta Metropolitana do Algarve, METRO, 6-6-2005
pelo que jametinhamdito, ninguém está interessado em consenso em bom senso ou em qualquer senso
obviamente nem a iniciativa privada pode esgotar recursos escassos incontroladamente – e para o impedir e vigiar servem as leis e os órgãos de gestão pública – nem os legítimos interesses de piscinas e campos de golfe se confundem ou sobrepõem à reserva de fornecimento de água para consumo público, interesse de natureza diversa e gozando de protecção superior mas todos sujeitos a ponderação e juízos de adequação, sem necessidade de anulação das actividades económicas que sustentam a vida das populações e o país
no entanto, perdendo facilmente o fio à meada e a desejável análise cuidada, informada e consequente, de parte a parte prefere-se radicalizar posições, eventualmente para mera satisfação de egos inflados, venda de jornal, gestão de imagem individual... afinal interesses próprios bem menos legítimos !??
em tempo de seca, precisamos de água mas também de moderação e sentido de compromisso !
observacoes sao benvindas
Miguel Sousa Tavares, comentador, PÚBLICO, 9-9-2005
As oito piscinas municipais do Algarve vão continuar encerradas “até existirem condições hidrológicas que permitam a reabertura” e a água do abastecimento de 31 campos de golfe – equivalente ao consumo de 60 por cento da população algarvia – “provém de furos e não da rede pública”, “trata-se de iniciativa privada, que tem que ser incentivada na região”.
Macário Correia, presidente da Junta Metropolitana do Algarve, METRO, 6-6-2005
pelo que jametinhamdito, ninguém está interessado em consenso em bom senso ou em qualquer senso
obviamente nem a iniciativa privada pode esgotar recursos escassos incontroladamente – e para o impedir e vigiar servem as leis e os órgãos de gestão pública – nem os legítimos interesses de piscinas e campos de golfe se confundem ou sobrepõem à reserva de fornecimento de água para consumo público, interesse de natureza diversa e gozando de protecção superior mas todos sujeitos a ponderação e juízos de adequação, sem necessidade de anulação das actividades económicas que sustentam a vida das populações e o país
no entanto, perdendo facilmente o fio à meada e a desejável análise cuidada, informada e consequente, de parte a parte prefere-se radicalizar posições, eventualmente para mera satisfação de egos inflados, venda de jornal, gestão de imagem individual... afinal interesses próprios bem menos legítimos !??
em tempo de seca, precisamos de água mas também de moderação e sentido de compromisso !
observacoes sao benvindas
2005-09-07
quase elementar
Beato
afinal Solnado tinha razão, sempre há petróleo...
falta-nos o Pessa para um certeiro "e esta, hem?"
o caso é que, das reservas de Portugal, cedemos petróleo aos americanos
realmente parece impensável mas ainda bem que assim é, os EUA solicitaram ajuda perante a tragédia de uma catástrofe natural - e foi possível verificar que muitas ajudas foram disponibilizadas
neste ponto, só Pacheco Pereira vê núvens no escuro e acha importante enfatizar até à náusea que a comunicação social zurze sobre as falhas das autoridades dos EUA quanto a prevenir a acorrer à tragédia ou sublinhando que os EUA são a maior potência mundial porque... "a esquerda" está contente com o sucedido !??
a ajuda portuguesa representa de algum modo um elevado grau de abstracção e sofisticação da nossa sociedade, afinal baseada na confiança, nos mercados e no direito
de facto, reconhecidamente Portugal é muito mais dependente de petróleo que os EUA, um dos grandes produtores mundiais; mesmo as reservas da ajuda estão armazenadas na Alemanha...
no entanto, para além da destruição de vidas e bens em consequência da devastação do furacão Katrina, a zona afectada - o Golfo do México - é base de inúmeros campos de extracção de petróleo, por enquanto desactivados
e os EUA são os maiores consumidores de petróleo, pelo que há um défice real momentâneo muito grave para o funcionamento da economia dos EUA
nas trocas e baldrocas dos mercados mundiais, talvez o nosso petróleo nunca chegue a viajar e a ajuda seja concretuizada apenas mediante operações contabilísticas de saldos e transacções face à movimentação de outras reservas, armazenadas noutros países ou ainda a extrair noutros campos petrolíferos
a ironia é que, segundo recomendação agora vinda a público, o presidente dos EUA jametinhadito que é necessária a contenção do consumo de petróleo
mas não mandou racionar... talvez aconselhado por gurus financeiros que protegem os mercados contra alarmes e alterações bruscas, de efeitos nefastos sobre as expectativas e sobre a confiança
por um lado, é medida compreensível face às circunstâncias; por outro, mais vale tarde que nunca pois desde há anos, vem-se agravando um fosso entre os EUA e os países que prosseguem uma política tendente a estabelecer mundialmente metas de redução de consumos energia, sobretudo a produzida a partir de combustíveis primários, já para não falar da sistemática renitência dos EUA quanto à adesão ao Protocolo de Quioto, sendo o consumo de petróleo precisamente a principal fonte de emissões poluentes que os países signatários pretendem racionalizar
mas a racionalidade é uma batata, para os creacionistas dos EUA, Bush incluído
observacoes sao benvindas
falta-nos o Pessa para um certeiro "e esta, hem?"
o caso é que, das reservas de Portugal, cedemos petróleo aos americanos
realmente parece impensável mas ainda bem que assim é, os EUA solicitaram ajuda perante a tragédia de uma catástrofe natural - e foi possível verificar que muitas ajudas foram disponibilizadas
neste ponto, só Pacheco Pereira vê núvens no escuro e acha importante enfatizar até à náusea que a comunicação social zurze sobre as falhas das autoridades dos EUA quanto a prevenir a acorrer à tragédia ou sublinhando que os EUA são a maior potência mundial porque... "a esquerda" está contente com o sucedido !??
a ajuda portuguesa representa de algum modo um elevado grau de abstracção e sofisticação da nossa sociedade, afinal baseada na confiança, nos mercados e no direito
de facto, reconhecidamente Portugal é muito mais dependente de petróleo que os EUA, um dos grandes produtores mundiais; mesmo as reservas da ajuda estão armazenadas na Alemanha...
no entanto, para além da destruição de vidas e bens em consequência da devastação do furacão Katrina, a zona afectada - o Golfo do México - é base de inúmeros campos de extracção de petróleo, por enquanto desactivados
e os EUA são os maiores consumidores de petróleo, pelo que há um défice real momentâneo muito grave para o funcionamento da economia dos EUA
nas trocas e baldrocas dos mercados mundiais, talvez o nosso petróleo nunca chegue a viajar e a ajuda seja concretuizada apenas mediante operações contabilísticas de saldos e transacções face à movimentação de outras reservas, armazenadas noutros países ou ainda a extrair noutros campos petrolíferos
a ironia é que, segundo recomendação agora vinda a público, o presidente dos EUA jametinhadito que é necessária a contenção do consumo de petróleo
mas não mandou racionar... talvez aconselhado por gurus financeiros que protegem os mercados contra alarmes e alterações bruscas, de efeitos nefastos sobre as expectativas e sobre a confiança
por um lado, é medida compreensível face às circunstâncias; por outro, mais vale tarde que nunca pois desde há anos, vem-se agravando um fosso entre os EUA e os países que prosseguem uma política tendente a estabelecer mundialmente metas de redução de consumos energia, sobretudo a produzida a partir de combustíveis primários, já para não falar da sistemática renitência dos EUA quanto à adesão ao Protocolo de Quioto, sendo o consumo de petróleo precisamente a principal fonte de emissões poluentes que os países signatários pretendem racionalizar
mas a racionalidade é uma batata, para os creacionistas dos EUA, Bush incluído
observacoes sao benvindas
2005-09-05
iraquianas - direitos quando?
segundo voz amiga e parceira (involuntária...?) do Ditos, consta que saíu no Expresso (sim, lê-se de quando em vez apesar de boicotadas as compras desde o injusto e buxista despedimento de João Carreira Bom, por sebosa decisão de José António Saraiva) uma declaração interessantíssima feita por um ex-responsável da CIA especialista em assuntos do Médio Oriente, colaborador de algumas das mais importantes revistas de Relações Internacionais… bem, em suma, um intelectual americano, com responsabilidades políticas, pelo menos no passado, de que abaixo se transcreve só a pérola, extraída do original publicado na página acima referenciada:
"MR. GERECHT: Actually, I'm not terribly worried about this. I mean, one hopes that the Iraqis protect women's social rights as much as possible. It certainly seems clear that in protecting the political rights, there's no discussion of women not having the right to vote. I think it's important to remember that in the year 1900, for example, in the United States, it was a democracy then. In 1900, women did not have the right to vote. If Iraqis could develop a democracy that resembled America in the 1900s, I think we'd all be thrilled. I mean, women's social rights are not critical to the evolution of democracy. We hope they're there. I think they will be there. But I think we need to put this into perspective."
ou seja, Mr. Gerecht jametinhadito que os direitos das iraquianas (e os dos iraquianos? ah! ninguém lhe perguntou...) são completamente irrelevantes para o processo do saque do petróleo, digo, da Constituição e da democratização do Iraque!!!
ainda bem que não há petróleo no Beato!
observacoes sao benvindas
"MR. GERECHT: Actually, I'm not terribly worried about this. I mean, one hopes that the Iraqis protect women's social rights as much as possible. It certainly seems clear that in protecting the political rights, there's no discussion of women not having the right to vote. I think it's important to remember that in the year 1900, for example, in the United States, it was a democracy then. In 1900, women did not have the right to vote. If Iraqis could develop a democracy that resembled America in the 1900s, I think we'd all be thrilled. I mean, women's social rights are not critical to the evolution of democracy. We hope they're there. I think they will be there. But I think we need to put this into perspective."
ou seja, Mr. Gerecht jametinhadito que os direitos das iraquianas (e os dos iraquianos? ah! ninguém lhe perguntou...) são completamente irrelevantes para o processo do saque do petróleo, digo, da Constituição e da democratização do Iraque!!!
ainda bem que não há petróleo no Beato!
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2005-08-27
Meneses, de Gonzaga
saí de manhã, corri para o metro, corri para a vida, uma vida no hemisfério mais próximo de uma vida
ganhei outra vida, a vida vivida foi célere como a de quem os deuses cedo chamam
um erro, outro erro, muitos erros, o lugar errado, a hora errada, tudo errado
assim o fanatismo ganhou mais um pontinho, demonstrado que os inocentes se atrevem a viver onde e quando houver que ser
e se é certo que um dia sucede a outro, convém lembrar que qualquer um pode estar em qualquer lugar
aqui, de Gonzaga, importa homenagear a fé e confiança de Jean, jovem vitimado pelo fanatismo e uma sucessão de atropelos pretendida pelos seus bestiais mentores
alô, alô, alô !
observacoes sao benvindas
ganhei outra vida, a vida vivida foi célere como a de quem os deuses cedo chamam
um erro, outro erro, muitos erros, o lugar errado, a hora errada, tudo errado
assim o fanatismo ganhou mais um pontinho, demonstrado que os inocentes se atrevem a viver onde e quando houver que ser
e se é certo que um dia sucede a outro, convém lembrar que qualquer um pode estar em qualquer lugar
aqui, de Gonzaga, importa homenagear a fé e confiança de Jean, jovem vitimado pelo fanatismo e uma sucessão de atropelos pretendida pelos seus bestiais mentores
alô, alô, alô !
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2005-08-18
a prever
"vamos prever intensidade de tráfego entre Grândola e a Marateca", jametinhadito o capitão da GNR, à jornalista e aos ouvintes da RFM
ora vamos lá prever: está tudo previsto ou ainda temos que prever alguma coisa ?
observacoes sao benvindas
ora vamos lá prever: está tudo previsto ou ainda temos que prever alguma coisa ?
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2005-08-12
eis a ditosa, a gosto
2005-08-10
contribuições
"Não contribua limpando, contribua não sujando"
eis o que jametinhadito um cartaz de praia que tipifica o recurso ao desespero:
- como entender que se estacionem carros no passeio, destruindo o lancil e a calçada, mesmo quando há parques com inúmeros lugares ?
- como entender que as praias estejam cheias de detritos quando já estão equipadas com caixotes para o lixo e cinzeiros portáteis ?
- como entender que se atirem beatas acesas para a estrada se os carros têm cinzeiro ?
- nos cafés, esplanadas e restaurantes do nosso país de turismo o mau cheiro insuportável é a regra de conduta de Clientes e concessionários, o que se poderá fazer ?
- a sinalização nas estradas é roubada para venda a sucateiros de alumínio, sistematicamente, anos a fio nisto e continuam a fazer os mesmos painéis de alumínio que duram dias até voltarem ao circuito sucateiro, impunemente
- nas repartições de finanças, o contribuinte continua a ser tratado como um pequeno criminoso, o bom dia vem depois do vá para a fila
estarão as novas gerações a tempo de aprender melhores práticas e reduzir a selvajaria que grassa em redor ?
contribua, por favor
observacoes sao benvindas
eis o que jametinhadito um cartaz de praia que tipifica o recurso ao desespero:
- como entender que se estacionem carros no passeio, destruindo o lancil e a calçada, mesmo quando há parques com inúmeros lugares ?
- como entender que as praias estejam cheias de detritos quando já estão equipadas com caixotes para o lixo e cinzeiros portáteis ?
- como entender que se atirem beatas acesas para a estrada se os carros têm cinzeiro ?
- nos cafés, esplanadas e restaurantes do nosso país de turismo o mau cheiro insuportável é a regra de conduta de Clientes e concessionários, o que se poderá fazer ?
