os cidadãos britânicos viviam uns dias de alegre euforia: iniciaram o semestre presidencial do Conselho Europeu, em que esperam concretizar as suas ideias de como unir os europeus e assegurar um papel para a Europa no mundo; acabaram de relembrar a vitória naval de Trafalgar, em parceria com diversos outros países; decorre na Escócia uma reunião de alto nível, o G8, de quem se espera um alento na ajuda ao desenvolvimento dos povos mais desfavorecidos; celebram a vitória no exigente concurso para realização dos Jogos Olímpicos de 2012, ganhando afinal mais 7 anos de trabalho árduo para reunir o mundo inteiro em 15 ou 16 dias de convívio pacífico, fraterno e desportivo; preparam mais um grande prémio de automobilismo, prova do circuito mundial de fórmula 1, a decorrer no próximo fim de semana; e começam mais um dia de trabalho, que leva qualquer cidadão ou família a sair de casa, utilizar os transportes públicos para os seus locais de emprego
subitamente, um ardil cobardemente planeado faz explodir autocarros e carruagens de metropolitano, os meios de transporte mais populares numa grande cidade, causando inúmeras mortes e mutilações, numa tragédia inexprimível
jametinhamdito que a crueldade, a violência e a barbaridade dos nossos tempos se inscrevem sobretudo contra inocentes desprevenidos
jametinhamdito que de nada adianta chorar de raiva contra a intolerância e que o combate é tarefa para sucessivas gerações, provavelmente por tempo infinito ou enquanto a humanidade existir
jametinhamdito que o terror só pode ser vencido com uma atitude diária de heroísmo, permanente, de renovada esperança, fé e fraternidade, cuidando das feridas, reforçando a solidariedade para com os nossos próximos mas também a nível regional e global, envolvendo todos os povos e aproveitando todo o dia, todos os dias, para reafirmar dignidade humana
viva Londres, viva a liberdade e viva a paz ! ! !
hoje é um novo dia, carpe diem
observacoes sao benvindas
2005-07-08
2005-07-07
ler
em certo prédio de Lisboa, junto a uns contentores especiais de razoável dimensão, localizados entre os elevadores e a garagem, está um enorme cartaz com ostensiva inscrição: NÃO SABEM LER ?
a interrogativa obriga a espreitar para dentro dos contentores, geralmente cheios de papel, papelão, cartão e afins !
ler então o quê ?
continuando o percurso em direcção à saída, ganha-se enfim a distância focal necessária a mais proveitosaobservação, mesmo se não particularmente atenta
vislumbram-se então vários pequenos cartazes explicativos, indicando que os contentores se destinam exclusiva e ecologicamente a receber embalagens de tonner vazias ...
daí o desepero do cartaz grande, certamente colocado por quem não investiu o suficiente nos cartazes com as indicações essenciais e depois jametinhadito que são os demais que não sabem ler
é certo que nem todos sabem mas também não chega saber ler ...
observacoes sao benvindas
a interrogativa obriga a espreitar para dentro dos contentores, geralmente cheios de papel, papelão, cartão e afins !
ler então o quê ?
continuando o percurso em direcção à saída, ganha-se enfim a distância focal necessária a mais proveitosaobservação, mesmo se não particularmente atenta
vislumbram-se então vários pequenos cartazes explicativos, indicando que os contentores se destinam exclusiva e ecologicamente a receber embalagens de tonner vazias ...
daí o desepero do cartaz grande, certamente colocado por quem não investiu o suficiente nos cartazes com as indicações essenciais e depois jametinhadito que são os demais que não sabem ler
é certo que nem todos sabem mas também não chega saber ler ...
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2005-07-04
engenheiro
à semelhança de outras empresas mas de modo mais noticiado, um grande banco anunciou drástica medida: acabar internamente com o tratamento pelo título académico, engenheiro, doutor, professor
a coisa sempre teve contornos curiosos, os bacharéis e os mestres tinham insuficiente ou excessivo reconhecimento face ao respectivo título, a formação profissional, técnica e comportamental, amplificou as fontes de aquisição de conhecimentos, competências e valências, a própria experiência é hoje passível de certificação, as post (eh eh) graduações, os MBA,E,I,O,Us enchiam já os curriculum vitae
recentemente, a informalização ganhou valor próprio e mesmo o primeiro nome, senão um afectuoso diminutivo, substituem amiúde a excelência de mui excelsos e académicos graus
os exemplos de fora chegam em catadupa, trazidos por que nos visita em conferência ou nas reuniões da internacionalização política e empresarial a que o 25 de Abril nos abriu portas nos idos de 1974
por falar em abrir portas, a generalização do acesso ao ensino, passados que estão já os testemunhos para a novas gerações, extinguiu de vez o conceito e a permilagem do senhor doutor acima da plebe: praticamente todos os portugueses podem hoje concluir um dos inúmeros cursos superiores numa das inúmeras faculdades e institutos activos em todo o país
nas empresas como na administração pública, governo incluído, os responsáveis de topo dirigem hoje uma plêiade de licenciados, mestres e doutores, mesmo catedráticos, em extensa inversão de hierarquias entre o esquema organizacional e as habilitações académicas, ao ponto de patrões, administradores e ministros se verem na contingência de maior deferência para com subordinados, administrados e colaboradores
empresas há sem nenhum empregado exclusivamente “administrativo”, os recém licenciados cumprem todas as tarefas, sem horas, extraordinariamente, e muitos só entram no mercado de trabalho depois do mestrado ou doutoramento, para colaborar com chefes, directores de serviço ou patrões a quem nunca atribuiriam grau académico algum
eis algumas das verdadeiras razões para acabar com tanta titulação e falsa etiqueta, sendo certo o mérito do resultado e da finalidade
mas também jametinhamdito que no caso em apreço, do BCP, pode a medida prestar-se a interpretações algo além do pragmatismo laboral: poderia ver-se a extinção do tratamento interno pelo grau académico como forma de assinalar a ruptura organizacional, a nova liderança ou a reserva em homenagem ao último dos moicanos - Jardim Gonçalves, o engenheiro !
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a coisa sempre teve contornos curiosos, os bacharéis e os mestres tinham insuficiente ou excessivo reconhecimento face ao respectivo título, a formação profissional, técnica e comportamental, amplificou as fontes de aquisição de conhecimentos, competências e valências, a própria experiência é hoje passível de certificação, as post (eh eh) graduações, os MBA,E,I,O,Us enchiam já os curriculum vitae
recentemente, a informalização ganhou valor próprio e mesmo o primeiro nome, senão um afectuoso diminutivo, substituem amiúde a excelência de mui excelsos e académicos graus
os exemplos de fora chegam em catadupa, trazidos por que nos visita em conferência ou nas reuniões da internacionalização política e empresarial a que o 25 de Abril nos abriu portas nos idos de 1974
por falar em abrir portas, a generalização do acesso ao ensino, passados que estão já os testemunhos para a novas gerações, extinguiu de vez o conceito e a permilagem do senhor doutor acima da plebe: praticamente todos os portugueses podem hoje concluir um dos inúmeros cursos superiores numa das inúmeras faculdades e institutos activos em todo o país
nas empresas como na administração pública, governo incluído, os responsáveis de topo dirigem hoje uma plêiade de licenciados, mestres e doutores, mesmo catedráticos, em extensa inversão de hierarquias entre o esquema organizacional e as habilitações académicas, ao ponto de patrões, administradores e ministros se verem na contingência de maior deferência para com subordinados, administrados e colaboradores
empresas há sem nenhum empregado exclusivamente “administrativo”, os recém licenciados cumprem todas as tarefas, sem horas, extraordinariamente, e muitos só entram no mercado de trabalho depois do mestrado ou doutoramento, para colaborar com chefes, directores de serviço ou patrões a quem nunca atribuiriam grau académico algum
eis algumas das verdadeiras razões para acabar com tanta titulação e falsa etiqueta, sendo certo o mérito do resultado e da finalidade
mas também jametinhamdito que no caso em apreço, do BCP, pode a medida prestar-se a interpretações algo além do pragmatismo laboral: poderia ver-se a extinção do tratamento interno pelo grau académico como forma de assinalar a ruptura organizacional, a nova liderança ou a reserva em homenagem ao último dos moicanos - Jardim Gonçalves, o engenheiro !
