os finais de ano, talvez os finais de ciclo, são propícios a algumas atribulações, já o sabemos, esperamos sempre que não sejam convulsões e que o novo ano ou o princípio do novo ciclo tragam de volta a serenidade necessária
como jametinhadito quem sabe, é preciso calma, calma e calma !!!
de entre os habituais pedidos arrevezados de finais de ano - por assuntos que calham mesmo nestas alturas, parece que amadurecem e não podem passar para o ano seguinte, é sempre assim - um houve que me levou às catacumbas dos arquivos, zona só raramente frequentada, tem que se pedir as chaves, rever os trajectos até aos compartimentos, armários e pastas, descer várias caves, recuperar velhos planos de arquivo, antigas classificações documentais, quase o mapa do tesouro, percorrer corredores esconsos, descobrir outra vez os caminhos, reler velharias, distinguir entre cópias, originais,
e cópias de cópias ou outras mais, microfilmes de sais, eteceteras e tais
damos com papéis de que não nos lembrávamos já, dantes é que se arquivava bem, era a boa arrumação, um papel era um papel, sim senhor, tudo bem tratado, anotações relevantes, marcadores nas cláusulas mais importantes ou mais procuradas de determinados contratos ou documentos, um prazer de ver escritos nossos ou de alguém conhecido, já no mundo selecto das antiguidades de arquivo, das velharias documentais
eureka se encontramos o desejado documento, contrato, normativo, despacho, memorando, informação, nota, ordem, resolução, comunicação, guia (hi, quem se lembra das guias de remessa???), registo, aviso, protocolo, dossier, arquivador, bobine, tableau de bord (ena, tableau de bord...), instrução, manual, ofício, acta, declaração, pública forma, requerimento, enfim...
antigamente era assim!
não havia e-mail, nem search, nem find, nem blitz, era mesmo indispensável saber classificar, arquivar, anotar, marcar, copiar, guardar, indexar, saber do que se estava a tratar
depois voltar a fechar tudo, olhar para aqueles recantos e desejar ter mais umas horas para dar uma vista de olhos em certas coisas, quem sabe um dia, com mais tempo, por instantes esquecendo que quando houver que lá voltar será novamente em altura inconveniente, véspera de férias, dia feriado, último dia do prazo, emergência, inquérito, mudança de pelouro, nova administração, inspecção, auditoria, pedido de segunda via, pagamento urgente, acção judicial...
nos caminhos de regresso, com o dia perdido na poeira dos papéis e ganho no precioso documento finalmente achado, dei subitamente com os olhos num aviso implacável, a vermelho: atenção, condutas baixas
cuidados redobrados, pois, nos arquivos das caves os tectos são mais baixos que o habitual e as canalizações estão à vista, angulosas, esquinadas e perigosas, ameaçando a integridade de incautos pesquisadores, circundantes ocasionais, absortos, perdidos ou distraídos
na verdade, pode ser fatal uma cabeçada naqueles ferros, tubos e redes
daí o alerta decisivo: condutas baixas
nem sempre disso somos prevenidos!
ou não damos por isso...
observacoes sao bem vindas
2006-01-03
2005-12-28
Galileu ao cubo
Aos céus subiu hoje um cubo recheado de sensores e equipamentos para experiências científicas no âmbito o projecto Galileu, um sistema europeu de localização, mais rigoroso que o GPS e que terá finalidades comerciais mas também de busca e salvamento e sinal aberto.
Será talvez o mais exacto referencial de localização terrestre, com base num sistema de 30 satélites artificiais em órbita e no mais exacto relógio atómico construído pelo homem.
É também um projecto de desenvolvimento da indústria espacial europeia, agregando universidades e empresas, governos e cientistas de vários países, num gigantesco esforço financeiro, tecnológico e de cooperação internacional.
Boa sorte então para este Galileu, já que o físico, matemático e filósofo que o inspira teve que negar a realidade em que acreditava para poder sobreviver à tirania da ignorância.
Para além dos avanços científicos que realizou a partir da utilização da luneta, Galileu instituiu um novo sistema de pensar o mundo, criando novos conceitos para o explicar, como o “sistema de inércia” que permite compreender o movimento relativo de objectos na superfície de um corpo maior, admitindo a hipótese já defendida por Nicolau Copérnico e Giordano Bruno, mas também por Aristarco, trezentos anos antes de Cristo.
E à luz do que sabemos hoje, talvez os construtores das pirâmides e mesmo povos mais antigos conhecessem já o movimento da Terra em volta do Sol, facto apreensível pela experiência (um momento segundo, para Galileu) mas, sobretudo, pela racionalidade humana.
Glória ainda a Galileu, que jametinhadito: "A filosofia está escrita nesse vasto livro permanentemente aberto aos nossos olhos (quer dizer, o Universo), livro que não poderemos compreender senão começarmos por aprender a conhecer a língua e os caracteres em que está escrito. Ora, ele está escrito em linguagem matemática e os seus caracteres são o triângulo e o círculo, e outras figuras geométricas, sem as quais é humanamente imposível compreender-lhe uma só palavra.
Oxalá o primeiro cubo hoje lançado ao espaço semeie a decifração das linguagens de que é feito o universo... !!!
observacoes sao bem vindas
Será talvez o mais exacto referencial de localização terrestre, com base num sistema de 30 satélites artificiais em órbita e no mais exacto relógio atómico construído pelo homem.
É também um projecto de desenvolvimento da indústria espacial europeia, agregando universidades e empresas, governos e cientistas de vários países, num gigantesco esforço financeiro, tecnológico e de cooperação internacional.
Boa sorte então para este Galileu, já que o físico, matemático e filósofo que o inspira teve que negar a realidade em que acreditava para poder sobreviver à tirania da ignorância.
Para além dos avanços científicos que realizou a partir da utilização da luneta, Galileu instituiu um novo sistema de pensar o mundo, criando novos conceitos para o explicar, como o “sistema de inércia” que permite compreender o movimento relativo de objectos na superfície de um corpo maior, admitindo a hipótese já defendida por Nicolau Copérnico e Giordano Bruno, mas também por Aristarco, trezentos anos antes de Cristo.
E à luz do que sabemos hoje, talvez os construtores das pirâmides e mesmo povos mais antigos conhecessem já o movimento da Terra em volta do Sol, facto apreensível pela experiência (um momento segundo, para Galileu) mas, sobretudo, pela racionalidade humana.
Glória ainda a Galileu, que jametinhadito: "A filosofia está escrita nesse vasto livro permanentemente aberto aos nossos olhos (quer dizer, o Universo), livro que não poderemos compreender senão começarmos por aprender a conhecer a língua e os caracteres em que está escrito. Ora, ele está escrito em linguagem matemática e os seus caracteres são o triângulo e o círculo, e outras figuras geométricas, sem as quais é humanamente imposível compreender-lhe uma só palavra.
Oxalá o primeiro cubo hoje lançado ao espaço semeie a decifração das linguagens de que é feito o universo... !!!
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2005-12-24
anjos
O Público, os Bombeiros e a Emergência Médica dão-nos hoje, véspera de Natal, a terrível notícia do falecimento de duas meninas, de três anos e seis anos, devido a inalação de fumo durante o incêndio do seu quarto.
Segundo a terrível notícia, estariam sozinhas em casa, que não dispõe de água nem electrricidade.