- a sinalização nas estradas é roubada para venda a sucateiros de alumínio, sistematicamente, anos a fio nisto e continuam a fazer os mesmos painéis de alumínio que duram dias até voltarem ao circuito sucateiro, impunemente
- nas repartições de finanças, o contribuinte continua a ser tratado como um pequeno criminoso, o bom dia vem depois do vá para a fila
estarão as novas gerações a tempo de aprender melhores práticas e reduzir a selvajaria que grassa em redor ?
contribua, por favor
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2005-08-03
sidus magnum
Stephen Robinson, astronauta em missão no Discovery, em órbita a 300 km da Terra, saiu hoje da nave e procedeu a reparações necessárias à reentrada na atmosfera terrestre, tentando reduzir riscos tremendos para a sua própria vida e dos seus companheiros de viagem, extensíveis à continuidade do programa espacial iniciado em 1981
o regresso está previsto para a próxima segunda-feira, dia 8 de Agosto de 2005
até lá, muitos rezarão e velarão pelo progresso do voo e pelo êxito de mais um passeio sideral do vaivém
americanos e russos aventuram-se hoje no espaço imenso e desconhecido, recheado de perigos, como em tempos portugueses e espanhóis se aventuraram pelos segredos do imenso e tenebroso mar
oxalá o homem vença o desafio do conhecimento do espaço, como outrora procurou conhecer o mar e a terra, sempre em busca do verdadeiro conhecimento de si próprio
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o regresso está previsto para a próxima segunda-feira, dia 8 de Agosto de 2005
até lá, muitos rezarão e velarão pelo progresso do voo e pelo êxito de mais um passeio sideral do vaivém
americanos e russos aventuram-se hoje no espaço imenso e desconhecido, recheado de perigos, como em tempos portugueses e espanhóis se aventuraram pelos segredos do imenso e tenebroso mar
oxalá o homem vença o desafio do conhecimento do espaço, como outrora procurou conhecer o mar e a terra, sempre em busca do verdadeiro conhecimento de si próprio
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2005-07-23
portugalizar
há dias, a revista do Expresso oferecia assanhada "grunha caprichosa" onde habitualmente escreve - e bem, pedantismo pseudo-britânico e assumido à parte - Clara Ferreira Alves
verberava contra o grunho lusitano, a cuspir palavrões à cadência de cinquenta por minuto, a insultar a eito, estacionado em cima do passeio, buzina a fundo, beata a chamuscar o transeunte, e um ror mais de etc e tais
a peça reproduzia os ditos tiques e os vernáculos palavrões, com que aliás assinava a pluma
ou seja, replicava o status que criticava, insultando indiferenciadamente o insultador e o leitor, comportando-se afinal exactamente como ... grunha
custa a aceitar mas é do que se trata
doutros passos, repetem-se em doses maciças as lamentações das crises, tudo vai mal, tão mal que muitos - Miguel Sousa Tavares, uns tantos directores de jornal e por aí em diante, além do sempiterno Vasco Pulido Valente - concluem que Portugal nem é viável (?!!)
no Diário Económico, de ontem 22 de Julho, Baptista-Bastos desencanta (exactamente) uma desenxabida tirada de um tal Roger Vailland, que sumariamente acusa de ser um grande escritor francês, que se referia a portugalizar como expressivo neologismo para significar apatia do povo, inércia, acriticismo, anestesia geral da nação, por assim ter encontrado a nossa gente enquanto em França se viviam entusiastas dias de resistência ao nazismo e à ocupação alemã
enfim, o conceito pode merecer desde logo crítica comparativa: metade ou mais da França estava nos mesmos dias feita com o ocupante ou inerte de tédio, medo ou desesperança - foi também o que sucedeu na Alemanha, milhões disseram sim a Hitler ou deixaram andar, só assim se explica onde as coisas chegaram
mas Baptista-Bastos adere e recupera a ideia para os dias de hoje do recanto à beira mar: estamos tão mal que se podia dar um golpe militar tipo Estado Novo; mas de tão mau nem temos sequer Estado, nem Novo, nem exército para se rebelar ou um ditador para se impor
em suma, estamos outra vez portugalizados, à francesa; pior, Baptista-Bastos ainda conseque ir mais abaixo, desce à Mauritânia, onde os franceses de lá dizem que Portugal é o país mais desenvolvido de África
enfim, mais negativo que um país assim só mesmo o Baptista-Bastos, que apesar de escritor e jornalista de renome e créditos firmados se mostra agora um verdadeiro arauto da desgraça que afinal faz pior que os restantes portugueses, prejudicando a média, falho de esperança e de temas que fortaleçam o brio e alentem tão mau povo,
no mesmo jornal, Manuel Falcão, jornalista, político e intelectual de craveira, faz o balanço de vida que a legitimidade das férias proprciona: afirma-se esforçado, incompreendido e desiludido, Portugal é mesmo mau, não tem saída, mesmo a sensibiliadde política que alguns reclamam está catalaogada como o pior que há, a catástrofe
pois Manuel Falcão jametinhadito que encontra o país em estado catastrófico e contribui muito para isso gritando que o país está em estado catastrófico, ampliando os efeitos que pretende denunciar
o que vale é que para a semana haverá - à excepção dos cronistas que merecem férias desde já - mais crónicas, mais jornais, mais opiniões, a vida prosseguirá
será assim tão lucrativo dizer mal ou é só por razões de estilo ? e todos à uma, dá para desconfiar, não é ? se estivessemos assim tão mal haveria alguém de tentar superar construtivamente as dificuldades, aproveitar a boleia dos que acreditam e trabalham, entusiasmar os hesitantes, apaziguar os cépticos...
estaremos a precisar de férias ?
pelo menos de crónicas pessimistas merecíamos férias ... e já ! ! !
observacoes sao benvindas
verberava contra o grunho lusitano, a cuspir palavrões à cadência de cinquenta por minuto, a insultar a eito, estacionado em cima do passeio, buzina a fundo, beata a chamuscar o transeunte, e um ror mais de etc e tais
a peça reproduzia os ditos tiques e os vernáculos palavrões, com que aliás assinava a pluma
ou seja, replicava o status que criticava, insultando indiferenciadamente o insultador e o leitor, comportando-se afinal exactamente como ... grunha
custa a aceitar mas é do que se trata
doutros passos, repetem-se em doses maciças as lamentações das crises, tudo vai mal, tão mal que muitos - Miguel Sousa Tavares, uns tantos directores de jornal e por aí em diante, além do sempiterno Vasco Pulido Valente - concluem que Portugal nem é viável (?!!)
no Diário Económico, de ontem 22 de Julho, Baptista-Bastos desencanta (exactamente) uma desenxabida tirada de um tal Roger Vailland, que sumariamente acusa de ser um grande escritor francês, que se referia a portugalizar como expressivo neologismo para significar apatia do povo, inércia, acriticismo, anestesia geral da nação, por assim ter encontrado a nossa gente enquanto em França se viviam entusiastas dias de resistência ao nazismo e à ocupação alemã
enfim, o conceito pode merecer desde logo crítica comparativa: metade ou mais da França estava nos mesmos dias feita com o ocupante ou inerte de tédio, medo ou desesperança - foi também o que sucedeu na Alemanha, milhões disseram sim a Hitler ou deixaram andar, só assim se explica onde as coisas chegaram
mas Baptista-Bastos adere e recupera a ideia para os dias de hoje do recanto à beira mar: estamos tão mal que se podia dar um golpe militar tipo Estado Novo; mas de tão mau nem temos sequer Estado, nem Novo, nem exército para se rebelar ou um ditador para se impor
em suma, estamos outra vez portugalizados, à francesa; pior, Baptista-Bastos ainda conseque ir mais abaixo, desce à Mauritânia, onde os franceses de lá dizem que Portugal é o país mais desenvolvido de África
enfim, mais negativo que um país assim só mesmo o Baptista-Bastos, que apesar de escritor e jornalista de renome e créditos firmados se mostra agora um verdadeiro arauto da desgraça que afinal faz pior que os restantes portugueses, prejudicando a média, falho de esperança e de temas que fortaleçam o brio e alentem tão mau povo,
no mesmo jornal, Manuel Falcão, jornalista, político e intelectual de craveira, faz o balanço de vida que a legitimidade das férias proprciona: afirma-se esforçado, incompreendido e desiludido, Portugal é mesmo mau, não tem saída, mesmo a sensibiliadde política que alguns reclamam está catalaogada como o pior que há, a catástrofe
pois Manuel Falcão jametinhadito que encontra o país em estado catastrófico e contribui muito para isso gritando que o país está em estado catastrófico, ampliando os efeitos que pretende denunciar
o que vale é que para a semana haverá - à excepção dos cronistas que merecem férias desde já - mais crónicas, mais jornais, mais opiniões, a vida prosseguirá
será assim tão lucrativo dizer mal ou é só por razões de estilo ? e todos à uma, dá para desconfiar, não é ? se estivessemos assim tão mal haveria alguém de tentar superar construtivamente as dificuldades, aproveitar a boleia dos que acreditam e trabalham, entusiasmar os hesitantes, apaziguar os cépticos...
estaremos a precisar de férias ?
pelo menos de crónicas pessimistas merecíamos férias ... e já ! ! !
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2005-07-21
a segurar
perguntava José Leite Pereira, no Jornal de Notícias, como e se vai José Sócrates segurar o Ministro das Finanças...
a resposta está aí, na telefonia e em alguns jornais online: primeira exoneração !
Campos e Cunha jametinhadito que tinha razões pessoais e familiares, além de que estava cansado - ou também haveria razões de sentido político de um político independente ? de um economista competente ? ou de um Ministro divergente ?
antes das convenientes explicações, o Primeiro Ministro decerto está a assegurar que haverá outro Ministro
é que é já a seguir !
observacoes sao benvindas
a resposta está aí, na telefonia e em alguns jornais online: primeira exoneração !
Campos e Cunha jametinhadito que tinha razões pessoais e familiares, além de que estava cansado - ou também haveria razões de sentido político de um político independente ? de um economista competente ? ou de um Ministro divergente ?
antes das convenientes explicações, o Primeiro Ministro decerto está a assegurar que haverá outro Ministro
é que é já a seguir !
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a dois tempos
o Diário de Notícias (20 de Julho de 2005) jametinhadito orgulhar-se do jornalismo que faz e concede o espaço necessário à entrevista a Freitas do Amaral
lida após as explicações do entrevistado sobre o que lá tinha declarado, a entrevista sabe a mofo e o "Diário" perdeu o qualificativo "Notícias"
na avareza de vender papel, o jornal usuou de artimanha para caçar leitores, retardando a publicação da entrevista, depois respigando extractos convenientes para elevar a expectativa do público, só então concedendo espaço à publicação da entrevista, num estratagema demasiado ostensivo e conflituoso, aviltando a inteligência dos leitores, assim submetidos à força da força de vendas, que não da prestação de um serviço de informação noticiosa
a orientação sobre si mesmo começa logo pela prioridade e destaque em caixa dada à apreciação do próprio jornal - ouve-se a si mesmo, publica-se a si mesmo e sublinha-se a si mesmo, relegando para plano menor a entrevista em apreço
mas a leitura da entrevista, além de permitir tirar qualquer dúvida - se a houvesse -sobre a manipulação encetada na véspera pelo jornal, também confirma que a entrevista é exclusivamente dirigida a procurar resquícios de despique do entrevistado em relação ao Governo, limitando-se a perguntas genéricas, requentadas e conclusivas, sem se debruçar sequer sobre a possibilidade de informar o leitor mas antes tentando criar um clima negativo
a entrevista tem 152 - cento e cinquenta e dois - 152 "não" ! ! !
quanto a temas internacionais, o jornal tratou o assunto residualmente, com duas ou três perguntas sobre temas batidos a que Freitas respondeu reiterando as posições anteriormente publicadas sobre a matéria e, aqui ou ali, mais por enfado que por sugestão, tentando explicar ao entrevistador os conceitos básicos do assunto, chegando ao ponto de traduzir o próprio português, quando se estava mesmo a ver que o entrevistado não queria era perceber ...
este jornalismo, a dois tempos, não informa, só faz rateres ! a táctica é manhosa e velha: há sempre quem olhe para a alarvidade ...
PS - a totalidade da entrevista pode ser lida nas seguintes ligações:
http://dn.sapo.pt/2005/07/20/tema/nao_seria_estranho_saisse_governo_pa.html
http://dn.sapo.pt/2005/07/20/tema/voto_contra_a_proposta_ps_nao_faco_c.html
http://dn.sapo.pt/2005/07/20/tema/em_campanha_devia_haver_declaracoes_.html
http://dn.sapo.pt/2005/07/20/tema/nao_podemos_licoes_sobre_corrupcao.html
observacoes sao benvindas
lida após as explicações do entrevistado sobre o que lá tinha declarado, a entrevista sabe a mofo e o "Diário" perdeu o qualificativo "Notícias"
na avareza de vender papel, o jornal usuou de artimanha para caçar leitores, retardando a publicação da entrevista, depois respigando extractos convenientes para elevar a expectativa do público, só então concedendo espaço à publicação da entrevista, num estratagema demasiado ostensivo e conflituoso, aviltando a inteligência dos leitores, assim submetidos à força da força de vendas, que não da prestação de um serviço de informação noticiosa
a orientação sobre si mesmo começa logo pela prioridade e destaque em caixa dada à apreciação do próprio jornal - ouve-se a si mesmo, publica-se a si mesmo e sublinha-se a si mesmo, relegando para plano menor a entrevista em apreço
mas a leitura da entrevista, além de permitir tirar qualquer dúvida - se a houvesse -sobre a manipulação encetada na véspera pelo jornal, também confirma que a entrevista é exclusivamente dirigida a procurar resquícios de despique do entrevistado em relação ao Governo, limitando-se a perguntas genéricas, requentadas e conclusivas, sem se debruçar sequer sobre a possibilidade de informar o leitor mas antes tentando criar um clima negativo
a entrevista tem 152 - cento e cinquenta e dois - 152 "não" ! ! !
quanto a temas internacionais, o jornal tratou o assunto residualmente, com duas ou três perguntas sobre temas batidos a que Freitas respondeu reiterando as posições anteriormente publicadas sobre a matéria e, aqui ou ali, mais por enfado que por sugestão, tentando explicar ao entrevistador os conceitos básicos do assunto, chegando ao ponto de traduzir o próprio português, quando se estava mesmo a ver que o entrevistado não queria era perceber ...
este jornalismo, a dois tempos, não informa, só faz rateres ! a táctica é manhosa e velha: há sempre quem olhe para a alarvidade ...