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2005-07-03
esposa grátis

e o que mais pode um estabelecimento comercial oferecer para o cliente ficar totalmente satisfeito ?
a crer no anúncio do JN, o Hotel Londres, ao Estoril, jametinhadito: esposa à borliu, nada menos !
e crianças de brinde !!
é o verdadeiro especial família, aproveite quem quiser, Portugal no seu melhor ainda será um país !!!
quem sabe se de turismo ? ...
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2005-07-02
centenário
atenta e afectuosamente assinalado por quem jametinhadito de história e de direito, regista-se mais um ditoso centenário deste humílimo blog
obrigado
observacoes sao benvindas
obrigado
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2005-06-30
Guerreiro
Emídio, 105 anos, cruzou e lutou por três séculos, em permanente combate pela lucidez, de que era um extraordinário titular, e pela dignidade humana
em nome da dignidade humana arriscou, guerreou e bateu-se toda uma vida, grande parte dela muito corajosamente em contraciclo !
e que vida ...
logo menos de um ano após o golpe de 1926 tentou derrubar os golpistas; se tem vencido, pouparia talvez a Portugal mais de meio século de ditadura, pobreza e ignorância
exilado, combateu o tirano Franco; se tem ganho, pouparia muitas vidas, repressão e ignomínia
depois da madrugada de Abril, fundou e dirigiu o então PPD, em contraciclo, de onde acabou por sair, também em contraciclo
ser humano e cidadão exemplar, nobre portador da bandeira e das armas do bem – pelo qual é necessário agir e bater-se, eis a sua lúcida mensagem – Emídio Guerreiro abraçou, transportou e disseminou pelos tempos (e pelas geografias, do exílio, mesmo no seu próprio País) a suprema causa da dignidade humana, que sacrificadamente defendeu com bravura, lucidez e acção
uma vida de luz
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em nome da dignidade humana arriscou, guerreou e bateu-se toda uma vida, grande parte dela muito corajosamente em contraciclo !
e que vida ...
logo menos de um ano após o golpe de 1926 tentou derrubar os golpistas; se tem vencido, pouparia talvez a Portugal mais de meio século de ditadura, pobreza e ignorância
exilado, combateu o tirano Franco; se tem ganho, pouparia muitas vidas, repressão e ignomínia
depois da madrugada de Abril, fundou e dirigiu o então PPD, em contraciclo, de onde acabou por sair, também em contraciclo
ser humano e cidadão exemplar, nobre portador da bandeira e das armas do bem – pelo qual é necessário agir e bater-se, eis a sua lúcida mensagem – Emídio Guerreiro abraçou, transportou e disseminou pelos tempos (e pelas geografias, do exílio, mesmo no seu próprio País) a suprema causa da dignidade humana, que sacrificadamente defendeu com bravura, lucidez e acção
uma vida de luz
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2005-06-26
gente
ontem, sábado 25 de Junho, o Púlico tem dois homólogos do Ditos e apesar do direito que o nome do dia pressupõe, a coluna «Diz-se» transcreve do Jornal de Negócios, duas afirmações de Baptista-Bastos que não dão descanso ao Governo
nada de extraordinário, vindo de quem, sem papas na língua, sempre se destacou pela análise lúcida, crítica contundente e expressão certeira
dá-se no entanto o caso de Baptista-Bastos se referir ostensivamente a "esta gente" que nos tem governando desde há trinta anos
já outro ilustre comentador, em recente jametinhasdito, verberava contra "esta gente", seja lá o que for o conceito mas tendencialmente a coisificação de pessoas desmerecidas de maior consideração, designadamente porque, pelo que se tem visto - Baptista-Bastos - erraram tanto ou tudo, ou porque - Vasco Graça Moura - segura e aritmeticamente, vão errar tanto ou tudo
começa pois a preocupar que comentadores tão literatos e desabridos, tenham necessidade de recorrer à despersonalização e à generalização dos criticados, atribuindo-lhe o epíteto pejorativo que o «esta gente» pretende encerrar em vez da identificação exacta das pessoas e actos sob crítica
além de infeliz e menos elegante, parece retórica de último recurso mais apropriado para quem nada tem para jametinhasdizer ...
já o «DIXIT» vem aqui ter por outras razões: transcreve um conjunto de alocuções proferidas no debate mensal com o Primeiro-Ministro mas deixa um saldo estranhamente negativo - 9 (nove) 9 frases de José Sócrates para apenas 1 de Marques Mendes, líder da oposição, já para não falar do encómio à antiga de Alberto Martins, deputado do PS que se dirige ao próprio chefe por V.Exa. e procurando convencê-lo de que estamos (?) conscientes de que será um protagonista e está a sê-lo (será antes selo?) da autoridade democrática ...
esta gente ... digo, este Alberto Martins ...
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nada de extraordinário, vindo de quem, sem papas na língua, sempre se destacou pela análise lúcida, crítica contundente e expressão certeira
dá-se no entanto o caso de Baptista-Bastos se referir ostensivamente a "esta gente" que nos tem governando desde há trinta anos
já outro ilustre comentador, em recente jametinhasdito, verberava contra "esta gente", seja lá o que for o conceito mas tendencialmente a coisificação de pessoas desmerecidas de maior consideração, designadamente porque, pelo que se tem visto - Baptista-Bastos - erraram tanto ou tudo, ou porque - Vasco Graça Moura - segura e aritmeticamente, vão errar tanto ou tudo
começa pois a preocupar que comentadores tão literatos e desabridos, tenham necessidade de recorrer à despersonalização e à generalização dos criticados, atribuindo-lhe o epíteto pejorativo que o «esta gente» pretende encerrar em vez da identificação exacta das pessoas e actos sob crítica
além de infeliz e menos elegante, parece retórica de último recurso mais apropriado para quem nada tem para jametinhasdizer ...
já o «DIXIT» vem aqui ter por outras razões: transcreve um conjunto de alocuções proferidas no debate mensal com o Primeiro-Ministro mas deixa um saldo estranhamente negativo - 9 (nove) 9 frases de José Sócrates para apenas 1 de Marques Mendes, líder da oposição, já para não falar do encómio à antiga de Alberto Martins, deputado do PS que se dirige ao próprio chefe por V.Exa. e procurando convencê-lo de que estamos (?) conscientes de que será um protagonista e está a sê-lo (será antes selo?) da autoridade democrática ...
esta gente ... digo, este Alberto Martins ...
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2005-06-24
em queda
o tema da quartada de Vasco Graça Moura no editorial do DN de 22 de Junho é totalmente irrelevante
mas o propósito é ostensivo: penalizar “esta gente” do Governo socialista
o ouro está nas eleições autárquicas, uma pechincha de oportunidade !
e os meios até são elementares, nem mais é preciso, o dito Governo já começou a cair, por decreto de comentador profissional à sombra de uma inteligência que «funciona com um fascinante sentido de simplificação.»
ele há personalidades assim, maternais a explicar aritmética às crianças
e a história registará a data de 16 de Junho de 2005 como um dia de entrevistas na televisão !!!
calmamente, com a mesma sóbria serenidade e honestidade intelectual com que ainda há poucos meses as quartadas davam dez anos de vigorosa longevidade governamental a Santana Lopes ...
e há poucos mais, outros dez a Durão Barroso...
livra !