A terrível notícia jametinhadito que causas ainda estão por apurar...
Mas apurar o quê ?
A solidão, o desamparo, a falta de condições condignas ?
É muito triste e a dor cola-se à pele e ao coração, de nada podermos, de nada fazermos, de nada sabermos, nem os nomes das crianças...
Resta-nos a prece, para que Deus as receba em paz e as reconforte como merecem.
Mas tem havido uma sucessão de casos de carência, indiferença ou mesmo deliberada maldade sobre crianças, que inquieta e cala fundo a interrogação de quantas crianças correm perigo...
Ao menos no Natal, tempo de memória, entreajuda e concórdia, lembremo-nos de que a celebração é precisamente para lembrar e agir pelos mais carecidos, pelas crianças, pelo próximo !
E, como em boa hora diz mensagem amiga, façamos do resto do ano e do ano 2006, uma extensão daquilo que só lembramos nesta quadra: os outros...
observacoes sao bem vindas
Segundo a terrível notícia, estariam sozinhas em casa, que não dispõe de água nem electrricidade.
A terrível notícia jametinhadito que causas ainda estão por apurar...
Mas apurar o quê ?
A solidão, o desamparo, a falta de condições condignas ?
É muito triste e a dor cola-se à pele e ao coração, de nada podermos, de nada fazermos, de nada sabermos, nem os nomes das crianças...
Resta-nos a prece, para que Deus as receba em paz e as reconforte como merecem.
Mas tem havido uma sucessão de casos de carência, indiferença ou mesmo deliberada maldade sobre crianças, que inquieta e cala fundo a interrogação de quantas crianças correm perigo...
Ao menos no Natal, tempo de memória, entreajuda e concórdia, lembremo-nos de que a celebração é precisamente para lembrar e agir pelos mais carecidos, pelas crianças, pelo próximo !
E, como em boa hora diz mensagem amiga, façamos do resto do ano e do ano 2006, uma extensão daquilo que só lembramos nesta quadra: os outros...
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2005-12-19
pre-censura
Luís Botelho Ribeiro, cidadão português, professor, conhecido na aula de electrónica da faculdade de engenharia da Universidade do Minho, em Guimarães, jametinhadito:
a) vai pre-candidatar-se a Presidente da República, de Portugal!
b) vai entregar as assinaturas para a semana, com adiantamento de um terço a título de sinal!!
c) vai fazer greve de fome a seguir ao almoço, vitimizado de censura, por via de omissão televisiva, à sua pre-candidatura!!!
a censura, hoje censurada, esconde-se e actua na clandestinidade, mascarada em várias modalidades como a pre-censura, a censura disfarçada ou a censura antecipada
mas a censura vai mais adiante e tenta mesmo eliminar candidatos: é o caso da lamentável atitude do PS, interpostamente pela voz dos autorizados dirigentes Jorge Coelho, António Costa e António Vitorino, apelando à desistência dos “outros” (???) candidatos de esquerda; aqui pode haver uma estratégia, coerente com a escolha de Mário Soares para candidato oficial – o objectivo pode ser garantir a eleição de Cavaco Silva, eventualmente por compromissos não explicitados mas hoje na vox populi
é assim que entendem defender, exemplificar e promover a democracia ? consideram que a democracia se reforça pela desistência dos titulares de ideias diferentes ? então e tudo quanto estipula a Constituição da República sobre os direitos fundamentais, os direitos políticos e de cidadania, a liberdade de expressão e opinião ?
a mesma censura age ainda por modo mais subtil, tentando fazer crer já eleito certo candidato, em pose de facto consumado e arreliado por ter que ir a votos, ao ponto de se incomodar com debates, interpelações e perguntas e de se mostrar aborrecido de morte com a hipótese – porém cada vez mais provável – de haver segunda volta eleitoral
tanto chegaria para demonstrar que é redutora e mesmo insuficiente a análise esquerda/direita quanto às próximas eleições presidenciais, pese embora a valia das respectivas diferenças
a verdade é que há muito mais, estão mais dicotomias em jogo: por exemplo, candidatos partidários/não partidários; candidatos com/sem apoio partidário, incluindo um com o próprio partido contra
a partir daqui, com o devido registo de interesses: o Ditos apoia a candidatura de Manuel Alegre!
por razões simples:
- é um político no activo e não um ex-político ambicioso ou calculista;
- é o que fala de temas que podem gerar entusiasmo pelo exercício da função presidencial
. igualdade de oportunidades, incluindo entre mulheres e homens;
. aposta na educação, formação e qualificação das pessoas como via de assegurar a realização das mudanças de que o país precisa;
. ética e valores da cidadania, do seu livre exercício e dignificação;
. afirmação da identidade nacional e da lusofonia;
. afirmou concorrer pelo país e contra a crise, não contra outros candidatos;
. é o único que fala do 25 de Abril;
. é o único que recorre a uma linguagem cultural para exprimir os seus conceitos e entusiasmar os seus apoiantes ou para tentar cativar hesitantes - para a competitividade, a economia e a tecnocracia está lá o governo...;
. é corajoso, vem da resistência e luta pelos seus ideais
- tem o dom da palavra - e a palavra é fundamental na magistratura presidencial: é fundamental que o Presidente fale e conquiste o coração dos portugueses e como tal é fundamental que os candidatos falem do que pensam, debatam com todos abertamente e exprimam fundamentadamente o que pensam, não chega a pretensa obra feita no passado nem chega pedir carta branca e cega confiança
- tem mensagens inteligíveis e interessantes, dirigida aos cidadãos e não apenas aos opinion makers
- tem uma divisa admirável: liberdade, justiça, fraternidade
são razões, umas valerão mais outras menos, mas são razões que impressionam positivamente
e também por um sentimento: Manuel Alegre surge nesta eleição como um D. Quixote, vogando em ventos alterosos, radicalizados, enfrentando poderosos (disfarçados de) moinhos de vento a que ética e elegantemente atribuiu o estatuto de adversários políticos, mesmo quando alguns se comportam como inimigos, ainda que estejam precisamente no lado do campo onde se esperava encontrar amigos; apresta-se a bater-se contra máquinas partidárias, preconceitos vários, sondagens perniciosas, desconsiderações diversas, muita batota, cinismo, interesses que tentam ocultar-se...
mas prossegue o seu caminho, tem gerado muitas simpatias, até as sondagens têm melhorado, sobretudo as que davam grande folga a Cavaco Silva para uma vitória à primeira volta e que sondagem após sondagem têm vindo a perder folga, havendo já uma ou outra que admitem a hipótese de segunda volta
a ver vamos e o facto de se não atemorizar perante os cenários iniciais tão deliberadamente enegrecidos por muita esquerda e por toda a direita - hoje já menos tenebrosos, começando a dúvida a insinuar-se junto dos que anunciavam votar Cavaco apenas pela convicção generalizada de que ganharia de certeza... e não havendo certeza, cai uma forte afinidade para os se limitam a tentar acertar no vencedor, providencial
e a dúvida já se instalou, pelo menos quanto à suficiência da primeira volta
mas o Ditos não é político nem fará campanha nem argumentará que um candidato é melhor que os outros nem recorrerá a cartilhas, para o que de todo em todo seria inábil
mas não deixará de tentar refutar-se demagogias, sapos, desistências trambolhistas, dirigentes partidários palavrosos e afoitos em busca de tempo de antena gratuito e subsídios do Estado e dos contribuintes para eternos participantes profissionais em todos os escrutínios, comentadores sectários, políticos interpostos, jornalistas demasiado próximos de facções e o que mais se espera de tão costumeiro e vezeiro
e, se se proporcionar, o Ditos procurará contribuir para esclarecimento de temas relacionados com a campanha
sem censuras nem vencedores antecipados !
