ditos
... enfim, a Europa há-de trilhar os seus caminhos, umas vezes a poder de construtivos sins, umas outras por baixo de clamorosos nãos, longe vão pois os tempos em que a evolução (?) se perspectivava à bordoada, canhonada, etc.
um não terá poderosas virtudes ou mesmo muitas mais
realizar algo é porém desafio maior, implica propor, eventualmente cativar, seduzir ou animar a partilha de ideais; sujeitar-se a ceder; procurar consensos; obter compromissos
mas os tempos não estão para compromissos, todos gostam de fazer prevalecer os seus interesses, decerto legítimos
o não é inteiramente legítimo e porventura a melhor escolha, talvez até justo - bem, o recurso ao exagero é meramente didactico - mas faz lembrar a história da rã e do lacrau, a primeira propõe-se atravessar a ribeira, do que o segundo não é capaz, mas encetado o trajecto cooperativo, o lacrau concretiza a sua natureza, afundando ideal, propósito, travessia, cooperação e ... o canastro de ambos
naturalmente que a CEE não foi propriamente referendada, nem os países que a compõem no momento inicial, quase todos os que agora integram a União Europeia, ou os que constituem por ora a lista da ONU, tão pouco foi referendada a construção do Castelo de São Jorge, a cidade de Lisboa, a Torre Eiffel de Paris, a farmácia da esquina, a língua portuguesa, o armistício de 1945, o 25 de Abril, o horário de abertura do Museu Nacional de Arte Antiga, a Constituição da República ou as suas inúmeras alterações, a adesão de Portugal à CEE/CE/UE e muitas outras realizações ou aquisições humanas, muitas das quais obviamente não resistiriam a um excelso e vivaz referendo
as fontes de legitimação têm asim uma natureza fugidia face aos filtros mentais com que por vezes encaramos modernamente temas semelhantes - e a receita pode conter o germe da eficácia: tudo quanto não se queira realizar, submete-se a referendo, há enorme probalidade de ficar no papel ou mesmo no tinteiro !
nada há que propor em alternativa, nada há que ceder, nada há que aceitar
e como todas as razões são boas, o próximo projecto será ainda de mais difícil elaboração; mas é um saco de gatos, como irá colher mais e menos coesão, mais e menos federação, mais e menos liberalismo, mais e menos religião, mais e menos subsidiaridade, mais e menos social, mais e menos directório, mais e menos soberania, mais e menos economia, mais e menos política, mais e menos ética ?
por meritória e útil que seja, a vitória do não é pois sensaborona e deslavada: o que é que verdadeiramente oferece aos povos da Europa ? como se supera ? que progressos assegura ?
mas não é neutra nem indolor: além de dividir e acirrar, deve afastar a carta de direitos, o objectivo de pleno emprego e a supremacia de conceitos sociais e de solidariedade entre os povos de qualquer tentativa ou projecto de texto europeu nos próximos anos, talvez décadas, até que algum novo idealismo comunitário ou alguma transcedência solidária, eventualmente sob a premência de desânimos agonizantes, de ameaças totalitárias ou musculadas
o compromisso até pode construir a paz, castelos, países, comunidades, línguas, poemas, ciências, mas porventura com muitos defeitos pois, por definição e circunstância é de facto imperfeito
então vota não, porque jametinhasdito que não és comunista; nem sindicalista; nem operário; nem intelectual ...
2005-06-02
2005-05-22
Não porque sim
o Pacheco Pereira é um mediático (vive disso!) e não desperdiça uma
oportunidade, ao contrário do Sporting...
também fez campanha contra o Santana, aliás desde antes de o Santana ser
Primeiro, logo que percebeu que o assunto ia dar conversa, notoriedade e
comentários sem fim
inclusivamente deixou no ar a hipótese de votar em branco ou não votar PSD
nas legislativas antecipadas pelo Sampaio (outro adepto do contra-ataque,
sistema eficaz contra convencidos, distraídos e outros esquecidos) e
lembro-me que só uns (muito poucos) dias antes das eleições desfez os
equívocos que deliberada e espectacularmente criou
razões para Sins e Nãos há sempre - e muitas !
recordo também uma recente sondagem em França, em momento em que o Não
ainda prevalecia, onde se verificava que as duas (com percentagens
muito próximas) principais (de longe, a milhas de terceiros argumentos)
razões para o Não eram: a) o Tratado Constitucional era demasiado liberal; b) o Tratado Constitucional era pouco liberal !!!
também nós podemos esgrimir razões para votarmos Não como os comunistas e
fascistas, esclarecendo que temos motivos diferentes
certo é que tal como quando está tudo a chorar há sempre tipos que
aproveitam o nicho de mercado e tornam-se vendedores de lenços de assoar,
também o nosso comentador Pacheco Pereira negoceia o seu produto, usando com
maestria os poderosos instrumentos de marketing de que faz óptimo uso, como
sejam um partido político e uma catrefa de órgãos de comunicação, blogues
incluídos
observacoes sao benvindas
oportunidade, ao contrário do Sporting...
também fez campanha contra o Santana, aliás desde antes de o Santana ser
Primeiro, logo que percebeu que o assunto ia dar conversa, notoriedade e
comentários sem fim
inclusivamente deixou no ar a hipótese de votar em branco ou não votar PSD
nas legislativas antecipadas pelo Sampaio (outro adepto do contra-ataque,
sistema eficaz contra convencidos, distraídos e outros esquecidos) e
lembro-me que só uns (muito poucos) dias antes das eleições desfez os
equívocos que deliberada e espectacularmente criou
razões para Sins e Nãos há sempre - e muitas !
recordo também uma recente sondagem em França, em momento em que o Não
ainda prevalecia, onde se verificava que as duas (com percentagens
muito próximas) principais (de longe, a milhas de terceiros argumentos)
razões para o Não eram: a) o Tratado Constitucional era demasiado liberal; b) o Tratado Constitucional era pouco liberal !!!
também nós podemos esgrimir razões para votarmos Não como os comunistas e
fascistas, esclarecendo que temos motivos diferentes
certo é que tal como quando está tudo a chorar há sempre tipos que
aproveitam o nicho de mercado e tornam-se vendedores de lenços de assoar,
também o nosso comentador Pacheco Pereira negoceia o seu produto, usando com
maestria os poderosos instrumentos de marketing de que faz óptimo uso, como
sejam um partido político e uma catrefa de órgãos de comunicação, blogues
incluídos
observacoes sao benvindas
2005-05-04
beijo em contramão
em crónica matinal em boa hora partilhada na TSF, faz tempo, Fernando Alves jametinhadito que viu o beijo de um casal na berma da IC 19, quando se aproximava de Lisboa no ror do trânsito matutino
o casal estava ao lado de um carro parado, no sentido de Sintra e o feliz cronista interrogava-se: seria hora de partida, estariam de regresso, seria uma pausa, haveria uma avaria ?
perturbador, como seria de esperar, o beijo em contramão despertava (!) a atenção dos transeuntes, num momento de perplexidade, como que uma prenda de travo e aroma diferente em mais um dia de trabalho na urbe
o olhar prendeu-se-lhe naquele beijo, obrigando-o a reparar, como terá sucedido a alguns outros condutores pela fresca da manhã
é assim como ouvir o galo cantar ou a chilreada dos pássaros, ver cair da árvore uma pêra, molhar os pés num ribeiro, sentir a brisa quente e reparadora
tudo pois quanto, nos escapa dia após dia, por entre os dedos, a vida afinal, nos seus quês de simplicidade e ternura, apressados e apresados na espuma das correrias artificiais que nos contam os minutos e nos roubam eternidades decisivas, como o instante de um beijo
e um beijo assim suspende o tempo e devolve-nos algo, breve mas com fragrância de verdadeira urgência ... tão urgente que o tempo não conta nem quanto nos rodeia ...
e é sempre urgente se é dado e visto às portas do dia e da cidade, na partilha de um acaso, de uma pausa, de uma berma, em perfeito recolhimento à beira da confusão, à vista de uma fila de perplexos observadores camuflados de condutores rumo a mais um dia, tornados invisíveis pelos mistérios da doçura ou da paixão, mas tocados brevemente pela graça de um beijo em contramão
observacoes sao benvindas
o casal estava ao lado de um carro parado, no sentido de Sintra e o feliz cronista interrogava-se: seria hora de partida, estariam de regresso, seria uma pausa, haveria uma avaria ?
perturbador, como seria de esperar, o beijo em contramão despertava (!) a atenção dos transeuntes, num momento de perplexidade, como que uma prenda de travo e aroma diferente em mais um dia de trabalho na urbe
o olhar prendeu-se-lhe naquele beijo, obrigando-o a reparar, como terá sucedido a alguns outros condutores pela fresca da manhã
é assim como ouvir o galo cantar ou a chilreada dos pássaros, ver cair da árvore uma pêra, molhar os pés num ribeiro, sentir a brisa quente e reparadora
tudo pois quanto, nos escapa dia após dia, por entre os dedos, a vida afinal, nos seus quês de simplicidade e ternura, apressados e apresados na espuma das correrias artificiais que nos contam os minutos e nos roubam eternidades decisivas, como o instante de um beijo
e um beijo assim suspende o tempo e devolve-nos algo, breve mas com fragrância de verdadeira urgência ... tão urgente que o tempo não conta nem quanto nos rodeia ...
e é sempre urgente se é dado e visto às portas do dia e da cidade, na partilha de um acaso, de uma pausa, de uma berma, em perfeito recolhimento à beira da confusão, à vista de uma fila de perplexos observadores camuflados de condutores rumo a mais um dia, tornados invisíveis pelos mistérios da doçura ou da paixão, mas tocados brevemente pela graça de um beijo em contramão
observacoes sao benvindas
2005-05-03
humanos recursos
passou o dia do Trabalhador, algo despercebido, o domingo a absorver um desejável feriado e para mais era dia das Mães, que tudo merecem, deviam ter um dia grande 365 vezes por ano, toda a nossa vida
nos últimos anos, recentemente, o primeiro dia de Maio tem sido aproveitado para contestar a globalização, por vezes de forma irracional e mesmo violentamente - o problema das multinacionais, da descaracterização cultural, das deslocalizações, da procura desenfreada de lucro, (s)enfim... pese embora ser forçoso reconhecer e criticar a deficiente democraticidade do sistema económico mundial, facto que importa superar construtivamente e sem destruição nem caos
longe vão os tempos da festa do início das plantações da Primavera, com o entusiasmo de todos, dos trabalhadores em especial, também a poder de ancestrais ritos dos ciclos naturais, da vida e da alegria, partilhada por velhos e novos
entretanto o dia significou luta, martírio, coisa a sério, a polícia a carregar e morriam trabalhadores, desvaliam-se famílias, cuidava-se do valioso futuro alheio com o risco da própria vida, tempos
entretanto passou a memorial, homenagem, comemoração, celebração de vitórias e atitudes, sinal da dignidade ao de cima
depois passou a caso de política, sindicatos partidarizados
ainda serviu para alguma música ou para sair simplesmente à rua, encontrar gente e animação, um dia roubado ao patrão é também para esbanjar ao sol, no jardim, no relvado, no largo, na praça, na avenida, na alameda
agora já quase só dá na TV, havemos de ver dois ou três espécimes, protegidos a honorário e lancharete, em entrevista a explicar como eram os tempos em que havia manifestações ou apenas reuniões ou mesmo trabalhadores ...
pois a grãfinagem guru da megagestão só conhece "recursos", ainda lá botam, digo, implementam um H mas tudo se pode racionalizar, reduzir, flexibilizar, jametihamdito que estará para breve o acabar de vez com a obsolescência do superlativo "humanos" a qualificar inviamente tão fungíveis recursos
de nada vale argumentar que os trabalhadores não são recursos, são antes sujeitos que exercem actividades remuneradas aplicando o saber e a mão de obra de que dispõem, de forma organizada pelos gestores e em benefício da empresa ou entidade patronal
também de nada vale argumentar que os gestores não são recursos mas sujeitos que exercem actividades remuneradas de administração de bens alheios, organizando os factores de produção, trabalho incluído - esse sim, um factor - em benefício da empresa ou dos accionistas seus proprietários
e também de nada vale argumentar que os accionistas não são recuros mas sujeitos que aplicam e arriscam os seus capitais e economias, confiando em gestores que organizam as actividades dos trabalhadores
é que o que faz mover o mundo são os fundos anónimos que representam a abstracção de referência, porventura meros índices e siglas, informaticamente listados, em que accionistas, gestores e trabalhadores são vistos não como sujeitos mas meros factores
ora, tal como gestores e accionistas, o trabalhador não é um recurso nem factor
o trabalhador é um sujeito, gente, ser humano que nasce, aprende, cresce, vive em Família e em sociedade, em várias comunidades incluindo a laboral, esta importante sem no entanto esgotar a vida, o todo em que se realiza e dignifica a pessoa humana
era por isso o entusiasmo das primeiras plantações da Primavera, os factores serviam o homem, sujeito dinamizador da transformação dos recursos, titular de dignidade humana e Família para alimentar e educar
era por isso que lutavam e morriam os trabalhadores martirizados no primeiro Primeiro de Maio, queriam ser tratados como sujeitos, pessoa humana, Pais, Mães, Filhos, gente
entretanto sobreveio a alpaca mais a era digital e as business school, puro management, cavalgado a gurus de case study debruado a power point, deixam de ver gente, é tudo recursos, tal como está consagrado na apresentação web-based
trabalhadores o que seja ?
partilha, o que é ?
dia de quê ?
observacoes sao benvindas
nos últimos anos, recentemente, o primeiro dia de Maio tem sido aproveitado para contestar a globalização, por vezes de forma irracional e mesmo violentamente - o problema das multinacionais, da descaracterização cultural, das deslocalizações, da procura desenfreada de lucro, (s)enfim... pese embora ser forçoso reconhecer e criticar a deficiente democraticidade do sistema económico mundial, facto que importa superar construtivamente e sem destruição nem caos
longe vão os tempos da festa do início das plantações da Primavera, com o entusiasmo de todos, dos trabalhadores em especial, também a poder de ancestrais ritos dos ciclos naturais, da vida e da alegria, partilhada por velhos e novos
entretanto o dia significou luta, martírio, coisa a sério, a polícia a carregar e morriam trabalhadores, desvaliam-se famílias, cuidava-se do valioso futuro alheio com o risco da própria vida, tempos
entretanto passou a memorial, homenagem, comemoração, celebração de vitórias e atitudes, sinal da dignidade ao de cima
depois passou a caso de política, sindicatos partidarizados
ainda serviu para alguma música ou para sair simplesmente à rua, encontrar gente e animação, um dia roubado ao patrão é também para esbanjar ao sol, no jardim, no relvado, no largo, na praça, na avenida, na alameda
agora já quase só dá na TV, havemos de ver dois ou três espécimes, protegidos a honorário e lancharete, em entrevista a explicar como eram os tempos em que havia manifestações ou apenas reuniões ou mesmo trabalhadores ...
pois a grãfinagem guru da megagestão só conhece "recursos", ainda lá botam, digo, implementam um H mas tudo se pode racionalizar, reduzir, flexibilizar, jametihamdito que estará para breve o acabar de vez com a obsolescência do superlativo "humanos" a qualificar inviamente tão fungíveis recursos
de nada vale argumentar que os trabalhadores não são recursos, são antes sujeitos que exercem actividades remuneradas aplicando o saber e a mão de obra de que dispõem, de forma organizada pelos gestores e em benefício da empresa ou entidade patronal
também de nada vale argumentar que os gestores não são recursos mas sujeitos que exercem actividades remuneradas de administração de bens alheios, organizando os factores de produção, trabalho incluído - esse sim, um factor - em benefício da empresa ou dos accionistas seus proprietários
e também de nada vale argumentar que os accionistas não são recuros mas sujeitos que aplicam e arriscam os seus capitais e economias, confiando em gestores que organizam as actividades dos trabalhadores
é que o que faz mover o mundo são os fundos anónimos que representam a abstracção de referência, porventura meros índices e siglas, informaticamente listados, em que accionistas, gestores e trabalhadores são vistos não como sujeitos mas meros factores
ora, tal como gestores e accionistas, o trabalhador não é um recurso nem factor
o trabalhador é um sujeito, gente, ser humano que nasce, aprende, cresce, vive em Família e em sociedade, em várias comunidades incluindo a laboral, esta importante sem no entanto esgotar a vida, o todo em que se realiza e dignifica a pessoa humana
era por isso o entusiasmo das primeiras plantações da Primavera, os factores serviam o homem, sujeito dinamizador da transformação dos recursos, titular de dignidade humana e Família para alimentar e educar
era por isso que lutavam e morriam os trabalhadores martirizados no primeiro Primeiro de Maio, queriam ser tratados como sujeitos, pessoa humana, Pais, Mães, Filhos, gente
entretanto sobreveio a alpaca mais a era digital e as business school, puro management, cavalgado a gurus de case study debruado a power point, deixam de ver gente, é tudo recursos, tal como está consagrado na apresentação web-based
trabalhadores o que seja ?
partilha, o que é ?
dia de quê ?
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2005-03-22
xeque ao ditador
o actual campeão mundial de xadrez, Garry Kimovich Kasparov, nasceu em 1963, em Baku, Azerbeijão, na então União das Repúblicas Soviéticas Socialistas
chamava-se Garry Weinstein, aprendeu a jogar xadrez aos quatro anos, aos sete perdeu o pai num acidente de viação e ficou com o nome da mãe, Kasparian, sovietizado para Kasparov
jovem genial, aos dez anos entrou para uma escola de elite, de Botvinnik, antigo campeão do mundo, aos doze anos venceu o campeonato de juniores da URSS, aos dezasseis foi campeão mundial de júniores, aos dezassete conquistou o título de Grande Mestre, aos vinte e dois tornou-se o mais jovem campeão do mundo, aos quarenta e um anos culminou a sua carreira de xadrezista precoce com ... a reforma ! ! !
no início deste mês, venceu (pela nona vez...) um dos mais fortes torneios do mundo, já clássico, realizado em Linares, em Espanha e anunciou que se retira do xadrez enquanto jogador profissional, cada vez mais dedicado à política, integrando um notável grupo de liberais opositores ao Presidente Putin
ao jogar o lance de mudança de actividade principal, Kasaparov jametinhadito que “todos não somos demais para afastar o ditador”, xeque !!!
observacoes sao benvindas
chamava-se Garry Weinstein, aprendeu a jogar xadrez aos quatro anos, aos sete perdeu o pai num acidente de viação e ficou com o nome da mãe, Kasparian, sovietizado para Kasparov
jovem genial, aos dez anos entrou para uma escola de elite, de Botvinnik, antigo campeão do mundo, aos doze anos venceu o campeonato de juniores da URSS, aos dezasseis foi campeão mundial de júniores, aos dezassete conquistou o título de Grande Mestre, aos vinte e dois tornou-se o mais jovem campeão do mundo, aos quarenta e um anos culminou a sua carreira de xadrezista precoce com ... a reforma ! ! !
no início deste mês, venceu (pela nona vez...) um dos mais fortes torneios do mundo, já clássico, realizado em Linares, em Espanha e anunciou que se retira do xadrez enquanto jogador profissional, cada vez mais dedicado à política, integrando um notável grupo de liberais opositores ao Presidente Putin
ao jogar o lance de mudança de actividade principal, Kasaparov jametinhadito que “todos não somos demais para afastar o ditador”, xeque !!!