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mas o propósito é ostensivo: penalizar “esta gente” do Governo socialista
o ouro está nas eleições autárquicas, uma pechincha de oportunidade !
e os meios até são elementares, nem mais é preciso, o dito Governo já começou a cair, por decreto de comentador profissional à sombra de uma inteligência que «funciona com um fascinante sentido de simplificação.»
ele há personalidades assim, maternais a explicar aritmética às crianças
e a história registará a data de 16 de Junho de 2005 como um dia de entrevistas na televisão !!!
calmamente, com a mesma sóbria serenidade e honestidade intelectual com que ainda há poucos meses as quartadas davam dez anos de vigorosa longevidade governamental a Santana Lopes ...
e há poucos mais, outros dez a Durão Barroso...
livra !
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2005-06-23
lapsus parvum
dito em português corrente, um pequeno lapso !
outras palavras: um erro pequenino, coisa pouca, um lapsinho !!!
a Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, jasetinhadito "...um pouco atrapalhada" quando perorou sobre "um pronunciamento sobre um despacho do Governo Regional de um Tribunal dos Açores, que não é de Lisboa nem respeita à República Portuguesa, portanto não respeita ao nosso sistema"
ainda se pode dissecar a ambiguidade: é o Tribunal dos Açores que não respeita à República ? a sentença ? ou o Governo Regional ? ou o despacho ?
para haver safa é capaz de ser preciso interpretar a expressão ministerial no sentido de que o Tribunal não sentenciou a República ...
por via de outras interpretações o lapso deixa de ser pequeno, mesmo que a atrapalhação seja compreensível, carregando na infelicidade de uma declaração deveras precipitada
mas o jametinhasdito educacional vai para a filosofia pressuposta na tentativa de emenda, lá onde a Ministra afirma que "Os ministros são pessoas normais e cometem lapsos e só são diferentes porque têm mais responsabilidades"
esta perspectiva confina ou eleva os Ministros a pessoas, digamos ... especiais ? -
bem vistas as coisas, é justamente por terem mais responsabilidades do que as "pessoas normais" que os Ministros não podem cometer os mesmos erros - a errar como as "pessoas normais" deverão deixar de ser Ministros
aproveitando a deixa, importa admitir que a Ministra também procurou reconhecer preocupação pelos descontentamentos dos professores mas soube defender os interesses superiores da educação
num país de "munto ilevado analfabrutismo", eh eh, a prioridade tem que ser definida de forma inquívoca a favor da menor perturbação possível do ano lectivo, devendo os interesses, privilégios ou legítimos direitos sectoriais ser defendidos ou prosseguidos com cuidada limitação da extensão dos prejuízos causados aos alunos e à comunidade em geral
e nunca agravar a situação deliberando a coincidência da greve com a data prevista para realização de exames, criando uma verdadeira armadilha à raposa, o que fica muito mal a quem exerce a delicada e decisiva função docente
há tempo para cada qual se exprimir, reivindicar e lutar
desnecessário e contraproducente é fazer perigar bens preciosos, como a educação num país e sobre uma população dela especialmente carente
observacoes sao benvindas
outras palavras: um erro pequenino, coisa pouca, um lapsinho !!!
a Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, jasetinhadito "...um pouco atrapalhada" quando perorou sobre "um pronunciamento sobre um despacho do Governo Regional de um Tribunal dos Açores, que não é de Lisboa nem respeita à República Portuguesa, portanto não respeita ao nosso sistema"
ainda se pode dissecar a ambiguidade: é o Tribunal dos Açores que não respeita à República ? a sentença ? ou o Governo Regional ? ou o despacho ?
para haver safa é capaz de ser preciso interpretar a expressão ministerial no sentido de que o Tribunal não sentenciou a República ...
por via de outras interpretações o lapso deixa de ser pequeno, mesmo que a atrapalhação seja compreensível, carregando na infelicidade de uma declaração deveras precipitada
mas o jametinhasdito educacional vai para a filosofia pressuposta na tentativa de emenda, lá onde a Ministra afirma que "Os ministros são pessoas normais e cometem lapsos e só são diferentes porque têm mais responsabilidades"
esta perspectiva confina ou eleva os Ministros a pessoas, digamos ... especiais ? -
bem vistas as coisas, é justamente por terem mais responsabilidades do que as "pessoas normais" que os Ministros não podem cometer os mesmos erros - a errar como as "pessoas normais" deverão deixar de ser Ministros
aproveitando a deixa, importa admitir que a Ministra também procurou reconhecer preocupação pelos descontentamentos dos professores mas soube defender os interesses superiores da educação
num país de "munto ilevado analfabrutismo", eh eh, a prioridade tem que ser definida de forma inquívoca a favor da menor perturbação possível do ano lectivo, devendo os interesses, privilégios ou legítimos direitos sectoriais ser defendidos ou prosseguidos com cuidada limitação da extensão dos prejuízos causados aos alunos e à comunidade em geral
e nunca agravar a situação deliberando a coincidência da greve com a data prevista para realização de exames, criando uma verdadeira armadilha à raposa, o que fica muito mal a quem exerce a delicada e decisiva função docente
há tempo para cada qual se exprimir, reivindicar e lutar
desnecessário e contraproducente é fazer perigar bens preciosos, como a educação num país e sobre uma população dela especialmente carente
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2005-06-21
eterno (?) feminino socialista
de acordo com a mais recente notícia da respectiva página oficial, o Departamento Nacional de Mulheres Socialistas jametinhadito que vai fazer das suas eleições um marco histórico
o objectivo foi plenamente atingido: as candidaturas concluíram-se a 3 de Maio (vai para dois meses) e a campanha oficial começou a 19 de Maio passado (há mais de um mês) tendo entretanto circulado diversos rumores, notícias, boatos, desmentidos, promessas, hipóteses, metásteses, metáforas, suposições, pressuposições e muitas outras confusões
na realidade, a notícia é antiga, a página oficial está muito desactualizada, não diz que as eleições já foram, nem que o PS ainda não tem Presidente das Mulheres Socialistas, Conselho Consultivo também não ...
resultados ?
estão à vista, escusam de gastar mais euros, latim e tempo de antena
a compreensão alheia tem limites, onde estão as Mulheres Socialistas ?
enfim, o problema é lá delas ...
observacoes sao benvindas
o objectivo foi plenamente atingido: as candidaturas concluíram-se a 3 de Maio (vai para dois meses) e a campanha oficial começou a 19 de Maio passado (há mais de um mês) tendo entretanto circulado diversos rumores, notícias, boatos, desmentidos, promessas, hipóteses, metásteses, metáforas, suposições, pressuposições e muitas outras confusões
na realidade, a notícia é antiga, a página oficial está muito desactualizada, não diz que as eleições já foram, nem que o PS ainda não tem Presidente das Mulheres Socialistas, Conselho Consultivo também não ...
resultados ?
estão à vista, escusam de gastar mais euros, latim e tempo de antena
a compreensão alheia tem limites, onde estão as Mulheres Socialistas ?
enfim, o problema é lá delas ...