PS - a totalidade da entrevista pode ser lida nas seguintes ligações:
http://dn.sapo.pt/2005/07/20/tema/nao_seria_estranho_saisse_governo_pa.html
http://dn.sapo.pt/2005/07/20/tema/voto_contra_a_proposta_ps_nao_faco_c.html
http://dn.sapo.pt/2005/07/20/tema/em_campanha_devia_haver_declaracoes_.html
http://dn.sapo.pt/2005/07/20/tema/nao_podemos_licoes_sobre_corrupcao.html
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2005-07-13
falar por falar
em mais uma ferroada em Jorge Sampaio, o editorial do Diário de Notícias de hoje (12/7...ontem já há um bocadinho!) assinado por Raul Vaz, reivindica a má consciência do Presidente da República e aponta o dedo ao País, que considera estar pior que no início deste inquilinato de Belém
nada se alega ou autoriza a concluir que tal juízo ou alguns factos na sua origem sejam atribuíveis a Sampaio, que não governa nem tem competência para o efeito, pelo que não tem essa responsabilidade, como bem se sabe
no caso em apreço, vitupera-se que Sampaio advoga o silêncio sobre a crise portuguesa - ora, manda a honestidade intelectual que a interpretação do que o interlocutor disse deve procurar captar o que é relevante: Sampaio pretende dirigir a sua magistratura à pedagogia da atitude, da restauração da confiança e da auto-estima, precisamente porque os arautos da desgraça impregnam o discurso de problemas que antevêm infindos e insuperáveis, encontrando dificuldades em cada solução
primeiro acusava-se a esquerda de não saber governar, depois que demorava a decidir, mais tarde que as medidas ainda não passaram do papel, entretanto que podia fazer melhor, agora que isto não tem solução
bom, alguma razão tem o Presidente: comecemos por olhar para o que há a fazer, aproveitando o que está feito e contribuindo com a nossa parte ! dizer mal, falar por falar e não fazer nem deixar fazer, jametinhamdito que não interessa ao País
o mundo não se resume à crise, há outras perspectivas a desenvolver e mesmo a crise
também não é só crise, contém muitas vezes o "momentum" que origina a fé, o alento e a iniciativa para a superar
mas o editorial do DN vai por outro caminho, insistindo em que a chuva é molhada, até quando semelhanet técnica venderá papel de jornal ?
no dito caminho, passa pelo sucesso do Chile, que afinal resultou da substituição de Salvador Allende pelo ditador Pinochet - Raul Vaz omite o pormenor da substituição e proclama abençoado o sucesso! excepto, é claro, para os milhares de assassinados e desaparecidos e respectivos familiares, que ainda hoje lutam em desespero pela verdade e pela justiça
embora muito esclarecedor - do propósito de quem o escreve - e a pretexto de que se deve falar de tudo, nunca tinha visto um editorial tão silenciador...
observacoes sao benvindas
nada se alega ou autoriza a concluir que tal juízo ou alguns factos na sua origem sejam atribuíveis a Sampaio, que não governa nem tem competência para o efeito, pelo que não tem essa responsabilidade, como bem se sabe
no caso em apreço, vitupera-se que Sampaio advoga o silêncio sobre a crise portuguesa - ora, manda a honestidade intelectual que a interpretação do que o interlocutor disse deve procurar captar o que é relevante: Sampaio pretende dirigir a sua magistratura à pedagogia da atitude, da restauração da confiança e da auto-estima, precisamente porque os arautos da desgraça impregnam o discurso de problemas que antevêm infindos e insuperáveis, encontrando dificuldades em cada solução
primeiro acusava-se a esquerda de não saber governar, depois que demorava a decidir, mais tarde que as medidas ainda não passaram do papel, entretanto que podia fazer melhor, agora que isto não tem solução
bom, alguma razão tem o Presidente: comecemos por olhar para o que há a fazer, aproveitando o que está feito e contribuindo com a nossa parte ! dizer mal, falar por falar e não fazer nem deixar fazer, jametinhamdito que não interessa ao País
o mundo não se resume à crise, há outras perspectivas a desenvolver e mesmo a crise
também não é só crise, contém muitas vezes o "momentum" que origina a fé, o alento e a iniciativa para a superar
mas o editorial do DN vai por outro caminho, insistindo em que a chuva é molhada, até quando semelhanet técnica venderá papel de jornal ?
no dito caminho, passa pelo sucesso do Chile, que afinal resultou da substituição de Salvador Allende pelo ditador Pinochet - Raul Vaz omite o pormenor da substituição e proclama abençoado o sucesso! excepto, é claro, para os milhares de assassinados e desaparecidos e respectivos familiares, que ainda hoje lutam em desespero pela verdade e pela justiça
embora muito esclarecedor - do propósito de quem o escreve - e a pretexto de que se deve falar de tudo, nunca tinha visto um editorial tão silenciador...
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2005-07-08
carpe diem
os cidadãos britânicos viviam uns dias de alegre euforia: iniciaram o semestre presidencial do Conselho Europeu, em que esperam concretizar as suas ideias de como unir os europeus e assegurar um papel para a Europa no mundo; acabaram de relembrar a vitória naval de Trafalgar, em parceria com diversos outros países; decorre na Escócia uma reunião de alto nível, o G8, de quem se espera um alento na ajuda ao desenvolvimento dos povos mais desfavorecidos; celebram a vitória no exigente concurso para realização dos Jogos Olímpicos de 2012, ganhando afinal mais 7 anos de trabalho árduo para reunir o mundo inteiro em 15 ou 16 dias de convívio pacífico, fraterno e desportivo; preparam mais um grande prémio de automobilismo, prova do circuito mundial de fórmula 1, a decorrer no próximo fim de semana; e começam mais um dia de trabalho, que leva qualquer cidadão ou família a sair de casa, utilizar os transportes públicos para os seus locais de emprego
subitamente, um ardil cobardemente planeado faz explodir autocarros e carruagens de metropolitano, os meios de transporte mais populares numa grande cidade, causando inúmeras mortes e mutilações, numa tragédia inexprimível
jametinhamdito que a crueldade, a violência e a barbaridade dos nossos tempos se inscrevem sobretudo contra inocentes desprevenidos
jametinhamdito que de nada adianta chorar de raiva contra a intolerância e que o combate é tarefa para sucessivas gerações, provavelmente por tempo infinito ou enquanto a humanidade existir
jametinhamdito que o terror só pode ser vencido com uma atitude diária de heroísmo, permanente, de renovada esperança, fé e fraternidade, cuidando das feridas, reforçando a solidariedade para com os nossos próximos mas também a nível regional e global, envolvendo todos os povos e aproveitando todo o dia, todos os dias, para reafirmar dignidade humana
viva Londres, viva a liberdade e viva a paz ! ! !
hoje é um novo dia, carpe diem
observacoes sao benvindas
subitamente, um ardil cobardemente planeado faz explodir autocarros e carruagens de metropolitano, os meios de transporte mais populares numa grande cidade, causando inúmeras mortes e mutilações, numa tragédia inexprimível
jametinhamdito que a crueldade, a violência e a barbaridade dos nossos tempos se inscrevem sobretudo contra inocentes desprevenidos
jametinhamdito que de nada adianta chorar de raiva contra a intolerância e que o combate é tarefa para sucessivas gerações, provavelmente por tempo infinito ou enquanto a humanidade existir
jametinhamdito que o terror só pode ser vencido com uma atitude diária de heroísmo, permanente, de renovada esperança, fé e fraternidade, cuidando das feridas, reforçando a solidariedade para com os nossos próximos mas também a nível regional e global, envolvendo todos os povos e aproveitando todo o dia, todos os dias, para reafirmar dignidade humana
viva Londres, viva a liberdade e viva a paz ! ! !
hoje é um novo dia, carpe diem
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2005-07-07
ler
em certo prédio de Lisboa, junto a uns contentores especiais de razoável dimensão, localizados entre os elevadores e a garagem, está um enorme cartaz com ostensiva inscrição: NÃO SABEM LER ?
a interrogativa obriga a espreitar para dentro dos contentores, geralmente cheios de papel, papelão, cartão e afins !
ler então o quê ?
continuando o percurso em direcção à saída, ganha-se enfim a distância focal necessária a mais proveitosaobservação, mesmo se não particularmente atenta
vislumbram-se então vários pequenos cartazes explicativos, indicando que os contentores se destinam exclusiva e ecologicamente a receber embalagens de tonner vazias ...
daí o desepero do cartaz grande, certamente colocado por quem não investiu o suficiente nos cartazes com as indicações essenciais e depois jametinhadito que são os demais que não sabem ler
é certo que nem todos sabem mas também não chega saber ler ...
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a interrogativa obriga a espreitar para dentro dos contentores, geralmente cheios de papel, papelão, cartão e afins !
ler então o quê ?
continuando o percurso em direcção à saída, ganha-se enfim a distância focal necessária a mais proveitosaobservação, mesmo se não particularmente atenta
vislumbram-se então vários pequenos cartazes explicativos, indicando que os contentores se destinam exclusiva e ecologicamente a receber embalagens de tonner vazias ...
daí o desepero do cartaz grande, certamente colocado por quem não investiu o suficiente nos cartazes com as indicações essenciais e depois jametinhadito que são os demais que não sabem ler
é certo que nem todos sabem mas também não chega saber ler ...
observacoes sao benvindas
2005-07-04
engenheiro
à semelhança de outras empresas mas de modo mais noticiado, um grande banco anunciou drástica medida: acabar internamente com o tratamento pelo título académico, engenheiro, doutor, professor
a coisa sempre teve contornos curiosos, os bacharéis e os mestres tinham insuficiente ou excessivo reconhecimento face ao respectivo título, a formação profissional, técnica e comportamental, amplificou as fontes de aquisição de conhecimentos, competências e valências, a própria experiência é hoje passível de certificação, as post (eh eh) graduações, os MBA,E,I,O,Us enchiam já os curriculum vitae
recentemente, a informalização ganhou valor próprio e mesmo o primeiro nome, senão um afectuoso diminutivo, substituem amiúde a excelência de mui excelsos e académicos graus
os exemplos de fora chegam em catadupa, trazidos por que nos visita em conferência ou nas reuniões da internacionalização política e empresarial a que o 25 de Abril nos abriu portas nos idos de 1974
por falar em abrir portas, a generalização do acesso ao ensino, passados que estão já os testemunhos para a novas gerações, extinguiu de vez o conceito e a permilagem do senhor doutor acima da plebe: praticamente todos os portugueses podem hoje concluir um dos inúmeros cursos superiores numa das inúmeras faculdades e institutos activos em todo o país
nas empresas como na administração pública, governo incluído, os responsáveis de topo dirigem hoje uma plêiade de licenciados, mestres e doutores, mesmo catedráticos, em extensa inversão de hierarquias entre o esquema organizacional e as habilitações académicas, ao ponto de patrões, administradores e ministros se verem na contingência de maior deferência para com subordinados, administrados e colaboradores
empresas há sem nenhum empregado exclusivamente “administrativo”, os recém licenciados cumprem todas as tarefas, sem horas, extraordinariamente, e muitos só entram no mercado de trabalho depois do mestrado ou doutoramento, para colaborar com chefes, directores de serviço ou patrões a quem nunca atribuiriam grau académico algum
eis algumas das verdadeiras razões para acabar com tanta titulação e falsa etiqueta, sendo certo o mérito do resultado e da finalidade
mas também jametinhamdito que no caso em apreço, do BCP, pode a medida prestar-se a interpretações algo além do pragmatismo laboral: poderia ver-se a extinção do tratamento interno pelo grau académico como forma de assinalar a ruptura organizacional, a nova liderança ou a reserva em homenagem ao último dos moicanos - Jardim Gonçalves, o engenheiro !
observacoes sao benvindas
a coisa sempre teve contornos curiosos, os bacharéis e os mestres tinham insuficiente ou excessivo reconhecimento face ao respectivo título, a formação profissional, técnica e comportamental, amplificou as fontes de aquisição de conhecimentos, competências e valências, a própria experiência é hoje passível de certificação, as post (eh eh) graduações, os MBA,E,I,O,Us enchiam já os curriculum vitae
recentemente, a informalização ganhou valor próprio e mesmo o primeiro nome, senão um afectuoso diminutivo, substituem amiúde a excelência de mui excelsos e académicos graus
os exemplos de fora chegam em catadupa, trazidos por que nos visita em conferência ou nas reuniões da internacionalização política e empresarial a que o 25 de Abril nos abriu portas nos idos de 1974
por falar em abrir portas, a generalização do acesso ao ensino, passados que estão já os testemunhos para a novas gerações, extinguiu de vez o conceito e a permilagem do senhor doutor acima da plebe: praticamente todos os portugueses podem hoje concluir um dos inúmeros cursos superiores numa das inúmeras faculdades e institutos activos em todo o país
nas empresas como na administração pública, governo incluído, os responsáveis de topo dirigem hoje uma plêiade de licenciados, mestres e doutores, mesmo catedráticos, em extensa inversão de hierarquias entre o esquema organizacional e as habilitações académicas, ao ponto de patrões, administradores e ministros se verem na contingência de maior deferência para com subordinados, administrados e colaboradores
empresas há sem nenhum empregado exclusivamente “administrativo”, os recém licenciados cumprem todas as tarefas, sem horas, extraordinariamente, e muitos só entram no mercado de trabalho depois do mestrado ou doutoramento, para colaborar com chefes, directores de serviço ou patrões a quem nunca atribuiriam grau académico algum
eis algumas das verdadeiras razões para acabar com tanta titulação e falsa etiqueta, sendo certo o mérito do resultado e da finalidade
mas também jametinhamdito que no caso em apreço, do BCP, pode a medida prestar-se a interpretações algo além do pragmatismo laboral: poderia ver-se a extinção do tratamento interno pelo grau académico como forma de assinalar a ruptura organizacional, a nova liderança ou a reserva em homenagem ao último dos moicanos - Jardim Gonçalves, o engenheiro !