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2005-03-20
Ramos ao Domingo
ao aparecer à janela, perante os fiéis, acenando um ramo de oliveira, João Paulo II janostinhadito que a prece, a esperança e a paz podem oferecer à humanidade o bem precioso de uma vida sã, digna e solidária, por que vale a pena lutar ainda que em circunstâncias difíceis como a delicada saúde do Papa
para o cristãos, hoje finda a Quaresma e começa a Semana Santa, Jesus Cristo chegou a Jerusalém
no próximo Domingo, em plena lua cheia, a primeira após o equinócio da Primavera, celebra-se o mistério da ressurreição, é o Domingo de Páscoa
esta forma de agendar a Páscoa foi oficializada no ano 325 depois de Cristo, no Concílio ecuménico convocado pelo Imperador Romano Constantino e realizado em Niceia, no antigo reino da Bitínia, então pertencente a Bizancio, que integrava o Império Romano e entretanto foi conquistado pela Turquia
a religião cristã quis assim assimilar, como noutras datas e celebrações, os ritos, cultos e cerimoniais pagãos ligados à Primavera, ao reabrir e renascimento da vida, afinal um ciclo natural que muitas comunidades humanas se dedicaram a assinalar e celebrar
ainda hoje, o cerimonial da Páscoa celebra-se com folar, bola ou pão-de-ló, amêndoas e ovos, sinal ou voto de vida, alimento e abundância, o que os ramos também sinalizam
também na religião judaica a Páscoa é celebrada com pão, ázimo, sem fermento, mas sempre alimento
os povos do mundo inteiro precisam hoje de alimento, tanto físico como espiritual – e é admirável o esforço, o alento e o significado ecuménico do gesto de João Paulo II, acenando mais do que uma fé, um rebate de esperança para a necessidade de renascimento da fraternidade humana, em todas as comunidades e religiões
longa vida ao ânimo e fé de João Paulo II
créditos: Domingo de Ramos, publico-online
Pela primeira vez em 26 anos de Pontificado, João Paulo II não presidiu à missa do Domingo de Ramos. Em silêncio, no final da oração do Angelus, o Papa abençoou com um ramo de oliveira, a partir da janela do seu quarto, os milhares de fiéis que o aguardavam na Praça de São Pedro, no Vaticano. (Foto: Pier Paolo Cito/EPA)
observacoes sao benvindas
para o cristãos, hoje finda a Quaresma e começa a Semana Santa, Jesus Cristo chegou a Jerusalém
no próximo Domingo, em plena lua cheia, a primeira após o equinócio da Primavera, celebra-se o mistério da ressurreição, é o Domingo de Páscoa
esta forma de agendar a Páscoa foi oficializada no ano 325 depois de Cristo, no Concílio ecuménico convocado pelo Imperador Romano Constantino e realizado em Niceia, no antigo reino da Bitínia, então pertencente a Bizancio, que integrava o Império Romano e entretanto foi conquistado pela Turquia
a religião cristã quis assim assimilar, como noutras datas e celebrações, os ritos, cultos e cerimoniais pagãos ligados à Primavera, ao reabrir e renascimento da vida, afinal um ciclo natural que muitas comunidades humanas se dedicaram a assinalar e celebrar
ainda hoje, o cerimonial da Páscoa celebra-se com folar, bola ou pão-de-ló, amêndoas e ovos, sinal ou voto de vida, alimento e abundância, o que os ramos também sinalizam
também na religião judaica a Páscoa é celebrada com pão, ázimo, sem fermento, mas sempre alimento
os povos do mundo inteiro precisam hoje de alimento, tanto físico como espiritual – e é admirável o esforço, o alento e o significado ecuménico do gesto de João Paulo II, acenando mais do que uma fé, um rebate de esperança para a necessidade de renascimento da fraternidade humana, em todas as comunidades e religiões
longa vida ao ânimo e fé de João Paulo II
créditos: Domingo de Ramos, publico-online
Pela primeira vez em 26 anos de Pontificado, João Paulo II não presidiu à missa do Domingo de Ramos. Em silêncio, no final da oração do Angelus, o Papa abençoou com um ramo de oliveira, a partir da janela do seu quarto, os milhares de fiéis que o aguardavam na Praça de São Pedro, no Vaticano. (Foto: Pier Paolo Cito/EPA)
observacoes sao benvindas
2005-03-18
geraçao delirante
o novo Diário de Notícias, a páginas 9, dita “Geração de 70”, ao bordão da Geração de 70, tem hoje, 18 de Março de 2005, os comentários de João Miguel Tavares aos comentários de Pacheco Pereira sobre “Rostos do comentário não mudam há 20 anos”, artigo há dias em que no DN se comentava a relação entre os comentadores e os media
tanto comentário e comentador só pode ser naco para o Ditos, arriscando a actualidade
o jovem comentador de 70 desanca em Pacheco, acusado de tudo e mais alguma coisa, de estudar o comunismo, de ter opiniões, de observar os astros, de ler Chomsky, de divulgar pinturas, de publicar um blog, e por fim, de estar com visões a propósito da eventual tentação de manipulação dos órgãos de comunicação social por parte da nova equipa governamental
à partida, há que dar razão à juventude: faz lá algum sentido imaginar que o poder tentará manipular a comunicação social ...
é que nem há memória disso e então no actual Diário de Notícias nada pode autorizar tal delírio – qualificativo usado na peça para a miragem que afluiu a Pacheco Pereira – e nem é bom lembrar as recentes atribulações deste periódico, a bem dizer por se bater bravamente contra estranhas nomeações da cor do governo do momento ...
mas o jametinhasdito vai para a sanção (!) determinada pelo ... acusador, nada mais nada menos que – qual dono do jornal – arranjar-lhe “um lugarzito aqui no Diário de Notícias”, certamente em castigo de tal crime e para martirizar Pacheco Pereira ! ! !
observacoes sao benvindas
tanto comentário e comentador só pode ser naco para o Ditos, arriscando a actualidade
o jovem comentador de 70 desanca em Pacheco, acusado de tudo e mais alguma coisa, de estudar o comunismo, de ter opiniões, de observar os astros, de ler Chomsky, de divulgar pinturas, de publicar um blog, e por fim, de estar com visões a propósito da eventual tentação de manipulação dos órgãos de comunicação social por parte da nova equipa governamental
à partida, há que dar razão à juventude: faz lá algum sentido imaginar que o poder tentará manipular a comunicação social ...
é que nem há memória disso e então no actual Diário de Notícias nada pode autorizar tal delírio – qualificativo usado na peça para a miragem que afluiu a Pacheco Pereira – e nem é bom lembrar as recentes atribulações deste periódico, a bem dizer por se bater bravamente contra estranhas nomeações da cor do governo do momento ...
mas o jametinhasdito vai para a sanção (!) determinada pelo ... acusador, nada mais nada menos que – qual dono do jornal – arranjar-lhe “um lugarzito aqui no Diário de Notícias”, certamente em castigo de tal crime e para martirizar Pacheco Pereira ! ! !
observacoes sao benvindas
2005-03-17
silabário chave
porque jametinhamdito que a leitura é a chave do acesso a todo o outro saber, as psicólogas educacionais Paula Teles e Leonor Machado conceberam o método distema e editaram "Silabário", para as crianças disléxicas aprenderem a ler
com um sentido alerta para o carácter decisivo da intervenção precoce, as Autoras afirmam : "a linguagem oral faz parte do nosso património genético, mas a leitura e a escrita são uma invenção, têm que ser ensinadas" !
e, pode acrescentar-se, o ser humano, menor dotado de instintos, precisa de aprender para sobreviver
a leitura é a melhor fisioterapia para se aprender a ler, sobremaneira no caso das crianças com dislexia, hoje definida como incapacidade do foro neurológico, susceptível de superação e recuperação, com técnicas apropriadas
serviço público, portanto
pelo meio, umas ferroadas no "método global" adoptado em Portugal após 1974 e, ao contrário de outros países, ainda hoje persistente em muitas das nossas escolas
daí a falta de preparação de gerações inteiras que interiorizaram a péssima ortografia, a aversão à leitura, à escrita e ... pior, à capacidade de aprender
convivem melhor com o "slide", duas palavras se não puder ser uma só, um diagrama, umas setas, novo "slide" - já não é sequer "acetato" ...
observacoes sao benvindas
com um sentido alerta para o carácter decisivo da intervenção precoce, as Autoras afirmam : "a linguagem oral faz parte do nosso património genético, mas a leitura e a escrita são uma invenção, têm que ser ensinadas" !
e, pode acrescentar-se, o ser humano, menor dotado de instintos, precisa de aprender para sobreviver
a leitura é a melhor fisioterapia para se aprender a ler, sobremaneira no caso das crianças com dislexia, hoje definida como incapacidade do foro neurológico, susceptível de superação e recuperação, com técnicas apropriadas
serviço público, portanto
pelo meio, umas ferroadas no "método global" adoptado em Portugal após 1974 e, ao contrário de outros países, ainda hoje persistente em muitas das nossas escolas
daí a falta de preparação de gerações inteiras que interiorizaram a péssima ortografia, a aversão à leitura, à escrita e ... pior, à capacidade de aprender
convivem melhor com o "slide", duas palavras se não puder ser uma só, um diagrama, umas setas, novo "slide" - já não é sequer "acetato" ...
observacoes sao benvindas
2005-03-13
noite de Reis
Zé Reis, índio da Meia-Praia, foi encontrado morto na esquadra de Lagos, na madrugada de 6 de Março
a autópsia saiu logo e de pronto confirmou a versão que a polícia jametinhadito: suicídio por enforcamento, as calças de ganga enroladas ao pescoço ...
pois custa a crer como é que não há advogados nas esquadras
mais depressa a ex-sede da PIDE, na Rua António Maria Cardoso, em Lisboa, transforma em luxo o condomínio de memórias das barbaridades, torturas e mortes, algumas disfarçadas de suicídios dos detidos
Zeca Afonso cantava a gota rubra na calçada em tempos que importa lembrar, contra o esquecimento, o branqueamento, o apagamento ...
cantava também contra o apagamento da nobreza dos índios da Meia-Praia
mas resta viva uma enorme pobreza !?
José Afonso
Aldeia da Meia Praia
Ali mesmo ao pé de Lagos
Vou fazer-te uma cantiga
Da melhor que sei e faço
De Montegordo vieram
Alguns por seu próprio pé
Um chegou de bicicleta
Outro foi de marcha à ré
Quando os teus olhos tropeçam
No voo de uma gaivota
Em vez de peixe vê peças de oiro
Caindo na lota
Quem aqui vier morar
Não traga mesa nem cama
Com sete palmos de terra
Se constrói uma cabana
Tu trabalhas todo o ano
Na lota deixam-te nudo
Chupam-te até ao tutano
Levam-te o couro cabeludo
Quem dera que a gente tenha
De Agostinho a valentia
Para alimentar a sanha
De enganar a burguesia
Adeus disse a Montegordo
Nada o prende ao mal passado
Mas nada o prende ao presente
Se só ele é o enganado
Oito mil horas contadas
Laboraram a preceito
Até que veio o primeiro
Documento autenticado
Eram mulheres e crianças
Cada um com o seu tijolo
Isto aqui era uma orquestra
quem diz o contrário é tolo
E se a má língua não cessa
Eu daqui vivo não saia
Pois nada apaga a nobreza
Dos índios da Meia-Praia
Foi sempre tua figura
Tubarão de mil aparas
Deixas tudo à dependura
Quando na presa reparas
Das eleições acabadas
Do resultado previsto
Saiu o que tendes visto
Muitas obras embargadas
Mas não por vontade própria
Porque a luta continua
Pois é dele a sua história
E o povo saiu à rua
Mandadores de alta finança
Fazem tudo andar para trás
Dizem que o mundo só anda
Tendo à frente um capataz
Eram mulheres e crianças
Cada um com o seu tijolo
Isto aqui era uma orquestra
Que diz o contrário é tolo
E toca de papelada
No vaivém dos ministérios
Mas hão-de fugir aos berros
Inda a banda vai na estrada
observacoes sao benvindas
a autópsia saiu logo e de pronto confirmou a versão que a polícia jametinhadito: suicídio por enforcamento, as calças de ganga enroladas ao pescoço ...
pois custa a crer como é que não há advogados nas esquadras
mais depressa a ex-sede da PIDE, na Rua António Maria Cardoso, em Lisboa, transforma em luxo o condomínio de memórias das barbaridades, torturas e mortes, algumas disfarçadas de suicídios dos detidos
Zeca Afonso cantava a gota rubra na calçada em tempos que importa lembrar, contra o esquecimento, o branqueamento, o apagamento ...
cantava também contra o apagamento da nobreza dos índios da Meia-Praia
mas resta viva uma enorme pobreza !?
José Afonso
Aldeia da Meia Praia
Ali mesmo ao pé de Lagos
Vou fazer-te uma cantiga
Da melhor que sei e faço
De Montegordo vieram
Alguns por seu próprio pé
Um chegou de bicicleta
Outro foi de marcha à ré
Quando os teus olhos tropeçam
No voo de uma gaivota
Em vez de peixe vê peças de oiro
Caindo na lota
Quem aqui vier morar
Não traga mesa nem cama
Com sete palmos de terra
Se constrói uma cabana
Tu trabalhas todo o ano
Na lota deixam-te nudo
Chupam-te até ao tutano
Levam-te o couro cabeludo
Quem dera que a gente tenha
De Agostinho a valentia
Para alimentar a sanha
De enganar a burguesia
Adeus disse a Montegordo
Nada o prende ao mal passado
Mas nada o prende ao presente
Se só ele é o enganado
Oito mil horas contadas
Laboraram a preceito
Até que veio o primeiro
Documento autenticado
Eram mulheres e crianças
Cada um com o seu tijolo
Isto aqui era uma orquestra
quem diz o contrário é tolo
E se a má língua não cessa
Eu daqui vivo não saia
Pois nada apaga a nobreza
Dos índios da Meia-Praia
Foi sempre tua figura
Tubarão de mil aparas
Deixas tudo à dependura
Quando na presa reparas
Das eleições acabadas
Do resultado previsto
Saiu o que tendes visto
Muitas obras embargadas
Mas não por vontade própria
Porque a luta continua
Pois é dele a sua história
E o povo saiu à rua
Mandadores de alta finança
Fazem tudo andar para trás
Dizem que o mundo só anda
Tendo à frente um capataz
Eram mulheres e crianças
Cada um com o seu tijolo
Isto aqui era uma orquestra
Que diz o contrário é tolo
E toca de papelada
No vaivém dos ministérios
Mas hão-de fugir aos berros
Inda a banda vai na estrada
observacoes sao benvindas
Marias parlamentares
questionada sobre a escassez de mulheres no Governo, Matilde Sousa Franco jametinhadito que no Parlamento são muitas
mas nem são: foram eleitos 230 deputados, dos quais 53 são mulheres, contas feitas dá cerca de 23 %
talvez a quota aumente com a chamada de alguns deputados ao Governo, com as subsequentes substituições que talvez incluam mais algumas mulheres, actualmente na lista de suplentes
para já, há 42 Marias, 39 mulheres e 3 homens, eh eh
vai a lista de parlamentares eleitos:
Abílio André Brandão de Almeida Teixeira PSD
Abílio Miguel Joaquim Dias Fernandes PCP
Adão José Fonseca Silva PSD
Agostinho Correia Branquinho PSD
Agostinho Nuno de Azevedo Ferreira Lopes PCP
Alberto Arons Braga de Carvalho PS
Alberto Bernardes Costa PS
Alberto de Sousa Martins PS
Alberto Marques Antunes PS
Alda Maria Gonçalves Pereira Macedo BE
Aldemira Maria Cabanita do Nascimento Brito Pinho PS
Álvaro António Magalhães Ferrão de Castello-Branco CDS-PP
Ana Isabel Drago Lobato BE
Ana Maria Ribeiro Gomes do Couto PS
Ana Maria Sequeira Mendes Pires Manso PSD
Ana Paula Mendes Vitorino PS
Ana Zita Barbas Marvão Alves Gomes PSD
António Alfredo Delgado da Silva Preto PSD
António Alves Marques Júnior PS
António Bento da Silva Galamba PS
António de Magalhães Pires de Lima CDS-PP
António Fernandes da Silva Braga PS
António Filipe Gaião Rodrigues PCP
António Joaquim Almeida Henriques PSD
António José Ceia da Silva PS
António José Martins Seguro PS
António Manuel de Carvalho Fereira Vitorino PS
António Ramos Preto PS
Armando França Rodrigues Alves PS
Arménio dos Santos PSD
Artur Jorge da Silva Machado PCP
Artur Miguel Claro da Fonseca Mora Coelho PS
Ascenso Luís Seixas Simões PS
Augusto Ernesto Santos Silva PS
Bernardino José Torrão Soares PCP
Bruno Jorge Viegas Vitorino PSD
Bruno Miguel Pedrosa Ventura PSD
Carlos Alberto Garcia Poço PSD
Carlos Alberto Pinto PSD
Carlos António Páscoa Gonçalves PSD
Carlos Cardoso Lage PS
Carlos Jorge Martins Pereira PSD
Carlos Manuel de Andrade Miranda PSD
Carlos Parente Antunes PSD
Cláudia Isabel Patrício do Couto Vieira PS
Daniel Jorge Martins Fangueiro PSD
Daniel Miguel Rebelo PSD
Delmar Ramiro Palas PSD
Deolinda Isabel da Costa Coutinho PS
Domingos Duarte Lima PSD
Duarte Rogério Matos Ventura Pacheco PSD
Eduardo Arménio do Nascimento Cabrita PS
Eduardo Luís Barreto Ferro Rodrigues PS
Elísio da Costa Amorim PS
Emídio Guerreiro PSD
Eugénio Fernando de Sá Cerqueira Marinho PSD
Fernanda Maria Pereira Asseiceira PS
Fernando dos Santos Cabral PS
Fernando José Mendes Rosas BE
Fernando Manuel dos Santos Gomes PS
Fernando Pereira Serrasqueiro PS
Fernando Ribeiro Moniz PS
Fernando Santos Pereira PSD
Filipe Miguel da Cruz e Queiróz Nascimento PSD
Francisco Anacleto Louçã BE
Francisco José de Almeida Lopes PCP
Francisco Miguel Baudoin Madeira Lopes PEV
Gonçalo Dinis Quaresma Sousa Capitão PSD
Gonçalo Nuno Mendonça Perestrelo dos Santos PSD
Guilherme Henrique Valente Rodrigues da Silva PSD
Guilherme Valdemar Pereira de Oliveira Martins PS
Helena Maria Andrade Cardoso Machado de Oliveira PSD
Helena Maria Moura Pinto BE
Heloísa Augusta Baião de Brito Apolónia PEV
Henrique António de Oliveira Troncho PS
Horácio André Antunes PS
Hugo José Teixeira Velosa PSD
Humberto Delgado Ubach Chaves Rosa PS
Idália Maria Marques Salvador Serrão de Menezes Moniz PS
Isabel Maria de Sousa Gonçalves dos Santos CDS-PP
Isabel Maria Pinto Nunes Jorge PS
Jacinto Serrão de Freitas PS
Jaime Carlos Marta Soares PSD
Jaime José Matos da Gama PS
Jerónimo Carvalho de Sousa PCP
João Barroso Soares PS
João Bosco Soares Mota Amaral PSD
João Cardona Gomes Cravinho PS
João Guilherme Nobre Prata Fragoso Rebelo CDS-PP
João José Tita Maurício Melo Nunes CDS-PP
João Miguel de Melo Santos Taborda Serrano PS
João Miguel Trancoso Vaz Teixeira Lopes BE
João Nuno Lacerda Teixeira de Melo CDS-PP
João Raúl Moura Portugal PS
João Rodrigo Pinho de Almeida CDS-PP
Joaquim Augusto Nunes de Pina Moura PS
Joaquim Barbosa Ferreira Couto PS
Joaquim Virgílio Leite Almeida da Costa PSD
Joel Eduardo Neves Hasse Ferreira PS
Jorge José Varanda Pereira PSD
Jorge Lacão Costa PS
Jorge Manuel Capela Gonçalves Fão PS
Jorge Manuel Gouveia Strecht Ribeiro PS
Jorge Paulo Sacadura Almeida Coelho PS
Jorge Tadeu Correia Franco Morgado PSD
José Adelmo Gouveia Bordalo Junqueiro PS
José Alberto Rebelo dos Reis Lamego PS
José António Fonseca Vieira da Silva PS
José António Freire Antunes PSD
José Apolinário Nunes Portada PS
José Augusto Clemente de Carvalho PS
José Batista Mestre Soeiro PCP
José Carlos Correia Mota de Andrade PS
José Carlos das Dores Zorrinho PS
José Eduardo Vera Cruz Jardim PS
José Honório Faria Gonçalves Novo PCP
José Manuel de Matos Correia PSD
José Manuel Ferreira Nunes Ribeiro PSD
José Manuel Lello Ribeiro de Almeida PS
José Manuel Marques de Matos Rosa PSD
José Manuel Pereira da Costa PSD
José Manuel Santos de Magalhães PS
José Mendes Bota PSD
José Miguel Abreu de Figueiredo Medeiros PS
José Miguel Nunes Anacoreta Correia CDS-PP
José Raul Guerreiro Mendes dos Santos PSD
José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa PS
Jovita de Fátima Romano Ladeira PS
Júlio Francisco Miranda Calha PS
Júlio Manuel da Silva Magalhães e Vasconcelos CDS-PP
Laurentino José Monteiro Castro Dias PS
Leonor Coutinho Pereira dos Santos PS
Luís Afonso Cerqueira Natividade Candal PS
Luís Álvaro Barbosa de Campos Ferreira PSD
Luis António Pita Ameixa PS
Luís Emídio Lopes Mateus Fazenda BE
Luís Filipe Alexandre Rodrigues PSD
Luís Filipe Carloto Marques PSD
Luís Filipe Marques Amado PS
Luís Filipe Montenegro Cardoso de Morais Esteves PSD
Luís Garcia Braga da Cruz PS
Luis Manuel de Carvalho Carito PS
Luís Manuel Gonçalves Marques Mendes PSD