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2005-06-15
às escuras ?
a Sábado, revista com inúmeros atractivos, na edição de 3 a 8 de Junho – sim, notícias frescas – jametinhadito que também há restaurantes que servem pratos às escuras
bem visto, o verdadeiro poder dos sentidos pode ser revelado quando falta ou não usamos algum deles
neste caso, que redobrado deve ser o apuro do tacto, do ouvido, do olfacto e, instigadamente, do paladar
se é certo que os olhos também comem, e às vezes é muito mais ou mesmo só isso, é também provável que outros e intensos sabores se extraiam da experiência de comer e conviver ... sem ver !
os Clientes são ajudados pelos invisuais - que trabalham no restaurante!
de acordo com as informações da página do «Dans le Noir?», em que até a interrogativa é saborosamente prometedora, o projecto nasceu da visão de responsáveis pela Associação Paul Guinot, defensora de cegos e amblíopes franceses, para sensibilizar e proporcionar o conhecimento do modo de vida e dificuldades de quem não vê...
o que pelos vistos é possível realizar de forma construtiva, prazenteira e ética !
observacoes sao benvindas
bem visto, o verdadeiro poder dos sentidos pode ser revelado quando falta ou não usamos algum deles
neste caso, que redobrado deve ser o apuro do tacto, do ouvido, do olfacto e, instigadamente, do paladar
se é certo que os olhos também comem, e às vezes é muito mais ou mesmo só isso, é também provável que outros e intensos sabores se extraiam da experiência de comer e conviver ... sem ver !
os Clientes são ajudados pelos invisuais - que trabalham no restaurante!
de acordo com as informações da página do «Dans le Noir?», em que até a interrogativa é saborosamente prometedora, o projecto nasceu da visão de responsáveis pela Associação Paul Guinot, defensora de cegos e amblíopes franceses, para sensibilizar e proporcionar o conhecimento do modo de vida e dificuldades de quem não vê...
o que pelos vistos é possível realizar de forma construtiva, prazenteira e ética !
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visão
em Beleza e em boa hora, a Fundação Champalimaud anunciou a instituição de um Prémio, a atribuir de dois em dois anos, destinado a incentivar e compensar a investigação na área da visão, no quadro do desenvolvimento da actividade de pesquisa científica no campo da medicina
na expectativa de que frutifiquem os avanços significativos no âmbito da visão, um jametinhasdito de júbilo para quem haja bem !
observacoes sao benvindas
na expectativa de que frutifiquem os avanços significativos no âmbito da visão, um jametinhasdito de júbilo para quem haja bem !
observacoes sao benvindas
a rua do nome
a Monforte, no Alto Alentejo, são reconhecidos importantes vestígios megalíticos, estudados, enquadrados no património arqueológico da região que testemunha um passado longínquo de presença e actividade humana desde há cinco milénios
Monforte tem também inúmeros elementos edificados que remontam à época da ocupação romana, uns dois milénios de história
já no milénio passado, foi palco de lutas entre cristãos e mouros, tendo sido vitorioso o exército de D. Afonso Henriques, o Fundador de Portugal, já lá vão quase mil anos
mais recentemente, Monforte serviu na defesa contra invasores do território nacional
há dias, foi notícia por ter dado o nome de um dos seus, vivo e jovial, a um Largo, que passou a chamar-se José Carlos Malato
o topónimo homenageia e responsabiliza um profissional de rádio e televisão, no activo, esperemos que com muito para dar
acto contínuo, além de referências invejosas, soezes e boçais, o assunto mereceu também a atenção de intelectuais, mais propriamente e para o que ao Ditos interessa, deu alimento a comentadores
na revista do Expresso, a Única Bomba Inteligente Carla Hilário Quevedo perorou sobre a atribuição camarária ao seu Colega de comunicação
e no Diário de Notícias, Miguel Gaspar, verdadeiro refúgio dos media, jametinhadito que a vila de Monforte participou na “subversão da memória”, alterando o curso natural do rio da história, que tende a inundar de antepassados célebres a toponímia dos nossos lugares
mas bem sabemos que os nomes das ruas mudam e até o dos lugares, quem não se lembra do Poço passar a Fonte, em Boliqueime – e quantas mil vezes preferível seria substituir “Quinta do Cabrinha” por nome mais auspicioso para um bairro social ganhar o ânimo necessário a enfrentar tantas dificuldades no seu quotidiano ? e quantas vontades faltam para substituir o “Senhor Roubado” da placa da primeira localidade à saída de Lisboa em direcção a Loures ? e quantos comentadores, apresentadores ou locutores poderiam enobrecer muitos lugares que habitamos, de nome irreconhecível ou pateta ?
haverá poucas ruas, praças e pontes Vasco da Gama, Elias Garcia, Almirante Reis ? mais algumas alamedas, avenidas e viadutos Eça de Queiroz, Hintze Ribeiro, D. Pedro ? e freguesias de Santos ?
é bem certo que nem o dia de hoje apaga a memória, nem todos os nomes de rua são exactamente heróis, nem só de passado é feito o presente
e o caso em apreço parece mais aposta de futuro
oxalá !
observacoes sao benvindas
Monforte tem também inúmeros elementos edificados que remontam à época da ocupação romana, uns dois milénios de história
já no milénio passado, foi palco de lutas entre cristãos e mouros, tendo sido vitorioso o exército de D. Afonso Henriques, o Fundador de Portugal, já lá vão quase mil anos
mais recentemente, Monforte serviu na defesa contra invasores do território nacional
há dias, foi notícia por ter dado o nome de um dos seus, vivo e jovial, a um Largo, que passou a chamar-se José Carlos Malato
o topónimo homenageia e responsabiliza um profissional de rádio e televisão, no activo, esperemos que com muito para dar
acto contínuo, além de referências invejosas, soezes e boçais, o assunto mereceu também a atenção de intelectuais, mais propriamente e para o que ao Ditos interessa, deu alimento a comentadores
na revista do Expresso, a Única Bomba Inteligente Carla Hilário Quevedo perorou sobre a atribuição camarária ao seu Colega de comunicação
e no Diário de Notícias, Miguel Gaspar, verdadeiro refúgio dos media, jametinhadito que a vila de Monforte participou na “subversão da memória”, alterando o curso natural do rio da história, que tende a inundar de antepassados célebres a toponímia dos nossos lugares
mas bem sabemos que os nomes das ruas mudam e até o dos lugares, quem não se lembra do Poço passar a Fonte, em Boliqueime – e quantas mil vezes preferível seria substituir “Quinta do Cabrinha” por nome mais auspicioso para um bairro social ganhar o ânimo necessário a enfrentar tantas dificuldades no seu quotidiano ? e quantas vontades faltam para substituir o “Senhor Roubado” da placa da primeira localidade à saída de Lisboa em direcção a Loures ? e quantos comentadores, apresentadores ou locutores poderiam enobrecer muitos lugares que habitamos, de nome irreconhecível ou pateta ?
haverá poucas ruas, praças e pontes Vasco da Gama, Elias Garcia, Almirante Reis ? mais algumas alamedas, avenidas e viadutos Eça de Queiroz, Hintze Ribeiro, D. Pedro ? e freguesias de Santos ?
é bem certo que nem o dia de hoje apaga a memória, nem todos os nomes de rua são exactamente heróis, nem só de passado é feito o presente
e o caso em apreço parece mais aposta de futuro
oxalá !
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2005-06-06
contra Tempos
sobre comentários ao "não" e à vã glória de desmanchar, jametinhamdito o que "todo o comentário diz mais sobre quem o faz do que propriamente sobre o assunto versado."
(Heidegger – e, possivelmente, antes dele muitos outros)
é bem lembrado!