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2005-07-03
esposa grátis

e o que mais pode um estabelecimento comercial oferecer para o cliente ficar totalmente satisfeito ?
a crer no anúncio do JN, o Hotel Londres, ao Estoril, jametinhadito: esposa à borliu, nada menos !
e crianças de brinde !!
é o verdadeiro especial família, aproveite quem quiser, Portugal no seu melhor ainda será um país !!!
quem sabe se de turismo ? ...
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2005-07-02
centenário
atenta e afectuosamente assinalado por quem jametinhadito de história e de direito, regista-se mais um ditoso centenário deste humílimo blog
obrigado
observacoes sao benvindas
obrigado
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2005-06-30
Guerreiro
Emídio, 105 anos, cruzou e lutou por três séculos, em permanente combate pela lucidez, de que era um extraordinário titular, e pela dignidade humana
em nome da dignidade humana arriscou, guerreou e bateu-se toda uma vida, grande parte dela muito corajosamente em contraciclo !
e que vida ...
logo menos de um ano após o golpe de 1926 tentou derrubar os golpistas; se tem vencido, pouparia talvez a Portugal mais de meio século de ditadura, pobreza e ignorância
exilado, combateu o tirano Franco; se tem ganho, pouparia muitas vidas, repressão e ignomínia
depois da madrugada de Abril, fundou e dirigiu o então PPD, em contraciclo, de onde acabou por sair, também em contraciclo
ser humano e cidadão exemplar, nobre portador da bandeira e das armas do bem – pelo qual é necessário agir e bater-se, eis a sua lúcida mensagem – Emídio Guerreiro abraçou, transportou e disseminou pelos tempos (e pelas geografias, do exílio, mesmo no seu próprio País) a suprema causa da dignidade humana, que sacrificadamente defendeu com bravura, lucidez e acção
uma vida de luz
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em nome da dignidade humana arriscou, guerreou e bateu-se toda uma vida, grande parte dela muito corajosamente em contraciclo !
e que vida ...
logo menos de um ano após o golpe de 1926 tentou derrubar os golpistas; se tem vencido, pouparia talvez a Portugal mais de meio século de ditadura, pobreza e ignorância
exilado, combateu o tirano Franco; se tem ganho, pouparia muitas vidas, repressão e ignomínia
depois da madrugada de Abril, fundou e dirigiu o então PPD, em contraciclo, de onde acabou por sair, também em contraciclo
ser humano e cidadão exemplar, nobre portador da bandeira e das armas do bem – pelo qual é necessário agir e bater-se, eis a sua lúcida mensagem – Emídio Guerreiro abraçou, transportou e disseminou pelos tempos (e pelas geografias, do exílio, mesmo no seu próprio País) a suprema causa da dignidade humana, que sacrificadamente defendeu com bravura, lucidez e acção
uma vida de luz
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2005-06-26
gente
ontem, sábado 25 de Junho, o Púlico tem dois homólogos do Ditos e apesar do direito que o nome do dia pressupõe, a coluna «Diz-se» transcreve do Jornal de Negócios, duas afirmações de Baptista-Bastos que não dão descanso ao Governo
nada de extraordinário, vindo de quem, sem papas na língua, sempre se destacou pela análise lúcida, crítica contundente e expressão certeira
dá-se no entanto o caso de Baptista-Bastos se referir ostensivamente a "esta gente" que nos tem governando desde há trinta anos
já outro ilustre comentador, em recente jametinhasdito, verberava contra "esta gente", seja lá o que for o conceito mas tendencialmente a coisificação de pessoas desmerecidas de maior consideração, designadamente porque, pelo que se tem visto - Baptista-Bastos - erraram tanto ou tudo, ou porque - Vasco Graça Moura - segura e aritmeticamente, vão errar tanto ou tudo
começa pois a preocupar que comentadores tão literatos e desabridos, tenham necessidade de recorrer à despersonalização e à generalização dos criticados, atribuindo-lhe o epíteto pejorativo que o «esta gente» pretende encerrar em vez da identificação exacta das pessoas e actos sob crítica
além de infeliz e menos elegante, parece retórica de último recurso mais apropriado para quem nada tem para jametinhasdizer ...
já o «DIXIT» vem aqui ter por outras razões: transcreve um conjunto de alocuções proferidas no debate mensal com o Primeiro-Ministro mas deixa um saldo estranhamente negativo - 9 (nove) 9 frases de José Sócrates para apenas 1 de Marques Mendes, líder da oposição, já para não falar do encómio à antiga de Alberto Martins, deputado do PS que se dirige ao próprio chefe por V.Exa. e procurando convencê-lo de que estamos (?) conscientes de que será um protagonista e está a sê-lo (será antes selo?) da autoridade democrática ...
esta gente ... digo, este Alberto Martins ...
observacoes sao benvindas
nada de extraordinário, vindo de quem, sem papas na língua, sempre se destacou pela análise lúcida, crítica contundente e expressão certeira
dá-se no entanto o caso de Baptista-Bastos se referir ostensivamente a "esta gente" que nos tem governando desde há trinta anos
já outro ilustre comentador, em recente jametinhasdito, verberava contra "esta gente", seja lá o que for o conceito mas tendencialmente a coisificação de pessoas desmerecidas de maior consideração, designadamente porque, pelo que se tem visto - Baptista-Bastos - erraram tanto ou tudo, ou porque - Vasco Graça Moura - segura e aritmeticamente, vão errar tanto ou tudo
começa pois a preocupar que comentadores tão literatos e desabridos, tenham necessidade de recorrer à despersonalização e à generalização dos criticados, atribuindo-lhe o epíteto pejorativo que o «esta gente» pretende encerrar em vez da identificação exacta das pessoas e actos sob crítica
além de infeliz e menos elegante, parece retórica de último recurso mais apropriado para quem nada tem para jametinhasdizer ...
já o «DIXIT» vem aqui ter por outras razões: transcreve um conjunto de alocuções proferidas no debate mensal com o Primeiro-Ministro mas deixa um saldo estranhamente negativo - 9 (nove) 9 frases de José Sócrates para apenas 1 de Marques Mendes, líder da oposição, já para não falar do encómio à antiga de Alberto Martins, deputado do PS que se dirige ao próprio chefe por V.Exa. e procurando convencê-lo de que estamos (?) conscientes de que será um protagonista e está a sê-lo (será antes selo?) da autoridade democrática ...
esta gente ... digo, este Alberto Martins ...
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2005-06-24
em queda
o tema da quartada de Vasco Graça Moura no editorial do DN de 22 de Junho é totalmente irrelevante
mas o propósito é ostensivo: penalizar “esta gente” do Governo socialista
o ouro está nas eleições autárquicas, uma pechincha de oportunidade !
e os meios até são elementares, nem mais é preciso, o dito Governo já começou a cair, por decreto de comentador profissional à sombra de uma inteligência que «funciona com um fascinante sentido de simplificação.»
ele há personalidades assim, maternais a explicar aritmética às crianças
e a história registará a data de 16 de Junho de 2005 como um dia de entrevistas na televisão !!!
calmamente, com a mesma sóbria serenidade e honestidade intelectual com que ainda há poucos meses as quartadas davam dez anos de vigorosa longevidade governamental a Santana Lopes ...
e há poucos mais, outros dez a Durão Barroso...
livra !
observacoes sao benvindas
mas o propósito é ostensivo: penalizar “esta gente” do Governo socialista
o ouro está nas eleições autárquicas, uma pechincha de oportunidade !
e os meios até são elementares, nem mais é preciso, o dito Governo já começou a cair, por decreto de comentador profissional à sombra de uma inteligência que «funciona com um fascinante sentido de simplificação.»
ele há personalidades assim, maternais a explicar aritmética às crianças
e a história registará a data de 16 de Junho de 2005 como um dia de entrevistas na televisão !!!
calmamente, com a mesma sóbria serenidade e honestidade intelectual com que ainda há poucos meses as quartadas davam dez anos de vigorosa longevidade governamental a Santana Lopes ...
e há poucos mais, outros dez a Durão Barroso...
livra !
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2005-06-23
lapsus parvum
dito em português corrente, um pequeno lapso !
outras palavras: um erro pequenino, coisa pouca, um lapsinho !!!
a Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, jasetinhadito "...um pouco atrapalhada" quando perorou sobre "um pronunciamento sobre um despacho do Governo Regional de um Tribunal dos Açores, que não é de Lisboa nem respeita à República Portuguesa, portanto não respeita ao nosso sistema"
ainda se pode dissecar a ambiguidade: é o Tribunal dos Açores que não respeita à República ? a sentença ? ou o Governo Regional ? ou o despacho ?
para haver safa é capaz de ser preciso interpretar a expressão ministerial no sentido de que o Tribunal não sentenciou a República ...
por via de outras interpretações o lapso deixa de ser pequeno, mesmo que a atrapalhação seja compreensível, carregando na infelicidade de uma declaração deveras precipitada
mas o jametinhasdito educacional vai para a filosofia pressuposta na tentativa de emenda, lá onde a Ministra afirma que "Os ministros são pessoas normais e cometem lapsos e só são diferentes porque têm mais responsabilidades"
esta perspectiva confina ou eleva os Ministros a pessoas, digamos ... especiais ? -
bem vistas as coisas, é justamente por terem mais responsabilidades do que as "pessoas normais" que os Ministros não podem cometer os mesmos erros - a errar como as "pessoas normais" deverão deixar de ser Ministros
aproveitando a deixa, importa admitir que a Ministra também procurou reconhecer preocupação pelos descontentamentos dos professores mas soube defender os interesses superiores da educação
num país de "munto ilevado analfabrutismo", eh eh, a prioridade tem que ser definida de forma inquívoca a favor da menor perturbação possível do ano lectivo, devendo os interesses, privilégios ou legítimos direitos sectoriais ser defendidos ou prosseguidos com cuidada limitação da extensão dos prejuízos causados aos alunos e à comunidade em geral
e nunca agravar a situação deliberando a coincidência da greve com a data prevista para realização de exames, criando uma verdadeira armadilha à raposa, o que fica muito mal a quem exerce a delicada e decisiva função docente
há tempo para cada qual se exprimir, reivindicar e lutar
desnecessário e contraproducente é fazer perigar bens preciosos, como a educação num país e sobre uma população dela especialmente carente
observacoes sao benvindas
outras palavras: um erro pequenino, coisa pouca, um lapsinho !!!
a Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, jasetinhadito "...um pouco atrapalhada" quando perorou sobre "um pronunciamento sobre um despacho do Governo Regional de um Tribunal dos Açores, que não é de Lisboa nem respeita à República Portuguesa, portanto não respeita ao nosso sistema"
ainda se pode dissecar a ambiguidade: é o Tribunal dos Açores que não respeita à República ? a sentença ? ou o Governo Regional ? ou o despacho ?
para haver safa é capaz de ser preciso interpretar a expressão ministerial no sentido de que o Tribunal não sentenciou a República ...
por via de outras interpretações o lapso deixa de ser pequeno, mesmo que a atrapalhação seja compreensível, carregando na infelicidade de uma declaração deveras precipitada
mas o jametinhasdito educacional vai para a filosofia pressuposta na tentativa de emenda, lá onde a Ministra afirma que "Os ministros são pessoas normais e cometem lapsos e só são diferentes porque têm mais responsabilidades"
esta perspectiva confina ou eleva os Ministros a pessoas, digamos ... especiais ? -
bem vistas as coisas, é justamente por terem mais responsabilidades do que as "pessoas normais" que os Ministros não podem cometer os mesmos erros - a errar como as "pessoas normais" deverão deixar de ser Ministros
aproveitando a deixa, importa admitir que a Ministra também procurou reconhecer preocupação pelos descontentamentos dos professores mas soube defender os interesses superiores da educação
num país de "munto ilevado analfabrutismo", eh eh, a prioridade tem que ser definida de forma inquívoca a favor da menor perturbação possível do ano lectivo, devendo os interesses, privilégios ou legítimos direitos sectoriais ser defendidos ou prosseguidos com cuidada limitação da extensão dos prejuízos causados aos alunos e à comunidade em geral
e nunca agravar a situação deliberando a coincidência da greve com a data prevista para realização de exames, criando uma verdadeira armadilha à raposa, o que fica muito mal a quem exerce a delicada e decisiva função docente
há tempo para cada qual se exprimir, reivindicar e lutar
desnecessário e contraproducente é fazer perigar bens preciosos, como a educação num país e sobre uma população dela especialmente carente
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2005-06-21
eterno (?) feminino socialista
de acordo com a mais recente notícia da respectiva página oficial, o Departamento Nacional de Mulheres Socialistas jametinhadito que vai fazer das suas eleições um marco histórico
o objectivo foi plenamente atingido: as candidaturas concluíram-se a 3 de Maio (vai para dois meses) e a campanha oficial começou a 19 de Maio passado (há mais de um mês) tendo entretanto circulado diversos rumores, notícias, boatos, desmentidos, promessas, hipóteses, metásteses, metáforas, suposições, pressuposições e muitas outras confusões
na realidade, a notícia é antiga, a página oficial está muito desactualizada, não diz que as eleições já foram, nem que o PS ainda não tem Presidente das Mulheres Socialistas, Conselho Consultivo também não ...
resultados ?
estão à vista, escusam de gastar mais euros, latim e tempo de antena
a compreensão alheia tem limites, onde estão as Mulheres Socialistas ?
enfim, o problema é lá delas ...
observacoes sao benvindas
o objectivo foi plenamente atingido: as candidaturas concluíram-se a 3 de Maio (vai para dois meses) e a campanha oficial começou a 19 de Maio passado (há mais de um mês) tendo entretanto circulado diversos rumores, notícias, boatos, desmentidos, promessas, hipóteses, metásteses, metáforas, suposições, pressuposições e muitas outras confusões
na realidade, a notícia é antiga, a página oficial está muito desactualizada, não diz que as eleições já foram, nem que o PS ainda não tem Presidente das Mulheres Socialistas, Conselho Consultivo também não ...
resultados ?
estão à vista, escusam de gastar mais euros, latim e tempo de antena
a compreensão alheia tem limites, onde estão as Mulheres Socialistas ?
enfim, o problema é lá delas ...