Luís Maria de Barros Serra Marques Guedes PSD
Luís Miguel Morgado Laranjeiro PS
Luis Pedro Russo da Mota Soares CDS-PP
Luisa Maria Neves Salgueiro PS
Luiz Manuel Fagundes Duarte PS
Manuel Alegre de Melo Duarte PS
Manuel António Gomes de Almeida de Pinho PS
Manuel da Conceição Pereira CDS-PP
Manuel Filipe Correia de Jesus PSD
Manuel Francisco Pizarro de Sampaio e Castro PS
Manuel Joaquim Dias Loureiro PSD
Manuel Joaquim dos Santos Ferreira PSD
Manuel Luís Gomes Vaz PS
Manuel Maria Ferreira Carrilho PS
Manuel Pedro Cunha da Silva Pereira PS
Manuel Ricardo Dias dos Santos Fonseca de Almeida PSD
Marcos da Cunha e Lorena Perestrello de Vasconcelos PS
Maria Antónia Moreno Areias de Almeida Santos PS
Maria Celeste Lopes da Silva Correia PS
Maria Cristina Vicente Pires Granada PS
Maria Custódia Barbosa Fernandes Costa PS
Maria de Belém Roseira Martins Coelho Henriques de Pina PS
Maria de Lurdes Ruivo PS
Maria do Rosário Lopes Amaro da Costa da Luz Carneiro PS
Maria Germana Sousa Rocha Pimentel Rosete PSD
Maria Helena Terra de Oliveira Ferreira Dinis PS
Maria Irene Martins Baptista Silva PSD
Maria Isabel Coelho Santos PS
Maria Isabel da Silva Pires de Lima PS
Maria Jesuína Carrilho Bernardo PS
Maria João Vaz Osório Rodrigues da Fonseca PSD
Maria José Guerra Gamboa Campos PS
Maria Júlia Gomes Henriques Caré PS
Maria Luísa Raimundo Mesquita PCP
Maria Manuela de Macedo Pinho e Melo PS
Maria Natália Guterres V. Carrascalão da Conceição Antunes PSD
Maria Odete da Conceição João PS
Maria Odete dos Santos PCP
Maria Ofélia Fernandes dos Santos Moleiro PSD
Maria Teresa Alegre de Melo Portugal PS
Maria Teresa Filipe de Moraes Sarmento Diniz PS
Mariana Rosa Aiveca Ferreira BE
Mário Rui Figueira Campos Fontemanha PSD
Matilde Sousa Franco PS
Maximiano Alberto Rodrigues Martins PS
Melchior Ribeiro Pereira Moreira PSD
Miguel Bernardo Ginestal Machado Monteiro Albuquerque PS
Miguel Fernando Alves Ramos Coleta PSD
Miguel Fernando Cassola de Miranda Relvas PSD
Miguel João Pisoeiro de Freitas PS
Miguel Jorge Pignatelli de Ataíde Queiroz PSD
Miguel Jorge Reis Antunes Frasquilho PSD
Miguel Tiago Crispim Rosado PCP
Nelson Madeira Baltazar PS
Nuno Maria de Figueiredo Cabral da Câmara Pereira PSD
Osvaldo Alberto Rosário Sarmento e Castro PS
Paula Cristina Barros Teixeira Santos PS
Paula Cristina Ferreira Guimarães Duarte PS
Paulo Alexandre Homem de Oliveira Fonseca PS
Paulo Jorge Frazão Batista dos Santos PSD
Paulo Manuel Matos Soares PSD
Paulo Miguel da Silva Santos PSD
Pedro Dias de Sousa Pestana Bastos CDS-PP
Pedro Manuel Farmhouse Simões Alberto PS
Pedro Nuno de Oliveira Santos PS
Pedro Quartin Graça Simão José PSD
Renato Luís de Araújo Forte Sampaio PS
Renato Luís Pereira Leal PS
Ricardo Jorge Olímpio Martins PSD
Ricardo Manuel Amaral Rodrigues PS
Rosa Maria da Silva Bastos da Horta Albernaz PS
Rosalina Maria Barbosa Martins PS
Rui António Ferreira da Cunha PS
Rui David Fernandes Morais PSD
Rui do Nascimento Rabaça Vieira PS
Sandra Marisa dos Santos Martins Catarino Costa PS
Sérgio André da Costa Vieira PSD
Sérgio Lipari Garcia Pinto PSD
Susana de Fátima Carvalho Amador PS
Teresa Maria Neto Venda PS
Valter Victorino Lemos PS
Vasco Manuel Henriques Cunha PSD
Victor do Couto Cruz PSD
Victor Manuel Bento Baptista PS
Vitalino José Ferreira Prova Canas PS
Vitor Manuel Sampaio Caetano Ramalho PS
Zita Maria de Seabra Roseiro PSD
observacoes sao benvindas
mas nem são: foram eleitos 230 deputados, dos quais 53 são mulheres, contas feitas dá cerca de 23 %
talvez a quota aumente com a chamada de alguns deputados ao Governo, com as subsequentes substituições que talvez incluam mais algumas mulheres, actualmente na lista de suplentes
para já, há 42 Marias, 39 mulheres e 3 homens, eh eh
vai a lista de parlamentares eleitos:
Abílio André Brandão de Almeida Teixeira PSD
Abílio Miguel Joaquim Dias Fernandes PCP
Adão José Fonseca Silva PSD
Agostinho Correia Branquinho PSD
Agostinho Nuno de Azevedo Ferreira Lopes PCP
Alberto Arons Braga de Carvalho PS
Alberto Bernardes Costa PS
Alberto de Sousa Martins PS
Alberto Marques Antunes PS
Alda Maria Gonçalves Pereira Macedo BE
Aldemira Maria Cabanita do Nascimento Brito Pinho PS
Álvaro António Magalhães Ferrão de Castello-Branco CDS-PP
Ana Isabel Drago Lobato BE
Ana Maria Ribeiro Gomes do Couto PS
Ana Maria Sequeira Mendes Pires Manso PSD
Ana Paula Mendes Vitorino PS
Ana Zita Barbas Marvão Alves Gomes PSD
António Alfredo Delgado da Silva Preto PSD
António Alves Marques Júnior PS
António Bento da Silva Galamba PS
António de Magalhães Pires de Lima CDS-PP
António Fernandes da Silva Braga PS
António Filipe Gaião Rodrigues PCP
António Joaquim Almeida Henriques PSD
António José Ceia da Silva PS
António José Martins Seguro PS
António Manuel de Carvalho Fereira Vitorino PS
António Ramos Preto PS
Armando França Rodrigues Alves PS
Arménio dos Santos PSD
Artur Jorge da Silva Machado PCP
Artur Miguel Claro da Fonseca Mora Coelho PS
Ascenso Luís Seixas Simões PS
Augusto Ernesto Santos Silva PS
Bernardino José Torrão Soares PCP
Bruno Jorge Viegas Vitorino PSD
Bruno Miguel Pedrosa Ventura PSD
Carlos Alberto Garcia Poço PSD
Carlos Alberto Pinto PSD
Carlos António Páscoa Gonçalves PSD
Carlos Cardoso Lage PS
Carlos Jorge Martins Pereira PSD
Carlos Manuel de Andrade Miranda PSD
Carlos Parente Antunes PSD
Cláudia Isabel Patrício do Couto Vieira PS
Daniel Jorge Martins Fangueiro PSD
Daniel Miguel Rebelo PSD
Delmar Ramiro Palas PSD
Deolinda Isabel da Costa Coutinho PS
Domingos Duarte Lima PSD
Duarte Rogério Matos Ventura Pacheco PSD
Eduardo Arménio do Nascimento Cabrita PS
Eduardo Luís Barreto Ferro Rodrigues PS
Elísio da Costa Amorim PS
Emídio Guerreiro PSD
Eugénio Fernando de Sá Cerqueira Marinho PSD
Fernanda Maria Pereira Asseiceira PS
Fernando dos Santos Cabral PS
Fernando José Mendes Rosas BE
Fernando Manuel dos Santos Gomes PS
Fernando Pereira Serrasqueiro PS
Fernando Ribeiro Moniz PS
Fernando Santos Pereira PSD
Filipe Miguel da Cruz e Queiróz Nascimento PSD
Francisco Anacleto Louçã BE
Francisco José de Almeida Lopes PCP
Francisco Miguel Baudoin Madeira Lopes PEV
Gonçalo Dinis Quaresma Sousa Capitão PSD
Gonçalo Nuno Mendonça Perestrelo dos Santos PSD
Guilherme Henrique Valente Rodrigues da Silva PSD
Guilherme Valdemar Pereira de Oliveira Martins PS
Helena Maria Andrade Cardoso Machado de Oliveira PSD
Helena Maria Moura Pinto BE
Heloísa Augusta Baião de Brito Apolónia PEV
Henrique António de Oliveira Troncho PS
Horácio André Antunes PS
Hugo José Teixeira Velosa PSD
Humberto Delgado Ubach Chaves Rosa PS
Idália Maria Marques Salvador Serrão de Menezes Moniz PS
Isabel Maria de Sousa Gonçalves dos Santos CDS-PP
Isabel Maria Pinto Nunes Jorge PS
Jacinto Serrão de Freitas PS
Jaime Carlos Marta Soares PSD
Jaime José Matos da Gama PS
Jerónimo Carvalho de Sousa PCP
João Barroso Soares PS
João Bosco Soares Mota Amaral PSD
João Cardona Gomes Cravinho PS
João Guilherme Nobre Prata Fragoso Rebelo CDS-PP
João José Tita Maurício Melo Nunes CDS-PP
João Miguel de Melo Santos Taborda Serrano PS
João Miguel Trancoso Vaz Teixeira Lopes BE
João Nuno Lacerda Teixeira de Melo CDS-PP
João Raúl Moura Portugal PS
João Rodrigo Pinho de Almeida CDS-PP
Joaquim Augusto Nunes de Pina Moura PS
Joaquim Barbosa Ferreira Couto PS
Joaquim Virgílio Leite Almeida da Costa PSD
Joel Eduardo Neves Hasse Ferreira PS
Jorge José Varanda Pereira PSD
Jorge Lacão Costa PS
Jorge Manuel Capela Gonçalves Fão PS
Jorge Manuel Gouveia Strecht Ribeiro PS
Jorge Paulo Sacadura Almeida Coelho PS
Jorge Tadeu Correia Franco Morgado PSD
José Adelmo Gouveia Bordalo Junqueiro PS
José Alberto Rebelo dos Reis Lamego PS
José António Fonseca Vieira da Silva PS
José António Freire Antunes PSD
José Apolinário Nunes Portada PS
José Augusto Clemente de Carvalho PS
José Batista Mestre Soeiro PCP
José Carlos Correia Mota de Andrade PS
José Carlos das Dores Zorrinho PS
José Eduardo Vera Cruz Jardim PS
José Honório Faria Gonçalves Novo PCP
José Manuel de Matos Correia PSD
José Manuel Ferreira Nunes Ribeiro PSD
José Manuel Lello Ribeiro de Almeida PS
José Manuel Marques de Matos Rosa PSD
José Manuel Pereira da Costa PSD
José Manuel Santos de Magalhães PS
José Mendes Bota PSD
José Miguel Abreu de Figueiredo Medeiros PS
José Miguel Nunes Anacoreta Correia CDS-PP
José Raul Guerreiro Mendes dos Santos PSD
José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa PS
Jovita de Fátima Romano Ladeira PS
Júlio Francisco Miranda Calha PS
Júlio Manuel da Silva Magalhães e Vasconcelos CDS-PP
Laurentino José Monteiro Castro Dias PS
Leonor Coutinho Pereira dos Santos PS
Luís Afonso Cerqueira Natividade Candal PS
Luís Álvaro Barbosa de Campos Ferreira PSD
Luis António Pita Ameixa PS
Luís Emídio Lopes Mateus Fazenda BE
Luís Filipe Alexandre Rodrigues PSD
Luís Filipe Carloto Marques PSD
Luís Filipe Marques Amado PS
Luís Filipe Montenegro Cardoso de Morais Esteves PSD
Luís Garcia Braga da Cruz PS
Luis Manuel de Carvalho Carito PS
Luís Manuel Gonçalves Marques Mendes PSD
Luís Maria de Barros Serra Marques Guedes PSD
Luís Miguel Morgado Laranjeiro PS
Luis Pedro Russo da Mota Soares CDS-PP
Luisa Maria Neves Salgueiro PS
Luiz Manuel Fagundes Duarte PS
Manuel Alegre de Melo Duarte PS
Manuel António Gomes de Almeida de Pinho PS
Manuel da Conceição Pereira CDS-PP
Manuel Filipe Correia de Jesus PSD
Manuel Francisco Pizarro de Sampaio e Castro PS
Manuel Joaquim Dias Loureiro PSD
Manuel Joaquim dos Santos Ferreira PSD
Manuel Luís Gomes Vaz PS
Manuel Maria Ferreira Carrilho PS
Manuel Pedro Cunha da Silva Pereira PS
Manuel Ricardo Dias dos Santos Fonseca de Almeida PSD
Marcos da Cunha e Lorena Perestrello de Vasconcelos PS
Maria Antónia Moreno Areias de Almeida Santos PS
Maria Celeste Lopes da Silva Correia PS
Maria Cristina Vicente Pires Granada PS
Maria Custódia Barbosa Fernandes Costa PS
Maria de Belém Roseira Martins Coelho Henriques de Pina PS
Maria de Lurdes Ruivo PS
Maria do Rosário Lopes Amaro da Costa da Luz Carneiro PS
Maria Germana Sousa Rocha Pimentel Rosete PSD
Maria Helena Terra de Oliveira Ferreira Dinis PS
Maria Irene Martins Baptista Silva PSD
Maria Isabel Coelho Santos PS
Maria Isabel da Silva Pires de Lima PS
Maria Jesuína Carrilho Bernardo PS
Maria João Vaz Osório Rodrigues da Fonseca PSD
Maria José Guerra Gamboa Campos PS
Maria Júlia Gomes Henriques Caré PS
Maria Luísa Raimundo Mesquita PCP
Maria Manuela de Macedo Pinho e Melo PS
Maria Natália Guterres V. Carrascalão da Conceição Antunes PSD
Maria Odete da Conceição João PS
Maria Odete dos Santos PCP
Maria Ofélia Fernandes dos Santos Moleiro PSD
Maria Teresa Alegre de Melo Portugal PS
Maria Teresa Filipe de Moraes Sarmento Diniz PS
Mariana Rosa Aiveca Ferreira BE
Mário Rui Figueira Campos Fontemanha PSD
Matilde Sousa Franco PS
Maximiano Alberto Rodrigues Martins PS
Melchior Ribeiro Pereira Moreira PSD
Miguel Bernardo Ginestal Machado Monteiro Albuquerque PS
Miguel Fernando Alves Ramos Coleta PSD
Miguel Fernando Cassola de Miranda Relvas PSD
Miguel João Pisoeiro de Freitas PS
Miguel Jorge Pignatelli de Ataíde Queiroz PSD
Miguel Jorge Reis Antunes Frasquilho PSD
Miguel Tiago Crispim Rosado PCP
Nelson Madeira Baltazar PS
Nuno Maria de Figueiredo Cabral da Câmara Pereira PSD
Osvaldo Alberto Rosário Sarmento e Castro PS
Paula Cristina Barros Teixeira Santos PS
Paula Cristina Ferreira Guimarães Duarte PS
Paulo Alexandre Homem de Oliveira Fonseca PS
Paulo Jorge Frazão Batista dos Santos PSD
Paulo Manuel Matos Soares PSD
Paulo Miguel da Silva Santos PSD
Pedro Dias de Sousa Pestana Bastos CDS-PP
Pedro Manuel Farmhouse Simões Alberto PS
Pedro Nuno de Oliveira Santos PS
Pedro Quartin Graça Simão José PSD
Renato Luís de Araújo Forte Sampaio PS
Renato Luís Pereira Leal PS
Ricardo Jorge Olímpio Martins PSD
Ricardo Manuel Amaral Rodrigues PS
Rosa Maria da Silva Bastos da Horta Albernaz PS
Rosalina Maria Barbosa Martins PS
Rui António Ferreira da Cunha PS
Rui David Fernandes Morais PSD
Rui do Nascimento Rabaça Vieira PS
Sandra Marisa dos Santos Martins Catarino Costa PS
Sérgio André da Costa Vieira PSD
Sérgio Lipari Garcia Pinto PSD
Susana de Fátima Carvalho Amador PS
Teresa Maria Neto Venda PS
Valter Victorino Lemos PS
Vasco Manuel Henriques Cunha PSD
Victor do Couto Cruz PSD
Victor Manuel Bento Baptista PS
Vitalino José Ferreira Prova Canas PS
Vitor Manuel Sampaio Caetano Ramalho PS
Zita Maria de Seabra Roseiro PSD
observacoes sao benvindas
2005-03-10
fiel e bando
2005-03-08
dia especial da eleitora

dia especial da eleitora

vemos hoje, 8 de Março de 2005, poucas mulheres nos Parlamentos, menos nos Governos, raramente na Direcção das empresas
é verdade que (já) (só) não é legalmente proibido propor, eleger ou nomear mulheres para cargos e funções de elevada responsabilidade
mas a amiga Jão jametinhadito “Porque é q AINDA – e por muito tempo, snif! – faz todo o sentido a existência deste dia” ...
o país especial
João Cidade nasceu e faleceu a 8 de Março, em Montemor-o-Novo, hoje Cidade
foi trabalhar para Espanha e notabilizou-se em Granada, pelo serviço abnegado aos desvalidos e loucos
fundou os Irmãos Hospitaleiros, demonstrando que a solidariedade começa pela fraternidade
e foi santificado pelos seus milagres, altruísmo e opção por uma vida extremamente dura para amenizar a também extrema dureza de muitas vidas
participou na construção da muralha de Ceuta e de lá veio uma pedra hoje utilizada, coincidindo com a efeméride, para a fundação da Casa e Oficinas da Comunidade Sócio-Terapêutica João Cidade
a presença de quem assistiu à bela cerimónia (desenrolada em oferendas de sal, pão - para que as pessoas se reunam em volta da mesa, dois candelabros - para iluminar a Casa, bem como uma romãzeira, uma bétula, um cedro-pomba, logo plantadas e regadas a preceito) não foi agradecida porque todos estavam a edificar a sua Casa
quem nela residir, trabalhar e percorrer o seu projecto de vida e de inserção social, verá certamente gratificadas as vontades reunidas para a concretização de um projecto dedicado a pessoas especiais, por vezes sobrevivendo em condições extremas
a dignificação da vida própria e alheia é a melhor forma de existir e - como e jametinhadito a canção de Mercedes Soza - honrar a vida
observacoes sao benvindas
foi trabalhar para Espanha e notabilizou-se em Granada, pelo serviço abnegado aos desvalidos e loucos
fundou os Irmãos Hospitaleiros, demonstrando que a solidariedade começa pela fraternidade
e foi santificado pelos seus milagres, altruísmo e opção por uma vida extremamente dura para amenizar a também extrema dureza de muitas vidas
participou na construção da muralha de Ceuta e de lá veio uma pedra hoje utilizada, coincidindo com a efeméride, para a fundação da Casa e Oficinas da Comunidade Sócio-Terapêutica João Cidade
a presença de quem assistiu à bela cerimónia (desenrolada em oferendas de sal, pão - para que as pessoas se reunam em volta da mesa, dois candelabros - para iluminar a Casa, bem como uma romãzeira, uma bétula, um cedro-pomba, logo plantadas e regadas a preceito) não foi agradecida porque todos estavam a edificar a sua Casa
quem nela residir, trabalhar e percorrer o seu projecto de vida e de inserção social, verá certamente gratificadas as vontades reunidas para a concretização de um projecto dedicado a pessoas especiais, por vezes sobrevivendo em condições extremas
a dignificação da vida própria e alheia é a melhor forma de existir e - como e jametinhadito a canção de Mercedes Soza - honrar a vida
observacoes sao benvindas
estrada sinistra
o Forum Mulher, onde todos podemos falar, perguntava hoje a que razões se poderá atribuir a diminuição, em cerca de 17%, do número de vítimas mortais nas estradas portuguesas, entre 2003 e 2004
só por si, a pergunta contém algumas respostas preocupantes
é que não se sabem as razões
de facto, desconhecem-se as causas dos acidentes rodoviários
e quando se conhecem, tardam ou não chegam as conclusões
uns culpam tudo e todos, outros os condutores, outros a falta de educação e civismo, outros a falta de visão ou de visibilidade, muitos culpam o excesso de velocidade, as manobras perigosas, a má qualidade das estradas, a má sinalização, o mau tempo, o azar, todos cheios de razão
e continuamos sem saber porquê
falta o estudo imediato e sistemático das causas de cada acidente, com resultados públicos, identificando os indícios, as causas prováveis, as circunstâncias relevantes
no IP 4 aumentou o número de acidentes e mortos no mesmo período
são os condutores ? o civismo travou no IP 4 ? a educação escolar ultrapassou o IP 4 a grande velocidade ?
sabe-se que o tráfego aumentou e é muito superior aos pressupostos na concepção do projecto
terá separadores centrais ? curvas suaves e abertas ? declives moderados ? inclinações laterais em função das leis da inércia ? parte importante da sinalização está nos sucateiros de alumínio ?
um senhor do Governo abriu o Forum e jametinhadito bla bla bla bla, é prova da aposta certa do Governo (?) na educação (??), no reforço das multas e (???) na fiscalização
um palpite: a proliferação de rotundas, desde que sinalizadas, contribuem para menos acidentes e menos graves - evitam ou diminuem as situações de choque frontal, frequentes nos cruzamentos
outro, talvez mais significativo quanto à redução da gravidade dos danos: os automóveis estão cada vez mais seguros !
mas continuam a ser perigosos e o perigo que representam continua a ser desconsiderado - é hoje fácil instalar, de fábrica, tacógrafos em todos os veículos
uma espécie de caixa negra do automóvel, encarregando cada um da sua própria fiscalização, preventivamente mas também para apuramento tão inequívoco quanto possível de responsabilidades
contra o consumo desenfreado de combustível
contra a caça à multa que continua a entreter uns quantos à custa da vida muitos
contra o abuso imoderado da velocidade - apenas sujeito a controlo em situações de extrema singularidade: envergonhada e cobardemente, com os agentes escondidos ou dissimulados; quando não haja outros veículos em circulação para evitar a margem de erro; em locais propícios, como longas estradas sem trânsito; ou seja, o controlo acaba por ser feito quase só nas situações menos perigosas
esquecendo o controlo nos locais onde o perigo acontece e se desenlaça em acidente
mas está fora do alcance imediato !
quem iria impor o uso generalizado de tacógrafos, a fiscalização preventiva e pedagógica, a formação precoce, a educação para a acalmia do tráfego, a identificação dos responsáveis pela concepção, manutenção, monitorização e sinalização das vias, a alteração das técnicas e dos materiais da sinalização, a expertize dos técnicos envolvidos ? ? ?
observacoes sao benvindas
só por si, a pergunta contém algumas respostas preocupantes
é que não se sabem as razões
de facto, desconhecem-se as causas dos acidentes rodoviários
e quando se conhecem, tardam ou não chegam as conclusões
uns culpam tudo e todos, outros os condutores, outros a falta de educação e civismo, outros a falta de visão ou de visibilidade, muitos culpam o excesso de velocidade, as manobras perigosas, a má qualidade das estradas, a má sinalização, o mau tempo, o azar, todos cheios de razão
e continuamos sem saber porquê
falta o estudo imediato e sistemático das causas de cada acidente, com resultados públicos, identificando os indícios, as causas prováveis, as circunstâncias relevantes
no IP 4 aumentou o número de acidentes e mortos no mesmo período
são os condutores ? o civismo travou no IP 4 ? a educação escolar ultrapassou o IP 4 a grande velocidade ?