Sein und Zeit !!
e sabe-se que nem é difícil esquecer a dificuldade que é esquecer o esquecimento !!!
ainda que à boleia, Heidegger na berlinda é sempre enriquecedor, mesmo se no pano de um debate em que alguns resultados já conhecidos são apropriados vitoriosamente pela conquista de coisa nenhuma
ainda perorando o Non, germe ampliador do Nee: ontem, Vasco Wemans cantava vitória no Público, iniciando sintomaticamente a sua carta ao Director com a necessidade de explicar que a vitória do Não é também a vitória da Europa porque ... “não existe no Não do povo francês à Constituição uma ameaça ou um perigo para a União...” - ainda que, apesar de implausível, fosse verdade, tão brilhante vitória tem afinal resultado parco ou nenhum ...
voltando a Friburgo, o ilustre professor, reitor (enquanto foi membro do Partido Nacional Socialista, na Alemanha de 1933) e catedrático, problematizou superiormente o Ser e preocupou-se com a existência autêntica, fundada em genuíno cuidado devido aos outros, mas debateu-se com a impossibilidade da metafísica, da fé e, inexoravelmente, da sistematização teórica do Ser ... tema reservado à órbita poética
importa muito referenciar que o esquecimento (o tempo, os seu limites e o limite que por sua vez constitui, ao menos para o ser humano?) e o Ser (a finitude da existência humana, simultaneamente condição sine qua non e limite da interpelação e consciência do Ser?) são centrais nos densos e inovadores estudos de Heidegger mas a questão é vinculada à proximidade de Husserl, de quem foi discípulo, e à necessidade de oposição à fenomenologia ou pelo menos a quanto a doutrina do Mestre não (lhe) respondia
tem pois, mesmo o genial Heidegger, o seu lugar próprio na evolução da filosofia, enquadrado e relativizado no conhecimento humano em geral e nas doutrinas que o (en)informaram, sobretudo as do seu tempo, não tendo obviamente nenhuma natureza absoluta de divindade, que aliás rejeitava em tese
de todo o modo, a crer no alcance e no sentido atribuído à citação sobre o carácter reflexivo dos comentários sobre os comentadores, nada parece autorizar qualquer distinção, para tal efeito, entre comentários defensores de Não e comentários defensores de Sim, tão só arrasando veleidades de qualquer comentador quanto ao sentido que supunha imprimir aos respectivos assuntos versados, pelos vistos esmagados na fogueira de labéu legitimado por semelhante sumidade – mas também a citação corre o risco de nada nos dizer sobre o assunto versado, limitando-se, como sucede aos demais mortais, a referir-se apenas ao próprio autor...
resta, como esperança, que acima de defensores de Não e Sim esteja quem não se atreve a defender nada ou mesmo quem, indiferente a tudo isso, se augure estoicamente a ficar na expectativa
e, em época de incertezas, mais de constatar que defender, depois logo se vê ...
ao menos isso !
observacoes sao benvindas
(Heidegger – e, possivelmente, antes dele muitos outros)
é bem lembrado!
Sein und Zeit !!
e sabe-se que nem é difícil esquecer a dificuldade que é esquecer o esquecimento !!!
ainda que à boleia, Heidegger na berlinda é sempre enriquecedor, mesmo se no pano de um debate em que alguns resultados já conhecidos são apropriados vitoriosamente pela conquista de coisa nenhuma
ainda perorando o Non, germe ampliador do Nee: ontem, Vasco Wemans cantava vitória no Público, iniciando sintomaticamente a sua carta ao Director com a necessidade de explicar que a vitória do Não é também a vitória da Europa porque ... “não existe no Não do povo francês à Constituição uma ameaça ou um perigo para a União...” - ainda que, apesar de implausível, fosse verdade, tão brilhante vitória tem afinal resultado parco ou nenhum ...
voltando a Friburgo, o ilustre professor, reitor (enquanto foi membro do Partido Nacional Socialista, na Alemanha de 1933) e catedrático, problematizou superiormente o Ser e preocupou-se com a existência autêntica, fundada em genuíno cuidado devido aos outros, mas debateu-se com a impossibilidade da metafísica, da fé e, inexoravelmente, da sistematização teórica do Ser ... tema reservado à órbita poética
importa muito referenciar que o esquecimento (o tempo, os seu limites e o limite que por sua vez constitui, ao menos para o ser humano?) e o Ser (a finitude da existência humana, simultaneamente condição sine qua non e limite da interpelação e consciência do Ser?) são centrais nos densos e inovadores estudos de Heidegger mas a questão é vinculada à proximidade de Husserl, de quem foi discípulo, e à necessidade de oposição à fenomenologia ou pelo menos a quanto a doutrina do Mestre não (lhe) respondia
tem pois, mesmo o genial Heidegger, o seu lugar próprio na evolução da filosofia, enquadrado e relativizado no conhecimento humano em geral e nas doutrinas que o (en)informaram, sobretudo as do seu tempo, não tendo obviamente nenhuma natureza absoluta de divindade, que aliás rejeitava em tese
de todo o modo, a crer no alcance e no sentido atribuído à citação sobre o carácter reflexivo dos comentários sobre os comentadores, nada parece autorizar qualquer distinção, para tal efeito, entre comentários defensores de Não e comentários defensores de Sim, tão só arrasando veleidades de qualquer comentador quanto ao sentido que supunha imprimir aos respectivos assuntos versados, pelos vistos esmagados na fogueira de labéu legitimado por semelhante sumidade – mas também a citação corre o risco de nada nos dizer sobre o assunto versado, limitando-se, como sucede aos demais mortais, a referir-se apenas ao próprio autor...
resta, como esperança, que acima de defensores de Não e Sim esteja quem não se atreve a defender nada ou mesmo quem, indiferente a tudo isso, se augure estoicamente a ficar na expectativa
e, em época de incertezas, mais de constatar que defender, depois logo se vê ...
ao menos isso !
observacoes sao benvindas
o nome da rua

o nome da rua

o Instituto Militar dos Pupilos do Exército, vulgo Pilão, criou raízes na comunidade portuguesa como resposta a problemas decorrentes do envolvimento do país nas guerras coloniais
assegurava instrução e ensino a jovens órfãos ou de algum outro modo desfavorecidos, com objectivos práticos, definidos e múltiplos: prepará-los ao nível individual, fornecendo-lhe a formação humana, o treino físico e mental e os conhecimentos técnicos necessários para enfrentarem a vida, como a si próprios, através de uma profissão, da solidariedade e do desenvolvimento moral e intelectual
mas também, a nível relacional, para a constituição de forte espírito de grupo, equipa e corpo; para integrarem e fortalecerem a família; para contribuírem para o progresso da comunidade e do país
ou mesmo, como se diz hoje, para acederem ao mercado
com ofertas em internato ou em externato, aos níveis do ensino básico, secundário e superior, mantém ainda hoje as qualidades, os recursos e a força de vontade para assegurar um ensino pragmático de referência, de que se podem orgulhar alunos, ex-alunos e, com toda a certeza, futuros alunos
até porque, jametinham dito, querer é poder ! ! !
observações são benvindas
2005-06-04
alega Lima
mais um exemplo de má fé sectária ? é óbvio que não é só mera ignorância nem sequer a costumada aposta chicana na ignorância de alguns destinatários para vender quilogramas ... !
aqui vai, assinado por jornalista qualificado em responsável editorial:
"Alega Campos e Cunha que a sua pensão do Banco de Portugal «é um direito adquirido, legal e legítimo». Também as reformas aos 60 anos eram. Ou as promoções automáticas. Ou os sistemas especiais de saúde e de pensões de várias profissões. E o ministro não se coibiu de os abolir ou reduzir drasticamente".