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2005-06-15
às escuras ?
a Sábado, revista com inúmeros atractivos, na edição de 3 a 8 de Junho – sim, notícias frescas – jametinhadito que também há restaurantes que servem pratos às escuras
bem visto, o verdadeiro poder dos sentidos pode ser revelado quando falta ou não usamos algum deles
neste caso, que redobrado deve ser o apuro do tacto, do ouvido, do olfacto e, instigadamente, do paladar
se é certo que os olhos também comem, e às vezes é muito mais ou mesmo só isso, é também provável que outros e intensos sabores se extraiam da experiência de comer e conviver ... sem ver !
os Clientes são ajudados pelos invisuais - que trabalham no restaurante!
de acordo com as informações da página do «Dans le Noir?», em que até a interrogativa é saborosamente prometedora, o projecto nasceu da visão de responsáveis pela Associação Paul Guinot, defensora de cegos e amblíopes franceses, para sensibilizar e proporcionar o conhecimento do modo de vida e dificuldades de quem não vê...
o que pelos vistos é possível realizar de forma construtiva, prazenteira e ética !
observacoes sao benvindas
bem visto, o verdadeiro poder dos sentidos pode ser revelado quando falta ou não usamos algum deles
neste caso, que redobrado deve ser o apuro do tacto, do ouvido, do olfacto e, instigadamente, do paladar
se é certo que os olhos também comem, e às vezes é muito mais ou mesmo só isso, é também provável que outros e intensos sabores se extraiam da experiência de comer e conviver ... sem ver !
os Clientes são ajudados pelos invisuais - que trabalham no restaurante!
de acordo com as informações da página do «Dans le Noir?», em que até a interrogativa é saborosamente prometedora, o projecto nasceu da visão de responsáveis pela Associação Paul Guinot, defensora de cegos e amblíopes franceses, para sensibilizar e proporcionar o conhecimento do modo de vida e dificuldades de quem não vê...
o que pelos vistos é possível realizar de forma construtiva, prazenteira e ética !
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visão
em Beleza e em boa hora, a Fundação Champalimaud anunciou a instituição de um Prémio, a atribuir de dois em dois anos, destinado a incentivar e compensar a investigação na área da visão, no quadro do desenvolvimento da actividade de pesquisa científica no campo da medicina
na expectativa de que frutifiquem os avanços significativos no âmbito da visão, um jametinhasdito de júbilo para quem haja bem !
observacoes sao benvindas
na expectativa de que frutifiquem os avanços significativos no âmbito da visão, um jametinhasdito de júbilo para quem haja bem !
observacoes sao benvindas
a rua do nome
a Monforte, no Alto Alentejo, são reconhecidos importantes vestígios megalíticos, estudados, enquadrados no património arqueológico da região que testemunha um passado longínquo de presença e actividade humana desde há cinco milénios
Monforte tem também inúmeros elementos edificados que remontam à época da ocupação romana, uns dois milénios de história
já no milénio passado, foi palco de lutas entre cristãos e mouros, tendo sido vitorioso o exército de D. Afonso Henriques, o Fundador de Portugal, já lá vão quase mil anos
mais recentemente, Monforte serviu na defesa contra invasores do território nacional
há dias, foi notícia por ter dado o nome de um dos seus, vivo e jovial, a um Largo, que passou a chamar-se José Carlos Malato
o topónimo homenageia e responsabiliza um profissional de rádio e televisão, no activo, esperemos que com muito para dar
acto contínuo, além de referências invejosas, soezes e boçais, o assunto mereceu também a atenção de intelectuais, mais propriamente e para o que ao Ditos interessa, deu alimento a comentadores
na revista do Expresso, a Única Bomba Inteligente Carla Hilário Quevedo perorou sobre a atribuição camarária ao seu Colega de comunicação
e no Diário de Notícias, Miguel Gaspar, verdadeiro refúgio dos media, jametinhadito que a vila de Monforte participou na “subversão da memória”, alterando o curso natural do rio da história, que tende a inundar de antepassados célebres a toponímia dos nossos lugares
mas bem sabemos que os nomes das ruas mudam e até o dos lugares, quem não se lembra do Poço passar a Fonte, em Boliqueime – e quantas mil vezes preferível seria substituir “Quinta do Cabrinha” por nome mais auspicioso para um bairro social ganhar o ânimo necessário a enfrentar tantas dificuldades no seu quotidiano ? e quantas vontades faltam para substituir o “Senhor Roubado” da placa da primeira localidade à saída de Lisboa em direcção a Loures ? e quantos comentadores, apresentadores ou locutores poderiam enobrecer muitos lugares que habitamos, de nome irreconhecível ou pateta ?
haverá poucas ruas, praças e pontes Vasco da Gama, Elias Garcia, Almirante Reis ? mais algumas alamedas, avenidas e viadutos Eça de Queiroz, Hintze Ribeiro, D. Pedro ? e freguesias de Santos ?
é bem certo que nem o dia de hoje apaga a memória, nem todos os nomes de rua são exactamente heróis, nem só de passado é feito o presente
e o caso em apreço parece mais aposta de futuro
oxalá !
observacoes sao benvindas
Monforte tem também inúmeros elementos edificados que remontam à época da ocupação romana, uns dois milénios de história
já no milénio passado, foi palco de lutas entre cristãos e mouros, tendo sido vitorioso o exército de D. Afonso Henriques, o Fundador de Portugal, já lá vão quase mil anos
mais recentemente, Monforte serviu na defesa contra invasores do território nacional
há dias, foi notícia por ter dado o nome de um dos seus, vivo e jovial, a um Largo, que passou a chamar-se José Carlos Malato
o topónimo homenageia e responsabiliza um profissional de rádio e televisão, no activo, esperemos que com muito para dar
acto contínuo, além de referências invejosas, soezes e boçais, o assunto mereceu também a atenção de intelectuais, mais propriamente e para o que ao Ditos interessa, deu alimento a comentadores
na revista do Expresso, a Única Bomba Inteligente Carla Hilário Quevedo perorou sobre a atribuição camarária ao seu Colega de comunicação
e no Diário de Notícias, Miguel Gaspar, verdadeiro refúgio dos media, jametinhadito que a vila de Monforte participou na “subversão da memória”, alterando o curso natural do rio da história, que tende a inundar de antepassados célebres a toponímia dos nossos lugares
mas bem sabemos que os nomes das ruas mudam e até o dos lugares, quem não se lembra do Poço passar a Fonte, em Boliqueime – e quantas mil vezes preferível seria substituir “Quinta do Cabrinha” por nome mais auspicioso para um bairro social ganhar o ânimo necessário a enfrentar tantas dificuldades no seu quotidiano ? e quantas vontades faltam para substituir o “Senhor Roubado” da placa da primeira localidade à saída de Lisboa em direcção a Loures ? e quantos comentadores, apresentadores ou locutores poderiam enobrecer muitos lugares que habitamos, de nome irreconhecível ou pateta ?
haverá poucas ruas, praças e pontes Vasco da Gama, Elias Garcia, Almirante Reis ? mais algumas alamedas, avenidas e viadutos Eça de Queiroz, Hintze Ribeiro, D. Pedro ? e freguesias de Santos ?
é bem certo que nem o dia de hoje apaga a memória, nem todos os nomes de rua são exactamente heróis, nem só de passado é feito o presente
e o caso em apreço parece mais aposta de futuro
oxalá !
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2005-06-06
contra Tempos
sobre comentários ao "não" e à vã glória de desmanchar, jametinhamdito o que "todo o comentário diz mais sobre quem o faz do que propriamente sobre o assunto versado."
(Heidegger – e, possivelmente, antes dele muitos outros)
é bem lembrado!
Sein und Zeit !!
e sabe-se que nem é difícil esquecer a dificuldade que é esquecer o esquecimento !!!
ainda que à boleia, Heidegger na berlinda é sempre enriquecedor, mesmo se no pano de um debate em que alguns resultados já conhecidos são apropriados vitoriosamente pela conquista de coisa nenhuma
ainda perorando o Non, germe ampliador do Nee: ontem, Vasco Wemans cantava vitória no Público, iniciando sintomaticamente a sua carta ao Director com a necessidade de explicar que a vitória do Não é também a vitória da Europa porque ... “não existe no Não do povo francês à Constituição uma ameaça ou um perigo para a União...” - ainda que, apesar de implausível, fosse verdade, tão brilhante vitória tem afinal resultado parco ou nenhum ...
voltando a Friburgo, o ilustre professor, reitor (enquanto foi membro do Partido Nacional Socialista, na Alemanha de 1933) e catedrático, problematizou superiormente o Ser e preocupou-se com a existência autêntica, fundada em genuíno cuidado devido aos outros, mas debateu-se com a impossibilidade da metafísica, da fé e, inexoravelmente, da sistematização teórica do Ser ... tema reservado à órbita poética
importa muito referenciar que o esquecimento (o tempo, os seu limites e o limite que por sua vez constitui, ao menos para o ser humano?) e o Ser (a finitude da existência humana, simultaneamente condição sine qua non e limite da interpelação e consciência do Ser?) são centrais nos densos e inovadores estudos de Heidegger mas a questão é vinculada à proximidade de Husserl, de quem foi discípulo, e à necessidade de oposição à fenomenologia ou pelo menos a quanto a doutrina do Mestre não (lhe) respondia
tem pois, mesmo o genial Heidegger, o seu lugar próprio na evolução da filosofia, enquadrado e relativizado no conhecimento humano em geral e nas doutrinas que o (en)informaram, sobretudo as do seu tempo, não tendo obviamente nenhuma natureza absoluta de divindade, que aliás rejeitava em tese
de todo o modo, a crer no alcance e no sentido atribuído à citação sobre o carácter reflexivo dos comentários sobre os comentadores, nada parece autorizar qualquer distinção, para tal efeito, entre comentários defensores de Não e comentários defensores de Sim, tão só arrasando veleidades de qualquer comentador quanto ao sentido que supunha imprimir aos respectivos assuntos versados, pelos vistos esmagados na fogueira de labéu legitimado por semelhante sumidade – mas também a citação corre o risco de nada nos dizer sobre o assunto versado, limitando-se, como sucede aos demais mortais, a referir-se apenas ao próprio autor...
resta, como esperança, que acima de defensores de Não e Sim esteja quem não se atreve a defender nada ou mesmo quem, indiferente a tudo isso, se augure estoicamente a ficar na expectativa
e, em época de incertezas, mais de constatar que defender, depois logo se vê ...
ao menos isso !
observacoes sao benvindas
(Heidegger – e, possivelmente, antes dele muitos outros)
é bem lembrado!
Sein und Zeit !!
e sabe-se que nem é difícil esquecer a dificuldade que é esquecer o esquecimento !!!
ainda que à boleia, Heidegger na berlinda é sempre enriquecedor, mesmo se no pano de um debate em que alguns resultados já conhecidos são apropriados vitoriosamente pela conquista de coisa nenhuma
ainda perorando o Non, germe ampliador do Nee: ontem, Vasco Wemans cantava vitória no Público, iniciando sintomaticamente a sua carta ao Director com a necessidade de explicar que a vitória do Não é também a vitória da Europa porque ... “não existe no Não do povo francês à Constituição uma ameaça ou um perigo para a União...” - ainda que, apesar de implausível, fosse verdade, tão brilhante vitória tem afinal resultado parco ou nenhum ...
voltando a Friburgo, o ilustre professor, reitor (enquanto foi membro do Partido Nacional Socialista, na Alemanha de 1933) e catedrático, problematizou superiormente o Ser e preocupou-se com a existência autêntica, fundada em genuíno cuidado devido aos outros, mas debateu-se com a impossibilidade da metafísica, da fé e, inexoravelmente, da sistematização teórica do Ser ... tema reservado à órbita poética
importa muito referenciar que o esquecimento (o tempo, os seu limites e o limite que por sua vez constitui, ao menos para o ser humano?) e o Ser (a finitude da existência humana, simultaneamente condição sine qua non e limite da interpelação e consciência do Ser?) são centrais nos densos e inovadores estudos de Heidegger mas a questão é vinculada à proximidade de Husserl, de quem foi discípulo, e à necessidade de oposição à fenomenologia ou pelo menos a quanto a doutrina do Mestre não (lhe) respondia
tem pois, mesmo o genial Heidegger, o seu lugar próprio na evolução da filosofia, enquadrado e relativizado no conhecimento humano em geral e nas doutrinas que o (en)informaram, sobretudo as do seu tempo, não tendo obviamente nenhuma natureza absoluta de divindade, que aliás rejeitava em tese
de todo o modo, a crer no alcance e no sentido atribuído à citação sobre o carácter reflexivo dos comentários sobre os comentadores, nada parece autorizar qualquer distinção, para tal efeito, entre comentários defensores de Não e comentários defensores de Sim, tão só arrasando veleidades de qualquer comentador quanto ao sentido que supunha imprimir aos respectivos assuntos versados, pelos vistos esmagados na fogueira de labéu legitimado por semelhante sumidade – mas também a citação corre o risco de nada nos dizer sobre o assunto versado, limitando-se, como sucede aos demais mortais, a referir-se apenas ao próprio autor...
resta, como esperança, que acima de defensores de Não e Sim esteja quem não se atreve a defender nada ou mesmo quem, indiferente a tudo isso, se augure estoicamente a ficar na expectativa
e, em época de incertezas, mais de constatar que defender, depois logo se vê ...
ao menos isso !