sabe-se que o tráfego aumentou e é muito superior aos pressupostos na concepção do projecto
terá separadores centrais ? curvas suaves e abertas ? declives moderados ? inclinações laterais em função das leis da inércia ? parte importante da sinalização está nos sucateiros de alumínio ?
um senhor do Governo abriu o Forum e jametinhadito bla bla bla bla, é prova da aposta certa do Governo (?) na educação (??), no reforço das multas e (???) na fiscalização
um palpite: a proliferação de rotundas, desde que sinalizadas, contribuem para menos acidentes e menos graves - evitam ou diminuem as situações de choque frontal, frequentes nos cruzamentos
outro, talvez mais significativo quanto à redução da gravidade dos danos: os automóveis estão cada vez mais seguros !
mas continuam a ser perigosos e o perigo que representam continua a ser desconsiderado - é hoje fácil instalar, de fábrica, tacógrafos em todos os veículos
uma espécie de caixa negra do automóvel, encarregando cada um da sua própria fiscalização, preventivamente mas também para apuramento tão inequívoco quanto possível de responsabilidades
contra o consumo desenfreado de combustível
contra a caça à multa que continua a entreter uns quantos à custa da vida muitos
contra o abuso imoderado da velocidade - apenas sujeito a controlo em situações de extrema singularidade: envergonhada e cobardemente, com os agentes escondidos ou dissimulados; quando não haja outros veículos em circulação para evitar a margem de erro; em locais propícios, como longas estradas sem trânsito; ou seja, o controlo acaba por ser feito quase só nas situações menos perigosas
esquecendo o controlo nos locais onde o perigo acontece e se desenlaça em acidente
mas está fora do alcance imediato !
quem iria impor o uso generalizado de tacógrafos, a fiscalização preventiva e pedagógica, a formação precoce, a educação para a acalmia do tráfego, a identificação dos responsáveis pela concepção, manutenção, monitorização e sinalização das vias, a alteração das técnicas e dos materiais da sinalização, a expertize dos técnicos envolvidos ? ? ?
observacoes sao benvindas
2005-03-04
mão livre
o Juiz Conselheiro José Moura Nunes da Cruz foi eleito Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, após falecimento do anterior titular, Aragão Seia
no primeiro uso dos dois votos de diferença que lhe conferiram o lugar, em detrimento de Noronha da Costa, jametinhaprometido mão firme para o sector da Justiça em Portugal, a começar pelos Juizes e incluindo Governos ineptos, Advogados complicativos e todos os intervenientes em geral responsáveis pelos atrasos conhecidos que perduram há séculos
ora, se a autocrítica é benvinda e a responsabilização de quantos ganham a vida no sector da Justiça é um imperativo ético, certo é que a excessiva generalização corre o risco de deixar tudo na mesma
é até ridículo afirmar-se que ... até os Juizes devem ser responsáveis ! ! !
de acordo quanto à reivindicação de meios e limites à sobrecarga dos Juizes e Tribunais – mas de nada vale haver tais meios e limites se não forem adequadamente administrados, sendo que a lógica de um Tribunal por concelho redunda em escassez de meios em muitos casos e redundância em muitos outros
impõe-se a modernização e simplificação do funcionamento da Justiça: as decisões deveriam ser tomadas de imediato após alegações, defesa e provas; a sentença laboriosamente fundamentada pode ser produzida apenas quando tal se afigure indispensável, como em caso de recurso, evitando-se tais delongas no momento em que é preciso decidir o caso
no essencial, o problema fundamental da inércia do sector reside numa mais do que identificada obsolescência do sistema administrativo da organização judiciária, que remonta a Napoleão e à inspiração na orgânica francesa de então, acrescendo talvez um processualismo excessivo e doentio que se sobrepõe à substância com que se realiza a Justiça: a verdade em tempo útil !
e um pendor corporativista fervoroso: senão vejamos, a quarta figura do Estado, o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, é eleito ... por alguns Juizes, os do Supremo Tribunal
falta um mínimo de legitimidade democrática, com significativo défice de propostas fundamentadas para a acção do titular à frente do Supremo Tribunal
os Juizes e o respectivo representante máximo deveriam dar o primeiro passo para a transformação do sector da Justiça, para evoluir de mão firme a mão livre
observacoes sao benvindas
no primeiro uso dos dois votos de diferença que lhe conferiram o lugar, em detrimento de Noronha da Costa, jametinhaprometido mão firme para o sector da Justiça em Portugal, a começar pelos Juizes e incluindo Governos ineptos, Advogados complicativos e todos os intervenientes em geral responsáveis pelos atrasos conhecidos que perduram há séculos
ora, se a autocrítica é benvinda e a responsabilização de quantos ganham a vida no sector da Justiça é um imperativo ético, certo é que a excessiva generalização corre o risco de deixar tudo na mesma
é até ridículo afirmar-se que ... até os Juizes devem ser responsáveis ! ! !
de acordo quanto à reivindicação de meios e limites à sobrecarga dos Juizes e Tribunais – mas de nada vale haver tais meios e limites se não forem adequadamente administrados, sendo que a lógica de um Tribunal por concelho redunda em escassez de meios em muitos casos e redundância em muitos outros
impõe-se a modernização e simplificação do funcionamento da Justiça: as decisões deveriam ser tomadas de imediato após alegações, defesa e provas; a sentença laboriosamente fundamentada pode ser produzida apenas quando tal se afigure indispensável, como em caso de recurso, evitando-se tais delongas no momento em que é preciso decidir o caso
no essencial, o problema fundamental da inércia do sector reside numa mais do que identificada obsolescência do sistema administrativo da organização judiciária, que remonta a Napoleão e à inspiração na orgânica francesa de então, acrescendo talvez um processualismo excessivo e doentio que se sobrepõe à substância com que se realiza a Justiça: a verdade em tempo útil !
e um pendor corporativista fervoroso: senão vejamos, a quarta figura do Estado, o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, é eleito ... por alguns Juizes, os do Supremo Tribunal
falta um mínimo de legitimidade democrática, com significativo défice de propostas fundamentadas para a acção do titular à frente do Supremo Tribunal
os Juizes e o respectivo representante máximo deveriam dar o primeiro passo para a transformação do sector da Justiça, para evoluir de mão firme a mão livre
observacoes sao benvindas
2005-02-27
questões facturantes
Gonçalo M. Tavares (o que será o M. ? bem, acusa este impulso interrogativo, o que já não é pouco, e dá alguma força que possa faltar aos outros nomes, para não ficarem só doisinhos ...) é professor e profuso escritor, de muitos livros publicados e mais escritos
aceitou, diz, a escolha da errância que é escrever, assim tanto, sendo a variedade de tipos e estilos de livros também um trunfo facilitador da proliferação de obras
por exemplo, há os “senhores” – “O Senhor Valéry”, “O Senhor Juarroz”, “O Senhor Brecht” ... – e há os livros pretos (...) e há ... “Biblioteca”, “Jerusalém”... etc etc etc, quase todos espectaculares
a edição de de 8 de Janeiro de 2005 do imprescindível Mil Folhas/Público, designa o autor de “O descobridor de esfinges” e afirma que é um caso na literatura portuguesa
e é
dedicou muita energia a um livro intitulado “Energia e Ética”
na entrevista ao Mil Folhas (a Pedro Sena-Lino) explica a essencialidade da boa utilização da energia e da inteligência, das escolhas, portanto, e da importância de dizer muitos “nãos” e poucos, mas claros, “sins”
e conta como decidiu cedo o que queria ser, o que queria fazer, alertando para a importância do que queremos ser e fazer – o que temos que fazer, ninguém o vai fazer por nós
se não nos resolvemos, jametinhadito que nos arriscamo a passar a vida a pagar facturas de electricidade !
pois esta também jámatinhamdito: em tempos, um francês velho lobo do mar, reformou-se do serviço em terra e partiu em viagem conjugal para mais uma circum navegação
certo dia, entre alta noite e madrugada, ao largo da nossa Madeira, o soberbo veleiro que tanto estimava foi abalroado por um desses cargueiros errantes de mau porte, sem lei nem pátria, de bandeira e tripulação de conveniência, a transportar pela calada sabe-se lá o quê nas últimas flutuações até ser abatido num ferro velho lá para as longínquas e esconsas paragens do índico, sem respeitar gente nem ambiente quanto mais um pequeno barco à vela em hora e sítio errados, sobre a imensa superfície líquida do planeta
salvo in extremis, mal refeito e desconsolado, o dito marinheiro sofria agravadamente pela perspectiva de paragem forçada durante a reparação do veleiro: em casa, a vida resumia-se a pagar as facturas da electricidade !
enfim, tal como muita gente, há dtambém estinados que só sabem da electricidade que lhes entra pelo correio, em forma de factura ...
mais razões, afinal, porque indivíduos e sociedades devem saber usar bem a energia
observacoes sao benvindas
aceitou, diz, a escolha da errância que é escrever, assim tanto, sendo a variedade de tipos e estilos de livros também um trunfo facilitador da proliferação de obras
por exemplo, há os “senhores” – “O Senhor Valéry”, “O Senhor Juarroz”, “O Senhor Brecht” ... – e há os livros pretos (...) e há ... “Biblioteca”, “Jerusalém”... etc etc etc, quase todos espectaculares
a edição de de 8 de Janeiro de 2005 do imprescindível Mil Folhas/Público, designa o autor de “O descobridor de esfinges” e afirma que é um caso na literatura portuguesa
e é
dedicou muita energia a um livro intitulado “Energia e Ética”
na entrevista ao Mil Folhas (a Pedro Sena-Lino) explica a essencialidade da boa utilização da energia e da inteligência, das escolhas, portanto, e da importância de dizer muitos “nãos” e poucos, mas claros, “sins”
e conta como decidiu cedo o que queria ser, o que queria fazer, alertando para a importância do que queremos ser e fazer – o que temos que fazer, ninguém o vai fazer por nós
se não nos resolvemos, jametinhadito que nos arriscamo a passar a vida a pagar facturas de electricidade !
pois esta também jámatinhamdito: em tempos, um francês velho lobo do mar, reformou-se do serviço em terra e partiu em viagem conjugal para mais uma circum navegação
certo dia, entre alta noite e madrugada, ao largo da nossa Madeira, o soberbo veleiro que tanto estimava foi abalroado por um desses cargueiros errantes de mau porte, sem lei nem pátria, de bandeira e tripulação de conveniência, a transportar pela calada sabe-se lá o quê nas últimas flutuações até ser abatido num ferro velho lá para as longínquas e esconsas paragens do índico, sem respeitar gente nem ambiente quanto mais um pequeno barco à vela em hora e sítio errados, sobre a imensa superfície líquida do planeta
salvo in extremis, mal refeito e desconsolado, o dito marinheiro sofria agravadamente pela perspectiva de paragem forçada durante a reparação do veleiro: em casa, a vida resumia-se a pagar as facturas da electricidade !
enfim, tal como muita gente, há dtambém estinados que só sabem da electricidade que lhes entra pelo correio, em forma de factura ...
mais razões, afinal, porque indivíduos e sociedades devem saber usar bem a energia
observacoes sao benvindas
2005-02-25
ao espelho
a Xis/Público jametinhadito que “Conversas com o espelho” na crónica de Faíza Hayat, de estimada predilecção
esta semana – é de sábado mas também pode chegar uns dias depois e num caso ou noutro demora-se, às vezes sabe-se lá quanto – é dedicada ao assunto do dito espelho
o tema é em si fascinante, a crónica desta vez por acaso nem tanto
fica-se à volta do narcisismo alheio – péssimo, à Michael Jackson, tão desajuízado como desfigurado ou o "por dentro e por fora" de quem não é capaz de escutar o espelho e de nele se confrontar – e próprio, este aparentemente preferível por razões de humildade face à aceitação de imperfeições e envelhecimento e à possibilidade de correcção... ai, que vamos parar a Holywood
a interrogação que um espelho proporciona é de ordem transcendental, podendo também ser prático para quem se maquilha ou aperta o nó da gravata
o que verdadeiramente fascina não é a questão do “há mais bela do que eu?” (aliás, os objectos são incapazes de tal misericórdia) mas a revelação de como os outros nos vêem, sendo que, ao vermo-nos, somos afinal um pouco outros – e é nessa distância e proximidade, ponto focal fora de nós que nos torna duplamente sujeito, observado e observador, e cria o imperativo ético face aos outros, pois afinal sabemos ou podemos saber como nos vêem - e somos também um "outro"
é um exercício a cumprir, pois, com dúvida metódica, permitindo um complemento de auto-análise, o elemento exterior acresce à introspecção e completa ou amplia o estado de consciência: à nossa frente, o espelho mostra-nos o nosso pior inimigo
uma vez, à entrada de uma escola profissional (Forino, no parque tecnológico do Lumiar, em Lisboa) estava uma legenda sob uma moldura na parede; dizia: “eis o responsável pela qualidade”
na aproximação curiosa, imaginava-se talvez um diploma de MBA em engenharia da qualidade empunhado por um sujeito trajado rigorosamente, devidamente penteado e meticulosamente barbeado
mas encontrou-se um espelho e, nele reflectido, um manga curta à Verão, de gravata mal atada, desgrenhado de cabelo e barba desaparada
uma armadilha para o visitante, de súbito identificado individualmente e de olhos nos olhos perante a responsabilidade e a má consciência dos infindáveis problemas da qualidade
tudo agravado pela figura que todos os restantes participantes na reunião iriam ver, talvez descobrindo à transparência as fartas dúvidas sobre a possibilidade, a fatalidade e o fundamentalismo da teoria e mecânica da qualidade que vigia o mundo tecnocrático
enfim, voltando à crónica: talvez não por acaso, a dita Xis tem mais à frente um artigo sobre os olhos e os olhares; outro sobre o transtorno da personalidade designado “narcisismo”; e por aí diante, dá-se a coincidência...
em vésperas, ao apelar ao regresso de Faíza da Mauritânia, para cujo deserto ameaçou partir por uns tempos, bati à porta certa de Amiga atenta e especializada em imagens que em boa hora me emprestou esta Xis
isso depois de uma preciosa e algo especiosa mensagem electrónica com uma fotografia exactamente igual à legendada com o nome da cronista, mas encontrada num vulgar banco de dados onde todos podem ir buscar imagens - de modelos ?
e com uma hipótese que pretendia assustar qualquer um: a cara da foto não tem nada a ver com o nome da cronista e a crónica até pode ser escrita por outra pessoa
em boa verdade, essa possibilidade já tinha sido prevista, por outras razões e a cara até é o menos
no entanto, a dúvida sobre a cara ou sobre a pessoa em nada afecta a ilusão e o essencial das “Conversas com o espelho”: o que interessa é a crónica
e ao olhar o espelho ou escutá-lo já somos outros e a Faíza seria sempre a do espelho, a que não existe
daí a falta de realidade a não afectar em nada, está tudo no lugar e o lugar é fantástico e gratificante !
que interessa a foto ?
mas quem faz (mais) um achado de agulha em palheiro, diz à gente e ainda empresta a revista, interessa ! !
e bem ! ! !
observacoes sao benvindas
esta semana – é de sábado mas também pode chegar uns dias depois e num caso ou noutro demora-se, às vezes sabe-se lá quanto – é dedicada ao assunto do dito espelho
o tema é em si fascinante, a crónica desta vez por acaso nem tanto
fica-se à volta do narcisismo alheio – péssimo, à Michael Jackson, tão desajuízado como desfigurado ou o "por dentro e por fora" de quem não é capaz de escutar o espelho e de nele se confrontar – e próprio, este aparentemente preferível por razões de humildade face à aceitação de imperfeições e envelhecimento e à possibilidade de correcção... ai, que vamos parar a Holywood
a interrogação que um espelho proporciona é de ordem transcendental, podendo também ser prático para quem se maquilha ou aperta o nó da gravata
o que verdadeiramente fascina não é a questão do “há mais bela do que eu?” (aliás, os objectos são incapazes de tal misericórdia) mas a revelação de como os outros nos vêem, sendo que, ao vermo-nos, somos afinal um pouco outros – e é nessa distância e proximidade, ponto focal fora de nós que nos torna duplamente sujeito, observado e observador, e cria o imperativo ético face aos outros, pois afinal sabemos ou podemos saber como nos vêem - e somos também um "outro"
é um exercício a cumprir, pois, com dúvida metódica, permitindo um complemento de auto-análise, o elemento exterior acresce à introspecção e completa ou amplia o estado de consciência: à nossa frente, o espelho mostra-nos o nosso pior inimigo
uma vez, à entrada de uma escola profissional (Forino, no parque tecnológico do Lumiar, em Lisboa) estava uma legenda sob uma moldura na parede; dizia: “eis o responsável pela qualidade”
na aproximação curiosa, imaginava-se talvez um diploma de MBA em engenharia da qualidade empunhado por um sujeito trajado rigorosamente, devidamente penteado e meticulosamente barbeado
mas encontrou-se um espelho e, nele reflectido, um manga curta à Verão, de gravata mal atada, desgrenhado de cabelo e barba desaparada
uma armadilha para o visitante, de súbito identificado individualmente e de olhos nos olhos perante a responsabilidade e a má consciência dos infindáveis problemas da qualidade
tudo agravado pela figura que todos os restantes participantes na reunião iriam ver, talvez descobrindo à transparência as fartas dúvidas sobre a possibilidade, a fatalidade e o fundamentalismo da teoria e mecânica da qualidade que vigia o mundo tecnocrático
enfim, voltando à crónica: talvez não por acaso, a dita Xis tem mais à frente um artigo sobre os olhos e os olhares; outro sobre o transtorno da personalidade designado “narcisismo”; e por aí diante, dá-se a coincidência...
em vésperas, ao apelar ao regresso de Faíza da Mauritânia, para cujo deserto ameaçou partir por uns tempos, bati à porta certa de Amiga atenta e especializada em imagens que em boa hora me emprestou esta Xis
isso depois de uma preciosa e algo especiosa mensagem electrónica com uma fotografia exactamente igual à legendada com o nome da cronista, mas encontrada num vulgar banco de dados onde todos podem ir buscar imagens - de modelos ?
e com uma hipótese que pretendia assustar qualquer um: a cara da foto não tem nada a ver com o nome da cronista e a crónica até pode ser escrita por outra pessoa
em boa verdade, essa possibilidade já tinha sido prevista, por outras razões e a cara até é o menos
no entanto, a dúvida sobre a cara ou sobre a pessoa em nada afecta a ilusão e o essencial das “Conversas com o espelho”: o que interessa é a crónica
e ao olhar o espelho ou escutá-lo já somos outros e a Faíza seria sempre a do espelho, a que não existe
daí a falta de realidade a não afectar em nada, está tudo no lugar e o lugar é fantástico e gratificante !
que interessa a foto ?
mas quem faz (mais) um achado de agulha em palheiro, diz à gente e ainda empresta a revista, interessa ! !
e bem ! ! !
observacoes sao benvindas
2005-02-22
Europa ? sí !
nuestros hermanos deram ontem o sim no primeiro dos referendos previstos sobre o Tratado que estabelece uma constituição para a Europa
a pergunta era simples, prática e eficaz: "¿Aprueba usted el Tratado por el que se establece una Constitución para Europa?"
contas feitas, participaram 42,32% dos cerca de 35 milhões de eleitores, 76,73% para jametinhamdito Sim e 17,24% votaram Não, com 6,03% de votos em branco
em Espanha, o assunto ainda não está resolvido: é necessária a ratificação parlamentar
mas a pergunta formulada não pode ser utilizada em Portugal
e os referendos anteriores em Portugal não tiveram efeito jurídico porque não alcançaram a participação de metade dos eleitores
assim se vão somando diferenças de semântica e de resultados
por outro lado, a Hungria, a Eslovénia e a Lituânia já ratificaram o Tratado, sem referendo
todos os países da União Europeia têm que se pronunciar até Outubro de 2006
observacoes sao benvindas
a pergunta era simples, prática e eficaz: "¿Aprueba usted el Tratado por el que se establece una Constitución para Europa?"
contas feitas, participaram 42,32% dos cerca de 35 milhões de eleitores, 76,73% para jametinhamdito Sim e 17,24% votaram Não, com 6,03% de votos em branco
em Espanha, o assunto ainda não está resolvido: é necessária a ratificação parlamentar
mas a pergunta formulada não pode ser utilizada em Portugal
e os referendos anteriores em Portugal não tiveram efeito jurídico porque não alcançaram a participação de metade dos eleitores
assim se vão somando diferenças de semântica e de resultados
por outro lado, a Hungria, a Eslovénia e a Lituânia já ratificaram o Tratado, sem referendo
todos os países da União Europeia têm que se pronunciar até Outubro de 2006
observacoes sao benvindas
estilo de livro
perdido o link, ainda assim vai o postum factum
ontem a meio da tarde, em plena votação para as legislativas, o Público.pt noticiava a decisão da Comissão Nacional de Eleições de recomendar à comunicação social que se abstivesse de noticiar as declarações de Mário Soares, à saída do local de voto, reclamando a maioria absoluta do PS
e assim, com o rigor jornalístico que jametinhadito, o Público.pt deu a notícia da decisão da CNE e absteve-se de noticiar as declarações de Soares reclamando a maioria absoluta do PS
ainda há dias veio um pseudo mea culpa tentar prolongar o suposto efeito de venda de papel de jornal pretendido com hipotética aposta de Cavaco Silva na maioria absoluta do PS e com a pretensa justificação de como se poderia alcançar, por raciocínio, a veracidade da atribuição de tal hipótese a Cavaco
com um estilo destes, não há livro que resista ...