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a) vai pre-candidatar-se a Presidente da República, de Portugal!
b) vai entregar as assinaturas para a semana, com adiantamento de um terço a título de sinal!!
c) vai fazer greve de fome a seguir ao almoço, vitimizado de censura, por via de omissão televisiva, à sua pre-candidatura!!!
a censura, hoje censurada, esconde-se e actua na clandestinidade, mascarada em várias modalidades como a pre-censura, a censura disfarçada ou a censura antecipada
mas a censura vai mais adiante e tenta mesmo eliminar candidatos: é o caso da lamentável atitude do PS, interpostamente pela voz dos autorizados dirigentes Jorge Coelho, António Costa e António Vitorino, apelando à desistência dos “outros” (???) candidatos de esquerda; aqui pode haver uma estratégia, coerente com a escolha de Mário Soares para candidato oficial – o objectivo pode ser garantir a eleição de Cavaco Silva, eventualmente por compromissos não explicitados mas hoje na vox populi
é assim que entendem defender, exemplificar e promover a democracia ? consideram que a democracia se reforça pela desistência dos titulares de ideias diferentes ? então e tudo quanto estipula a Constituição da República sobre os direitos fundamentais, os direitos políticos e de cidadania, a liberdade de expressão e opinião ?
a mesma censura age ainda por modo mais subtil, tentando fazer crer já eleito certo candidato, em pose de facto consumado e arreliado por ter que ir a votos, ao ponto de se incomodar com debates, interpelações e perguntas e de se mostrar aborrecido de morte com a hipótese – porém cada vez mais provável – de haver segunda volta eleitoral
tanto chegaria para demonstrar que é redutora e mesmo insuficiente a análise esquerda/direita quanto às próximas eleições presidenciais, pese embora a valia das respectivas diferenças
a verdade é que há muito mais, estão mais dicotomias em jogo: por exemplo, candidatos partidários/não partidários; candidatos com/sem apoio partidário, incluindo um com o próprio partido contra
a partir daqui, com o devido registo de interesses: o Ditos apoia a candidatura de Manuel Alegre!
por razões simples:
- é um político no activo e não um ex-político ambicioso ou calculista;
- é o que fala de temas que podem gerar entusiasmo pelo exercício da função presidencial
. igualdade de oportunidades, incluindo entre mulheres e homens;
. aposta na educação, formação e qualificação das pessoas como via de assegurar a realização das mudanças de que o país precisa;
. ética e valores da cidadania, do seu livre exercício e dignificação;
. afirmação da identidade nacional e da lusofonia;
. afirmou concorrer pelo país e contra a crise, não contra outros candidatos;
. é o único que fala do 25 de Abril;
. é o único que recorre a uma linguagem cultural para exprimir os seus conceitos e entusiasmar os seus apoiantes ou para tentar cativar hesitantes - para a competitividade, a economia e a tecnocracia está lá o governo...;
. é corajoso, vem da resistência e luta pelos seus ideais
- tem o dom da palavra - e a palavra é fundamental na magistratura presidencial: é fundamental que o Presidente fale e conquiste o coração dos portugueses e como tal é fundamental que os candidatos falem do que pensam, debatam com todos abertamente e exprimam fundamentadamente o que pensam, não chega a pretensa obra feita no passado nem chega pedir carta branca e cega confiança
- tem mensagens inteligíveis e interessantes, dirigida aos cidadãos e não apenas aos opinion makers
- tem uma divisa admirável: liberdade, justiça, fraternidade
são razões, umas valerão mais outras menos, mas são razões que impressionam positivamente
e também por um sentimento: Manuel Alegre surge nesta eleição como um D. Quixote, vogando em ventos alterosos, radicalizados, enfrentando poderosos (disfarçados de) moinhos de vento a que ética e elegantemente atribuiu o estatuto de adversários políticos, mesmo quando alguns se comportam como inimigos, ainda que estejam precisamente no lado do campo onde se esperava encontrar amigos; apresta-se a bater-se contra máquinas partidárias, preconceitos vários, sondagens perniciosas, desconsiderações diversas, muita batota, cinismo, interesses que tentam ocultar-se...
mas prossegue o seu caminho, tem gerado muitas simpatias, até as sondagens têm melhorado, sobretudo as que davam grande folga a Cavaco Silva para uma vitória à primeira volta e que sondagem após sondagem têm vindo a perder folga, havendo já uma ou outra que admitem a hipótese de segunda volta
a ver vamos e o facto de se não atemorizar perante os cenários iniciais tão deliberadamente enegrecidos por muita esquerda e por toda a direita - hoje já menos tenebrosos, começando a dúvida a insinuar-se junto dos que anunciavam votar Cavaco apenas pela convicção generalizada de que ganharia de certeza... e não havendo certeza, cai uma forte afinidade para os se limitam a tentar acertar no vencedor, providencial
e a dúvida já se instalou, pelo menos quanto à suficiência da primeira volta
mas o Ditos não é político nem fará campanha nem argumentará que um candidato é melhor que os outros nem recorrerá a cartilhas, para o que de todo em todo seria inábil
mas não deixará de tentar refutar-se demagogias, sapos, desistências trambolhistas, dirigentes partidários palavrosos e afoitos em busca de tempo de antena gratuito e subsídios do Estado e dos contribuintes para eternos participantes profissionais em todos os escrutínios, comentadores sectários, políticos interpostos, jornalistas demasiado próximos de facções e o que mais se espera de tão costumeiro e vezeiro
e, se se proporcionar, o Ditos procurará contribuir para esclarecimento de temas relacionados com a campanha
sem censuras nem vencedores antecipados !
observacoes sao bem vindas
2005-12-16
intelligence
embora sem link, o Financial Times de ontem, 15 de Dezembro de 2005, tem duas das suas enormes páginas (5 e 11) inteiras sobre as eleições no Iraque !
é evidente que se vota a melhor sorte ao povo do Iraque e o melhor sucesso do processo eleitoral, do processo parlamentar e do processo de democratização da nação, das comunidades e do estado iraquianos, o que a confirmar-se - oxalá ! - muito beneficiará as populações do país, da região e do mundo árabe - também para que não tenham sido em vão os milhares de mortos de várias nacionalidades que ensombram o passado recente do Iraque
mas além disso, na 1ª página, ao lado da foto central a 5 colunas do nosso Presidente europeu José Barroso, a 7ª coluna vai à boleia do processo eleitoral para o Parlamento iraquiano para noticiar que Bush admitiu ter decidido a guerra no Iraque com base em informações erradas !!!???