José António Lima, "Expresso", 4-6-2005
ora, fácil é distinguir entre regimes de pensões, saúde ou promoções e os direitos em dado momento adquiridos ao abrigo desses ou de certos regimes
uma vez constituídos, a alteração dos direitos é ilegítima, há uma tutela legal de protecção individual
já os regimes podem e devem mudar, atendendo a razões políticas, económicas e de justiça social - e precisamente essas eventuais alterações de regime não devem produzir efeitos retroactivos, ou seja, não devem afectar prejudicalmente as situações individuais já constituídas
os aproveitamentos partidários demagógicos, desde a ignorância até à falsa fé, naturalmente que são eticamente reprováveis, compreendendo-se, embora sem razão, na luta pelo poder, na exploração dos interesses dos dirigentes e das estruturas organizativas que representam e de que se alimentam
aos profissionais da informação é suposto e pressuposto conceder que não são movidos pela chicana da cobiça do poder, presumindo-se que se não regem pelos inconfessáveis interesses de responsáveis político-partidários, ao menos enquanto se abrigam sob o título de funções editoriais
mas jametinhamdito que há jornais que se prestam a isso ...
bah !
observacoes sao benvindas
aqui vai, assinado por jornalista qualificado em responsável editorial:
"Alega Campos e Cunha que a sua pensão do Banco de Portugal «é um direito adquirido, legal e legítimo». Também as reformas aos 60 anos eram. Ou as promoções automáticas. Ou os sistemas especiais de saúde e de pensões de várias profissões. E o ministro não se coibiu de os abolir ou reduzir drasticamente".
José António Lima, "Expresso", 4-6-2005
ora, fácil é distinguir entre regimes de pensões, saúde ou promoções e os direitos em dado momento adquiridos ao abrigo desses ou de certos regimes
uma vez constituídos, a alteração dos direitos é ilegítima, há uma tutela legal de protecção individual
já os regimes podem e devem mudar, atendendo a razões políticas, económicas e de justiça social - e precisamente essas eventuais alterações de regime não devem produzir efeitos retroactivos, ou seja, não devem afectar prejudicalmente as situações individuais já constituídas
os aproveitamentos partidários demagógicos, desde a ignorância até à falsa fé, naturalmente que são eticamente reprováveis, compreendendo-se, embora sem razão, na luta pelo poder, na exploração dos interesses dos dirigentes e das estruturas organizativas que representam e de que se alimentam
aos profissionais da informação é suposto e pressuposto conceder que não são movidos pela chicana da cobiça do poder, presumindo-se que se não regem pelos inconfessáveis interesses de responsáveis político-partidários, ao menos enquanto se abrigam sob o título de funções editoriais
mas jametinhamdito que há jornais que se prestam a isso ...
bah !
observacoes sao benvindas
2005-06-02
... ou a vã glória
ditos
... enfim, a Europa há-de trilhar os seus caminhos, umas vezes a poder de construtivos sins, umas outras por baixo de clamorosos nãos, longe vão pois os tempos em que a evolução (?) se perspectivava à bordoada, canhonada, etc.
um não terá poderosas virtudes ou mesmo muitas mais
realizar algo é porém desafio maior, implica propor, eventualmente cativar, seduzir ou animar a partilha de ideais; sujeitar-se a ceder; procurar consensos; obter compromissos
mas os tempos não estão para compromissos, todos gostam de fazer prevalecer os seus interesses, decerto legítimos
o não é inteiramente legítimo e porventura a melhor escolha, talvez até justo - bem, o recurso ao exagero é meramente didactico - mas faz lembrar a história da rã e do lacrau, a primeira propõe-se atravessar a ribeira, do que o segundo não é capaz, mas encetado o trajecto cooperativo, o lacrau concretiza a sua natureza, afundando ideal, propósito, travessia, cooperação e ... o canastro de ambos
naturalmente que a CEE não foi propriamente referendada, nem os países que a compõem no momento inicial, quase todos os que agora integram a União Europeia, ou os que constituem por ora a lista da ONU, tão pouco foi referendada a construção do Castelo de São Jorge, a cidade de Lisboa, a Torre Eiffel de Paris, a farmácia da esquina, a língua portuguesa, o armistício de 1945, o 25 de Abril, o horário de abertura do Museu Nacional de Arte Antiga, a Constituição da República ou as suas inúmeras alterações, a adesão de Portugal à CEE/CE/UE e muitas outras realizações ou aquisições humanas, muitas das quais obviamente não resistiriam a um excelso e vivaz referendo
as fontes de legitimação têm asim uma natureza fugidia face aos filtros mentais com que por vezes encaramos modernamente temas semelhantes - e a receita pode conter o germe da eficácia: tudo quanto não se queira realizar, submete-se a referendo, há enorme probalidade de ficar no papel ou mesmo no tinteiro !
nada há que propor em alternativa, nada há que ceder, nada há que aceitar
e como todas as razões são boas, o próximo projecto será ainda de mais difícil elaboração; mas é um saco de gatos, como irá colher mais e menos coesão, mais e menos federação, mais e menos liberalismo, mais e menos religião, mais e menos subsidiaridade, mais e menos social, mais e menos directório, mais e menos soberania, mais e menos economia, mais e menos política, mais e menos ética ?
por meritória e útil que seja, a vitória do não é pois sensaborona e deslavada: o que é que verdadeiramente oferece aos povos da Europa ? como se supera ? que progressos assegura ?
mas não é neutra nem indolor: além de dividir e acirrar, deve afastar a carta de direitos, o objectivo de pleno emprego e a supremacia de conceitos sociais e de solidariedade entre os povos de qualquer tentativa ou projecto de texto europeu nos próximos anos, talvez décadas, até que algum novo idealismo comunitário ou alguma transcedência solidária, eventualmente sob a premência de desânimos agonizantes, de ameaças totalitárias ou musculadas
o compromisso até pode construir a paz, castelos, países, comunidades, línguas, poemas, ciências, mas porventura com muitos defeitos pois, por definição e circunstância é de facto imperfeito
então vota não, porque jametinhasdito que não és comunista; nem sindicalista; nem operário; nem intelectual ...
... enfim, a Europa há-de trilhar os seus caminhos, umas vezes a poder de construtivos sins, umas outras por baixo de clamorosos nãos, longe vão pois os tempos em que a evolução (?) se perspectivava à bordoada, canhonada, etc.
um não terá poderosas virtudes ou mesmo muitas mais
realizar algo é porém desafio maior, implica propor, eventualmente cativar, seduzir ou animar a partilha de ideais; sujeitar-se a ceder; procurar consensos; obter compromissos
mas os tempos não estão para compromissos, todos gostam de fazer prevalecer os seus interesses, decerto legítimos
o não é inteiramente legítimo e porventura a melhor escolha, talvez até justo - bem, o recurso ao exagero é meramente didactico - mas faz lembrar a história da rã e do lacrau, a primeira propõe-se atravessar a ribeira, do que o segundo não é capaz, mas encetado o trajecto cooperativo, o lacrau concretiza a sua natureza, afundando ideal, propósito, travessia, cooperação e ... o canastro de ambos
naturalmente que a CEE não foi propriamente referendada, nem os países que a compõem no momento inicial, quase todos os que agora integram a União Europeia, ou os que constituem por ora a lista da ONU, tão pouco foi referendada a construção do Castelo de São Jorge, a cidade de Lisboa, a Torre Eiffel de Paris, a farmácia da esquina, a língua portuguesa, o armistício de 1945, o 25 de Abril, o horário de abertura do Museu Nacional de Arte Antiga, a Constituição da República ou as suas inúmeras alterações, a adesão de Portugal à CEE/CE/UE e muitas outras realizações ou aquisições humanas, muitas das quais obviamente não resistiriam a um excelso e vivaz referendo
as fontes de legitimação têm asim uma natureza fugidia face aos filtros mentais com que por vezes encaramos modernamente temas semelhantes - e a receita pode conter o germe da eficácia: tudo quanto não se queira realizar, submete-se a referendo, há enorme probalidade de ficar no papel ou mesmo no tinteiro !