fica o fracasso do efeito desmobilizador como castigo a quem trata tão mal o público
observacoes sao benvindas
ontem a meio da tarde, em plena votação para as legislativas, o Público.pt noticiava a decisão da Comissão Nacional de Eleições de recomendar à comunicação social que se abstivesse de noticiar as declarações de Mário Soares, à saída do local de voto, reclamando a maioria absoluta do PS
e assim, com o rigor jornalístico que jametinhadito, o Público.pt deu a notícia da decisão da CNE e absteve-se de noticiar as declarações de Soares reclamando a maioria absoluta do PS
ainda há dias veio um pseudo mea culpa tentar prolongar o suposto efeito de venda de papel de jornal pretendido com hipotética aposta de Cavaco Silva na maioria absoluta do PS e com a pretensa justificação de como se poderia alcançar, por raciocínio, a veracidade da atribuição de tal hipótese a Cavaco
com um estilo destes, não há livro que resista ...
fica o fracasso do efeito desmobilizador como castigo a quem trata tão mal o público
observacoes sao benvindas
2005-02-21
carta a Pacheco ou as culpas solteiras
ao seu jeito habitual, o político e homem de comunicação Pacheco Pereira, jametinhadito que a culpa é toda do Santana Lopes e do unanimismo facilitista de quem acriticamente o apoiou - observador atento do mítico blog Abrupto, o Ditos deitou uma modesta correspondência no marco electrónico:
Caro Senhor Dr. Pacheco Pereira
por ter também a ver com apreciação sobre a sua própria actuação, partilho que pesem embora - e prevalecendo - as muitas e correctas análises já feitas, creio que a enorme responsabilidade de Santana Lopes na maioria absoluta do PS tem que ser partilhada quer com a governação de Duração Barroso, que entretanto se pôs a fancos lá para os jardins da CEE, quer com algum artifício do PR, tanto pela forma ambígua e condicionada com que deu posse ao novo governo da coligação e correu com o então líder da oposição, Ferro Rodrigues, outro grande derrotado de ontem, como pela antevista interrupção da legislatura algum tempo depois de se começarem a ver as inevitáveis salgalhadas santanais e de outros que tais
mas a convocação antecipada de eleições parece agora ter ficado justificada por inteiro, quer pela ampla participação quer pelo resultado expresso de proporcionar condições de governabilidade estável
oxalá a nova composição da AR agora mandatada e o próximo governo saibam merecer a confiança e responsabilidade que lhes é confiada
mas o resultado eleitoral é mais do que uma punição aos três anos do PPD/PSD+CDS/PP; e é mesmo mais do que uma maioria absoluta a um dos partidos
uma vez que a esquerda da esquerda – até os bloquistas apoiantes da ETA !? – também cresceu, ou seja, não houve à esquerda do PS nenhuma preocupação em contribuir para a maioria absoluta do PS, pelo contrário, poderá concluir-se que a deslocação de voto resultou de má consciência de muitos eleitores que não quiseram por os ovos todos na mesma cesta quando impediram Guterres de implementar o seu programa sem queijos limianos, benesses à república da Madeira e outras cedências a grupos minoritários, viabilizadoras de quase nada e inviabilizadoras do essencial do bom governo
mais vale tarde que nunca, diz o povo, mas o povo perdeu cinco anos
oxalá os próximos tempos permitam alguma recuperação
antonio
PS – magnífica a simultânea intervenção no Abrupto em tempo real e à vista de todos, com nota especial para o acolhimento em directo de contribuições várias mas sobretudo de António Lobo Xavier e José Magalhães
PS2 – é boa regra de marinharia que deve ser franca a movimentação do sentido e da direcção de uma embarcação – significa isto que aos demais nautas deve ser proporcionada indicação clara e atempada do nosso rumo, mediante gestos claros e ângulos significativos, evitando-se demoras e declinações subtis ou dúbias em caso de alteração de rumo, para todos perceberem e agirem em conformidade; de facto, em náutica, o movimento de uma embarcação interessa às outras, por óbvias razões de segurança; as simples regras viabilizadoras da segurança da circulação constituem mera aplicação ao trânsito marítimo de normas éticas de bom convívio em sociedade, talvez com o depuramento que a arte de navegar construiu ao longo dos séculos em que serviu a humanidade; resumindo e positivando: talvez o Dr. Pacheco Pereira, pelas responsabilidades políticas e mediáticas, pela voz e meios de que dispõe, pudesse ter sido mais claro e atempado quanto ao seu sentido de voto, a bem dos simpatizantes do seu partido e dos eleitores em geral - enfim, daqueles que o acompanham enquanto responsável partidário e opinion maker – reconhecendo embora que talvez seja significativo que não me dei conta dos resultados dos votos brancos (que há muito não tinham campanha) e nulos
PS3 – só hoje li a carta de apelo ao voto de Santana Lopes, sem timbre nem partido, endereçada aos Amigos mas no texto restrita aos que não costumam votar (???) e que, por ter sido ontem por tantos respondida de forma não epistolar, vai direitinha para o caixote do lixo, solteira
observacoes sao benvindas
Caro Senhor Dr. Pacheco Pereira
por ter também a ver com apreciação sobre a sua própria actuação, partilho que pesem embora - e prevalecendo - as muitas e correctas análises já feitas, creio que a enorme responsabilidade de Santana Lopes na maioria absoluta do PS tem que ser partilhada quer com a governação de Duração Barroso, que entretanto se pôs a fancos lá para os jardins da CEE, quer com algum artifício do PR, tanto pela forma ambígua e condicionada com que deu posse ao novo governo da coligação e correu com o então líder da oposição, Ferro Rodrigues, outro grande derrotado de ontem, como pela antevista interrupção da legislatura algum tempo depois de se começarem a ver as inevitáveis salgalhadas santanais e de outros que tais
mas a convocação antecipada de eleições parece agora ter ficado justificada por inteiro, quer pela ampla participação quer pelo resultado expresso de proporcionar condições de governabilidade estável
oxalá a nova composição da AR agora mandatada e o próximo governo saibam merecer a confiança e responsabilidade que lhes é confiada
mas o resultado eleitoral é mais do que uma punição aos três anos do PPD/PSD+CDS/PP; e é mesmo mais do que uma maioria absoluta a um dos partidos
uma vez que a esquerda da esquerda – até os bloquistas apoiantes da ETA !? – também cresceu, ou seja, não houve à esquerda do PS nenhuma preocupação em contribuir para a maioria absoluta do PS, pelo contrário, poderá concluir-se que a deslocação de voto resultou de má consciência de muitos eleitores que não quiseram por os ovos todos na mesma cesta quando impediram Guterres de implementar o seu programa sem queijos limianos, benesses à república da Madeira e outras cedências a grupos minoritários, viabilizadoras de quase nada e inviabilizadoras do essencial do bom governo
mais vale tarde que nunca, diz o povo, mas o povo perdeu cinco anos
oxalá os próximos tempos permitam alguma recuperação
antonio
PS – magnífica a simultânea intervenção no Abrupto em tempo real e à vista de todos, com nota especial para o acolhimento em directo de contribuições várias mas sobretudo de António Lobo Xavier e José Magalhães
PS2 – é boa regra de marinharia que deve ser franca a movimentação do sentido e da direcção de uma embarcação – significa isto que aos demais nautas deve ser proporcionada indicação clara e atempada do nosso rumo, mediante gestos claros e ângulos significativos, evitando-se demoras e declinações subtis ou dúbias em caso de alteração de rumo, para todos perceberem e agirem em conformidade; de facto, em náutica, o movimento de uma embarcação interessa às outras, por óbvias razões de segurança; as simples regras viabilizadoras da segurança da circulação constituem mera aplicação ao trânsito marítimo de normas éticas de bom convívio em sociedade, talvez com o depuramento que a arte de navegar construiu ao longo dos séculos em que serviu a humanidade; resumindo e positivando: talvez o Dr. Pacheco Pereira, pelas responsabilidades políticas e mediáticas, pela voz e meios de que dispõe, pudesse ter sido mais claro e atempado quanto ao seu sentido de voto, a bem dos simpatizantes do seu partido e dos eleitores em geral - enfim, daqueles que o acompanham enquanto responsável partidário e opinion maker – reconhecendo embora que talvez seja significativo que não me dei conta dos resultados dos votos brancos (que há muito não tinham campanha) e nulos
PS3 – só hoje li a carta de apelo ao voto de Santana Lopes, sem timbre nem partido, endereçada aos Amigos mas no texto restrita aos que não costumam votar (???) e que, por ter sido ontem por tantos respondida de forma não epistolar, vai direitinha para o caixote do lixo, solteira
observacoes sao benvindas
2005-02-20
Dama ao xeque

Mãe e campeã de xadrez: Judite Polgar vs Leko

Wiljk aan Zee é uma cidade holandesa onde se joga um dos mais fortes torneios de xadrez do mundo
na edição de 2005, classificou-se em quarto lugar uma xadrezista húngara, Judite Polgar
em 2003 tinha conseguido o segundo lugar, logo a seguir ao indiano Anand, um dos mais fortes jogadores de xadrez dos nossos tempos
o jametinhasdito de júbilo vai para um facto admirável: a licença de maternidade que em 2004 usou a melhor xadrezista do mundo, em nada lhe afectou o extraordinário nível competitivo
em termos absolutos tem o nono rating, 2728 pontos Elo, o sistema de pontuação oficial de xadrez
vai um exemplo de táctica surpreendente, para que se possa verificar, na partida que jogou de brancas contra Ivan Solokov, bósnio ex-jugoslavo, naturalizado holandês, também Grande-Mestre, 2685 de pontuação Elo:
1.e4 – e5; 2.Cf3 – Cc6; 3.Bb5 – a6; 4.Ba4 – Cf6; 5.o-o – Be7; 6.Te1 – b5; 7. Bb3 – d6; 8. c3 – o-o; 9. h3 – Cb8; 10.d4 – Cbd7; 11.Cbd2 – Bb7; 12.Bc2 – c5; 13.d5 – g6; 14.Cf1 – a5; 15.a4 – b4; 16.Bd3 – Dc7; 17.Ce3 – bxc3; 18. bxc3 – c4; 19.Bc2 – Ba6; 20.Cd2 – Tfc8; 21.Ba3 – Bf8; 22.Df3 – Bg7; 23.g3 – Tab8; 24.Rg2 – Cb6; 25.g4 – Cfd7; 26.h4 – Cc5; 27.Bxc5 – Dxc5; 28.h5 – Cd7; 29.Th1 – Cf8; 30.g5 – Tb2; 31.Cg4 – gxh5; 32.Cf6+ - Bxf6; 33.gxf6 – Cg6; 34.Rf1 – h4; 35.Dh5 – Rh8; 36.Cf3 – Txc2; 37.Th2 – Txf2+; 38. Txf2 – Cf4; 39.Dxh4 – Tg8; 40.Th2 1-0
! ! !
já agora: Judite Polgar foi a mulher mais jovem a ganhar a norma de Mestre Internacional, em 1989, quando tinha 12 anos; a mais jovem mulher Grande Mestre, aos 15 anos; e foi a primeira mulher a vencer um torneio misto de alto nível - o jogo do xadrez é talvez a única modalidade desportiva em que isso acontece ...
observacoes sao benvindas
2005-02-19
Bugiar

invasores?vão bugiar!!!

O magnífico farol do Bugio, desde há trinta anos sem faroleiro devido à electrificação pública – já tinha grupos electrogéneos desde 1959; desde 1946 funcionava a incandescência de vapor de petróleo, substituindo o gás, desde 1933, o petróleo, desde 1893, e o azeite, de que consumia 12 litros por dia - e automatização da respectiva operação, é um dos ex-libris do Tejo, de Lisboa e de Portugal.
Foi implantado em 1755 sobre a igualmente magnífica Fortaleza de São Lourenço da Cabeça Seca – o nome do local bem poderá dever-se à permanência de uma redonda careca de areal no meio do rio, sendo que as restantes areias que se estendem até à margem esquerda da foz são escondidas pela preia-mar (a maré alta) e mudam de lugar com as estações e ao longo dos anos.
Pela geografia estratégica, a construção de uma praça forte no local afigurava-se ideal para defesa militar da entrada da barra de Lisboa, nomeadamente contra o eterno presumível invasor espanhol.
Ironicamente, mas pelas mesmas razões de racionalidade de que é feita a estratégia militar, passem os pleonasmos, foi Filipe, rei da Espanha que na altura incluía Portugal, que mandou fortificar o local, ainda antes de 1590.
Face à envergadura da obra, de difícil engenharia hidráulica, civil e militar, a sua realização, em sucessivas fases de construção, modificação, reforço, recuperação e reformulação, prolongou-se no tempo e ficou por isso a dever-se a vários autores, engenheiros, arquitectos, encarregados de obra, adjuntos, assistentes, etc, relevando Frei João Cazale, que fez os trabalhos debaixo de água, Leonardo Turriano, António Simões, Mateus do Couto, Conde de Cantanhede, Frei João Turriano.
Por essa altura muitas obras militares de defesa da costa se fizeram na linha Cascais. E tal como hoje, as obras nunca mais acabavam.
A páginas tantas, o nosso D. João IV, determina a construção de uma fortaleza na Cabeça Seca, onde já havia artilharia e guarnição. Mas exigiu que a obra fosse entregue a engenheiro português. É que eram sempre chamados estrangeiros, sobretudo espanhóis e italianos.
E o decreto real de 12 de Março de 1643 jametinhadito: «a experiência tem mostrado na fortificação de Cascais como estes homens vencem tão grandes ordenados e tão bem pagos, fazem e desfazem muitas vezes o que se obra. É de crer que sendo português servirá com mais amor e contentar-se-á com menos.»
Esta política oficial permanece desde então. Se for da casa, tem apego ao trabalho, há-de dar o litro, custa menos dinheiro e nem tem direito a importar-se com isso!
Em bastantes casos, quase apetece acrescentar: e de todo o modo é o que vai trabalhar, fazer o que há a fazer, meter as mãos na massa, fazer o trabalho de sapa, arrumar a casa, deitar mãos à obra, etc, etc, etc !
Certo é que ainda hoje a útil e fascinante construção assenta em planta circular raríssima, de duplo círculo concêntrico, entretanto reforçado por enrocamentos modernos mais resistentes, em blocos prefabricados de betão.
Assim relativamente defendido, ali no meio do mar, batido pela forte ondulação da barra do Tejo, o farol é por vezes visitado por curiosos ou banhistas privilegiados que em dias mais calmos e na maré baixa, se bronzeiam numa língua de areia concorrida por quem lá pode chegar, a bordo de alguma embarcação de pequeno calado.
Também ao longe a vista continua a encantar - e a vender apartamentos em prédios por andares, sempre com o Bugio nos folhetos promocionais, quase sempre com uma nesga de rio e, com sorte, de Bugio, pelo menos até à construção da fiada em frente de mais prédios com idêntica oferta promocional: vista para o Bugio !
E há lá melhor ...
2005-02-18
votar de caras
2005-02-15
prior antecipado
a bela da revista do ACP – Automóvel Club de Portugal tem pergaminhos editoriais, com acérrima defesa da instituição de que é o órgão de comunicação oficial
quase sempre interessante, tem em especial uma secção para “posts” dos sócios onde se exprime e denuncia forte e feio, muitas vezes com indicação explícita do “local do crime” e ilustrada com fotografias dignas da rubrica rodoviária do “Portugal no seu melhor” ...
tem também sempre notícias desportivas, história e novidades do sector, coluna de ditos, página cultural, programas turísticos, oferta de serviços, golfe, artigos de chorar por mais, ferramentas daquelas que até apetece precisar, com estojo e tudo, relógios, canetas, chapéu de chuva e um sem fim de utilidades, incluindo o tradicional mapa das estradas que de facto ainda não se inventou melhor
peca por ser excessivamente encomiástica, com mais fotografias do presidente da direcção do respectivo Club – por décadas, César Torres, ex-acmpeão de automobilismo, a coisa piorou com Alberto Romano, ex-ex-director do ACP, e continua em derrapagem com Carlos Barbosa, ex-Correio da Manhã – do que no Vaticano o Papa, lembram-se do Casimiro, do Sérgio do Godinho ?
nem por acaso, o editorial deste mês intitula-se “Estamos no bom caminho” e o gato por lebre confirma-se inteiramente: refere-se aos efeitos que estão a surtir das campanhas dos últimos governos ... sendo caso para esperar que governos destes tenham mesmo sido os últimos
é ver o perigo constante e os resultados funestos da circulação em locais mal concebidos, mal conservados e mal sinalizados – as placas de sinalização são feitas de alumínio e logo roubadas para venda ao quilograma nos sucateiros, devastando a segurança rodoviária ao longo do país inteiro e isto repete-se e perdura...
as auto-estradas entram em obras, circula-se devagar e sem segurança mas não se suspendem nem reduzem as portagens
etc. e adiante...
mas o jametinhasdito vai para o artigo da página 6: Carmona Rodrigues resolve problema do Prior Velho (!!!)
bem, a referência ao local em concreto explica-se porque a garagem do ACP fica para aqueles lados – e embora o Prior Velho não seja Lisboa, o acesso deve ser de conta da CML
começa-se então a ler e até apetece ir ao Prior Velho ver tudo resolvido por quem resolve – afinal não é só o Liedson, no Sporting; o Simaozinho, no Benfica; o Antchouet, no Belenenses; o Jardel, quando usava a cabeça ...
mas tal como no pontapé na bola, só depois do golo é que se canta o resolve
é que no fim de tanto agradecimento ao senhor presidente da Câmara, vem o balde de água fria e a revista ACP conclui: “Esperamos, pois, que a solução prometida pelo Presidente da CML seja rapidamente implementada ...”
ou seja, nada resolvido, jametinhasdito !
é como nós com os arrumadores de automóveis, damos logo a moedinha por antecipado, a ver se não há riscos, em todos os sentidos !
assim é o trato da revista ao Presidente da Câmara
mas faz lembrar o ditado: quem agradece antecipado ...
observacoes sao benvindas
quase sempre interessante, tem em especial uma secção para “posts” dos sócios onde se exprime e denuncia forte e feio, muitas vezes com indicação explícita do “local do crime” e ilustrada com fotografias dignas da rubrica rodoviária do “Portugal no seu melhor” ...
tem também sempre notícias desportivas, história e novidades do sector, coluna de ditos, página cultural, programas turísticos, oferta de serviços, golfe, artigos de chorar por mais, ferramentas daquelas que até apetece precisar, com estojo e tudo, relógios, canetas, chapéu de chuva e um sem fim de utilidades, incluindo o tradicional mapa das estradas que de facto ainda não se inventou melhor
peca por ser excessivamente encomiástica, com mais fotografias do presidente da direcção do respectivo Club – por décadas, César Torres, ex-acmpeão de automobilismo, a coisa piorou com Alberto Romano, ex-ex-director do ACP, e continua em derrapagem com Carlos Barbosa, ex-Correio da Manhã – do que no Vaticano o Papa, lembram-se do Casimiro, do Sérgio do Godinho ?
nem por acaso, o editorial deste mês intitula-se “Estamos no bom caminho” e o gato por lebre confirma-se inteiramente: refere-se aos efeitos que estão a surtir das campanhas dos últimos governos ... sendo caso para esperar que governos destes tenham mesmo sido os últimos
é ver o perigo constante e os resultados funestos da circulação em locais mal concebidos, mal conservados e mal sinalizados – as placas de sinalização são feitas de alumínio e logo roubadas para venda ao quilograma nos sucateiros, devastando a segurança rodoviária ao longo do país inteiro e isto repete-se e perdura...
as auto-estradas entram em obras, circula-se devagar e sem segurança mas não se suspendem nem reduzem as portagens
etc. e adiante...
mas o jametinhasdito vai para o artigo da página 6: Carmona Rodrigues resolve problema do Prior Velho (!!!)
bem, a referência ao local em concreto explica-se porque a garagem do ACP fica para aqueles lados – e embora o Prior Velho não seja Lisboa, o acesso deve ser de conta da CML
começa-se então a ler e até apetece ir ao Prior Velho ver tudo resolvido por quem resolve – afinal não é só o Liedson, no Sporting; o Simaozinho, no Benfica; o Antchouet, no Belenenses; o Jardel, quando usava a cabeça ...
mas tal como no pontapé na bola, só depois do golo é que se canta o resolve
é que no fim de tanto agradecimento ao senhor presidente da Câmara, vem o balde de água fria e a revista ACP conclui: “Esperamos, pois, que a solução prometida pelo Presidente da CML seja rapidamente implementada ...”
ou seja, nada resolvido, jametinhasdito !