curiosamente, há um estranho emprego das aspas no título que anuncia a confissão de um estranho emprego das armas
de facto, a dita 1ª página do sempre salmático e habitualmente fleumático FT jametinhadito "wrong" intelligence
a difícil leitura não permite descortinar o porquê das aspas, talvez as aspas tenham origem no discurso assim respeitosamente noticiado... talvez lá estejam a conselho dos advogados do FT... ou porque o respectivo director, editor, titulador ou seja quem for, tenha ... digamos, medo, cautela, prudência
ou talvez as aspas estejam mal postas, seriam melhor empregues noutra expressão (intelligence?) ou não devessem de todo lá estar
mas também pode ser que, um dia, a progressividade das coisas e os tempos que virão depois de tempos tudo esclareça
por exemplo, pode ocorrer só a título de exemplo, virá um dia a saber-se (ou mesmo a reconhecer-se) que a dita intelligence foi mandada errar
abram aspas
observacoes sao bem vindas
é evidente que se vota a melhor sorte ao povo do Iraque e o melhor sucesso do processo eleitoral, do processo parlamentar e do processo de democratização da nação, das comunidades e do estado iraquianos, o que a confirmar-se - oxalá ! - muito beneficiará as populações do país, da região e do mundo árabe - também para que não tenham sido em vão os milhares de mortos de várias nacionalidades que ensombram o passado recente do Iraque
mas além disso, na 1ª página, ao lado da foto central a 5 colunas do nosso Presidente europeu José Barroso, a 7ª coluna vai à boleia do processo eleitoral para o Parlamento iraquiano para noticiar que Bush admitiu ter decidido a guerra no Iraque com base em informações erradas !!!???
curiosamente, há um estranho emprego das aspas no título que anuncia a confissão de um estranho emprego das armas
de facto, a dita 1ª página do sempre salmático e habitualmente fleumático FT jametinhadito "wrong" intelligence
a difícil leitura não permite descortinar o porquê das aspas, talvez as aspas tenham origem no discurso assim respeitosamente noticiado... talvez lá estejam a conselho dos advogados do FT... ou porque o respectivo director, editor, titulador ou seja quem for, tenha ... digamos, medo, cautela, prudência
ou talvez as aspas estejam mal postas, seriam melhor empregues noutra expressão (intelligence?) ou não devessem de todo lá estar
mas também pode ser que, um dia, a progressividade das coisas e os tempos que virão depois de tempos tudo esclareça
por exemplo, pode ocorrer só a título de exemplo, virá um dia a saber-se (ou mesmo a reconhecer-se) que a dita intelligence foi mandada errar
abram aspas
observacoes sao bem vindas
à espreita
vamos!
em redor da Quadra Natalícia, talvez qualquer um se possa deparar com um pequeno volume de Contos, intitulado "Vésperas de Natal", em que a D. Quixote edita diversos textos de vários autores: Helena Marques, Inês Pedrosa, José Eduardo Agualusa, José Riço Direitinho, Lídia Jorge, Luís Cardoso, Manuel Alegre, Mário Cláudio e Rui Zink, inéditos uns, mais ou menos antigos outros
um exemplar da 2ª edição, de 2002, tem na página 74 a conclusão de um conto já publicado, em 2000, que jametinhadito assim:
"...
- E agora, perguntei a Baltazar ?
- Agora, respondeu o africano apontando a estrela, agora vamos para Belém."
vai um doce para quem votar no autor ?
observacoes sao bem vindas
um exemplar da 2ª edição, de 2002, tem na página 74 a conclusão de um conto já publicado, em 2000, que jametinhadito assim:
"...
- E agora, perguntei a Baltazar ?
- Agora, respondeu o africano apontando a estrela, agora vamos para Belém."
vai um doce para quem votar no autor ?
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2005-11-21
GaivoTavira

esta tem crédito: Joana Vasconcelos, a quem peço desculpa pela transfiguração em gaivota de tal bezidróglio aéreo, em exposição no magnífico Palácio da Galeria; mas em Tavira, bem poderia ser mesmo uma gaivota, lá é tudo em grande, as águas multiplicam-se por quatro e as igrejas por trinta
observacoes sao bem vindas
Santa
no âmbito do Congresso da Nova Evangelização (Cristo Vivo) a igreja católica jametinhadito que pretende valorizar o papel da mulher na Igreja
o tema é auspicioso e prometedor, merecendo algum cuidado e estudo
voltaremos, pois
PS - quanto se viu, andava mais pela exibição e adoração da imagem de Nossa Senhora de Fátima e das relíquias de Santa Teresinha...
observacoes sao bem vindas
o tema é auspicioso e prometedor, merecendo algum cuidado e estudo
voltaremos, pois
PS - quanto se viu, andava mais pela exibição e adoração da imagem de Nossa Senhora de Fátima e das relíquias de Santa Teresinha...
observacoes sao bem vindas
2005-11-15
Filhos da República
Pedro Lomba, no DN de 11.11.2005, jametinhadito que “A França é de momento um caso de polícia. Depois, sim, quando a violência acabar, será um caso de política social e de política de integração. Primeiro a ordem, depois o progresso.”
Já (ques) Chirac, o Presidente de França, acha que "Quaisquer que sejam as suas origens, as crianças dos bairros difíceis são todos filhos e filhas da República".
As duas perspectivas são claramente antagónicas: o cronista do Diário de Notícias pretende significar que há desordeiros a por na ordem imediatamente e depois então se verá de eventuais razões que lhes assistam ou se há especiais dificuldades atendíveis de que sejam titulares; mas o estadista francês sublinha que importa repor a prioridade política da igualdade de todos os cidadãos perante o Estado, sem prejuízo da necessidade de actuação contra os actos de violência.
Uma análise um pouco mais consequente permitiria ainda extrair do princípio enunciado por Chirac um outro corolário: o mal estar da sociedade francesa para com a discriminação a que votou os jovens dos subúrbios foi agudizado, na origem dos tumultos e perturbação da ordem pública, por um acto político irresponsável, até agora sem remorsos do “veneno” que espalhou sobre a comunidade, atribuindo descuidada ou deliberadamente o epíteto de “racaille” (escumalha) sobre grupos de jovens incluídos precisamente na injusta discriminação social que o Presidente francês reconhece.
Mas se a França ainda não extraiu o corolário devido, terá que aceitar prolongar o convívio com a consequência necessária, havendo porém o perigo de o consolidar e enraizar, fundando afinal a segregação antagónica e destruidora dos princípios republicanos da igualdade, justiça e fraternidade.
Caberá ao Governo e ao Presidente francês um papel decisivo na pacificação, porém incompatível com a manutenção do Ministro Sarkozy, de cuja actuação a França não se pode orgulhar nem agradecer.
A prevalecer a cegueira do primado da ordem sobre a justiça, nem se acaba com a desordem nem com a injustiça.
observacoes sao bem vindas
Já (ques) Chirac, o Presidente de França, acha que "Quaisquer que sejam as suas origens, as crianças dos bairros difíceis são todos filhos e filhas da República".
As duas perspectivas são claramente antagónicas: o cronista do Diário de Notícias pretende significar que há desordeiros a por na ordem imediatamente e depois então se verá de eventuais razões que lhes assistam ou se há especiais dificuldades atendíveis de que sejam titulares; mas o estadista francês sublinha que importa repor a prioridade política da igualdade de todos os cidadãos perante o Estado, sem prejuízo da necessidade de actuação contra os actos de violência.
Uma análise um pouco mais consequente permitiria ainda extrair do princípio enunciado por Chirac um outro corolário: o mal estar da sociedade francesa para com a discriminação a que votou os jovens dos subúrbios foi agudizado, na origem dos tumultos e perturbação da ordem pública, por um acto político irresponsável, até agora sem remorsos do “veneno” que espalhou sobre a comunidade, atribuindo descuidada ou deliberadamente o epíteto de “racaille” (escumalha) sobre grupos de jovens incluídos precisamente na injusta discriminação social que o Presidente francês reconhece.