nada há que propor em alternativa, nada há que ceder, nada há que aceitar
e como todas as razões são boas, o próximo projecto será ainda de mais difícil elaboração; mas é um saco de gatos, como irá colher mais e menos coesão, mais e menos federação, mais e menos liberalismo, mais e menos religião, mais e menos subsidiaridade, mais e menos social, mais e menos directório, mais e menos soberania, mais e menos economia, mais e menos política, mais e menos ética ?
por meritória e útil que seja, a vitória do não é pois sensaborona e deslavada: o que é que verdadeiramente oferece aos povos da Europa ? como se supera ? que progressos assegura ?
mas não é neutra nem indolor: além de dividir e acirrar, deve afastar a carta de direitos, o objectivo de pleno emprego e a supremacia de conceitos sociais e de solidariedade entre os povos de qualquer tentativa ou projecto de texto europeu nos próximos anos, talvez décadas, até que algum novo idealismo comunitário ou alguma transcedência solidária, eventualmente sob a premência de desânimos agonizantes, de ameaças totalitárias ou musculadas
o compromisso até pode construir a paz, castelos, países, comunidades, línguas, poemas, ciências, mas porventura com muitos defeitos pois, por definição e circunstância é de facto imperfeito
então vota não, porque jametinhasdito que não és comunista; nem sindicalista; nem operário; nem intelectual ...
2005-05-22
Não porque sim
o Pacheco Pereira é um mediático (vive disso!) e não desperdiça uma
oportunidade, ao contrário do Sporting...
também fez campanha contra o Santana, aliás desde antes de o Santana ser
Primeiro, logo que percebeu que o assunto ia dar conversa, notoriedade e
comentários sem fim
inclusivamente deixou no ar a hipótese de votar em branco ou não votar PSD
nas legislativas antecipadas pelo Sampaio (outro adepto do contra-ataque,
sistema eficaz contra convencidos, distraídos e outros esquecidos) e
lembro-me que só uns (muito poucos) dias antes das eleições desfez os
equívocos que deliberada e espectacularmente criou
razões para Sins e Nãos há sempre - e muitas !
recordo também uma recente sondagem em França, em momento em que o Não
ainda prevalecia, onde se verificava que as duas (com percentagens
muito próximas) principais (de longe, a milhas de terceiros argumentos)
razões para o Não eram: a) o Tratado Constitucional era demasiado liberal; b) o Tratado Constitucional era pouco liberal !!!
também nós podemos esgrimir razões para votarmos Não como os comunistas e
fascistas, esclarecendo que temos motivos diferentes
certo é que tal como quando está tudo a chorar há sempre tipos que
aproveitam o nicho de mercado e tornam-se vendedores de lenços de assoar,
também o nosso comentador Pacheco Pereira negoceia o seu produto, usando com
maestria os poderosos instrumentos de marketing de que faz óptimo uso, como
sejam um partido político e uma catrefa de órgãos de comunicação, blogues
incluídos
observacoes sao benvindas
oportunidade, ao contrário do Sporting...
também fez campanha contra o Santana, aliás desde antes de o Santana ser
Primeiro, logo que percebeu que o assunto ia dar conversa, notoriedade e
comentários sem fim
inclusivamente deixou no ar a hipótese de votar em branco ou não votar PSD
nas legislativas antecipadas pelo Sampaio (outro adepto do contra-ataque,
sistema eficaz contra convencidos, distraídos e outros esquecidos) e
lembro-me que só uns (muito poucos) dias antes das eleições desfez os
equívocos que deliberada e espectacularmente criou
razões para Sins e Nãos há sempre - e muitas !
recordo também uma recente sondagem em França, em momento em que o Não
ainda prevalecia, onde se verificava que as duas (com percentagens
muito próximas) principais (de longe, a milhas de terceiros argumentos)
razões para o Não eram: a) o Tratado Constitucional era demasiado liberal; b) o Tratado Constitucional era pouco liberal !!!
também nós podemos esgrimir razões para votarmos Não como os comunistas e
fascistas, esclarecendo que temos motivos diferentes
certo é que tal como quando está tudo a chorar há sempre tipos que
aproveitam o nicho de mercado e tornam-se vendedores de lenços de assoar,
também o nosso comentador Pacheco Pereira negoceia o seu produto, usando com
maestria os poderosos instrumentos de marketing de que faz óptimo uso, como
sejam um partido político e uma catrefa de órgãos de comunicação, blogues
incluídos
observacoes sao benvindas
2005-05-04
beijo em contramão
em crónica matinal em boa hora partilhada na TSF, faz tempo, Fernando Alves jametinhadito que viu o beijo de um casal na berma da IC 19, quando se aproximava de Lisboa no ror do trânsito matutino
o casal estava ao lado de um carro parado, no sentido de Sintra e o feliz cronista interrogava-se: seria hora de partida, estariam de regresso, seria uma pausa, haveria uma avaria ?
perturbador, como seria de esperar, o beijo em contramão despertava (!) a atenção dos transeuntes, num momento de perplexidade, como que uma prenda de travo e aroma diferente em mais um dia de trabalho na urbe
o olhar prendeu-se-lhe naquele beijo, obrigando-o a reparar, como terá sucedido a alguns outros condutores pela fresca da manhã
é assim como ouvir o galo cantar ou a chilreada dos pássaros, ver cair da árvore uma pêra, molhar os pés num ribeiro, sentir a brisa quente e reparadora
tudo pois quanto, nos escapa dia após dia, por entre os dedos, a vida afinal, nos seus quês de simplicidade e ternura, apressados e apresados na espuma das correrias artificiais que nos contam os minutos e nos roubam eternidades decisivas, como o instante de um beijo
e um beijo assim suspende o tempo e devolve-nos algo, breve mas com fragrância de verdadeira urgência ... tão urgente que o tempo não conta nem quanto nos rodeia ...
e é sempre urgente se é dado e visto às portas do dia e da cidade, na partilha de um acaso, de uma pausa, de uma berma, em perfeito recolhimento à beira da confusão, à vista de uma fila de perplexos observadores camuflados de condutores rumo a mais um dia, tornados invisíveis pelos mistérios da doçura ou da paixão, mas tocados brevemente pela graça de um beijo em contramão
observacoes sao benvindas
o casal estava ao lado de um carro parado, no sentido de Sintra e o feliz cronista interrogava-se: seria hora de partida, estariam de regresso, seria uma pausa, haveria uma avaria ?
perturbador, como seria de esperar, o beijo em contramão despertava (!) a atenção dos transeuntes, num momento de perplexidade, como que uma prenda de travo e aroma diferente em mais um dia de trabalho na urbe
o olhar prendeu-se-lhe naquele beijo, obrigando-o a reparar, como terá sucedido a alguns outros condutores pela fresca da manhã
é assim como ouvir o galo cantar ou a chilreada dos pássaros, ver cair da árvore uma pêra, molhar os pés num ribeiro, sentir a brisa quente e reparadora
tudo pois quanto, nos escapa dia após dia, por entre os dedos, a vida afinal, nos seus quês de simplicidade e ternura, apressados e apresados na espuma das correrias artificiais que nos contam os minutos e nos roubam eternidades decisivas, como o instante de um beijo
e um beijo assim suspende o tempo e devolve-nos algo, breve mas com fragrância de verdadeira urgência ... tão urgente que o tempo não conta nem quanto nos rodeia ...