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o nome da rua

o nome da rua

o Instituto Militar dos Pupilos do Exército, vulgo Pilão, criou raízes na comunidade portuguesa como resposta a problemas decorrentes do envolvimento do país nas guerras coloniais
assegurava instrução e ensino a jovens órfãos ou de algum outro modo desfavorecidos, com objectivos práticos, definidos e múltiplos: prepará-los ao nível individual, fornecendo-lhe a formação humana, o treino físico e mental e os conhecimentos técnicos necessários para enfrentarem a vida, como a si próprios, através de uma profissão, da solidariedade e do desenvolvimento moral e intelectual
mas também, a nível relacional, para a constituição de forte espírito de grupo, equipa e corpo; para integrarem e fortalecerem a família; para contribuírem para o progresso da comunidade e do país
ou mesmo, como se diz hoje, para acederem ao mercado
com ofertas em internato ou em externato, aos níveis do ensino básico, secundário e superior, mantém ainda hoje as qualidades, os recursos e a força de vontade para assegurar um ensino pragmático de referência, de que se podem orgulhar alunos, ex-alunos e, com toda a certeza, futuros alunos
até porque, jametinham dito, querer é poder ! ! !
observações são benvindas
2005-06-04
alega Lima
mais um exemplo de má fé sectária ? é óbvio que não é só mera ignorância nem sequer a costumada aposta chicana na ignorância de alguns destinatários para vender quilogramas ... !
aqui vai, assinado por jornalista qualificado em responsável editorial:
"Alega Campos e Cunha que a sua pensão do Banco de Portugal «é um direito adquirido, legal e legítimo». Também as reformas aos 60 anos eram. Ou as promoções automáticas. Ou os sistemas especiais de saúde e de pensões de várias profissões. E o ministro não se coibiu de os abolir ou reduzir drasticamente".
José António Lima, "Expresso", 4-6-2005
ora, fácil é distinguir entre regimes de pensões, saúde ou promoções e os direitos em dado momento adquiridos ao abrigo desses ou de certos regimes
uma vez constituídos, a alteração dos direitos é ilegítima, há uma tutela legal de protecção individual
já os regimes podem e devem mudar, atendendo a razões políticas, económicas e de justiça social - e precisamente essas eventuais alterações de regime não devem produzir efeitos retroactivos, ou seja, não devem afectar prejudicalmente as situações individuais já constituídas
os aproveitamentos partidários demagógicos, desde a ignorância até à falsa fé, naturalmente que são eticamente reprováveis, compreendendo-se, embora sem razão, na luta pelo poder, na exploração dos interesses dos dirigentes e das estruturas organizativas que representam e de que se alimentam
aos profissionais da informação é suposto e pressuposto conceder que não são movidos pela chicana da cobiça do poder, presumindo-se que se não regem pelos inconfessáveis interesses de responsáveis político-partidários, ao menos enquanto se abrigam sob o título de funções editoriais
mas jametinhamdito que há jornais que se prestam a isso ...
bah !
observacoes sao benvindas
aqui vai, assinado por jornalista qualificado em responsável editorial:
"Alega Campos e Cunha que a sua pensão do Banco de Portugal «é um direito adquirido, legal e legítimo». Também as reformas aos 60 anos eram. Ou as promoções automáticas. Ou os sistemas especiais de saúde e de pensões de várias profissões. E o ministro não se coibiu de os abolir ou reduzir drasticamente".
José António Lima, "Expresso", 4-6-2005
ora, fácil é distinguir entre regimes de pensões, saúde ou promoções e os direitos em dado momento adquiridos ao abrigo desses ou de certos regimes
uma vez constituídos, a alteração dos direitos é ilegítima, há uma tutela legal de protecção individual
já os regimes podem e devem mudar, atendendo a razões políticas, económicas e de justiça social - e precisamente essas eventuais alterações de regime não devem produzir efeitos retroactivos, ou seja, não devem afectar prejudicalmente as situações individuais já constituídas
os aproveitamentos partidários demagógicos, desde a ignorância até à falsa fé, naturalmente que são eticamente reprováveis, compreendendo-se, embora sem razão, na luta pelo poder, na exploração dos interesses dos dirigentes e das estruturas organizativas que representam e de que se alimentam
aos profissionais da informação é suposto e pressuposto conceder que não são movidos pela chicana da cobiça do poder, presumindo-se que se não regem pelos inconfessáveis interesses de responsáveis político-partidários, ao menos enquanto se abrigam sob o título de funções editoriais
mas jametinhamdito que há jornais que se prestam a isso ...
bah !
observacoes sao benvindas
2005-06-02
... ou a vã glória
ditos
... enfim, a Europa há-de trilhar os seus caminhos, umas vezes a poder de construtivos sins, umas outras por baixo de clamorosos nãos, longe vão pois os tempos em que a evolução (?) se perspectivava à bordoada, canhonada, etc.
um não terá poderosas virtudes ou mesmo muitas mais
realizar algo é porém desafio maior, implica propor, eventualmente cativar, seduzir ou animar a partilha de ideais; sujeitar-se a ceder; procurar consensos; obter compromissos
mas os tempos não estão para compromissos, todos gostam de fazer prevalecer os seus interesses, decerto legítimos
o não é inteiramente legítimo e porventura a melhor escolha, talvez até justo - bem, o recurso ao exagero é meramente didactico - mas faz lembrar a história da rã e do lacrau, a primeira propõe-se atravessar a ribeira, do que o segundo não é capaz, mas encetado o trajecto cooperativo, o lacrau concretiza a sua natureza, afundando ideal, propósito, travessia, cooperação e ... o canastro de ambos
naturalmente que a CEE não foi propriamente referendada, nem os países que a compõem no momento inicial, quase todos os que agora integram a União Europeia, ou os que constituem por ora a lista da ONU, tão pouco foi referendada a construção do Castelo de São Jorge, a cidade de Lisboa, a Torre Eiffel de Paris, a farmácia da esquina, a língua portuguesa, o armistício de 1945, o 25 de Abril, o horário de abertura do Museu Nacional de Arte Antiga, a Constituição da República ou as suas inúmeras alterações, a adesão de Portugal à CEE/CE/UE e muitas outras realizações ou aquisições humanas, muitas das quais obviamente não resistiriam a um excelso e vivaz referendo
as fontes de legitimação têm asim uma natureza fugidia face aos filtros mentais com que por vezes encaramos modernamente temas semelhantes - e a receita pode conter o germe da eficácia: tudo quanto não se queira realizar, submete-se a referendo, há enorme probalidade de ficar no papel ou mesmo no tinteiro !
nada há que propor em alternativa, nada há que ceder, nada há que aceitar
e como todas as razões são boas, o próximo projecto será ainda de mais difícil elaboração; mas é um saco de gatos, como irá colher mais e menos coesão, mais e menos federação, mais e menos liberalismo, mais e menos religião, mais e menos subsidiaridade, mais e menos social, mais e menos directório, mais e menos soberania, mais e menos economia, mais e menos política, mais e menos ética ?
por meritória e útil que seja, a vitória do não é pois sensaborona e deslavada: o que é que verdadeiramente oferece aos povos da Europa ? como se supera ? que progressos assegura ?
mas não é neutra nem indolor: além de dividir e acirrar, deve afastar a carta de direitos, o objectivo de pleno emprego e a supremacia de conceitos sociais e de solidariedade entre os povos de qualquer tentativa ou projecto de texto europeu nos próximos anos, talvez décadas, até que algum novo idealismo comunitário ou alguma transcedência solidária, eventualmente sob a premência de desânimos agonizantes, de ameaças totalitárias ou musculadas
o compromisso até pode construir a paz, castelos, países, comunidades, línguas, poemas, ciências, mas porventura com muitos defeitos pois, por definição e circunstância é de facto imperfeito
então vota não, porque jametinhasdito que não és comunista; nem sindicalista; nem operário; nem intelectual ...
... enfim, a Europa há-de trilhar os seus caminhos, umas vezes a poder de construtivos sins, umas outras por baixo de clamorosos nãos, longe vão pois os tempos em que a evolução (?) se perspectivava à bordoada, canhonada, etc.
um não terá poderosas virtudes ou mesmo muitas mais
realizar algo é porém desafio maior, implica propor, eventualmente cativar, seduzir ou animar a partilha de ideais; sujeitar-se a ceder; procurar consensos; obter compromissos
mas os tempos não estão para compromissos, todos gostam de fazer prevalecer os seus interesses, decerto legítimos
o não é inteiramente legítimo e porventura a melhor escolha, talvez até justo - bem, o recurso ao exagero é meramente didactico - mas faz lembrar a história da rã e do lacrau, a primeira propõe-se atravessar a ribeira, do que o segundo não é capaz, mas encetado o trajecto cooperativo, o lacrau concretiza a sua natureza, afundando ideal, propósito, travessia, cooperação e ... o canastro de ambos
naturalmente que a CEE não foi propriamente referendada, nem os países que a compõem no momento inicial, quase todos os que agora integram a União Europeia, ou os que constituem por ora a lista da ONU, tão pouco foi referendada a construção do Castelo de São Jorge, a cidade de Lisboa, a Torre Eiffel de Paris, a farmácia da esquina, a língua portuguesa, o armistício de 1945, o 25 de Abril, o horário de abertura do Museu Nacional de Arte Antiga, a Constituição da República ou as suas inúmeras alterações, a adesão de Portugal à CEE/CE/UE e muitas outras realizações ou aquisições humanas, muitas das quais obviamente não resistiriam a um excelso e vivaz referendo
as fontes de legitimação têm asim uma natureza fugidia face aos filtros mentais com que por vezes encaramos modernamente temas semelhantes - e a receita pode conter o germe da eficácia: tudo quanto não se queira realizar, submete-se a referendo, há enorme probalidade de ficar no papel ou mesmo no tinteiro !
nada há que propor em alternativa, nada há que ceder, nada há que aceitar
e como todas as razões são boas, o próximo projecto será ainda de mais difícil elaboração; mas é um saco de gatos, como irá colher mais e menos coesão, mais e menos federação, mais e menos liberalismo, mais e menos religião, mais e menos subsidiaridade, mais e menos social, mais e menos directório, mais e menos soberania, mais e menos economia, mais e menos política, mais e menos ética ?
por meritória e útil que seja, a vitória do não é pois sensaborona e deslavada: o que é que verdadeiramente oferece aos povos da Europa ? como se supera ? que progressos assegura ?
mas não é neutra nem indolor: além de dividir e acirrar, deve afastar a carta de direitos, o objectivo de pleno emprego e a supremacia de conceitos sociais e de solidariedade entre os povos de qualquer tentativa ou projecto de texto europeu nos próximos anos, talvez décadas, até que algum novo idealismo comunitário ou alguma transcedência solidária, eventualmente sob a premência de desânimos agonizantes, de ameaças totalitárias ou musculadas
o compromisso até pode construir a paz, castelos, países, comunidades, línguas, poemas, ciências, mas porventura com muitos defeitos pois, por definição e circunstância é de facto imperfeito
então vota não, porque jametinhasdito que não és comunista; nem sindicalista; nem operário; nem intelectual ...
2005-05-22
Não porque sim
o Pacheco Pereira é um mediático (vive disso!) e não desperdiça uma
oportunidade, ao contrário do Sporting...
também fez campanha contra o Santana, aliás desde antes de o Santana ser
Primeiro, logo que percebeu que o assunto ia dar conversa, notoriedade e
comentários sem fim
inclusivamente deixou no ar a hipótese de votar em branco ou não votar PSD
nas legislativas antecipadas pelo Sampaio (outro adepto do contra-ataque,
sistema eficaz contra convencidos, distraídos e outros esquecidos) e
lembro-me que só uns (muito poucos) dias antes das eleições desfez os
equívocos que deliberada e espectacularmente criou
razões para Sins e Nãos há sempre - e muitas !
recordo também uma recente sondagem em França, em momento em que o Não
ainda prevalecia, onde se verificava que as duas (com percentagens
muito próximas) principais (de longe, a milhas de terceiros argumentos)
razões para o Não eram: a) o Tratado Constitucional era demasiado liberal; b) o Tratado Constitucional era pouco liberal !!!
também nós podemos esgrimir razões para votarmos Não como os comunistas e
fascistas, esclarecendo que temos motivos diferentes
certo é que tal como quando está tudo a chorar há sempre tipos que
aproveitam o nicho de mercado e tornam-se vendedores de lenços de assoar,
também o nosso comentador Pacheco Pereira negoceia o seu produto, usando com
maestria os poderosos instrumentos de marketing de que faz óptimo uso, como
sejam um partido político e uma catrefa de órgãos de comunicação, blogues
incluídos
observacoes sao benvindas
oportunidade, ao contrário do Sporting...
também fez campanha contra o Santana, aliás desde antes de o Santana ser
Primeiro, logo que percebeu que o assunto ia dar conversa, notoriedade e
comentários sem fim
inclusivamente deixou no ar a hipótese de votar em branco ou não votar PSD
nas legislativas antecipadas pelo Sampaio (outro adepto do contra-ataque,
sistema eficaz contra convencidos, distraídos e outros esquecidos) e
lembro-me que só uns (muito poucos) dias antes das eleições desfez os
equívocos que deliberada e espectacularmente criou
razões para Sins e Nãos há sempre - e muitas !
recordo também uma recente sondagem em França, em momento em que o Não
ainda prevalecia, onde se verificava que as duas (com percentagens
muito próximas) principais (de longe, a milhas de terceiros argumentos)
razões para o Não eram: a) o Tratado Constitucional era demasiado liberal; b) o Tratado Constitucional era pouco liberal !!!