Mas se a França ainda não extraiu o corolário devido, terá que aceitar prolongar o convívio com a consequência necessária, havendo porém o perigo de o consolidar e enraizar, fundando afinal a segregação antagónica e destruidora dos princípios republicanos da igualdade, justiça e fraternidade.
Caberá ao Governo e ao Presidente francês um papel decisivo na pacificação, porém incompatível com a manutenção do Ministro Sarkozy, de cuja actuação a França não se pode orgulhar nem agradecer.
A prevalecer a cegueira do primado da ordem sobre a justiça, nem se acaba com a desordem nem com a injustiça.
observacoes sao bem vindas
2005-11-13
parentes
as conversas em família de Marcelo Rebelo de Sousa coincidem com os momentos mais intensos da angústia da semana que vem, o tempo em que a inevitabilidade da segunda-feira, mais uma, cresce até ao amargo
talvez por isso apetece sobremaneira culpar os serões marcelistas de toda a maléfica associada ao retomar da laboriosa rotina semanal
depois, começa a ser evidente o sectarismo a favor de Cavaco Silva, encontrando sempre o ardil mais rebuscado para propangandear Cavaco à viva força... vai um dos exemplos de hoje: referindo-se à sondagem do Expresso, considerou quanto à posição atribuída a Cavaco que será muito interessante comparar com sondagens ... futuras !?? dá-se o caso de haver uma descida contínua como o facto mais relevante face às folgadas maiorias absolutas com que vinha das sondagens anteriores, agora já no limiar da passagem à segunda volta
e o sectarismo expande-se à crítica ao Governo do Partido Socialista: pretendendo que Primeiro Ministro reconheça suposta violação do programa eleitoral, como se a desconformidade das contas dos Governos de Durão Barroso e de Santana Lopes fosse pressuposto obrigatório para a elaboração de programas eleitorias da então oposição !
mas Marcelo afirma que há um dever de reconhecimento de suposto erro de José Sócrates, por confiar nas contas do Estado apresentadas pelos Governos do PPD/PSD e do CDS/PP - e como tal, insiste que Sócrates deveria confessar e jametinhadito que "não lhe cairiam os parentes na lama"
o mesmo dito para o Ministro Manuel Pinho, que deveria também reconhecer o problema da retoma da Economia e patatipatatá...
e repete a patranha dos parentes na lama para com Marques Mendes, uma vez que os Governos do PSD também deram luz verde às construções do do TGV e do aeroporto na OTA
ora bem, embora tal seja de somenos no verdadeiro atropelo às regras do tempo de antena dado em condições abusivas ao apoiante de um dos candidatos em plena corrida das eleições presidenciais, certo é que já enfastia a deselegância dos "parentes na lama" de Marcelo
observacoes sao bem vindas
talvez por isso apetece sobremaneira culpar os serões marcelistas de toda a maléfica associada ao retomar da laboriosa rotina semanal
depois, começa a ser evidente o sectarismo a favor de Cavaco Silva, encontrando sempre o ardil mais rebuscado para propangandear Cavaco à viva força... vai um dos exemplos de hoje: referindo-se à sondagem do Expresso, considerou quanto à posição atribuída a Cavaco que será muito interessante comparar com sondagens ... futuras !?? dá-se o caso de haver uma descida contínua como o facto mais relevante face às folgadas maiorias absolutas com que vinha das sondagens anteriores, agora já no limiar da passagem à segunda volta
e o sectarismo expande-se à crítica ao Governo do Partido Socialista: pretendendo que Primeiro Ministro reconheça suposta violação do programa eleitoral, como se a desconformidade das contas dos Governos de Durão Barroso e de Santana Lopes fosse pressuposto obrigatório para a elaboração de programas eleitorias da então oposição !
mas Marcelo afirma que há um dever de reconhecimento de suposto erro de José Sócrates, por confiar nas contas do Estado apresentadas pelos Governos do PPD/PSD e do CDS/PP - e como tal, insiste que Sócrates deveria confessar e jametinhadito que "não lhe cairiam os parentes na lama"
o mesmo dito para o Ministro Manuel Pinho, que deveria também reconhecer o problema da retoma da Economia e patatipatatá...
e repete a patranha dos parentes na lama para com Marques Mendes, uma vez que os Governos do PSD também deram luz verde às construções do do TGV e do aeroporto na OTA
ora bem, embora tal seja de somenos no verdadeiro atropelo às regras do tempo de antena dado em condições abusivas ao apoiante de um dos candidatos em plena corrida das eleições presidenciais, certo é que já enfastia a deselegância dos "parentes na lama" de Marcelo
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2005-11-07
no seguro
uma jovem cidadã residente na periferia da capital francesa manifestava ontem o seu acordo aos actos violentos ocorridos nos arredores de Paris (entretanto alastrados a outros pontos de França) asseverando não haver prejuízos porque os carros incendiados estão ... no seguro !!!
a ignorância pode ser o pior dos inimigos e por vezes anda perto da vileza, se é que há de facto inegenuidade na afirmação da jovem residente do subúrbio parisiense
de todo o modo, causa um arrepio lembrar as manifestações de júbilo filmadas em Bagdad e noutros locais a propósito do ataque às Torres Gémeas, em Nova Iorque, ou a a resignada compreensão em tempos dedicada à condenação à morte de um escritor crítico de certas atitudes dos dirigentes de alguns países muçulmanos
vem sempre à memória o aviso lúcido de Bertold Brecht: parece que não é nada comigo e ...
e jametinhamdito que a atitude francesa de proibir os sinais religiosos ostensivos acendeu um rastilho e criou tensões
oxalá a normalidade e o bom senso prevaleçam, de modo a que todas as razões possam fazer-se ouvir de modo pacífico e elevado, evitando a perda de vidas e bens
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a ignorância pode ser o pior dos inimigos e por vezes anda perto da vileza, se é que há de facto inegenuidade na afirmação da jovem residente do subúrbio parisiense
de todo o modo, causa um arrepio lembrar as manifestações de júbilo filmadas em Bagdad e noutros locais a propósito do ataque às Torres Gémeas, em Nova Iorque, ou a a resignada compreensão em tempos dedicada à condenação à morte de um escritor crítico de certas atitudes dos dirigentes de alguns países muçulmanos
vem sempre à memória o aviso lúcido de Bertold Brecht: parece que não é nada comigo e ...
e jametinhamdito que a atitude francesa de proibir os sinais religiosos ostensivos acendeu um rastilho e criou tensões
oxalá a normalidade e o bom senso prevaleçam, de modo a que todas as razões possam fazer-se ouvir de modo pacífico e elevado, evitando a perda de vidas e bens
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2005-10-31
Princesa
… e Leonor nasceu !
Bom dia, Leonor !!
Filipe Bourbon de Espanha, Príncipe das Astúrias, o pai babado, jametinhadito que este nascimento materializa a sucessão
com efeito, os socialistas que governam em Espanha dispõem-se a mudar a lei constitucional que rege a sucessão, ainda conferindo em exclusivo aos herdeiros varões o privilégio ao trono
a confirmar-se a superação desta bizarra e anquilosa condição, o nascimento de Leonor poderá simbolizar mais um passo no caminho da igualdade de direitos entre homens e mulheres !!!
fruto da união entre a plebeia Letícia Ortiz e o herdeiro da Coroa Real Espanhola, a novíssima Princesa poderá talvez ajudar a atalhar caminho à queda de outras barreiras infundadas que subsistem nas sociedades de hoje
oxalá
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Bom dia, Leonor !!