é como nós com os arrumadores de automóveis, damos logo a moedinha por antecipado, a ver se não há riscos, em todos os sentidos !
assim é o trato da revista ao Presidente da Câmara
mas faz lembrar o ditado: quem agradece antecipado ...
observacoes sao benvindas
2005-02-14
a terceira pastorinha
a Irmã Lúcia faleceu a 13 de Fevereiro de 2005: paz à sua alma, atravessou o século, uma vida transportando parte significativa do imaginário português da fé
nos tempos difíceis, mas não só, a fé é um bordão extraordinário e especialmente em Portugal foi, durante décadas, a réstia de alento, união e esperança de muitas vidas
por isso, um jametinhasdito para os doutores que invectivam o luto nacional ou mesmo o interregno, voluntário, da campanha eleitoral de alguns intervenientes
embora pareça sempre Carnaval, a vida são poucos dias e há que celebrar o dia inteiro pelas forças que temos de reunir para lutar por cada dia, um bocadinho acima da existência, é preciso honrar a vida, isto não é só festa e gritaria
seja então dia de luto, para alguma reflexão, ao menos
observacoes sao benvindas
nos tempos difíceis, mas não só, a fé é um bordão extraordinário e especialmente em Portugal foi, durante décadas, a réstia de alento, união e esperança de muitas vidas
por isso, um jametinhasdito para os doutores que invectivam o luto nacional ou mesmo o interregno, voluntário, da campanha eleitoral de alguns intervenientes
embora pareça sempre Carnaval, a vida são poucos dias e há que celebrar o dia inteiro pelas forças que temos de reunir para lutar por cada dia, um bocadinho acima da existência, é preciso honrar a vida, isto não é só festa e gritaria
seja então dia de luto, para alguma reflexão, ao menos
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Coreia do Ave
Ricardo Nascimento, futebolista do Rio Ave, partiu para a Coreia do Sul, contratado por equipa com fortes aspirações no respectivo campeonato
claro que o bater de asa de uma borboleta na Coreia pode deixar campo aberto a uma goleada do Sporting ao Rio Ave, 5-0, quem sabe o quanto esta equipa terá ficado inconformada e inconsolável com a perda de um dos seus para tão distantes paragens
aliás a Coreia do Sul já nos tinha pregado uma partida, há uns anos, jogando em casa, durante o Campeonato do Mundo, quando tirou as peneiras à selecção portuguesa que então ia com o rei na barriga
os do Rio Ave, como os do Norte em geral e talvez mesmo todo o país, estão a ficar crescentemente com os olhos em bico face à desleal competição dos têxteis asiáticos, sendo o saldo importador exponencialmente desfavorável a Portugal, com isso agravando o problema do desemprego
boa sorte à carreira do jovem atleta, pé de obra qualificado para os futebóis orientais
oxalá a resposta da qualificação profissional possa equilibrar outras balanças, externas e internas, de modo a superar-se o interesse nacional, é o jametinhasdito que fica de tão insólita contratação
e pensar que coreia é um ... insecto (!?) mas também "zona de meretrício", seja lá o que for (!??) e doença neurológica; e dança grega; e espécie vegetal; e ...
observacoes sao benvindas
claro que o bater de asa de uma borboleta na Coreia pode deixar campo aberto a uma goleada do Sporting ao Rio Ave, 5-0, quem sabe o quanto esta equipa terá ficado inconformada e inconsolável com a perda de um dos seus para tão distantes paragens
aliás a Coreia do Sul já nos tinha pregado uma partida, há uns anos, jogando em casa, durante o Campeonato do Mundo, quando tirou as peneiras à selecção portuguesa que então ia com o rei na barriga
os do Rio Ave, como os do Norte em geral e talvez mesmo todo o país, estão a ficar crescentemente com os olhos em bico face à desleal competição dos têxteis asiáticos, sendo o saldo importador exponencialmente desfavorável a Portugal, com isso agravando o problema do desemprego
boa sorte à carreira do jovem atleta, pé de obra qualificado para os futebóis orientais
oxalá a resposta da qualificação profissional possa equilibrar outras balanças, externas e internas, de modo a superar-se o interesse nacional, é o jametinhasdito que fica de tão insólita contratação
e pensar que coreia é um ... insecto (!?) mas também "zona de meretrício", seja lá o que for (!??) e doença neurológica; e dança grega; e espécie vegetal; e ...
observacoes sao benvindas
2005-02-09
delírios grátis
em seu belo libelo "A clivagem escondida das eleições", o impagável Professor João César das Neves, a quem ninguém oferece de almoço, acha que os partidos dizem todos o mesmo e por isso tentam encontrar diferenças "em detalhes e personalidades, mas acabam por igualar o discurso para agradar a todos. Propostas originais só nos pequenos grupos, mas a novidade aí vem sobretudo da irresponsabilidade. Uma vez no Governo, a realidade anula os sonhos e impõe a dureza da vida."
também o almoço de César não parece grátis pois neste caso concreto das eleições de 20 de Fevereiro, há pelo menos um grande partido no governo que deambula pelas questões ditas da ... irresponsabilidade... !
ora, enquanto em "alguns países, como os EUA ou Portugal, a luta fervilha e o resultado parece incerto. Noutros, pelo contrário, existe um aparente consenso e a sociedade assume uma paz ilusória. Inglaterra, Holanda e agora Espanha, entre outros, adoptaram uma atitude permissiva e liberal, despenalizando o aborto e fechando os olhos à eutanásia, às uniões de homossexuais, etc."
(um aparte: agora percebo parte da afirmação de Zita Seabra, há dias, quando de visita ao Bispo de Coimbra invectivava contra a falta de catolicismo da ...Espanha !)
depois vem o paralelo com o último grande embate ideológico da História, o modelo comunista - com o fim que se viu, com comunismo extinto e reduzido a um folclore residual, fica aberto o campo para a grande conclusão: tal como então, na URSS de 1917, há hoje países europeus que optam por soluções laxistas e permissivas, desprezando séculos de valores e tradições; mas "não resolvem o problema, limitam-se a ceder a modas intelectuais que escamoteiam a gravidade da questão. A liberdade de abortar e a diversificação do casamento parece hoje tão moderna como há umas décadas pareceu a sociedade sem classes."
e rufam os tambores rumo à professoral tirada final: "Aliás, os que hoje atacam a família e a vida são exactamente os mesmos que há uns anos defendiam a ditadura do proletariado."
a Holanda, a Inglaterra, a Espanha e os Estados Unidos da América, ó Professor João César das Neves ? jámetinhasdito !
quer-se dizer: não há conclusões grátis ...
ou como diria a Maria João, a malta sabe que a maioria dos europeus e americanos foram fortes defensores da ditadura do proletariado ...
certo é que há pelo menos uma juíza (e alguns cidadãos, associados) que não acham grátis ao Professor João e querem julgá-lo por difamação ...
observacoes sao benvindas
também o almoço de César não parece grátis pois neste caso concreto das eleições de 20 de Fevereiro, há pelo menos um grande partido no governo que deambula pelas questões ditas da ... irresponsabilidade... !
ora, enquanto em "alguns países, como os EUA ou Portugal, a luta fervilha e o resultado parece incerto. Noutros, pelo contrário, existe um aparente consenso e a sociedade assume uma paz ilusória. Inglaterra, Holanda e agora Espanha, entre outros, adoptaram uma atitude permissiva e liberal, despenalizando o aborto e fechando os olhos à eutanásia, às uniões de homossexuais, etc."
(um aparte: agora percebo parte da afirmação de Zita Seabra, há dias, quando de visita ao Bispo de Coimbra invectivava contra a falta de catolicismo da ...Espanha !)
depois vem o paralelo com o último grande embate ideológico da História, o modelo comunista - com o fim que se viu, com comunismo extinto e reduzido a um folclore residual, fica aberto o campo para a grande conclusão: tal como então, na URSS de 1917, há hoje países europeus que optam por soluções laxistas e permissivas, desprezando séculos de valores e tradições; mas "não resolvem o problema, limitam-se a ceder a modas intelectuais que escamoteiam a gravidade da questão. A liberdade de abortar e a diversificação do casamento parece hoje tão moderna como há umas décadas pareceu a sociedade sem classes."
e rufam os tambores rumo à professoral tirada final: "Aliás, os que hoje atacam a família e a vida são exactamente os mesmos que há uns anos defendiam a ditadura do proletariado."
a Holanda, a Inglaterra, a Espanha e os Estados Unidos da América, ó Professor João César das Neves ? jámetinhasdito !
quer-se dizer: não há conclusões grátis ...
ou como diria a Maria João, a malta sabe que a maioria dos europeus e americanos foram fortes defensores da ditadura do proletariado ...
certo é que há pelo menos uma juíza (e alguns cidadãos, associados) que não acham grátis ao Professor João e querem julgá-lo por difamação ...
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2005-02-08
2005-02-04
certos ou errados
o Expresso da Meia Noite, na SIC, hoje sem o lacinho de Nicolau Santos, já foi referido aqui no Ditos, por ter a primeira página do dito faltado à chamada na visita a São Bento
hoje comenta-se o debate de ontem, entre Santana Lopes e José Sócrates, na SIC; na RTP 2 (da volta ao mundo, lembram-se, que começou por uma volta subaquática em São Tomé e Príncipe) neste caso com edição também em linguagem gestual, assim permitindo o acompanhamento em directo por boa parte da população deficiente auditiva; em várias rádios, incluindo as edições on line via internet; e na ... blogosfera, através de inovadora iniciativa de Pacheco Pereira no Abrupto !!!
a páginas tantas, diz Raúl Vaz, Director Adjunto do Diário de Notícias: apesar da desvantagem que resulta de os portugueses terem interiorizado a vitória do Partido Socialista, Santana Lopes mostrou-se mais fluente e à vontade perante as câmaras, afinal revelando preparação em assuntos de governação e apresentando números, certos ou errados ... jametinhasdito !
é capaz de haver alguma diferença entre um caso e outro mas para o Director Adjunto do Diário de Notícias esse é um aspecto irrelevante, nada há a denunciar
também ontem nos comentários com que brindou os leitores do Abrupto, Pacheco Pereira se referiu à agradável surpresa de ver Santana Lopes a tratar de assuntos ... da governação, dizendo: "As perguntas do editor de economia da SIC são muito bem formuladas. PSL responde-lhes bem, mostrando ter-se preparado."
estes comentários são bem a prova de que não é nada disso que se espera habitualmente de Santana Lopes, mas dá-se o caso de ser o nosso Primeiro Ministro !!?
e apesar de ter recorrido à habilidade de apresentar números, certos ou errados, facto é que Santana Lopes não superou o peso da sua falta de credibilidade
insistiu que ninguém põe em causa as decisões deste governo, mas foi apenas retórico
parece mesmo viver noutro país: afirmou que o pais está muito bem, que está melhor, diz que tem um sonho - só que para o país é um pesadelo
livra !
observacoes sao benvindas
hoje comenta-se o debate de ontem, entre Santana Lopes e José Sócrates, na SIC; na RTP 2 (da volta ao mundo, lembram-se, que começou por uma volta subaquática em São Tomé e Príncipe) neste caso com edição também em linguagem gestual, assim permitindo o acompanhamento em directo por boa parte da população deficiente auditiva; em várias rádios, incluindo as edições on line via internet; e na ... blogosfera, através de inovadora iniciativa de Pacheco Pereira no Abrupto !!!
a páginas tantas, diz Raúl Vaz, Director Adjunto do Diário de Notícias: apesar da desvantagem que resulta de os portugueses terem interiorizado a vitória do Partido Socialista, Santana Lopes mostrou-se mais fluente e à vontade perante as câmaras, afinal revelando preparação em assuntos de governação e apresentando números, certos ou errados ... jametinhasdito !
é capaz de haver alguma diferença entre um caso e outro mas para o Director Adjunto do Diário de Notícias esse é um aspecto irrelevante, nada há a denunciar
também ontem nos comentários com que brindou os leitores do Abrupto, Pacheco Pereira se referiu à agradável surpresa de ver Santana Lopes a tratar de assuntos ... da governação, dizendo: "As perguntas do editor de economia da SIC são muito bem formuladas. PSL responde-lhes bem, mostrando ter-se preparado."
estes comentários são bem a prova de que não é nada disso que se espera habitualmente de Santana Lopes, mas dá-se o caso de ser o nosso Primeiro Ministro !!?
e apesar de ter recorrido à habilidade de apresentar números, certos ou errados, facto é que Santana Lopes não superou o peso da sua falta de credibilidade
insistiu que ninguém põe em causa as decisões deste governo, mas foi apenas retórico
parece mesmo viver noutro país: afirmou que o pais está muito bem, que está melhor, diz que tem um sonho - só que para o país é um pesadelo
livra !
observacoes sao benvindas
2005-02-03
epístola militar
os Ministros Paulo Portas e Bagão Félix enviaram 24.561 cartas aos ex-combatentes
por coincidência, as cartas foram entregues durante a campanha eleitoral
coincidência ?
a missiva diz respeito à confirmação dos dados dos interessados para, quando se reformarem, terem os processos organizados para receberem um complemento de pensão social
dá-se também o insólito de nenhum dos Ministros ser o da Segurança Social
mais coincidência ?
os Ministros remetentes são ambos candidatos do CDS/PP em campanha eleitoral
o assunto já mereceu comentário, crítica e justificação mas para além das intervenções dos políticos, surge agora a explicação do chefe do serviço de pessoal, que assumiu a iniciativa
Alberto Coelho jametinhadito que sugeriu o caso a Portas, em Setembro !
entretanto houve problemas de correios e os últimos dígitos do código postal foram meio caminho andado para as cartas chegarem em plena campanha eleitoral
houve em tempos uma outra historieta sobre epístola militar, de final feliz e bem mais construtiva, que deveria ser recordada e colada no mural da caserna do serviço de pessoal destas cartas
refiro-me à “Carta a Garcia” que muitos serviços dos ministérios deveriam todo o ano e independentemente dos ciclos eleitorais, distribuir ao pessoal
é que são cada vez mais os que passam a vida a encanar os dígitos nas terminações do que a entregar a carta a Garcia, como é o caso exemplar deste chefe de serviço que leva cinco meses a entregar uma carta ao pessoal !
observacoes sao benvindas
por coincidência, as cartas foram entregues durante a campanha eleitoral
coincidência ?
a missiva diz respeito à confirmação dos dados dos interessados para, quando se reformarem, terem os processos organizados para receberem um complemento de pensão social
dá-se também o insólito de nenhum dos Ministros ser o da Segurança Social
mais coincidência ?
os Ministros remetentes são ambos candidatos do CDS/PP em campanha eleitoral
o assunto já mereceu comentário, crítica e justificação mas para além das intervenções dos políticos, surge agora a explicação do chefe do serviço de pessoal, que assumiu a iniciativa
Alberto Coelho jametinhadito que sugeriu o caso a Portas, em Setembro !
entretanto houve problemas de correios e os últimos dígitos do código postal foram meio caminho andado para as cartas chegarem em plena campanha eleitoral
houve em tempos uma outra historieta sobre epístola militar, de final feliz e bem mais construtiva, que deveria ser recordada e colada no mural da caserna do serviço de pessoal destas cartas
refiro-me à “Carta a Garcia” que muitos serviços dos ministérios deveriam todo o ano e independentemente dos ciclos eleitorais, distribuir ao pessoal
é que são cada vez mais os que passam a vida a encanar os dígitos nas terminações do que a entregar a carta a Garcia, como é o caso exemplar deste chefe de serviço que leva cinco meses a entregar uma carta ao pessoal !
observacoes sao benvindas
O FLAGELO DE DEUS
post de Fernando Cardoso de Sousa
militar de Abril, psicólogo e professor universitário
Estou em crer que a generalidade das pessoas imagina o Presidente da República como uma entidade que toma as suas decisões seguindo um procedimento extremamente complexo, devidamente preparado por um séquito de especialistas de alto nível, onde cada pormenor é pensado, analisado, repisado, testado e retestado, e só por fim introduzido na decisão que é comunicada ao público de um modo perfeito, sem mácula, erro ou gralha, dando assim a ideia que o Presidente é uma entidade perfeita, quase Divina ou que, pelo menos, tem a obrigação de assim aparecer aos olhos do país que o elegeu e lhe fornece as condições para o exercício de tão importante cargo.
Estou também em crer que o Presidente não é nada disso: é alguém como nós, que comete os mesmos erros e acertos como qualquer mortal e que, se bem que possua uma série de ajudantes que o podem levar a tomar melhores decisões, no momento crucial está talvez mais só que qualquer um de nós quando temos de decidir sobre que camisa vestimos.
Imaginem-se a ter de tomar uma decisão urgente sobre um assunto importante, ao mesmo tempo que uma chusma de consultores vos avisavam dos perigos de todas as decisões possíveis; vos davam conselhos contraditórios sobre o caminho a tomar, conforme a opinião de cada um; vos traziam análises demolidoras transmitidas pelos meios de comunicação social... Nesse caso, provavelmente só teriam uma solução: fecharem-se num quarto escuro à prova de som, ou fugirem para uma ilha deserta e esperarem que a vossa intuição vos revelasse a decisão mais acertada a tomar. Tivessem ou não possibilidades de fazer isso, o que aconteceria é que estariam perfeitamente sós no momento da verdade, e teriam de suportar todos os riscos da decisão, pois haveria sempre quem não concordasse com este ou aquele aspecto.
É por isso que eu acredito que o Presidente está só nos momentos mais decisivos e que é um simples mortal, com todos os seus defeitos e virtudes.
É também por isso que compreendo todos os erros, incorrecções ou desvios da perfeição que acompanharam todo este processo de dissolução do Parlamento e posterior demissão do Governo.
O que me interessa é que, apesar de tudo, o Presidente nos livrou de uma calamidade.
Este primeiro-ministro representa para mim quase tudo o que há de perverso na política, e que se repercute até aos níveis elementares da hierarquia nacional: a visão de chefia como um privilégio que se atingiu com a sofreguidão da conquista do poder pelo poder, sem outro objectivo que o deitar mão a todas as mordomias que for possível obter. Neste Governo estão reunidas todas as condições para que a mediocridade se institucionalize e passe a constituir a afirmação da normalidade na coisa pública, afastando tudo e todos que possam constituir obstáculo à emergência dos que esperaram longamente por uma oportunidade onde a competência, a inteligência, a honestidade e a entrega à causa pública não constituam os critérios maiores de escolha para cargos de chefia.
Acredito também que o Dr. Santana Lopes possa não ser alguém que pretende exercer um poder despótico ou restaurar uma ditadura. Mas é precisamente porque a sua ascensão foi obra do acaso, e porque se trata de alguém cuja dimensão não excede mais do que o necessário para um animador social, que a arrogância do poder se pode mais facilmente instalar, assim como aconteceria com um qualquer anónimo que, de repente, se visse aclamado como rei pelo povo.
O medíocre retém sempre uma réstia de esperança de se vingar de todos quantos o olharam com desdém e, uma vez no poder, é-lhe fácil rodear-se de todo um séquito desejoso de privilégios, que consiga institucionalizar a sua própria mediocridade como uma nova ordem social.
Penso, por último, que este primeiro-ministro só foi possível num culminar da degeneração progressiva do exercício do poder político, que com ele terá atingido, talvez, o seu expoente máximo.
Resta-nos acreditar que a Divina Providência utilizou a pessoa do Dr. Santana Lopes para mostrar ao colectivo até que ponto se tinha desviado dos caminhos correctos de um Estado de direito e do exercício da ética como afirmação principal da inteligência humana. Podia-nos ter enviado um novo Dilúvio ou qualquer outra calamidade natural mas, em vez disso e felizmente, entendeu enviar-nos Santana Lopes como a personificação do Flagelo de Deus dos tempos modernos, e o Presidente Sampaio como o seu antídoto.
É por isso que, apesar de todos os possíveis erros, confusões, omissões ou atrasos em todo este processo, eu só posso ter uma expressão final que acompanha a minha esperança de que este país possa vir a inverter a tendência crescente para colocar os piores onde só deviam estar os melhores, e que é: muito obrigado, senhor Presidente.
PS - e sobre o título:
Quanto ao flagelo de Deus, pretendi apenas utilizar a metáfora do Átila, que foi detido, in extremis, às portas de Roma, pela simples palavra de um papa, que salvou assim a cidade da devastação que o Mongol impôs a todo o Império Romano conquistado
observacoes sao benvindas
militar de Abril, psicólogo e professor universitário
Estou em crer que a generalidade das pessoas imagina o Presidente da República como uma entidade que toma as suas decisões seguindo um procedimento extremamente complexo, devidamente preparado por um séquito de especialistas de alto nível, onde cada pormenor é pensado, analisado, repisado, testado e retestado, e só por fim introduzido na decisão que é comunicada ao público de um modo perfeito, sem mácula, erro ou gralha, dando assim a ideia que o Presidente é uma entidade perfeita, quase Divina ou que, pelo menos, tem a obrigação de assim aparecer aos olhos do país que o elegeu e lhe fornece as condições para o exercício de tão importante cargo.
Estou também em crer que o Presidente não é nada disso: é alguém como nós, que comete os mesmos erros e acertos como qualquer mortal e que, se bem que possua uma série de ajudantes que o podem levar a tomar melhores decisões, no momento crucial está talvez mais só que qualquer um de nós quando temos de decidir sobre que camisa vestimos.
Imaginem-se a ter de tomar uma decisão urgente sobre um assunto importante, ao mesmo tempo que uma chusma de consultores vos avisavam dos perigos de todas as decisões possíveis; vos davam conselhos contraditórios sobre o caminho a tomar, conforme a opinião de cada um; vos traziam análises demolidoras transmitidas pelos meios de comunicação social... Nesse caso, provavelmente só teriam uma solução: fecharem-se num quarto escuro à prova de som, ou fugirem para uma ilha deserta e esperarem que a vossa intuição vos revelasse a decisão mais acertada a tomar. Tivessem ou não possibilidades de fazer isso, o que aconteceria é que estariam perfeitamente sós no momento da verdade, e teriam de suportar todos os riscos da decisão, pois haveria sempre quem não concordasse com este ou aquele aspecto.
É por isso que eu acredito que o Presidente está só nos momentos mais decisivos e que é um simples mortal, com todos os seus defeitos e virtudes.
É também por isso que compreendo todos os erros, incorrecções ou desvios da perfeição que acompanharam todo este processo de dissolução do Parlamento e posterior demissão do Governo.
O que me interessa é que, apesar de tudo, o Presidente nos livrou de uma calamidade.
Este primeiro-ministro representa para mim quase tudo o que há de perverso na política, e que se repercute até aos níveis elementares da hierarquia nacional: a visão de chefia como um privilégio que se atingiu com a sofreguidão da conquista do poder pelo poder, sem outro objectivo que o deitar mão a todas as mordomias que for possível obter. Neste Governo estão reunidas todas as condições para que a mediocridade se institucionalize e passe a constituir a afirmação da normalidade na coisa pública, afastando tudo e todos que possam constituir obstáculo à emergência dos que esperaram longamente por uma oportunidade onde a competência, a inteligência, a honestidade e a entrega à causa pública não constituam os critérios maiores de escolha para cargos de chefia.