também nós podemos esgrimir razões para votarmos Não como os comunistas e
fascistas, esclarecendo que temos motivos diferentes
certo é que tal como quando está tudo a chorar há sempre tipos que
aproveitam o nicho de mercado e tornam-se vendedores de lenços de assoar,
também o nosso comentador Pacheco Pereira negoceia o seu produto, usando com
maestria os poderosos instrumentos de marketing de que faz óptimo uso, como
sejam um partido político e uma catrefa de órgãos de comunicação, blogues
incluídos
observacoes sao benvindas
2005-05-04
beijo em contramão
em crónica matinal em boa hora partilhada na TSF, faz tempo, Fernando Alves jametinhadito que viu o beijo de um casal na berma da IC 19, quando se aproximava de Lisboa no ror do trânsito matutino
o casal estava ao lado de um carro parado, no sentido de Sintra e o feliz cronista interrogava-se: seria hora de partida, estariam de regresso, seria uma pausa, haveria uma avaria ?
perturbador, como seria de esperar, o beijo em contramão despertava (!) a atenção dos transeuntes, num momento de perplexidade, como que uma prenda de travo e aroma diferente em mais um dia de trabalho na urbe
o olhar prendeu-se-lhe naquele beijo, obrigando-o a reparar, como terá sucedido a alguns outros condutores pela fresca da manhã
é assim como ouvir o galo cantar ou a chilreada dos pássaros, ver cair da árvore uma pêra, molhar os pés num ribeiro, sentir a brisa quente e reparadora
tudo pois quanto, nos escapa dia após dia, por entre os dedos, a vida afinal, nos seus quês de simplicidade e ternura, apressados e apresados na espuma das correrias artificiais que nos contam os minutos e nos roubam eternidades decisivas, como o instante de um beijo
e um beijo assim suspende o tempo e devolve-nos algo, breve mas com fragrância de verdadeira urgência ... tão urgente que o tempo não conta nem quanto nos rodeia ...
e é sempre urgente se é dado e visto às portas do dia e da cidade, na partilha de um acaso, de uma pausa, de uma berma, em perfeito recolhimento à beira da confusão, à vista de uma fila de perplexos observadores camuflados de condutores rumo a mais um dia, tornados invisíveis pelos mistérios da doçura ou da paixão, mas tocados brevemente pela graça de um beijo em contramão
observacoes sao benvindas
o casal estava ao lado de um carro parado, no sentido de Sintra e o feliz cronista interrogava-se: seria hora de partida, estariam de regresso, seria uma pausa, haveria uma avaria ?
perturbador, como seria de esperar, o beijo em contramão despertava (!) a atenção dos transeuntes, num momento de perplexidade, como que uma prenda de travo e aroma diferente em mais um dia de trabalho na urbe
o olhar prendeu-se-lhe naquele beijo, obrigando-o a reparar, como terá sucedido a alguns outros condutores pela fresca da manhã
é assim como ouvir o galo cantar ou a chilreada dos pássaros, ver cair da árvore uma pêra, molhar os pés num ribeiro, sentir a brisa quente e reparadora
tudo pois quanto, nos escapa dia após dia, por entre os dedos, a vida afinal, nos seus quês de simplicidade e ternura, apressados e apresados na espuma das correrias artificiais que nos contam os minutos e nos roubam eternidades decisivas, como o instante de um beijo
e um beijo assim suspende o tempo e devolve-nos algo, breve mas com fragrância de verdadeira urgência ... tão urgente que o tempo não conta nem quanto nos rodeia ...
e é sempre urgente se é dado e visto às portas do dia e da cidade, na partilha de um acaso, de uma pausa, de uma berma, em perfeito recolhimento à beira da confusão, à vista de uma fila de perplexos observadores camuflados de condutores rumo a mais um dia, tornados invisíveis pelos mistérios da doçura ou da paixão, mas tocados brevemente pela graça de um beijo em contramão
observacoes sao benvindas
2005-05-03
humanos recursos
passou o dia do Trabalhador, algo despercebido, o domingo a absorver um desejável feriado e para mais era dia das Mães, que tudo merecem, deviam ter um dia grande 365 vezes por ano, toda a nossa vida
nos últimos anos, recentemente, o primeiro dia de Maio tem sido aproveitado para contestar a globalização, por vezes de forma irracional e mesmo violentamente - o problema das multinacionais, da descaracterização cultural, das deslocalizações, da procura desenfreada de lucro, (s)enfim... pese embora ser forçoso reconhecer e criticar a deficiente democraticidade do sistema económico mundial, facto que importa superar construtivamente e sem destruição nem caos
longe vão os tempos da festa do início das plantações da Primavera, com o entusiasmo de todos, dos trabalhadores em especial, também a poder de ancestrais ritos dos ciclos naturais, da vida e da alegria, partilhada por velhos e novos
entretanto o dia significou luta, martírio, coisa a sério, a polícia a carregar e morriam trabalhadores, desvaliam-se famílias, cuidava-se do valioso futuro alheio com o risco da própria vida, tempos
entretanto passou a memorial, homenagem, comemoração, celebração de vitórias e atitudes, sinal da dignidade ao de cima
depois passou a caso de política, sindicatos partidarizados
ainda serviu para alguma música ou para sair simplesmente à rua, encontrar gente e animação, um dia roubado ao patrão é também para esbanjar ao sol, no jardim, no relvado, no largo, na praça, na avenida, na alameda
agora já quase só dá na TV, havemos de ver dois ou três espécimes, protegidos a honorário e lancharete, em entrevista a explicar como eram os tempos em que havia manifestações ou apenas reuniões ou mesmo trabalhadores ...
pois a grãfinagem guru da megagestão só conhece "recursos", ainda lá botam, digo, implementam um H mas tudo se pode racionalizar, reduzir, flexibilizar, jametihamdito que estará para breve o acabar de vez com a obsolescência do superlativo "humanos" a qualificar inviamente tão fungíveis recursos
de nada vale argumentar que os trabalhadores não são recursos, são antes sujeitos que exercem actividades remuneradas aplicando o saber e a mão de obra de que dispõem, de forma organizada pelos gestores e em benefício da empresa ou entidade patronal
também de nada vale argumentar que os gestores não são recursos mas sujeitos que exercem actividades remuneradas de administração de bens alheios, organizando os factores de produção, trabalho incluído - esse sim, um factor - em benefício da empresa ou dos accionistas seus proprietários
e também de nada vale argumentar que os accionistas não são recuros mas sujeitos que aplicam e arriscam os seus capitais e economias, confiando em gestores que organizam as actividades dos trabalhadores
é que o que faz mover o mundo são os fundos anónimos que representam a abstracção de referência, porventura meros índices e siglas, informaticamente listados, em que accionistas, gestores e trabalhadores são vistos não como sujeitos mas meros factores
ora, tal como gestores e accionistas, o trabalhador não é um recurso nem factor
o trabalhador é um sujeito, gente, ser humano que nasce, aprende, cresce, vive em Família e em sociedade, em várias comunidades incluindo a laboral, esta importante sem no entanto esgotar a vida, o todo em que se realiza e dignifica a pessoa humana
era por isso o entusiasmo das primeiras plantações da Primavera, os factores serviam o homem, sujeito dinamizador da transformação dos recursos, titular de dignidade humana e Família para alimentar e educar
era por isso que lutavam e morriam os trabalhadores martirizados no primeiro Primeiro de Maio, queriam ser tratados como sujeitos, pessoa humana, Pais, Mães, Filhos, gente
entretanto sobreveio a alpaca mais a era digital e as business school, puro management, cavalgado a gurus de case study debruado a power point, deixam de ver gente, é tudo recursos, tal como está consagrado na apresentação web-based
trabalhadores o que seja ?
partilha, o que é ?
dia de quê ?
observacoes sao benvindas
nos últimos anos, recentemente, o primeiro dia de Maio tem sido aproveitado para contestar a globalização, por vezes de forma irracional e mesmo violentamente - o problema das multinacionais, da descaracterização cultural, das deslocalizações, da procura desenfreada de lucro, (s)enfim... pese embora ser forçoso reconhecer e criticar a deficiente democraticidade do sistema económico mundial, facto que importa superar construtivamente e sem destruição nem caos
longe vão os tempos da festa do início das plantações da Primavera, com o entusiasmo de todos, dos trabalhadores em especial, também a poder de ancestrais ritos dos ciclos naturais, da vida e da alegria, partilhada por velhos e novos
entretanto o dia significou luta, martírio, coisa a sério, a polícia a carregar e morriam trabalhadores, desvaliam-se famílias, cuidava-se do valioso futuro alheio com o risco da própria vida, tempos
entretanto passou a memorial, homenagem, comemoração, celebração de vitórias e atitudes, sinal da dignidade ao de cima
depois passou a caso de política, sindicatos partidarizados
ainda serviu para alguma música ou para sair simplesmente à rua, encontrar gente e animação, um dia roubado ao patrão é também para esbanjar ao sol, no jardim, no relvado, no largo, na praça, na avenida, na alameda
agora já quase só dá na TV, havemos de ver dois ou três espécimes, protegidos a honorário e lancharete, em entrevista a explicar como eram os tempos em que havia manifestações ou apenas reuniões ou mesmo trabalhadores ...
pois a grãfinagem guru da megagestão só conhece "recursos", ainda lá botam, digo, implementam um H mas tudo se pode racionalizar, reduzir, flexibilizar, jametihamdito que estará para breve o acabar de vez com a obsolescência do superlativo "humanos" a qualificar inviamente tão fungíveis recursos
de nada vale argumentar que os trabalhadores não são recursos, são antes sujeitos que exercem actividades remuneradas aplicando o saber e a mão de obra de que dispõem, de forma organizada pelos gestores e em benefício da empresa ou entidade patronal
também de nada vale argumentar que os gestores não são recursos mas sujeitos que exercem actividades remuneradas de administração de bens alheios, organizando os factores de produção, trabalho incluído - esse sim, um factor - em benefício da empresa ou dos accionistas seus proprietários
e também de nada vale argumentar que os accionistas não são recuros mas sujeitos que aplicam e arriscam os seus capitais e economias, confiando em gestores que organizam as actividades dos trabalhadores
é que o que faz mover o mundo são os fundos anónimos que representam a abstracção de referência, porventura meros índices e siglas, informaticamente listados, em que accionistas, gestores e trabalhadores são vistos não como sujeitos mas meros factores
ora, tal como gestores e accionistas, o trabalhador não é um recurso nem factor
o trabalhador é um sujeito, gente, ser humano que nasce, aprende, cresce, vive em Família e em sociedade, em várias comunidades incluindo a laboral, esta importante sem no entanto esgotar a vida, o todo em que se realiza e dignifica a pessoa humana
era por isso o entusiasmo das primeiras plantações da Primavera, os factores serviam o homem, sujeito dinamizador da transformação dos recursos, titular de dignidade humana e Família para alimentar e educar
era por isso que lutavam e morriam os trabalhadores martirizados no primeiro Primeiro de Maio, queriam ser tratados como sujeitos, pessoa humana, Pais, Mães, Filhos, gente
entretanto sobreveio a alpaca mais a era digital e as business school, puro management, cavalgado a gurus de case study debruado a power point, deixam de ver gente, é tudo recursos, tal como está consagrado na apresentação web-based
trabalhadores o que seja ?
partilha, o que é ?
dia de quê ?
observacoes sao benvindas
2005-03-22
xeque ao ditador
o actual campeão mundial de xadrez, Garry Kimovich Kasparov, nasceu em 1963, em Baku, Azerbeijão, na então União das Repúblicas Soviéticas Socialistas
chamava-se Garry Weinstein, aprendeu a jogar xadrez aos quatro anos, aos sete perdeu o pai num acidente de viação e ficou com o nome da mãe, Kasparian, sovietizado para Kasparov
jovem genial, aos dez anos entrou para uma escola de elite, de Botvinnik, antigo campeão do mundo, aos doze anos venceu o campeonato de juniores da URSS, aos dezasseis foi campeão mundial de júniores, aos dezassete conquistou o título de Grande Mestre, aos vinte e dois tornou-se o mais jovem campeão do mundo, aos quarenta e um anos culminou a sua carreira de xadrezista precoce com ... a reforma ! ! !
no início deste mês, venceu (pela nona vez...) um dos mais fortes torneios do mundo, já clássico, realizado em Linares, em Espanha e anunciou que se retira do xadrez enquanto jogador profissional, cada vez mais dedicado à política, integrando um notável grupo de liberais opositores ao Presidente Putin
ao jogar o lance de mudança de actividade principal, Kasaparov jametinhadito que “todos não somos demais para afastar o ditador”, xeque !!!
observacoes sao benvindas
chamava-se Garry Weinstein, aprendeu a jogar xadrez aos quatro anos, aos sete perdeu o pai num acidente de viação e ficou com o nome da mãe, Kasparian, sovietizado para Kasparov
jovem genial, aos dez anos entrou para uma escola de elite, de Botvinnik, antigo campeão do mundo, aos doze anos venceu o campeonato de juniores da URSS, aos dezasseis foi campeão mundial de júniores, aos dezassete conquistou o título de Grande Mestre, aos vinte e dois tornou-se o mais jovem campeão do mundo, aos quarenta e um anos culminou a sua carreira de xadrezista precoce com ... a reforma ! ! !
no início deste mês, venceu (pela nona vez...) um dos mais fortes torneios do mundo, já clássico, realizado em Linares, em Espanha e anunciou que se retira do xadrez enquanto jogador profissional, cada vez mais dedicado à política, integrando um notável grupo de liberais opositores ao Presidente Putin
ao jogar o lance de mudança de actividade principal, Kasaparov jametinhadito que “todos não somos demais para afastar o ditador”, xeque !!!