Filipe Bourbon de Espanha, Príncipe das Astúrias, o pai babado, jametinhadito que este nascimento materializa a sucessão
com efeito, os socialistas que governam em Espanha dispõem-se a mudar a lei constitucional que rege a sucessão, ainda conferindo em exclusivo aos herdeiros varões o privilégio ao trono
a confirmar-se a superação desta bizarra e anquilosa condição, o nascimento de Leonor poderá simbolizar mais um passo no caminho da igualdade de direitos entre homens e mulheres !!!
fruto da união entre a plebeia Letícia Ortiz e o herdeiro da Coroa Real Espanhola, a novíssima Princesa poderá talvez ajudar a atalhar caminho à queda de outras barreiras infundadas que subsistem nas sociedades de hoje
oxalá
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2005-10-22
ACP 1 - ICEP 0
no rescaldo da apresentação do Orçamento de Estado, o Presidente da Associação Comercial do Porto, Rui Moreira jámetinhadito que o ICEP é um caso de utilidade reduzida para os custos que comporta, razão porque deveria deixar de existir
assim se fala claro em português e em Portugal
o nosso país dispõe de uma rede complexa e de uma tradição de asociativismo empresarial e as estruturas respectivas bem poderiam ser responsabilizadas e enobrecidas com um conjunto de funções relacionadas com a defesa de interesses próprios
do lado das vantagens inscrevem-se, pelo menos, a forte convicção de os interessados cumprirão melhor tais funções que o Estado, têm os conhecimentos, as competências e as vontades - em vez de se gastar dinheiro com serviços públicos, consultores, edifícios sede, despesas de representação, etc, etc, etc
e de uma vez por todas deixar-se-ia a sempiterna lamúria de que o Estado fez mal ou não fez ou não apoia ou não promove ou não defende ou não comparece ou não está onde é preciso ou não tem competência ou não sabe gerir - pois não ! que tratem disso os próprios interesados e que deixem de se queixar e de consumir recursos escassos
o Orçamento de Estado tem mais, muito mais, por onde se lhe diga, digo, por onde se lhe deite o Dito
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assim se fala claro em português e em Portugal
o nosso país dispõe de uma rede complexa e de uma tradição de asociativismo empresarial e as estruturas respectivas bem poderiam ser responsabilizadas e enobrecidas com um conjunto de funções relacionadas com a defesa de interesses próprios
do lado das vantagens inscrevem-se, pelo menos, a forte convicção de os interessados cumprirão melhor tais funções que o Estado, têm os conhecimentos, as competências e as vontades - em vez de se gastar dinheiro com serviços públicos, consultores, edifícios sede, despesas de representação, etc, etc, etc
e de uma vez por todas deixar-se-ia a sempiterna lamúria de que o Estado fez mal ou não fez ou não apoia ou não promove ou não defende ou não comparece ou não está onde é preciso ou não tem competência ou não sabe gerir - pois não ! que tratem disso os próprios interesados e que deixem de se queixar e de consumir recursos escassos
o Orçamento de Estado tem mais, muito mais, por onde se lhe diga, digo, por onde se lhe deite o Dito
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2005-10-21
bloqueio da esquerda
curioso o debate presidencial da RTP1, ontem ao serão
quem mais falou não estava lá, resguardou-se propositadamente no telejornal quando o maralhal ainda não está a tratar das crianças, da deita, da novela, da bola, do nimas, da bica e digestivo, da leitura, da abstração, da distração, do treino, do ensaio, da sessão, da arrumação, do almoço p'rámanhã, das horas extraordinárias (ah! Sérgio Godinho) ou diatribes várias que o final do dia reserva cansada ou evasivamente a quantos e tantos labutam pelo pão e pela nação
então parecia uma discussão dos pecanitos; os outros; não interessa quem; não lá estava quem interessa; eram segundos, terceiros, duplos, sósias; representantes; procuradores, uns com procuração e outros nem; de cartilha, uns; de pacotilha, outros; amigos, alguns; empregados, também, uns mal e outros bem; a mando; a pedido; voluntários; do partido; admiradores; ambiciosos; bajuladores; havia de tudo
mas ao que interessa: perguntada se desistia, Ana Drago disse não; e se percebia que com isso dividia; Ana Drago disse não; e se se importava que assim ganhava a direita; Ana Drago disse não
a repetição é mais que ritual, é estratégica
malgrado o nome enganador, o Bloco de Esquerda só existe para aumentar as chances da direita, jametinhadito
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quem mais falou não estava lá, resguardou-se propositadamente no telejornal quando o maralhal ainda não está a tratar das crianças, da deita, da novela, da bola, do nimas, da bica e digestivo, da leitura, da abstração, da distração, do treino, do ensaio, da sessão, da arrumação, do almoço p'rámanhã, das horas extraordinárias (ah! Sérgio Godinho) ou diatribes várias que o final do dia reserva cansada ou evasivamente a quantos e tantos labutam pelo pão e pela nação
então parecia uma discussão dos pecanitos; os outros; não interessa quem; não lá estava quem interessa; eram segundos, terceiros, duplos, sósias; representantes; procuradores, uns com procuração e outros nem; de cartilha, uns; de pacotilha, outros; amigos, alguns; empregados, também, uns mal e outros bem; a mando; a pedido; voluntários; do partido; admiradores; ambiciosos; bajuladores; havia de tudo
mas ao que interessa: perguntada se desistia, Ana Drago disse não; e se percebia que com isso dividia; Ana Drago disse não; e se se importava que assim ganhava a direita; Ana Drago disse não
a repetição é mais que ritual, é estratégica
malgrado o nome enganador, o Bloco de Esquerda só existe para aumentar as chances da direita, jametinhadito
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2005-10-20
como na TV
muito depois de referenciado como um dos eleitos do Ditos, Miguel Gaspar foi galardoado pela Casa da Imprensa, vencendo o Prémio de Crónicas, por causa das que publica jornalmente no Diário de Notícias
humilde, na cerimónia de atribuição que decorreu no Casino Estoril, Miguel Gaspar jametinhadito que se trata do reconhecimento da crítica de televisão
de facto, desde Mário Castrim não havia nada assim na imprensa e na comunicação social portuguesa, sobre as diatribes da TV
e dá gosto ler Miguel Gaspar mas não é bem sobre TV que faz as suas crónicas: é mesmo sobre a vida
talvez aqui se aplique também a conclusão a que há dias chegou João Abrantes, Provedor do leitor no Diário de Notícias, perorando sobre os limites estipulados no respectivo estatuto para as suas atribuições: há que escrever sobre quase tudo !!!
sobretudo, muito sobre a sociedade portuguesa, política incluída
mas também sobre o mundo em geral: a vida está globalizada em grande parte justamente por força do fenómeno televisão e de outras tecnologias que oferecem o mundo inteiro a todo o mundo, multiplicando fragmentos e fragmentando instantes em simultâneo
tal sucede directamente e em tempo real mas também por mil formas de mediatização, que reflectem e em que se reflectem as escolhas televisivas, com responsabilidades repartidas pela influência dos políticos, pela omnipresença dos investidores detentores de interesses empresariais, incluindo publicitários e grupos de comunicação, bem como pelo público que faz as audiências, revelando e "vendendo" as suas preferências, não apenas televisivas mas opções de voto e de vida, senão mesmo de alma
como nos jogos de espelhos sobrepostos, vida e TV reflectem-se mutuamente, até ao infinito
tudo isso captam os profissionais do sector, como insiste em mostrar-nos - e interpelar-nos - Miguel Gaspar, em escritas prazenteiras, crónicas acertadas e críticas certeiras !