Acredito também que o Dr. Santana Lopes possa não ser alguém que pretende exercer um poder despótico ou restaurar uma ditadura. Mas é precisamente porque a sua ascensão foi obra do acaso, e porque se trata de alguém cuja dimensão não excede mais do que o necessário para um animador social, que a arrogância do poder se pode mais facilmente instalar, assim como aconteceria com um qualquer anónimo que, de repente, se visse aclamado como rei pelo povo.
O medíocre retém sempre uma réstia de esperança de se vingar de todos quantos o olharam com desdém e, uma vez no poder, é-lhe fácil rodear-se de todo um séquito desejoso de privilégios, que consiga institucionalizar a sua própria mediocridade como uma nova ordem social.
Penso, por último, que este primeiro-ministro só foi possível num culminar da degeneração progressiva do exercício do poder político, que com ele terá atingido, talvez, o seu expoente máximo.
Resta-nos acreditar que a Divina Providência utilizou a pessoa do Dr. Santana Lopes para mostrar ao colectivo até que ponto se tinha desviado dos caminhos correctos de um Estado de direito e do exercício da ética como afirmação principal da inteligência humana. Podia-nos ter enviado um novo Dilúvio ou qualquer outra calamidade natural mas, em vez disso e felizmente, entendeu enviar-nos Santana Lopes como a personificação do Flagelo de Deus dos tempos modernos, e o Presidente Sampaio como o seu antídoto.
É por isso que, apesar de todos os possíveis erros, confusões, omissões ou atrasos em todo este processo, eu só posso ter uma expressão final que acompanha a minha esperança de que este país possa vir a inverter a tendência crescente para colocar os piores onde só deviam estar os melhores, e que é: muito obrigado, senhor Presidente.
PS - e sobre o título:
Quanto ao flagelo de Deus, pretendi apenas utilizar a metáfora do Átila, que foi detido, in extremis, às portas de Roma, pela simples palavra de um papa, que salvou assim a cidade da devastação que o Mongol impôs a todo o Império Romano conquistado
observacoes sao benvindas
2005-02-02
pretexto imobiliário
o magnífico Jornal do Imobiliário *(acantonado em letra pequenina: este suplemento faz parte integrante do jornal Público nº 5421 de 27 de Janeiro de 2005 e não pode ser vendido separadamente) anuncia a sua conferência, a 10 de Fevereiro, entre grandes (sic)personalidades do PPD/PSD e PS, sobre gestão das cidades, obras públicas e imobiliário
e lança-se ao Padrão dos Descobrimentos para ilustrar a primeira página sob o mote “Lisboa, Cidade de empreendedores” a que este número, no essencial, é dedicado
em editorial, reclama mais um pacto de regime, para o imobiliário, pois claro e justamente: o ACP também o exigiu para os carros e impostos que lhes são sobrepostos; a AIP para a competitividade; muitos para a saúde; tantos para a justiça; uns poucos para a revisão constitucional; outros para o Tratado de Nice; e vários para uma diversidade de temas ...
é claro que poderia adiantar-se que falta(m) personalidade(s) à conferência do imobiliário, que o resto não é só paisagem e que o Jornal do Imobiliário acha que isto é o país dos pactos !
bravos !
depois tem outras minudências: no sobe e desce da ordem imobiliária, Pedro Santana Lopes, a capitais, para cima, com base em conjecturas administrativas – e mau sinal para o PS, pela possibilidade de não implementar legislação que também ninguém implementou
umas mais técnicas: a OPCA adquiriu o “scaffolding" para responder aos desafios da engenharia em Portugal, em matéria de cimbres móveis aéreos auto-lançáveis, equipamento de design inovador que reduz a mão de obra e, por essa via, a fuga à Segurança Social, ao Fisco, ao combate ao desemprego e mesmo à contratação ilegal de imigrantes ...
algumas de habilidoso marketing, como a secção “As coisas certas no lugar certo” em qual cartaz santanaz se revela que “viver em Lisboa custa tão pouco” – parecendo mesmo a reconquista do velho centro da capital de regressa ao conceito residencial de cidade habitada e humanizada ... mas a realidade mora à sombra uns belos prédios na ... Ameixoeira ! ... e Galinheiras ! oxalá esta construção beneficie as populações em geral e quem lá habita em especial mas alardear a vida em Lisboa para vender apartamentos em bairros sociais periféricos é duvidosa chicana
e as de fino recorte: Alcântara terá um ex-libiris mas razões impedem a construção de estruturas arrojadas, típicas das grandes metrópoles, pelo que nos 42 mil metros quadrados da SIL já não nascerão jardins mas espaços construídos ! depois entra a Câmara e é pontes, túneis e logo se verá para onde vão os contentores, a Carris, a gráfica Mirandela, coisa de pormenor
em suma, abundam os ditos embora sempre para o mesmo gosto
mas o verdadeiro jametinhasdito vai para a desfaçatez desavergonhada de João Pessoa e Costa, em coluna teatral e na qualidade de membro do Conselho Geral do Jornal oficial do, digo, do Imobiliário
entusiasmado nos encómios, apaparica em seu colo um “jovem e talentoso político que pôs uma autarquia do centro do país no mapa, depois resolveu na capital os problemas da reabilitação, do ambiente e da habitação, concluindo no próprio país a decretar o fim das questões da gestão da maior transportadora nacional (ena!), do maior banco nacional (ena, ena!!) e da maior petrolífera
ena, ena, ena!!!
observacoes sao benvindas
e lança-se ao Padrão dos Descobrimentos para ilustrar a primeira página sob o mote “Lisboa, Cidade de empreendedores” a que este número, no essencial, é dedicado
em editorial, reclama mais um pacto de regime, para o imobiliário, pois claro e justamente: o ACP também o exigiu para os carros e impostos que lhes são sobrepostos; a AIP para a competitividade; muitos para a saúde; tantos para a justiça; uns poucos para a revisão constitucional; outros para o Tratado de Nice; e vários para uma diversidade de temas ...
é claro que poderia adiantar-se que falta(m) personalidade(s) à conferência do imobiliário, que o resto não é só paisagem e que o Jornal do Imobiliário acha que isto é o país dos pactos !
bravos !
depois tem outras minudências: no sobe e desce da ordem imobiliária, Pedro Santana Lopes, a capitais, para cima, com base em conjecturas administrativas – e mau sinal para o PS, pela possibilidade de não implementar legislação que também ninguém implementou
umas mais técnicas: a OPCA adquiriu o “scaffolding" para responder aos desafios da engenharia em Portugal, em matéria de cimbres móveis aéreos auto-lançáveis, equipamento de design inovador que reduz a mão de obra e, por essa via, a fuga à Segurança Social, ao Fisco, ao combate ao desemprego e mesmo à contratação ilegal de imigrantes ...
algumas de habilidoso marketing, como a secção “As coisas certas no lugar certo” em qual cartaz santanaz se revela que “viver em Lisboa custa tão pouco” – parecendo mesmo a reconquista do velho centro da capital de regressa ao conceito residencial de cidade habitada e humanizada ... mas a realidade mora à sombra uns belos prédios na ... Ameixoeira ! ... e Galinheiras ! oxalá esta construção beneficie as populações em geral e quem lá habita em especial mas alardear a vida em Lisboa para vender apartamentos em bairros sociais periféricos é duvidosa chicana
e as de fino recorte: Alcântara terá um ex-libiris mas razões impedem a construção de estruturas arrojadas, típicas das grandes metrópoles, pelo que nos 42 mil metros quadrados da SIL já não nascerão jardins mas espaços construídos ! depois entra a Câmara e é pontes, túneis e logo se verá para onde vão os contentores, a Carris, a gráfica Mirandela, coisa de pormenor
em suma, abundam os ditos embora sempre para o mesmo gosto
mas o verdadeiro jametinhasdito vai para a desfaçatez desavergonhada de João Pessoa e Costa, em coluna teatral e na qualidade de membro do Conselho Geral do Jornal oficial do, digo, do Imobiliário
entusiasmado nos encómios, apaparica em seu colo um “jovem e talentoso político que pôs uma autarquia do centro do país no mapa, depois resolveu na capital os problemas da reabilitação, do ambiente e da habitação, concluindo no próprio país a decretar o fim das questões da gestão da maior transportadora nacional (ena!), do maior banco nacional (ena, ena!!) e da maior petrolífera
ena, ena, ena!!!
observacoes sao benvindas
2005-01-30
votar bem mas olhar em quem
as contas afiguram-se difíceis com a crescente recuperação de Santana Lopes nas sondagens e a manha do PRD apontada à maioria absoluta pedida pelo PS
o próprio Sampaio já falou em imperiosas alterações do regime eleitoral, para mais fácil formação de maiorias, em compreensível crise de consciência por vislumbrar um decepcionante “tudo na mesma” a 20 de Fevereiro
por isso, em conjugação com a enorme incerteza dos indecisos (oh, se há muitos...! por exemplo, no seu excelente bolg O Abrupto, Pacheco Pereira analisa tudo, não conclui e promete voltar ao assunto) talvez a clara, pronta e fundamentada posição de Freitas do Amaral possa constituir o facto novo e decisivo na aproximação do PS ao almejado objectivo de maioria absoluta
o artigo de Freitas do Amaral na revista Visão é cristalino para quem vê com olhos de ver: estes 3 anos de governo Durão-Portas-Santana nada trouxeram de bom, com entradas de Tarzan e saídas de sendeiro; e o líder do PS foi um bom Ministro
é claro que outros factores justificam esta posição de Freitas – inesperada e algo contra natura face à família política em que tem exercido a sua actividade política – a favor da maioria absoluta do PS, em que afirma pretender votar:
- o CDS e o PSD mudaram muito nos últimos tempos e já não são os partidos que integravam a sua família política, que aliás o enxovalhou;
- Freitas mudou muito desde a derrota eleitoral frente a Mário Soares, quer pela consciência que adquiriu nesse processo: a) - Soares confrontou-o com os processos disciplinares que Freitas moveu na Faculdade de Direito, refugiando-se no cumprimento da lei, quando outros denunciavam a iniquidade da lei e pagavam o preço da prisão, do exílio e da tortura ... o que para quem é lúcido dá que pensar ! e b) percebeu onde estava metido (os sobretudos verdes clonados em seu redor incomodariam até o mais ultra; pagaram-lhe com a fava; escorraçaram-no do CDS, etc.) quer pelo seu percurso político (Secretário Geral da ONU, ampliando horizontes, responsabilidades e a noção dos péssimos resultados que os políticos e os poderosos têm oferecido ao mundo ) e pessoal (escreveu sobre temas não jurídicos, revisitando a história próxima e também abrindo a sua visão da sociedade e da cultura)
- aparentemente, à luz dos dados e expectativas de hoje, o PS é a única força política com possibilidade de atingir a maioria absoluta
- a candidatura presidencial de Freitas nunca terá sucesso à direita, contra Cavaco, sem votos da esquerda, maxime, do PS – e note-se que o PS logo agradeceu o inesperado apoio
assim se chega ao voto necessário, conceito habilidoso que Freitas contrapõe simultaneamente ao voto natural (em princípio cada um vota no seu partido); ao voto útil (reclamado por ambos os Portas e sabe-se lá quem mais...); e ao voto inútil, da indiferença, do tanto faz, do absentismo, da abstenção, dos indecisos, dos que não sabem, dos que não querem saber
a expressão “voto necessário” carrega a ciência e a racionalidade em cima dos de má consciência, dos sem consciência e dos insatisfeitos
e há muitos insatisfeitos, a começar pelos que avaliam negativamente o próprio partido pelos erros cometidos em 3 anos de governo e episódios concomitantes, cavando grave fosso entre as tantas promessas mais as duras críticas de que os anteriores tinham feito tudo mal e afinal foi o que se viu, fizeram bem pior – aliás, em todos os partidos (nos blocos nem há líderes nem insatisfeitos, é tudo muito giro, a malta é gira) há quem não goste do respectivo líder, fenómeno actualmente muito amplificado por razões totalmente compreensíveis e notórias
e os que descrêem nos políticos em geral
a todos Freitas apela pungentemente, jametinhadito com todas as letras
é evidente que Freitas é livre de dar o seu voto a quem quiser e de fazer campanha por aquilo em que acredita
o vício do raciocínio é que ainda não foi desmontado: se a maioria absoluta é assim tão importante para o país, então também Guterres a merecia !
mas ninguém fez essa campanha
e Portugal ressentiu-se disso, esperemos que não irreversivelmente
apesar de Guterres ter tentado governar em contrapé, sem ter os meios nem a confiança para governar em situação difícil, ano após ano até ao grande cartão amarelo que o arreliou de vez, em 2002 Freitas reclamou maioria absoluta para o PSD, com Santana Lopes vice-presidente e portanto na equipa e na calha para governar
parece preferível acreditar que agora é que o raciocínio de Freitas está certo
observacoes sao benvindas
o próprio Sampaio já falou em imperiosas alterações do regime eleitoral, para mais fácil formação de maiorias, em compreensível crise de consciência por vislumbrar um decepcionante “tudo na mesma” a 20 de Fevereiro
por isso, em conjugação com a enorme incerteza dos indecisos (oh, se há muitos...! por exemplo, no seu excelente bolg O Abrupto, Pacheco Pereira analisa tudo, não conclui e promete voltar ao assunto) talvez a clara, pronta e fundamentada posição de Freitas do Amaral possa constituir o facto novo e decisivo na aproximação do PS ao almejado objectivo de maioria absoluta
o artigo de Freitas do Amaral na revista Visão é cristalino para quem vê com olhos de ver: estes 3 anos de governo Durão-Portas-Santana nada trouxeram de bom, com entradas de Tarzan e saídas de sendeiro; e o líder do PS foi um bom Ministro
é claro que outros factores justificam esta posição de Freitas – inesperada e algo contra natura face à família política em que tem exercido a sua actividade política – a favor da maioria absoluta do PS, em que afirma pretender votar:
- o CDS e o PSD mudaram muito nos últimos tempos e já não são os partidos que integravam a sua família política, que aliás o enxovalhou;
- Freitas mudou muito desde a derrota eleitoral frente a Mário Soares, quer pela consciência que adquiriu nesse processo: a) - Soares confrontou-o com os processos disciplinares que Freitas moveu na Faculdade de Direito, refugiando-se no cumprimento da lei, quando outros denunciavam a iniquidade da lei e pagavam o preço da prisão, do exílio e da tortura ... o que para quem é lúcido dá que pensar ! e b) percebeu onde estava metido (os sobretudos verdes clonados em seu redor incomodariam até o mais ultra; pagaram-lhe com a fava; escorraçaram-no do CDS, etc.) quer pelo seu percurso político (Secretário Geral da ONU, ampliando horizontes, responsabilidades e a noção dos péssimos resultados que os políticos e os poderosos têm oferecido ao mundo ) e pessoal (escreveu sobre temas não jurídicos, revisitando a história próxima e também abrindo a sua visão da sociedade e da cultura)
- aparentemente, à luz dos dados e expectativas de hoje, o PS é a única força política com possibilidade de atingir a maioria absoluta
- a candidatura presidencial de Freitas nunca terá sucesso à direita, contra Cavaco, sem votos da esquerda, maxime, do PS – e note-se que o PS logo agradeceu o inesperado apoio
assim se chega ao voto necessário, conceito habilidoso que Freitas contrapõe simultaneamente ao voto natural (em princípio cada um vota no seu partido); ao voto útil (reclamado por ambos os Portas e sabe-se lá quem mais...); e ao voto inútil, da indiferença, do tanto faz, do absentismo, da abstenção, dos indecisos, dos que não sabem, dos que não querem saber
a expressão “voto necessário” carrega a ciência e a racionalidade em cima dos de má consciência, dos sem consciência e dos insatisfeitos
e há muitos insatisfeitos, a começar pelos que avaliam negativamente o próprio partido pelos erros cometidos em 3 anos de governo e episódios concomitantes, cavando grave fosso entre as tantas promessas mais as duras críticas de que os anteriores tinham feito tudo mal e afinal foi o que se viu, fizeram bem pior – aliás, em todos os partidos (nos blocos nem há líderes nem insatisfeitos, é tudo muito giro, a malta é gira) há quem não goste do respectivo líder, fenómeno actualmente muito amplificado por razões totalmente compreensíveis e notórias
e os que descrêem nos políticos em geral
a todos Freitas apela pungentemente, jametinhadito com todas as letras
é evidente que Freitas é livre de dar o seu voto a quem quiser e de fazer campanha por aquilo em que acredita
o vício do raciocínio é que ainda não foi desmontado: se a maioria absoluta é assim tão importante para o país, então também Guterres a merecia !
mas ninguém fez essa campanha
e Portugal ressentiu-se disso, esperemos que não irreversivelmente
apesar de Guterres ter tentado governar em contrapé, sem ter os meios nem a confiança para governar em situação difícil, ano após ano até ao grande cartão amarelo que o arreliou de vez, em 2002 Freitas reclamou maioria absoluta para o PSD, com Santana Lopes vice-presidente e portanto na equipa e na calha para governar
parece preferível acreditar que agora é que o raciocínio de Freitas está certo
observacoes sao benvindas
2005-01-29
a título de exemplo
os títulos seriam fonte segura para matéria prima do ditos: muitas vezes generosos, sempre feitos de palavras, às vezes engraçados, com efeitos, enfeites, síntese de sínteses, trocadilhos, trocados, truncados, etc.
mas falta-lhes a autoria concreta, individualizada, nominal, são resultado de inspirações anónimas, selectas ou secretas, decididas no colectivo, à pressa, com a cabeça noutro lugar que o dos autores das peças que titulam, enredados em contas de chamariz, ganham mesmo quando acertam ao lado, vulgares, hipócritas, malvados, insidiosos, erróneos, erráticos, com segundas, terceiras e sabe-se lá que mais intenções
e no entanto, raramente ingénuos, deslavados, ineficazes, desatentos, descuidados, inocentes
no publico.pt de hoje caiu a tentação da nódoa, talvez sem maldade, só mesmo por sentido comerciante, fluorescente, como os vendedores de banha da cobra se põem em bicos de pés para gritar mais alto que os demais ou os montristas iluminam os objectos expostos de forma apelativa, com os podres à sombra e também o preço, realçando a todo o custo tudo que possa prender a atenção do eventual comprador, a ver se entra na loja e leva algo
diz então o título: “António Vitorino admite vir um dia a candidatar-se à liderança do PS”
o texto seguinte ainda busca e rebusca à procura de assunto para a venda de papel de jornal mas, espremido, não tem nada: a mensagem seria a aplicável a qualquer cidadão português, todos podem vir um dia a ser líder partidário, presidente da República, admirador de aves ou qualquer outra coisa
é claro que este exemplo é muito suave, relativo e encaixa-se perfeitamente no jargão e idiossincrasias da imprensa - tenta apenas jogar com a actual liderança do PS, em plena luta eleitoral, ao jeito de provocação, crítica e confusão, nem sempre só para vender mais papel de jornal
tem havido exemplos bem piores; em tempos, véspera de eleições, o Correio da Manha (sim, o til caiu de propósito) transformou em título toda a primeira página e dizia: vamos todos votar no primeiro – o boletim de voto do dia seguinte era encabeçado por Soares Carneiro
como ainda não havia blogues, lá foi carta ou fax ao director, aliás choveram críticas e com desavergonhada falsa fé o jornal explicava que cada eleitor vota no candidato que considera primeiro – talvez tenha havido remoque da Comissão Nacional de Eleições e umas reprimendas mas o efeito cumpriu-se (embora não o suficiente para atingir o resultado pretendido) e as intenções ficaram à vista e clara luz do dia
outro caso, menos político mas não menos grave, foi o de um Diário de Notícias que alardeava “cadeiras de bebé incendiárias”, referindo-se a um estudo das características mais ou menos inflamáveis dos tecidos e outros materiais de puericultura
e voltamos aos títulos da imprensa: às vezes inflamados, quase sempre espelhando almas, nem sempre merecem troco
observacoes sao benvindas
mas falta-lhes a autoria concreta, individualizada, nominal, são resultado de inspirações anónimas, selectas ou secretas, decididas no colectivo, à pressa, com a cabeça noutro lugar que o dos autores das peças que titulam, enredados em contas de chamariz, ganham mesmo quando acertam ao lado, vulgares, hipócritas, malvados, insidiosos, erróneos, erráticos, com segundas, terceiras e sabe-se lá que mais intenções
e no entanto, raramente ingénuos, deslavados, ineficazes, desatentos, descuidados, inocentes
no publico.pt de hoje caiu a tentação da nódoa, talvez sem maldade, só mesmo por sentido comerciante, fluorescente, como os vendedores de banha da cobra se põem em bicos de pés para gritar mais alto que os demais ou os montristas iluminam os objectos expostos de forma apelativa, com os podres à sombra e também o preço, realçando a todo o custo tudo que possa prender a atenção do eventual comprador, a ver se entra na loja e leva algo
diz então o título: “António Vitorino admite vir um dia a candidatar-se à liderança do PS”
o texto seguinte ainda busca e rebusca à procura de assunto para a venda de papel de jornal mas, espremido, não tem nada: a mensagem seria a aplicável a qualquer cidadão português, todos podem vir um dia a ser líder partidário, presidente da República, admirador de aves ou qualquer outra coisa
é claro que este exemplo é muito suave, relativo e encaixa-se perfeitamente no jargão e idiossincrasias da imprensa - tenta apenas jogar com a actual liderança do PS, em plena luta eleitoral, ao jeito de provocação, crítica e confusão, nem sempre só para vender mais papel de jornal
tem havido exemplos bem piores; em tempos, véspera de eleições, o Correio da Manha (sim, o til caiu de propósito) transformou em título toda a primeira página e dizia: vamos todos votar no primeiro – o boletim de voto do dia seguinte era encabeçado por Soares Carneiro
como ainda não havia blogues, lá foi carta ou fax ao director, aliás choveram críticas e com desavergonhada falsa fé o jornal explicava que cada eleitor vota no candidato que considera primeiro – talvez tenha havido remoque da Comissão Nacional de Eleições e umas reprimendas mas o efeito cumpriu-se (embora não o suficiente para atingir o resultado pretendido) e as intenções ficaram à vista e clara luz do dia
outro caso, menos político mas não menos grave, foi o de um Diário de Notícias que alardeava “cadeiras de bebé incendiárias”, referindo-se a um estudo das características mais ou menos inflamáveis dos tecidos e outros materiais de puericultura
e voltamos aos títulos da imprensa: às vezes inflamados, quase sempre espelhando almas, nem sempre merecem troco
observacoes sao benvindas
2005-01-27
culinária literária
;->
além da culinária, no magnífico DNA, chegando a parecer que vasculha receitas imemoriais, sentado à tasquinha do camarão a cozer ainda no mar e outras preciosidades em que invoca pitéus de palavras, quantas vezes revoltas nos temperos da imaginação, jametinhamdito que Miguel Esteves Cardoso inaugurou o pantagruel da crónica publicitária, nas páginas iniciais da revista do Expresso - que afinal não são sempre iguais, segundo descobri pelo crítico publicitário Eduardo Cintra Torres – cujas recensões, crónicas, críticas no Jornal de Negócios são numeradas, espera-se a edição em livro, por favor – de tal forma que lá fui verificar e acho que temos um género novo, literário e de publicidade, como só a arte de bem escrever é capaz de criar
ah ! as patetices de certa livralhada - era giro? ajudava às vendas? fase do armário? - era irreverência da juventude, deixá-lo...