observacoes sao benvindas
2005-03-20
Ramos ao Domingo
ao aparecer à janela, perante os fiéis, acenando um ramo de oliveira, João Paulo II janostinhadito que a prece, a esperança e a paz podem oferecer à humanidade o bem precioso de uma vida sã, digna e solidária, por que vale a pena lutar ainda que em circunstâncias difíceis como a delicada saúde do Papa
para o cristãos, hoje finda a Quaresma e começa a Semana Santa, Jesus Cristo chegou a Jerusalém
no próximo Domingo, em plena lua cheia, a primeira após o equinócio da Primavera, celebra-se o mistério da ressurreição, é o Domingo de Páscoa
esta forma de agendar a Páscoa foi oficializada no ano 325 depois de Cristo, no Concílio ecuménico convocado pelo Imperador Romano Constantino e realizado em Niceia, no antigo reino da Bitínia, então pertencente a Bizancio, que integrava o Império Romano e entretanto foi conquistado pela Turquia
a religião cristã quis assim assimilar, como noutras datas e celebrações, os ritos, cultos e cerimoniais pagãos ligados à Primavera, ao reabrir e renascimento da vida, afinal um ciclo natural que muitas comunidades humanas se dedicaram a assinalar e celebrar
ainda hoje, o cerimonial da Páscoa celebra-se com folar, bola ou pão-de-ló, amêndoas e ovos, sinal ou voto de vida, alimento e abundância, o que os ramos também sinalizam
também na religião judaica a Páscoa é celebrada com pão, ázimo, sem fermento, mas sempre alimento
os povos do mundo inteiro precisam hoje de alimento, tanto físico como espiritual – e é admirável o esforço, o alento e o significado ecuménico do gesto de João Paulo II, acenando mais do que uma fé, um rebate de esperança para a necessidade de renascimento da fraternidade humana, em todas as comunidades e religiões
longa vida ao ânimo e fé de João Paulo II
créditos: Domingo de Ramos, publico-online
Pela primeira vez em 26 anos de Pontificado, João Paulo II não presidiu à missa do Domingo de Ramos. Em silêncio, no final da oração do Angelus, o Papa abençoou com um ramo de oliveira, a partir da janela do seu quarto, os milhares de fiéis que o aguardavam na Praça de São Pedro, no Vaticano. (Foto: Pier Paolo Cito/EPA)
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para o cristãos, hoje finda a Quaresma e começa a Semana Santa, Jesus Cristo chegou a Jerusalém
no próximo Domingo, em plena lua cheia, a primeira após o equinócio da Primavera, celebra-se o mistério da ressurreição, é o Domingo de Páscoa
esta forma de agendar a Páscoa foi oficializada no ano 325 depois de Cristo, no Concílio ecuménico convocado pelo Imperador Romano Constantino e realizado em Niceia, no antigo reino da Bitínia, então pertencente a Bizancio, que integrava o Império Romano e entretanto foi conquistado pela Turquia
a religião cristã quis assim assimilar, como noutras datas e celebrações, os ritos, cultos e cerimoniais pagãos ligados à Primavera, ao reabrir e renascimento da vida, afinal um ciclo natural que muitas comunidades humanas se dedicaram a assinalar e celebrar
ainda hoje, o cerimonial da Páscoa celebra-se com folar, bola ou pão-de-ló, amêndoas e ovos, sinal ou voto de vida, alimento e abundância, o que os ramos também sinalizam
também na religião judaica a Páscoa é celebrada com pão, ázimo, sem fermento, mas sempre alimento
os povos do mundo inteiro precisam hoje de alimento, tanto físico como espiritual – e é admirável o esforço, o alento e o significado ecuménico do gesto de João Paulo II, acenando mais do que uma fé, um rebate de esperança para a necessidade de renascimento da fraternidade humana, em todas as comunidades e religiões
longa vida ao ânimo e fé de João Paulo II
créditos: Domingo de Ramos, publico-online
Pela primeira vez em 26 anos de Pontificado, João Paulo II não presidiu à missa do Domingo de Ramos. Em silêncio, no final da oração do Angelus, o Papa abençoou com um ramo de oliveira, a partir da janela do seu quarto, os milhares de fiéis que o aguardavam na Praça de São Pedro, no Vaticano. (Foto: Pier Paolo Cito/EPA)
observacoes sao benvindas
2005-03-18
geraçao delirante
o novo Diário de Notícias, a páginas 9, dita “Geração de 70”, ao bordão da Geração de 70, tem hoje, 18 de Março de 2005, os comentários de João Miguel Tavares aos comentários de Pacheco Pereira sobre “Rostos do comentário não mudam há 20 anos”, artigo há dias em que no DN se comentava a relação entre os comentadores e os media
tanto comentário e comentador só pode ser naco para o Ditos, arriscando a actualidade
o jovem comentador de 70 desanca em Pacheco, acusado de tudo e mais alguma coisa, de estudar o comunismo, de ter opiniões, de observar os astros, de ler Chomsky, de divulgar pinturas, de publicar um blog, e por fim, de estar com visões a propósito da eventual tentação de manipulação dos órgãos de comunicação social por parte da nova equipa governamental
à partida, há que dar razão à juventude: faz lá algum sentido imaginar que o poder tentará manipular a comunicação social ...
é que nem há memória disso e então no actual Diário de Notícias nada pode autorizar tal delírio – qualificativo usado na peça para a miragem que afluiu a Pacheco Pereira – e nem é bom lembrar as recentes atribulações deste periódico, a bem dizer por se bater bravamente contra estranhas nomeações da cor do governo do momento ...
mas o jametinhasdito vai para a sanção (!) determinada pelo ... acusador, nada mais nada menos que – qual dono do jornal – arranjar-lhe “um lugarzito aqui no Diário de Notícias”, certamente em castigo de tal crime e para martirizar Pacheco Pereira ! ! !
observacoes sao benvindas
tanto comentário e comentador só pode ser naco para o Ditos, arriscando a actualidade
o jovem comentador de 70 desanca em Pacheco, acusado de tudo e mais alguma coisa, de estudar o comunismo, de ter opiniões, de observar os astros, de ler Chomsky, de divulgar pinturas, de publicar um blog, e por fim, de estar com visões a propósito da eventual tentação de manipulação dos órgãos de comunicação social por parte da nova equipa governamental
à partida, há que dar razão à juventude: faz lá algum sentido imaginar que o poder tentará manipular a comunicação social ...
é que nem há memória disso e então no actual Diário de Notícias nada pode autorizar tal delírio – qualificativo usado na peça para a miragem que afluiu a Pacheco Pereira – e nem é bom lembrar as recentes atribulações deste periódico, a bem dizer por se bater bravamente contra estranhas nomeações da cor do governo do momento ...
mas o jametinhasdito vai para a sanção (!) determinada pelo ... acusador, nada mais nada menos que – qual dono do jornal – arranjar-lhe “um lugarzito aqui no Diário de Notícias”, certamente em castigo de tal crime e para martirizar Pacheco Pereira ! ! !
observacoes sao benvindas
2005-03-17
silabário chave
porque jametinhamdito que a leitura é a chave do acesso a todo o outro saber, as psicólogas educacionais Paula Teles e Leonor Machado conceberam o método distema e editaram "Silabário", para as crianças disléxicas aprenderem a ler
com um sentido alerta para o carácter decisivo da intervenção precoce, as Autoras afirmam : "a linguagem oral faz parte do nosso património genético, mas a leitura e a escrita são uma invenção, têm que ser ensinadas" !
e, pode acrescentar-se, o ser humano, menor dotado de instintos, precisa de aprender para sobreviver
a leitura é a melhor fisioterapia para se aprender a ler, sobremaneira no caso das crianças com dislexia, hoje definida como incapacidade do foro neurológico, susceptível de superação e recuperação, com técnicas apropriadas
serviço público, portanto
pelo meio, umas ferroadas no "método global" adoptado em Portugal após 1974 e, ao contrário de outros países, ainda hoje persistente em muitas das nossas escolas
daí a falta de preparação de gerações inteiras que interiorizaram a péssima ortografia, a aversão à leitura, à escrita e ... pior, à capacidade de aprender
convivem melhor com o "slide", duas palavras se não puder ser uma só, um diagrama, umas setas, novo "slide" - já não é sequer "acetato" ...
observacoes sao benvindas
com um sentido alerta para o carácter decisivo da intervenção precoce, as Autoras afirmam : "a linguagem oral faz parte do nosso património genético, mas a leitura e a escrita são uma invenção, têm que ser ensinadas" !
e, pode acrescentar-se, o ser humano, menor dotado de instintos, precisa de aprender para sobreviver
a leitura é a melhor fisioterapia para se aprender a ler, sobremaneira no caso das crianças com dislexia, hoje definida como incapacidade do foro neurológico, susceptível de superação e recuperação, com técnicas apropriadas
serviço público, portanto
pelo meio, umas ferroadas no "método global" adoptado em Portugal após 1974 e, ao contrário de outros países, ainda hoje persistente em muitas das nossas escolas
daí a falta de preparação de gerações inteiras que interiorizaram a péssima ortografia, a aversão à leitura, à escrita e ... pior, à capacidade de aprender
convivem melhor com o "slide", duas palavras se não puder ser uma só, um diagrama, umas setas, novo "slide" - já não é sequer "acetato" ...
observacoes sao benvindas
2005-03-13
noite de Reis
Zé Reis, índio da Meia-Praia, foi encontrado morto na esquadra de Lagos, na madrugada de 6 de Março
a autópsia saiu logo e de pronto confirmou a versão que a polícia jametinhadito: suicídio por enforcamento, as calças de ganga enroladas ao pescoço ...
pois custa a crer como é que não há advogados nas esquadras
mais depressa a ex-sede da PIDE, na Rua António Maria Cardoso, em Lisboa, transforma em luxo o condomínio de memórias das barbaridades, torturas e mortes, algumas disfarçadas de suicídios dos detidos
Zeca Afonso cantava a gota rubra na calçada em tempos que importa lembrar, contra o esquecimento, o branqueamento, o apagamento ...
cantava também contra o apagamento da nobreza dos índios da Meia-Praia
mas resta viva uma enorme pobreza !?
José Afonso
Aldeia da Meia Praia
Ali mesmo ao pé de Lagos
Vou fazer-te uma cantiga
Da melhor que sei e faço
De Montegordo vieram
Alguns por seu próprio pé
Um chegou de bicicleta
Outro foi de marcha à ré
Quando os teus olhos tropeçam
No voo de uma gaivota
Em vez de peixe vê peças de oiro
Caindo na lota
Quem aqui vier morar
Não traga mesa nem cama
Com sete palmos de terra
Se constrói uma cabana
Tu trabalhas todo o ano
Na lota deixam-te nudo
Chupam-te até ao tutano
Levam-te o couro cabeludo
Quem dera que a gente tenha
De Agostinho a valentia
Para alimentar a sanha
De enganar a burguesia
Adeus disse a Montegordo
Nada o prende ao mal passado
Mas nada o prende ao presente
Se só ele é o enganado
Oito mil horas contadas
Laboraram a preceito
Até que veio o primeiro
Documento autenticado
Eram mulheres e crianças
Cada um com o seu tijolo
Isto aqui era uma orquestra
quem diz o contrário é tolo
E se a má língua não cessa
Eu daqui vivo não saia
Pois nada apaga a nobreza
Dos índios da Meia-Praia
Foi sempre tua figura
Tubarão de mil aparas
Deixas tudo à dependura
Quando na presa reparas
Das eleições acabadas
Do resultado previsto
Saiu o que tendes visto
Muitas obras embargadas
Mas não por vontade própria
Porque a luta continua
Pois é dele a sua história
E o povo saiu à rua
Mandadores de alta finança
Fazem tudo andar para trás
Dizem que o mundo só anda
Tendo à frente um capataz
Eram mulheres e crianças
Cada um com o seu tijolo
Isto aqui era uma orquestra
Que diz o contrário é tolo
E toca de papelada
No vaivém dos ministérios
Mas hão-de fugir aos berros
Inda a banda vai na estrada
observacoes sao benvindas
a autópsia saiu logo e de pronto confirmou a versão que a polícia jametinhadito: suicídio por enforcamento, as calças de ganga enroladas ao pescoço ...
pois custa a crer como é que não há advogados nas esquadras
mais depressa a ex-sede da PIDE, na Rua António Maria Cardoso, em Lisboa, transforma em luxo o condomínio de memórias das barbaridades, torturas e mortes, algumas disfarçadas de suicídios dos detidos
Zeca Afonso cantava a gota rubra na calçada em tempos que importa lembrar, contra o esquecimento, o branqueamento, o apagamento ...
cantava também contra o apagamento da nobreza dos índios da Meia-Praia
mas resta viva uma enorme pobreza !?
José Afonso
Aldeia da Meia Praia
Ali mesmo ao pé de Lagos
Vou fazer-te uma cantiga
Da melhor que sei e faço
De Montegordo vieram
Alguns por seu próprio pé
Um chegou de bicicleta
Outro foi de marcha à ré
Quando os teus olhos tropeçam
No voo de uma gaivota
Em vez de peixe vê peças de oiro
Caindo na lota
Quem aqui vier morar
Não traga mesa nem cama
Com sete palmos de terra
Se constrói uma cabana
Tu trabalhas todo o ano
Na lota deixam-te nudo
Chupam-te até ao tutano
Levam-te o couro cabeludo
Quem dera que a gente tenha
De Agostinho a valentia
Para alimentar a sanha
De enganar a burguesia
Adeus disse a Montegordo
Nada o prende ao mal passado
Mas nada o prende ao presente
Se só ele é o enganado
Oito mil horas contadas
Laboraram a preceito
Até que veio o primeiro
Documento autenticado
Eram mulheres e crianças
Cada um com o seu tijolo
Isto aqui era uma orquestra
quem diz o contrário é tolo
E se a má língua não cessa
Eu daqui vivo não saia
Pois nada apaga a nobreza
Dos índios da Meia-Praia
Foi sempre tua figura
Tubarão de mil aparas
Deixas tudo à dependura
Quando na presa reparas
Das eleições acabadas
Do resultado previsto
Saiu o que tendes visto
Muitas obras embargadas
Mas não por vontade própria
Porque a luta continua
Pois é dele a sua história
E o povo saiu à rua
Mandadores de alta finança
Fazem tudo andar para trás
Dizem que o mundo só anda
Tendo à frente um capataz
Eram mulheres e crianças
Cada um com o seu tijolo
Isto aqui era uma orquestra
Que diz o contrário é tolo
E toca de papelada
No vaivém dos ministérios
Mas hão-de fugir aos berros
Inda a banda vai na estrada
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