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humilde, na cerimónia de atribuição que decorreu no Casino Estoril, Miguel Gaspar jametinhadito que se trata do reconhecimento da crítica de televisão
de facto, desde Mário Castrim não havia nada assim na imprensa e na comunicação social portuguesa, sobre as diatribes da TV
e dá gosto ler Miguel Gaspar mas não é bem sobre TV que faz as suas crónicas: é mesmo sobre a vida
talvez aqui se aplique também a conclusão a que há dias chegou João Abrantes, Provedor do leitor no Diário de Notícias, perorando sobre os limites estipulados no respectivo estatuto para as suas atribuições: há que escrever sobre quase tudo !!!
sobretudo, muito sobre a sociedade portuguesa, política incluída
mas também sobre o mundo em geral: a vida está globalizada em grande parte justamente por força do fenómeno televisão e de outras tecnologias que oferecem o mundo inteiro a todo o mundo, multiplicando fragmentos e fragmentando instantes em simultâneo
tal sucede directamente e em tempo real mas também por mil formas de mediatização, que reflectem e em que se reflectem as escolhas televisivas, com responsabilidades repartidas pela influência dos políticos, pela omnipresença dos investidores detentores de interesses empresariais, incluindo publicitários e grupos de comunicação, bem como pelo público que faz as audiências, revelando e "vendendo" as suas preferências, não apenas televisivas mas opções de voto e de vida, senão mesmo de alma
como nos jogos de espelhos sobrepostos, vida e TV reflectem-se mutuamente, até ao infinito
tudo isso captam os profissionais do sector, como insiste em mostrar-nos - e interpelar-nos - Miguel Gaspar, em escritas prazenteiras, crónicas acertadas e críticas certeiras !
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2005-10-18
futebolês
as línguas em que nos entendemos são sempre benvindas e o futebol tem esse especial condão
de facto, jametinhamdito que há mais países na FIFA, a organização mundial do pontapé na bola, do que na ONU, uma colectividade de menor aderência de nações com as quotas em dia
há dias Timor Leste foi admitido à cidadania da bola, o 206º país a entrar; a ONU não chega a tanto
entretanto, as competições prosseguem o seu curso, sendo que as selecções nacionais do Brasil, de Portugal e de Angola (é difícil conceber outra ordem...) estão apuradas para o próximo campeonato do mundo, em 2006, na Alemanha
é festa lusa, concerteza, mais rija em Angola, desde logo pela novidade mas também pelo grau de dificuldade e pelo inesperado do feit
Pepetela bem agoirou, certeiro, porque há muito de injusto na esperada repartição desigual dos benefícios da participação de Angola no mundial
mas um povo em festa é sempre melhor que aos tiros, à míngua ou a carpir
em jeito de exemplo, se palestinianos e israelitas praticassem mais a rivalidade futebolística, crê-se, dedicariam menos energia à destilação do ódio, pois no futebol o adversário é a camisola de cor diferente e não o seu atlético portador
na Libéria, o conhecido futebolista George Weah disputa as eleições presidenciais, está mesmo a caminho da segunda volta com a reputada economista Ellen Johnson Sirleaf
Weah é um velho conhecido dos portugueses por via de episódio menos edificante envolvendo agressões recíprocas a um colega de profissão; mas além de destacado praticante do seu ofício, venceu também títulos de fair play
e pode bem ser o alento de concórdia, motivação e aproximação aos padrões internacionais de que tanto precisa o massacrado povo liberiano
observacoes sao bem vindas
de facto, jametinhamdito que há mais países na FIFA, a organização mundial do pontapé na bola, do que na ONU, uma colectividade de menor aderência de nações com as quotas em dia
há dias Timor Leste foi admitido à cidadania da bola, o 206º país a entrar; a ONU não chega a tanto
entretanto, as competições prosseguem o seu curso, sendo que as selecções nacionais do Brasil, de Portugal e de Angola (é difícil conceber outra ordem...) estão apuradas para o próximo campeonato do mundo, em 2006, na Alemanha
é festa lusa, concerteza, mais rija em Angola, desde logo pela novidade mas também pelo grau de dificuldade e pelo inesperado do feit
Pepetela bem agoirou, certeiro, porque há muito de injusto na esperada repartição desigual dos benefícios da participação de Angola no mundial
mas um povo em festa é sempre melhor que aos tiros, à míngua ou a carpir
em jeito de exemplo, se palestinianos e israelitas praticassem mais a rivalidade futebolística, crê-se, dedicariam menos energia à destilação do ódio, pois no futebol o adversário é a camisola de cor diferente e não o seu atlético portador
na Libéria, o conhecido futebolista George Weah disputa as eleições presidenciais, está mesmo a caminho da segunda volta com a reputada economista Ellen Johnson Sirleaf
Weah é um velho conhecido dos portugueses por via de episódio menos edificante envolvendo agressões recíprocas a um colega de profissão; mas além de destacado praticante do seu ofício, venceu também títulos de fair play
e pode bem ser o alento de concórdia, motivação e aproximação aos padrões internacionais de que tanto precisa o massacrado povo liberiano
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2005-10-16
puxa-saco
desde há muito que é impossível ler o Expresso, autêntico saco e muitas vezes mesmo um grande puxa-saco, de tão ostensivamente sectário
perdura a memória da frieza olímpica do despedimento de João Carreira Bom, porque jametinhadito umas verdades sobre o patrão da SIC, Pinto Balsemão, igualmente patrão de José António Saraiva, que levou muitos leitores a deixar de comprar o Expresso
de facto, dá-se uma vista de olhos, em casa de algum familiar ou amigo, quantas vezes intocado dentro do respectivo saco publicitário
novidades também não há, para além do frequente tremendismo de muitas parangonas de primeiras páginas, aliás desmentidas pela generalidade da comunicação social nos dias imediatos e pelo próprio Expresso na edição seguinte, a contragosto e em letras pequeninas no interior
hoje, na última página do Público, Vasco Pulido Valente nada arrisca ao apelar a que apareçam concorrentes à altura
verrinoso como de costume, Vasco Pulido Valente dá nota da mudança do director do Expresso como sintoma de fraqueza ou de fracasso de uma história contada, em poucas linhas, desde o favor pessoal de Marcelo Caetano aos jovens liberais, a símbolo e esperança de uma vida democrática após o 25 de Abril de 1974 e à vacuidade de vender papel durante o longo consulado a cargo de José António Saraiva
mas o que verdadeiramente intriga Vasco Pulido Valente é que a classe média o continue a alimentar - devido à própria iliteracia, diz – reinvindicando ainda que o país precisa de um jornal concorrente
fica por saber como: em Portugal, os que sabem ler são os mesmos, porque haverão de comprar outro jornal ?