observacoes sao benvindas
além da culinária, no magnífico DNA, chegando a parecer que vasculha receitas imemoriais, sentado à tasquinha do camarão a cozer ainda no mar e outras preciosidades em que invoca pitéus de palavras, quantas vezes revoltas nos temperos da imaginação, jametinhamdito que Miguel Esteves Cardoso inaugurou o pantagruel da crónica publicitária, nas páginas iniciais da revista do Expresso - que afinal não são sempre iguais, segundo descobri pelo crítico publicitário Eduardo Cintra Torres – cujas recensões, crónicas, críticas no Jornal de Negócios são numeradas, espera-se a edição em livro, por favor – de tal forma que lá fui verificar e acho que temos um género novo, literário e de publicidade, como só a arte de bem escrever é capaz de criar
ah ! as patetices de certa livralhada - era giro? ajudava às vendas? fase do armário? - era irreverência da juventude, deixá-lo...
observacoes sao benvindas
2005-01-25
o voto duplicado
a um mês das eleições, jametêemdito, em grande escala, que isto está difícil para dar o voto: a quem, perguntam ? e para quê ? então se era para eleições não se perdia meio ano ... e se fica tudo na mesma ? de que vale (fing)ir votar ?
por outro lado, pesa muito o andar-se em campanha permanente desde Julho !
eleições que há não há, Legislativas, Regionais (Autónomas), Legislativas, Autárquicas, Presidenciais, Europeias, Legislativas; referendos europeus, do túnel, das torres, dos arrrumas; orçamento passa não passa ou nem sequer há orçamento ou faz favor de haver orçamento; Governo que cai não cai, dissolve, demite, falta, não está, saiu, mergulhou, foi demitido, estava num casamento, ia ser demitido, quase que se demitia, fazia a sesta, não fazia, demissão aceite, demissão não aceite, estava demitido e demitiu-se mas a demissão não foi aceite ou foi retirada antes que fosse mesmo aceite, safa ! é de gestão mas aprova para além do mandato seguinte, outro grande feito é o toca a inaugurar o que há muito está feito, o que está feito há muito, o que ainda está a ser feito, o que haverá de ser feito e o que nunca será feito
é muita política !
nem por acaso, forrado de razão, bom senso e lucidez, vide a coluna da última página do DN de hoje, algo católica mas ecuménica q.b., em que Francisco Sarsfield Cabral analisa os perigos de encantamento do nacional absentismo e avisa da responsabilidade de cada cidadão, de todos nós, pois nem tudo está só nas mãos dos políticos – e jametinham dito: quem avisa amigo é !
há de facto muitas pessoas que colocam em dúvida a sua participação nas próximas eleições: PSD’s que não gramam do Copos, PS’s que ainda se lembram do Guterres a fugir do barco, BE’s que finalmente perceberam que é muita giro mas e depois, PC’s estremunhados com o empedernido Sousa; bem, há os CDS´s que não desarmam e vão ter a maior votaria de sempre, pois se chegaram até aqui também vão ao casamento deles
além dos sempiternos alheados, somam-se os desinteressados aos desiludidos e aos desesperançosos, os que não à bola com os mediáticos (caso em que se safa o Sousa, que bem precisava de um assessor brasileiro desses que tornaram aqueles tipos em políticos assessorados) aos que já têm tacho e aos que nunca terão nenhum, os que não mudam de partido nem sequer por uma só vez sem exemplo aos que já mudaram tudo e aos que nunca aceitariam pertencer a partido que os aceitasse, os duplicados do voto Saramago aos anula o voto com jargão revolucionário e aos que botam o xis de fora do códradinho, os que estão a trabalhar aos que estão de férias e aos que já deram para este peditório, e assim por adiantemente até lá ficarem os que já lá estão
continuamos assim e o poder mobilizador da vitimização, o ascendente oratório do Discípulo do Mito Fundador (Paz à alma de Sá Carneiro) e o frenesim promésso-demagógico-inaugurativo (ao menos durante o próximo mês não haverá aumento de impostos, gasolina, portagens mas teremos pontes, nomeações que nem dia de Reis e mega-empreendimentos diários) do verdadeiro 3 em 1 que é o Copos Primeiro, o Copos Candidato e o Copos Candidato a Candidato, que já andava em campanha para futuras Presidenciais mas começou em campanha (em plenas Regionais, lembram-se do anúncio para o ano seguinte do aumento de vencimento dos funcionários públicos ?) para a sua própria eleição no dia em que tomou posse sem eleição, dará os inevitáveis frutos: trapalhadas & amiguilhaços, S.A.R.iL., especializados em import & resort, duração indeterminada e capital a realizar pelo Zé pagante !
por ora alheados, não tarda estaremos todos numa grande ... alhada !
como só quem vota decide e muitos não votam, cada voto vale mais
ou como diz a canção, se outros não votam, votemos nós
observacoes sao benvindas
observacoes sao benvindas
por outro lado, pesa muito o andar-se em campanha permanente desde Julho !
eleições que há não há, Legislativas, Regionais (Autónomas), Legislativas, Autárquicas, Presidenciais, Europeias, Legislativas; referendos europeus, do túnel, das torres, dos arrrumas; orçamento passa não passa ou nem sequer há orçamento ou faz favor de haver orçamento; Governo que cai não cai, dissolve, demite, falta, não está, saiu, mergulhou, foi demitido, estava num casamento, ia ser demitido, quase que se demitia, fazia a sesta, não fazia, demissão aceite, demissão não aceite, estava demitido e demitiu-se mas a demissão não foi aceite ou foi retirada antes que fosse mesmo aceite, safa ! é de gestão mas aprova para além do mandato seguinte, outro grande feito é o toca a inaugurar o que há muito está feito, o que está feito há muito, o que ainda está a ser feito, o que haverá de ser feito e o que nunca será feito
é muita política !
nem por acaso, forrado de razão, bom senso e lucidez, vide a coluna da última página do DN de hoje, algo católica mas ecuménica q.b., em que Francisco Sarsfield Cabral analisa os perigos de encantamento do nacional absentismo e avisa da responsabilidade de cada cidadão, de todos nós, pois nem tudo está só nas mãos dos políticos – e jametinham dito: quem avisa amigo é !
há de facto muitas pessoas que colocam em dúvida a sua participação nas próximas eleições: PSD’s que não gramam do Copos, PS’s que ainda se lembram do Guterres a fugir do barco, BE’s que finalmente perceberam que é muita giro mas e depois, PC’s estremunhados com o empedernido Sousa; bem, há os CDS´s que não desarmam e vão ter a maior votaria de sempre, pois se chegaram até aqui também vão ao casamento deles
além dos sempiternos alheados, somam-se os desinteressados aos desiludidos e aos desesperançosos, os que não à bola com os mediáticos (caso em que se safa o Sousa, que bem precisava de um assessor brasileiro desses que tornaram aqueles tipos em políticos assessorados) aos que já têm tacho e aos que nunca terão nenhum, os que não mudam de partido nem sequer por uma só vez sem exemplo aos que já mudaram tudo e aos que nunca aceitariam pertencer a partido que os aceitasse, os duplicados do voto Saramago aos anula o voto com jargão revolucionário e aos que botam o xis de fora do códradinho, os que estão a trabalhar aos que estão de férias e aos que já deram para este peditório, e assim por adiantemente até lá ficarem os que já lá estão
continuamos assim e o poder mobilizador da vitimização, o ascendente oratório do Discípulo do Mito Fundador (Paz à alma de Sá Carneiro) e o frenesim promésso-demagógico-inaugurativo (ao menos durante o próximo mês não haverá aumento de impostos, gasolina, portagens mas teremos pontes, nomeações que nem dia de Reis e mega-empreendimentos diários) do verdadeiro 3 em 1 que é o Copos Primeiro, o Copos Candidato e o Copos Candidato a Candidato, que já andava em campanha para futuras Presidenciais mas começou em campanha (em plenas Regionais, lembram-se do anúncio para o ano seguinte do aumento de vencimento dos funcionários públicos ?) para a sua própria eleição no dia em que tomou posse sem eleição, dará os inevitáveis frutos: trapalhadas & amiguilhaços, S.A.R.iL., especializados em import & resort, duração indeterminada e capital a realizar pelo Zé pagante !
por ora alheados, não tarda estaremos todos numa grande ... alhada !
como só quem vota decide e muitos não votam, cada voto vale mais
ou como diz a canção, se outros não votam, votemos nós
observacoes sao benvindas
observacoes sao benvindas
2005-01-24
Domingo de manhã
jametinhamdito que os prazeres simples cabem numa bela rotina ...
On s’est réveillé le premier. Avec une prudence de guetteur indien on s’est habillé, faufilé de pièce en pièce. On a ouvert et refermé la porte de l’entrée avec une méticulosité d’horloger. Voilà. On est dehors, dans le bleu du matin ourlé de rose : un mariage de mauvais goût s’il n’y avait le froid pour tout purifier. On souffle un nuage de fumée a chaque expiration : on existe, libre et léger sur le trottoir du petit matin. Tant mieux si la boulangerie est un peut loin. Kerouac mains dans les poches, on a tout devancé : chaque pas est une fête. On se surprend à marcher sur le bord du trottoir comme on faisait enfant, comme si c’était la marge qui comptait, le bord des choses. C’est du temps pur, cette maraude que l’on chipe au jour quand tous les autres dorment. Presque touts. Là-bas, il faut bien sûr la lumière chaude de la boulangerie – c’est du néon, en fait, mais l’idée de chaleur lui donne un reflet d’ambre. Il faut ce qu’il faut de buée sur la vitre quand on s’approche, et l’enjouement de ce bonjour que la boulangère réserve aux seuls premiers clients – complicité de l’aube.
- cinq croissants, une baguette moulée pas trop cuite !
Le boulanger en maillot de corps fariné se montre au fond de la boutique, et vous salue comme on salue les braves à l’heure du combat.
On se retrouve dans la rue. On le sent bien: la marche du retour ne sera pas la même. Le trottoir est moins libre, un peut embourgeoisé par cette baguette coincée sous un coude, par ce paquet de croissants tenu de l’autre main. Mais on prend un croissant dans le sac. La pâte est tiède, presque molle. Cette petite gourmandise dans le froid, tout en marchand : c’est comme si le matin d’hiver se faisait croissant de l’intérieur, comme si l’on devenait soi même four, maison, refuge. On avance plus doucement, tout imprégné de blond pour traverser le bleu, le gris, le rose qui s’éteint. Le jour commence, et le meilleur est déjà pris.
Le croissant du trottoir, «La première gorgée de bière et autres plaisirs minuscules», Philippe Delerm, L’Arpenteur
observacoes sao benvindas
On s’est réveillé le premier. Avec une prudence de guetteur indien on s’est habillé, faufilé de pièce en pièce. On a ouvert et refermé la porte de l’entrée avec une méticulosité d’horloger. Voilà. On est dehors, dans le bleu du matin ourlé de rose : un mariage de mauvais goût s’il n’y avait le froid pour tout purifier. On souffle un nuage de fumée a chaque expiration : on existe, libre et léger sur le trottoir du petit matin. Tant mieux si la boulangerie est un peut loin. Kerouac mains dans les poches, on a tout devancé : chaque pas est une fête. On se surprend à marcher sur le bord du trottoir comme on faisait enfant, comme si c’était la marge qui comptait, le bord des choses. C’est du temps pur, cette maraude que l’on chipe au jour quand tous les autres dorment. Presque touts. Là-bas, il faut bien sûr la lumière chaude de la boulangerie – c’est du néon, en fait, mais l’idée de chaleur lui donne un reflet d’ambre. Il faut ce qu’il faut de buée sur la vitre quand on s’approche, et l’enjouement de ce bonjour que la boulangère réserve aux seuls premiers clients – complicité de l’aube.
- cinq croissants, une baguette moulée pas trop cuite !
Le boulanger en maillot de corps fariné se montre au fond de la boutique, et vous salue comme on salue les braves à l’heure du combat.
On se retrouve dans la rue. On le sent bien: la marche du retour ne sera pas la même. Le trottoir est moins libre, un peut embourgeoisé par cette baguette coincée sous un coude, par ce paquet de croissants tenu de l’autre main. Mais on prend un croissant dans le sac. La pâte est tiède, presque molle. Cette petite gourmandise dans le froid, tout en marchand : c’est comme si le matin d’hiver se faisait croissant de l’intérieur, comme si l’on devenait soi même four, maison, refuge. On avance plus doucement, tout imprégné de blond pour traverser le bleu, le gris, le rose qui s’éteint. Le jour commence, et le meilleur est déjà pris.
Le croissant du trottoir, «La première gorgée de bière et autres plaisirs minuscules», Philippe Delerm, L’Arpenteur
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2005-01-21
ex-q-Zita
D. Zita de Lisboa, ora em Coimbra, de visita a D. Albino Cleto
estava por lá a imprensa, que resumiu:
“A cabeça-de-lista do PSD por Coimbra, Zita Seabra, revelou ontem ter "um grande respeito pelo papel desempenhado em Portugal pela Igreja Católica" e considerou que, "ao não reconhecer essa tradição, alguns países da Europa - como a França, a Alemanha e a Espanha - correm um risco sério de perda de identidade". "Temos de viver com os nossos valores, que são os valores católicos!", afirmou, comentando o facto de numa das primeiras acções de pré-campanha se ter encontrado com o Bispo de Coimbra.”
não notam nada de estranho nesta afirmação? - pergunta Maria João
jametinhasdito, ó Jão, mas que ex-que-Zita
PS - já agora, muito cuidado com os Bispos: houve um em Espanha que falou no preservativo (era só em terceiro recurso, no caso de falhar a abstinência e, cumulativamente, a fidelidade - vulgo método científico denominado por ABC de prevenção da transmissão da SIDA por via sexual) e obrigou a Santa Madre Igreja a mais um desmentido formal, não fossem as paróquias afixar um célebre cartoon em que o António foi bem Expresso, eh eh ...
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estava por lá a imprensa, que resumiu:
“A cabeça-de-lista do PSD por Coimbra, Zita Seabra, revelou ontem ter "um grande respeito pelo papel desempenhado em Portugal pela Igreja Católica" e considerou que, "ao não reconhecer essa tradição, alguns países da Europa - como a França, a Alemanha e a Espanha - correm um risco sério de perda de identidade". "Temos de viver com os nossos valores, que são os valores católicos!", afirmou, comentando o facto de numa das primeiras acções de pré-campanha se ter encontrado com o Bispo de Coimbra.”
não notam nada de estranho nesta afirmação? - pergunta Maria João
jametinhasdito, ó Jão, mas que ex-que-Zita
PS - já agora, muito cuidado com os Bispos: houve um em Espanha que falou no preservativo (era só em terceiro recurso, no caso de falhar a abstinência e, cumulativamente, a fidelidade - vulgo método científico denominado por ABC de prevenção da transmissão da SIDA por via sexual) e obrigou a Santa Madre Igreja a mais um desmentido formal, não fossem as paróquias afixar um célebre cartoon em que o António foi bem Expresso, eh eh ...
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2005-01-20
sexo em Harvard
para Lawrence Summers, Reitor da Universidade americana de Harvard, os “rapazes saem-se melhor do que as raparigas nas ciências e na matemática por causa das diferenças genéticas que os separam. Existem menos mulheres a ocupar cargos importantes nas actividades ligadas à ciência e à engenharia porque elas estão menos disponíveis para trabalhar durante muitas horas seguidas, dada as suas responsabilidades na educação dos filhos.” – cita o Publico
ainda segundo o Publico, os protestos de académicas e cientistas mereceram um comentário esclarecedor de Richard Freeman, economista, professor em Harvard, para quem algumas pessoas ficaram ofendidas porque são demasiado sensíveis. (sensíveis ... se o Ditos pode perguntar, será por serem Mulheres ? ) Não me parece despropositado afirmar que homens e mulheres são biologicamente diferentes", respondeu ao jornal inglês "The Guardian”
este jornal dá também conta de que o recrutamento de mulheres docentes em Harvard desceu de 36% para 13%
ena ena, assim se tenta perpetuar a discriminação ó Harvardianos !
na página do The Guardian de 18 de Janeiro está um artigo referindo que as mulheres docentes usam menos as tecnologias didácticas e de informação que os homens (e os docentes mais antigos menos que os mais novos) adiantando tal se verifica em função do tipo de matérias leccionadas ...
enfim, esta estatística anda perto da pescadinha de rabo na boca, entrando em círculo vicioso e em jeitos de justificar a primeira teoria da ciência para os homens
nos dias de hoje, jametinhamdito que há tiques bem difíceis de explicar:
- a misturada das razões genéticas e dos serviços do lar é uma historieta das antigas, talvez pegue lá para os terceiros mundos ou para quem ainda continue a viver no tempo do Salazar;
- e então a estatística dos meios informáticos e audiovisuais vai à procura de quê ? da utilização de meios por disciplinas ou por género dos respectivos docentes ?
também por cá t(iv)emos um Ministro (sim, no século XXI...) que tratou da saúde às mulheres com pretensões ao exercício de banco em Hospitais, visto o problema dos filhos
mas há luz ao fundo do calendário: a
Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres (www.cidm.pt) editou um calendário de 2005 com 12 – doze – 12 mulheres portuguesas pioneiras, a começar por:
- Adelaide Cabete, humanista, democrata e fundadora da primeira loja maçónica;
- Carolina Ângela, a primeira mulher a votar e única nas eleições de 1911;
- Maria José Tavares, primeira Reitora universitária;
- Isabel Magalhães Colaço, a primeira doutorada em Direito;
- Carloina Michaelis, a primeira catedrática;
- Maria de Jesus Serra Lopes, primeira Bastonária dos advogados;
- Maria de Lurdes Pintasilgo, a primeira Primeira-Ministra
e primeira Presidente da Comissão, então da Condição Feminina, resultante dos Grupos de Trabalho e das Comissões existentes desde 1970 na área da participação da Mulher na vida económica e social e que deu origem à actual Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres
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ainda segundo o Publico, os protestos de académicas e cientistas mereceram um comentário esclarecedor de Richard Freeman, economista, professor em Harvard, para quem algumas pessoas ficaram ofendidas porque são demasiado sensíveis. (sensíveis ... se o Ditos pode perguntar, será por serem Mulheres ? ) Não me parece despropositado afirmar que homens e mulheres são biologicamente diferentes", respondeu ao jornal inglês "The Guardian”
este jornal dá também conta de que o recrutamento de mulheres docentes em Harvard desceu de 36% para 13%
ena ena, assim se tenta perpetuar a discriminação ó Harvardianos !
na página do The Guardian de 18 de Janeiro está um artigo referindo que as mulheres docentes usam menos as tecnologias didácticas e de informação que os homens (e os docentes mais antigos menos que os mais novos) adiantando tal se verifica em função do tipo de matérias leccionadas ...
enfim, esta estatística anda perto da pescadinha de rabo na boca, entrando em círculo vicioso e em jeitos de justificar a primeira teoria da ciência para os homens
nos dias de hoje, jametinhamdito que há tiques bem difíceis de explicar:
- a misturada das razões genéticas e dos serviços do lar é uma historieta das antigas, talvez pegue lá para os terceiros mundos ou para quem ainda continue a viver no tempo do Salazar;
- e então a estatística dos meios informáticos e audiovisuais vai à procura de quê ? da utilização de meios por disciplinas ou por género dos respectivos docentes ?
também por cá t(iv)emos um Ministro (sim, no século XXI...) que tratou da saúde às mulheres com pretensões ao exercício de banco em Hospitais, visto o problema dos filhos
mas há luz ao fundo do calendário: a
Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres (www.cidm.pt) editou um calendário de 2005 com 12 – doze – 12 mulheres portuguesas pioneiras, a começar por:
- Adelaide Cabete, humanista, democrata e fundadora da primeira loja maçónica;
- Carolina Ângela, a primeira mulher a votar e única nas eleições de 1911;
- Maria José Tavares, primeira Reitora universitária;
- Isabel Magalhães Colaço, a primeira doutorada em Direito;
- Carloina Michaelis, a primeira catedrática;
- Maria de Jesus Serra Lopes, primeira Bastonária dos advogados;
- Maria de Lurdes Pintasilgo, a primeira Primeira-Ministra
e primeira Presidente da Comissão, então da Condição Feminina, resultante dos Grupos de Trabalho e das Comissões existentes desde 1970 na área da participação da Mulher na vida económica e social e que deu origem à actual Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres
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