e é sempre urgente se é dado e visto às portas do dia e da cidade, na partilha de um acaso, de uma pausa, de uma berma, em perfeito recolhimento à beira da confusão, à vista de uma fila de perplexos observadores camuflados de condutores rumo a mais um dia, tornados invisíveis pelos mistérios da doçura ou da paixão, mas tocados brevemente pela graça de um beijo em contramão
observacoes sao benvindas
2005-05-03
humanos recursos
passou o dia do Trabalhador, algo despercebido, o domingo a absorver um desejável feriado e para mais era dia das Mães, que tudo merecem, deviam ter um dia grande 365 vezes por ano, toda a nossa vida
nos últimos anos, recentemente, o primeiro dia de Maio tem sido aproveitado para contestar a globalização, por vezes de forma irracional e mesmo violentamente - o problema das multinacionais, da descaracterização cultural, das deslocalizações, da procura desenfreada de lucro, (s)enfim... pese embora ser forçoso reconhecer e criticar a deficiente democraticidade do sistema económico mundial, facto que importa superar construtivamente e sem destruição nem caos
longe vão os tempos da festa do início das plantações da Primavera, com o entusiasmo de todos, dos trabalhadores em especial, também a poder de ancestrais ritos dos ciclos naturais, da vida e da alegria, partilhada por velhos e novos
entretanto o dia significou luta, martírio, coisa a sério, a polícia a carregar e morriam trabalhadores, desvaliam-se famílias, cuidava-se do valioso futuro alheio com o risco da própria vida, tempos
entretanto passou a memorial, homenagem, comemoração, celebração de vitórias e atitudes, sinal da dignidade ao de cima
depois passou a caso de política, sindicatos partidarizados
ainda serviu para alguma música ou para sair simplesmente à rua, encontrar gente e animação, um dia roubado ao patrão é também para esbanjar ao sol, no jardim, no relvado, no largo, na praça, na avenida, na alameda
agora já quase só dá na TV, havemos de ver dois ou três espécimes, protegidos a honorário e lancharete, em entrevista a explicar como eram os tempos em que havia manifestações ou apenas reuniões ou mesmo trabalhadores ...
pois a grãfinagem guru da megagestão só conhece "recursos", ainda lá botam, digo, implementam um H mas tudo se pode racionalizar, reduzir, flexibilizar, jametihamdito que estará para breve o acabar de vez com a obsolescência do superlativo "humanos" a qualificar inviamente tão fungíveis recursos
de nada vale argumentar que os trabalhadores não são recursos, são antes sujeitos que exercem actividades remuneradas aplicando o saber e a mão de obra de que dispõem, de forma organizada pelos gestores e em benefício da empresa ou entidade patronal
também de nada vale argumentar que os gestores não são recursos mas sujeitos que exercem actividades remuneradas de administração de bens alheios, organizando os factores de produção, trabalho incluído - esse sim, um factor - em benefício da empresa ou dos accionistas seus proprietários
e também de nada vale argumentar que os accionistas não são recuros mas sujeitos que aplicam e arriscam os seus capitais e economias, confiando em gestores que organizam as actividades dos trabalhadores
é que o que faz mover o mundo são os fundos anónimos que representam a abstracção de referência, porventura meros índices e siglas, informaticamente listados, em que accionistas, gestores e trabalhadores são vistos não como sujeitos mas meros factores
ora, tal como gestores e accionistas, o trabalhador não é um recurso nem factor
o trabalhador é um sujeito, gente, ser humano que nasce, aprende, cresce, vive em Família e em sociedade, em várias comunidades incluindo a laboral, esta importante sem no entanto esgotar a vida, o todo em que se realiza e dignifica a pessoa humana
era por isso o entusiasmo das primeiras plantações da Primavera, os factores serviam o homem, sujeito dinamizador da transformação dos recursos, titular de dignidade humana e Família para alimentar e educar
era por isso que lutavam e morriam os trabalhadores martirizados no primeiro Primeiro de Maio, queriam ser tratados como sujeitos, pessoa humana, Pais, Mães, Filhos, gente
entretanto sobreveio a alpaca mais a era digital e as business school, puro management, cavalgado a gurus de case study debruado a power point, deixam de ver gente, é tudo recursos, tal como está consagrado na apresentação web-based
trabalhadores o que seja ?
partilha, o que é ?
dia de quê ?
observacoes sao benvindas
nos últimos anos, recentemente, o primeiro dia de Maio tem sido aproveitado para contestar a globalização, por vezes de forma irracional e mesmo violentamente - o problema das multinacionais, da descaracterização cultural, das deslocalizações, da procura desenfreada de lucro, (s)enfim... pese embora ser forçoso reconhecer e criticar a deficiente democraticidade do sistema económico mundial, facto que importa superar construtivamente e sem destruição nem caos
longe vão os tempos da festa do início das plantações da Primavera, com o entusiasmo de todos, dos trabalhadores em especial, também a poder de ancestrais ritos dos ciclos naturais, da vida e da alegria, partilhada por velhos e novos
entretanto o dia significou luta, martírio, coisa a sério, a polícia a carregar e morriam trabalhadores, desvaliam-se famílias, cuidava-se do valioso futuro alheio com o risco da própria vida, tempos
entretanto passou a memorial, homenagem, comemoração, celebração de vitórias e atitudes, sinal da dignidade ao de cima
depois passou a caso de política, sindicatos partidarizados
ainda serviu para alguma música ou para sair simplesmente à rua, encontrar gente e animação, um dia roubado ao patrão é também para esbanjar ao sol, no jardim, no relvado, no largo, na praça, na avenida, na alameda
agora já quase só dá na TV, havemos de ver dois ou três espécimes, protegidos a honorário e lancharete, em entrevista a explicar como eram os tempos em que havia manifestações ou apenas reuniões ou mesmo trabalhadores ...
pois a grãfinagem guru da megagestão só conhece "recursos", ainda lá botam, digo, implementam um H mas tudo se pode racionalizar, reduzir, flexibilizar, jametihamdito que estará para breve o acabar de vez com a obsolescência do superlativo "humanos" a qualificar inviamente tão fungíveis recursos
de nada vale argumentar que os trabalhadores não são recursos, são antes sujeitos que exercem actividades remuneradas aplicando o saber e a mão de obra de que dispõem, de forma organizada pelos gestores e em benefício da empresa ou entidade patronal
também de nada vale argumentar que os gestores não são recursos mas sujeitos que exercem actividades remuneradas de administração de bens alheios, organizando os factores de produção, trabalho incluído - esse sim, um factor - em benefício da empresa ou dos accionistas seus proprietários
e também de nada vale argumentar que os accionistas não são recuros mas sujeitos que aplicam e arriscam os seus capitais e economias, confiando em gestores que organizam as actividades dos trabalhadores
é que o que faz mover o mundo são os fundos anónimos que representam a abstracção de referência, porventura meros índices e siglas, informaticamente listados, em que accionistas, gestores e trabalhadores são vistos não como sujeitos mas meros factores
ora, tal como gestores e accionistas, o trabalhador não é um recurso nem factor
o trabalhador é um sujeito, gente, ser humano que nasce, aprende, cresce, vive em Família e em sociedade, em várias comunidades incluindo a laboral, esta importante sem no entanto esgotar a vida, o todo em que se realiza e dignifica a pessoa humana
era por isso o entusiasmo das primeiras plantações da Primavera, os factores serviam o homem, sujeito dinamizador da transformação dos recursos, titular de dignidade humana e Família para alimentar e educar
era por isso que lutavam e morriam os trabalhadores martirizados no primeiro Primeiro de Maio, queriam ser tratados como sujeitos, pessoa humana, Pais, Mães, Filhos, gente
entretanto sobreveio a alpaca mais a era digital e as business school, puro management, cavalgado a gurus de case study debruado a power point, deixam de ver gente, é tudo recursos, tal como está consagrado na apresentação web-based
trabalhadores o que seja ?
partilha, o que é ?
dia de quê ?
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