parece bem que o melhor é confiar na mudança e isso talvez possa estar nas mãos do novo director, Henrique Monteiro, que tem muito a recuperar de 22 anos de perda de prestígio e credibilidade
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perdura a memória da frieza olímpica do despedimento de João Carreira Bom, porque jametinhadito umas verdades sobre o patrão da SIC, Pinto Balsemão, igualmente patrão de José António Saraiva, que levou muitos leitores a deixar de comprar o Expresso
de facto, dá-se uma vista de olhos, em casa de algum familiar ou amigo, quantas vezes intocado dentro do respectivo saco publicitário
novidades também não há, para além do frequente tremendismo de muitas parangonas de primeiras páginas, aliás desmentidas pela generalidade da comunicação social nos dias imediatos e pelo próprio Expresso na edição seguinte, a contragosto e em letras pequeninas no interior
hoje, na última página do Público, Vasco Pulido Valente nada arrisca ao apelar a que apareçam concorrentes à altura
verrinoso como de costume, Vasco Pulido Valente dá nota da mudança do director do Expresso como sintoma de fraqueza ou de fracasso de uma história contada, em poucas linhas, desde o favor pessoal de Marcelo Caetano aos jovens liberais, a símbolo e esperança de uma vida democrática após o 25 de Abril de 1974 e à vacuidade de vender papel durante o longo consulado a cargo de José António Saraiva
mas o que verdadeiramente intriga Vasco Pulido Valente é que a classe média o continue a alimentar - devido à própria iliteracia, diz – reinvindicando ainda que o país precisa de um jornal concorrente
fica por saber como: em Portugal, os que sabem ler são os mesmos, porque haverão de comprar outro jornal ?
parece bem que o melhor é confiar na mudança e isso talvez possa estar nas mãos do novo director, Henrique Monteiro, que tem muito a recuperar de 22 anos de perda de prestígio e credibilidade
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2005-10-11
autarquias 2005
se é que há de facto uma surpresa, é persistente: após tantos protestos e reivindicações, denúncias e reclamações, processos e acusações, comentários e opiniões, análises e interrogações, vai-se a ver e ... tudo na mesma !
temos então o que queremos ? merecemos mais ?
explicações há várias, pessoais, locais e nacionais - veja-se excelente apreciação no editorial de Sérgio Figueiredo, no Jornal de Negócios de ontem, 10 de Outubro
objectivamente, mudaram escassas autarquias e, inclusivamente, mantém-se no essencial o nível de apoio autárquico ao partido que suporta o governo mais duramente contestado a nível social desde as fases mais agudas da agonia cavaquista - dir-se-ia que afinal tudo vai bem, qual então a razão para tão ruidosos protestos e reivindicações ?
resta esperar que, nos Tribunais, a lei imponha enfim o seu império e permita corrigir ainda alguns casos, atípicos, do panorama autárquico nacional
e que as reformas em curso e a empreender prossigam corajosamente a trilha de questionar ilegítimos ou onerosos privilégios que atravancam o desenvolvimento harmonioso do país
o mais, perder ou ganhar é democrático !
mas volta a fazer-se ouvir o esplendor e a lucidez do Poeta: se o mundo é feito de mudança, a maior mudança é já não mudar tanto como soía
observacoes sao bem vindas
temos então o que queremos ? merecemos mais ?
explicações há várias, pessoais, locais e nacionais - veja-se excelente apreciação no editorial de Sérgio Figueiredo, no Jornal de Negócios de ontem, 10 de Outubro
objectivamente, mudaram escassas autarquias e, inclusivamente, mantém-se no essencial o nível de apoio autárquico ao partido que suporta o governo mais duramente contestado a nível social desde as fases mais agudas da agonia cavaquista - dir-se-ia que afinal tudo vai bem, qual então a razão para tão ruidosos protestos e reivindicações ?
resta esperar que, nos Tribunais, a lei imponha enfim o seu império e permita corrigir ainda alguns casos, atípicos, do panorama autárquico nacional
e que as reformas em curso e a empreender prossigam corajosamente a trilha de questionar ilegítimos ou onerosos privilégios que atravancam o desenvolvimento harmonioso do país
o mais, perder ou ganhar é democrático !
mas volta a fazer-se ouvir o esplendor e a lucidez do Poeta: se o mundo é feito de mudança, a maior mudança é já não mudar tanto como soía
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Angela
com o voto popular do eleitorado alemão e o acordo de Gerhard Schroeder, a Alemanha terá a sua primeira mulher Chanceler, a pessoa mais jovem a ocupar o cargo, Angela Merkl
parabéns à própria, é claro, mas também à Alemanha e, creio bem, à Europa
a multipartidária solução encontrada, embora ainda haja caminho árduo a percorrer, dignifica em muito a nobreza do gesto e decisão de Gerhard Schroeder, que exerceu honrosamente o cargo em condições difíceis, teve um excelente resultado eleitoral que permite ao SPD manter um contributo significativo na condução política e governativa da Alemanha, sabendo ceder o poder como apenas o fizeram raros grandes da história recente –Botha, Mandela, Gorbachov – em benefício do seu povo e do mundo
felicidades então para Angela Merkl e para a supercoligação governamental que vai dirigir
um voto ainda para que se não cumpram as profecias que a dão como versão nova e alemã de Margaret Thatcher – o que se espera é que as mulheres cheguem à liderança e a exerçam como mulheres, usando e oferecendo as qualidades e virtualidades femininas!
de nada adianta eleger mulheres para se comportarem como mulheres-homens, sargentos, generais ou políticos normais
Angela Merkl doutorou-se em Física em Berlim, na antiga Alemanha de Leste, pelo que reúne ainda outros elementos e vivências intelectuais e espirituais que podem qualificar o seu contributo para os grandes desafios alemães, da consolidação da unificação à chama da progressão tecnológica, científica e económica de que a Alemanha e a Europa carecem para uma participação activa na construção de um mundo melhor
merecidamente, muito boa sorte !
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parabéns à própria, é claro, mas também à Alemanha e, creio bem, à Europa
a multipartidária solução encontrada, embora ainda haja caminho árduo a percorrer, dignifica em muito a nobreza do gesto e decisão de Gerhard Schroeder, que exerceu honrosamente o cargo em condições difíceis, teve um excelente resultado eleitoral que permite ao SPD manter um contributo significativo na condução política e governativa da Alemanha, sabendo ceder o poder como apenas o fizeram raros grandes da história recente –Botha, Mandela, Gorbachov – em benefício do seu povo e do mundo
felicidades então para Angela Merkl e para a supercoligação governamental que vai dirigir
um voto ainda para que se não cumpram as profecias que a dão como versão nova e alemã de Margaret Thatcher – o que se espera é que as mulheres cheguem à liderança e a exerçam como mulheres, usando e oferecendo as qualidades e virtualidades femininas!
de nada adianta eleger mulheres para se comportarem como mulheres-homens, sargentos, generais ou políticos normais
Angela Merkl doutorou-se em Física em Berlim, na antiga Alemanha de Leste, pelo que reúne ainda outros elementos e vivências intelectuais e espirituais que podem qualificar o seu contributo para os grandes desafios alemães, da consolidação da unificação à chama da progressão tecnológica, científica e económica de que a Alemanha e a Europa carecem para uma participação activa na construção de um mundo melhor
merecidamente, muito boa sorte !
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